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terça-feira, 7 de maio de 2013

Em decisão preliminar, Anvisa rejeita inclusão de aditivos ao cigarro

Esse é mais um capítulo da polêmica que se arrasta
nos últimos anos
Em primeira análise, a área técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) rejeitou a inclusão de 140 substâncias novas aditivas ao cigarro, pedido feito pela indústria no ano passado.
 
Segundo Dirceu Barbano, diretor-presidente da agência, os técnicos entenderam que as informações prestadas pela indústria --como quantidades e formas da inclusão, além dos objetivos da adição proposta-- eram insuficientes para autorizar o uso das substâncias.
 
"Eles pediram um conjunto de essências e um conjunto de outras substâncias que, não necessariamente, são aromáticas características. Mas a equipe entende que, muitas vezes, você promove a mistura de substâncias que não são aromáticas, mas geram determinado sabor e odor", disse Barbano, durante evento na Câmara.
 
O diretor afirmou que o parecer da área técnica foi encaminhado ao setor do tabaco, no fim de abril, para que as entidades prestem informações mais detalhadas ou contraponham os argumentos da agência.
 
Barbano disse, no entanto, que é possível que determinados aditivos venham a ser liberados, desde que não mascarem o sabor e o odor característicos do cigarro.
 
Esse é mais um capítulo da polêmica que se arrasta nos últimos anos. Em 2012, depois de muito debate, a agência proibiu a inclusão de aditivos ao fumo --incluindo os de sabor e odor, além de outros.
 
A medida só entre em vigor em 2014, mas já é rebatida em ação do setor na Justiça e por meio de um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados e pretende suspender a decisão da Anvisa.
 
Procurada na semana passada, a Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo) afirmou que, ao banir os aditivos do cigarro, a Anvisa "inviabilizou, na prática, a produção de 99% de todos os cigarros tradicionalmente comercializados no país".
 
Por outro lado, disse que analisava o parecer técnico elaborado na Anvisa e que só se manifestaria sobre o tema após a decisão final da agência.
 
Fonte Folhaonline

TIM distribui luvas terapêuticas para operadores de call center

Projeto de R$ 1,3 milhão auxilia na prevenção e tratamento para o alívio da dor de causa muscular, comuns em profissionais que utilizam equipamentos eletrônicos
 
A TIM distribuirá, a partir do dia 13 de maio, pares de luvas terapêuticas para seus operadores de call centers em um projeto com investimento de R$ 1,3 milhões. As luvas – produzidas pela INVEL – auxiliam na prevenção e tratamento para o alívio da dor de causa muscular, comuns em profissionais que utilizam equipamentos eletrônicos. A companhia acredita que esta iniciativa contribuirá para uma redução de afastamento do trabalho por motivo LER/DORT no setor de telecomunicações.
 
Serão beneficiados cerca de 4.200 colaboradores nas unidades de atendimento ao cliente em Santo André (SP), Rio de Janeiro (RJ), Jaboatão dos Guararapes (PE) e Curitiba (PR). O investimento faz parte do programa de Qualidade de Vida da operadora, focado na saúde, segurança e bem-estar dos colaboradores. Cada operador de call center receberá dois pares de luvas e poderão optar por usá-las no ambiente de trabalho.
 
“A distribuição das luvas é uma preocupação da empresa com a saúde de seus profissionais e acaba trazendo outros benefícios: maior satisfação de nossos consultores de atendimento, redução dos afastamentos por doenças ocupacionais e, consequentemente, melhoria do atendimento ao cliente”, explica o diretor de Gestão de Recursos Humanos da TIM Brasil, Flavio Morelli.
 
Vale lembrar que dados do IBGE revelam que cerca de 50% da população brasileira economicamente ativa foi afetada por essas doenças em 2011. Segundo o INSS, nesse período, foram registrados mais de 15 mil afastamentos, a maioria entre jovens e mulheres que atuam como bancários, operadores de linha de montagem, operadores de telemarketing, secretárias e jornalistas.
 
Tecnologia para alívio da dor
A concepção das luvas foi desenvolvida no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (CIETEC), uma das mais importantes incubadoras do país. De acordo com comunicado divulgado ao mercado, a linha Invel® Actiive Glove é registrada pela ANVISA e tem seus resultados chancelados pelo Grupo de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo, que atestou a efetividade do tratamento.
 
