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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tratamento ortodôntico para alinhamento dos dentes

Foto: Colgate
Pessoas que usam aparelhos ortodônticos não podem descuidar
 da boa higienização dentária
Dentes tortos e os problemas de mordida têm sua origem tanto em fatores hereditários como em fatores ambientais
 
A Associação Americana de Ortodontia informa que, nos Estados Unidos, cerca de 4,5 milhões de pessoas usam aparelhos para corrigir a posição dos dentes e ter um sorriso bonito e saudável1.
 
Como você sabe, o ortodontista é um dentista com uma especialização clínica complementar no tratamento das más oclusões (mordidas erradas), as quais podem ocorrer devido à falta de alinhamento dos dentes e problemas nas arcadas.
 
Por que os dentes ficam tortos?
O cirurgião dentista Terry Pracht, ex-presidente da Associação Americana de Ortodontia, afirma que os dentes tortos e os problemas de mordida têm sua origem tanto em fatores hereditários como em fatores ambientais. O Dr. Pracht diz que os fatores hereditários respondem inclusive pelo apinhamento dentário, diastema (grandes espaços entre os dentes) e más oclusões. Ele também menciona que os dentes tortos podem ser causados pelo hábito de chupar o dedo e pela protrusão lingual, além de problemas nas arcadas decorrente de acidentes(1).
 
Quais as opções de tratamento para alinhar os dentes ou corrigir más oclusões?
O tratamento ortodôntico tem três estágios. O primeiro é aquele no qual os aparelhos são usados para ganhar espaço na boca. Por exemplo, os expansores palatais são usados para aumentar a largura do palato, e, as barras linguais, para expandir a arcada inferior. O estágio seguinte é o da correção ativa, no qual os aparelhos são colocados nos dentes. Neste estágio, os dentes são ajustados e alinhados e as más oclusões são corrigidas no decorrer de um período que depende do grau de irregularidade dos dentes e da severidade dos problemas das arcadas. O terceiro estágio é o da retenção, no qual, depois que o aparelho é removido, os dentes são monitorados por meio do uso de um retentor (fixo ou removível) e das visitas ortodônticas semestrais.
 
Tipos de aparelhos
Os aparelhos de trinta ou mais anos atrás eram grandes bandas de metal enroladas e cimentadas em cada dente. O aparelhos podem ser colocados na face externa ou interna dos dentes, dependendo da recomendação do ortodontista. Os bráquetes, arcos e bandas apresentam-se em diversas cores, à escolha dos adolescentes.
 
Atualmente, pequenos bráquetes de metal ou cerâmica são fixados, com cimento específico, na superfície externa dos dentes, podendo-se usar bandas de metal nos dentes posteriores. Os arcos colocados dentro dos bráquetes são feitos de uma liga de níquel e titânio que esquenta de acordo com a temperatura da boca, permitindo a aplicação constante de pressão sobre os dentes quando ajustados no consultório do ortodontista.
 
Um aparelho alternativo e de uso mais recente é o sistema Invisalign, que consiste em uma série de alinhadores removíveis usados durante o dia e à noite para ajudar na correção. Os alinhadores podem ser removidos antes da escovação ou do uso do fio dental.
 
Cuidado dos aparelhos
O ortodontista ou dentista dará a você todas as informações sobre como higienizar corretamente seu aparelho. Há várias escovas manuais (especialmente projetadas para pacientes ortodônticos), movidas a bateria, elétricas e sônicas que podem ser usadas. Pergunte ao dentista qual é a melhor para o seu caso. Escove ao menos duas a três vezes por dia, em ângulo de 45 graus com movimentos de vai-e-vem. Remova a placa bacteriana na linha da gengiva para evitar gengivite (inflamação do tecido gengival). Coloque a escova em ângulo na linha da gengiva e escove suavemente ao redor do aparelho para remover a placa bacteriana e os resíduos alimentares.
 
