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sábado, 1 de junho de 2013

Camex reduz a zero Imposto de Importação de sete medicamentos

Brasília – Sete medicamentos utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS), e sem concorrentes fabricados no Brasil, tiveram o Imposto de Importação zerado. A decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi publicada ontem (31) no Diário Oficial da União.
 
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a diminuição das tarifas vai contribuir para a redução das despesas do SUS, porque os medicamentos são caros e provocam grande impacto no orçamento do Ministério da Saúde.
 
A medida abrange três medicamentos usados no tratamento da artrite reumatoide (Abatacepte, Cetolizumabe Pegol e Golimumabe), dois remédios para a hepatite C (Telaprevir e Boceprevir), um medicamento indicado para prevenção de infecções respiratórias (Palivizumabe) e o hemoderivado Fator 8, usado no tratamento de hemofílicos. Para os medicamentos contra a hepatite C, o Imposto de Importação caiu de 8% para 0%. Nos demais casos, a tarifa passou de 2% para 0%.
 
Para não descumprir as políticas comerciais do Mercosul, que limitam o número de produtos que podem ter tarifas diferentes do restante do bloco, a Camex teve de aumentar o Imposto de Importação dos congeladores blast freezers, utilizados no congelamento de plasma sanguíneo. Esse equipamento foi retirado da lista de exceções à tarifa externa comum e voltou a pagar 20% para entrar no país, mesma tarifa cobrada no restante do Mercosul.

Fonte Agência Brasil

Propostas no Congresso que tratam de saúde são vazias, diz pesquisador

Quase 10% dos projetos de lei que tramitaram no
Congresso Nacional entre 2011 e 2012 estão
relacionadas a saúde
Brasília - Quase 10% dos projetos de lei que tramitaram no Congresso Nacional entre 2011 e 2012 estão relacionadas a saúde. É o que indica a pesquisa Observatório da Saúde no Legislativo: as Proposições em Saúde no Âmbito do Congresso Nacional (2011-2012), feita pelo pesquisador Ivan Pricken de Bem. Para Pricken,  7.076 propostas somam um número alto, porém, as propostas são vazias. “As políticas não têm qualidade”.
 
Do montante, 142 propostas falam sobre álcool, tabaco e outras drogas, os principais temas das propostas. Isenção de impostos e benefícios são tema de 131 proposições, enquanto o Sistema Único de Saúde é assunto tratado em 123.
 
O levantamento mostra que o tema de proposição em saúde menos abordado no Congresso Nacional no período da pesquisa foi a saúde indígena, que foi mencionada uma vez. “A partir do momento que foi aprovado [o projeto sobre saúde indígena], não teve uma reformulação dessa política e nem uma avaliação para ver se ela estava sendo eficaz. Acabou caindo no esquecimento. Hoje em dia a representação indígena no Congresso, pelo menos no relacionado à saúde, é nula”, disse o pesquisador.
 
* Com informações da Agência Fiocruz de Notícias
 
Fonte Agência Brasil

Argentina e Cuba desenvolvem vacina para combater câncer de pulmão

Buenos Aires – Cientistas e pesquisadores argentinos e cubanos desenvolveram uma vacina que ajuda a combater o câncer de pulmão. O medicamento, resultado de 18 anos de pesquisa, começa a ser comercializado na Argentina em julho. Laboratórios de 25 países, entre eles o Brasil, México e Uruguai estão interessados em obter a licença de fabricação.
 
“A vacina reativa o sistema imunológico do paciente, para que ele possa criar anticorpos contra as células cancerígenas”, explicou, em entrevista a Agência Brasil, o médico Daniel Alonso, um dos pesquisadores argentinos. “Não substitui tratamentos existentes, como quimioterapia ou radioterapia. Mas contribui para aumentar a sobrevida do paciente”, disse.
 
Segundo Alonso, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença quando o câncer no pulmão está em estado avançado. Como os tumores são provocados por células do próprio organismo, que sofreram mutação, o sistema imunológico não detecta um corpo estranho e, portanto, não reage. Os médicos usam quimioterapia e radioterapia para matar as células cancerígenas, mas os dois tratamentos também destroem outros tecidos.
 
O câncer de pulmão é um dos mais agressivos e mata 1,38 milhão de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina foi desenvolvida por um consórcio de empresas privadas e do setor público, da Argentina e de Cuba
 
Fonte Agência Brasil

Saiba o que comer para controlar a gula

Laranja: frutas cítricas são boa opção contra a gula
Alguns alimentos dão mais saciedade que outros. Conheça alguns aliados da sua dieta

Controlar a fome não é fácil, mas é possível contar com a ajuda de muitos alimentos que contêm fibras e outros componentes, mantendo a vontade de comer mais tempo longe do estômago.
           
