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segunda-feira, 22 de abril de 2013

A segurança do paciente nas mãos de quem cuida

Por  Heleno Costa Júnior
 
Não há mais o que questionar. A segurança do paciente é uma questão de preocupação de nível mundial. Os dados e prognósticos são alarmantes. Organismos e entidades internacionais estão chamando a atenção para esta realidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem liderado iniciativas que visam, em alguma medida, minimizar os efeitos descontrolados da insegurança no cenário da prestação de serviços de saúde em todo o mundo.
 
O Brasil também “acordou” para esta realidade e o Ministério da Saúde (MS) lançou em abril corrente o Programa Nacional de Segurança do Paciente, aplicável para todas as instituições de saúde brasileiras que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS). O programa prevê ações que incluem a adoção de um conjunto de protocolos e a criação de núcleos de gerenciamento de risco nas instituições. Estamos atrasados, mas a iniciativa é extremamente positiva, na perspectiva em que pode auxiliar as instituições na criação de alguma estrutura e definição de processos voltados para garantir algum nível de segurança nos cuidados prestados aos pacientes e, portanto, devemos nos engajar neste programa.
 
A equipe de enfermagem tem e continuará tendo um papel de destaque neste cenário de garantia de segurança ao paciente. São os profissionais de enfermagem que maior tempo dedicam e mais cuidados prestam aos pacientes no transcorrer de 24 horas de atividades em qualquer instituição de saúde. Sendo assim, temos um papel a exercer como agentes mais frequentes neste cenário que é o de controle e supervisão dos processos assistenciais. Não é por acaso que, na atualidade, os enfermeiros são a maioria dos profissionais que assumiram funções de gestores de qualidade e de segurança nas instituições que têm estruturas já estabelecidas para este fim.
 
De outra forma, esta condição também impõe maiores responsabilidades para os profissionais de enfermagem no desenvolvimento diário de suas tarefas. Mas, afinal, o que é segurança do paciente?
 
A OMS define como a redução do risco de um dano desnecessário associado com o cuidado em saúde a um mínimo aceitável http://who.int/patientsafety/implementation/taxonomy/icps). Para a Agência para a Pesquisa e Qualidade na Assistência à Saúde (Agency for Healthcare Research and Quality – AHRQ – EUA) (http://www.ahrq.gov/legacy/qual/) é, fundamentalmente, a ausência de injúrias evitáveis produzidas por cuidados médicos. É importante destacar que tanto na definição da OMS, que usa o termo desnecessário, quanto na definição da AHRQ, que usa o termo evitáveis, a insegurança está diretamente relacionada com a ocorrência de situações que escapam ao devido controle, domínio ou atenção do profissional ao executar o serviço ou prestar o cuidado.
 
Com base nesta constatação é que se justifica o título deste artigo. Embora os estudos apontem que cerca de 80% dos eventos adversos ocorrem em função de causas sistêmicas, não basta a existência ou estabelecimento de um conjunto de normativas, planos, protocolos, diretrizes ou outros recursos possíveis de natureza institucional, se, individualmente, cada profissional não assumir, como pessoal, uma consciência e ação para garantir a segurança do paciente. O profissional na execução direta de sua tarefa é o elo mais importante na cadeia assistencial. É, portanto, fundamental que o grande esforço e investimento de uma instituição e das lideranças de enfermagem sejam envidados na direção da criação e manutenção de uma cultura de segurança.
 
A gestão da segurança pressupõe a criação de uma cultura de segurança institucional. Segundo a AHRQ (2012), as organizações de alta confiabilidade mantem um comprometimento com a segurança em todos os níveis, dos profissionais de ponta até as lideranças e os executivos.
 
Sendo assim, vamos construir a forte cultura de que a segurança do paciente está de fato e de direito (inclusive legal) nas mãos de cada um de nós profissionais de saúde.
 