É muito importante higienizar entre os dentes, se houver espaço, usando fio dental e um passa fio, um stimudent (palito limpador) ou uma proxabrush (escova interdentária). Os irrigadores bucais são recomendados para a remoção de resíduos alimentares e irrigação do tecido gengival para eliminar a gengivite e as bactérias causadoras de mau hálito. Também podem ser usados um creme dental antibacteriano e um enxaguatório bucal, com o irrigador ou isoladamente.
 
Com o manter o sorriso depois de retirar o aparelho?
Depois que seu ortodontista determinar a remoção de seu aparelho, é importante usar um retentor (um dispositivo de plástico) durante o dia ou à noite, de acordo com a recomendação profissional. A higienização do retentor pode ser feita com água ou creme dental e escova, logo depois do uso. Quando não estiver sendo usado, o retentor deve ser guardado em um estojo de plástico.
 
Combine com seu dentista a profilaxia profissional semestral e com seu ortodontista as consultas regulares de manutenção.
 
Referências:
1. Braces: Not Just for Looks, Causes of Crooked Teeth. Reviewed information at http://www.enotalone.com
 
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2013 Colgate-Palmolive.

O apego à doença conduz ao comportamento obsessivo compulsivo

Por Teresa Cristina Pascotto
 
Vou usar a palavra doença, para facilitar o relato, mas entendam por doença, todo e qualquer estado -físico, emocional, mental e/ou espiritual- de desequilíbrio, limitações, bloqueios, problemas que nunca se resolvem, questões que se mantém num padrão negativo, situações ou ideias fixas que não saem do pensamento, e vários outros modos de se criar doença. Mas vou reforçar o foco no aspecto das "doenças mentais/emocionais", que se manifestam na forma de desequilíbrio, confusão interna e perturbação.

As pessoas têm uma tendência a focar excessivamente na doença e a lutar contra ela, ao invés de aceitá-la, para então poderem perceber que enquanto focam demasiadamente na doença, estão mantendo-se apegadas a ela. O apego intensifica a própria doença e leva as pessoas a buscarem alívio para as dores adicionais que o apego causa. Apesar de acreditarem que estão desesperadamente buscando a cura, isto é apenas uma ilusão criada pela mente para que a pessoa acredite que quer ser curada, quando, na verdade, está apegada não somente à doença, mas também aos benefícios que a doença lhe traz.

Somente quando a pessoa é capaz de aceitar que não quer abrir mão da doença porque ela lhe traz distrações, ocupações e benefícios, é que ela começará a ter consciência de que nada de verdadeiro está fazendo para ser curada e perceberá que todo o caminho que trilhou até agora na busca pela cura, apenas a levou a buscar paliativos para se aliviar e tentar se livrar dos sofrimentos causados pela doença, mas não para se livrar da doença em si. A doença continua ali, no seu lugarzinho de poder dentro da pessoa, sendo o centro das atenções.

Outra questão que leva as pessoas a sustentarem a doença, é que com o foco voltado para a doença, elas fogem do vazio e da falta de sentido que experimentam em suas vidas. Para não sofrerem com isso, encontram na doença e na falsa busca pela cura, algo com que se ocupar e se distrair. Porém, se esse mecanismo não for suficiente para aliviar as aflições, é porque as sensações de vazio estão também associadas a um profundo sentimento de solidão e à sensação de não pertencer, que traz uma profunda desesperança e uma angustiante vontade de "voltar para casa" - uma forma sutil de dizer: vontade de morrer.

