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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Desaquecimento pós-exercícios é dispensável, mostram estudos

Desaquecimento pós-exercícios é dispensável, mostram estudos
Você às vezes deixa de fazer exercícios de desaquecimento depois de malhar? Se sim, talvez não esteja perdendo grande coisa.
 
A maioria das pessoas aprende que reduzir a intensidade da malhação e fazer alongamentos antes de concluir uma atividade física impede a dor muscular, favorece a flexibilidade e acelera nossa recuperação fisiológica. Mas essas ideias não resistem bem a um exame mais atento.
 
Num estudo publicado no "Journal of Human Kinetics", um grupo de 37 adultos ativos seguiu um programa cansativo de movimentos rápidos para frente, segurando halteres. Alguns dos voluntários fizeram aquecimento antes, pedalando por 20 minutos numa bicicleta ergométrica. Outros não fizeram aquecimento, mas se desaqueceram após os exercícios, com os mesmos 20 minutos na bicicleta. Outro grupo não fez nem aquecimento nem desaquecimento.
 
No dia seguinte, os voluntários se submeteram a um exame de limiar de dor. Os voluntários que tinham feito aquecimento não estavam com músculos doloridos. Os que tinham desaquecido apresentaram um limiar de dor mais baixo: seus músculos doíam. O limiar de dor do grupo que fez desaquecimento foi igual ao do grupo de controle. O desaquecimento não contribuiu em nada para reduzir a dor.
 
Em dois outros estudos, jogadores de futebol profissionais na Espanha passaram por testes físicos. Depois dos testes, alguns pararam de se exercitar, enquanto outros fizeram desaquecimento. Nos testes feitos em seguida, quase não houve diferença entre os dois grupos.
 
"Os dados disponíveis sugerem de modo convincente que o desaquecimento não reduz a dor muscular pós-exercícios", diz Rob Herbert, pesquisador sênior da Neuroscience Research Australia e autor de um estudo precursor de 2007 sobre desaquecimento.
 
Nesse experimento, adultos saudáveis passaram 30 minutos numa esteira ergométrica andando para trás em descida. Alguns dos voluntários primeiro andaram para frente por dez minutos, como aquecimento. Outros fizeram o mesmo depois, para se desaquecer. Ainda outros não fizeram nem aquecimento nem desaquecimento.
 
Dois dias depois, o grupo que tinha feito desaquecimento estava tão dolorido quanto o grupo de controle.
 
Especialistas dizem que uma razão para optar por um período de desaquecimento é que, após exercícios físicos vigorosos, o sangue pode se acumular na parte inferior do corpo, o que pode gerar tontura e desmaios.
 
Uma caminhada curta, em vez de um desaquecimento mais formal, pode restaurar o fluxo de sangue ao cérebro, prevenindo a tontura.
 
Mesmo que não tenha função maior, o desaquecimento pode ser agradável. Para Herbert, a não ser que descobertas científicas futuras indiquem o contrário, "as pessoas não deveriam se preocupar com o desaquecimento. Se gostarem, isso não lhes fará mal algum. Mas, se não tiverem vontade de fazê-lo, não há problema".
 
Fonte Folhaonline

Chegar aos 50 anos em boa forma física protege contra o câncer, diz estudo

Um novo estudo oferece mais um motivo para investir no condicionamento físico: diminuir o risco de câncer.
 
Resultados de uma pesquisa com mais de 17 mil homens nos EUA apontam que quem tem um alto nível de condicionamento cardiovascular tem um risco menor de ter câncer e morrer da doença.
 
O benefício independe do IMC (Índice de Massa Corporal), isto é, uma pessoa magra que não se exercite tem um risco maior de ter câncer do que uma pessoa acima do peso que faça atividades físicas, de acordo com o trabalho apresentado no encontro anual da Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica), em Chicago.
 
Os resultados também levaram em conta tabagismo e idade.
 
Outros estudos já haviam mostrado que o condicionamento físico é mais importante do que o peso para prevenir doenças. Um deles, publicado no ano passado no "European Heart Journal", concluiu que obesos considerados saudáveis após exames tiveram um risco 38% menor do que os não saudáveis de morrer por qualquer causa.
 
