Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Dia Nacional do Teste do Pezinho chama atenção para importância de exame para futuro do bebê

Gratuito em todos os hospitais e maternidades, o exame
detecta precocemente e pode prevenir anomalias
Teste feito nas primeiras 48 horas de vida ajuda a descobrir diversas doenças
 
Nesta quinta-feira (6), comemora-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho. A data foi instituída pelo governo federal para destacar a importância deste exame. Gratuito em todos os hospitais e maternidades, o exame detecta precocemente e pode prevenir anomalias.
 
Entre as doenças que podem ser evitadas com o teste estão a fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, além da hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase.
 
De acordo com a enfermeira do Hospital Nossa Senhora das Graças, no Paraná, Angélica Socorro Alves, se forem diagnosticadas e tratadas precocemente contribuem para o desenvolvimento normal do bebê.
 
— A coleta de sangue é realizada nas primeiras 48 horas de vida do bebê, utilizando quatro gotas de sangue retiradas do calcanhar.
 
Vale ressaltar que, caso alguma doença seja diagnosticada, o bebê precisa passar por outros exames confirmatórios e ter um acompanhamento médico. Ao ser detectado alguma alteração no teste, os pais serão orientados pelo pediatra sobre os exames que a criança deve fazer.
 
— O exame é repetido na unidade de saúde para confirmação do diagnóstico, para algumas doenças o tratamento é conduzido pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
 
O teste não diagnostica, por exemplo, a síndrome de Down”, destaca a enfermeira.
 
Fonte R7

Carne de porco pode apresentar calorias e colesterol em baixas quantidades

Evite o colesterol - Foto: Getty Images
Colesterol: evite os cortes mais gordos
Compare as carnes suínas com as peças de boi e de frango e faça escolhas mais saudáveis
 
A carne de porco já foi tão vilanizada, que até na Bíblia seu consumo era proibido, pelo menos no Antigo Testamento. Apesar de no texto sagrado as alegações serem místicas, o real motivo era a quantidade de doenças que esse alimento poderia passar. Por sorte, isso hoje é passado. "A carne de porco hoje passa por rigorosos processos de produção e higiene. Com o cruzamento genético, associado a esse controle sanitário, ela voltou a ter seu lugar de destaque no grupo das proteínas", explica a nutricionista Nicole Trevisan, da ADJ Diabetes Brasil.

Isso foi aliado à nova alimentação dos suínos, que mudou para melhor. "Eles anteriormente eram alimentados com restos de comida, e agora recebem ração equilibrada, com quantidades adequadas de macronutrientes, e em certas marcas até há a presença de antioxidantes e sequestradores de toxinas", explica Israel Adolfo, nutricionista do esporte de São Paulo. Mas para garantir tudo isso, é preciso verificar sempre a procedência do alimento, inclusive o carimbo da vigilância sanitária.

A carne suína hoje é uma boa opção de carne vermelha. Apesar da cor clara, ela entra nessa categoria por causa da concentração de hemoglobina, que mesmo sendo menor do que no tipo bovino, ainda é considerada alta. Pena que o estigma de inimiga da saúde ainda continue... Religiosos ou não, muitos ainda acreditam que a carne suína é rica em gorduras e colesterol, características que agora fazem parte do passado desse alimento - desde que você saiba escolher os cortes mais saudáveis e capriche no modo de preparo. O lombo de porco, por exemplo, apresenta menos quantidade de colesterol que o filé de frango.
 
Se você ainda não está convencido, comparamos essa iguaria com as carnes de boi e frango, para que ela possa finalmente ser absolvida na inquisição da cozinha. Confira!
 