Num caso mais extremo, como forma de se alhear à vida, usando como um entorpecente, é quando este quadro conduz à obsessão pela doença, criando ainda mais sofrimento. Digamos que a "doença adoeceu". Dentro do quadro de obsessão, a pessoa está tão envolvida na questão que a atormenta -a doença-, que se torna um robô, mecanicamente vivendo sua rotina diária, mas tão ocupada na obsessão, que nunca está no aqui e agora de verdade; este mecanismo da obsessão é um grande anestésico para as dores que a consomem internamente. Mas, na obsessão, a pessoa sofre muito, pois acredita que está sofrendo e gosta disso. O sofrimento se intensifica, o que leva a pessoa a buscar o alívio. Ela acredita que está buscando a cura, mas na verdade, está só buscando alívio. No desespero pelo sofrimento e na busca pelo alívio, ela se torna compulsiva. A "doença dói" e ela compulsivamente corre em busca do alívio.

Nesta busca, ela sempre se alivia num primeiro momento, mas, inevitavelmente, fica apenas recuperada e pronta para voltar à obsessão que a atormentará intensamente e que a levará novamente à compulsão para buscar alívio. Enfim, a pessoa desenvolve um comportamento obsessivo compulsivo que se mantém firme, num círculo vicioso do qual, na verdade, ela não quer sair. Em casos mais extremos, isto chega à patologia, desenvolvendo o Transtorno obsessivo compulsivo.

Sair do mecanismo significa se curar de verdade e estar livre para... enfrentar o vazio, a falta de sentido na vida, o sentimento de solidão, de abandono e de não pertencer, e... voltará a sentir vontade de "voltar para casa"...

A cura para isso começa com a pessoa tomando consciência de que quando está na compulsão de buscar a cura, na verdade, não está querendo se curar de verdade. Com esta consciência ela será conduzida a descobrir -vivendo essa realidade interna, experimentando as sensações- que quando está apegada à doença e/ou ao comportamento obsessivo compulsivo, está apenas fugindo de seus sentimentos mais profundos de dor e desesperança.
 
A pessoa deverá fazer esse trabalho de cura com apoio terapêutico, pois deverá ser conduzida amorosamente e com segurança a entrar em contato com esses lugares ocultos e dolorosos do seu inconsciente e de seu corpo emocional, em que irá "viver" a experiência dessa jornada interna, experimentando sensações, sentimentos e emoções, seguidos, talvez, de lembranças desta ou de outras vidas, onde sempre sentiu esse vazio doloroso e os sentimentos de solidão que a acompanham deste muito tempo atrás...

Como o foco fixo na doença é algo antigo na vida da pessoa e como o apego é intenso, este mecanismo está arraigado tão profundamente, que o caminho da cura, principalmente no caso do comportamento obsessivo compulsivo, será longo e delicado, será um processo na busca pela cura real.
 
E para que esta verdadeira vontade de se curar possa se manifestar, a pessoa precisará "sentir e estar consciente" que está fugindo do vazio, quando cria a doença e do quanto tem vontade de "não existir" (ou morrer) por conta desse vazio. Após isto, vem a necessidade da tomada de consciência do quanto está apegada à doença, para depois aceitar que não quer se desapegar dela; em seguida, deverá desejar se desapegar da doença; depois deverá reconhecer que não aceita a cura, para então, desejar se abrir e aceitar a cura (simples assim). Então, e só então, é que o processo de cura realmente começa a fazer sentido para a pessoa e começa a acontecer a cura, aos poucos, passo a passo, mesmo porque, a pessoa precisará agora, se acostumar com a cura ao mesmo tempo em que vai sentindo a falta da doença, que se tornou um entorpecente e, como toda droga, intoxicou a pessoa, e o processo de desintoxicação leva às crises de abstinência.
 
Será um caminho doloroso (mas muito possível) se desintoxicar da doença e se manter firme, sem voltar a usar esse entorpecente. A cura acontece, tenha certeza, mas tudo é um processo e deverá haver muito comprometimento e perseverança nesse caminho. É só confiar e dar os primeiros passos...
 
