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sábado, 20 de abril de 2013

Remédios comuns para osteoporose podem dobrar risco de câncer de esôfago

Os bifosfonatos são uma classe de drogas prescritas para
ajudar a prevenir fraturas ósseas e compensar a fraqueza do
osso associada com menopausa e osteoporose
Segundo um estudo britânico, o uso de medicamentos a base de bifosfonatos, comuns para tratar osteoporose, por mais de cinco anos pode dobrar o risco de ter câncer de garganta ou de esôfago.
 
O estudo analisou dados de homens e mulheres com idade superior a 40 anos que tiveram ou câncer de esôfago, ou câncer de estômago, ou câncer de cólon e reto, diagnosticados entre 1995 e 2005.
 
Pessoas com 10 ou mais prescrições de bisfosfonatos, ou que tomaram esses remédios durante cerca de cinco anos, tinham quase o dobro de risco de câncer de esôfago.
 
Na Europa e na América do Norte, a incidência do câncer de esôfago entre a idade de 60 a 79 anos é normalmente de 1 por 1.000 habitantes ao longo de cinco anos, e este número aumenta para cerca de 2 por 1.000 considerando cinco anos de bifosfonatos orais.
 
Em pessoas que tinham uma ou mais prescrições anteriores para bifosfonatos orais, o risco de desenvolvimento de câncer de esôfago foi de 30% mais elevada do que naqueles que nunca tinham tomado a droga. Já com o câncer de estômago e intestino, os investigadores não encontraram nenhuma ligação.
 
Os bifosfonatos são uma classe de drogas prescritas para ajudar a prevenir fraturas ósseas e compensar a fraqueza do osso associada com menopausa e osteoporose. Alguns exemplos são Merck & Co’s Fosamax, Roche’s Boniva, Novartis’s Reclast e Warner Chilcott’s Actonel.
 
Como esses remédios são bastante prescritos, especialmente para pessoas mais velhas, os especialistas acreditam que ainda não devem discutir sua retirada do mercado, apesar dos resultados preocupantes.
 
Os motivos para tal é que essa é a primeira pesquisa no assunto, o que, para os cientistas, significa que mais estudos são necessários para se tirar uma conclusão, além da raridade do câncer de esôfago – o que significa que mesmo um risco dobrado continua sendo baixo.
 
No entanto, os pesquisadores afirmam que é preciso tomar cuidado. Como os medicamentos são bastante comuns e os casos de osteoporose estão aumentando, seria interessante que os médicos ficassem atentos e considerassem risco versus benefício quando prescrevessem as drogas.
 
O conselho dos pesquisadores, enquanto não saem mais pesquisas sobre os riscos a longo prazo do remédio, é que os médicos acompanhem os casos prescritos da medicação para cortar seu uso se for preciso.
 
Fonte Reuters

Beber muita cerveja aumenta o risco de câncer de estômago

Quem costuma abusar da cerveja tem um novo motivo para mudar seus hábitos. Cientistas descobriram que bebedores frequentes de cerveja ​​têm mais chances de desenvolver câncer no estômago, principalmente se eles possuírem uma determinada variante genética.
 
Pessoas que bebem de duas a três cervejas por dia durante muitos anos possuem um risco 75% maior de câncer gástrico. Quem tem a variante de gene chamado rs1230025, mesmo não sendo bebedor contumaz, é 30% mais propenso a sofrer da doença em comparação com pessoas que bebem menos de uma cerveja diariamente, segundo o estudo.
 
“Por sua vez, quem é bebedor crônico de cerveja e ainda ​​possui o rs1230025 corre um risco 700 vezes maior de desenvolver câncer de estômago em comparação com as pessoas sem a variação do gene que consomem menos de um drinque por dia”, afirma Eric Duell, epidemiologista do Instituto Catalão de Oncologia, em Barcelona, ​​Espanha. A variação do gene é comum e está presente em cerca de 20% da população em geral, informa.
 
Vinho e licor não parecem trazer os mesmos riscos, lembra Duell.
 