Fontes de proteínas - Foto: Getty ImagesÓtima fonte de proteínas
Nesse primeiro quesito, a carne de porco é campeã, mas principalmente pela qualidade. "Estudos mostram que a carne suína possui maior conteúdo de aminoácidos essenciais (aqueles que nosso corpo não produz), como por exemplo, leucina, lisina e valina. Estes aminoácidos podem auxiliar o organismo na manutenção do sistema imunológico", explica Karina Valentim, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição. Porém, quando o assunto é quantidade, o lombo assado perde apenas para o peito de frango assado, enquanto o primeiro tem 28 gramas a cada 100 g de carne, o segundo apresenta 31 g para a mesma quantidade. Já a alcatra, nessa categoria, apresenta o valor 27 gramas, apenas um pouco a menos. 
 
Cortes magros - Foto: Getty ImagesPorco também pode ter cortes magros
É claro que em todos os tópicos, tudo depende do tipo de corte. E alguns tipos de carne suína são bem pouco calóricos, por incrível que pareça para muita gente. Vamos aos números: a bisteca suína apresenta 164 kcal a cada 100 gramas do alimento. Já o corte bovino mais magro é o contrafilé sem gordura, que apresenta 131 kcal na mesma quantidade. Porém, a alcatra já tem muito mais energia: 234 kcal. O frango, no entanto, ganha de todas, o peito sem pele é a carne menos calórica de todas, com 119 kcal a cada 100 gramas. Vale ressaltar que esses valores calóricos não consideram o modo de preparo do alimento, portanto a melhor forma de garantir que o corte suíno fique mais saudável à mesa são as preparações assadas, grelhadas e cozidas. Evite as versões fritas, que aumentam o valor calórico da carne. Quando é feita com óleo, por exemplo, a bisteca de porco soma 311 kcal, um aumento considerável. E nem todos os cortes do porco são liberados. O toucinho, por exemplo, contém 593 kcal a cada 100 gramas. 
 
Evite o colesterol - Foto: Getty ImagesColesterol: evite os cortes mais gordos
De acordo com a nutricionista Karina Valentim, alguns cortes de carne de porco lideram o ranking quando o assunto é menos colesterol. O lombo suíno está empatado com o filé-mignon bovino, ambos apresentam 55 mg de colesterol a cada 100 gramas de carne. Logo em seguida vem o filé de frango sem pele, com 59 mg, assim como o contrafilé sem gordura. "Porém, o teor de colesterol da costela suína e do toucinho é maior que todos os cortes de carne bovina, sendo assim, estes cortes não seriam indicados para o consumo cotidiano", alerta a especialista. Já no quesito gorduras, a carne de frango é que as possui em menor quantidade. 
 
Composição nutricional - Foto: Getty ImagesComposição nutricional
No caso de nutrientes como vitaminas e minerais, o porco também apresenta mais vantagens. "A carne suína possui maior teor de vitamina B1 (tiamina), vitamina B3 (niacina) e vitamina B8 (biotina) comparada à carne bovina", aponta a nutricionista Karina. Por outro lado, a carne bovina tem teores maiores de vitamina B12, aquela que só encontramos em fontes animais, e o frango é rico em vitamina B5. Na questão mineral, a carne de boi tem mais zinco, ferro e potássio, seguida pela carne de porco e só depois a de frango. 
 
Formas de preparo - Foto: Getty ImagesMaciez e preparo
Não importa o tipo da carne, todas elas devem ser feitas preferencialmente cozidas, assadas ou grelhadas. Porém, o nutricionista Israel Adolfo considera a suína a carne de preparação mais difícil. "A carne que precisa de melhor cozimento é a de porco, por isto considero a de preparo mais complicado", explica o especialista. Já a maciez varia não só entre os cortes, mas também de animal para animal, mesmo que sejam da mesma espécie. Karina ensina um truque para qualquer uma delas: "para deixar o grelhado mais suculento recomenda-se que não aperte a carne na panela, deixe selar de um lado, vire e deixe selar do outro, para que a carne não perca seu suco interior e fique macia". 
 