Fonte Saudeweb

OMS: R$ 1 investido em saneamento, economiza-se R$ 4 em sistemas de saúde

"É necessário tratar aqueles que adoeceram como resultado direto ou indireto do déficit de saneamento e remediar e revitalizar rios, córregos, lagos e reservatórios poluídos", diz Davi Cunha, doutor em ciências da EESC/US
 
Estudos mostram que investimentos em saneamento resultam em economia direta em serviços de saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada R$1,00 investido em saneamento, economizam-se R$ 4,00 em sistemas de saúde. De acordo com Davi Gasparini Fernandes Cunha , Doutor em Ciências (Programa de Hidráulica e Saneamento) – EESC/USP e autor do livro Engenharia Ambiental,  do ponto de vista corretivo, é necessário tratar aqueles que adoeceram como resultado direto ou indireto do déficit de saneamento e remediar e revitalizar rios, córregos, lagos e reservatórios poluídos.
 
O Brasil se mostra preocupado com o assunto e segundo o autor, existem projetos “interessantes”, como por exemplo, a Política Nacional de Recursos Hídricos (1997), a Política Nacional de Saneamento Básico (2007), a Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010), entre outros. Porém, ele acrescenta que para mudar a realidade são precisos esforços em diferentes áreas.
 
“As universidades têm diversos papéis importantes, dentre eles o de desenvolver pesquisas e formar recursos humanos que ofereçam subsídios para o aperfeiçoamento e otimização das estruturas de saneamento (por exemplo, estações de tratamento de água e esgoto e sistemas de coleta de efluentes).
 
As OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), como o Instituto TrataBrasil, podem contribuir para mobilizar e informar a população para que o país possa atingir a universalização do acesso ao saneamento básico. Entidades do setor de saneamento e recursos hídricos, como a ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental) e a ABRH (Associação Brasileira de Recursos Hídricos), também têm sido bastante atuantes na área”.
 
O papel do Poder Público, por sua vez, é o de investir em obras de saneamento básico para aumentar os índices de cobertura de água potável e esgoto tratado. Tais obras, além de beneficiarem diretamente as famílias, geram empregos e contribuem para o desenvolvimento social.  Segundo Davi, o diálogo entre essas diferentes esferas, partindo-se do compromisso do Poder Público com o saneamento, deve permitir ampla participação popular, o que garante legitimidade ao processo decisório e aumenta as chances de sucesso.
 
Em 2010, 2,5 bilhões de pessoas no mundo não possuíam estruturas adequadas de saneamento básico, conforme divulgou a ONU (Organização das Nações Unidas). O saneamento engloba um conjunto de ações que devem garantir à sociedade, acesso à água potável, serviços de coleta e tratamento de esgoto sanitário, gerenciamento dos resíduos sólidos, infraestrutura de drenagem urbana e controle de doenças. Há algum tempo, o homem tem percebido que a água é um recurso finito e dotado de valor econômico e que é preciso fazer alguma coisa para que as gerações futuras não sofram.
 
“Quando se fala em garantir o acesso à água para as presentes e futuras gerações, há que se levar em conta ações em duas frentes: preventiva e corretiva. Investimentos na prevenção do problema, por exemplo, evitando que um manancial se torne poluído, promovendo coleta e tratamento de esgotos e investindo em programas que considerem a bacia hidrográfica como unidade físico-territorial básica para a gestão dos recursos hídricos pode trazer reflexos positivos sobre a saúde da população e, assim, aliviar a demanda por serviços médico-hospitalares”, finalizou o especialista.
 
Fonte Saudeweb

Médicos podem tirar dúvidas por 0800

Iniciativa faz parte da Rede Telessaúde Brasil e está disponível aos profissionais que pelo Provab atuam na atenção básica das periferias e dos municípios mais carentes
 
A partir deste mês, os médicos que estão participando do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab) do Ministério da Saúde podem recorrer ao número 0800 644 6543 para tirar dúvidas sobre procedimentos e diagnósticos ou obter segunda opinião formativa. O serviço, que conta com equipe composta por especialistas em Medicina da Família e Comunidade, funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30. A ligação é gratuita e está disponível aos médicos do Provab, que visa levar profissionais às regiões mais carentes.

Ao todo, 3.895 médicos participam da atual edição do programa. Eles trabalham em Unidades Básicas de Saúde de 1.287 municípios localizadas, principalmente, nas periferias dos grandes centros urbanos, em regiões de difícil acesso, com população rural e pobreza elevada. Por meio do programa, cursam pós-graduação com duração de 12 meses e atuam com a supervisão de Instituições de Ensino Superior e acompanhamento dos gestores locais. Contam ainda com ferramentas digitais de apoio ao seu trabalho, como o 0800.

