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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Idosos descobrem os benefícios da terapia

Miriam Zatinsky, com a ajuda da terapia, conseguiu se adaptar à sua nova moradia
Oscar Hidalgo/The New York Times
Miriam Zatinsky, com a ajuda da terapia, conseguiu se
 adaptar à sua nova moradia
Marvin Tolkin não apresentava depressão clínica. Mas, aos 83 anos, estava tendo dificuldade em "enfrentar muitas coisas na vida" -como o fim de uma parceria de negócios e a morte repentina de sua primeira mulher, 18 anos antes. Ele se preocupava com seus filhos e netos e com o relacionamento com sua mulher atual, Carole.
 
"Quando cheguei aos 80, pensei 'ao diabo com este sofrimento'. Eu não sabia quanto tempo ainda poderia viver e queria deixar minha vida mais fácil", contou Tolkin, que hoje tem 86. "Todo mundo precisa de ajuda e todo mundo comete erros. Eu precisava buscar algo que estava além de minha capacidade."
 
Assim, Tolkin -fabricante aposentado de lingerie feminina e residente em Nova York- começou a fazer terapia com Robert C. Abrams, professor de psiquiatria clínica na Weill Cornell Medical College, em Manhattan. Eles se encontram uma vez por mês por 45 minutos.
 
"O Dr. Abrams está me mostrando uma perspectiva que eu não enxergava antes", comentou. Tolkin é um entre os muitos idosos que procuraram ajuda psicológica pela primeira vez somente depois de chegar a terceira idade.
 
"As pessoas estão percebendo que estão vivendo por mais tempo. Se você ainda terá outros dez ou 15 anos de vida, para que viver infeliz se há algo que pode ajudá-lo?", disse Dolores Gallagher-Thompson, professora na Universidade Stanford, na Califórnia.
 
O fato de o Medicare [assistência federal de saúde aos mais velhos] pagar por avaliações e terapia psiquiátricas ajuda.
 
A Aliança Nacional para Doença Mental informa que mais de 6,5 milhões de americanos com mais de 65 anos sofrem de depressão. Muitos estão enfrentando questões que deixaram sem solução por décadas, além de preocupações com novas situações de moradia, finanças, problemas de saúde crônicos, a perda de entes queridos e sua própria mortalidade.
 
"Para as pessoas que hoje têm 80 ou 90 anos, a depressão era vista quase como uma fraqueza moral", explicou Gallagher-Thompson. "Cinquenta anos atrás, quando estavam na casa dos 20 ou 30 anos, as pessoas com problemas de saúde mental eram internadas. As pessoas tinham um medo enorme de dizer que estavam deprimidas, por temer que acabariam numa clínica psiquiátrica. Então aprendiam a disfarçar seus problemas da melhor maneira possível."
 
Os regimes de tratamento podem ser difíceis para a população mais velha. Os antidepressivos, por exemplo, podem ter efeitos colaterais desagradáveis. Mas muitos aderem sem hesitação à terapia falada, especialmente a técnicas comportamentais cognitivas que enfocam a modificação de padrões de pensamento e comportamento que afetam a qualidade de vida.
 
Depois de seu marido morrer, Miriam Zatinsky, assistente social aposentada que hoje tem 87 anos, mudou-se para um apartamento independente da Miami Jewish Health Systems.
 
"Estranhei muito e não conseguia fazer amizades aqui", contou. "Eu realmente não sabia me virar. Estava sofrendo muito."
 
O diretor médico de saúde mental do local, Marc E. Agronin, disse a ela que seus problemas não eram incomuns e a incentivou a fazer alguns amigos. Prescreveu Xanax para ajudar a reduzir sua ansiedade -Zatinsky diz que hoje só toma o medicamento raramente- e a pôs em contato com uma assistente social.
Elas traçaram uma estratégia para definir como ela poderia sair do isolamento. Aos poucos, ela foi conquistando amigos. "Quando você se senta à mesa para jantar, conversa com as pessoas", disse Zatinsky.
 
