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terça-feira, 7 de maio de 2013

Piloto do novo modelo de pagamento está em campo

Grupo de Trabalho da ANS, composto por especialistas e representantes de operadoras e hospitais – definiu novo modelo com duas etapas: aplicação da Conta Aberta Aprimorada e implantação do Procedimento Gerenciado
 
Projeto piloto do novo modelo de pagamento entre hospitais e operadoras está em campo.  Segundo o gerente de Relações com Prestadores de Serviços da ANS, Carlos Figueiredo, os participantes terão até 480 dias (um ano e meio) para implantar as duas etapas que formam o novo modelo e monitorar seu funcionamento para verificar se há alguma necessidade de correção.
 
O Grupo de Trabalho da ANS, composto por especialistas e representantes das entidades de classe – operadoras e hospitais – levou mais de dois anos para definir o novo modelo de pagamento. Segundo Figueiredo, foi um trabalho “árduo e de difícil consenso porque, historicamente, o modelo de relacionamento é muito desgastado, até em função do modelo atual de remuneração, que tem análise de conta com glosa, com outros problemas comerciais”. O GT conseguiu romper essas barreiras e desenvolver um projeto em duas etapas:
 
- aplicação da Conta Aberta Aprimorada;

- implantação do Procedimento Gerenciado.
 
Cada uma das etapas é composta por macroatividades bem semelhantes nas duas fases. A primeira macroatividade de preparação já começa a partir do próximo dia 13 de maio. Nela, os hospitais vão desenhar seus produtos e montar suas tabelas de preços próprias para negociação. Depois começa a negociação comercial; a capacitação de equipes; implantação virtual, no qual será feito um monitoramento virtual, simulando a utilização desse modelo por algum tempo, antes de começar a aplicar a virada de contas; e depois é feita a implantação efetiva, com o monitoramento pós-implantação. Cada macroatividade tem prazo determinado.
 
A fase de preparação para a Conta Aberta Aprimorada, por exemplo, é de 90 dias. Nesse período o hospital tem que se estruturar, se organizar, definir suas tabelas de preços e seus novos produtos. Essa primeira etapa tem a previsão de durar de 13 de maio de 2013 até 20 de agosto de 2014. E a etapa do Procedimento Gerenciado se sobrepõe à etapa anterior, porque as macroatividades podem ser encaixadas. Por isso, ela começa no dia 12 de agosto de 2013 e vai até 07 de dezembro de 2014.
 
Quem fará o teste
O projeto piloto funciona com grupos de relacionamento que são frequentes no mercado. Por exemplo, um hospital das Misericórdias com uma Unimed; ou um hospital da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), com uma operadora da FenaSaúde; um hospital da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), com uma operadora da Abramge; um hospital que é representado pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), com uma operadora da UNIDAS. Esses são alguns relacionamentos frequentes e típicos que acontecem no Setor.
 
O gerente da ANS explicou, ainda, que também foram criados testes no modelo com relacionamento da operadora que tem hospital próprio. A Abramge e a Unimed têm muitos hospitais próprios e, por isso, foram desenhados alguns pilotos para esses casos. Na prática, porém, há mais testes acontecendo e algumas iniciativas isoladas que o mercado começou a desenvolver a partir da publicação dos documentos que dão referência ao novo modelo e que orientam tanto a Conta Aberta Aprimorada, quanto o Procedimento Gerenciado.
 
“Estamos caminhando para aplicação de duas variáveis do modelo. Os modelos continuam sendo fee-for-service, mas a diferença é que não se tem mais uma conta detalha item a item, mas uma grande compactação no Conta Aberta Aprimorada, com diárias que incluem tudo. Já no Procedimento Gerenciado, fomos para um modelo de produto fechado. Daí o hospital não vai mais cobrar cada item que foi utilizado na conta, mas vai cobrar como se fosse o antigo pacote, mas com a diferença que ele não parte só da média de preços que se usava antigamente, mas que partem do conhecimento médico, para depois desenhar o preço”, disse Carlos Figueiredo.
 
Ele explicou que, por exemplo, em uma cirurgia de apêndice, antes, analisava-se a média de quanto custavam as contas das cirurgias de apêndice por um período, faziam a média de preço e com base nisso, definiam o valor do pacote. Agora, com o Procedimento Gerenciado o hospital decide que irá se especializar nessa determinada cirurgia, se tem a competência, boa equipe e bom conhecimento médico para fazer este serviço.
 
