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domingo, 12 de maio de 2013

Gripe: governo recomenda continuidade de vacinação a municípios que não atingiram meta

Brasília - A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe terminou sexta-feira (10), e o Ministério da Saúde recomenda que os municípios que não atingiram a meta de imunizar 80% do público-alvo continuem com a vacinação.
 
No balanço geral dos estados, apenas Alagoas, Goiás, o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul cumpriram a meta de imunizar gestantes, pessoas a partir dos 60 anos, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, profissionais de saúde, além dos doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.
 
Até a manhã de hoje, 2,6 milhões de pessoas do grupo prioritário ainda não tinham procurado os postos de saúde em todo o país. A vacinação contra a gripe começou no dia 15 de abril e foi prorrogada até hoje. Balanço do Ministério da Saúde mostra que, até as 9h, 28,7 milhões de integrantes do grupo prioritário tinham sido vacinados, o que representa 91,6% da meta do público-alvo de 31,3 milhões de pessoas.
 
Os estados que atingiram menor cobertura são Roraima (52,23%), Mato Grosso (63,1%), Tocantins (67,52%), Bahia (67,64%), e Roraima (67,87). Estão excluídas desse balanço, as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.
 
A vacina aplicada na campanha deste ano protege contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, A (H3N2) e B.
 
Fonte Agência Brasil

Nova técnica da Fiocruz promete reduzir casos de dengue antes da Copa de 2014

Rio de Janeiro - Os casos de dengue podem ser reduzidos no Rio de Janeiro antes da Copa de 2014, graças a uma técnica que está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A expectativa é do biólogo Gabriel Sylvestre, coordenador da equipe de campo da pesquisa, que está sendo realizada em três bairros do Rio e um de Niterói.
 
A nova técnica faz parte do Projeto Eliminar a Dengue – Desafio Brasil e também é desenvolvida em outros quatro países: Austrália, China, Indonésia e Vietnã. Ela prevê a inoculação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que ao entrar no corpo do inseto bloqueia a replicação do vírus da dengue.
 
“A expectativa é que o processo ocorra muito rápido. Na Austrália [onde a pesquisa também ocorre], eles viram que em poucas semanas os mosquitos [com a bactéria] são capazes de se introduzirem nos lugares. Então a gente pode assumir que, em três ou quatro semanas, os mosquitos daquela localidade não vão transmitir a dengue. Mas como o Rio é uma cidade muito movimentada, é difícil afirmar que será um processo que terá proporção muito rápida em larga escala. A gente espera resultados específicos para cada localidade e que, a partir disso, poderemos ter reduções ao longo do tempo, na medida em que formos introduzindo os mosquitos”, disse Sylvestre.
 
O pesquisador disse que a nova técnica se mostra eficiente contra as quatro cepas da dengue, conhecidas como dengue tipo 1, 2, 3 e 4.
 
“A bactéria bloqueia a replicação do vírus. Quando o mosquito que tem esta bactéria suga o sangue de alguém com dengue, o vírus entra no corpo do inseto mas não consegue se reproduzir e morre”, explicou o biólogo, que é mestre em biologia parasitária pela Fiocruz.
 
No momento, a pesquisa está na fase de coleta de mosquitos, por meio de armadilhas espalhadas em casas de moradores voluntários. No ano que vem, os mosquitos infectados com a Wolbachia começarão a ser soltos nos bairros onde a pesquisa ocorre, com a expectativa de que logo contaminem, através da reprodução, os demais mosquitos da espécie. Segundo Sylvestre, a pesquisa está sendo feita apenas com o Aedes aegypti, pois o outro mosquito que também transmite a dengue, o Aedes albopictus, não é considerado vetor da doença no Brasil.
 