Fonte Saudeweb

Riscos da automedicação: analgésicos em excesso podem piorar a dor de cabeça

Riscos da automedicação: analgésicos em excesso podem piorar a dor de cabeça Stock Photos/
Correr atrás da dor com analgésicos causa uma espécie de
efeito rebote tirando o quadro de controle
Para tratar dores crônicas e frequentes o ideal é procurar profissionais habilitados
 
Segundo especialistas em dor de cabeça crônica, o uso indiscriminado de analgésicos comuns (esses que a gente compra na farmácia sem receita) pode piorar as crises. Parece paradoxal, mas um remédio que deveria aliviar o sintoma, pode agravá-lo. O alívio causado por tais medicamentos, quando usados indiscriminadamente, cobra seu preço levando a um aumento na frequência de crises. Segundo o neurologista Leandro Teles, existe uma multidão de pessoas que têm dor de cabeça quase todos os dias e vivem à base de analgésicos.

— O ideal, nesses casos, é iniciar um tratamento preventivo, fazer uma mudança de estilo de vida e cessar o uso abusivo de tais medicamentos — recomenda.

Os analgésicos simples são direcionados para doenças agudas ou para pessoas com crises de dor de cabeça eventuais. Quando a pessoa tem mais que duas crises de dor de cabeça forte por mês, já está indicado o tratamento preventivo.

— O uso excessivo de analgésico transforma uma enxaqueca eventual em uma enxaqueca crônica, com frequência muito elevada de crises, por vezes todos os dias. Para saber se você usa analgésicos demais bastar contar o número de comprimidos usados em uma semana, se for mais que dois você está fazendo mais mal do que bem à sua saúde — orienta o especialista.

O tratamento correto de dores de cabeça frequentes exige um diagnóstico preciso do tipo de dor. Os dois principais são:

• Dor do tipo tensional
Dores mais leves, constantes, bilaterais, tipo aperto, sem náuseas.

• Dor do tipo enxaqueca
Dores mais intensas, pulsáteis, lateralizadas, com intolerância à luz, cheiro e ruídos, acompanhada de náuseas.

Seja uma ou seja outra, quando a frequência de crises mensais é alta, o tratamento preventivo (com medicamento usado diariamente, escolhido a dedo pelo neurologista e em dose baixa) é mais eficiente. Correr atrás da dor com analgésicos causa uma espécie de efeito rebote tirando o quadro de controle. Quando a pessoa se dá conta, está com um monte de remédios na bolsa e usando analgésico diariamente. O mesmo remédio que alivia um pouco o sofrimento gera o retorno precoce da dor. Algo semelhante ocorre com alguns descongestionantes nasais, você pinga, o nariz abre, depois o nariz fecha, aí você pinga de novo e o ciclo se repete por meses e até anos.

Para tratar dores de cabeça crônicas e frequentes o ideal é procurar profissionais habilitados. O diagnóstico preciso, o mapeamento da dor, mudanças pontuais de estilo de vida e escolha de medicamentos apropriados para cortar ou prevenir a dor conferem um alívio mais duradouro do martírio causado pela dor de cabeça.
 
Fonte Diário Catarinense

Apontado como vilão da inflação, tomate é fundamental para uma dieta saudável

Vegetal é rico em licopeno e possui alto poder antioxidade
 
Muito popular na mesa dos brasileiros, o tomate foi motivo de preocupação nas últimas semanas em todo o país. Apontado como o vilão da inflação, o preço do vegetal teve alta de 122,1% em 12 meses até março, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Apesar de estar pesado para o bolso, o consumo do tomate é importante para uma dieta saudável. De acordo com a nutricionista funcional Alice Müller, o fruto é rico em licopeno, pigmento responsável pela sua cor vermelha e brilhante.
 
— O licopeno é um fitoquímico que, além de colorir os alimentos, atua como um potente antioxidante — explica a especialista.
 
O poder antioxidante do tomate ajuda a evitar os danos às células, contribuindo para minimizar o processo de envelhecimento e de todas as doenças relacionadas a ele. Esse poder antioxidante é reforçado pela presença das vitaminas A e C, que ainda fortalecem a imunidade do corpo.
 
— Diversos estudos correlacionam a ingestão de alimentos com licopeno a redução do risco ou progressão de diversas doenças, entre elas as cardiovasculares e certos tipos de câncer, como o de próstata, um dos tumores mais incidentes no homem. Ele tem sido considerado um eficaz inibidor da proliferação das células cancerígenas — afirma Alice.
 
