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sexta-feira, 7 de junho de 2013

MPF e Conselho Federal de Medicina serão parceiros na fiscalização de serviços de saúde

Brasília – O Conselho Federal de Medicina (CFM) firmou parceria com o Ministério Público Federal (MPF) para fiscalizar os serviços de saúde do país, especialmente os da rede pública de atendimento. Os conselhos regionais de Medicina e os representantes da Procuradoria-Geral da República nos estados ficarão responsáveis pelas visitas e pela análise dos resultados.
 
O presidente do CFM, Roberto d´Ávila, espera que a parceria contribua para que os responsáveis pelas irregularidades no setor sejam punidos e que, dessa forma, o atendimento à saúde melhore. Caso encontrem irregularidades, o CFM e o MPF poderão fazer denúncias e também abrir processos ético-profissionais e em outras esferas por irresponsabilidade na gestão dos serviços.
 
Representantes do CFM reuniram-se nesta semana com membros do Ministério Público e com representantes dos conselhos regionais de Medicina para que cada regional expusesse a situação local do serviço de saúde e se comprometesse com a parceria.
 
O primeiro ponto a ser avaliado será o cumprimento do prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento do câncer, que foi determinado pela Lei 12.732/2012. Os demais serão estabelecidos em um plano de ação que será feito pelos dois órgãos, mas d´Ávila adiantou que alguns pontos citados na reunião foram a falta de estrutura nos prédios, a falta de macas, a presença de pacientes nos corredores e a formação de filas enormes. "É o caos", resumiu o presidente do CFM.
 
Desde o início do ano, fiscalizações feitas pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditaram setores de 26 hospitais do estado. De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça, hoje mesmo, a Unidade Mista de Saúde Bom Jesus, no município de Mataraca, foi interditado. “Era um prédio abandonado, com mofo e infiltrações”, disse Mendonça.
 
A unidade de pronto-atendimento do Hospital Universitário da Universidade Federal da Paraíba também foi interditado, desta vez por falta de equipe mínima para atendimento.
 
No começo da semana, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou o balanço de fiscalizações feitas em 71 prontos-socorros do estado. Quase 58% deles têm macas com pacientes nos corredores; 66,2% enfrentam dificuldade de encaminhar pacientes para outros serviços de referência e 57,7% estão com equipes médicas incompletas.
 
Fonte Agência Brasil

Lista de produtos perigosos na gravidez abre polêmica

Mulheres grávidas e em fase de amamentação que quiserem evitar
 riscos desnecessários devem reduzir ao mínimo possível o uso de
 cosméticos, protetores solares, hidratantes ou sabonetes líquidos
Segundo associação de médicos britânicos, gestante deve limitar ao mínimo possível uso de cosméticos, hidratantes e sabonetes líquidos e até evitar entrar em carros novos
 
Uma instrução oficial da principal associação britânica de médicos obstetras e ginecologistas para que mulheres grávidas evitem usar produtos com muitas substâncias químicas em seu dia a dia está causando polêmica na Grã-Bretanha.
 
Segundo um documento do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG), assinado pelos médicos Michelle Bellingham e Richard Sharp, as mulheres grávidas e em fase de amamentação que quiserem evitar riscos desnecessários devem reduzir ao mínimo possível o uso de cosméticos, protetores solares, hidratantes ou sabonetes líquidos.
 
Elas também devem se manter longe de produtos de limpeza, carros novos e tinta fresca, além de evitar consumir alimentos enlatados, acondicionados em embalagens plásticas ou preparados em panelas antiaderentes.
 
Segundo Bellingham e Sharp, entre as substâncias químicas potencialmente prejudiciais que podem estar presentes em embalagens de alimentos estão o ftalatos e o bisfenol A.
 
E o fato de um produto ser feito a base de "ingredientes naturais" não quer dizer que seja mais seguro, de acordo com os dois médicos, que defendem não haver informações suficientes sobre os riscos para o feto da exposição materna a substâncias químicas contidas em todos esses itens de uso doméstico.
 
Críticos, porém, classificaram tais diretrizes como "alarmistas", "inúteis" e "pouco realistas". "A gravidez é um momento em que as pessoas gastam muito tempo e dinheiro tentando descobrir qual conselho seguir e quais produtos comprar ou evitar. Os pais procuram uma resposta simples à pergunta: 'Devemos nos preocupar?'", diz Tracey Brown, da organização Sense About Science, dedicada a ampliar a divulgação e compreensão de resultados de pesquisas científicas.
 
