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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Higienização das mãos é capaz de reduzir em 70% casos de infecção

Com uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, o grupo Santa Joana alcançou índice de infecção hospitalar de 0,3%, o que é baixo se comparado à média nacional de 2,8%
 
Nesta quarta-feira (15), comemorou-se o Dia do Combate à Infecção Hospitalar, criado para alertar sobre o perigo das superbactérias. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções hospitalares atingem aproximadamente 14% dos pacientes internados no Brasil, podendo chegar a 100 mil mortes por ano. Para a OMS, somente a higienização adequada das mãos, entre o atendimento de um paciente e outro, e antes da realização de qualquer procedimento invasivo seria capaz de reduzir em 70% os casos de infecção.
 
Para a infectologista e presidente da CCIH do Hospital e Maternidade Santa Joana, Rosana Richtmann, a higienização das mãos é a medida mais eficaz no controle da infecção hospitalar e deve ser incorporada por todos, em casa, no trabalho ou mesmo na rua. O Santa Joana e a Maternidade Pro Matre, pertencentes ao mesmo grupo, possuem uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) embasada em normas brasileiras e órgãos internacionais. Rosana ressalta que uma comparação entre os índices do grupo e de hospitais de referência no Brasil e no mundo detectou que o índice de infecção hospitalar na Instituição é de 0,3%, o que é baixo se comparado à média nacional de 2,8%. O que é nove vezes menor que a média nacional.
 
“O ideal é usar álcool em gel sempre que chegar da rua, antes de se alimentar, depois de usar o banheiro entre outros”, afirma. Segundo a doutora, é importante ter sempre um frasco de álcool em gel na bolsa, pois nem sempre é fácil encontrar uma pia para lavar as mãos, por exemplo, se for fazer uma refeição na rua. Nessas circunstâncias, ter o álcool em gel resolve a questão.
 
As mãos costumam ser o principal veículo de contágio, pois está diretamente em contato com objetos e lugares que podem estar contaminados, sendo a porta de entrada para vírus, fungos e bactérias. A doutora em saúde pública pela USP e especialista em saúde da pele, pesquisadora da GOJO, Luciana Barbosa, explica que transformar a lavagem das mãos e o uso do álcool em gel em um hábito frequente é benéfico para todos e pode salvar mais vidas.
 
“Lavar as mãos com sabonete comum (sem ser bactericida) previne 80% das doenças transmissíveis pelo contato entre mãos, superfícies e outras pessoas. Já o antisséptico à base de álcool é mais eficaz porque consegue eliminar 99,99% dos germes mais comuns presentes nas mãos, podendo ser bactérias, fungos e vírus”, destaca a especialista. Luciana ainda reforça que a principal diferença entre eles é que o antisséptico não tem enxágue e pode ser utilizado em qualquer lugar e possui princípio ativo bactericida mais eficaz do que o sabonete, mas ambos são métodos seguros e indicados para prevenir a transmissão.
 
Ainda segundo a pesquisadora, em 2002 o Centro de Controle de Doenças dos EUA recomendou a substituição da lavagem das mãos com água e sabão pela utilização do álcool em gel, espuma ou líquido, pois é mais eficaz, mais barato, resseca menos a pele e ainda gasta menos tempo.
 
Fonte Saudeweb

Segurança, BYOD e nuvem preocupam CIOs da Saúde

“A troca de dados ocorre sem segurança, querendo ou não, independentemente de quantos controles de segurança estiverem em vigor" afirma participante de um grupo de foco da HIMSS Analytics
 
Sete executivos sêniores de TI, que participaram de um grupo de foco conduzido pelo grupo de análise da HIMSS Analytics, citaram preocupações com segurança de dados – especialmente os dados relacionados ao crescente uso de dispositivos móveis pessoais – entre os principais desafios que enfrentam. Outras questões urgentes são o crescimento da necessidade por storage de dados e troca de informações de saúde.
 
Embora fosse um grupo pequeno, o que os participantes disseram reflete as prioridades de infraestrutura de TI da indústria, como foi representado em uma recente pesquisa realizada pela Health Information Management and Systems Society (HIMSS).
 
Os executivos de TI lamentam a perda do controle sobre gerenciamento de dispositivo em um ambiente “bring your own device” ou BYOD. Como um deles observou, “você não consegue bloquear e-mail pessoal”. Outro participante destacou que com a proliferação de smartphones pessoais e iPads nos hospitais, “a troca de dados ocorre sem segurança, querendo ou não”, independentemente de quantos controles de segurança estiverem em vigor. Os fornecedores tendem a encontrar formas de contornar que colocam os dados em risco, disseram vários deles.
 
De acordo com uma pesquisa da HIMSS, de Dezembro de 2012, sobre dispositivos móveis, 75% dos hospitais usam capacidades de “limpeza remota” para eliminar dados de dispositivos perdidos ou roubados. Além disso, muitas instalações usam dispositivos móveis para acessar dados, mas não para armazena-los, como observou Jennifer Horowitz, pesquisadora sênior da HIMSS Analytics, em entrevista.
 
