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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cinco motivos para ficar em silêncio

Escolha um lugar em que se sinta a vontade para se desligar
do mundo por alguns instantes
O conhecimento de si mesmo e do outro surgem com a quietude
 
Fones de ouvido o dia inteiro, o barulho do trânsito, televisores espalhados nos restaurantes: é fato que vivemos com uma mentalidade predominante de que o silêncio não é bem-vindo.
 
Engatamos um assunto no outro, sem prestar atenção na conversa, sem ouvir, apenas esperando nossa vez de falar, só para que o silêncio não venha.

A maioria das pessoas evita o chamado silêncio constrangedor. "Além disso, os tempos atuais praticamente nos obrigam a fazer tudo ao mesmo tempo, acabamos com o ruído de várias tarefas, sem poder direcionar nossa mente tranquila a uma atividade de cada vez", diz o terapeuta holístico Walter Alexandre.
 
Realizar as tarefas com mais consciência e concentração é só mais um dos benefícios que a quietude proporciona. Mais do que isso o silêncio também é uma de autoconhecimento.
 
Conheça mais motivos para ficar calado:
 
1. Há momentos em que só o silêncio comunica

Como bem diz a tradução da música Enjoy the Silence, do grupo inglês Depeche Mode, "emoções são intensas e palavras são banais". Não somos capazes de exprimir todos os nossos sentimentos em palavras. Isso ocorre não por não sabermos o que estamos sentindo, mas porque a linguagem não dá conta de exprimir toda a gama de sensações e mistura de pensamentos de algumas situações. Respeite os momentos em que não houver nada para ser dito, mas não se esqueça de compartilhar o silêncio. "É possível estar em silêncio e bem acompanhado, pois o olhar, o toque e os gestos podem dizer muito mais que palavras jogadas ao vento", de acordo com Walter.  
 
2. Conheça melhor o outro
Ao estarmos quietos com o outro, se cria uma superfície de contado com o silêncio inconsciente. "O silêncio interno, ou seja, o estar atento, é fundamental para ouvirmos melhor o outro e também para deixar que o outro fale por si, sem ser conduzido pela interpelação do nosso raciocínio. Este é o verdadeiro ouvir: respeitar o silêncio", diz a psicanalista Karin Szapiro. 
 
3. Conheça melhor a si mesmo
"O silêncio é essencial para a reflexão", diz o terapeuta Walter Alexandre. E só refletindo que podemos compreender situações pelas quais passamos e nossas atitudes diante delas - ou seja, o silêncio pode ser um ótimo terapeuta. Quem não é capaz de refletir, também jamais conseguirá evoluir. Assim, a pessoa vai convivendo com os mesmos erros e perpetuando mágoa atrás de mágoa em sua vida.

"Escolha um lugar em que se sinta a vontade para se desligar do mundo por alguns instantes. Repense como foi seu dia, desde o momento em que você acordou. Você encontrará mais do que situações em que se sentiu injustiçado ou azarento, pois vai exercitar a capacidade de pensar maneiras mais adequadas de lidar com aquela situação estressante", diz Walter. 
 
4. Valorize os assuntos relevantes
Quando buscamos eliminar o silêncio a todo custo, tendemos a preencher um vazio que habita nossa personalidade. Assim, pode-se perceber um sintoma nítido: fala-se muito sobre coisas fúteis e os assuntos importantes provocam aquele constrangimento e ficam de lado. Quantas vezes você não se deparou com a seguinte situação: em uma roda de conhecidos, quando surge um assunto polêmico e muita gente fica sem graça na hora e até pede para que mudem de assunto? Assim, discussões importantes ficam de lado e problemas ancestrais nunca serão resolvidos - pois o maior segredo para resolver uma situação é falar sobre ela.

