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terça-feira, 7 de maio de 2013

Obesos sofrem preconceito no consultório

"Você precisa perder peso": estudo mostra que médicos são
menos empáticos com pacientes gordos
Estudo mostra que pacientes magros são tratados com mais respeito e empatia em relação aos que estão acima do peso ou obesos
 
É verdade que os médicos são mais gentis com pacientes que não são gordos? Um estudo provocador sugere que sim – que pacientes magros são tratados com mais respeito e empatia que pacientes obesos ou com sobrepeso.
           
Para o estudo publicado pela revista médica Obesity, pesquisadores do Johns Hopkins receberam permissão para gravar conversas entre 39 clínicos gerais e mais de 200 pacientes com pressão alta .
 
Embora os pacientes estivessem ali para falar de pressão sanguínea, não do peso, a maioria podia ser considerada obesa ou com sobrepeso. Apenas 28 tinham peso normal, com índice de massa corporal  (IMC) abaixo de 25. Entre os demais pacientes, 120 eram obesos (com IMC maior que 30) e 60 tinham sobrepeso (IMC entre 25 e 30).
 
Na maioria das vezes, os pacientes recebiam mais ou menos o mesmo tratamento; sem grandes diferenças no tempo de consulta ou no tipo de assunto abordado. Mas quando os pesquisadores analisaram as transcrições das consultas, havia uma grande diferença: os médicos pareciam ser mais gentis com pacientes com o peso normal, demonstrando mais empatia e cuidado durante a conversa.
 
Embora o estudo tenha sido relativamente pequeno, as descobertas são estatisticamente relevantes.
“Não que os médicos fossem exageradamente negativos ou grosseiros”, afirmou a principal autora do estudo, Kimberly A. Gudzune, professora assistente de clínica geral na Faculdade de Medicina Johns Hopkins.
 
“Eles simplesmente não estavam envolvidos a ponto de construírem um relacionamento com os pacientes, ou gerarem uma conexão emocional.”
 
Em diálogos com pacientes com peso normal, os médicos faziam comentários que demonstravam preocupação – por exemplo, ‘Que bom que está se sentido melhor’ – para uma paciente que sofria com ondas de calor. Quando outra paciente com peso normal teve dificuldades para marcar uma consulta com um especialista, seu médico compartilhou sua preocupação: ‘Concordo’, afirmou o médico, ‘é frustrante quando isso acontece’.
 
Outra paciente lamentava o fato de ter ficado com uma cicatriz na perna após ser submetida a uma cirurgia e também reclamava da necessidade de usar sapatos que achava feios.
 
“Você passou por muita coisa”, afirmou o médico, fazendo mais elogios para animá-la.
 
“Suas pernas continuam lindas e sapatos grandes ainda estão na moda. Compre uma roupa bem bonita para a primavera, isso sempre ajuda a melhorar o humor.”
 
Embora essas expressões de preocupação e empatia não sejam marcantes por si só, o mais surpreendente foi a ausência delas em conversas com pacientes obesos ou com sobrepeso.
 
Vale lembrar que afirmações desse tipo não são insignificantes. Estudos mostram que pacientes têm muito mais chance de seguir os conselhos do médico e obter melhores resultados no tratamento quando acreditam que o profissional sente empatia por sua situação.
 
“Quando a empatia do médico é maior, os pacientes têm mais chances de relatar satisfação com o tratamento e de aderir às recomendações médicas”, afirmou Gudzune.
           
“Há evidências que mostram que, após consultas com maior empatia, os pacientes apresentam melhores resultados clínicos, de forma que pacientes com diabetes controlam melhor o açúcar do sangue ou o colesterol.”
 
David L. Katz, diretor do Centro de Pesquisa em Prevenção da Universidade de Yale-Griffin, afirma que pacientes com sobrepeso frequentemente reclamam que os médicos os julgam pelo excesso de peso, deixando de lado outras preocupações com a saúde.
 