Após uma depressão debilitante durante a qual passou três meses sem conseguir sair da cama, Judita Grosz, 69, de Pembroke Pines, na Flórida, decidiu procurar o Dr. Agronin. Ele lhe prescreveu medicamentos e algumas técnicas comportamentais cognitivas, exigindo, por exemplo, que ela se vestisse todos os dias.
 
Com o tempo, Grosz começou a se sentir melhor. "Aprendi a ajustar meu modo de pensar. Hoje já não fico tão ansiosa quanto antes. Descobri, nesta idade, que sou artística, criativa, inovadora e inteligente. Simplesmente me dei conta de que tenho cabeça própria. Sou uma flor que demorou a desabrochar."
 
Às vezes, o que pacientes mais velhos precisam é de ajuda para enxergar a vida em perspectiva. "As coisas podem ser vistas de modo diferente a partir do ponto de vista da velhice, aliviando alguns sentimentos de culpa e contestando premissas que você nutria havia décadas", falou Abrams. "'Talvez não tenha sido tão terrível assim, afinal. Talvez eu não deva me culpar.'"
 
Tolkin continua a ter consultas mensais com Abrams. "Todo mundo tem certa dose de dor na vida. O cerne essencial é como você lida com o sofrimento", disse ele. "Descobri que minha atitude é importante e que preciso reforçar as coisas positivas o tempo todo."
 
Fonte The New York Times/Folhaonline

Taxa de fumantes cai pela metade em São Paulo em 27 anos

A fatia de moradores de São Paulo que fuma caiu pela metade em 27 anos, segundo aponta pesquisa Datafolha com 1.120 pessoas.
Hoje, 21% da população em São Paulo fuma, contra 24% em 2008 e 40% em 1986.
 
Já os ex-fumantes agora são 24%, contra 21% em 2008, superando o número de fumantes. Mas a cidade ainda tem uma proporção de tabagistas maior do que a taxa nacional, que é de 14,8% de acordo com a pesquisa Vigitel (inquérito telefônico anual do Ministério da Saúde).
 
Editoria de Arte/Folhapress

As causas para a queda são as medidas de controle nas últimas décadas, segundo a cardiologista Jaqueline Issa, responsável pelo programa de tratamento de tabagismo do InCor (Instituto do Coração da USP).
 
Ela cita a Lei Antifumo adotada no Estado de São Paulo em 2009, a proibição da publicidade de cigarros, a contrapropaganda nos maços, alertando para os malefícios do fumo, e a maior divulgação desses efeitos nocivos.
 
"A população foi se educando. Os próprios fumantes sabem que faz mal e muitos passam a pensar em largar o cigarro por pressão social."
 
Para Paula Johns, diretora-executiva da ONG ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), porém, é preciso continuar avançando, principalmente em âmbito federal.
 
"Se não forem adotadas novas politicas, as antigas começam a ficar estagnadas. A lei nacional que proíbe o fumo em locais fechados foi aprovada em 2011, mas não foi regulamentada."
 
Um dos fatores que aumentam a chance de as pessoas fumarem é o nível socioeconômico mais baixo.
E, segundo Issa, a pesquisa confirma essa informação ao mostrar que a população da zona leste, a menos desenvolvida de São Paulo, é a que mais fuma. Na região, 25% fumam, contra 18% da zona oeste e 20% da zona sul.
 
Os paulistanos mais ricos (mais de 10 salários mínimos) são os que menos fumam (15%, contra cerca de 22% nas outras camadas) e os que mais pararam de fumar --30%, enquanto que, entre as demais faixas de renda, os ex-fumantes são 22%.
 
A proporção de jovens de 16 a 24 anos que fumam caiu de 20% em 2008 para 14% em 2013. Ainda assim, de acordo com a cardiologista, é preocupante a taxa de iniciação do tabagismo, principalmente entre as meninas.
 
Apesar de os homens fumarem mais que as mulheres (23% contra 19%), eles tendem a abandonar mais o fumo. "Para as mulheres, o cigarro está ligado à estética da magreza, há o medo de engordar ao parar", diz Issa.
 
Ela afirma que o grau de dependência e o uso do cigarro como válvula de escape em circunstâncias adversas e estressantes também são maiores entre as mulheres.
 