A melhor forma de aproveitar o licopeno presente no tomate é consumi-lo cozido pois, assim, ele será melhor absorvido pelo organismo. Com o aquecimento, as paredes celulares do alimento se rompem e os compostos são facilmente liberados.
 
— Preparar um molho de tomate é uma excelente opção. E fica ainda melhor quando associado a algum tipo de gordura, como o azeite de oliva. Mas, fique atento aos molhos prontos: eles costumam ter açúcar, muito sal e realçadores de sabor com grande quantidade de sódio—diz a nutricionista.
 
Para alcançar todos esses efeitos protetores do tomate, a recomendação é consumir cerca de 35mg de licopeno por dia, o que equivale a meia xícara de molho. Mas se a inflação deixou o consumo desse vegetal um tanto desagradável para o bolso, a boa notícia é que ele pode ser subtituído por outros alimentos que cumprem funções semelhantes:
 
— Melancia, goiaba, pitanga e mamão são alternativas, pois também possuem licopeno em boas quantidades — indica Alice.
 
Fonte Zero Hora

Saiba tudo sobre o iogurte grego

Iogurte-grego-caseiro-1.jpgCom quase o dobro de gorduras, que garantem sua cremosidade, o produto também contém mais sódio e calorias
 
Muito consumido na Europa e trazido ao Brasil há menos de um ano, a variedade de iogurte oriunda da Grécia está dando o que falar entre os consumidores brasileiros. Por ser uma espécie com quantidades maiores de proteína, mas também de gordura, a variedade apresenta textura e sabor que se destacam em relação às outras opções disponíveis — principalmente quando o quesito é cremosidade.
 
A diferença já começa no processo de fabricação. Segundo a nutricionista Anália Barhouch, mestre e doutoranda em obesidade pela Faculdade de Medicina da PUCRS, embora a fórmula seja mantida em sigilo pelos fabricantes, é possível perceber que o processo de fabricação do iogurte grego é muito diferente do processo comum.
 
— Apesar de ter quase o dobro de gorduras do que a versão de polpa (4g contra 2,4g, em porções de 100g), ele tem menos açúcar e boa digestibilidade — acrescenta Anália.
 
A professora e coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos da Unisinos, Janice da Silva, explica que a textura mais firme do iogurte grego é resultado de uma concentração de seus componentes sólidos, o que também faz com que ele tenha mais proteína e gordura. Essa concentração pode ser alcançada de duas formas, que variam de acordo com cada fabricante: por um processo industrial, que remove parte do soro do produto, ou pela adição de ingredientes como proteínas lácteas, creme de leite ou gomas naturais espessantes.
 
— Este é considerado um iogurte especial e a qualidade dos produtos obtidos pelos dois métodos é bastante elevada. Ele é uma alternativa mais natural e saborosa para quem consome os produtos lácteos fermentados — completa a especialista.
 
VÍDEO: Aprenda a fazer iogurte grego em casa:
 

 
Versão light pode ser opção
Disponível nas prateleiras do país desde julho de 2012, o iogurte grego se renova em 2013, chegando ao mercado gaúcho também na versão light. Com a mesma textura, mas apenas metade da quantidade de gordura do que a versão normal, essa será uma opção mais indicada para quem está de dieta.
 
— O tradicional pode ser utilizado por quem não tem diabetes, colesterol alto ou que apresente bom gasto energético — diz a nutricionista Anália.
 
Uma pesquisa da EuroMonitor, de 2011, mostrou que o brasileiro consome 6,5 quilos de iogurte por ano, bem atrás de países como Holanda (o país campeão mundial no consumo) e menos até do que os argentinos. Para Anália, no entanto, os dados representam a existência de um mercado em expansão para o setor de iogurtes no Brasil.
 
Consumo no mundo
Uma pesquisa da EuroMonitor 2011 apontou os holandeses como os campeões do consumo de iogurte. Os brasileiros vêm bem mais atrás.
 