“Você chega com dor de cabeça e o médico diz: ‘Você precisa perder peso’. Está com a garganta doendo e tudo o que o médico diz é ‘Você realmente precisa perder peso’”, afirmou.
 
“Esses pacientes sentem que o médico não os ajuda e ainda os insulta, e por isso deixam de consultá-lo.”
           
Ao lidarem com pacientes com sobrepeso, acrescentou Katz, os médicos frequentemente mostram os mesmos preconceitos dos leigos. O problema pode crescer ainda mais pelo fato de que esses profissionais são treinados para lidar com problemas médicos imediatos que têm soluções específicas, tais como uma pílula para diminuir a pressão sanguínea, ou um tratamento emergencial contra um ataque cardíaco . Contudo, a obesidade é um problema muito mais complexo e difícil de resolver, o que pode ser frustrante para os médicos.
 
“Quando não dá pra consertar o que está quebrado, começamos a agir mal”, afirmou.
 
Katz contou que sua mãe, que era obesa, estava tão cansada dos comentários negativos dos médicos a respeito de seu peso que parou de ir ao hospital, mesmo depois de desenvolver um câncer de mama . Quando ela finalmente recebeu o tratamento, o câncer estava em estágio avançado e ela morreu antes de completar 60 anos.
 
“Sempre que ela ia ao médico por qualquer razão, eles apontavam o dedo e começavam a falar do peso”, afirmou Katz.
 
“Precisamos entender que há muito em jogo.”
 
A solução, segundo ele, é um melhor treinamento para que os estudantes de medicina e médicos compreendam a natureza complexa da obesidade, bem como seus próprios preconceitos (muitas vezes inconscientes).
           
A Universidade de Yale, por exemplo, oferece um curso de formação continuada para que médicos aprendam a ter mais compaixão e a oferecer conselhos mais eficazes aos pacientes.
 
“Acho que muitos desses profissionais têm compaixão e não percebem que isso está acontecendo”, afirmou Katz.
 
“A antipatia pela obesidade está profundamente arraigada em nossa cultura. Deveríamos esperar mais dos médicos e treiná-los melhor.”
 
Fonte iG

Como manter a beleza dos seios durante e depois da gravidez

Seios sem estrias durante a gravidez: cuidados e dicas
mantêm a beleza
Especialistas recomendam banho de sol, hidratantes e tratamentos estéticos para manter ou recuperar a beleza das mamas
 
Estrias, flacidez e queda são alguns dos problemas mais comuns enfrentados por muitas mulheres durante ou após a gestação. Os efeitos indesejados nos seios, decorrentes do estiramento da pele, assim como o escurecimento dos mamilos e as doloridas rachaduras, podem ser solucionados ou pelo menos amenizados com cuidados simples. Mas para estar com tudo em cima, é preciso começar antes mesmo do início da gravide.
 
Os cuidados favorecem não somente a parte estética, mas também o conforto na amamentação. De acordo com a a ginecologista Maria Rita de Sousa Mesquita, diretora da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, na gravidez o aumento de hormônios provoca o crescimento e a ramificação do sistema de dutos mamários, levando ao aumento uniforme dos seios. Como consequência, comumente podem ocorrer a saliência e o ressecamento dos mamilos e o aparecimento das estrias, ocasionadas pelo rompimento das fibras de colágeno e elastina.
 
Por isso, é fundamental que a mulher prepare os seios antes mesmo da gestação com uma boa hidratação da pele. Para ajudar na regeneração celular e no combate ao envelhecimento, são indicados cremes e óleos à base de macadâmia ou manteiga de karitê, que devem ser aplicados na forma de massagens rotativas nas mamas, duas vezes ao dia. Não é recomendado passar hidratante nas aréolas nem nos mamilos.
 
Para quem quer um tratamento mais específico na prevenção de estrias, o dermatologista Jardis Volpe, especialista em estética, indica o uso de infravermelho. No método, uma luz estimula a produção de colágeno e a hidratação cutânea, melhorando o aspecto geral da pele. O ideal é fazer de quatro a seis sessões, cerca de três meses antes de a mulher engravidar.
 