Fonte somostodosum.ig.com.br

10 respostas sobre sexo na gravidez

Discuta com seu parceiro todas as suas dúvidas
Sexo na gravidez é saudável, não machuca o bebê e aproxima o casal
 
É só o casal ficar sabendo que está esperando um bebê para que aquele pequeno ser vire o centro das atenções. Tudo é feito pensando no bem-estar do bebê e, por isso, surge a dúvida: podemos continuar com nossa vida sexual normalmente ou é melhor ir mais devagar? Dois especialistas respondem as principais dúvidas sobre sexo na gravidez, para você e seu companheiro não terem que ficar a ver navios durante longos nove meses.
 
1 - O bebê sente quando a mãe está transando?
Pra início de conversa, o pênis não encosta no bebê, pois o colo do útero e o canal vaginal têm posições diferentes. Dito isso, o bebê maior, a partir do terceiro trimestre, sente quando a barriga da mãe está sendo acariciada e palavras de carinho estão sendo ditas. “O sexo durante a gravidez faz bem para o casal e para o bebê, diz o ginecologista e obstetra Alberto Guimarães, especialista em parto humanizado de São Paulo. Mas vale tomar alguns cuidados, como o uso de preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis, já que o sistema imunológico da gestante fica mais frágil.
 
2 - E ele sente quando a mãe está tendo um orgasmo?
Os cientistas não têm certeza, pois é difícil estudar o bebê durante a gestação, mas acredita-se que ele sinta algo, sim. “O orgasmo é uma emoção boa, então é bem provável que o feto sinta que a mãe está feliz naquele momento”, diz a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, diretora clínica da Gergin, em São Paulo. Mas a contração do útero durante o clímax não é suficiente para provocar um parto prematuro ou causar dor no bebê.
 
3 - A partir de certo mês fica desconfortável para a mãe fazer sexo?
Isso varia muito de gestante para gestante. No primeiro trimestre, a mulher grávida pode perder um pouco do apetite sexual por se sentir cansada e com enjoos. Depois, já no segundo trimestre, a maioria das mulheres retomam sua vontade de ter relações sexuais. Já não tem mais sintomas desagradáveis e costumam se sentir lindas com o aparecimento da barriga. Costuma ser o período mais propício para o namoro entre o casal”, conta Bárbara. Já no final, com a barriga muito grande, podem surgir dores lombares, cólicas, desconforto nas pernas e cansaço.              
 
4 - Quais são as melhores posições sexuais para a mulher grávida?            
No início da gestação não muda nada. Quando a barriga fica grande, cabe ao casal encontrar as suas preferidas. “O papai e mamãe não fica mais confortável. É mais fácil de lado, de quatro ou mesmo a mulher por cima, assim ela controla o nível de penetração”, recomenda Alberto. O segredo é esse: o que interessa é se a mãe está confortável, pois mãe confortável é bebê confortável.
 
5 - As mulheres têm mais vontade de fazer sexo quando estão grávidas?
Essa percepção é muito individual. Uma mulher que desejou muito a gravidez e não tem medos, se sentirá linda e com a autoestima lá em cima. E a libido feminina está diretamente ligada com a autoestima. “A progesterona que está em níveis mais altos influencia pouco. Mais importante é a forma como a mulher e seu parceiro lidam com a gestação. Vontade sexual depende de estímulo, por isso é importante criar o clima de carinho entre o casal”, explica o médico. E nada mais importante para um casal que está prestes a criar um filho junto do que cumplicidade e intimidade que são facilitadas por uma vida sexual saudável.
 
6 - Os homens perdem o tesão pela mulher depois que ela engravida?
A maioria dos homens quer proteger a mulher e o filho, por isso no início podem ter medo de machucá-los. Por isso o diálogo é tão importante entre o casal e também com o médico do pré-natal. Daí a importância de o homem acompanhar as consultas para entender exatamente o que acontece no corpo da mulher e tirar suas dúvidas. “Costumo recomendar para os futuros pais aproveitarem essa fase para namorar muito, pois não existe a chance de engravidar”, brinca Alberto.
 