As fibras estão em primeiro plano quando a questão é saciedade. As solúveis, que estão presentes nos vegetais folhosos, como a rúcula, alface ou agrião, e também nas cascas das frutas, funcionam como uma espécie de esponja, absorvendo água e aumentando o bolo alimentar. Com esse tipo de fibra no estômago, o cérebro entende que o corpo já tem comida suficiente para funcionar e conforta o organismo com a sensação de saciedade.
           
Consumir gorduras boas ajudam a saciedade. Azeite, óleo de coco, sardinha, atum, salmão, abacate e semente de linhaça são alguns exemplos dos alimentos ricos em gorduras boas, que, consequentemente, precisam de mais tempo para uma digestão completa. Mas atenção: essas gorduras não oferecem saciedade sozinhas. Elas devem ser combinadas com alimentos ricos em fibras.

Outra boa dica é acrescentar farinha de frutas nos sucos. As farinhas de banana verde e de maracujá contêm pectina, que é uma fibra solúvel. Essa fibra se transforma e um gel quando entra em contato com o estômago, e evita que ele esvazie rapidamente.

A nutricionista Roseli Rossi, especialista em nutrição clínica funcional, da clínica Equilíbrio Nutricional , lembra de um truque fácil, que torna a digestão mais lenta, refletindo na saciedade: mastigar bem os alimentos.

Veja a seguir algumas sugestões de alimentos que ajudam na saciedade:
 
Acelga
 
Aveia
 
Azeite de oliva (em pequena quantidade)
 
Batata-doce
 
Carnes, como o músculo
 
Couve
 
Ervilhas secas
 
Escarola
 
Grão-de-bico
 
Inhame
 
Laranja
 
Lentilha
 
Peito de frango
 
Repolho
 
Fonte iG

Brasil quer avaliar benefícios da cerveja para o coração

Uma das hipóteses para explicar o efeito protetor da cerveja nas artérias é
 o próprio álcool, além das vitaminas B3 e B6, proteínas e sais minerais
País é o terceiro com maior consumo de cerveja no mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Suspeita é que bebida evita o entupimento dos vasos sanguíneos
 
Terceiro país com maior consumo de cerveja no mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos, o Brasil vai iniciar uma pesquisa para avaliar os possíveis benefícios do consumo moderado da bebida para o coração, assim como ocorre com o vinho.
 
Estudos internacionais demonstram que ingerir cerveja em quantidades moderadas - o que significa beber de uma a duas latas por dia, no máximo - tem um efeito protetor nos vasos sanguíneos, evitando a aterosclerose (entupimento dos vasos) e um possível infarto.
 
A pesquisa será feita por meio de uma parceria da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) com o Hospital do Coração (HCor), que vai conduzir os estudos com dois grupos de voluntários: um de abstêmios e outro de pessoas que bebem cerveja regularmente.
 
Outros detalhes da pesquisa serão definidos no sábado, 1º de junho, durante o 34º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), após o simpósio que vai apresentar os resultados de pesquisas feitas em animais na Universidade de Barcelona, na Espanha, pela médica Lina Badimón.
 
Segundo o médico Nabil Ghorayeb, da SBC, a pesquisa no Brasil deve seguir os passos da experiência com o estudo do vinho, que já é feito no HCor. "Pelos resultados da Espanha, deu para perceber que existe um paralelo muito semelhante ao observado no vinho", afirma ele. "Lá, o consumo moderado de cerveja reduziu os índices de aterosclerose em animais", diz.
 
Álcool
Segundo o cardiologista Luiz Antônio Machado César, diretor do Núcleo Café e Coração do Instituto do Coração (Incor), uma das hipóteses para explicar o efeito protetor da cerveja nas artérias é o próprio álcool, além das vitaminas B3 e B6, proteínas e sais minerais.
 
"Há estudos que demonstram que o álcool em quantidades adequadas tem um efeito benéfico para os vasos sanguíneos, evitando a aterosclerose. O problema são as alterações deletérias do álcool nos outros órgãos, caso ele seja consumido em excesso", diz César. "Na pesquisa com animais, quando as quantidades de cerveja ultrapassavam a quantidade tecnicamente efetiva, o quadro era de piora", complementa César.
 
Os médicos reforçam a importância de uma pesquisa com uma das bebidas mais consumidas no País. "Aqui a cerveja é muito mais diversão do que complemento alimentar. A pesquisa vai avaliar o consumo como alimento", diz César. 
 
Fonte iG