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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Após mastectomia dupla, Angelina Jolie irá retirar ovários


Segundo revista, médicos estimam que a atriz tem 50% de chances de desenvolver câncer ovariano
 
A batalha de Angelina Jolie para evitar o câncer ainda não acabou. A atriz de 37 anos, que revelou ter passado por uma mastectomia dupla , irá realizar também um procedimento para retirar os ovários.
           
De acordo com a revista "People" nesta quarta-feira (15), os médicos estimam que a mulher de Brad Pitt tem 50% de chances de desenvolver câncer ovariano devido a um defeito no gene BRCA1. 
 
Alguns médicos recomendam que a cirurgia seja realizada apenas por mulheres que já passaram dos 40 anos ou que não pretendam engravidar novamente. Angelina já é mãe de seis filhos, sendo três deles biológicos. 
 
Uma fonte contou à publicação que a vida das crianças de Angelina e Brad está "normal" e que eles não notaram nada de "estranho" nas semanas seguintes à mastectomia da mãe. Segundo uma pessoa próxima à família, o casal manteve as tradições e chegou a realizar uma "caça aos ovos" na Páscoa, período em que a atriz estava em tratamento. 
 
Fonte iG

Lei que restringe abortos na Dakota do Norte provoca debate nacional

NYT
Advogados a favor do direito ao aborto protestam em
 marcha no centro de Fargo, Dakota do Norte
Governador aprovou medida que proíbe procedimento a partir da sexta semana de gestação, o que, segundo especialistas, viola decisão anterior da Suprema Corte
 
Em março, o governador da Dakota do Norte, nos EUA, Jack Dalrymple, aprovou uma das restrições ao aborto mais rígidas do país, transformando em lei uma medida que proibirá quase todos os abortos. A decisão acabou abrindo espaço para um confronto legal sobre em que medida os Estados podem limitar o acesso ao procedimento.
 
Dalrymple, um republicano, assinou três projetos de lei aprovados pelo Poder Legislativo controlado pelos republicanos em Bismarck, capital da Dakota do Norte.
 
A lei mais rígida proíbe o aborto quando o batimento cardíaco do feto possa ser "detectado", o que pode ocorrer a partir da sexta semana de gravidez. Batimentos cardíacos de feto são detectáveis nesta etapa da gestação por meio de um ultrassom intravaginal.
 
A maior parte dos estudiosos em direito afirmam que a lei viola uma decisão da Suprema Corte no caso Roe contra Wade no qual foi estabelecido que os abortos eram permitidos até que o feto estivesse constituído e com chances de sobreviver ao nascimento - geralmente até a 24ª semana.
 
Até mesmo alguns líderes do movimento anti-aborto ao redor do país previram que as leis que proibirão o aborto no início da gravidez seriam consideradas inconstitucionais pelos tribunais federais.
           
"Embora a probabilidade dessa medida sobreviver na Suprema Corte seja questionável, esse projeto de lei representa uma tentativa legítima de um legislador estadual de descobrir os limites do caso 'Roe contra Wade'", disse Dalrymple em comunicado.
 
Segundo ele, a Suprema Corte "nunca considerou essa restrição precisa" no projeto de lei em relação ao batimento cardíaco.
 
A nova legislação coloca a Dakota do Norte, pelo menos momentaneamente, no centro dos esforços de vários Estados administrados por republicanos para coibir o direito ao aborto.
 
No início de março, os legisladores do Estado do Arkansas adotaram o que na época era uma das medidas mais rígidas contra o aborto no país, também ligada à detecção do batimento cardíaco fetal, com a proibição do procedimento depois de 12 semanas de gravidez. Esse é o prazo em que o batimento pode ser detectado por meio de um ultrassom abdominal.
           
As leis do Arkansas e da Dakota do Norte foram as primeiras vitórias de uma facção emergente do movimento contrário às interrupções de gestação que está frustrado com o progresso limitado na redução de abortos e espera que a Suprema Corte esteja preparada para mudar sua postura.
 
