Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 22 de abril de 2013

Baixo rendimento escolar está relacionado com os distúrbios da visão

Após a primeira consulta e o início do uso de óculos, professores
perceberam que 50% das crianças tiveram melhora no rendimento
escolar
Sentido responde por 85% da integração com o meio, sendo essencial para o desenvolvimento
 
Dados do último Censo do IBGE revelaram que 36 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de distúrbio de visão. Não fosse a própria gravidade do número, o mais preocupante é que grande parte dessa população desconhece o problema e muitos carregam a disfunção desde a idade escolar, período no qual 12% das crianças matriculadas na rede pública precisam usar óculos e muitas sequer sabem disso.

Esses números levaram a Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica - a encampar esforços para tornar obrigatório o exame de acuidade visual em crianças em idade pré-escolar, iniciativa já em andamento junto ao Congresso Nacional e aos Ministérios da Educação e da Saúde. Um projeto de Lei, de autoria da então Senadora Marisa Serrano, tramita desde 2008 no Senado Federal e já passou pela Comissão de Constituição e Justiça. Bento Alcoforado, presidente da Abióptica, ressalta que enxergar bem talvez seja um dos direitos mais legítimos e básicos de todo cidadão.

— Estamos falando de trazer à luz crianças e adultos que não fazem sequer ideia da diferença entre enxergar ou não, até porque boa parte deles não têm acesso a um simples exame. O caminho é longo e depende de esforços conjuntos entre iniciativa privada e poder público — diz.

Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, o combate à evasão e ao baixo rendimento escolar deve ser feito por meio da correção visual, seja com o uso de óculos, indicação de terapias, realização de cirurgias ou outros procedimentos oftalmológicos.

— A visão responde por 85% de nossa integração com o meio ambiente, sendo um sentido essencial para o desenvolvimento cognitivo. De acordo com o Ministério da Saúde, todo ano são matriculadas aproximadamente 6 milhões de crianças no ensino fundamental público. E em levantamento feito em escolas municipais, 7 em cada 10 crianças nunca passaram por exame oftalmológico — revela.

O levantamento também demonstra que, após a primeira consulta e o início do uso de óculos, professores perceberam que 50% das crianças tiveram melhora no rendimento escolar; 51,1% conseguem desenvolver atividades que antes não conseguiam; 57% concentram-se mais; 49% finalizam tarefas que antes não terminavam e 36,2% estão menos agitadas.

Alerta aos pais e professores
A criança com dificuldade em enxergar adquire alguns hábitos que servem de alerta para pais e professores. O oftalmologista aponta algumas dicas e sinais que podem ajudar na identificação de problemas de visão:

— Até os dois anos de idade, pais e responsáveis devem ficar atentos ao lacrimejamento constante; fotofobia; íris muito grande, com reflexo, cor acinzentada ou opaca; falta de interesse pelo ambiente e crianças com olhos vermelhos e com secreção — recomenda Leôncio.

Já dos 3 aos 7 anos, os pais devem procurar um médico oftalmologista quando a criança apresentar dor de cabeça ou nos olhos com frequência; tombar a cabeça para um lado; assistir TV muito próxima da tela; desviar os olhos para o nariz ou para fora; esfregar os olhos após esforço visual ou fechar um dos olhos em locais ensolarados.
 
Fonte Diário Catarinense

A importância da cirurgia plástica pós-obesidade na recuperação da autoestima

A importância da cirurgia plástica pós-obesidade na recuperação da autoestima Leandro Totti Cavazzola/Arquivo pessoal
Foto: Leandro Totti Cavazzola / Arquivo pessoal
Pós-operatório da cirurgia bariátrica deixa marcas no paciente
 que podem continuar interferindo em sua autoestima
 e qualidade de vida
Procedimento corrige deformidades causadas pelo emagrecimento. Excesso de pele é retirado
 
A obesidade é um problema grave de saúde e aumenta sua incidência a cada ano. Uma das maneiras mais eficazes para tratar o problema é a cirurgia bariátrica, indicada para quem sofre de obesidade mórbida e não consegue eliminar peso apenas com dieta e medicamentos específicos. No entanto, o pós-operatório desse procedimento deixa marcas no paciente que podem continuar interferindo em sua autoestima e qualidade de vida.