Consumo em excesso - Foto: Getty ImagesIngestão em excesso
As proteínas quando consumidas em quantidades muito grandes podem trazem problemas ao organismo, de acordo com Nicole Trevisan. Mas entre os três tipos de carne, a mais perigosa acaba sendo a proveniente do boi. "Estudos mostram que as carnes bovinas possuem maior teor de gordura intrínseca quando comparada a outras carnes. O consumo desta gordura está associado a um maior risco de doenças cardíacas", explica Karine Valentim. Mas ela mesma alerta que no lugar de cortá-la de vez do cardápio, o ideal é limpar bem as peças e tirar toda a gordura antes do preparo. 
 
Quantidade indicada - Foto: Getty ImagesConsumo recomendado
Para Israel Adolfo, é muito importante consumir carne, já que ela será fonte de proteínas de alta qualidade e vitaminas como a B12. Mas o consumo deve ser distribuído ao longo da semana. "As carnes bovinas e suínas, por apresentarem um teor de gordura maior, devem ser consumidas no máximo de 3 vezes na semana. Nos outros dias é importante que se faça um rodízio, alternando o consumo de peixes, frangos e ovos, como fonte proteica", ensina a nutricionista Karina. 
 
Fonte Minha vida

Conheça o lado bom de alimentos polêmicos, como café e maionese

maionese com ervas - Foto: Getty Images
Consumir carne vermelha, ovos, chocolate e margarina também pode ser saudável
 
A lista negra dos alimentos que são os piores inimigos da saúde é extensa. Mas, segundo estudos científicos recentes, a má fama de alguns deles não só é exagerada, como injusta.
 
O consumo de alguns desses alimentos, como o chocolate, café, ovos, maionese, margarina e carne vermelha, traz efeitos benéficos ao organismo, além disso, afirmam os especialistas, são essenciais para a manutenção da saúde.

"Antes de tirar alguns componentes do cardápio, é muito importante saber qual é o tipo metabólico de cada pessoa.
 
Os resultados mudam conforme o organismo de cada um. Por isso, o que para alguns pode fazer bem, para outros pode ser prejudicial", diz o endocrinologista Wilson Rondó Jr, especialista em medicina ortomolecular, autor do livro Fazendo as pazes com seu peso, da editora Gaia. 
 
três barras de chocolate - Foto: Getty ImagesChocolate
Um estudo feito pela McMaster University, no Canadá, descobriu que o consumo controlado de chocolate pode ter ação benéfica para o sistema cardiovascular. De acordo com a pesquisa, pessoas que comiam regularmente cacau, tinham 22% menos chances de sofrer um derrame. "O chocolate age como anti-inflamatório, regula o sistema imunológico, afina o sangue e assim diminui as chances de doenças cardiovasculares", explica Wilson Rondó Jr.

Somado a isso, o chocolate ainda é rico em nutrientes que trazem muitos benefícios ao organismo. Entre eles estão os flavonoides, importantes antioxidantes que além de impedir a oxidação do colesterol, preserva outros antioxidantes como as vitaminas E a vitamina A.

Para ser saudável, o consumo deve ficar restrito a três pequenas doses de chocolate com pelo menos 70% de cacau por semana. "Uma composição com mais leite e gordura e menos cacau pode trazer mais problemas do que benefícios. E não faz sentido comer uma barra de chocolate por dia, isso só traria problemas para o nosso corpo", explica o especialista.
 
xícara de café - Foto: Getty ImagesCafé
Segundo um estudo recente, feito pela Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, a cafeína, substância encontrada no café, pode ser usada no tratamento da doença de Alzheimer, por diminuir a formação de placas amiloide tanto no cérebro quanto no sangue. Outro estudo norte-americano afirma que mulheres que tomavam quatro xícaras de café por dia tinham até 65% menos chances de ter derrames. Além disso, a cafeína estimula o sistema nervoso, aumenta a sensação de bem-estar, tem efeito antioxidante, ajuda a combater a depressão e contém altos níveis de potássio, vitamina B e aminoácidos.