Compare:
 
Holanda 41,9kg
 
França 20,7 kg
 
Argentina 9,2kg
 
Brasil 6,5kg
 
Tabela Nutricional
 
100g do iogurte grego
Carboidratos – 15 g
Proteínas – 4,6g
Gorduras totais – 4g
Gorduras saturadas – 2,3g
Sódio – 75mg
Calorias – 113 kcal
 
100g de iogurte de polpa
Carboidratos – 17g
Proteínas – 2,9g
Gorduras totais – 2,4g
Gorduras saturadas – 1,6g
Sódio – 36mg
Calorias – 95 kcal
 
100g de iogurte grego light
Carboidratos – 9,8g
Proteínas – 4,3g
Gorduras totais – 1,9g
Gorduras saturadas – 1,1g
Sódio – 58mg
Calorias – 73 kcal (versões de fruta) ou 78kcal (naturais)
 
Açúcar e colesterol
As quantidades de açúcar não são especificadas pelos fabricantes, que apenas informam se o produto contém ou não o nutriente. Todos os tipos de açúcares são incluídos nas gramas em carboidratos. As informações sobre o colesterol também não são especificadas, mas cabe ressaltar que todos os derivados do lácteos contém colesterol, exceto aqueles que são zero gordura ou desnatados. A legislação brasileira não exige que a quantidade desses nutrientes (açúcar e colesterol) sejam especificados nas embalagens.
 
Fonte: nutricionista Anália Barhouch

Entenda a diferença
Os produtos lácteos podem trazer diversos benefícios à saúde e a indústria tem apostado em novidades nos últimos anos.

Veja quais são e porque fazem bem:

Iogurte comum

O que é: o tradicional iogurte é um alimento obtido a partir da fermentação do leite pelas bactérias ácido-lácticas Streptococcus salivarius subesp. thermophilus e Lactobacillus de lbrueckii subesp. bulgaricus. Esta fermentação, além de produzir um alimento muito saboroso e apreciado, proporciona um incremento de cerca de 400% no teor de aminoácidos livres em relação ao leite.
 
Benefícios: o iogurte tem muitas propriedades nutricionais e funcionais. Ele é um alimento com baixo índice glicêmico (aqueles sem açúcar) e colabora com a manutenção de uma boa flora intestinal, o que pode fazer você sentir mais saciedade. Prefira o consumo de iogurtes naturais, adicionando o sabor em casa complementando-o com frutas frescas ou secas, cereais, sucos naturais, geleias, mel, entre outras opções. É uma forma de diminuir os aditivos que fazem parte dos iogurtes saborizados, deixando o alimento mais saudável.

Bebida láctea

O que é: a bebida láctea é produzida a partir da mistura do leite com o soro de leite proveniente do processamento de queijos. Pode ser fermentada ou não, adquirindo diferentes versões.
 
Benefícios: a grande vantagem do consumo de bebidas lácteas está nos benefícios que as proteínas do soro lácteo trazem à saúde. Elas ajudam a manter a massa magra do organismo e também colaboraram para aumentar a imunidade. Dentre as proteínas do soro podem estar presentes peptídeos (proteínas hidrolizadas), que colaboram com diminuição de pressão arterial.
 
Iogurte probiótico
 
O que é: o termo probiótico refere-se a culturas de micro-organismos vivos que promovem efeitos benéficos à saúde humana, melhorando as propriedades da microbiota intestinal original. Neste grupo estão as bifidobactérias e alguns lactobacilos. O iogurte probiótico é um produto fermentado com as tradicionais bactérias do iogurte associadas às bactérias probióticas.
 
Benefícios: o consumo de iogurtes probióticos beneficia principalmente o intestino. Eles podem melhorar distúrbios intestinais e, ainda, melhorar o funcionamento do sistema imune. O gênero de bactérias Bifidobacterium bifidum, por exemplo, cria um ambiente favorável para o crescimento de bactérias "amigáveis" no intestino grosso e no trato vaginal. Acredita-se que as bifidobactérias sintetizam vitaminas que podem ser usadas pelo corpo humano, incluindo tiamina, ácido fólico, ácido nicotínico, piridoxina e vitamina B12. Produzem ácido acético e láctico. Também aumentam a absorção de ferro, cálcio e magnésio.
 
