Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sábado, 20 de abril de 2013

Partículas de ouro encontradas em produtos de higiene causam danos ao organismo

Tatsiana Mironava (de preto ao centro), líder do estudo, junto aos colaboradores da pesquisa
Foto: Stony Brook University
Tatsiana Mironava (de preto ao centro), líder do estudo,
junto aos colaboradores da pesquisa
Nanopartículas podem inibir retenção de gordura, acelerar envelhecimento, retardar cicatrização de feridas e desencadear diabetes
 
Cientistas norte-americanos descobriram que nanopartículas de ouro puro encontradas em produtos de uso diário, tais como produtos de higiene pessoal e agentes de contraste podem causar danos ao organismo.
 
A pesquisa sugere que as pequenas partículas podem inibir o armazenamento de tecido adiposo (gordura), acelerar o envelhecimento e o aparecimento de rugas, retardar a cicatrização de feridas e desencadear o início do diabetes.
 
 
A líder da pesquisa Tatsiana Mironava e seus colegas da Stony Brook University, testaram o impacto das nanopartículas em vários tipos de células in vitro, incluindo o tecido adiposo (gordura), para determinar se suas funções básicas foram interrompidas quando expostas a doses muito baixas de nanopartículas de ouro.
 
Tecido adiposo subcutâneo atua como isolamento do calor e do frio, funciona como uma reserva de nutrientes e é encontrado em torno dos órgãos internos para o preenchimento, na medula óssea e no tecido mamário.
 
Os resultados mostraram que células do estroma derivadas do tecido adiposo humano, tipo de células-tronco adultas, foram penetradas pelas nanopartículas de ouro quase que instantaneamente e que as partículas se acumularam nas células sem nenhum caminho óbvio para eliminação.
 
A presença das partículas interrompeu várias funções celulares, tais como o movimento, replicação (divisão celular) e contração do colágeno, processos que são essenciais para a cicatrização de feridas.
 
De acordo com os pesquisadores, o achado mais preocupante foi que as partículas interferiram na regulação genética, expressão do RNA e inibiram a capacidade de se diferenciar em adipócitos maduros ou células de gordura. "Reduções causadas por nanopartículas de ouro podem resultar em mudanças sistêmicas para o corpo. Uma vez que foram consideradas inertes e essencialmente inofensivas, assumiu-se que as nanopartículas de ouro puro também seriam seguras. Provas contrárias estão começando a surgir", afirma Mironava.
 
Este estudo também é o primeiro a demonstrar o impacto das nanopartículas em células estaminais adultas, que são as células do nosso corpo utiliza para a regeneração contínua de órgãos.
 
Os pesquisadores descobriram que as células estromais derivadas do tecido adiposo envolvidas na regeneração de múltiplos órgãos, incluindo pele, nervo, osso e cabelo, não se diferenciam quando expostas a nanopartículas. A presença de nanopartículas de ouro também reduziu a adiponectina, proteína envolvida na regulação dos níveis de glicose e degradação dos ácidos graxos, que ajuda a regular o metabolismo.
 
Segundo os pesquisadores, a boa notícia é que, quando as nanopartículas foram removidas, funções normais acabaram por ser restauradas.
 
Fonte isaude.net

Sábado é o 'Dia D' da campanha contra a gripe em todo o país

O objetivo da mobilização é facilitar o acesso de pessoas que trabalham e que não podem tomar a vacina durante a semana
 
Postos de saúde em todo o país funcionam neste sábado (20) para o dia de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Idosos, gestantes, mulheres em período de puerpério (até 45 dias após o parto), crianças de 6 meses a 2 anos, índios, profissionais de saúde e doentes crônicos devem receber a dose.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o objetivo do dia de mobilização é facilitar o acesso de pessoas que trabalham e que têm dificuldade de comparecer às unidades de saúde durante o período comercial. " Apesar de ter toda a próxima semana, até o dia 26, não vamos deixar para a última hora. Procure a unidade de saúde mais próxima da sua casa para receber a vacina" , apelou.

