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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Distrito Federal faz mutirão de cirurgias oculares

Brasília – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal deu início ontem (21) a um mutirão de cirurgias de estrabismo, glaucoma, catarata e plástica ocular, com o objetivo de reduzir em até 70% a fila de espera.
 
De acordo com a secretaria, cerca de 30 profissionais de saúde vão trabalhar em horários diferentes, no Hospital de Base de Brasília.
 
Dados do governo do Distrito Federal indicam que aproximadamente 4.760 pessoas aguardam para se submeter a esses procedimentos, dos quais 180 na fila de cirurgia de estrabismo, 380 na de plástica ocular, 200 na de glaucoma e 4 mil na de catarata.
 
Os pacientes submetidos às cirurgias voltam para a casa no mesmo dia – mesmo nos casos em que é necessária anestesia geral.
 
Fonte Agência Brasil

Compulsão por gordura funciona como vício em cocaína, diz estudo

Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de
 três anos, uma dieta com alimentos gordurosos contém
 elementos que viciam
Uma pesquisa publicada em 2010 afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos. O estudo, feito pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.
 
O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.

Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
 
O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
 
Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos contém elementos que viciam.

"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
 
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.
 
O cientista relata que, quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.
 
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.
 
Descobriram que o receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.
 
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro vai recebendo menos dopamina.
 
A pesquisa foi publicada neste domingo no jornal Nature Neuroscience.

Fonte BBC Brasil

Fome emocional: deixe os sentimentos fora do prato

Foto: Divulgação
Geneen Roth, autora do livro, "Liberte-se da
 fome emocional"
Autora norte-americana fala sobre como as emoções interferem nas escolhas alimentares
 
Quem nunca chegou em casa depois de um dia estressante e procurou na geladeira ou no armário um “pedaço de conforto” em forma de chocolate?
A fome emocional – relação entre o estado emocional e o que escolhemos para comer – é estreita e comprovada cotidianamente.
 
“Quando sua mente e seu corpo estão envolvidos em algum tipo de reação, comer não é a coisa mais adequada a fazer”, aconselha a escritora Geneen Roth, autora do livro Liberte-se da fome emocional (Lua de Papel).
 
“Quando você está em uma conversa tensa, que mexe com as suas emoções, enquanto come, você ingere os sentimentos com a comida”, afirma Roth. Você fica com o corpo ansioso, tenso, confuso e, além disso, cheio. E o sorvete não desfaz o nó na garganta”, completa.
 
Comer compulsivamente ou até deixar de comer são duas fortes características de que os seus sentimentos estão norteando o momento da alimentação e interferindo naquilo que você coloca no prato.

Com uma linguagem simples, quase que uma conversa entre duas pessoas com um mesmo problema, Roth tenta mostrar o caminho para vencer esse dilema cotidiano.

A ideia da autora é ensinar como reconhecer os sinais da fome psicológica. A partir dessa consciência, a pessoa deve ser capaz de adotar novos hábitos. Ao final de cada capítulo, Roth sugere exercícios (como comer na frente dos amigos ou falar em voz alta com a comida) para colocar os ensinamentos em prática. Em entrevista ao iG Saúde, ela falou sobre a fome emocional.
 
iG: Na sua opinião, o número de obesos seria menor se as pessoas conseguissem entender seus sentimentos e pudessem lidar com eles?
Gennen Roth: Sim. Nenhuma dieta poderá ser cumprida se as questões emocionais não estiverem bem resolvidas. Para ter sucesso, uma dieta precisa do comprometimento de quem decide fazê-la. Isso não é uma questão racional se a pessoa estiver emocionalmente instável. Para que qualquer dieta funcione, a pessoa precisa estar realmente motivada, o que se consegue quando se estabelece um objetivo possível.