A maioria das pessoas para de fumar sozinha, mas tem aumentado a quantidade das que procuram tratamento medicamentoso, que inibe os sintomas da abstinência, de acordo com Issa.
 
"Mas nenhum deles funciona se a pessoa não deseja parar de fumar, independentemente do motivo."
 
Os fumantes também podem procurar apoio em terapia individual ou em grupo e nas palestras motivacionais.
 
Fonte Folhaonline

Médico tenta erradicar infecção de pele na África

O médico Donald Hopkins ensina três meninos do Sudão do Sul, na África, sobre a importância da filtragem da água
L. Gubb/Carter Center/The New York Times
O médico Donald Hopkins ensina três meninos do Sudão do Sul,
na África, sobre a importância da filtragem da água
Em sua sala de trabalho, o médico Donald R. Hopkins tem estatuetas da deusa hindu da varíola e do deus iorubá da mesma doença. Também possui, boiando num vidro fechado, um dos últimos dracúnculos do mundo.
 
Hopkins teve um papel importante na erradicação da varíola. Já a dracunculose foi reduzida de 3,5 milhões de casos em 1986, quando Hopkins passou a comandar a campanha para a sua erradicação, para menos de 600 casos em todo o mundo.
 
Hopkins aderiu à causa quando trabalhava nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês). Hoje, ele comanda o projeto no Centro Carter, fundado pelo ex-presidente americano Jimmy Carter para promover os direitos humanos e combater doenças.
 
O trabalho não tem sido rápido. Vários prazos para a erradicação da dracunculose já ficaram para trás. "Mesmo assim, acredito, com confiança cada vez maior, que é pouco provável que a doença sobreviva por mais tempo que eu", diz Hopkins, que tem 71 anos.
 
Quase todos os casos remanescentes estão no Sudão do Sul, país recentemente independente e em grande medida em situação de paz. Há alguns casos no Mali, onde a situação atual é demasiado perigosa para permitir o trabalho das equipes de erradicação, ainda que a segurança tenha melhorado desde que tropas francesas expulsaram rebeldes islâmicos do território. A Etiópia e o Chade, os dois outros países em que há casos de dracunculose, não estão em guerra.
 
Escolher um trabalho que requer visitas a vilarejos distantes em várias partes do mundo parece contraindicado para alguém que, como o próprio Hopkins admite, tem medo de cobras, ratos, morcegos, aviões, altura e intoxicação alimentar.
 
Para o médico William H. Foege, ele próprio ex-diretor do CDC e nome legendário da guerra contra a varíola, o fato de Hopkins sempre retornar a vilarejos cheios de cobras revela que "ele é uma das pessoas mais persistentes que você poderia conhecer na vida."
 
Hopkins disse que soube desde criança que queria ser médico. Aos 15 anos de idade, recebeu uma bolsa de estudos para a Morehouse, prestigiosa faculdade de Atlanta para homens negros.
 
Ele ainda se recorda do momento em que decidiu se especializar em medicina tropical. Numa viagem de férias ao Egito, viu moscas cobrindo o rosto de crianças. Mais tarde, soube que as moscas eram transmissoras do tracoma, infecção que provoca cegueira.
 
Na escola de medicina da Universidade de Chicago, um professor especializado em doenças tropicais o incentivou a pesquisar a dracunculose. Depois de se diplomar, Hopkins entrou para o Serviço de Saúde Pública dos EUA.
 
Em 1967, Foege convidou Hopkins para liderar o esforço de combate à varíola em Serra Leoa, que tinha a maior incidência mundial da doença, e para testar uma nova estratégia: em vez de tentar vacinar o país inteiro, equipes se deslocariam rapidamente para os locais de novos surtos, vacinando as pessoas residentes em círculos cada vez maiores em torno dos locais, até a doença desaparecer. A estratégia funcionou tão bem, segundo Hopkins, que em menos de dois anos a varíola tinha sido erradicada em Serra Leoa.
 
Voltando aos EUA, Hopkins lecionou medicina tropical na Universidade Harvard e subiu na hierarquia do CDC, aposentando-se em 1987.
 