Na nova pesquisa, os participantes fizeram um teste de esforço na esteira, usado para prever o risco cardiovascular, por volta dos 50 anos.
 
Editoria de arte/Folhapress
Os pesquisadores seguiram os voluntários por cerca de 20 anos para ver quem desenvolveria câncer colorretal, de pulmão e próstata.
 
Nesse período, 2.885 homens receberam o diagnostico desses tumores --347 morreram da doença e outros 159 morreram de problemas cardiovasculares.
 
Ao ligar os dados do teste de esforço com o diagnóstico de câncer, os pesquisadores concluíram que os participantes com maior nível de condicionamento tinham um risco 68% menor de ter câncer de pulmão e 38% menor de ter câncer colorretal do que os mais sedentários.
 
Não houve diferença no risco de desenvolver a doença na próstata.
 
Entre os que tiveram câncer, o bom condicionamento físico foi ligado a um risco menor de morte.
 
Para o oncologista Fábio Kater, responsável pelo centro de oncologia clínica do Hospital 9 de Julho e que participa da conferência, já se tinha uma ideia de que o exercício poderia ter esse efeito protetor --um estudo já havia mostrado que, entre as mulheres, o exercício ajuda a prevenir contra o câncer de mama.
 
"A pesquisa tem um peso grande pelo tamanho da amostra e tempo de seguimento. Mudanças no estilo de vida podem ter um grande impacto a longo prazo."
 
Ainda é preciso investigar as razões por trás dessa ligação. A oncologista clínica Veridiana Pires de Camargo, do Hospital Sírio-Libanês, afirma que algumas hipóteses são a redução da inflamação e da gordura, a melhora da imunidade e até a liberação de endorfinas por causa dos e exercícios.
 
Fonte Folhaonline

O que é uma boa higiene bucal?

Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou
sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental
Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas.
 
O que é uma boa higiene bucal?
Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal adequada:
 
- Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;

- A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e o uso do fio dental;

- O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
 
Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver experimentando um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave.
 
Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.
 
Como garantir uma boa higiene bucal?
Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter de seus dentes e gengivas em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas.
 
Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves.
 
 
Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, gengivite e outros problemas bucais.
 
- Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.

- Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.

- Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.

- Usar enxagüante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.

- Garantir que as crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.
 
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2013 Colgate-Palmolive.

Caminhar ou pedalar até a escola melhora desempenho

Léo Ramos
Exercícios físicos, além de ser hábito saudável, torna
crianças mais ativas no restante do dia
Pesquisas mostram que alunos que vão a pé ou de bicicleta para a aula tem melhor rendimento coginitivo e se concentram mais nas tarefas escolares
 
Nada de carro e ônibus. Um estudo divulgado recentemente, elaborado por pesquisadores da Universidade de Granada, Universidade Autónoma de Madrid e Universidade de Zaragoza, na Espanha, mostrou que os adolescentes que vão à pé para a escola (caminhando pelo menos 15 minutos por dia) apresentam melhor rendimento cognitivo em relação àqueles que utilizam ônibus ou carro. O estudo avaliou 1.700 jovens entre 13 e 18 anos (808 meninos e 892 meninas) de cinco cidades espanholas.
 
Os autores concluíram que os alunos que caminham 15 minutos, em relação àqueles que não o fazem, melhoram o desempenho escolar porque o exercício, além de se tornar um hábito saudável e diário, estimula suas funções cognitivas. Isso contribui para que se tornem mais ativos no restante do dia e, consequentemente, em sala de aula.
 
Na adolescência a plasticidade do cérebro é maior do que qualquer outro período da vida, por isso, é importante estimular atividades físicas nessa fase. “Os adolescentes que não praticam exercícios, como caminhar ou pedalar, acabam tendo menos estímulos, que são necessários para melhorar sua aprendizagem e desempenho acadêmico”, disseram os investigadores da pesquisa ao ABC.es.
 
Para chegar a essa conclusão, os investigadores estudaram variáveis ​​relativas ao deslocamento dos jovens até a escola, como ir à pé, carro, ônibus, moto, entre outros, e quanto tempo gastavam. Além das variáveis ​​antropométricas – como o índice de massa corporal, o percentual de excesso de peso e obesidade. Avaliaram também as atividades extracurriculares realizadas pelos estudantes, assim como os dados socioeconômicos e o grau de escolaridade dos alunos e de suas famílias.
           