A imunização começou no dia 15 de abril e segue até o dia 26. A meta é vacinar 32 milhões de pessoas que integram os chamados grupos prioritários, que incluem também a população carcerária.

Durante a campanha, serão distribuídos cerca de 43 milhões de doses que, este ano, protegem contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, A (H3N2) e B.

Com informações da Agência Brasil
 
Fonte isaude.net

Vírus respiratório grave pode ser transferido durante a gravidez para o feto

Pesquisa indica que o RSV é capaz de se espalhar através da placenta a partir do trato respiratório da mãe para o feto
Pesquisa indica que o RSV é capaz de se espalhar através da
 placenta a partir do trato respiratório da mãe para o feto
Estudo desafia paradigma de que infecção por RSV é adquirida apenas após o nascimento e alerta para efeito pré-natal do vírus
 
A causa mais comum de infecções do trato respiratório inferior em lactentes e crianças pequenas, o vírus sincicial respiratório (RSV), pode ser transferido durante a gravidez para o feto. É o que mostra pesquisa realizada no Cleveland Clinic Children's Hospital, nos EUA.
 
A pesquisa indica que, em modelos animais, o RSV é capaz de se espalhar através da placenta a partir do trato respiratório da mãe para o feto, e está presente no pulmão após o nascimento, ao longo do desenvolvimento e na vida adulta.
 
RSV é considerada a principal causa de pneumonia infantil e tem sido implicado no desenvolvimento de asma.
 
"Evidências epidemiológicas sugerem que a infecção por RSV no início de vida predispõe as crianças a sibilância recorrente e asma. Este estudo desafia o paradigma atual que a infecção por RSV é adquirida apenas após o nascimento e desloca a atenção para o efeito pré-natal do vírus, que pode resultar em consequências mais graves e duradouras, por interferir com os processos críticos de desenvolvimento de um feto", afirma o principal autor da pesquisa Giovanni Piedimonte.
 
Para o estudo, a equipe utilizou um modelo animal, em que os ratos foram inoculados com o RSV durante a gravidez intercalar.
 
Daqueles animais infectados, RSV foi encontrado em 30% dos fetos, assim como nos pulmões de 40% dos recém-nascidos e 25% dos animais que atingiram a idade adulta.
 
A pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.
 
Fonte isaude.net

Fator de risco que predispõe pessoas à depressão pode ser 'contagioso'

Pesquisa sugere que estar rodeado por indivíduos 'pessimistas' pode tornar as pessoas mais propensas à doença
 
A depressão e as emoções associadas a essa doença podem ser contagiosas, de acordo com estudo de pesquisadores da University of Notre Dame, nos EUA.
 
A pesquisa sugere que estudantes que passam muito tempo rodeados por pessoas pessimistas podem estar mais propensos à depressão seis meses mais tarde.
 
Estudos mostram que pessoas que respondem negativamente a eventos estressantes da vida, interpretando os eventos como resultados de fatores que não podem mudar e como um reflexo de sua própria deficiência, são mais vulneráveis à depressão.
 
Segundo os pesquisadores Gerald Haeffel e Jennifer Hames, esta "vulnerabilidade cognitiva" é um potente fator de risco para a depressão que pode ser usado para prever quais indivíduos são propensos a experimentar um episódio depressivo no futuro, mesmo aqueles que nunca tiveram um episódio depressivo antes.
 
As diferenças individuais nesta ' vulnerabilidade cognitiva' parece se solidificar no início da adolescência e permanecem estáveis durante a vida adulta, mas os pesquisadores notaram que elas ainda podem ser maleáveis em determinadas circunstâncias.
 
Eles supuseram que a vulnerabilidade cognitiva pode ser "contagiosa" durante grandes transições da vida, quando os ambientes sociais estão em fluxo.
 
