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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Descubra dez dicas para minimizar a queda de cabelo

Descubra dez dicas para minimizar a queda de cabelo Ricardo Duarte/Agencia RBS
Foto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
O estresse pode ser um dos responsáveis pela queda,
pois ele interrompe o crescimento do fio
A queda excessiva pode ter outras causas que não a calvície, como anemia ou má dieta
 
Dias corridos, preocupações extras, má alimentação, ansiedade, estresse, e outros fatores como a genética, podem ser os responsáveis pelos tufos de cabelo que estão caindo no chão ou ficando na escova e nos travesseiros.

A queda de cabelo é um problema que causa pânico em homens e mulheres e exige tratamento e cuidados para prevenir. Segundo a dermatologista Miriam Sabino de Oliveira, é normal ocorrer uma perda de 100 fios de cabelo por dia e quando a queda ultrapassa esse número ela deve ser investigada.

— A queda excessiva de cabelo pode ter inúmeras causas e muitas vezes pode não ser calvície, que é resultado de uma rarefação (afinamento) dos fios capilares. O abuso de produtos químicos, infecções, estresse, uso de medicamentos, anemia e até dieta pobre em proteínas são fatores desencadeantes da queda capilar. Mas todos podem ser revertidos quando tratados — afirma.

Para saber quantos fios estão caindo, recomenda-se fazer um teste. Segure uma mecha, puxe sem muita força e observe quantos fios caiu. A quantidade normal é de no máximo cinco fios. Caso tenha caído mais, já é sinal de uma queda preocupante.

— Se você notou uma perda de fios na escova, ao lavar o cabelo ou na hora de pentear, é importante procurar um dermatologista para fazer o diagnóstico da causa e verificar se é simples, como uma alergia a cosméticos, ou mais grave, no caso de doenças — explica a dermatologista.

Como, quando e quanto cresce o cabelo?
A perda diária de alguns fios de cabelo é um processo natural, pois todo fio tem o seu tempo de vida. O ciclo do cabelo passa por três fases:

• 1ª Anágena
É a fase de crescimento do cabelo que dura de 2 a 3 anos. Nessa fase, os fios são muito sensíveis a alterações químicas e nutricionais.

• 2ª Catágena
É a fase em que o cabelo para de crescer e o folículo começa a regredir. A duração é de 2 a 3 semanas.

• 3ª Telógena
É a fase após a involução máxima do folículo capilar. Há uma nova fase de crescimento, ou seja, conforme o novo fio vai crescendo, outros vão caindo. Dura de 3 a 4 meses.

Cabelos firmes e saudáveis
Hoje em dia, são diversas as opções para tratamento ou redução da queda de cabelo. A dermatologista Miriam Sabino esclarece quais são as soluções mais simples para driblar esse problema:

1) Reduza o seu estresse
O estresse pode ser um dos responsáveis pela queda do cabelo. Ele interrompe o crescimento do fio. Além disso, alterações no sistema imunológico causam inflamações no couro cabeludo, o que afeta o nascimento de novos fios. A melhor forma de tratar essa causa é relaxar, praticar exercícios físicos e ter uma alimentação equilibrada.

2) Use sempre condicionador
Não deixe de usar condicionador ou creme após lavar o cabelo com xampu. Eles facilitam na hora de pentear, além de tratar as madeixas.

3) Mantenha o couro cabeludo sempre limpo
É normal o cabelo cair durante o banho, pois os fios podem estar na fase telógena. O que não pode acontecer é deixar de lavar o cabelo porque a sujeira no couro cabeludo também pode causar a queda dos fios.

4) Faça exercícios físicos
Praticar atividade física também faz bem à saúde dos cabelos. Quando se pratica exercícios, se libera endorfina, o que alivia o estresse e, consequentemente, diminui a perda dos fios.

5) Cuidado com o consumo excessivo de álcool
O consumo de bebidas alcoólicas aumenta a produção de radicais livres que podem promover uma inflamação em alguns tecidos, principalmente do couro cabeludo. Dependendo da inflamação, pode haver o aumento da queda de cabelo. Além disso, o álcool faz com que o corpo exija um esforço maior para metabolização do etanol, o que gera um desgaste levando à queda capilar.

6) Evite o cigarro
O cigarro tem a capacidade de produzir radicais livres em nosso corpo, o que facilita a queda capilar.