iG: É comum, principalmente depois de um dia estressante, a frase “vou comer porque mereço”. Em geral o alimento é um doce ou algo calórico. Essa atitude também pode ser encarada como uma autossabotagem?
Gennen Roth: Todas as pessoas usam o alimento em algum momento para saciar um problema emocional. Isso é normal. O problema é quando nos tornamos reféns desse comportamento e agimos repetidamente guiados por nossas emoções a ponto de isso nos causar problemas ligados à saúde ou ao peso.
 
iG: Como enxergar a fome emocional?
Gennen Roth: Se, depois de comer, você se sentir pesada ou com algum tipo de mal-estar é sinal de que você comeu mais do que deveria ou comeu algo que não deveria (possivelmente porque você tem algum tipo de restrição àquele alimento). Esse conhecimento sobre o próprio corpo deve pautar todas as nossas escolhas. Se você está feliz e com a autoestima elevada, seguramente não terá um comportamento de autossabotagem. Não podemos considerar o corpo um inimigo. Comer somente quando temos fome significa confiar na sabedoria do nosso corpo.
 
iG: Como surge a fome emocional?
Gennen Roth: Trago nesse livro um conjunto de histórias reais representativo do que pode acontecer com todas as mulheres. Cada uma me procurou porque se sentia refém da comida, mas a origem da fome emocional de cada uma era diferente. É preciso que cada pessoa identifique a razão que a leva a se autossabotar. É esse o motivo de eu contar essas histórias, em cada uma delas pode ter um pedaço do que acontece com quem lê, o que torna o livro uma terapia de autoconhecimento. Conhecer as suas motivações é o único caminho para vencer esse dilema.

iG: Quais dicas simples você daria para lidar com esse problema?
Gennen Roth: Coma sentada, determine um momento para parar de comer durante as refeições, não tenha vergonha de deixar comida no prato se estiver satisfeita, faça uma tabela com o que comer ao longo do dia e anote se estava com fome ou não quando comeu. Quando estiver comendo evite conversas que mexam com suas emoções: trabalho, relacionamentos, dinheiro. Estabeleça uma noite livre por semana, para comer o que tiver vontade sem culpa e faça pelo menos uma refeição sozinha de vez em quando.
 
Fonte iG

Quanto custa ser obeso?

SUS gasta R$ 490 milhões por ano com a obesidade. Após perder 40 quilos em 3 meses, Flávio confirma redução de gastos. Veja as dicas
 
Os custos da obesidade vão muito além do dinheiro gasto com a sobremesa após o almoço. Na epidemia de ganho de peso que assola o mundo, uma pesquisa feita pela Universidade de Brasília (UNB) atestou que o Sistema Único de Saúde dispensa R$ 490 milhões por ano para tratar pacientes com excesso de peso e que acabam doentes.
 
O estudo foi feito pela nutricionista da UNB Michele Lessa. Ela mapeou o valor empregado pelos hospitais e ambulatórios públicos do País para atender as sequelas de 26 doenças que têm como gatilho a obesidade.
 
“O ponto de partida foram pesquisas internacionais que já haviam detectado, de forma consistente, quantas pessoas desenvolveram diabetes, hipertensão, câncer entre outros problemas de saúde por estarem obesas”, explica Michele.
 
“Aplicamos os dados ao universo brasileiro e foi possível calcular a fração de gastos nacionais com a obesidade. Chegamos a quase meio bilhão de reais anualmente.”
 
Os números encontrados pela nutricionista foram usados pelo Ministério da Saúde como base nos programas governamentais para reduzir a obesidade e o sobrepeso, condições hoje presentes em 52% dos brasileiros, conforme divulgou o ministro da saúde, Alexandre Padilha.
 
Há três meses, o gaúcho Flávio de Medeiros Horta, 42 anos, fazia parte desta parcela da população.
 
Após perder 38 quilos em 90 dias – saindo da marca de 112 kg para os 74 kg atuais – ele não apenas evitou que a obesidade o transformasse em um dos pacientes do sistema de saúde como atesta que enxugar medidas resultou, como efeito colateral, na redução de gastos pessoais.
 