Mesmo com todos esses benefícios, é preciso tomar alguns cuidados na hora de beber café. "Os estudos mais atuais dizem que o ideal é não tomar mais do que quatro xícaras de café por dia. Uma quantidade maior do que essa pode aumentar o ritmo cardíaco, elevar a pressão arterial, elevar os níveis de colesterol, causar tremores e insônia", diz Rondó. Outro cuidado apontado pelo especialista é fugir do café descafeinado, já que estudos mostram que ele aumenta em 10% os níveis de colesterol no sangue e em 18% o acúmulo de gordura na parede das artérias.
 
ovo frito - Foto: Getty ImagesOvo
Durante anos ele foi relegado ao posto de inimigo do peito em função dos níveis de colesterol que esse alimento possui, o que poderia causar uma série de complicações para o sistema cardiovascular. Mas um estudo feito pela Universidade de Minnesota demonstrou não haver relação entre o consumo regular de ovos e o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. "O consumo do colesterol contido nos ovos induz o corpo a produzir menos colesterol fabricado pelo próprio organismo. Nesse processo, há um equilíbrio que preserva o funcionamento saudável do corpo", explica Rondó.

A atenção ao consumo de ovos se deve principalmente ao seu modo de preparo. O ovo cozido e o pochê são as maneiras mais saudáveis de consumir esse alimento. Já prepará-lo frito ou mexido não é tão saudável. "Quando a gema entra em contato com o ar, o que acontece quando o ovo é frito ou mexido, há uma oxidação do colesterol. Esse processo torna a gordura dos ovos mais nociva à saúde", afirma o endocrinologista.

Colocar o ovo cozido na primeira refeição do dia três vezes por semana, uma fonte de proteína, é mais saudável do que consumir pão, fonte de carboidrato, em todos os cafés da manhã. Além da variação na alimentação, que é sempre importante para uma dieta, os ovos são alimentos energéticos que aumentam a sensação de bem-estar durante o dia inteiro.
 
maionese com ervas - Foto: Getty ImagesMaionese
Segundo Rosana Perim, do Hospital do Coração de São Paulo, a maionese também pode fazer parte de uma dieta equilibrada. Com novos processos de fabricação, a maionese passou a ser mais saudável e a conter menos gorduras trans. Como é um alimento que possui gorduras importantes que contêm ômega 3, ela é uma aliada no combate ao colesterol ruim, o LDL.

Contudo, a maionese continua sendo muito calórica e gordurosa. Por isso, o seu consumo deve ser controlado e alguns cuidados precisam ser tomados. "A quantidade de gorduras continua alta, e como se trata de um produto de origem industrial, deve-se evitar comer uma quantidade grande durante a semana", explica Rondó. A qualidade do produto também deve ser observada. Fique longe das maioneses das lanchonetes oferecidas sem rótulos e aquelas que não priorizam a redução de gorduras saturadas e calorias na receita.
 
margarina - Foto: Getty ImagesMargarina
A margarina já teve seus altos e baixos no cardápio saudável. Ela surgiu como a opção mais saudável para substituir a manteiga, que contem altos níveis de gorduras saturadas e colesterol, mas depois foi para a lista negra da alimentação por ter gorduras trans de origem vegetal. Segundo a nutricionista Rosana Farah, da Unifesp, o consumo de margarina não está totalmente ligado a gorduras trans. "Algumas versões saudáveis de margarinas , pobres em gordura saturada, ricas em gordura insaturada e sem gorduras do tipo trans são benéficas, desde que também sejam usadas com moderação (pois contém muitas calorias).", diz a nutricionista. No pão, essa versão é a mais apropriada. No entanto, na hora de preparar os alimentos, verifique se é possível substituí-la por azeite ou algum outro óleo vegetal líquido.

Outras pesquisas estão descobrindo o lado bom da margarina. Estudo recente da Universidade de São Paulo, realizado com pacientes de síndrome metabólica (doença que aumenta em até cinco vezes as chances de ataques cardíacos e derrames), sugere que o consumo moderado de manteiga ou margarina não aumenta o risco de se desenvolver doenças cardiovasculares. Até então, os médicos impunham pesadas restrições para os pacientes dessas doenças com relação ao consumo de margarina e manteiga.