A futura gestante também não pode se esquecer da saúde. Uma dieta balanceada, com alimentos ricos em licopeno (como o tomate), biotina (presente na carne vermelha, nos ovos e nos grãos) e vitamina C (como as frutas cítricas), contribui para obter uma pele mais firme. A realização de atividade física – quando autorizada pelo obstetra – também pode colaborar para uma gestação saudável e seios mais bonitos.
 
Durante a gestação
Depois do resultado positivo, os cuidados com as mamas devem ser redobrados. O corpo começa a se preparar para a amamentação e, além da manutenção da hidratação da pele, as grávidas devem usar o sutiã de sustentação, para suportar com conforto o aumento do volume mamário. Com alças mais largas, ele ajuda a distribuir o peso dos seios igualmente nos ombros, diminuindo o impacto sobre a coluna. “As peças devem ser utilizadas em toda a gestação, tanto durante o dia quanto de noite, para evitar flacidez, estrias e ingurgitamento, o famoso leite empedrado”, afirma a ginecologista Maria Rita de Sousa Mesquita.
         
O banho de sol também é bastante recomendado para prevenir rachaduras e ativar a vitamina D no organismo. “Isso ajuda a fortalecer a pele do mamilo e a evitar fissuras quando o bebê sugar”, explica a enfermeira Bárbara Pauletti, do Centro de Amamentação da Maternidade Pró-Matre (SP). No entanto, a exposição ao sol deve ser de, no máximo, 15 minutos diários, com os seios totalmente à mostra, e sempre antes das 10 horas da manhã ou depois das 16 horas, com filtro solar.
 
Após o parto
Com o início da amamentação, muitas mulheres reclamam de fissuras nos mamilos. Para manter os seios saudáveis e sem dores é necessário, primeiramente, uma lactação correta. Isso inclui fazer com que o bebê abocanhe parte da aréola e não somente o bico do seio na hora de mamar. Outra dica importante para prevenir rachaduras é passar o próprio leite na aréola.
 
No período de lactação, a utilização de hidratantes pede mais cautela. Prefira produtos que contenham em sua fórmula ureia (com concentração máxima de 3%), lactato de amônia, colágeno, elastina e vitamina E. “Se a mãe estiver amamentando, os hidratantes à base de lanolina são os mais indicados, pois não têm contraindicação para o bebê e, por isso, não precisam ser retirados antes de amamentar”, recomenda a enfermeira Bárbara Pauletti.
 
Também há inúmeros procedimentos estéticos para melhorar a aparência dos seios após a gestação. Um dos mais utilizados para acabar com as estrias é o ácido retinoico, prescrito pelo dermatologista e aplicado em casa mesmo. Outra indicação, esta feita em consultório médico, é o laser acompanhado de cremes estimuladores de colágeno e ultrassom.
 
Já a flacidez, desde que seja em grau leve, pode ser atenuada com sessões de infravermelho com radiofrequência, ajudando a dar um aspecto mais firme à pele dos seios. “Em contrapartida, este procedimento pode diminuir um pouco o tamanho da mama, e só pode ser realizado após o final da amamentação”, esclarece o dermatologista Jardis Volpe.
 
Em casos de flacidez elevada, queda (chamada pelos médicos de ptose) e excesso de pele, a cirurgia plástica pode ser uma alternativa. “Em graus mais avançados de flacidez e ptose mamária, realiza-se o procedimento em associação com os implantes de silicone. No quadro de presença de tecido mamário, pode-se apenas reposicionar a mama sem a necessidade de implante de silicone”, explica o cirurgião plástico Alexandre Mendonça Munhoz, especialista em cirurgias mamárias.
 
