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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Doses elevadas de vitamina C ajudam a reduzir a pressão sanguínea

500 miligramas de vitamina C corresponde a aproximadamente seis copos de suco de laranja
500 miligramas de vitamina C corresponde a aproximadamente
 seis copos de suco de laranja
Dose diária média de 500 miligramas de vitamina C reduz, em curto prazo, pressão arterial em cerca de 3,84 milímetros de mercúrio
 
Grandes doses de vitamina C podem reduzir moderadamente a pressão sanguínea. É o que aponta pesquisa conduzida por cientistas da Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
 
"Nossa pesquisa sugere que a suplementação com vitamina C causa moderada queda na pressão arterial, mas antes que possamos recomendar suplementos como tratamento para pressão alta, nós precisamos de realizar mais pesquisas para compreender as implicações de tomá-las", diz o líder do estudo Edgar Pete R. Miller III.
 
Alguns especialistas acreditam que grandes quantidades de vitamina C, um micronutriente essencial encontrado principalmente em frutas e vegetais, pode reduzir a pressão, mas estudos padrão na área produziram resultados mistos.
 
Miller e colegas revisaram e analisaram dados de 29 estudos e ensaios clínicos publicados anteriormente sobre pressão arterial sistólica e/ou diastólica, como também comparu a ingestão de vitamina C a um placebo. Eles verificaram que uma dose diária média de 500 miligramas de vitamina C - cerca de cinco vezes a exigência diária recomendada - é capaz de reduzir, em curto prazo, a pressão arterial em 3,84 milímetros de mercúrio. Entre pessoas diagnosticadas com hipertensão a queda chegou a 5 milímetros de mercúrio.
 
A título de comparação, Miller observa que pacientes que tomam medicação para pressão arterial, tais como inibidores ACE ou diuréticos, obtém redução na pressão arterial em torno de 10 milímetros de mercúrio. Quinhentos miligramas de vitamina C corresponde a aproximadamente seis copos de suco de laranja. A ingestão diária recomendada de vitamina C para adultos é de 90 miligramas.
 
"Apesar de nossa análise ter encontrado apenas um impacto moderado sobre a pressão arterial, se a população dos EUA inteiro reduzir a pressão arterial em 3 milímetros de mercúrio, haverá muito menos casos de derrame", diz Miller. O pesquisador lembra, no entanto, que nenhum dos estudo mostra que a vitamina C reduz diretamente as taxas de doença cardiovascular, incluindo derrame.
 
Os estudos conduzidos se centram no papel potencial da vitamina C na redução da pressão arterial em função de seus efeitos biológicos e fisiológicos. A vitamina C, por exemplo, pode atuar como um diurético, fazendo com que os rins eliminem mais sódio e água do corpo, o que ajuda a relaxar as paredes dos vasos sanguíneos, diminuindo assim a pressão sanguínea.
 
Fonte isaude.net

Aprovado Projeto de Lei que garante a presença do Cirurgião-Dentista nas UTIs

Cirurgião-Dentista acompanha paciente em leito da UTI
Foto: SES/PR
Cirurgião-Dentista acompanha paciente em leito da UTI
O projeto estabelece a obrigatoriedade do Cirurgião-Dentista nas UTIs das redes hospitalares pública e privada
 
Foi aprovado por unanimidade, na  última quarta-feira (10), pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2.776/08. O projeto estabelece a obrigatoriedade do Cirurgião-Dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no âmbito hospitalar da rede pública e privada.
 
Segundo o Presidente do Conselho Federal de Odontogia (CFO), Ailton Morilhas, a aprovação do PL significa mais saúde para o paciente internado. " Com inserção do Cirurgião-Dentista nas equipes multidisciplinares das UTIs garantido por Lei, será possível realizar vários procedimentos e medidas preventivas e inclusive evitar o óbito. Além disso, o PL promove a ampliação do mercado de trabalho para os profissionais da classe odontológica" , afirma.
 