Os defensores do direito ao aborto que se reuniram em Fargo para pediu ao governador o veto da lei condenaram sua decisão de aprovar a proibição do aborto no Estado e consideraram a medida um ataque contra as mulheres. Sem intervenção judicial, os três projetos de lei devem entrar em vigor no dia 1º de agosto.
           
Dlarymple também aprovou uma lei exigindo que os médicos que realizam abortos adquiram uma permissão em um hospital local, o que forçaria o fechamento da clínica para abortos Red River. Uma outra lei semelhante adotada pelo Mississippi no ano passado é discutida em um tribunal federal.
 
Ele assinou uma terceira lei que poderia impedir o aborto em casos de preferência sexual - a primeira do tipo no país - e defeitos genéticos como a síndrome de Down.
 
Medidas similares para proibir o aborto quando batimentos cardíacos fetais são detectados estão sendo consideradas em vários outros Estados, incluindo Kansas e Ohio.
 
Os legisladores da Dakota do Norte e ativistas contra o aborto expuseram sua causa agressivamente durante o ano, pois foram encorajados pelas enormes reservas de dinheiro provenientes das receitas de petróleo que o Estado pode utilizar para defender suas leis e pela aprovação de restrições ao aborto em outras partes do país.
 
Ao assinar a medida, o governador pediu ao Poder Legislativo uma quantia de dinheiro suficiente para poder defender a lei, caso enfrente um desafio no tribunal. "Em nível nacional, há receptividade para isso", disse Paul Maloney, diretor-executivo do grupo Direito à Vida da Dakota do Norte . "A população da Dakota do Norte pensou: 'Temos o tipo de corpo legislativo que aprovaria esses tipos de lei'."
 
A deputada estadual Bette Grande, uma republicana que foi a principal patrocinadora do projeto de lei em relação aos batimentos cardíacos, elogiou a decisão do governador. "Este é um grande dia para os bebês da Dakota do Norte", disse, expressando confiança de que a lei venceria qualquer desafio no tribunal.
 
"O Estado tem o dever de estabelecer qual é o potencial de vida de um feto", disse. "Não há nada mais convincente de uma prova de vida do que um batimento cardíaco. E cumpre os critérios de 'Roe contra Wade'."
 
Fonte The New York Times/iG

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Padilha: política de atração de médicos estrangeiros não pode ser vista como tabu

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem (15) que a proposta do governo de atrair médicos estrangeiros para atuar no Brasil não pode ser vista como tabu, uma vez que a prática é comum em países como Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, onde o índice de profissionais com formação no exterior chega a 37%, 25% e 22%, respectivamente. No Brasil, a taxa é de 1,7%.
 
Após participar de reunião da Frente Nacional de Prefeitos, Padilha destacou que a pasta está estudando estratégias adotadas por esses países para atrair profissionais de saúde vindos do exterior. No Canadá, segundo ele, os médicos passam por um exame de validação do diploma antes de começarem a atuar. Outras localidades têm programas que prevêem autorização especial para que o profissional estrangeiro atue em áreas de maior carência.
 
Entre as hipóteses descartadas pelo ministério até o momento, de acordo com o ministro, estão a validação automática de diploma e a atração de médicos provenientes de países que têm menos profissionais por mil habitantes que o Brasil, como a Bolívia e o Paraguai.
 
Fonte Agência Brasil

Padilha: 'Não há consenso sobre eficácia da mastectomia'

O ministro da Saúde comentou caso da atriz Angelina Jolie e recomendou: toda mulher com histórico de câncer na família deve procurar o médico e fazer acompanhamento
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ser questionável a retirada dos seios como estratégia para prevenir o câncer de mama, a exemplo do que foi feito pela atriz Angelina Jolie .
 
"Como política pública, a recomendação é de que toda mulher com histórico na família de câncer deve procurar o médico e fazer um acompanhamento, a partir dos 35 anos", afirmou. "Esse é o consenso."
           
Padilha observou que medidas mais radicais, como a mastectomia, apresentam uma série de riscos, como complicações da cirurgia e infecções, além do impacto psicológico.
 
"Não há consenso no mundo sobre a eficácia de tal medida. Há relatos de pessoas que se submeteram à mastectomia e num segundo momento foi demonstrado que elas não tinham risco elevado de desenvolver o câncer", completou.
 