7 – Fazer sexo quando o bebê está para nascer facilita o parto normal?
Facilita na medida em que a mulher pode ficar mais relaxada e feliz, diminuindo o estresse que muitas vezes dificulta o tão desejado parto normal. “Mas o sexo por si só não vai dilatar mais o colo do útero se ele não estiver pronto para o parto”, promete o obstetra. “Entretanto, se já houver indícios que o trabalho de parto irá começar, o sexo deve ser evitado para que não haja nenhuma infecção se a bolsa estourar”, alerta Bárbara.
 
8 - Existem problemas com a gravidez que exigem que se interrompa a vida sexual do casal?
Quando a mulher tem histórico de aborto e está com sangramentos nas 12 primeiras semanas, o repouso é recomendado. Nestes casos, o ideal é consultar o médico, que irá recomendar a interrupção momentânea da vida sexual ou apenas a diminuição na frequência. “Se existirem alterações no colo do útero, onde já existe uma dilatação anormal, também é melhor evitar”, diz Alberto. “Algumas infecções genitais também impedem as relações sexuais até que sejam tratadas”, completa a médica.
 
9 – Com gravidez múltipla existe alguma restrição maior?
A diferença é que nesses casos tudo é mais precoce: se o normal é estar no final da gravidez entre as 39 e 40 semanas, no caso de gravidez múltipla se considera que os bebês podem nascer com 35 ou 36 semanas. “Se estiver tudo bem com a gestação, a grávida de gêmeos não precisa ficar em abstinência”, garante o médico.
 
10 - Qual é a importância da quarentena depois que o bebê nasce?
É importante para que o corpo da mulher tenha tempo para se recuperar e voltar à forma original. Independente do tipo do parto, todos os órgãos do organismo, de alguma maneira, foram envolvidos no processo de gestação e parto e agora precisam voltar ao funcionamento de antes. Como se não bastasse, ela precisa amamentar, que demanda energia, e aprender a cuidar daquele novo ser que depende tanto dela. O foco principal nesses primeiros dias deve ser o bebê. O sexo fica em segundo plano. O pai precisa ter paciência, ser companheiro e se ocupar com os afazeres do bebê, que são muitos”, diz Bárbara. Se o pai for um verdadeiro companheiro nessa fase, será recompensado por uma relação fortalecida e, consequentemente, feliz sexualmente.

Fonte Delas

Poluição está mudando infância de crianças chinesas

Foto: Adam Dean/The New York Times
Wu Xiaotian, de três anos, mostra a máscara que seus pais
pedem que use quando vai brincar fora de casa.
Com os níveis de poluentes até 40 vezes o limite, pais estão confinando seus filhos e filhas em casa, mesmo que isso signifique mantê-los longe de seus amigos
 
A tosse crônica e nariz entupido do garoto começaram no ano passado, quando ele tinha 3 anos de idade. Seus sintomas pioraram neste inverno, quando a poluição na região norte da China chegou a níveis recorde. Agora ele precisa fazer inalação e limpeza nasal todas as noites com água salgada canalizada através de tubos de uma máquina.
           
A mãe do menino, Zhang Zixuan, disse que quase nunca o deixa sair de casa e, quando ele sai, geralmente ela o faz usar uma máscara facial. A diferença entre a Grã-Bretanha, onde ela já estudou, e a China é "o céu e o inferno", explicou.
 
Os níveis de poluentes mortais até 40 vezes o limite de exposição recomendado em Pequim e outras cidades começara, a amedrontar os pais e os incentivam a tomarem medidas que estão alterando radicalmente a natureza da vida urbana para seus filhos.
 
Os pais estão confinando seus filhos e filhas em casa, mesmo que isso signifique mantê-los longe de seus amigos. Escolas estão cancelando atividades ao ar livre e excursões. Pais que possuem uma melhor condição financeira estão escolhendo as escolas com base em seus sistemas de filtração de ar, e algumas escolas internacionais construíram gigantescas cúpulas em volta de campos esportivos para garantir que as crianças possam ter acesso a uma respiração saudável.
 