Agora o projeto segue para aprovação no Senado Federal e sanção presidencial. "O Conselho Federal de Odontologia, os CROs e as entidades de classe continuam acompanhando os tramites do projeto no Congresso Nacional," afirmou Ailton Morilhas

Com informações do CFO
 
Fonte isaude.net

Ministério da Saúde cobra de prefeitos programas permanentes de combate à dengue

Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Sáude
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Sáude
Gestores que assumiram em janeiro relataram lixo acumulado nas ruas e ausência de agentes de controle de endemia
 
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, cobrou nesta quarta (17) de prefeitos a implantação de programas permanentes de combate à dengue. Segundo ele, o Ministério registrou relatos de prefeitos que assumiram em janeiro deste ano sobre lixo acumulado nas ruas, ausência de equipes do Programa Saúde da Família e de agentes de controle de endemia.

Segundo Jarbas,"o ministério fez um repasse adicional de cerca de R$ 180 milhões, além do repasse regular de janeiro a dezembro, para que as prefeituras mantenham programas permanentes de combate à dengue, não só durante o verão. Além disso, fizemos uma revisão dos planos de contingência chamando a atenção para que prefeitos, principalmente os que perderam a eleição, não deixassem as cidades abandonadas" , completou.

Segundo o secretário, apesar do aumento de casos de dengue registrado nos primeiros três meses de 2013, as mortes provocadas pela doença no país caíram mais de 60% desde 2011, graças a medidas consideradas simples e eficazes para a prevenção e o diagnóstico da doença.

" 80% dos focos de mosquito estão dentro das casas, nas caixas d'água mal tampadas, com tampa rachada ou não tampadas; em reservatórios; em calhas entupidas com folhas; em pratos de vasos de planta; em garrafas deixadas no quintal. Se cada família gastar dez minutos por semana avaliando sua própria casa, reduziremos muito os focos do mosquito" , destacou.
 
Fonte isaude.net

Primeira paciente infectada com H7N9 em Pequim recebe alta de hospital

Após seis dias de tratamento no hospital, a temperatura de Yao (ao centro) se estabilizou e sua respiração e exames de sangue também melhoraram
Foto: Xinhua/Li Wen
Após seis dias de tratamento no hospital, a temperatura
de Yao (ao centro) se estabilizou e sua respiração e
exames de sangue também melhoraram
Menina de 7 anos está totalmente recuperada do novo vírus. País já tem 82 casos de infecção confirmados e 17 mortes
 
Uma menina de sete anos de Pequim que foi infetada pela gripe aviária H7N9, o primeiro caso registrado na capital chinesa, recebeu alta de hospital na tarde de quarta-feira, segundo autoridades locais de saúde.
 
A menina, de sobrenome Yao, está totalmente recuperada e testou negativo para o vírus H7N9 em quatro ocasiões, de acordo com fontes do Beijing Municipal Health Bureau em uma conferência de imprensa no Beijing Ditan Hospital, onde a menina estava sendo tratada. As informações são da agência Xinhua.
 
Ela foi autorizada a deixar o hospital após o cumprimento das normas de condição física. A observação médica de seus pais, as únicas duas pessoas que tiveram contato próximo com ela, também foi encerrada na quarta-feira.
 
Yao foi hospitalizada no dia 11 de abril e confirmada como o primeiro caso de infecção por H7N9 em Pequim, no dia 13 de abril.

82 casos confirmados
Nesta quarta-feira, a China confirmou cinco novos casos de infecção pelo H7N9, incluindo um em Xangai e quatro na província de Zhejiang.
 
A National Health and Family Planning Commission disse em sua última atualização diária que um total de 82 casos de H7N9 foram relatados em todo o país, incluindo 17 que terminaram em morte.
 
Do total, cinco pacientes com H7N9 foram dispensados de hospitais depois de receber tratamento, e outros 60 pacientes estão sendo tratados em hospitais designados, de acordo com a comissão.
 