Na época, os maiores especialistas em saúde pública tinham um sonho grandioso: levar água limpa a todos os habitantes do planeta. Hopkins sugeriu uma meta mais modesta: o dracúnculo poderia ser eliminado pela simples filtragem da água existente.
 
As pessoas se contaminam quando bebem água de lagoas que contêm minúsculos crustáceos de água doce conhecidos como copépodes. As larvas não são digeridas e crescem dentro do corpo humano, chegando a um metro de comprimento. Em seguida, migram para a pele e desprendem um ácido que queima e cria uma bolha, através da qual as larvas saem para a superfície. Assim que a vítima mergulha a área inflamada em água, para refrescá-la, o verme expele milhões de novas larvas e dá início a um novo ciclo.
 
A erradicação do dracúnculo pode ser alcançada com tecnologias simples de filtragem e enormes redes de profissionais de saúde locais. Estes localizam os casos, tratam as lagoas com pesticida e ensinam as famílias a filtrar a água que consomem. Hopkins é perito em construir essas redes, em encontrar líderes locais para comandá-las e em manter os ministros da Saúde dos países afetados atentos ao problema.
 
Jimmy Carter lhe dá respaldo, fazendo uso de seu prestígio como ex-presidente e telefonando a presidentes africanos para incentivá-los a levar a campanha adiante.
 
Hopkins disse que, quando os programas são bem realizados, o progresso é rápido. Gana passou de 501 casos para nenhum em 18 meses. Jimmy Carter elogiou Hopkins, dizendo: "Não poderíamos ter chegado até aqui sem ele. Don me prometeu que não vai se aposentar enquanto o último dracúnculo não tiver desaparecido".
 
Hopkins responde: "Mesmo que eu quisesse me aposentar, o que diria ao presidente Carter? Ele é 17 anos mais velho que eu e continua firme!".
 
Fonte The New York Times/Folhaonline

Terapia com laser é nova opção contra atrofia vaginal

Editoria de arte/Folhapress
Um tratamento que chegou ao país recentemente promete tratar alguns dos sintomas indesejáveis da menopausa.
 
Trata-se de um laser de CO2 fracionado, indicado para a atrofia vaginal. O problema acomete até metade das mulheres no climatério e se caracteriza pela perda da lubrificação e da elasticidade da mucosa vaginal e dores na relação sexual.
 
A atrofia é causada pela deficiência do estrógeno na menopausa, e geralmente é tratada com cremes à base desse hormônio.
 
O aparelho, segundo o fabricante, consegue recuperar a elasticidade, a espessura e a umidade da vagina ao estimular a produção de colágeno e poderia ser uma opção para quem tem contraindicação de usar os cremes hormonais por causa de um histórico de câncer de mama.
Hoje, mulheres com esse perfil têm como opção o ácido poliacrílico, que forma uma película de revestimento sobre a mucosa vaginal e leva à hidratação, apesar de não ser tão eficaz como os cremes hormonais, e um creme específico à base de estrogênio que tem ação local e menor absorção.
 
Este último tratamento, porém, precisa ser discutido entre médico e paciente e não tem segurança absoluta.
 
A ginecologista Vera Lucia da Cruz, professora da Faculdade de Medicina do ABC, começou a usar o laser em sua clínica privada e afirma que o tratamento é indolor e não traz desconforto. Segundo ela, podem ser necessárias até três sessões por ano.
 
Uma de suas pacientes, que não quis se identificar, disse ter ficado satisfeita. Ela conta não ter sentido nenhum incômodo. "Senti como se algo estivesse girando, mas foi mais rápido e menos desconfortável do que o exame de Papanicolaou".
 
Com 60 anos e vida sexual ativa, ela disse ter notado uma melhora grande na relação sexual. "Passei a sentir mais prazer, levantou minha autoestima. Antes era dolorido, incomodava, tinha deixado de ser agradável."
 
Aprovado pela Anvisa no ano passado, o laser Monalisa Touch deve ser alvo de dois estudos na Faculdade de Medicina do ABC, sob a coordenação da professora Vera Lucia da Cruz.
 
Um deles pretende comparar o tratamento tradicional (cremes à base de estrogênio) com o novo laser. O outro vai testar o laser em mulheres jovens que entraram na menopausa precocemente, depois de terem sido submetidas a tratamentos contra o câncer.
 