Fonte Agência Brasil

Ambulatório no Rio oferece tratamento de pele para negros

Imagem da internet
Rio de Janeiro - A população negra que sofre com problemas de pele pode procurar tratamento especializado. Desde março, o Ambulatório de Dermatologia da Pele Negra, da Santa Casa da Misericórdia do Rio, oferece o serviço. São tratados casos de melasma, acne inflamatória, manchas no rosto, queda de cabelo, estrias e hiperpigmentação.
 
A responsável pelo ambulatório, a dermatologista Katleen Conceição, explica que apesar de ter mais fotoproteção do que a pele branca, a pele negra apresenta maior risco de ficar com manchas, após um procedimento médico. Além disso, segundo ela, a pele negra tem alta incidência de queloides (cicatriz) e os pelos, por serem mais curvados, tendem a obstruir os poros.
 
"O paciente vai ser encaminhado por uma unidade de saúde por profissional dermatologista. O alvo são casos de difícil resolução, no qual o paciente não teve diagnóstico", esclareceu.
 
De acordo com a dermatologista, nas consultas, os pacientes vão receber orientação sobre como cuidar dos cabelos e da pele. "Vamos orientar os pacientes como fazer a barba e quais são os produtos que eles devem utilizar. Os cabelos [da população negra] são mais fragilizados e precisam de maior hidratação. Então, vamos mostrar como deve ser feito o tratamento e como eles devem ser lavados", explicou.
 
A consulta custa R$ 60. O paciente sem condições de pagar deve encaminhar um pedido ao Departamento de Assistência Social da Santa Casa. O ambulatório funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 11h. O valor da consulta é para cobrir os custos do serviço, segundo a médica. A Santa Casa é uma instituição filantrópica e presta atendimento pelo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também particular.
 
Fonte Agência Brasil

Pesquisa aponta causas dos transtornos mentais provocados pelo ambiente de trabalho

O cientista notou que a violência no trabalho ocorre pela
 humilhação, perseguição, além de agressões físicas e verbais
São Paulo – Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) mostrou de que forma os transtornos mentais podem estar ligados a pressões impostas no ambiente de trabalho. Esta é a terceira razão de afastamento de trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
 
O coordenador da pesquisa, o médico do trabalho João Silvestre da Silva-Júnior, trabalha como perito da Previdência Social há seis anos e, tendo observado a grande ocorrência de afastamentos por causas ligadas ao comportamento, decidiu investigar o que tem provocado distúrbios psicológicos.
 
O cientista notou que a violência no trabalho ocorre pela humilhação, perseguição, além de agressões físicas e verbais e listou quatro razões principais que prejudicam a saúde mental no ambiente corporativo.
 
A primeira delas é a alta demanda de trabalho. “As pessoas têm baixo controle sob o seu ritmo de trabalho; elas são solicitadas a várias e complexas tarefas”, disse o pesquisador. O outro aspecto são os relacionamentos interpessoais ruins, tanto verticais (com os chefes), quanto horizontais (entre os próprios colegas).
 
A terceira razão é o desequilíbrio entre esforço e recompensa. “Você se dedica ao trabalho, mas não tem uma recompensa adequada à dedicação. A gente não fala só de dinheiro. Às vezes, um reconhecimento, um elogio ao que você está desempenhando”, explica Silvestre. O último aspecto citado pelo pesquisador é a dedicação excessiva ao trabalho, que também pode afetar a saúde mental.
 
A pesquisa coletou dados na unidade de maior volume de atendimentos do INSS da capital paulista, a Glicério. Foram ouvidas 160 pessoas com algum tipo de transtorno mental. Silvestre informa que, entre as pessoas que pediram o auxílio doença nos últimos quatro anos, uma média de 10% apresentava algum tipo de transtorno.
 
Segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social de 2011, mais de 211 mil pessoas foram afastadas em razão de transtornos mentais, gerando um gasto de R$ 213 milhões em pagamentos de benefícios. “Quando você entende o que gera os afastamentos, você pode estabelecer medidas para evitar os gastos”, disse. As doenças mentais só perderam, naquele ano, para afastamentos por sequelas de causas externas, como acidentes, e por doenças ortopédicas.
 