"Espero que, no futuro, nós mudemos para um país estrangeiro", disse Zhang, uma advogada, enquanto seu filho doente, Wu Xiaotian, brincava em uma esteira em seu apartamento, perto de um novo purificador de ar. "Caso contrário, vamos morrer sufocados."
           
Ela não é a única a querer ir embora do país. Alguns pais e expatriados chineses da classe média e classe média alta já começaram a deixar a China, uma tendência que os executivos disseram que pode resultar em uma perda enorme de talento e experiência. Há também relatos de pais estrangeiros que recusaram empregos de prestígio ou de negociarem maiores salários com seus empregadores, citando a poluição como um elemento decisivo.
 
Poucos acontecimentos minaram a confiança no Partido Comunista tão rapidamente quanto a percepção de que os líderes não conseguiram conter as ameaças à saúde e segurança das crianças. Houve indignação nacional em 2008, quando mais de 5,000 crianças foram mortas quando suas escolas desabaram no terremoto e centenas de milhares ficaram doentes em um escândalo de leite em pó contaminado. Oficiais do governo tentaram reprimir os pais irritados, às vezes através da força ou com subornos.
           
Mas a indignação com a poluição do ar é muito maior e está apenas começando a ganhar impulso.
 
"Eu não confio nas medições de poluição do governo de Pequim", disse o pai de Zhang, Zhang Xiaochun, um administrador de jornal aposentado.
 
Estudos científicos justificaram os temores de danos a longo prazo para crianças e fetos. Um estudo publicado pelo The New England Journal of Medicine mostrou que crianças expostas a altos níveis de poluição do ar podem sofrer danos pulmonares permanentes. A pesquisa foi feita na década de 1990 em Los Angeles, Califórnia, onde os níveis de poluição foram muito menores do que aqueles nas cidades chinesas nos dias de hoje. 
 
Um estudo realizado por pesquisadores da Califórnia publicado no mês passado sugeriu uma ligação entre o autismo em crianças e a exposição de mulheres grávidas à poluição do ar relacionada com o tráfego. Pesquisadores da Universidade de Columbia, em um estudo feito em Nova York, descobriram que a exposição pré-natal aos poluentes do ar pode resultar em crianças com ansiedade, depressão e problemas de concentração. Alguns dos mesmos pesquisadores descobriram em um estudo anterior que as crianças em Chongqing, na China, que tiveram exposição pré-natal aos níveis elevados de poluentes atmosféricos a partir de uma usina a carvão nasceram com uma menor circunferência de suas cabeças, mostraram um crescimento mais lento e não desempenharam tão bem em testes de desenvolvimento cognitivo aos 2 anos de idade. O fechamento da fábrica resultou no nascimento de crianças com menos problemas.
 
As análises mostram pouca melhoria no futuro, se a China não mudar suas políticas de crescimento e reforçar a regulamentação ambiental. Um relatório do Deutsche Bank, publicado em fevereiro disse que as tendências atuais de uso de carvão e as emissões de automóveis significaram que se espera que a poluição do ar deveria piorar em mais 70 % em 2025.
 
Na prestigiada Escola No. 4 de Pequim , que há muito tempo tem educado líderes chineses e seus filhos, as aulas de educação física ao ar livre foram canceladas, pois o índice de poluição está alto.
 
"Dias com céu azul e ar aparentemente limpo são altamente valorizados, e eu costumo sair e fazer exercício", disse Dong Yifu, um estudante do último ano que acabou de ser aceito na Universidade de Yale.
 
Escolas de elite estão investindo em infra-estrutura para manter as crianças ativas. Entre elas estão a Faculdade Dulwich de Pequim e a Escola Internacional de Pequim, que em janeiro finalizou a construção de duas grandes cúpulas esportivas brancas de tecido sintético, que cobrem campos de atletismo e quadras de tênis.
 