"Precisamos de mais apoio para compreender esse debate sobre o efeito de substâncias químicas na gravidez. Mas, infelizmente, o RCOG passou longe disso."
 
"Não há razões para se preocupar", garante John Harrison, diretor de um centro que avalia as ameaças para a saúde pública da exposição à radiação, agentes químicos e ambientais - o Public Health England's Centre for Radiation, Chemical and Environmental Hazards.
 
"Concordamos que é sensato que, por precaução, mulheres grávidas evitem o contato com produtos químicos perigosos, como pesticidas ou fungicidas. No entanto, não há evidências sugerindo que esses artigos de cuidados pessoais sejam um risco", opina.
 
Público-alvo
O documento do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists tem como principal público alvo profissionais da área de saúde responsáveis por prestar apoio a mulheres gestantes e em fase de amamentação, segundo Bellingham.
 
Seus autores admitem que é provável que a maioria dos produtos listados seja inofensiva, mas defendem que, em função da falta de estudos sobre o tema, é impossível avaliar o risco envolvido em seu uso com exatidão.
 
"Estamos trabalhando para informar melhor as mulheres, não para assustá-las", diz Bellingham.
 
"Não sabemos como a maioria das substâncias químicas (presentes nesses produtos) pode afetar o desenvolvimento do bebê e vai demorar muitos anos até que tenhamos uma orientação definitiva sobre isso", completa Sharp.
 
Para Janet Fyle, da Royal College of Midwives, uma associação de parteiras britânicas, as mulheres grávidas devem usar seu bom senso ao avaliar quais instruções seguir.
 
Ela também defendeu a necessidade de mais pesquisas científicas para resolver as dúvidas levantadas pelo RCOG.
 
Segundo Chris Flower, da Associação de Produtores de Cosméticos, Artigos de Higiene Pessoal e Perfumaria, antes de chegar ao mercado, muitos dos produtos listados pela associação passam por controles de qualidade e análises para detectar riscos envolvidos em seu uso. Só aqueles considerados seguros seriam colocados à venda.
 
Fonte BBC/iG

Produção mundial de antibióticos está paralisada e ameaça a saúde

Prescrever medicamentos deste tipo para doenças causadas
por vírus ou parar o tratamento antes do prazo acelera o
 processo que faz a bactéria virar multirresistente
A indústria reduziu lançamentos e as superbactérias proliferam. Especialistas alertam sobre impacto desse descompasso no tratamento de infecções
 
Duas velocidades incompatíveis ameaçam o tratamento mundial de doenças causadas por bactérias.
 
Ao mesmo tempo em que a indústria farmacêutica do planeta reduziu a produção de novos antibióticos, os casos de bactérias multirresistentes aos remédios disponíveis estão em plena aceleração.
           
Os números já alarmaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) que, em relatório divulgado no ano passado, informou: oito das 15 farmacêuticas produtoras de antibióticos perderam o interesse em atuar na elaboração de fármacos mais potentes. Os dados, publicados em artigo na revista The Economist, contabilizam o prejuízo. “Entre 1983 e 1992, as agências reguladoras de novos medicamentos aprovaram 30 drogas do tipo. Desde 2003, no entanto, apenas sete antibióticos chegaram ao mercado”.
            
Enquanto isso, as autoridades sanitárias, incluindo a do Brasil, registram o aparecimento veloz de bactérias causadoras de pneumonias e outras doenças que simplesmente não reagem às medicações existentes, como os últimos casos registrados em unidades de terapia intensiva (UTI) de Porto Alegre (Rio Grande do Sul) .
 
O ideal, afirmam os especialistas, seria investir em tratamentos pioneiros para vencer os agentes bacterianos multirresistentes e que provocam mortes, características de 20, 2% das bactérias que circulam no Brasil , conforme atestou o estudo internacional chamado Sentry, feito com base em 325 amostras de bactérias do pneumococo que circulam no País.
 
A falta de novidades terapêuticas impede, no entanto, este tipo de investida e deixa os médicos com pouca munição para tratar as doenças bacterianas líderes em causa de internação.
 