“Então ele desenha o produto dentro do hospital, fundamenta em diretrizes e evidências, e, então, monta o protocolo do hospital, junto à sua equipe técnica. E com base nisso é que ele vai definir os custos do produto e precificá-lo. É uma lógica diferente, porque não parte da média dos preços, que vem carregado e, muitas vezes, não está fundamentado na melhor evidência médica. Vai, na verdade, desenhar agora como produto, como uma nova técnica de gestão”.
 
Fonte Saudeweb

Amil lança contrato transparente; sem jargões jurídicos

Documento simplificará leitura de benefícios oferecidos e dos não inclusos pelos planos. Amil Dental 200 é o primeiro a disponibilizar a novidade
 
Com o objetivo de facilitar a escolha de um plano, ajudando na comparação entre diferentes produtos, a Amil lança o Contrato Transparente, apresentando ao interessado os benefícios que o plano oferece além dos procedimentos que não estão inclusos.
 
O documento consiste na apresentação objetiva de todos os serviços oferecidos pelo plano, sem o uso de jargões jurídicos. “Ratificando, assim, o dever de informar de maneira geral, e de enfatizar as restrições de seu produto – conforme determina o art. 54 do Código de Defesa do Consumidor”, afirmou a companhia em comunicado.
 
O Amil Dental 200 é o primeiro a contar com a novidade, o plano oferece o Rol de Procedimentos e Serviços em Saúde determinado pela Agência Nacional de Saúde (ANS), além de mais 93 procedimentos.
 
“É um papel onde a pessoa visualizará, como se fosse uma prova objetiva, todos os serviços que ela terá à disposição. É algo simples, mas extremamente útil. Uma tabela onde a cada item que estiver assinalado a pessoa terá certeza de que o plano cobre aquele procedimento. O que não estiver marcado indica que não é oferecido pelo plano”, explica o diretor da Amil Dental, Alfieri Virgilio Casalecchi.
 
Idealizado pelo jornalista Leonardo Martins de Araújo, que é especializado em Informação em Ciência e Tecnologia (C&T) em Saúde e que desenvolveu um estudo de um novo paradigma de contrato, o Contrato Transparente, segundo a Amil, também ajudará no trabalho dos corretores de seguros na hora de dialogar com os clientes.
 
Fonte Saudeweb

Biossimilares intensificam concorrência

Relatório da Comissão Europeia demonstra que os biossimilares contribuem para aumentar o acesso a medicamentos biológicos para os pacientes
 
Novo relatório da Comissão Europeia detalha a sólida base regulatória e comercial da Europa para a participação dos biossimilares no mercado de cuidados com a saúde. O relatório mostra que os biossimilares estão contribuindo para intensificar a concorrência e, portanto, podem aumentar o acesso a medicamentos biológicos para os pacientes.
 
O marco regulatório cientificamente construído na União Européia (UE) estabeleceu a confiança nos biossimilares, o que permitiu a estas terapias alternativas obtecem uma prática clínica com sucesso.
 
Governos, indústrias e o setor de saúde trabalham em conjunto para melhorar os resultados em saúde, o relatório reafirma que proteger a segurança do paciente é a pedra fundamental da regulamentação da UE para os medicamentos biossimilares.
 
O relatório destina-se a ajudar governos nacionais, profissionais da saúde e pacientes a fazerem escolhas bem-informadas em relação ao papel atual e futuro que os medicamentos biossimilares podem ter na busca de resultados excelentes na saúde.
 
Fonte Saudeweb

Brasil oferece assistência para Cingapura, Johannesburgo e Sidney

SOS International, que funciona na Clínica São Vicente (Rio de Janeiro), firmou contrato com a Transocean, maior empresa de serviços de perfuração marítima do mundo, para prover atendimento a clientes corporativos
 
A SOS International, Unidade Internacional de Emergência, que funciona numa área exclusiva na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, está exportando seu serviço de suporte assistencial para empresas localizadas em Cingapura, Johannesburgo e Sidney, que passarão a contar com o serviço de telemedicina brasileira 24 horas para operações remotas. O contrato foi firmado com a Transocean, maior empresa de serviços de perfuração marítima do mundo.
 