— A obesidade em níveis elevados promove uma distensão da pele que proporciona perda de elasticidade e compromete a retração mesmo após a redução do peso por meio de cirurgia. Com isso, o paciente pós-operado elimina peso, mas ganha excesso de pele flácida, principalmente em áreas como abdômen, braço e pernas — explica o médico cirurgião Luiz Eduardo Mendonça Pereira.

Por isso, em casos como esse, apenas a cirurgia plástica é capaz de resolver o problema. O procedimento cirúrgico visa corrigir as deformidades provocadas pelo emagrecimento. Durante a cirurgia, o excesso de pele é retirado e o cirurgião pode remodelar o corpo do paciente. Devido à situação provocada pela obesidade, essa cirurgia nem é considerada estética, mas reparadora.

— É a única maneira de devolver qualidade de vida ao paciente que já se submeteu à cirurgia bariátrica e que tenta recuperar seu cotidiano de maneira mais equilibrada, apostando em dietas, atividades físicas e controle de peso — diz o médico.

O excesso de pele causado pelo emagrecimento acentuado pode provocar uma série de desconfortos físicos e emocionais ao paciente.

— O problema pode comprometer a postura e causar dermatite nas dobras que se formam devido ao excesso de pele. Além disso, compromete a autoestima e dificulta que este paciente volte a se integrar socialmente e até mesmo se relacionar sexualmente — comenta.

É importante alertar que este tipo de procedimento não pode ser realizado logo após a cirurgia bariátrica. É necessário que o paciente espere, em média, dois anos, para atingir a estabilidade emocional e o peso. O médico afirma que há pacientes que precisam de várias intervenções para conseguir atingir o corpo adequado.

— Também existem casos mais simples que com duas cirurgias plásticas já se obtém um resultado satisfatório — completa.

Dependendo do volume de pele a ser retirado e da quantidade de áreas atingidas, o cirurgião plástico pode realizar o procedimento em etapas para preservar a segurança deste paciente e não o expor a um procedimento tão longo.
 
Fonte Diário Catarinense

Aprenda oito dicas para ter olhos mais saudáveis

Aprenda oito dicas para ter olhos mais saudáveis Divulgação/Visão
Foto: Divulgação / Visão
Cigarro, raios UV e produtos vencidos prejudicam os olhos
Poeticamente, os olhos são a janela da alma. Mas experimente executar de olhos fechados qualquer tarefa a que esteja acostumado no dia a dia e verá que, sem enxergar, a vida fica muito mais difícil. Na opinião do oftalmologista Renato Neves, as pessoas normalmente negligenciam a visão como se pudessem prescindir desse sentido tão fundamental.
 
– Basta entrar um cisco no olho para a pessoa perder a calma. É nesses momentos em que algo de errado acontece com a visão que algumas pessoas se dão conta de que precisavam cuidar melhor da saúde ocular, agindo de forma preventiva.
 
O especialista aponta oito dicas para ter olhos saudáveis:
 
Mantenha uma alimentação saudável
Abandone aqueles maus hábitos alimentares, como excesso de fritura, sal, açúcar e carne vermelha, e adote refeições saudáveis. Durante o dia, é importante consumir frutas variadas, legumes, verduras frescas e castanhas. A ideia é aumentar a ingestão de vitaminas, minerais, proteínas saudáveis, ômega-3 e luteína, já que os alimentos antioxidantes oferecem grandes benefícios à saúde ocular, retardando doenças como catarata e degeneração macular.
 