7) Fique atenta a automedicação
A automedicação pode ser um fator desencadeante da queda capilar, assim como também pode causar sérios danos à saúde. Evite tomar remédios sem a prescrição do médico.

8) Poupe o seu tempo e garanta resultados
Não confie em receitas milagrosas para tratar o problema de queda de cabelo. Se você notou a perda de fios, procure um dermatologista para avaliar as causas e indicar o melhor tratamento.

9) Problemas hormonais
O estado nutricional do paciente é muito importante, através de uma boa alimentação é possível tratar a queda e repor as vitaminas necessárias. Já os problemas hormonais estão entre os fatores mais comuns de queda de cabelo. No caso de alterações hormonais, inúmeras podem ser as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Por isso, é importante procurar um profissional para tratar o problema antes que se agrave.

10) Controle a ansiedade
A queda de cabelo não cessa da noite para o dia. Deixe a neurose de lado. Quando o cabelo cai devido ao aumento dos níveis de ansiedade, é preciso tentar alterar o estilo de vida.
 
Fonte Diário Catarinense

Aumento da cafeína em alimentos e guloseimas pode ser perigoso

A agência não regula o consumo de cafeína desde que permitiu
 sua incorporação em refrescos na década de 1950
Agência encarregada de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos alerta para os riscos de produtos com adição de cafeína
 
A agência encarregada de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA) considerou "perigosa" a incorporação da cafeína em alimentos, guloseimas e gomas de mascar, pedindo à indústria alimentícia que atue com moderação no que diz respeito a esta prática.
 
O diretor adjunto da FDA, Michael Taylor, considerou "muito preocupante" o aumento cada vez maior do número de alimentos aos quais é adicionada cafeína - à exceção das bebidas -, após o anúncio do lançamento pelo grupo Mars de uma versão com cafeína da goma de mascar Wrigley.
 
Nas últimas semanas, as lojas dos Estados Unidos receberam vários produtos novos com adição de cafeína, entre eles xarope para panquecas, aveia, biscoitos, batatas fritas ou sementes de girassol.
 
— Temos a impressão de que alguns grupos da indústria da alimentação seguem um caminho potencialmente perigoso — disse Taylor ao site da FDA na internet.
 
— Esta goma de mascar (lançada pela Mars) é só o último exemplo desta moda de adicionar cafeína aos alimentos — acrescentou.
 
— Um pacote desta goma de mascar equivale a ter quatro xícaras de café no bolso — afirmou.
 
— Nossa preocupação está relacionada com o fato de ver a cafeína em uma série de produtos que podem atrair crianças e adolescentes, sem nenhuma consideração pelas consequências que isto pode ter — continuou o diretor adjunto da FDA.
 
A agência não regula o consumo de cafeína desde que permitiu sua incorporação em refrescos na década de 1950, lembrou Taylor, afirmando que as normas atualmente em vigor "não preveem a proliferação atual de produtos com cafeína".
 
Em 2010, a FDA proibiu adicionar cafeína às bebidas alcoólicas e no final do ano passado questionou a alta concentração de cafeína em bebidas energéticas, depois que várias mortes foram aparentemente associadas ao seu consumo.
 
Taylor pediu à indústria que atue com moderação enquanto a FDA estuda o tema.
 
— Esperamos que este possa ser um ponto de inflexão para evitar a adição irresponsável de cafeína nos alimentos e bebidas — disse.
 
Fonte AFP

Pólipos colorretais

Foto: ADAM
Sistema digestivo
Definição
Um pólipo colorretal é um crescimento que se projeta da parte interna do cólon ou do reto.
 
Nomes alternativos
Pólipos intestinais, pólipos - colorretais, pólipos adenomatosos, pólipos hiperplásicos, adenomas vilosos
 
Causas, incidência e fatores de risco
Pólipos do cólon e reto geralmente são benignos. Pode haver um único ou vários pólipos e eles se tornam mais comuns à medida que as pessoas envelhecem.
 
Ao longo do tempo, determinados tipos de pólipos, chamados pólipos adenomatosos, podem se desenvolver em câncer de cólon.
 
Outro tipo comum de pólipo encontrado no cólon é chamado de pólipo hiperplásico que geralmente não se desenvolve em câncer.
 
Pólipos maiores do que 1 centímetro oferecem um risco maior de câncer do que pólipos com menos de 1 centímetro.
 