A equipe testou a hipótese usando dados de 103 pares de companheiros de quarto que tinham acabado de começar a faculdade como calouros.
 
Um mês após entrarem no campus, os companheiros de quarto responderam a um questionário online, que incluiu medidas de vulnerabilidade cognitiva e sintomas depressivos. Eles completaram as mesmas medidas novamente 3 e 6 meses mais tarde e também completaram um questionário sobre eventos estressantes na vida em dois momentos.
 
Os resultados revelaram que os calouros que foram aleatoriamente designados para um colega de quarto com altos níveis de vulnerabilidade cognitiva eram susceptíveis de "pegar" o estilo cognitivo de seu colega de quarto e desenvolver níveis mais elevados de vulnerabilidade cognitiva. Já aqueles relacionados a colegas que tinham baixos níveis iniciais de vulnerabilidade cognitiva experimentaram redução nos seus próprios níveis.
 
O efeito de ' contágio' foi evidente em ambos os 3 e 6 meses de avaliação.
 
Segundo os pesquisadores, as mudanças no risco de vulnerabilidade cognitiva afetaram o risco de sintomas depressivos futuros. Os alunos que mostraram um aumento na vulnerabilidade cognitiva nos primeiros 3 meses de faculdade tinham quase o dobro do nível de sintomas depressivos aos 6 meses do que aqueles que não apresentaram esse aumento.
 
Os resultados fornecem evidência marcante para o efeito de contágio, confirmando a hipótese inicial dos pesquisadores.
 
Com base nestes resultados, Haeffel e Hames sugerem que o efeito de contágio pode ser aproveitado para ajudar a tratar os sintomas da depressão. "Nossas descobertas sugerem que pode ser possível usar o ambiente social de um indivíduo como parte do processo de intervenção, seja como um complemento às intervenções cognitivas existentes ou, eventualmente, como uma intervenção sozinha", concluem os autores.
 
 
Fonte isaude.net

Anticorpos humanos para o vírus do tabaco podem proteger contra o Parkinson

Vírus tipicamente associado ao tabaco pode ajudar a proteger as pessoas da doença de Parkinson
Foto: Divulgação/StartUp Org.
Vírus tipicamente associado ao tabaco pode ajudar a
proteger as pessoas da doença de Parkinson
Fumantes têm anticorpos para o vírus do mosaico do tabaco que interagem com proteína e inibem progressão da doença neurológica
 
Um vírus tipicamente associado com a planta do tabaco, mas também conhecido por estar presente no espinafre, tomates e outros vegetais e plantas domésticas, pode ajudar a proteger as pessoas da doença de Parkinson. É o que mostram pesquisadores da Universidade de Louisville, nos EUA.
 
O estudo demonstra que homens que fumam têm anticorpos para o vírus do mosaico do tabaco (TMV). Estes anticorpos podem interagir com uma proteína de uma célula do sistema de geração de energia e inibir o desenvolvimento da doença neurológica.
 
Segundo os pesquisadores, este é o primeiro relato da presença de anticorpos para o TMV em seres humanos.
 
A pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.
 
A equipe de pesquisa, composta por Ruolan Liu, Vaishnav Radhika, Roberts Andrew e Robert Friedland analisaram amostras de sangue de 60 homens entre fumantes e não fumantes.
 
Eles descobriram a presença de níveis mais elevados de anticorpos de TMV nos homens que fumavam.
 
"É notável que uma planta que cria tantos problemas de saúde para as pessoas possa abrigar um vírus que tem um papel de proteção para as pessoas. Nós ainda temos uma quantidade significativa de pesquisa para empreender para determinar quais os mecanismos que podem estar envolvidos, as vias moleculares que estão em jogo e muito mais. No entanto, é importante considerar as implicações potenciais de vírus de plantas para a saúde e doenças humanas", conclui Friedland, autor sênior do estudo.
 
Fonte isaude.net