Isso vale também para os relacionamentos, é a famosa regra do diálogo, por mais que pareça clichê. "Manter o entusiasmo inicial no relacionamento requer a conversa para que ambos exponham não só suas insatisfações, mas também a admiração pelo parceiro, fundamental em qualquer relação", diz a psicóloga Margareth dos Reis.  
 
5. Combata o estresse
O barulho perturba muito mais do que aquele silêncio inquietante, pois não é natural, mas sim provocado pelos inúmeros aparelhos que o homem criou. "O ruído além de gerar estresse, hipertensão, problemas cardiovasculares e alterações pulmonares, provoca um aumento na secreção de adrenalina, que conduz a uma hiperexcitação capaz de gerar comportamentos estranhos nos indivíduos", diz o terapeuta holístico Walter Alexandre.

Diante dessa exposição inevitável do dia a dia, o segredo é aprender a relaxar até nos lugares mais inusitados, como no trânsito ou na fila do banco. "Ao relaxarmos a mente, fazemos com que ela fique tranquila mesmo com os ruídos lá fora. Nesse momento do relaxamento, nosso cérebro deixa de dar atenção ao barulho, diminuindo o estresse e ansiedade", diz Walter. Para relaxar, basta sentar ou deitar num lugar calmo e respirar profundamente várias vezes. Nessa hora, é importante dar um comando mental para que todos os problemas da vida fiquem do lado de fora.  
 
Fonte Minha Vida

Raiva: explodir ou guardar?

Extravasar a raiva sempre que ela surgir, como alguns
aconselham, não é adequado e nem sábio
Interpretar esse sentimento ajuda a manter relacionamentos e lidar com tristezas
 
A raiva é um dos sentimentos mais comuns e também um dos mais negados e difíceis de lidar. Normalmente, as pessoas ficam entre dois extremos: extravasar a raiva ou contê-la. Mas nenhuma dessas duas alternativas deve ser seguida ao extremo, pois podem prejudicar a própria pessoa e abalar o relacionamento com outros. Entenda por que e saiba a melhor forma de lidar com essa situação. 
 
Sem controle
Extravasar a raiva sempre que ela surgir, como alguns aconselham, não é adequado e nem sábio. Isso pode até gerar um alívio momentâneo, mas, e depois? Grandes estragos são feitos nos relacionamentos em nome desse "extravaso". Uma palavra falada num tom agressivo, mesmo que num momento de raiva, pode estragar amizades e criar muitas barreiras. 
 
Existem alguns distúrbios psiquiátricos nos quais as pessoas não conseguem conter seus impulsos agressivos, é o caso do distúrbio explosivo intermitente, por exemplo. A pessoa não consegue controlar seus impulsos agressivos e tem momentos de explosões raivosas, destruindo objetos ou agredindo pessoas. Nesses casos, é preciso fazer tratamento psicoterápico e até medicamentoso para conseguir conviver em família e sociedade sem causar danos a si ou a terceiros.
 
Infelizmente o que vemos é que grande parte das pessoas que agridem verbal ou fisicamente filhos, cônjuges, pais, amigos e conhecidos não possuem tal distúrbio. São pessoas que não aprenderam desde pequenos a lidar com as frustrações que fazem parte da vida e do convívio social. 
 
Sentimento sufocado
No outro extremo, estão pessoas que não conseguem expressar um mínimo de descontentamento ou raiva diante daquilo que as prejudica ou fere. Essas pessoas sofrem porque não querem ver o outro sofrer. Elas acreditam que dizer "não" e manifestar indignação ou raiva são atitudes que farão delas uma pessoa "má". Normalmente, essas pessoas buscam a psicoterapia porque se sentem sufocadas e têm dificuldade de reagir. 
 
Equilíbrio de forças
O difícil, mas não impossível, é encontrar um equilíbrio entre esses dois extremos. A raiva é um sentimento que tem sua função no psiquismo. Ela sinaliza que fomos injustiçados, traídos, rejeitados, caluniados... E por aí vai. Além disso, todo sentimento de raiva esconde uma tristeza por trás dele. É só você parar e pensar na última vez que sentiu raiva. Se você fizer uma análise honesta sobre o que o deixou com raiva, encontrará uma tristeza por alguma perda, uma expectativa que não se concretizou, uma rejeição, uma mágoa e muitas outras coisas que nos entristecem. 
 