Um levantamento feito pelo iG no banco de dados do Ministério da Saúde indica que são, em média, 1.300 internações diárias em hospitais públicos acumuladas só por causa da pneumonia .
 
Apelo
Com esta realidade clínica, um grupo de especialistas de diversas nacionalidades, entre eles a médica brasileira Rosana Richtmann, publicou um apelo na revista médica The Lancet alertando que “um dos tesouros da medicina” está ameaçado de extinção.
 
“Apelamos aos nossos colegas em todo o mundo para assumir a responsabilidade para a proteção desse precioso recurso [os antibióticos]. Não há mais tempo para o silêncio e a complacência”, diz o manifesto divulgado em 2011.
 
Dois anos se passaram desde a convocação feita pelo Lancet e o quadro crítico não foi alterado, lamenta Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do comitê de Imunização do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).
           
“Acabo de voltar de um congresso na Europa muito preocupada e desanimada. Não tivemos nenhum lançamento de impacto no cenário dos antibióticos em 2012”, afirmou ela.
 
“As informações são de que não temos nada programado para 2013. Assim, ficamos de mão atadas”, completou.
 
A origem
Marcos Antonio Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), pontua os fatores que contribuem para a letargia industrial na produção de novos antibióticos. Segundo ele, os medicamentos desta classe são usados por pouco tempo, mas exigem ao menos 10 anos de pesquisa.
 
Diferentemente dos remédios para doenças no coração, que serão usados a vida toda, eles agem em problemas pontuais, revertidos em poucas semanas.
 
Além disso, as patentes que regem a exclusividade na produção são expiradas após cinco anos, o que desestimula o investimento financeiro.
 
Somado a este contexto, está o mau uso dos antibióticos, tanto por parte dos médicos quanto da população.
           
Prescrever medicamentos deste tipo para doenças causadas por vírus ou parar o tratamento antes do prazo acelera o processo que faz a bactéria virar multirresistente. Isso torna, em poucos anos, o antibiótico obsoleto.
 
“O poder público, as universidades e as sociedades médicas deveriam estabelecer programas de cooperação para pesquisa, pois temos os profissionais capacitados, tecnologia adequada e os pacientes-alvo dos estudos científicos”, acredita Cyrillo.
 
Sem os novos fármacos e sem a mudança de hábitos por parte da população – que além da prescrição responsável também exige medidas de higiene, como lavar as mãos – as bactérias ficarão ainda mais protegidas e os pacientes cada vez mais vulneráveis.
 
Novas e velhos
Enquanto novas bactérias só contam com velhos antibióticos, os médicos recorrem a alquimias, esperando efeito positivo.
 
“Nestes casos, utilizamos associações de antibióticos, aumentamos as doses e utilizamos princípios de farmacocinética e farmacodinâmica”, explica Cyrillo sobre os processos que buscam otimizar doses e tempo de duração.
 
A esperança para mudar o contexto vem do aperfeiçoamento das técnicas preventivas às doenças bacterianas, como novas vacinas que impedem a contaminação por microrganismos bacterianos, transmitidos pelo ar.
 
Segundo os especialistas, vem também da iniciativa das pessoas de atentarem para a importância de que lavar as mãos salva vidas e de que o tesouro da medicina chamado antibiótico precisa ser usado com cautela.
 
Fonte iG

As melhores posições sexuais para quem quer engravidar

Embora sem comprovação científica, médicos defendem que algumas posições facilitam o trajeto do espermatozoide e a fecundação. Veja 19 opções para quem quer engravidar
 
Para que uma mulher engravide, o espermatozoide precisa percorrer um longo caminho no sistema reprodutor feminino. “Guardadas as devidas proporções, é o correspondente a dez quilômetros de nado para um homem”, compara o ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery, autor de “Mulher:
 
Um Projeto sem Prazo de Validade” (Integrare Editora). Tanto esforço merece uma ajudinha, não? Se o casal estiver disposto a ter um filho, pode considerar adotar posições sexuais que facilitem esse trajeto e, consequentemente, a fecundação.
 