O médico recomenda, no entanto, que a cirurgia seja realizada somente após um período de oito a doze meses depois do parto. A mulher também não pode estar amamentando há pelo menos três meses e precisa ter se livrado do excesso de peso. “Também é necessário salientar que haverá um pós-operatório com repouso de três a quatro semanas, o que pode ocasionar dificuldades de carregar a criança no colo”, alerta Alexandre.
 
Fonte Delas

Médicos divergem sobre o que grávidas podem ou não fazer durante a gestação

Grávida pode frequentar academia, mas com algumas limitações
Bebida alcoólica com moderação é permitido? E tomar remédio? Alguns hábitos ainda provocam controvérsia e obstetras discordam sobre o que restringir durante a gravidez
 
“Gravidez não é doença.” Esta é uma das frases mais ditas sobre o período em que as mulheres esperam seus filhos. Ouvi-la assim, solta, pode passar a impressão de que as gestantes podem fazer tudo que fariam caso não tivessem um bebê na barriga. Só que isso está longe de ser verdade: durante a gravidez, as futuras mamães precisam, sim, ser mais cuidadosas com seus hábitos e atitudes. 
 
Conversamos com quatro obstetras – Luciano Nardoza (Hospital Santa Catarina), Marco Aurélio Galletta (Hospital das Clínicas de São Paulo), Rubens Paulo Gonçalves Filho (Hospital Israelita Albert Einstein) e Sérgio Peixoto (presidente da Comissão Nacional Especializada em Assistência Pré-Natal da Febrasgo – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) – para saber o que é mito e o que é verdade sobre o que popularmente se acredita ser necessário restringir durante a gravidez. Há controvérsias em alguns pontos, mas dá para ter uma boa ideia do que fazer ou não. Na dúvida, a mulher não deve hesitar em conversar com seu médico de confiança sobre seu caso especificamente.
 
Afinal de contas, gestantes podem...
           
Consumir bebida alcoólica?
Há controvérsia. Os médicos são unânimes em afirmar que as destiladas (vodca, cachaça, tequila, rum, gim etc.) são 100% vetadas na gravidez, por poderem levar à SAF (Síndrome Alcoólica Fetal). Além de ser uma causa de deficiência mental não congênita, a síndrome altera as feições da criança, deixando olhos saltados, nariz achatado e fronte alargada.
 
Já quanto às fermentadas (cerveja e vinho), eles discordam. Peixoto defende que um copo ou uma taça dessas bebidas uma vez por semana não faz mal à gestante, mas Nardoza, Galletta e Gonçalves proíbem suas pacientes de consumi-las. “Não foi estabelecida, em estudos, a dose mínima para ser considerada tóxica durante a gravidez, então é prudente que a mulher evite todo o álcool nesses meses”, aconselha Gonçalves.
 
A administradora Carla Andrade, mãe de Natalya, 10, e Giovanna, 6, teve autorização de dois obstetras diferentes para beber um copo de cerveja ou uma taça de champanhe por semana em suas gestações. “As meninas nasceram perfeitas e meu marido adorou, porque eu podia acompanhá-lo nos brindes mesmo grávida”, conta.
 
Fumar? Não. Cigarros não fazem bem a nenhuma pessoa, independentemente de sexo e idade. Para gestantes, eles são vetados porque o fluxo sanguíneo diminui, o transporte de nutrientes para o feto fica deficiente, o bebê nasce com baixo peso e QI menor. Há, ainda, o risco de parto prematuro. Caso a fumante sinta ansiedade por abandonar os cigarros durante a gravidez, uma boa saída é o tratamento com acupuntura.
 
Comer sushi?
Sim, mas com cuidados. A maior preocupação no caso de alimentos crus é em relação ao seu armazenamento e manuseio. Peixes mantidos em locais com condições precárias de higiene devem ser evitados pelas gestantes, para não correr o risco de contrair toxoplasmose e expor o feto aos riscos de retardo mental e vista prejudicada. Assim, a mulher só deve comer peixe cru durante a gravidez se tiver certeza de que ele está bem conservado. Peixoto aproveita para recomendar que as grávidas sejam econômicas no molho shoyu que acompanha o peixe cru: “Ele tem uma concentração muito alta de sal, o que não é bom para a mulher nesse período”.
 