Esta Unidade é o primeiro serviço de telemedicina internacional no Brasil a contar com suporte de quatro cardiologistas, dois cirurgiões de trauma, dois intensivistas, profissionais com atendimento trilíngue, tecnologia de ponta, que vai assegurar atendimento SOS internacional aos clientes corporativos do mundo todo, como também para as empresas brasileiras que necessitem deste tipo de serviço.
 
Para este ano, a empresa, que fechou 2012 com um crescimento de 40%, tem expectativa de crescer 60% em 2013.
 
A SOS International é resultado de uma joint venture entre a International Health Care (IHCare), líder do mercado no Brasil na prestação de serviço de saúde ocupacional, check-up internacional, atendimento de emergência, suporte assistencial para diversas empresas internacionais que operam nas plataformas de petróleo, e a International SOS (ISOS), líder mundial em assistência médica e seguro assistencial.
 
O objetivo desta joint venture é oferecer os seguintes serviços: Alarme Center, tele medicina 24 horas para operações remotas, medidas de evacuação em todo o território nacional e administração de crise.
 
Fundada em 1999 a IHCare é coordenada pelo médico Dr. Ivan Drummond Filho, especializado em emergências e procedimentos médicos em empresas offshore. Já a International SOS tem 25 anos de mercado, opera em 70 países e oferece serviços médicos de alta qualidade e atendimento ao cliente para organizações com atuação internacional.
 
Fonte Saudeweb

“Proposta é insuficiente para resolver crise das Santas Casas”

A alteração na Medida Provisória beneficia minoria dos hospitais filantrópicos, já que grande parte deles possui dívidas com instituições bancárias e não com a União
 
Após manifestação nacional no dia 8 de abril, o movimento “Tabela SUS, Reajuste Já” deu ao governo um prazo de 60 dias para retorno de suas reivindicações, entre elas o reajuste na Tabela SUS e uma linha de financiamento subsidiado. No início deste mês de maio, o Governo Federal anunciou uma modificação no texto da Medida Provisória nº600, que há tempos tramita na Câmara dos Deputados com a proposta de parcelar as dívidas tributárias e previdenciárias dos hospitais filantrópicos em 30 anos, com um abatimento de 60% das multas aplicadas e 20% dos juros de mora.
 
Com a revisão do Ministério da Saúde, o plano prevê o pagamento da dívida total, sem descontos, no prazo de 15 anos, mas com carência de mesmo período, sendo que, se durante este tempo a instituição pagar os impostos atuais em dia, o débito integral seria perdoado. Neste novo cenário, o MS publicaria um documento reconhecendo grave crise no setor e criaria um índice para analisar o endividamento das entidades, permitindo a classificação delas sem a necessidade de apresentação da CND – Certidão Negativa de Débito.
 
“Sem dúvida a proposta do Ministério é melhor do que a antiga MP 600, que sobrecarregava nossos hospitais com o pagamento do imposto atual mais a taxa do reparcelamento”, explica o diretor-presidente da Fehosp, Edson Rogatti. “Porém, é preciso lembrar que uma pequena minoria do nosso setor possui dívidas com a União. A maioria deve para as instituições bancárias, onde pegam empréstimos para conseguir cumprir com suas obrigações fiscais e assim manter a CDN, possibilitando a aquisição de mais crédito no mercado”, completa.
 
Segundo pesquisa da Receita Federal e MS, há 4 bilhões e 800 milhões de reais em dívidas dessa natureza. Tal quantia representa menos que 1/3 do problema das Santas Casas, que corresponde a um ônus de aproximadamente R$15 bilhões.  “É preciso ressaltar que apesar de ser vista com bons olhos pelo nosso setor, esta iniciativa do Ministério da Saúde não corresponde às reivindicações feitas anteriormente pelo nosso movimento”, afirma Rogatti. “O déficit sempre vai existir se continuarmos recebendo menos do que gastamos. Sem o reajuste da Tabela SUS e uma linha de financiamento adequada, essa medida não será nada mais do que enxugar gelo”, opina.
 
A próxima manifestação do movimento está marcada para o dia 10 de maio, onde representantes de grande parte das Santas Casas e hospitais filantrópicos de São Paulo se reunirão em Campinas para o 22º Congresso da Fehosp. Na oportunidade, estarão presentes também autoridades políticas das diferentes esferas – federal, estadual e municipal, como o Governador do Estado, Geraldo Alckmin.
 
Fonte Saudeweb