Os fatores de risco incluem:
  • Idade
  • Histórico familiar de câncer de cólon ou pólipos
  • Um tipo de pólipo chamado adenoma viloso
 
Os pólipos também podem estar associados a alguns distúrbios herdados, abrangendo:
  • Polipose adenomatosa familiar
  • Síndrome de Gardner
  • Polipose juvenil
  • Síndrome de Lynch (HNPCC)
  • Síndrome de Peutz-Jeghers

Sintomas
 
Geralmente não há sintomas. No entanto, os seguintes sintomas podem ocorrer:
  • Dor abdominal (rara)
  • Fezes com sangue
  • Fadiga associada à anemia
  • Hemorragia retal
 
Exames e testes
Um exame retal raramente pode revelar um pólipo que pode ser percebido pelo médico. No entanto, o exame físico geralmente é normal.
 
Os testes que mostram pólipos incluem:
  • Enema de bário
  • Colonoscopia
  • Sigmoidoscopia
  • Colonoscopia virtual
 
Tratamento
Com o tempo, os pólipos adenomatosos colorretais podem se desenvolver em câncer e devem ser removidos. Na maioria dos casos, os pólipos podem ser removidos ao mesmo tempo em que uma colonoscopia é realizada. Para pacientes com pólipos, a colonoscopia de acompanhamento deve ser realizada em 3 a 5 anos para ver se os pólipos retornaram.
 
Raramente, para pólipos com um alto potencial de se tornarem cancerosos, o médico pode recomendar uma colectomia (remoção de uma parte do cólon).
 
Evolução (prognóstico)
A aparência de pacientes com pólipos colorretais é excelente, supondo que os pólipos sejam removidos. Os pólipos que são deixados para trás podem se desenvolver em câncer ao longo do tempo.
 
Complicações
Os pólipos podem causar hemorragia e com o tempo, podem se desenvolver em cânceres.
 
Ligando para seu serviço de assistência médica
 
Ligue para seu médico se tiver:

- Fezes negras como piche

- Sangue durante uma evacuação

- Alteração nos hábitos do intestino
 
Colonoscopia
Prevenção
 
Para reduzir o risco de desenvolvimento de pólipos recomenda-se:
 
- Fazer uma dieta com baixo teor de gordura e muitas frutas, vegetais e fibra
 
- Evitar fumar e ingerir álcool em excesso
 
- Manter peso corporal normal
 
A colonoscopia previne o câncer de cólon removendo pólipos antes deles se transformarem em câncer. As pessoas com mais de 50 anos devem fazer uma triagem pela colonoscopia, o que possibilita o diagnóstico e o tratamento precoces. Isso pode reduzir as probabilidades de desenvolvimento de câncer de cólon e pelo menos ajudar a detectá-lo em seu estágio mais tratável.
 
Aqueles com um histórico familiar de câncer de cólon ou pólipos no cólon podem precisar ser triados em idade precoce. Consulte a frequência de exame físico para obter mais recomendações sobre como fazer um teste de triagem.
 
Referências
Lieberman DA. Clinical practice: screening for colorectal cancer. N Engl J Med. 2009;361(12):1179-1187., o intestino delgado e o intestino grosso.
 
Fonte iG

Seu filho precisa de um mantenedor de espaço?

Quando a criança perde um dente de leite e o espaço não é mantido, pode haver necessidade de tratamento ortodôntico
 
Quando uma criança perde ou extrai dentes de leite (dentição primária ou decídua) precocemente devido a cárie, é possível que ela precise usar mantenedores de espaço. Por isso, é importante conhecer os benefícios que esse tipo de aparelho proporciona e como ele pode ajudar a manter a saúde bucal de seus filhos.
 
O mantenedor de espaço é um aparelho feito sob medida em acrílico ou metal pelo dentista ou ortodontista. O mantenedor de espaço pode ser removível ou cimentado na boca da criança. Sua finalidade é manter o espaço para a erupção do dente permanente no lugar certo. Os dentes de leite são importantes para o desenvolvimento da dentição e da musculatura e ossos bucais, e ajudam a posicionar corretamente os dentes permanente. Quando a criança perde um dente de leite e o espaço não é mantido, pode haver necessidade de tratamento ortodôntico. Nem toda criança que perde um dente de leite precisa de um mantenedor de espaço. Contudo, é sempre importante consultar o dentista/ortodontista para saber se o uso do mantenedor de espaço é necessário ou não.
 
Tipos de mantenedores de espaço
Existem dois tipos de mantenedores de espaço para crianças: os removíveis e os fixos.