“O 0800 é mais um instrumento para dar apoio ao médico que está na periferia de uma grande cidade ou em um município distante ou do interior. Através deste canal, o médico da Atenção Básica, antes de encaminhar o paciente para outra unidade ou nível da assistência, pode ter acesso a um médico especialista experiente, que vai tirar dúvidas e orientá-lo sobre como cuidar daquele paciente ali mesmo na periferia ou no interior. Isso vai qualificar e agilizar todo o processo de atendimento do SUS, reduzindo, por exemplo, o tempo de espera e as filas para exames/, esclarece o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Serviço
Ao ligar para o 0800 644 6543, o médico é atendido por um profissional de call-center que confirma a participação dele no Programa e remete o atendimento para uma equipe qualificada, composta por médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. O novo canal de comunicação faz parte do Telessaúde Brasil Redes, programa do Ministério da Saúde que utiliza as tecnologias de informação para apoiar os profissionais de saúde na sua prática clínica e processo de trabalho, oferecendo teleconsultorias, telediagnósticos e ações de teleducação aplicadas às questões e dificuldades vivenciadas na prática clínica, na gestão do cuidado e no processo de trabalho em saúde.
 
Além do telefone 0800 644 65 43, os serviços de teleconsultorias, telediagnósticos e ações de teleducação, podem ser feitos de duas outras maneiras: pela Plataforma Online do Telessaúde Brasil Redes (disponível no endereço: www.telessaude.gov.br), onde o profissional envia a pergunta por texto e receberá a resposta em até 72 horas e também por webconferência por meio de software de comunicação online, que deve ser agendada junto aos núcleos de Telessaúde que dão suporte a região onde o profissional atua. “Desta forma integramos Unidades Básicas de Saúde (UBS) e serviços de saúde a Núcleos de Telessaúde Técnico-científicos, capazes de imergir no problema apresentado pelo médico da atenção primária e apresentar respostas mais rápidas para a população”, afirma Mozart Sales, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde.
 
Outra ferramenta que os médicos têm a disposição para subsidiar a tomada de decisão no diagnóstico, no tratamento e na gestão é o Portal Saúde Baseada em Evidências(disponível no endereço periodicos.saude.gov.br), que possibilita o acesso as melhores publicações científicas, de conteúdo atualizado e com práticas clínicas.
 
Telessaúde
A rede do Telessaúde Brasil é composta por 14 núcleos localizados em instituições formadoras de referência e órgãos de gestão. Conta com aproximadamente 2 mil pontos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de 1.152 municípios e 21.260 profissionais das equipes de Saúde da Família. Desde 2007, foram realizadas mais de 109 mil teleconsultorias, 859 mil telediagnósticos (análise de exames de apoio a distância) e mais de 346 mil participações em atividades de teleducação. “Onde o Telessaúde já foi implantado evitamos o encaminhamento dos pacientes para atendimento em outro serviço de saúde em 70% a 80% dos casos. Isso tem um relevante impacto financeiro, além de ampliar o acesso e melhorar a resolubilidade da atenção à saúde prestada à população”, enfatiza o Secretário Mozart Sales.
 
Em 2012, o Telessaúde Brasil Redes recebeu um reforço de R$ 70 milhões para implantação de novos pontos e 64 núcleos, e estará presente, até o final de 2013, em 3.266 municípios de todas as unidades federativas.
 
Fonte Saudeweb

Oracle compra Proteus, empresa de medicamentos digitais

Pílula digital
A adquirida desenvolve o que se chama de “sensores ingeríveis” – pequenos dispositivos embarcados em pílulas que comunicam informações de saúde a sensores fora do corpo
 
Como forma de ampliar sua já formidável presença nas industrias de saúde e farmacêutica, a Oracle adquiriu uma participação no Proteus Digital Saúde, desenvolvedora de uma categoria emergente de tecnologia de cuidados de saúde chamado de medicamentos digitais.
 
A adquirida desenvolve o que se chama de “sensores ingeríveis” – pequenos dispositivos embarcados em pílulas que comunicam informações de saúde a sensores fora do corpo.
 
Nos anos recentes, a Oracle adquiriu um importante número de companhias que fazem desenvolvimento dentro deste segmento. Uma delas, por exemplo, é a ClearTrial, comprada no ano passado, que foca no desenvolvimento de aplicações de testes clínicos e analíticos, por uma soma não informada.
 
Em 2012 foi a vez da Phase Forward, uma desenvolvedora de aplicações para companhias de ciências da vida e farmacêutica, pelo montante de US$ 685 milhões. E em 2009, a compra envolveu a Relsys International, que produz aplicações para segurança de medicamentos e gestão de risco.
 
A Proteus tem mais de 500 patentes e aplicações  na área de saúde digital e sistemas de feedback.
 
Sensores ingeríveis trabalham enviando informações a outros sensores, que ficam fora do corpo, para informar como o organismo responde à ingestão de drogas. Tais dados são críticos durante o teste de novas drogas antes de aprovação do governo para comercialização.
 
A fabricante integrará a adquirida em seus produtos de testes clínicos, incluindo o Oracle Health Sciences InForm, Oracle Life Sciences Data Hub and e o Siebel Clinical Trial Management System. Não foram abertos detalhes da operação.
 
Fonte Saudeweb