“Na maior parte, as organizações utilizam esses dispositivos como ferramentas de acesso e não necessariamente como ferramentas de armazenamento. Eles não querem que os dados residam no dispositivo”, disse ela.
 
Os participantes do grupo de foco observaram que o uso de redes sem fio torna difícil, senão impossível, prevenir o uso da Internet por funcionários para fins pessoais. Embora alguns hospitais tentem restringir o acesso a websites como Amazon, Facebook e Twitter, eles sabem que os funcionários conseguem acessar esses sites usando a rede para convidados das instituições.
 
Quando os médicos estão trabalhando e não brincando, eles podem encontrar “zonas de queda” nas redes sem fio, pontos onde o sinal para dispositivos móveis se perde. Os participantes relataram que usam uma variedade de soluções para lidar com esse problema, incluindo “desktops virtuais”, que permitem que usuários com perda de sinal continuem de onde pararam quando conseguem se reconectar. Um participante disse que sua instituição usa uma rede de micro-ondas para transmitir e receber dados em locais onde o sinal de celular é bloqueado.
 
Armazenamento de dados foi citado como outra preocupação, principalmente devido à disseminação de arquivos de dados em imagem e sistemas de comunicação (PACS). Entre esses problemas está “a habilidade de armazenar o crescente número de imagens, os desafios na troca de imagens criada por médicos remotos e a segurança de imagens tiradas com uma máquina móvel”, de acordo com o relatório.
 
Um participante disse que sua organização tinha dificuldades em se conectar com sites remotos porque a única solução disponível era “dolorosamente lenta”. Ainda assim, ele não mencionou a possibilidade de usar um serviço de nuvem para armazenar dados e aplicativos.
 
Em geral, os participantes “estão abordando o uso da nuvem com cautela”, disse o relatório.
 
Alguns executivos disseram que estavam confortáveis com o uso de uma nuvem privada hospedada pelo principal fornecedor de TI de saúde. Porém, eles ainda parecem mais dispostos a armazenar dados administrativos na nuvem do que dados clínicos que contenham informações pessoais de saúde.
 
Um dos maiores obstáculos contra o uso da nuvem, de acordo com Horowitz, é a dificuldade que os fornecedores têm em obter acordos de associados de negócio (BAAs) com as empresas de computação nuvem. Sob as mais recentes regras do HIPAA, os provedores devem ter BAAs com as empresas de computação de nuvem. Se não tiverem, eles podem ter problemas com o governo, já que correm o risco de serem processados em caso de brecha de segurança envolvendo informações pessoais de saúde.
 
“Se os hospitais colocarem informações na nuvem, e um terceiro tiver acesso ou controle sobre essas informações, os hospitais precisam se sentir seguros quanto aos mecanismos de segurança em vigor”, disse Horowitz. Embora a Microsoft e a Box tenha, recentemente, anunciado que têm BAAs complacentes com o HIPAA, outros fornecedores de nuvens públicas não parecem ter. Não está claro, no entanto, por que qualquer fornecedor de tecnologia que oferece serviço de hospedagem de nuvem privada desenvolvida especialmente para hospitais ou clínicas médicas não assinariam um BAA.
 
Lisa Gallagher, VP de soluções de tecnologia da HIMSS, disse à InformationWeek EUA que, até pouco tempo atrás, “alguns fornecedores de nuvem relutavam em assinar BAAs”. Mas a nova regra Omnibus, do HIPAA, deixa claro que todos os provedores de serviços de saúde devem ter tal acordo em vigor com fornecedores de nuvem. “Portanto, agora, fornecedores de nuvem devem assinar BAAs quando seus serviços incluem receber e armazenar PHI [informação pessoal de saúde]”.
 
Fonte Saudeweb

BD aposta em tecnologia para diagnóstico clínico

Em 2013, a empresa vai focar na promoção dos produtos que são destaques em tecnologia e no diagnóstico clínico
 
A companhia global BD (Becton, Dickinson and Company), fundada no ano de 1897 em New Jersey (EUA), mostrou, mais uma vez, a sua força no Brasil e foi eleita a  vencedora da categoria Materiais de Insumos, quesito Materiais de Consumo, do Top Hospitalar – repetindo o feito do ano passado.
 
Dedicada a melhorar as terapias medicamentosas e aumentar a velocidade do diagnóstico de doenças infecciosas, a BD ficou à frente das também finalistas Johnson & Johnson e B. Braun Brasil. 
 
Para o diretor de relações governamentais e assuntos corporativos, Walban Damasceno de Souza, os destaques que impulsionaram a companhia ao longo de 2012 foram: AccuVein AV300, aparelho portátil para visualização de veias; o BD Sure Path®,  citologia em meio líquido para exames de prevenção do câncer de colo de útero; o BD FACSVerse® e o BD Accuri®, ambos voltados para citometria de fluxo.
 