Viajar de avião?
Sim, mas não durante toda a gestação . O problema de gestantes embarcarem em aviões não é apenas a altitude. O que mais preocupa os médicos, em todos os estágios da gestação, é o tempo que a mulher ficará sentada durante a viagem. “Uma grávida em solo tem cinco vezes mais chances de ter trombose do que o restante da população. Em voo, essa proporção sobe para dez vezes”, afirma Galletta. Para evitar entrar nas estatísticas, a mulher deve andar pelo corredor do avião, beber água e usar meia elástica de compressão. A altitude é um fator complicador a partir da 28ª semana, pois pode causar parto prematuro – quem nunca ouviu uma história de mulher que deu à luz em pleno voo?
 
Quando estava na 37ª semana de gravidez, a administradora Samanta Puglia assumiu o risco de protagonizar um caso assim. Com a autorização do médico em mãos, fez um voo de Curitiba a São Paulo para ser madrinha de casamento do primo do marido. “Deu um medinho de a companhia não me deixar embarcar. Mas não engordei muito, era inverno, coloquei um casacão e não tive problemas”, lembra. A cerimônia foi em 24 de julho e sua filha Nicole, hoje com 4 anos, nasceu em 18 de agosto. “Meus exames estavam todos ótimos e eu me sentia bem, por isso decidi ir.”              

Tingir os cabelos?
Há controvérsia. Peixoto e Gonçalves não enxergam problemas se a mulher tingir os cabelos do quarto mês de gestação em diante, desde que a tinta não tenha contato com o couro cabeludo e sua fórmula não contenha amônia ou chumbo (até a inalação destes elementos é nociva ao feto). Já Nardoza e Galletta acham melhor evitar o procedimento estético ao longo de toda a gravidez, pois há muitos outros componentes químicos (entre eles enxofre, cobre e mercúrio) que podem prejudicar o bebê, aumentando os riscos de ele ter leucemia e linfomas nos dois primeiros anos de vida.
 
Fazer ginástica na academia?
Sim, mas com limitações. A mulher que já tem uma rotina de malhação na academia pode continuá-la durante a gestação, mas precisará abrir mão dos exercícios de impacto, dos saltos e das flexões de coluna, que comprimem o útero contra a estrutura óssea da bacia. Repetições em aparelhos para braços e pernas são liberados com carga baixa. Esteira e bicicleta devem ser feitas na velocidade que não cause desconforto à mulher. “A grávida continua aquilo que estava acostumada a fazer. Quem não ia à academia não vai começar nesse momento. Não tem motivo para virar atleta durante a gestação”, recomenda Nardoza.
 
Tomar remédios?
Há controvérsia. No caso de antidepressivos, apenas o obstetra que cuida da gestação, com base em exames, poderá decidir se o medicamento será mantido ou suspenso pelos nove meses.
 
Quando o assunto são aqueles remédios que todo mundo tem na bolsa, as opiniões dos médicos variam. Galletta defende que a mulher pode ingerir os medicamentos de que precisar, mas só com a autorização do médico para cada caso. Gonçalves é cuidadoso com os anti-inflamatórios, que criam o risco de crescimento cardíaco no feto. Nardoza prefere que a paciente evite qualquer comprimido no primeiro trimestre da gravidez, por causa do risco de malformação fetal, mas libera analgésicos a partir do segundo trimestre. Já Peixoto afirma que “paracetamol pode ser usado para qualquer dor, em qualquer ponto da gestação”. Ou seja, as linhas divergem, o que mostra que é melhor a gestante conversar com seu obstetra para saber o que é melhor para o seu caso. 
           