Em seguida, para medir o desempenho cognitivo desses alunos, os pesquisadores usaram a versão de um teste espanhol que mede a proficiência na língua, a velocidade em realizar cálculos matemáticos e capacidade de raciocínio.
 
De bike
A pouco mais de 2.500 km de distância da Espanha, outra pesquisa – a Danish Science Week – realizada em 2012 por pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, revelou que as crianças que vão à pé ou de bicicleta à escola se mostravam com mais concentração na realização de tarefas escolares.
 
O estudo analisou cerca de 20 mil crianças, de cinco a 19 anos, e concluiu que ao caminhar ou pedalar ao local onde estudavam, as crianças apresentavam mais facilidade, em comparação àquelas que iam de automóvel, de montar um quebra-cabeça, por exemplo.
 
Segundo os pesquisadores, as boas implicações da caminhada ou pedalada perduram nas crianças por até quatro horas depois do exercício físico. Ainda de acordo com a pesquisa aquelas que não vão de carro ou ônibus têm uma relação mais íntima com os arredores dos bairros onde vivem, já que os conhecem melhor as paisagens do que aqueles que pegam caronas com seus pais. Isso permite, por exemplo, que, ao longo dos anos, as crianças e os jovens não se tornem tão dependentes dos automóveis.
 
Fonte iG

Prolapso da válvula mitral

Prolapso da válvula mitral
Definição
O prolapso da válvula mitral é um problema cardíaco no qual a válvula que separa as câmaras superior e inferior do lado esquerdo do coração fecha apropriadamente.
 
Nomes alternativos
Síndrome de Barlow; válvula mitral frouxa; válvula mitral com presença de mixoma; válvula mitral abaulada; síndrome do clique-sopro sistólico; síndrome do prolapso do folheto mitral
 
Causas, incidência e fatores de risco
A válvula mitral ajuda o sangue no lado esquerdo do coração a fluir em uma direção. Ela se fecha para evitar que o sangue retorne quando o coração bate (contrai).
 
Prolapso da válvula mitral é o termo usado quando a válvula não se fecha apropriadamente. Isso pode ser causado por vários fatores diferentes. Na maioria dos casos é inofensivo, e os pacientes geralmente não sabem que têm o problema. Em torno de 10% da população têm alguma forma menor, insignificante de prolapso da válvula mitral, mas isso normalmente não afeta seu estilo de vida.
 
Em alguns poucos casos, o prolapso pode causar refluxo do sangue. Isso é chamado de regurgitação mitral.
 
As válvulas mitrais que são estruturalmente anormais podem aumentar o risco de infecção bacteriana.
 
Algumas formas de prolapso da válvula mitral parecem ser passadas para as gerações seguintes de uma família (herdadas). O prolapso da válvula mitral tem sido associado à doença de Graves.
 
O prolapso da válvula mitral frequentemente afeta mulheres magras que podem ter pequenas deformidades da parede torácica, escoliose ou outros distúrbios.
 
O prolapso da válvula mitral está associado a alguns distúrbios do tecido conjuntivo, especialmente a síndrome de Marfan. Outras condições incluem:
 
  • Síndrome de Ehlers-Danlos
  • Osteogênese imperfeita
  • Doença renal policística
 
Sintomas
Vários pacientes com prolapso da válvula mitral não têm sintomas. Os sintomas encontrados em pacientes com prolapso da válvula mitral são chamados de "síndrome de prolapso da válvula mitral" e inclui:
     
  • Percepção dos batimentos cardíacos (palpitações)
  • Dor no peito (não causada por doença das artérias coronárias ou um ataque cardíaco)
  • Dificuldade para respirar depois de atividade
  • Cansaço
  • Tosse
  • Deficiência respiratória quando se está deitado (ortopneia)
Observação: é possível que não haja sintomas ou que eles possam se desenvolver lentamente.
 
Exames e testes
O médico realizará um exame físico e usará um estetoscópio para auscultar o coração e os pulmões. O médico pode ouvir um tremor (vibração) no coração e um sopro cardíaco ("clique mesossistólico"). O sopro fica mais alto quando você se levanta.
A pressão arterial geralmente é normal.
 