Dê um basta no cigarro
O fumo compromete a circulação sanguínea da retina, reduz a quantidade de antioxidantes presentes no sangue e afeta a visão em qualquer fase da vida, principalmente a partir dos 65 anos. Mesmo quem parou de fumar há quinze ou vinte anos apresenta mais chances de sofrer de doenças oculares do que quem nunca fumou. Portanto, quanto mais cedo parar de fumar, menores serão as chances de desenvolver catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
 
Não saia de casa sem óculos de sol
A exposição aos altos índices de raio ultravioleta provoca degeneração macular — doença que afeta a parte central da retina, membrana posterior dos olhos onde as imagens são transmitidas para o nervo óptico. Como não existe tratamento eficaz para alterações retinianas, a prevenção com lentes protetoras ainda é o melhor remédio. Vale lembrar a importância dos óculos de boa procedência, que têm proteção UVA e UVB, além de tratamento nas lentes.
 
Muito cuidado ao passar horas diante do computador
Quem trabalha ou estuda muitas horas em frente ao computador deve fazer pausas a cada duas horas para que os olhos descansem durante o período. Durante as pausas, beba muita água e pisque os olhos aceleradamente para evitar a síndrome do olho seco. Também é indicado focar um objeto ou uma paisagem ao longe para trabalhar o músculo ocular.
 
Jogue fora a maquiagem velha
Leia atentamente o prazo de validade das sombras e do rímel, descartando o que já venceu. Até mesmo cremes e loções que apresentam o selo "dermatologicamente testado" devem ser utilizados com parcimônia, evitando o contato direto com a vista para que não provoquem ardor, irritação, vermelhidão e sensação de areia nos olhos.
 
Aprenda a usar óculos de proteção
Assim como cada prática esportiva tem seus equipamentos de proteção, também os olhos merecem ser protegidos durante o esporte, as atividades de lazer e até mesmo durante alguns serviços manuais. Uma bolada forte nos olhos pode, por exemplo, resultar no descolamento da retina e ser responsável pela perda parcial ou total da visão.
 
Use sempre o cinto de segurança no carro
Antes de se tornar obrigatório o uso do cinto de segurança, os acidentes de trânsito eram os maiores causadores de traumas oculares graves. Felizmente, esse tipo de acidente é bem menos frequente, mas ainda tem muita gente achando que não precisa do cinto para andar pequenas distâncias de carro. Ledo engano: nesse tipo de acidente, é comum ocorrer perfuração ou laceração ocular.
 
Não deixe de consultar um oftalmologista
Há pessoas que simplesmente passam anos e anos sem fazer um checkup da visão, dando como garantido um bem — a visão — que pode se deteriorar com o passar do tempo, principalmente se a pessoa não tomar os devidos cuidados. O adulto que tem presbiopia, miopia, astigmatismo ou hipermetropia deve visitar o oftalmologista uma vez ao ano para checar o grau e as formas de tratamento indicadas. Já quem sofre de doenças mais graves, como glaucoma, catarata e DMRI, entre outras, deve seguir recomendações médicas e consultar um especialista a cada seis meses, em geral.
 
Fonte Zero Hora

Déficit de dentistas na rede municipal paulista é de 33%

Outro problema é que 70% dos profissionais só trabalham meio período, segundo diagnóstico feito pela Prefeitura de São Paulo
 
A cidade de São Paulo tem um déficit de 33% de dentistas na rede pública municipal. Faltam 520 profissionais e, dos 1.074 que atuam na rede, 70% só trabalham meio período - há unidades onde apenas quatro emergências são atendidas por dia. Além disso, 30% das cadeiras odontológicas precisam ser trocadas. As informações constam no diagnóstico que a nova gestão fez da área para planejar as ações dos próximos anos.
 
Segundo a Secretaria de Saúde, a gestão Fernando Haddad (PT) herdou uma situação "preocupante" nessa área, resultado de uma falta de investimentos e também de um volume muito pequeno de parcerias federais. Segundo o coordenador de saúde bucal da secretaria, Douglas Schneider, houve um déficit acumulado de investimentos na área de recursos humanos. "Ao contrário do que ocorre com médicos, no caso da odontologia não há dificuldade para encontrar profissionais formados. O que houve foi um investimento baixo na reposição de dentistas."
 
A falta de profissionais também atinge as equipes do Programa de Saúde da Família (PSF). São Paulo tem 1,2 mil equipes, que deveriam contar com, no mínimo, uma grupo odontológico para cada duas equipes. Mas há somente 239 dentistas para os 1,2 mil grupos.
 