“Eu não sabia o preço das frutas e verduras e fiquei surpreso. Elas custam muito menos do que eu imaginava”, conta ele.
 
“O que eu gasto em uma semana com estes produtos saudáveis era o que gastava em apenas um dia com doces e refrigerantes, estes sim produtos caros, que a gente nem percebe quanto pesam no bolso”, avalia.
 
O estímulo para o emagrecimento, conta Flávio Horta, foi o concurso para virar oficial da Aeronáutica. A seleção previa, além da prova escrita, avaliação física. No edital, estavam descartados candidatos com sobrepeso. Horta tratou de correr atrás de uma nova silhueta para estar apto ao concurso e, de quebra, saiu da mira de uma série de doenças atreladas à obesidade.
 
“Eu estava já com pressão e colesterol altos, em uma rotina completamente sedentária. Já não conseguia apertar o passo para pegar ônibus. Agora corro 10 quilômetros todo dia em pleno fôlego”, diz com orgulho sobre a nova forma, esculpida com ajuda de um personal trainer, nutricionista e restrição de açúcar e carboidratos.
 
Matemática
Se Flávio Horta evitou o agravamento das condições de saúde ao emagrecer, a autora do estudo da UNB reforça que o objetivo do mapeamento não é culpar o paciente pelos gastos do SUS com a obesidade.
 
“Existe todo um contexto por trás da obesidade. O grande propósito do trabalho foi mostrar que é preciso um empenho geral para combatê-la, inclusive do ponto de vista financeiro”, avalia Michele Lessa.
 
“Podemos citar como influentes desde a violência que impede as pessoas de optarem por uma caminhada em vez do carro até o cardápio dos restaurantes e lanchonetes que não reservam opções saudáveis.”
 
A nutricionista Liliam Teixeira Francisco, especializada em obesidade, traz mais algarismos para a matemática que resulta em obesidade.
 
“O mundo moderno fez com que as pessoas sintam mais necessidade de procurar alimentos que deem prazer para compensar a falta de tempo e o estresse”, avalia.
 
Os doces e as gorduras nocivas, mostra a neurociência, funcionam inicialmente como condutores de sensação prazerosa, em um processo cerebral semelhante ao percorrido pelas drogas.
 
“O obeso acaba tendo mais poder de escolha e muita variedade à sua volta (destes tipos de alimento que aguçam o prazer). O exagero acaba como o grande problema. Hoje se come mais pelo valor pago em uma refeição do que pela vontade. Um exemplo são os rodízios: ‘já que vou à churrascaria vou comer até não aguentar mais’. No futuro, quem pede a conta é a saúde.”
 
Sandra Aurea Hamzeh, psicóloga especializada pelo Hospital das Clínicas de São Paulo em pacientes compulsivos e com transtornos alimentares, descreve outros fatores influentes na alimentação compulsiva por trás dos Índices de Massa Corporal (IMC) não saudáveis.
 
“Enfrentamos uma cultura de época que estimula o fast-food, as comidas congeladas e o self-service, no intuito de melhorar a praticidade e aumentar o tempo de produtividade dos trabalhadores”, diz.
 
“Com isso, as refeições diárias passaram a ser rápidas, automatizadas e muitas vezes até neuróticas”, complementa Sandra.
 
 
Ganho de saúde
Se os especialistas já identificaram que são vários os componentes na equação da obesidade, as pesquisas também já conseguem apontar que o emagrecimento agrega economia financeira a longo prazo.
 
A Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica estima, por exemplo, que os planos de saúde recuperam, automaticamente, os custos de uma cirurgia de redução de estômago entre dois e quatro anos após a realização da operação. A explicação é simples: este paciente que deixa de ser obeso depois do procedimento cirúrgico passa a usar menos os serviços do plano para tratar outras doenças que seriam acarretadas pela obesidade.
 
Flávio Horta, hoje magro sem auxílio do bisturi, diz que a economia financeira só não foi maior porque ele teve que renovar todo o guarda-roupa. Mas as vantagens projetadas a longo prazo também incluem vantagens financeiras.
 