“Em 2013 a BD continuará focando seus esforços na promoção dos produtos que são destaques em tecnologia, qualidade e segurança do trabalhador e diagnóstico clínico. Novos produtos, com avançada tecnologia estão no nosso pipeline e novidades serão anunciadas em breve”, conta Souza.  
 
Fonte Saudeweb

Cirurgia separa com sucesso siamesas de 8 meses em São Paulo

Ana Clara e Any Vitória nasceram unidas pela base da coluna
Adriano Vizoni - 3.dez.2012/Folhapress
Ana Clara e Any Vitória nasceram unidas pela base da coluna
As gêmeas siamesas Ana Clara e Any Vitória, de 8 meses, chegaram ao Instituto da Criança do HC unidas pela parte inferior da coluna e pelos órgãos pélvicos.
 
Depois de uma cirurgia de dez horas, que envolveu 15 profissionais -- cirurgiões, anestesistas e enfermeiros --, elas puderam seguir separadamente para o quarto.
 
De acordo com o chefe de Cirurgia Pediátrica do Instituto da Criança, Uenis Tannuri, os órgãos das irmãs eram duplicados, mas muito aderidos. "Tivemos que separar todos os órgãos. Contamos com a ajuda de um colega neurocirurgião para a separação da coluna sacral e a cirurgia foi muito bem", diz.
 
Com o procedimento bem-sucedido, as meninas receberam alta nessa terça-feira, após duas semanas de recuperação. Mas a família, vinda de Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte (RN), permanece na casa de parentes até que o médico autorize a viagem de volta para casa.
 
A mãe, Elsivânia Kátia da Costa, 28, soube que teria siamesas antes do terceiro mês de gestação. "Fiquei assustada, nunca imaginei isso. Mas botei nas mãos de Deus e acreditei que daria certo."
 
Do Rio Grande do Norte, as irmãs foram encaminhadas para o Instituto da Criança, em São Paulo, que já reunia experiência de 21 casos semelhantes ocorridos nos últimos 20 anos.
 
Segundo Tannuri, o nascimento de siameses é muito raro e 80% deles morrem nos primeiros meses.
 
Fonte Folhaonline

Vantagem imunológica explicaria maior longevidade feminina

BBC
Cientistas japoneses descobriram diferenças de imunidade
 de homens e mulheres
Cientistas constataram que, com o avançar dos anos, os homens têm uma queda mais acentuada do que as mulheres no número de componentes do sistema de defesa do corpo
 
Um estudo japonês sugere que mulheres vivem mais do que homens porque o sistema imunológico feminino passa por modificações mais lentamente com a idade.
 
De acordo com a pesquisa da Universidade Médica e Odontológica de Tóquio, ainda que o sistema imunológico de todas as pessoas fique mais debilitado com a idade, no caso dos homens esse processo é mais rápido, o que explica a menor longevidade deles.
 
O sistema imunológico protege o corpo de infecções, mas também está associado ao surgimento de doenças caso não esteja bem regulado. A equipe de cientistas liderada pelo professor Katsuiku Hirokawa analisou amostras de sangue de 356 homens e mulheres saudáveis com idades entre 20 e 90 anos.
           
Eles mediram no sangue a quantidade de leucócitos (glóbulos brancos, células do sistema imunológico) e de moléculas chamadas citocinas, que permitem às células imunológicas coordenarem a resposta do corpo a alguma doença.
 
Linfócitos
Entre homens e mulheres o número de leucócitos por pessoa caiu com a idade, como era esperado e comprovado por estudos anteriores. No entanto, em um exame mais detalhado foram reveladas diferenças entre homens e mulheres em dois tipos de células que são componentes importantes do sistema imunológico, os linfócitos T e os linfócitos B, dois tipos de leucócitos.
 
Os cientistas constataram que, com o avançar dos anos, a queda do número da maioria dos linfócitos T e B mostrou ser mais rápida em homens. Os homens também mostraram ter um declínio mais rápido em dois tipos de citocinas que naturalmente se tornam menos comuns com o avançar da idade.
 
Além disso, o número de dois tipos específicos de linfócitos que costumam se tornar mais numerosos com a idade, T CD4 e as chamadas células exterminadoras naturais, aumentou mais em mulheres do que em homens ao envelhecerem.
 
Sem surpresa
"Mudanças relacionadas à idade em vários parâmatros diferem entre homens e mulheres", escreveu Hirokawa e sua equipe no relatório, divulgado na publicação científica Immunity & Ageing.
 
"Nossas descobertas indicam que uma taxa de declínio mais lenta destes parâmetros imunológicos em mulheres, em comparação aos homens, é coerente com o fato de que mulheres vivem mais do que homens."
 
Tom Kirkwood, do Instituto de Envelhecimento e Saúde da Universidade de Newcastle upon Tyne, na Grã-Bretanha, disse que as descobertas dos cientistas japoneses são úteis, mas não surpreendem.
 
"É provavel que o envelhecimento mais lento no sistema imunológico de mulheres reflita uma taxa geral de envelhecimento mais lenta, não que o próprio sistema imunológico estabeleça esse ritmo", afirmou o professor à BBC.
 
Fonte iG