Fonte Delas

Manaus terá primeira ONG indígena de apoio a portadores de hepatites virais

Rio de Janeiro – A organização não governamental (ONG) Yura-ná - que significa algo pertencente aos povos indígenas, na língua marubo - foi criada ontem(6) em Manaus. O objetivo principal é discutir as políticas públicas de saúde, com foco nas hepatites virais.
 
O representante dos povos indígenas do Vale do Javari Eliésio Marubo, que vai liderar a ONG, explica que a criação da Yura-ná não vai substituir a atuação de outras organizações indígenas, mas contribuir para a melhoria da qualidade no atendimento de saúde no país.
 
“A Yura-Ná tem esse papel, essa bandeira central que é o controle social das políticas públicas. Estamos dando ênfase à política de saúde e, dentro desse debate, à hepatite viral, um problema pouco discutido nas organizações. A questão tem sido, eu acho, o calcanhar de Aquiles [ponto mais vulnerável de uma pessoa ou organização] do governo federal".
 
De acordo com Marubo, mais de 80% da população da Terra Indígena Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, estão em contato com a hepatite viral. Ele diz que as lideranças buscaram, sem sucesso, todas as instâncias de governo para tratar do problema.
 
“A hepatite viral é o grande mal de que o Brasil vai ser acometido daqui a poucos anos. Eu vejo que a hepatite viral é tão ou mais nociva do que a aids, e a sociedade não tem dado importância à discussão”.
 
Segundo o Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Saúde Indígena e o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais desenvolvem ações relacionadas a essas doenças na população indígena desde 2009. O órgão informou que, no ano passado, foram feitas reuniões com representantes da população indígena, profissionais de saúde, coordenações e secretarias de Saúde estaduais e municipais, que resultaram nos planos de ação para os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei).
 
Entre as ações, foram distribuídos cerca de 2 milhões de preservativos e capacitados 270 profissionais para trabalhar na prevenção e realização de testes rápidos. O ministério informou que também foram enviados quase 100 mil testes rápidos para hepatites B e C aos Dsei..
 
O balanço da pasta mostra que, em 2010, foram registrados 98 casos de hepatite A, 64 de hepatite B e oito casos de hepatite C em indígenas em todo o país. O índios estão entre os grupos de maior vulnerabilidade às hepatites virais e podem ser vacinados gratuitamente contra a hepatite B.
 
O protocolo de criação da ONG será assinado nesta segunda-feira e a Yura-ná já conta com 16 voluntários. Quem puder fazer doações ou quiser participar do trabalho voluntário pode entrar em contato pelo e-mail valedojavari-am@hotmail.com. Todas as informações sobre as doenças, como sintomas, formas de contágio e prevenção, estão disponíveis no site www.hepatitesvirais.com.br, do Ministério da Saúde.
 
Fonte Agência Brasil

Conselho Federal de Medicina condena chegada de médicos cubanos ao Brasil

Além de questionar a qualidade dos médicos estrangeiros,
a entidade põe em dúvida as reais intenções do governo
 brasileiro com a medida
Brasília - O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou, nesta segunda-feira, uma nota repudiando o acordo entre Brasil e Cuba, que prevê a vinda de 6 mil médicos cubanos para atuar em regiões carentes do país. Além de questionar a qualidade dos médicos estrangeiros, a entidade põe em dúvida as reais intenções do governo brasileiro com a medida.
 
“O Conselho Federal de Medicina condena veemente qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação. Medidas neste sentido ferem a lei, configuram uma pseudoassistência com maiores riscos para a população e, por isso, além de temporários, são temerários por se caracterizarem como programas político-eleitorais”, diz a nota.
 
A entidade ainda propõe a criação de uma carreira de Estado para médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), para suprir a falta de profissionais na rede e reivindica mais recursos para o setor, “um mínimo de 10% da receita bruta da União”.
 
Ainda de acordo com a nota, o CFM diz que, juntamente com os conselhos regionais de Medicina, “envidarão todos os esforços possíveis e necessários, inclusive as medidas jurídicas cabíveis, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana”.
 
Fonte Agência Brasil