Fonte isaude.net

Estresse agudo temporário melhora desempenho do cérebro e da memória

Eventos estressantes intermitentes são, provavelmente, o que mantém o cérebro mais alerta
Eventos estressantes intermitentes são, provavelmente,
 o que mantém o cérebro mais alerta
Eventos estressantes breves levam células-tronco cerebrais a se transformarem em novas células nervosas que ajudam a função mental
 
Um pouco de estresse faz bem para a saúde do cérebro. É o que sugere pesquisa realizada na Universidade da Califórnia, nos EUA.
 
O estudo indica que certa quantidade de estresse leva o cérebro a um nível de alerta ideal e melhora o desempenho cognitivo e mental.
 
A equipe, liderada por Daniela Kaufer descobriu exatamente como o estresse agudo, de curta duração, não crônico, prepara o cérebro para melhorar o desempenho.
 
Em estudos com ratos, os pesquisadores descobriram que eventos estressantes, mas breves, levaram as células-tronco no cérebro a se proliferarem em novas células nervosas que, ao amadurecer, duas semanas depois, melhoraram o desempenho mental dos ratos.
 
"Acredito que eventos estressantes intermitentes são, provavelmente, o que mantém o cérebro mais alerta, e você tem um melhor desempenho quando está alerta", afirma Kaufer.
 
 
Para saber como o estresse crônico e agudo afeta a memória, os pesquisadores se debruçaram sobre os efeitos do estresse sobre as células-tronco neurais no hipocampo do cérebro de ratos adultos.
 
Células-tronco neurais são uma espécie de células progenitoras do cérebro que, dependendo de gatilhos químicos, podem amadurecer em neurônios, astrócitos ou outras células no cérebro. "O giro denteado do hipocampo é uma das duas únicas áreas do cérebro que geram novas células cerebrais em adultos, e é altamente sensível aos hormônios do estresse glicocorticoides", afirma Kaufer.
 
Muitas pesquisas têm demonstrado que o estresse crônico eleva os níveis de hormônios glicocorticóides, que suprime a produção de novos neurônios no hipocampo, prejudicando a memória. No entanto, pouco é conhecido sobre os efeitos do estresse agudo.
 
Para esclarecer o papel do estresse agudo, os pesquisadores submeteram ratos ao que, para eles, é estresse agudo, mas de curta duração, ou seja, imobilização em suas gaiolas durante algumas horas. Isto levou o hormônio do estresse (corticosterona) a níveis tão elevados quanto o estresse crônico, embora apenas por algumas horas.
 
A tensão duplicou a proliferação de novas células cerebrais no hipocampo.
 
Kirby descobriu que os ratos estressados tiveram melhor desempenho em um teste de memória duas semanas após o evento estressante, mas não dois dias após o evento. Usando técnicas especiais de rotulagem de células, os pesquisadores estabeleceram que as novas células nervosas desencadeadas pelo estresse agudo foram as mesmos envolvidas no aprendizado de novas tarefas, duas semanas depois.
 
"Em termos de sobrevivência, a proliferação das células nervosas não ajuda imediatamente após o estresse, porque é preciso tempo para que essas células se tornem maduras e os neurônios funcionais.
Mas, no ambiente natural, onde o estresse agudo acontece em uma base regular, ele vai manter o animal mais alerta, mais em sintonia com o meio ambiente e para o que realmente é uma ameaça ou não", explica Kaufer.
 
Eles também descobriram que a proliferação das células nervosas após estresse agudo foi desencadeada pela liberação de uma proteína, o fator de crescimento de fibroblastos 2 (FGF2), pelos astrócitos."O envolvimento FGF2 é interessante, porque a deficiência FGF2 está associada a comportamentos depressivos e à depressão em seres humanos", observam os pesquisadores.
 
Kaufer observou que a exposição a estresse agudo intenso muitas vezes pode ser prejudicial, levando, por exemplo, a transtorno de estresse pós-traumático. "Eu acho que a mensagem final é otimista. O estresse pode ser algo que te faz melhor, mas é uma questão de quanto, por quanto tempo e como você interpreta ou o percebe", conclui a autora.
 
Fonte isaude.net