- Removíveis – são semelhantes aos aparelhos ortodônticos e geralmente feitos em acrílico. Em alguns casos, pode-se usar um dente artificial para manter o espaço aberto para o dente permanente que vai nascer.

- Fixos – dividem-se em quatro grupos diferentes: banda e alça (unilateral), coroa e alça, guia de erupção distal (distal shoe) e lingual (arco de Nance).
 
Os mantenedores de espaço do tipo banda e alça (unilateral) e coroa e alça (crown and loop) são colocados em um lado da boca para manter o espaço para um dente. O aparelho do tipo banda e alça é preso em volta do dente vizinho e possui uma alça que mantém o espaço aberto para o dente sucessor. O aparelho do tipo coroa e alça é, na verdade, uma coroa que cobre o dente vizinho e que possui uma alça que mantém o espaço aberto para o dente que vai nascer.
 
O guia de erupção distal (distal shoe) é geralmente usado para manter o espaço do primeiro molar permanente. Trata-se de um mantenedor de espaço mais complicado, porque a extremidade do metal é normalmente inserida na linha da gengiva para evitar que o espaço se feche. O dentista precisa monitorar a erupção do molar permanente para garantir que ele se desenvolva de maneira apropriada com este mantenedor de espaço.
 
O mantenedor de espaço lingual (arco de Nance) é geralmente bilateral e pode ser cimentado nos molares e conectado com um arco na parte posterior dos dentes frontais inferiores. É usado, em geral, quando há falta de mais de um dente.
 
Por vezes, a falta de dentes nas crianças deve-se a enfermidades congênitas e pode ser necessário o uso de prótese dentária parcial em vez de mantenedores de espaço. É importante consultar o dentista para determinar se esta é a opção correta.
 
Uso do mantenedor de espaço
Depois que o dentista ou ortodontista constrói e aplica o mantenedor de espaço, quer ele seja removível ou fixo, são necessários alguns dias para que a criança se acostume a usá-lo. O dentista deve dar aos pais e à criança instruções sobre como manter o aparelho limpo e em ordem, de forma que o tecido gengival permaneça saudável e livre da placa bacteriana. Para a manutenção de uma boa higiene, a criança deve ser ensinada a escovar os dentes e usar fio dental.
 
Se o mantenedor de espaço for fixo, é importante evitar a ingestão de alimentos açucarados, goma de mascar ou doces que possam prender-se ao aparelho ou fazer com que ele se solte. Além disso, o mantenedor de espaço não deve ser pressionado com a língua ou dedos para evitar sua deformação.
 
A criança deve ir ao dentista ou ortodontista regularmente para que este possa monitorar o progresso do tratamento e fazer a limpeza semestral dos dentes.
 
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2013 Colgate-Palmolive.

Medicina já está regenerando e criando partes do corpo

NYT / Handout via UC Davis
Olho biônico: implante ajudar a restaurar parte da visão perdida
 com a degeneração macular relacionada à idade
Saiba o que já existe e o que ainda está em estudo no campo da reparação de órgãos e tecidos humanos
 
Avanços na tecnologia médica têm ajudado os seres humanos a viver mais tempo. Agora, os cientistas estão explorando maneiras de reparar, reformar ou substituir órgãos humanos danificados por doenças crônicas, lesões traumáticas, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, ou apenas pelo envelhecimento normal.
 
“A medicina está salvando pessoas que anteriormente não era capaz de salvar”, diz Doris A. Taylor, diretora de pesquisa sobre medicina regenerativa no Instituto do Coração do Texas, em Houston (EUA). Mesmo assim, a demanda por doadores de órgãos excede o número disponível.
 
“Todos os anos milhares de pessoas morrem enquanto aguardam um órgão”, diz Taylor.
 
 
Essa lacuna na oferta e demanda é um dos fatores que levaram os pesquisadores a desenvolver tratamentos cada vez mais inovadores, que por vezes soam como ficção científica trazida à vida real.
 
Veja a seguir alguns tratamentos reparadores que já estão em uso, que ainda estão sendo testados em humanos e o que os cientistas estão pesquisando para transformar em realidade no futuro.
 
Visão            
Os cirurgiões já conseguem implantar um pequeno telescópio dentro do olho, para ajudar a restaurar um pouco da visão perdida no estágio avançado da degeneração macular relacionada à idade (AMD), uma doença que afeta milhões de pessoas no mundo e é a principal causa de cegueira em adultos de 60 anos ou mais.
 