Uma mãe americana, Tara Duffy, disse que ela tinha escolhido uma pré-escola para sua filha com base em parte, no fato que a escola possuía filtros de ar nas salas de aula. A escola, Escola Internacional 3E, também traz médicos para falarem a respeito da poluição e proíbe as crianças de brincarem ao ar livre durante o aumento dos níveis de poluição. Nos últimos seis meses, tem havido muito mais dias de condições “alarmantes’ e a escola não tem deixado com que as crianças saiam para fora”, disse Duffy, uma escritora.
 
Duffy disse que também verifica o índice de qualidade do ar diariamente para decidir se poderia levar sua filha para um piquenique ao ar livre ou para um espaço de lazer coberto.
 
Agora, depois de viver em Pequim por nove anos, Duffy está indo embora da China, e ela cita a poluição e o trânsito como os principais fatores de sua decisão.
 
Essa decisão está sendo considerada por muitos dos expatriados em Beijing.
 
Um casal de americanos com uma criança levou em consideração a poluição quando analisaram uma oferta de emprego de prestígio em Pequim, e foi uma das razões que, finalmente, recusaram a oferta.
 
James McGregor, um conselheiro sênior do escritório de Pequim da APCO Worldwide, uma empresa de consultoria, disse que ficou sabendo da história de um diplomata americano com crianças que havia recusado uma vaga de trabalho em sua empresa. Ele recusou a oferta apesar do fato que o Departamento de Estado oferece um abono salarial de 15 % para Pequim, que existe, em parte, por causa da poluição. O bônus para outras cidades chinesas, que também sofrem com a má qualidade do ar, varia entre 20 a 30 %, com exceção de Xangai, onde é de 10 %.
 
"Eu vivi em Pequim durante 23 anos, e meus filhos foram criados aqui, mas se eu tivesse filhos pequenos eu estaria considerando a possibilidade de ir embora", disse McGregor. "Muitas pessoas começaram a analisar a possibilidade de irem embora do país."

Fonte iG

Dez frases proibidas no currículo

Expressões como “disponível para qualquer oportunidade” e “ótima performance” podem denotar falta de qualificação ou excesso de vaidade do candidato. Veja outras
 
Todo currículo precisa ter informações claras, objetividade e grafia correta para qualificar o candidato à seleção. Mas observar somente isto não basta. Na opinião de recrutadores, algumas frases e expressões comumente usadas estão muito “batidas” ou, pior, indicam insegurança ou falta de qualificação.
 
Conheça-as abaixo e, depois, entenda por que é melhor evitá-las:
 Embora o modelo e a formatação do documento mudem de acordo com a área de atuação ou o tipo de empresa, autoelogios, gerundismo e palavras com sentido vago ou muito genéricas devem ser abolidas de qualquer currículo, não importa o cargo pretendido. “O currículo é um resumo profissional. Deixe-o atraente e dê destaque especial aos resultados que já entregou ao longo da carreira. Isto é o que mais diferencia um profissional de outro”, diz Alexandre Prates, especialista em carreira do Instituto de Coaching Aplicado e autor do livro “A Reinvenção do Profissional” (Novo Século, 2013).
 
Entenda a fundo os maiores erros do currículo:
 
1. “Estou disponível para qualquer oportunidade na empresa”
Não definir o objetivo no currículo pode ser a primeira demonstração de que o candidato não está qualificado para ocupar uma determinada função ou, ainda, demonstrar que ele não tem especialidade alguma. Portanto, seja específico e defina o cargo a que pretende concorrer ou sua área de atuação.
 
2. “Almejo o cargo de....”
Ao descrever o objetivo profissional, nunca coloque a palavra “almejo”, que pode denotar fraqueza ou imaturidade. Procure colocar somente a área ou a posição desejada, de maneira direta. Não use “Almejo o cargo de analista de vendas”. Coloque simplesmente: “Objetivo: analista de vendas”.
           