Segundo César Fernandes, presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), a descrição e os efeitos do tratamento com laser têm fundamento, mas são necessários mais estudos.
 
"Gostaria de ver pesquisas que reforçassem as evidências, com número maior de pacientes, comparação entre o tratamento convencional e resultados de eficácia e segurança a longo prazo", afirma.
 
Ele acredita que o laser não vai substituir os cremes e nem se tornar a primeira opção de tratamento, mas poderia ser uma terapia complementar.
 
O valor de cada aplicação (R$ 2.500), porém, deve fazer com que essa seja uma alternativa para poucas.
 
Fonte Folhaonline

Como atua a medicina ortomolecular no pré-natal?

Como atua a medicina ortomolecular no pré-natal? Divulgação/Agência O Globo
Foto: Divulgação / Agência O Globo
Por meio de uma alimentação balanceada e reposição de
nutrientes pode ser mais tranquilo para a gestante manter
 o ganho de peso sob controle
Antes de iniciar o tratamento, o especialista deve solicitar uma série de exames tradicionais
 
Durante o pré-natal, a medicina ortomolecular pode ser utilizada como excelente complemento para manter o equilíbrio do organismo e de toda a parte nutricional da mãe e, consequentemente, do bebê. Segundo a ginecologista com prática em oxidologia Anna Bordini, o principal foco é compensar e equilibrar os nutrientes que podem sofrer uma vulneração no período da gestação. No entanto, é preciso deixar claro que este acompanhamento não dispensa o pré-natal com o obstetra.

— A medicina ortomolecular atua como coadjuvante, podendo indicar a suplementação de nutrientes e vitaminas, que visam saúde e bem-estar da mãe e do bebê — reforça a especialista.

Antes de iniciar o tratamento, porém, o especialista deve solicitar uma série de exames tradicionais, como sangue e urina, além de outros mais específicos para avaliar a dosagem hormonal da tireoide e do estresse, por exemplo. Com tais informações, é elaborado um tratamento personalizado para a gestante. A gravidez é um período de muitas alterações físicas e emocionais que podem atrapalhar a mãe e o desenvolvimento do bebê.

— O tratamento ortomolecular não interfere no pré-natal realizado com obstetra, mas procura compensar o desgaste do organismo nessa fase, que também é influenciado por fatores externos como estresse, poluição e alimentação inadequada — diz Anna.

Durante a gravidez, qualquer mulher precisa de um acompanhamento especial, pois fica mais suscetível a desenvolver infecções, apresentar anemia e alergias, enfrentar problemas na pele e demais desconfortos. Além disso, Anna destaca que outro assunto importante é o controle do peso. Por meio de uma alimentação balanceada e reposição de nutrientes pode ser mais tranquilo para a gestante manter o ganho de peso sob controle, sem ter de enfrentar o desgaste de um aumento de peso excessivo.

De olho nos nutrientes
Para a especialista, os suplementos nutricionais e vitamínicos não substituem uma dieta rica em legumes, verduras, carnes magras, lácteos, cereais e frutas. A indicação sempre é apostar em um cardápio variado e nutritivo. Deve-se evitar alimentos gordurosos, industrializados e refrigerantes. A médica lista os principais alimentos que devem compor a dieta de uma gestante, ressaltando os minerais e as vitaminas essenciais para uma gravidez saudável. Confira:

• Ferro
Pode ser encontrado em carnes vermelhas e brancas, feijão, lentilha, grão-de-bico, folhas verde-escuras e beterraba.

• Cálcio
Está presente em leites e seus derivados como queijos e iogurte, além de brócolis e nozes.

• Magnésio
Mineral encontrado em cereais, arroz integral, nozes e frutas como abacate e damasco seco.

• Vitamina B6
Presente no germe de trigo, ervilha, cenoura e banana.

• Vitamina C
Em frutas cítricas como laranja, limão e abacaxi, além de ser encontrada em verduras como agrião, brócolis, couve e espinafre.

• Vitamina E
Pode ser encontrado em cereais integrais, castanhas e ovos.
 
Fonte Diário Catarinense