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Católica San Antonio de Murcia, na Espanha, concluiu que a margarina reduz os níveis de colesterol no organismo. Os ácidos graxos ômega 3 e ômega 6, gorduras essenciais que o corpo humano não produz, encontradas na margarina influenciam positivamente o balanço de colesterol no sangue, ela ajuda a manter a saúde cardiovascular e a reduzir o risco de doenças coronarianas e derrames.
 
carne vermelha - Foto: Getty ImagesCarne vermelha
Segundo o endocrinologista Wilson Rondó, mesmo tendo quantidades de gordura saturada, a carne vermelha ainda é um elemento que deve ser mantido na dieta. Ela é fonte de todos os aminoácidos essenciais ao corpo humano, além de ser rica em ferro, zinco, e vitaminas do complexo B, principalmente a vitamina B12 - indispensável para o funcionamento das células nervosas do corpo humano. "Por isso, a maioria das pessoas que não come nenhum tipo de alimento de origem animal, principalmente a carne vermelha, apresentam carência dessa vitamina em longo prazo se não tomarem suplementos vitamínicos", explica Rondó.

De acordo com o especialista, uma alimentação saudável é aquela que traz um equilíbrio entre os micronutrientes, ou seja, vitaminas e minerais, e os macro nutrientes, como gorduras, proteínas e carboidratos. Fechar a boca para alimentos ricos no último grupo, como a carne vermelha, que tem fama de engordar, faz mal ao organismo.

Alguns estudos recentes, feitos na França, dizem que é possível enriquecer a carne e o leite bovinos com ômega 3, a partir de uma alimentação a base de linhaça, grão rico nessa gordura. O estudo também diz que o pasto é rico em ômega 3, e quando os animais são criados em campos, o seu leite e sua carne ficam mais nutritivos. 
 
Fonte Minha Vida

Oito alimentos que auxiliam no funcionamento da tireoide

Algas marinhas - Foto Getty Images
Algas marinhas são uma fonte riquíssima de iodo e ainda oferecem
 uma quantidade considerável de selênio, nutrientes fundamentais
 para a produção de hormônios pela tireoide
Glândula precisa de nutrientes, como o iodo, para produção de hormônios
 
Situada no pescoço e com formato que lembra uma borboleta, a glândula tireoide é fundamental para liberar hormônios que garantem o funcionamento de todo o organismo. "Quando algo não vai bem, ou seja, quando há hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônios) ou hipertireoidismo (produção exagerada de hormônios), desde pele até coração podem ser afetados", explica a endocrinologista Vivian Ellinger, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) - regional Rio de Janeiro.

E o problema é mais comum do que parece. Segundo dados do Instituto da Tireoide, 15% da população acima de 45 anos sofre de problemas na tireoide.
 
Entre as principais causas de problemas na tireoide está uma dieta desequilibrada, relacionada especialmente ao consumo de iodo, além de outros nutrientes, como o selênio.
 
Separamos oito alimentos que garantem o bom funcionamento dessa glândula tão importante:
 
Algas marinhas - Foto Getty ImagesAlgas marinhas
Algas marinhas são uma fonte riquíssima de iodo e ainda oferecem uma quantidade considerável de selênio, nutrientes fundamentais para a produção de hormônios pela tireoide, explica o nutrólogo Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Mas não exagere no consumo. "Como o sal já é rico em iodo, a ingestão reforçada desse alimento deve ser feita apenas por quem apresenta deficiência desse elemento", alerta.

Segundo o médico, o excesso de iodo pode levar ao hipotireoidismo, que é a baixa produção de hormônios pela tireoide. A quantidade ideal recomendada para um adulto saudável é de 150 microgramas por dia, que pode ser facilmente atingida sem qualquer adição extra de sal à comida pronta.
 