“Foi pelo meu sonho de entrar para Aeronáutica que eu emagreci. Fui aprovado nesta seleção semana passada, o que significa que o salário também vai aumentar com o novo emprego. Sem falar do velho clichê verdadeiro de que saúde não tem preço.”
 
Para quem quer emagrecer sem prejudicar o orçamento, a nutricionista Liliam elencou 7 dicas que realmente ajudam.
 
7 dicas para emagrecer sem gastar mais
 
É possível escolher alimentos mais práticos e saudáveis e dentro do orçamento sem gastar mais do que o habitual.
 
Mas para isso, ensina a nutricionista especializada em obesidade Lilam Teixeira Francisco, é preciso fazer as contas.
 
“A maioria das pessoas tem essa visão de que a reeducação alimentar é sinal de gastar muito dinheiro e muito tempo. Isso não é verdade e o ideal é ter dedicação e ser criativo”.
 
Veja as dicas ensinadas pela especialista para emagrecer o figurino sem engordar os gastos:
 
1. Faça lista com itens que precisa ter em casa e compre apenas o que está nela
 
2. Compre pouca quantidade das frutas que gosta, pois elas estragam com facilidade. O ideal é comprá-las toda semana (preste atenção aos dias de promoção no mercado)
 
3. Alterne a compra das proteínas (carne, frango, peixe e ovo), de acordo com os valores e com as promoções que encontrar
 
4. Procure as verduras e legumes da estação pois estarão mais frescos e mais baratos
 
5. Acorde minutos mais cedo para fazer o café da manhã em casa, pois assim o valor gasto com alimentação na rua reduz bastante
 
6. Faça as contas e não se esqueça de incluir os pequenos gastos (com biscoitos, chocolates, refrigerantes) na rua. Você vai ver que a compra saudável é mais barata
 
7. Faça uma planilha de gastos com os alimentos para ter uma noção do quanto está gastando e a quantos locais precisou ir para fazer as compras. No fim você pode aprimorar a tarefa de fazer compras, reduzindo o gasto de tempo e de dinheiro
 
Fonte iG

Médicos são categóricos sobre vítima de arpão: 'Foi milagre'

Raio X impressiona: por sorte, nenhuma artéria vital foi atingida | Foto: Reprodução
Raio X impressiona: por sorte, nenhuma artéria vital foi atingida
Foto: Reprodução
Rio - "Bruno sobreviveu graças a milagre", afirmaram os médicos após a operação que retirou o arpão atravessado no crânio de Bruno Bruno Barcellos de Souza Coutinho, de 34 anos.
 
O acidente aconteceu domingo, quando o morador de Petrópolis, na Região Serrana, limpava seu equipamento de pesca e o objeto disparou contra o próprio rosto, perfurando o olho esquerdo e o crânio, e ficando a milímetros de atingir as artérias vitais.
 
O arpão, de 30 centímetros, perfurou em 15 centímetros o crânio de Bruno, que, ainda lúcido, ligou para bombeiros e deu entrada no hospital Santa Teresa, em Petrópolis. Bruno foi submetido a uma cirurgia de 4 horas.
 
“A nossa equipe já realizou procedimentos de retirada de outros objetos, mas a preocupação do arpão era justamente com a retirada, já que o objeto poderia armar e atingir alguma artéria vital”, disse Orlando Maia, chefe da neurocirurgia da unidade.
 
O paciente perdeu a visão do olho esquerdo, mas não terá nenhuma função neurológica comprometida e permanece internado no CTI, com alta prevista para três dias.
 
“A família trouxe outro arpão vedado, pois não sabíamos precisar o tipo de fita que estava isolando as garras. Ao compará-los, optamos por retirar o arpão da mesma maneira que ele entrou, pela frente”,explicou o chefe do setor de traumatologia buco-maxilo-facial, Edelto Antunes.

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