Confira 19 posições sexuais indicadas para quem quer engravidar:
 
Por baixo do homem e com a barriga para cima, a mulher facilita o depósito do sêmen no fundo de sua vagina
Por baixo do homem e com a barriga para cima, a mulher facilita o depósito do sêmen no fundo de sua vagina
Foto: Renato Munhoz (Arte iG)


O bumbum levantado da mulher ajuda ainda mais a deixar o canal vaginal como um “escorregador” para o sêmen
O bumbum levantado da mulher ajuda ainda mais a deixar o canal vaginal como um “escorregador” para o sêmen


A cabeça do pênis fica praticamente na porta do útero; assim, a ejaculação vai direto ao lugar onde tem que ficar
A cabeça do pênis fica praticamente na porta do útero; assim, a ejaculação vai direto ao lugar onde tem que ficar


Pênis e colo do útero ficam muito próximos no momento da ejaculação, facilitando a entrada dos espermatozoides
Pênis e colo do útero ficam muito próximos no momento da ejaculação, facilitando a entrada dos espermatozoides


Além de colocar a gravidade a favor do sêmen, essa posição acelera o orgasmo feminino
Além de colocar a gravidade a favor do sêmen, essa posição acelera o orgasmo feminino
 

Os quadris elevados da mulher fazem do canal vaginal um corredor para passeio fácil do sêmen
Os quadris elevados da mulher fazem do canal vaginal um corredor para passeio fácil do sêmen


Em posição que acelera o orgasmo feminino, os espermatozoides nadam com o auxílio da gravidade rumo ao útero
Em posição que acelera o orgasmo feminino, os espermatozoides nadam com o auxílio da gravidade rumo ao útero


A cabeça do pênis e o colo do útero ficam bem próximos, e a fecundação é facilitada
A cabeça do pênis e o colo do útero ficam bem próximos, e a fecundação é facilitada


Levantando o bumbum dessa forma, a mulher aumenta o efeito da gravidade no caminho do sêmen para a fecundação
Levantando o bumbum dessa forma, a mulher aumenta o efeito da gravidade no caminho do sêmen para a fecundação


Embora não esteja exatamente por baixo, a mulher recebe o depósito do sêmen diretamente no colo do útero
Embora não esteja exatamente por baixo, a mulher recebe o depósito do sêmen diretamente no colo do útero


Perfeito e confortável exemplo de mulher por baixo e com a barriga para cima, o que facilita a fecundação
Perfeito e confortável exemplo de mulher por baixo e com a barriga para cima, o que facilita a fecundação


O homem ejacula com mais facilidade e seu sêmen fica represado no fundo da vagina instantaneamente
O homem ejacula com mais facilidade e seu sêmen fica represado no fundo da vagina instantaneamente


Perfeitamente alinhado com o canal vaginal, o pênis manda a ejaculação direto para o colo do útero
Perfeitamente alinhado com o canal vaginal, o pênis manda a ejaculação direto para o colo do útero)


O homem precisará fazer um pouco de ginástica, mas seu sêmen será depositado direitinho na vagina da mulher
O homem precisará fazer um pouco de ginástica, mas seu sêmen será depositado direitinho na vagina da mulher


A mulher recebe o sêmen do parceiro em uma posição que auxilia a chegada do espermatozoide até o útero
A mulher recebe o sêmen do parceiro em uma posição que auxilia a chegada do espermatozoide até o útero


No momento da ejaculação, o sêmen já fica no fundo da vagina, que é o lugar ideal até ele se tornar líquido
No momento da ejaculação, o sêmen já fica no fundo da vagina, que é o lugar ideal até ele se tornar líquido


O sêmen tem a gravidade a seu favor para os espermatozoides chegarem ao útero e a mulher atinge o orgasmo rapidamente
O sêmen tem a gravidade a seu favor para os espermatozoides chegarem ao útero e a mulher atinge o orgasmo rapidamente


Mesmo estando frente a frente, a posição faz do canal vaginal um túnel reto para o pênis e o sêmen
Mesmo estando frente a frente, a posição faz do canal vaginal um túnel reto para o pênis e o sêmen


Tem que ser atleta, mas, nessa conjunção, o sêmen vai direto para o colo do útero. É bom deitar depois do orgasmo
Tem que ser atleta, mas, nessa conjunção, o sêmen vai direto para o colo do útero. É bom deitar depois do orgasmo
 
* Posições sexuais recomendadas pelo ginecologista e obstetra Malcolm Montgomery, autor de “Mulher: Um Projeto sem Prazo de Validade” (Integrare Editora) e pelo especialista em reprodução humana e professor-assistente do departamento de ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Eduardo Motta.
 