Castanha do Pará - Foto Getty ImagesCastanha-do-pará
Rica em selênio e ômega-3, uma gordura poli-insaturada, a castanha-do-pará fornece nutrientes que servem de matéria-prima para a produção de hormônios pela tireoide. "O ideal é consumir uma ou duas castanhas por dia", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult, em São Paulo.

A especialista também sugere adicionar a oleaginosa triturada em saladas, no arroz, em saladas de frutas ou até empanando peixes. Lembre-se apenas de consumir a castanha com moderação, já que ela é altamente calórica. Uma única unidade oferece 27 calorias.
 
Quinua - Foto Getty ImagesQuinua
"Por ser uma ótima fonte de proteínas vegetais, a quinua é muitas vezes comparada à soja", aponta Roberto Navarro. O alimento é rico em cálcio, ferro, fibras, magnésio, potássio e zinco. Quando o assunto é tireoide, entranto, quem ganha destaque mesmo é o selênio. A quantidade recomendada de ingestão de quinua é de duas colheres por semana, que podem ser adicionadas à salada, ao risoto ou, no caso da versão em flocos, a frutas e shakes.
Salmão - Foto Getty ImagesÓleo de peixe
Assim como as algas marinhas, o óleo de peixe também é rico em iodo, diz a nutricionista Daniela. Só fique atento para escolher as opções certas: salmão, sardinha e atum. O nutriente também pode ser encontrado em opções vegetais, como a chia e a linhaça. "O consumo recomendado é de 120 g de peixe três vezes por semana ou duas cápsulas de 1.000 mg para suplementação por dia", explica a especialista. No caso do uso de suplementos, um profissional deve ser consultado.
 
Leite e derivados - Foto Getty ImagesLeite e derivados
Cálcio, vitamina D, vitamina A e iodo são os principais nutrientes presentes no leite. "Estes dois últimos são alguns dos principais responsáveis pelo bom funcionamento da tireoide", afirma Daniela Cyrulin. A quantidade diária recomendada é de três porções, podendo ser um copo de leite no período da manhã, um iogurte à tarde e duas fatias de queijo branco no fim do dia.
 
Ovo - Foto Getty ImagesGema do ovo
A gema de ovo é conhecida por seus componentes antioxidantes, que favorecem principalmente a saúde ocular. Mas a pequena quantidade de iodo presente no alimento também é importante para a produção de hormônios pela tireoide. Além disso, a gema apresenta carotenoides (responsáveis pela cor amarelo alaranjada) que são uma pré-vitamina A, também importante para a glândula. "Uma parte da vitamina A que o corpo recebe já vem pronta e outra parte vem por meio de nutrientes que o próprio corpo transforma em vitamina A, que é o caso dos carotenoides", esclarece o nutrólogo Roberto. Desde que não seja frito, ovos podem ser consumidos diariamente.
 
Carne vermelha - Foto Getty ImagesCarne vermelha
"A carne vermelha é fonte de zinco e selênio, importantes para a produção hormonal", afirma a especialista Daniela. A nutricionista contrapõe, entretanto, que a carne também pode se tornar uma vilã da saúde, uma vez que contém quantias consideráveis de gordura saturada, prejudicial ao organismo quando em excesso. "Por isso, limite o consumo desse alimento a três bifes médios por semana", complementa.
 
Laranja - Foto Getty ImagesLaranja
Rica em carotenoides e vitamina C, a laranja pode auxiliar no bom funcionamento da tireoide. A quantidade diária recomendada, entretanto, é pequena: uma laranja por dia. "Como essa fruta é altamente calórica, a ingestão deve ser controlada, lembrando que um suco contém pelo menos três unidades de laranja", lembra o nutrólogo Roberto.
 
Fonte Minha Vida

Descubra as diferenças entre hipotireoidismo e o hipertireoidismo

Os maus que mais acometem a tireoide são o hipotireoidismo,
o hipertireoidismo e a aparição de nódulos benignos nessa glândula
Problemas na tireoide afetam mais de 15% dos brasileiros, e muitos deles não sabem
 
Cerca de 15% da população sofre com problemas na tireoide, o que coloca essas doenças entre as que mais atingem os brasileiros, principalmente o sexo feminino, de acordo com o censo do IBGE, Outro dado da instituição afirma que cinco milhões de mulheres não sabem que tem algum tipo de disfunção na tireoide por falta de conhecimento dos sintomas.