Fontes: professoras Renata Ramos (Mestrado Profissional em Nutrição e Alimentos), Daiana de Souza e Janice da Silva (Engenharia de Alimentos), ambas da Unisinos
 
Fonte Zero Hora

Apesar de moderada, cefaleia tensional também requer cuidados médicos

Apesar de moderada, cefaleia tensional também requer cuidados médicos Stock Images/Stock Images
Problemas corriqueiros da vida moderna, como alterações
emocionais, estresse, tensão, ansiedade e depressão são
encontrados com frequência nos pacientes que procuram
o médico devido ao agravamento da dor
Problema afeta até 80% das pessoas de tempos em tempos e ao longo da vida
 
Pesquisa recente da Sociedade Brasileira e Internacional de Cefaleia revela que é cada vez maior o número de pessoas que sofre com dores de cabeça. Entre dor de cabeça ocasional (do tipo tensional), enxaqueca e enxaqueca crônica, é a cefaleia tensional a que tem se tornado mais comum nos dias de hoje. Não é para menos. Problemas corriqueiros da vida moderna, como alterações emocionais, estresse, tensão, ansiedade e depressão (que levam à contração exagerada, anormal e mantida de grupos musculares dos ombros, pescoço, couro cabeludo e até face), são encontrados com frequência nos pacientes que procuram o médico devido ao agravamento da dor.

A cefaleia tensional afeta até 80% das pessoas de tempos em tempos e ao longo da vida. É caracterizada pelos pacientes como 'um sintoma normal ou comum', levando à automedicação e, consequentemente, a não procura de assistência médica. No entanto, a cefaleia do tipo tensional pode ser incapacitante e durar várias horas.

— Normalmente, o estresse é o fator desencadeante ou agravante desse tipo de cefaleia. E por isso a grande maioria da população, talvez todos, tem potencial para desenvolver a cefaleia do tipo tensional se expostos aos fatores. O grande problema é que, por não ser tão intensa, faz com que as pessoas, mesmo na forma crônica, não procurem assistência médica — explica o neurocirurgião Paulo Porto de Melo, introdutor e pioneiro da neurocirurgia robótica no Brasil.

Além das alterações emocionais, outros fatores também podem desencadear a cefaleia tensional:

• Álcool.

• Cafeína (excesso ou abstinência).

• Gripe e resfriado.

• Problemas odontológicos como contração da mandíbula ou bruxismo.

• Fadiga visual.

• Fumo em excesso.

• Fadiga.

• Congestão nasal.

• Esforço excessivo.

• Sinusite.

Como reconhecer a dor de cabeça do tipo tensional?
Uma crise de cefaleia tensional pode durar de 30 minutos até vários dias, sendo contínua em casos severos, mas com intensidade média ou moderada. Em geral, quem sofre com a crise a descreve como uma sensação de aperto, pressão ou peso envolvendo a cabeça, assim como uma faixa ou capacete. A localização é bilateral, sendo a região occipital (osso membranoso em forma de disco situado na parte traseira e inferior do crânio) predominante.

— Na maioria dos casos, como as crises não são tão graves, esse tipo de dor de cabeça não impede as atividades rotineiras diárias. E ela até melhora com atividade física ou relaxamento e normalmente não há sintomas associados, ao contrário da enxaqueca, como náusea, sensibilidade a odores e vômito — diz o neurocirurgião.

Os tratamentos podem ser medicamentosos, com analgésicos comuns e os anti-inflamatórios não hormonais, ou não medicamentosos, mas todos têm a mesma faixa de resposta, cerca de 50% de diminuição em 50% das pessoas, e as dores de cabeça fortes reduzem sua intensidade. Novas opções, como a aplicação da toxina botulínica, também podem ser utilizadas, mas em alguns casos selecionados.

— É preciso ter cautela. Alguns estudos têm mostrado que os sintomas de crises menos frequentes ou de cefaleia tensional não parecem ser aliviados com a aplicação da toxina botulínica. Mas também é importante não subestimar a dor. Aos primeiros sintomas, o ideal é sempre procurar o médico. É ele quem vai indicar o tratamento mais adequado — adverte Melo.
 
Fonte Diário Catarinense