Embora não haja comprovação científica da eficácia de tal prática, muitos médicos recomendam que a mulher fique por baixo e com a barriga para cima durante a relação sexual para ter mais chance de gerar um filho.

A orientação parte da experiência de quem estuda o corpo feminino há bastante tempo e já acompanhou muitas gestações. “O sêmen é depositado com mais facilidade quando a mulher está assim. Ele fica mais represado no fundo da vagina”, afirma Eduardo Motta, especialista em reprodução humana e professor-assistente do departamento de ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Montgomery concorda e esclarece: “Com a ajuda da gravidade que esse posicionamento oferece, o canal vaginal funciona como um escorregador para o espermatozoide chegar ao colo do útero”. Ele ressalta, ainda, o papel do orgasmo quando a intenção é engravidar. “A única fêmea que tem orgasmo é a humana, e ele tem uma função: a contração e o relaxamento do útero no auge do prazer auxiliam a entrada do espermatozoide”, diz.

Ficar deitada depois do orgasmo por pelo menos meia hora também pode ajudar (mulheres com útero em posição normal devem manter a barriga para cima; para as que têm útero retroverso, o ideal é virar de bruços). Isso porque, como explica Motta, “o sêmen é ejaculado em um aspecto gelatinoso e leva um tempo para se tornar líquido, que é o estado ideal para o espermatozoide entrar no útero”.
 
Vale também levantar um pouco o bumbum para aumentar o efeito da gravidade.            
 
Fonte iG 

Cientistas dizem ter descoberto origem do câncer de mama

BBC
Tumor na mama tem origem nas células que formam
 os dutos mamários
Células localizadas nos dutos mamários seriam mais propensas a sofrer mutações que podem desenvolver o câncer. Entenda por que
 
Em sua essência, o câncer é uma célula entre milhões de outras que começa a funcionar mal. No caso do câncer de mama, na maioria das vezes essa célula maligna fica nos dutos que levam o leite da glândula mamária até o mamilo.
           
Mas, por que ali e não em outra parte? O que há nesta região? David Gilley, da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e Connie Eaves, do Laboratório Terry Fox da Agência para o Câncer em Vancouver, no Canadá, ficaram perplexos ao descobrir a resposta.
 
Em um estudo publicado na revista especializada Stem Cell Reports eles explicam como descobriram que todas as mulheres – propensas ou não a desenvolver câncer de mama – têm uma classe particular de células-mãe com telômeros (estruturas que formam as extremidades do cromossomo) extremamente curtos.
           
Os cientistas se deram conta de que estes cromossomos, com as extremidades tão pequenas, fazem com que as células fiquem mais propensas a sofrer mutações que podem desenvolver o câncer.
 
Diferentemente de muitos estudos sobre o câncer, a investigação se deu em mulheres normais que doaram seus tecidos após terem se submetido a uma operação de redução de seios por razões estéticas.
 
"O que procurávamos eram possíveis vulnerabilidades em células normais que fizeram com que se tornassem malignas", explicou Gilley à BBC Mundo.
 
Prevenção
Eles explicam que as células-mãe se dividem em células chamadas de diferenciadas ou finais, que, por sua vez formam o duto mamário. E é nessas células em que se origina o câncer de mama, afirmam os especialistas. Eles observaram que quando os telômeros dessas células finais perdem sua função – que é a de manter a estrutura do cromossomo, evitando que suas extremidades se juntem ou combinem com os outros – pode ocorrer é "um verdadeiro caos" no ciclo celular que se segue.
 
Apesar de todas as mulheres terem células com telômeros bem curtos, nem todas desenvolvem câncer de mama. Em alguns casos, porém, a multiplicação dessas células pode funcionar mal e produzir uma célula maligna, explica Gilley.
 
Para os especialistas, o estudo permite entender o que está por trás do início do câncer de mama e estabelecer marcadores que sirvam de parâmetros para exames a partir de amostras de tecidos e sangue, e poder monitorar todas as mulheres, especialmente as que têm alto risco de desenvolver a doença.
 
"O que tentamos fazer foi olhar o câncer de uma forma distinta, nos focando em como começa", explica Gilley.
 
"Porque uma vez que o tumor se desenvolve, particulramente em alguns tipos de câncer de mama, não há muito o que se possa fazer".
 
Fonte iG