O dispositivo foi aprovado em 2010 pela agência americana de controle de alimentos e medicamentos, a FDA, é implantada por meio de um procedimento ambulatorial de uma hora de duração com o uso de anestesia local. Após o implante, o paciente precisa passar por um período de adaptação de um mês com um terapeuta ocupacional, explica Mark Mannis, diretor do Centro de Olhos da Universidade da Califórnia.
 
“O implante realmente exige que o paciente enxergue de outra forma, assim como uma pessoa que perde um membro inferior e, em seguida, recebe uma prótese, precisa aprender a andar de uma maneira nova.”
 
Neste caso, o paciente aprende a usar um olho – o com o implante – para visão detalhada e o outro para a visão periférica.
 
Medicina regenerativa            
Como diretor do Instituto Wake Forest para Medicina Regenerativa, em Winston-Salem (Carolina do Norte), Anthony Atala está pesquisando tratamentos para reparar ou restaurar – ou ainda “regenerar” – tecidos e órgãos danificados usando o potencial de cura das células do próprio paciente.
 
Isso pode significar um “reforço” de cura por meio da injecção direta de células-tronco, ou pelo implante de tecidos ou órgãos que tenham sido criados em laboratório a partir de bio-engenharia feita com células-tronco colhidas do paciente, uma estratégia que minimiza o risco de rejeição de tecidos ou órgãos.
 
“Estamos trabalhando com cerca de 30 diferentes tecidos e órgãos”, conta Atala. Um bom número de implantes já foi testado com sucesso em seres humanos, incluindo cartilagem do joelho, pele, vasos sanguíneos, uretra, traqueia e bexiga. Estudos clínicos já estão em andamento para tratar a incontinência urinária por meio da implantação de células para aumentar a funcionalidade da válvula urinária e, assim, manter os pacientes secos.
 
Atala diz: “O futuro está focado em garantir que estas tecnologias possam chegar ao maior número de pacientes e de condições possível.”
 
“Impressão” de partes do corpo            
No laboratório de Atala e em outros centros de pesquisa de medicina regenerativa, a impressão 3-D é outra estratégia experimental utilizada para a construção de partes do corpo e órgãos bio-artificiais.
 
“Nós imprimimos pele, lóbulos da orelha e partes do nariz e de rins”, diz ele.
 
“Você vai colocando as células uma camada de cada vez, e posicionando-as exatamente onde elas devem ficar”, personalizando as diferentes camadas para dar a forma necessária, explica ele.
 
“Imagine a impressora e o cartucho de tinta. Em vez de usar a tinta você está usando células e um gel.”
 
Wake Forest também está investigando a possibilidade de “imprimir” células da pele diretamente sobre queimaduras.
 
Células-tronco na recuperação de AVC            
O neurologista Lawrence Wechsler, da Escola de Ciências da Saúde da Universidade de Pittsburgh, está nos estágios iniciais de uma pesquisa que avalia se as células-tronco injetadas diretamente no cérebro podem ajudar na recuperação de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC).
 
O primeiro passo – sendo testado em um estudo clínico – é estabelecer a segurança da técnica. Se isso der certo, Wechsler diz: “poderemos planejar um estudo para testar a eficácia e o benefício clínico”.
 
Tais terapias não trariam de volta os movimentos perdidos, alerta o médico. Mas pequenas melhorias na função poderiam render grandes melhorias na qualidade de vida.
 
“Se você pode começar a usar a mão para segurar alguma coisa e fazer algumas pequenas tarefas, ou ganhar força suficiente na perna para ajudá-lo a se mover em vez de estar em uma cadeira de rodas, de alguma forma, essa mudança é um grande benefício.”
 
Coração bio-artificial            
Talvez o objetivo final dos pesquisadores de medicina regenerativa seja criar e transplantar um coração bio-artificial que funcione.
 
É algo factível? Construir órgãos sólidos complexos, como coração, fígado, pulmões e pâncreas é um desafio. E uma grande questão é “de onde você tira essas centenas de bilhões de células para fazer um”, questiona Taylor, do Texas Heart Institute.
 
Mas ela acrescenta, “estamos fazendo grandes avanços”, e prevê que o transplante de um órgão complexo sólido e bio-artificial será algo possível em cinco anos.
 
“E se eu tenho algo a dizer sobre isso, digo: vou estar lá quando isso acontecer
 
Fonte The New York Times