Os seguintes testes podem ser usados para diagnosticar prolapso da válvula mitral ou uma válvula mitral com vazamento:
     
  • Ecocardiograma
  • Exame com Doppler de fluxo a cores
  • Cateterização cardíaca
  • Radiografia torácica
  • ECG (pode apresentar arritmias como fibrilação atrial)
  • Ressonância magnética do tórax
  • Tomografia computadorizada torácica
Tratamento
Na maior parte do tempo não há (ou há poucos) sintomas, sendo o tratamento desnecessário.
Se você tiver prolapso grave da válvula mitral, talvez seja necessário permanecer no hospital. Poderá ser necessária cirurgia para reparar ou substituir a válvula se você tiver regurgitação mitral grave ou se os sintomas piorarem.

A substituição da válvula mitral pode ser essencial se:
 
- Você tiver sintomas
- O ventrículo esquerdo do coração estiver aumentado
- O funcionamento do coração piorar (fração de ejeção deprimida)

Antigamente, algumas pessoas com prolapso da válvula mitral tomavam antibióticos antes de determinados procedimentos dentários ou cirúrgicos para ajudar a prevenir uma infecção chamada endocardite bacteriana (EB).
 
No entanto, a Associação Americana do Coração não recomenda mais antibióticos de rotina antes de procedimentos dentários ou outros procedimentos cirúrgicos para pacientes somente com prolapso da válvula mitral, a menos que tenham tido endocardite bacteriana no passado.
 
Outros medicamentos que poderão ser prescritos quando a regurgitação mitral ou outros problemas cardíacos também estiverem presentes:
  • Drogas antiarrítmicas ajudam a controlar batimentos cardíacos irregulares
  • Diuréticos ajudam a remover o excesso de líquido dos pulmões
  • Propranolol é ministrado para palpitações ou dor no peito
  • Anticoagulantes ajudam a prevenir coágulos de sangue em pessoas que também tenham fibrilação atrial
 
Evolução (prognóstico)
O prolapso da válvula mitral não deve afetar seu estilo de vida negativamente. Se o vazamento da válvula se agravar, o seu quadro poderá ser semelhante àquele de pessoas que têm regurgitação mitral resultante de qualquer outra causa.
 
Na maior parte do tempo, a condição é inofensiva e não provoca sintomas. Os sintomas podem ser tratados e controlados com medicamento ou cirurgia. No entanto, alguns batimentos cardíacos irregulares (arritmias) associados ao prolapso da válvula mitral podem colocar a vida em risco.
 
Complicações
  • Endocardite -- infecção das válvulas
  • Vazamento grave da válvula mitral (regurgitação)
  • Acidente vascular cerebral
  • Coágulos em outras áreas
  • Batimento cardíaco irregular (arritmias), inclusive fibrilação atrial
 
Ligando para o médico
Ligue para seu médico se tiver:
  • Desconforto no tórax, palpitações ou desmaios que pioram
  • Doenças prolongadas com febres
Prevenção
Você geralmente não pode prevenir o prolapso da válvula mitral, mas pode evitar determinadas complicações. Avise seus médicos, inclusive seu dentista, se você tiver um histórico de doença cardíaca ou problemas na válvula cardíaca.
 
Referências
American College of Cardiology/American Heart Association. ACC/AHA 2006 guidelines for the management of patients with valvular heart disease. A report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines (writing committee to revise the 1998 guidelines for the management of patients with valvular heart disease). J Am Coll Cardiol. 2006;48:1-148.
 
Nishimura RA, Carabello BA, Faxon DP, Freed MD, Lytle BW, O'Gara PT, et al. ACC/AHA 2008 guideline update on valvular heart disease: focused update on infective endocarditis: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines endorsed by the Society of Cardiovascular Anesthesiologists, Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, and Society of Thoracic Surgeons. J Am Coll Cardiol. 2008;52:676-685.
 
Karchmer AW. Infective endocarditis. In: Libby P, Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, eds. Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 8th ed. St. Louis, Mo: WB Saunders; 2007:chap 63
 
Fonte iG