É muito mais fácil reconhecer que estamos com raiva do que tristes. A raiva nos dá a sensação de sermos fortes e poderosos. Muitas pessoas acreditam que, se disserem que estão tristes, parecerão frágeis e vulneráveis perante os outros. No entanto, é preciso questionar essa crença. A nossa força não está na raiva, mas sim na coragem de tomar consciência dos próprios sentimentos e daquilo que nos faz sofrer e, se possível, encontrar um jeito de lidar com isso. 
 
É claro que existem muitas situações que são de extrema violência ou abuso contra nós ou contra outros que merecem a nossa explosão. A maioria das questões que vivemos no cotidiano, porém, poderia ser resolvida de forma mais construtiva, ouvindo a tristeza que está por trás da nossa raiva. 
 
Embora seja difícil, esse exercício favorece os relacionamentos. Se conseguirmos falar para o outro o que nos deixou triste e que não queremos mais que aquilo aconteça, em vez de explodir e colocar para for a toda a nossa raiva, evitaríamos muitos rompimentos, mal entendidos e distanciamentos nos relacionamentos. 
 
Fonte Minha Vida

Pacientes do DF vão receber certidão quando houver recusa de atendimento

A certidão deve registrar, além do motivo do não atendimento,
o nome do usuário, unidade de saúde, data e hora da recusa
Brasília - Pacientes que procurarem o serviço de saúde do Distrito Federal e não forem atendidos agora têm o direito de receber uma certidão que indique o motivo da recusa em dar atendimento ou fornecer uma medicação. Essa foi uma recomendação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) à Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
 
De acordo com o MPF, são muitos os casos de pacientes que procuram a Justiça depois de buscarem diversas vezes atendimento sem sucesso e que não têm nenhuma prova de que buscaram o sistema público de saúde. Desta forma, além de o paciente poder provar que buscou o serviço público, a Secretaria de Saúde vai poder catalogar as falhas encontradas no sistema e assim corrigi-las.
 
Para esta recomendação, o MPF baseou-se na Lei de Acesso à Informação, que prevê punição ao servidor que se negar a dar, imediatamente, informações que estão disponíveis. O dever continua mesmo que o serviço de recepção de hospitais e postos de saúde públicos seja terceirizado. A certidão deve registrar, além do motivo do não atendimento, o nome do usuário, unidade de saúde, data e hora da recusa.
 
A recomendação do MPF vale apenas para o Distrito Federal, mas a intenção é que o procedimento seja adotado nacionalmente, como já acontece no âmbito privado. Desde o início do mês, resolução da Agência Nacional de Saúde obriga os planos de saúde a justificarem, por escrito, o motivo da negativa de qualquer procedimento médico.
 
Uma cópia do documento está disponível no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
 
Fonte Agência Brasil

Vacinas do futuro: menos dor e mais versatilidade

Foto: Divulgação
Fábrica de vacinas da Novartis: um dos focos da farmacêutica é encontrar
  doses para doenças negligenciadas, como Salmonella
Considerando isoladamente todas as vacinas disponíveis na rede pública de saúde, uma criança receberá antes dos seus 2 anos de vida nada menos do que 40 injeções.
 
Caso as previsões dos cientistas se tornem realidade, até a vida adulta desta mesma criança, uma série de outras novas doses ira cruzar seu caminho, mas de forma bem menos dolorida e mais versátil.
 
Os pesquisadores estão empenhados em trazer para as “vacinas do futuro” duas importantes características. A primeira, já com alguns sucessos alcançados, é fazer com que uma mesma fórmula proteja do maior número possível de doenças.
 