A atual gestão avalia que só vai conseguir adequar o número de dentistas ao longo dos próximos quatro anos. A pasta prepara um edital de contratação de profissionais de saúde para este ano, mas, segundo Schneider, não é possível indicar neste momento quantos cirurgiões dentistas serão contratados.
 
UBSs sem estrutura
Das 443 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 370 têm atendimento de saúde bucal. Na maioria delas, os atendimentos emergenciais são limitados a quatro e concentrados no período da manhã. "Há duas chamadas, às 7 horas e às 11 horas. Dependendo do dentista, ele atende mais", contou à reportagem uma funcionária da UBS Vila Nova York, na zona leste da cidade. Mas o principal problema é na fila por prótese dentária, que chega a três anos e meio. (mais informações nesta página).
 
"Nossa estrutura está abaixo do que poderia e deveria estar, e isso explica dificuldades na urgência, no tratamentos e nas próteses", ressalta Schneider. Além das UBS, a cidade conta com 28 centros de especialidade odontológica (CEO). Nelas, também há um déficit de profissionais - enquanto trabalham 128 dentistas, há 60 cargos vagos (31%).
 
Das 130 cadeiras odontológicas desses centros, 40 precisam ser trocadas.
 
"A Prefeitura não tem contrato de manutenção", diz Schneider. O município solicitou ao Ministério da Saúde 110 cadeiras. Também espera a reforma de 130 UBS. Por enquanto, não há planos de expansão da rede, mas de melhoria da atual.
 
A aposta da atual gestão está em buscar verbas em Brasília. "Os recursos do Ministério da Saúde não foram utilizados na escala que cidade pedia", diz Schneider. De acordo com informações do ministério, apenas 1,1% dos recursos federais da área foram recebidos pela cidade no ano passado.
 
Discordância. A assessoria do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) discorda que tenha havido falta de investimentos na área. Em nota, informou que ampliou em 42% o número de dentistas, aumentando a quantidade de procedimentos de saúde bucal (47,5%) na cidade.
 
"Paralelamente, a gestão Kassab atuou na base para conscientizar a população da importância de cuidar, desde a infância, da saúde bucal", informou a assessoria de Kassab, em nota.

Fonte Estadão

Reversão da alta da mortalidade cardíaca no Norte e Nordeste requer ação preventiva

Médicos consultados pela reportagem apontam o aprimoramento da rede de saúde pública nos Estados do Norte e Nordeste e o investimento em prevenção como ações fundamentais para reduzir a taxa de mortalidade por doenças cardíacas nessas regiões.
 
"O Brasil tem bons programas, como a oferta de medicamentos gratuitos para diabéticos e hipertensos, mas a coisa tinha que ser mais embaixo", diz o cardiologista José Rocha Neto. "Educar o povo a comer, por exemplo."
 
Para Carlos Alberto Machado, diretor de promoção da saúde cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o maior problema no Norte e Nordeste é o acesso ao serviço público de saúde, onde faltam estrutura e médicos, segundo ele.
 
"Se a gente está distribuindo remédio de graça para hipertensão e diabetes e ainda está morrendo gente por isso, qual é o sinal? De que não há eficácia", afirma.
 
Programas
Diante dos resultados da pesquisa, o Ministério da Saúde listou ações de controle e prevenção de doenças cardíacas que tem adotado, como o recente acordo entre o governo e a indústria de alimentos para a redução progressiva do teor de sódio e o incentivo a lanches menos calóricos nas escolas.
 
O governo federal também tem um plano de enfrentamento de doenças crônicas, iniciado em 2011.
 
A instalação de academias de ginástica em postos de saúde, por exemplo, é uma das medidas previstas pelo documento.
 
O Ministério da Saúde também diz estimular governos estaduais a desenvolverem suas próprias estratégias, com foco nas necessidades regionais.
 
Pelo menos cinco Estados (Tocantins, Goiás, Piauí, Espírito Santo e Pernambuco) já estão desenvolvendo programas de prevenção, com verbas repassadas pelo governo federal.

Fonte Folhaonline