"Os maus que mais acometem a tireoide são o hipotireoidismo, o hipertireoidismo e a aparição de nódulos benignos nessa glândula. Todas essas alterações podem ser tratadas sem maiores problemas se diagnosticadas rapidamente. Contudo, como os sintomas são difíceis de detectar, uma grande parte das pessoas que sofre com problemas na tireoide não consegue identificar o problema", explica Pedro Saddi, endocrinologista da Unifesp.
 
Dor de barriga
A tireoide, que se localiza no pescoço, libera dois hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo, o T3 (tri-iodotironina) e o T4 (tiroxina). Eles regulam a velocidade do metabolismo e interferem no desempenho de órgãos importantes, como o coração, rins e também no ciclo menstrual. Por isso, qualquer disfunção na tireoide afeta várias funções vitais do nosso corpo. É importante, portanto, conhecer as principais diferenças entre as duas doenças mais comuns na tireoide: o hipotoreoidismo e o hipertireoidismo. Confira aqui. 
 
O hipotireoidismo
O hipotireoidismo pode ser classificado como a baixa produção dos hormônios produzidos pela tireoide. O sexo feminino é mais afetado com essa falha na produção no T3 e T4. Estimativas feitas pelo IBGE dizem que atinja cerca de 10 vezes mais as mulheres do que os homens. Isso acontece principalmente no climatério, última menstruação antes da menopausa, quando o tipo mais comum de hipotireoidismo, a Tireoidite de Hashimoto, se mostra mais comum. 
 
O hipotireoidismo pode ser causado por uma série de motivos, embora o mais frequente seja uma variação autoimune, quando o próprio corpo começa a atacar a tireoide. Esse tipo de hipotireoidismo é classificado como Tiroidite de Hashimoto. "A doença de Hashimoto corresponde a 95% dos casos de hipotireoidismo. Ela acontece quando os próprios anticorpos do organismo encaram a glândula tireoide como um corpo estranho no organismo", diz a endocrinologista e metabologista Gláucia Duarte, da USP.

Outro fator que pode causar o hipotireoidismo é a quantidade de iodo no organismo. Tanto altas doses como baixos níveis dessa substância no organismo podem afetar a produção dos hormônios T3 e T4.  
 
Sintomas
Os sintomas podem ser resumidos em todos aqueles sinais de que o metabolismo está desacelerado, como menor número de batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, diminuição da memória, cansaço excessivo e dores musculares.

Outros sintomas como pele seca, queda de cabelo, ganho de peso, aumento de colesterol no sangue e alterações no humor - que normalmente leva à depressão-, também são observados em pessoas que têm hipotireoidismo. "Esses sintomas não aparecem repentinamente, ou em conjunto, e podem variar de pessoa para pessoa", diz Glaucia Duarte. Por isso, é difícil fazer o diagnóstico precocemente. 
 
Carne de peixe
Alimentação
Segundo Glaucia Duarte, a alimentação não determina o surgimento da doença.
 
Como fator de proteção, os alimentos ricos em selênio são uma boa opção."O selênio parece contribuir para o bom funcionamento tireoidiano. Além disso, este mineral tem um papel antioxidante, que também age no controle de radicais livres que podem causar danos às células saudáveis do corpo.
 
As melhores fontes de selênio encontradas na natureza são peixes, alho, cebola, pepino e cogumelo", explica Gláucia Duarte. 
 
Outro nutriente que pode fazer bem a tireoide é o iodo. "Os fabricantes de sal de são obrigados por lei a colocar uma quantidade de iodo que possa prevenir doenças na tireoide.
 