Em São Paulo, a pesquisa constatou a alta presença de trabalhadores do setor de serviços, como operadores de teleatendimento, profissionais da limpeza e da saúde com doenças mentais. “Mas essa variável do tipo de trabalho não se apresentou significativa no nosso estudo. Ela não apareceu como algo que influencia o aparecimento do transtorno mental incapacitante”, relata.
 
A pesquisa apontou que o perfil predominante entre os afastamentos foi o feminino e alta escolaridade (mais de 11 anos de estudo). Mas Silvestre alerta para uma distorção, porque as mulheres têm maior cuidado com a saúde, o que aumenta a presença feminina nas estatísticas.
 
“O sexo feminino apresentar uma maior possibilidade de transtorno mental está relacionado às mulheres terem facilidade em relatar queixas. Reconhece-se que as mulheres procuram os médicos com mais facilidade, elas têm uma maior preocupação com a saúde do que os homens”, contou. De acordo com o cientista, os homens demoram a ir ao médico e, quando vão, encontram-se em situação mais grave.
 
O fator escolaridade, segundo o estudo, pode afetar a percepção da existência das doenças. A maioria dos afastamentos ocorre com indivíduos de alta escolaridade, pois eles são mais esclarecidos. “As pessoas conseguem ter uma maior percepção de que o ambiente de trabalho está sendo opressor. Quando ela percebe que ali é um local ruim de trabalhar, ela vem a adoecer, a ter o distúrbio psicológico e termina se afastando”, disse.
 
Para melhorar o clima no trabalho e prevenir doenças, Silvestre recomenda que os profissionais ligados à saúde e segurança do trabalho das empresas tenham consciência sobre onde estão os fatores de risco. Ele sugere também uma melhora da fiscalização por parte dos ministérios do Trabalho e da Saúde.
 
Fonte Agência Brasil

Médicos reclamam da falta de profissionais nas emergências dos hospitais do Rio

Rio de Janeiro - A falta de médicos em emergências de hospitais municipais, estaduais e federais foi o principal problema destacado ontem (11) na abertura do 12º Congresso Médico dos Hospitais Públicos de Emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).
 
A presidente da organização, Maria Rosa Araújo, chegou a classificar a situação de "extrema" e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, disse que uma das causas da deficiência é a falta de dinheiro. "Todos os problemas têm como pano de fundo a falta de financiamento para a saúde. A base da questão é o financiamento", defendeu o cardiologista.
 
Aloísio Tibiriçá tratou também de questões corporativas. Disse que a desvalorização da profissão avança com o aumento do número de médicos temporários, com o pagamento de salários baixos e com as condições de trabalho precárias. "Há um limite para a vocação", resumiu.
 
Outras críticas do representante do conselho foram contra o que chamou de várias formas de contratação adotadas principalmente pelo governo do estado. "Não é possível que haja profissionais com seis formas diferentes de contratação trabalhando em um mesmo hospital", criticou Tibiriçá.
 
A subsecretária de Unidades Próprias, Ana Lúcia Neves, discordou das críticas e afirmou que existem duas formas de contratação: a estatutária e a celetista, por meio de Organizações Sociais, Fundações de Saúde ou a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde. Para ela, o modelo celetista aumenta a meritocracia: "Não nivela os profissionais por baixo, mas pelo mérito, pela capacitação e pelas responsabilidades que assumem".
 
A subsecretária do governo do estado afirmou que o problema de falta de médicos em unidades de saúde não se dá pela falta de vagas, mas pela falta de interessados em preenchê-las. "Está havendo uma inversão, porque existem muitos postos de trabalho e poucos profissionais. Talvez porque sua formação não tenha sido adequada ou porque o mercado de saúde está muito ampliado. Não há pessoas interessadas em salários de R$ 6 mil, 7 mil e até 8 mil. Em qual profissão um recém-formado consegue um emprego com esse salário?"
 
Fonte Agência Brasil