“Combinar múltiplas vacinas em uma só aplicação não é só conforto, é necessidade. Garante menor custo e maior adesão do público”, afirma a médica pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Associação Brasileira de Imunizações.
 
O segundo foco dos cientistas é alcançar mecanismos de dispensação mais fáceis – que vão além das atuais seringas e gotinhas – como sprays, microagulhas e gel. O objetivo, neste caso, é ampliar a segurança das vacinas, consideradas pelos especialistas as grandes responsáveis por interferir no curso de doenças mundiais, ao bloquear mortalidade em massa assistidas nos séculos passados e ampliar a expectativa de vida da população.
 
Segundo explica o professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Comissão de Imunização do Estado de São Paulo, Gabriel Oselka, a erradicação e controle de doenças, conquistados com os imunizantes nos últimos anos, fizeram com que os possíveis efeitos colaterais das doses ganhassem destaque no cenário da proteção.
 
Se na época de Oswaldo Cruz (médico que coordenou a primeira vacinação em massa em 1904 contra varíola e febre amarela), reações adversas como febre ou inchaço no local após a aplicação das doses nem eram considerados diante das avassaladoras epidemias, hoje estes efeitos incomodam mais e a ciência quer eliminá-los. “Agora ninguém quer nem fazer careta ao receber a injeção”, brinca Oselka.
 
Este novo figurino – versatilidade e dispensação indolor – dos fármacos do futuro é almejado sem abrir mão dos estudos para produzir vacinas contra doenças ainda não contempladas.
 
“Eu ainda espero poder trabalhar com vacinas contra malária, HIV, hepatite C e câncer, dengue, todas já com estudos promissores iniciados”, afirmou Maurizio de Martino, diretor do Departamento de Saúde da Mulher e da Criança da Universidade de Florença, durante a reunião realizada no final de março na Itália para discutir os avanços das vacinas mundiais.
 
Espalhadas pelo mundo, são em média 300 pesquisas de novas vacinas em andamento, entre elas para o Alzheimer e até tabagismo. “Existe uma linha de pesquisas não só de vacinas preventivas, mas também de tratamento”, completa Ballalai.
 
História e evolução
“Para projetar as vacinas dos próximos anos, é preciso olhar para o passado”, afirmou o diretor do setor de vacinas da Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido, Jamie Findlow, durante o congresso italiano. Foi desta forma com que os cientistas conseguiram encontrar um novo foco de mudança para os imunizantes que vão chegar ao público no futuro.
 
A maior parte das vacinas hoje oferecida na rede mundial é feita com o vírus ou bactéria atenuados, os próprios causadores das doenças. Quando injetados no corpo, ainda que mais “fraquinhos”, eles têm proteínas que criam anticorpos nos humanos às enfermidades. Em alguns casos, a proteção contra a doença dura a vida toda (como a catapora), em outros há prazo de validade (como a febre amarela, com duração de 10 anos).
 
É este molde de ação que pode provocar em uma pequena parcela dos imunizados reações como febre ou sintomas em menor proporção da doença a ser evitada pela vacina. O infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon, diz que agora a proposta dos laboratórios é, em vez de atenuar os agentes infecciosos, conseguir isolar as proteínas dos vírus e bactérias que “acordam” os anticorpos protetores e, então, colocá-las em contato com as pessoas.
 
“Isso despertaria uma memória imunológica de uma forma bem mais segura”, explica Olzon ao citar que, durante a sua infância, ele foi protegido contra catapora, sarampo e caxumba de uma maneira arcaica, mas muito comum no passado.
 
“Sempre que a minha mãe sabia que um primo estava doente, falava para eu ficar perto dele. Assim eu pegaria a doença na infância, em um momento mais seguro, e nunca mais teria contato com ela na vida adulta”, lembrou.
 