Sal
A ingestão de frutos do mar e algas, também ajuda a aumentar os níveis de iodo no organismo", explica o endocrinologista Pedro Saddi. Não é preciso salgar demais a comida, já que ingerir mais do que seis gramas de sal e de iodo pode até ser prejudicial à saúde da tireoide. 
 
Mas, de acordo com Gláucia Duarte, existem alimentos conhecidamente bociogênicos (causadores do aumento do volume da tireoide), e seu consumo não deve ser exagerado, já que, somados com outros fatores como pré-disposição genética e falta de iodo no organismo, podem causar problemas na tireoide. Entre esses alimentos estão o repolho, couve-de-bruxela, brócolis, espinafre e couve-flor. 
 
Tratamento
O tratamento consiste na reposição hormonal, em geral, à base de levotiroxina (L-T4). "O comprimido é tomado uma vez ao dia, cedo, em jejum. Solicita-se que a alimentação ocorra somente após 30 minutos da ingestão da medicação, pois os alimentos aumentam o pH estômago, diminuindo a absorção da levotiroxina", explica Glaucia. 
 
Depressão
O hipertireoidismo
O hipertiroidismo, mesmo sendo um pouco menos comum que o hipotireoidismo, ainda afeta milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE. Assim como o hipotireoidismo, o hipertireoidismo é mais comum nas mulheres. "O sexo feminino está mais propenso a ter essa doença. Os números da Organização Mundial da Saúde estimam que as mulheres sofrem até cinco vezes mais com o hipertireoidismo do que os homens", diz Gláucia Duarte. 
 
Causas
A causa mais comum de hipertiroidismo é quando a glândula da tireoide encontra-se exageradamente ativa, produzindo uma excessiva quantidade de hormônios, condição denominada também de bócio difuso tóxico ou Doença de Graves.

Outros problemas, como tumores e excesso de iodo no organismo também podem fazer com que a tireoide passe a produzir uma quantidade maior de T3 e T4, causando assim mudanças em todo o corpo.  
 
Sintomas
Os principais sintomas do hipertireoidismo são o oposto do hipotireoidismo, ou seja, irregularidade e aceleração nos batimentos cardíacos, geralmente acima de 100 batimentos por minuto, nervosismo, mãos trêmulas e sudoreicas, ondas de calor repentinas, intestino solto, perda de peso acentuada sem intenção.

Alguns sintomas, no entanto, são os mesmos como enfraquecimento e queda de cabelos, fraqueza e dores musculares e alterações no ciclo menstrual. Ela também aumenta as chances de aborto e acelera a perda de cálcio dos ossos, com aumento do risco de osteoporose e fraturas. "A semelhança entre os sintomas é um fator que dificulta o diagnóstico do tipo de doença na tireoide. Por isso que os exames TSH sérico e ultrassom da tireoide são essenciais para fazer o diagnóstico", comenta Perdo Saddi.
 
Alimentação
O excesso de ingestão de iodo (alimentos ricos em iodo: ostras, moluscos e outros mariscos e peixes de água salgada, algas, consumo excessivo de sal iodado) pode, em indivíduos predispostos, levar ao quadro de hipertiroidismo e suas complicações (arritmias cardíacas, por exemplo), principalmente em idosos. 
 
Tratamento
De acordo com a endocrinologista Glaucia Duarte, o tratamento com medicamentos específicos, como Tapazol ou Propiltiouracil, que reduzem a função tireoidiana e controlam a produção hormonal pela tireoide, é o mais comum. Esses dois medicamentos são administrados pela via oral, e devem ser receitados por um médico. 
 
Outro tratamento bastante comum é com iodo radioativo, mais conhecido como radiodoterapia. Durante esse tratamento, a glândula tireoide absorve o iodo da circulação e quando ele penetra na glândula, começa a destruí-la lentamente. Esse processo pode durar meses, mas tem efeito definitivo.
 
Nos casos em que a glândula foi afetada por um tumor, existe a opção da cirurgia para a retirada da tireoide, após isso deve haver o tratamento com medicamentos para a reposição hormonal. 
 
Fonte Minha Vida