3. “Sou uma pessoa proativa”
Especialistas são unânimes ao dizer que não pega bem ficar enumerando qualificações que só podem ser comprovadas na prática. Sendo assim, de nada adianta colocar no currículo que você é proativo, comunicativo ou que tem bom relacionamento interpessoal. “Em vez de dizer que tem atitude, simplesmente cite os resultados que você já trouxe para as empresas para as quais trabalhou. Isso mostrará, de fato, quem você é”, recomenda Alexandre Prates.
 
4. “Sou um profissional criativo”
Da mesma maneira, colocar no currículo que é criativo soa como uma informação vaga e sem valor para o recrutador. “Caso o candidato queira mostrar que é criativo, o melhor é ele inovar no formato do currículo. Dizer que é criativo mandando o currículo em Word com letra Arial mostrará alguma incoerência entre discurso e prática”, afirma a psicóloga Renata Magliocca, professora de captação e seleção da Fundação Instituto de Administração da USP, gerente da Cia de Talentos e coautora do livro “Carreira: Você está Cuidando da Sua?” (Campus Elsevier, 2011).
           
5. “Vários projetos...”
Evite generalizar. “Vários”, “diversos”, “muitos” são termos que devem ser usados com atenção, já que denotam indefinição e podem gerar dúvidas no selecionador. “O ideal é que o candidato apresente o contexto de algum projeto ou função que ele assumiu e detalhe qual era o seu papel e responsabilidade, e depois cite os resultados alcançados”, aconselha Renata.
 
6. “Ótima performance...”
Cuidado com os autoelogios. Adjetivos como “ótima performance” ou “altamente qualificado” podem apresentar a pessoa como esnobe. “O excesso de vaidade atrapalha. Não pega bem para a imagem do candidato”, diz a psicóloga Ana Cristina Limongi França, professora de comportamento organizacional da Faculdade de Administração da USP e autora do livro “Práticas de Recursos Humanos – Conceitos, Ferramentas e Procedimentos” (Atlas, 2007). Ela explica que, neste caso, o melhor é mostrar as qualificações com números, resultados, estatísticas e até premiações. Portanto, ao invés de dizer “fui o melhor vendedor no ano de 2012”, coloque: “Em 2012, as vendas que realizei representaram lucro de X% para a empresa”.
           
7. “Eu acho...”
Assim como “eu acredito” e “eu suponho”, “eu acho” é uma expressão considerada duvidosa. Então, se quer demonstrar confiança ao recrutador, não use. “A frase dá a impressão de que a pessoa não está querendo se comprometer. Se algo der errado, é porque ela não deu certeza sobre determinado assunto”, diz Alexandre. Se precisar se colocar de alguma maneira, utilize algo do tipo: “Minha posição sobre este assunto é...”.
 
8. “Vou estar cursando...”
Além de denotar fraqueza de ação, o uso do gerundismo é considerado perigoso na língua portuguesa. “É horrível e sugere insegurança. Quando a pessoa diz ‘vou estar fazendo’ tal coisa dá a impressão que não está querendo assumir a responsabilidade do ‘vou fazer’”, comenta Alexandre Prates. Portanto, em vez de colocar: “No próximo mês vou estar cursando inglês” prefira “Começo o curso de inglês no mês que vem”.
 
9. “Deixei meu último emprego porque...”
Não é necessário mencionar no currículo as razões pelas quais você saiu da empresa ou foi demitido. Deixe para responder ao entrevistador pessoalmente, quando for perguntado. O currículo é um resumo das qualificações e as informações precisam ser objetivas e “vender” o profissional.
           
10. “Sou vegetariano”
No currículo, não é preciso revelar detalhes pessoais, do tipo “Sou vegetariano” ou “Pratico esportes três vezes por semana”. A psicóloga Ana Cristina Limongi França lembra que é preciso somente se ater aos dados relacionados à carreira, de forma objetiva e relevante para a posição desejada.
 
Fonte iG