“O câncer parece estar mais ligado ao álcool especificamente da cerveja”, diz. Isso pode ocorrer porque bebedores contumazes são mais propensos a exagerar na cerveja do que em outras bebidas alcoólicas.
 
Os resultados são correlacionados, ou seja, existe uma relação entre o ato de beber cerveja e o risco de câncer de estômago, mas não se chegou à conclusão de que um causou o outro ou se há outro fator desconhecido na história.
 
Duell e seus colegas analisaram o consumo de álcool de 521 mil pessoas entre 35 e 70 anos que faziam parte da Perspectiva de Investigação Europeia em Câncer e Nutrição entre os anos de 1992 e 1998. Os pesquisadores observaram se os participantes do estudo consumiam vinho, cerveja ou outras bebidas alcoólicas regularmente, bem como a localização e a severidade do câncer de estômago, se houvesse.
 
Descobriu-se que as pessoas que consumiam mais de 60 gramas de álcool (o equivalente a quatro ou cinco cervejas) por dia tinham um risco 65% maior de desenvolver a doença no período do estudo do que pessoas que consumiam regularmente de 0,1 a 4,9 gramas de álcool por dia (menos de uma cerveja).
 
Quando os pesquisadores observaram puramente o consumo de cerveja (em vez do consumo de álcool em geral), o risco de câncer foi ainda mais alto. O mesmo aconteceu no caso de quem bebia muito e ainda contava com a variante genética rs1230025.
 
O câncer de estômago causou 10.570 mortes nos Estados Unidos ano passado e geralmente atinge pessoas com 65 anos ou mais, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Uma em cada 114 pessoas serão diagnosticadas com o câncer em algum momento de sua vida.
 
Os pesquisadores não sabem ao certo porque só a cerveja parece aumentar o risco de câncer gástrico, e o vinho ou licor, não. Entretanto, eles acreditam que seja uma combinação de maior consumo de cerveja do que vinho ou licor, com uma substância cancerígena específica, que é produzidas quando a cerveja é metabolizada.
 
Quando o álcool é metabolizado no organismo, uma substância cancerígena conhecida como acetaldeído é produzida. A cerveja, em particular, também contém níveis de uma substância cancerígena animal chamada de N-nitrosodimetilamina (NDMA). A exposição prolongada tanto ao acetaldeído quanto ao NDMA, através do hábito diário de beber cerveja, pode desempenhar um papel no risco de câncer gástrico, Duell explica.
 
“Por causa destes riscos, as pessoas devem evitar o consumo pesado de álcool, embora o consumo de leve a moderado seja aceitável”, diz.
 
Em seguida, Duell e seus colegas esperam fazer pesquisas adicionais para encontrar mais variantes do gene que pode ter um efeito sobre o risco de câncer de estômago.
 
Fonte Live Science

Sutiã pode fazer com que os seios fiquem caídos mais cedo, sugere estudo

Desde 1997, um grupo de pesquisadores da França estuda os possíveis benefícios do uso de sutiãs e, de acordo com resultados preliminares desses últimos quinze anos, a peça de roupa não necessariamente evita que os seios fiquem “caídos” com o passar do tempo.
 
Depois de analisar os seios de 330 voluntárias de 18 a 35 anos, eles concluíram que aquelas que não usavam sutiã apresentaram seios mais firmes e até mesmo um pouco mais “altos” (usando como parâmetro a distância entre os mamilos e os ombros no início das medições).
 
Fonte Hypescience

Um milhão de bebês poderiam ser salvos com um simples teste

Uma vez diagnosticada, a sífilis pode ser combatida com uma
 simples e também barata injeção de penicilina
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) de fácil transmissão. Se uma mulher portadora de sífilis está grávida e não se submete a nenhum tratamento, a doença pode levar a um aborto, parto prematuro com baixo peso ou a morte do bebê após o nascimento. Esta é a razão da morte de 400 mil crianças por ano apenas na África.
 
Mas esse índice poderia ser significativamente reduzido ao custo de 1 libra esterlina (o equivalente atual a R$ 2,73): um simples teste de diagnóstico da doença.
 