O ministro fez a declaração ao comentar o caso da atriz Angelina Jolie. Ela anunciou nesta terça-feira, 14, por meio de um artigo publicado no jornal New York Times, que passou por uma mastectomia dupla preventiva, após ficar sabendo que tinha um gene que a tornava extremamente propensa ao câncer de mama.
 
"Minha mãe lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56 anos", escreveu a atriz.
 
Jolie afirmou que após um exame genético ficou sabendo que tem o gene "defeituoso" BRCA1 e tinha 87% de chances de adquirir a doença.
 
Fonte iG

66% das brasileiras não relacionam HPV ao câncer de colo do útero

Especialistas se mobilizam para reverter essa realidade. Doença mata 1 mulher a cada duas horas no País
 
O câncer de colo do útero é o segundo câncer que mais afeta mulheres no Brasil, ficando atrás somente do câncer de mama. Mas, por muitas razões, ainda é pequeno o número de mulheres que se previne contra a doença, que pode ser prevenida.
 
Muitas negligenciam a gravidade da doença, tanto por falta de conhecimento como por preconceito e medo na hora de se submeter aos exames de prevenção. E o pior: 66% delas não sabem que o vírus HPV é o causador do câncer de colo do útero.
 
Mudar essa realidade é o intuito da campanha Mulheres Semeiam Vida , promovida pela Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), lançada nesta terça (14). A meta é despertar o maior número de mulheres para a prevenção e o tratamento precoce que podem salvar vidas.
           
No mundo, o câncer do colo do útero mata 1 mulher a cada 2 minutos. No Brasil, a cada 2 horas uma mulher morre por conta das complicações dele. O câncer, em seus estágios iniciais, é assintomático, ou seja, silencioso. E a falta de sintomas faz com que a mulher negligencie a prevenção, diz José Focchi, professor adjunto do departamento de ginecologia da Unifesp.
 
"É preciso que o exame periódico se torne um hábito para mulheres a partir dos 25 anos", orienta o médico.
 
O grande vilão do câncer de colo do útero é o vírus HPV e as mais de 130 variações deste vírus, algumas extremamente agressivas. Os tipos 16 e 18 são os mais comuns causadores do câncer, mas é importante esclarecer que ter HPV não significa necessariamente desenvolver a doença. Na grande maioria dos casos, o próprio sistema imunológico já elimina o vírus, assim como expurga uma gripe comum sem maiores complicações.
 
Estimativas apontam que cerca de 80% da população mundial terá contato com o HPV ao longo da vida, porém 90% desse percentual eliminará o vírus naturalmente. A parcela restante desenvolverá o câncer, pois ele depende também de outros fatores externos, como fumo, uso de anticoncepcionais e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis.
 
Prevenção
De acordo com a pesquisa feita pelo Ibope com 700 mulheres de seis capitais brasileiras e apresentada no lançamento da campanha, apenas 24% das que sabiam da existência do HPV associaram a vacina como forma de prevenção. Hoje, ela é considerada uma das formas de prevenção mais eficazes contra a doença. A imunização, no entanto, ainda não está amplamente disponível na rede pública, o que demanda um investimento financeiro relativamente alto para quem deseja se prevenir.
           
Outra forma muito eficaz de proteção é o uso do preservativo. Embora a camisinha não ofereça 100% de proteção contra o HPV, pois o contato do vírus com a pele levemente lesionada já é uma porta aberta, ela é uma ótima opção. Um sistema imunológico saudável também ajuda a aumentar as chances de evitar a doença, pois os anticorpos eliminam o vírus assim que ele entra em contato com o corpo.
 
A pesquisa revelou ainda que em 50% dos novos casos de câncer de colo do útero, a mulher nunca havia feito o exame de papanicolaou e 10% não haviam feito nenhum exame nos últimos 5 anos.
 
Um levantamento feito pelo presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC), Garibalde Mortoza Junior, mostra que, mesmo na saúde privada, apenas 53% das usuárias se submetem ao papanicolaou.
 
Fonte iG