A Parceria Global de Sífilis Congênita é uma das entidades que apoia o acesso a este teste para as regiões mais pobres e remotas do planeta. Além de barato, o teste é fácil de se aplicar, e sua execução leva menos de 15 minutos. Uma vez diagnosticada, a sífilis pode ser combatida com uma simples e também barata injeção de penicilina.
 
Uma mulher gestante tem enormes chances de salvar o bebê e garantir sua saúde se for curada da doença até a 28ª semana de gestação, aproximadamente até o final do sétimo mês. A sífilis pode ser transmitida tanto por relações sexuais quanto pela própria genética, de forma que o bebê pode já nascer com sífilis.
 
A doença atinge, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, entre 3% e 15% das gestantes do mundo. A cada ano, um milhão de mulheres no planeta (metade do total de infectadas) passam sífilis a seus bebês.
 
No ano de 2000, metas foram traçadas para 2015 no que diz respeito à melhora de vários índices sociais e humanos, incluindo o combate à sífilis. Os especialistas apontam para a necessidade de acelerar o processo de diagnósticos e tratamento em países remotos para que os números previstos possam se concretizar até lá.
 
Fonte Hypescience

Surto de sarampo ameaça 2 milhões de crianças no Reino Unido

Ao todo, 214 casos foram confirmados e 220 estão sob investigação. Cerca de 3,7 mil crianças já receberam a vacina tripla
Um surto de sarampo ameaça dois milhões de crianças no Reino Unido. Desde a semana passada, o número de casos aumentou 10%.
 
Ao todo, 214 casos foram confirmados em laboratório e 220 estão sob investigação.
 
O governo está fazendo uma intensa campanha de vacinação para prevenir a doença e 3,7 mil crianças já receberam a dose da vacina tripla.
 
Segundo as autoridades, existe um potencial para mais surtos, já que muitas crianças estão contraindo a doença. Há cerca de dois milhões de crianças que são suscetíveis, porque não foram vacinadas.
 
Metade das crianças que não foram vacinadas há dez anos vive em Londres.
 
Algumas famílias optaram por não vacinar seus filhos acreditando que a imunização pode estar ligada ao autismo, o que nunca foi comprovado. Essa possível ligação foi levantada por um médico inglês em 1998, e levou a uma desconfiança generalizada sobre a vacina.
 
A comunidade científica descobriu que ele havia falsificado os dados da pesquisa, mas a relação já havia vazado para a população.
 
O pesquisador Andrew Wakefield publicou um estudo na revista The Lancet, em 1998, sugerindo que a vacina MMR aumenta o risco do bebê desenvolver autismo. O British Medical Journal (BMJ) mais tarde descreveu a pesquisa como "uma fraude elaborada".
 
Um jornalista investigativo descobriu em 2011 que os estudos de Wakefield haviam sido falsificados.
O estudo de 1998 assustou os pais por vários anos. De 1998 a 2003 milhões de crianças no Reino Unido não receberam as vacinas MMR porque seus pais se recusaram.

Imunização
As crianças normalmente recebem sua primeira injeção MMR com um ano d eidade, e, em seguida, uma vacina de reforço, antes de começar a escola primária. Há cerca de dois milhões de alunos com idade entre 11 e 12 anos que não foram imunizados há uma década, de acordo com os pesquisadores.
 
Essas crianças estão começando no ensino fundamental, onde existem mais crianças, fazendo com que elas sejam mais vulneráveis à doença.
 
A pesquisadora Helen Bedford, do University College London, incentiva os pais a descobrir o estado de vacinação MMR de seus filhos e a se certificarem de que eles estão imunizados.
 
Só nos últimos cinco meses mais de 700 pessoas contraíram o vírus, que é altamente contagioso.
 
Os casos se concentram na cidade de Swansea, no País de Gales, e são mais graves em crianças entre 10 e 18 anos.
 
Setenta e sete crianças com sarampo foram hospitalizadas desde o início do surto, em novembro de 2012.
 
Em algumas partes do Centro e do Sul de Gales vacinas MMR estão sendo oferecidas nas escolas.
 
Fonte isaude.net