A farmacêutica Novartis, uma das principais fabricantes de vacinas mundiais, foca seus estudos em vacinas de DNA e no isolamento de proteínas para encontrar as doses perfeitas para doenças como meningite – a rede acaba de lançar uma vacina “4 em 1” contra as bactérias causadoras da doença meningocócica.
 
Mas esta tecnologia de ponta também é utilizada pelo laboratório em pesquisas para produzir doses contra as chamadas doenças negligenciadas. Na cidade de Siena (Itália), uma das fábricas tem um centro só voltado para elas e mais de 30 patologias são pesquisadas. Potenciais vacinas contra salmonella, tifo e diarreia são as que têm resultados mais avançados.
 
Pés no chão
Indolores, versáteis, feitas de proteínas ou de DNA, as vacinas do futuro ainda fazem parte dos projetos e anos de pesquisas são necessários para que virem realidade.
 
“Na boca do forno, por exemplo, não há nenhuma vacina de DNA para sair e também nenhuma projeção a curto prazo para doses contra doenças crônicas (como diabetes e hipertensão, doenças cogitadas)”, afirmou o expert Gabriel Oselka.
 
Para justificar a cautela com que trata o assunto, o especialista cita o exemplo do HIV. “Lá nos anos 80, já falávamos que em dez anos, em previsões pessimista, teríamos uma vacina contra aids. E até agora não há. Evoluímos muito, temos conhecimentos importantes, mas também os pés nos chão”, diz Oselka.
 
Ainda que na forma de promessa a vacina contra aids já promete revolucionar o mundo. Os pesquisadores da FioCruz fizeram as contas e, caso fosse implantada em 2015, a dose contra o HIV precisaria de 25 anos para reduzir em 80% as infecções na população adulta. 

Fonte iG

Vacina também é coisa de adulto

Vacinação: algumas doses precisam ser repetidas na vida adulta
Em muitos casos, é preciso repetir as doses depois da infância. Conheça as principais vacinas para adultos e idosos
 
Manter a carteirinha de vacinação em dia não é apenas coisa de criança. Mesmo quem recebeu toda a série de imunizações que devem ser tomadas na primeira infância precisa repetir algumas doses na vida adulta.
 
A proteção proporcionada pelas vacinas, em alguns casos, não dura a vida toda. Além disso, novas vacinas surgiram nas últimas décadas e muita gente deixou de recebê-las justamente por acreditar que as doses devem ser tomadas apenas na infância.
 
“Depois da água potável e do saneamento básico, a prevenção de infecções por meio de vacinas é considerada um marco importante na história da saúde da humanidade: com as vacinas, injetamos proteção e qualidade de vida”, ressalta a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emilio Ribas, de São Paulo.
            
“Foi com amplos programas de vacinação que o mundo se viu livre da varíola, está prestes a erradicar a poliomielite e eliminou o sarampo de nosso país, entre tantas outras enormes conquistas. Os calendários vacinais são feitos para que se obtenha o melhor resultado nas estratégias de prevenção e controle de doenças”, reforça o pediatra e neonatologista Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
 
O especialista explica que as vacinas são produzidas com componentes mortos (fragmentos) ou vivos atenuados (enfraquecidos). Ao serem injetados no organismo, são capazes de gerar proteção (produção de anticorpos) sem causar doença em quem foi vacinado. Os falsos conceitos de que as vacinas “injetam a doenças” na pessoa e de que são destinadas apenas a crianças ainda são obstáculos por vezes intransponíveis no caminho da imunização sistemática da população no País.
 
“Hoje dispomos de vacinas para adultos contra diversas enfermidades: hepatite A e B, tétano, coqueluche, difteria, sarampo, caxumba, rubéola, gripe, pneumonias, infecções pelo HPV, entre outras. As vacinações específicas para adultos são exemplos de oportunidades para reduzir o impacto de muitas doenças na população”, diz Kfouri.
 
Como existem diferenças entre as formulações para adultos e crianças, o indicado é consultar o médico de referência e o serviço de vacinação, que deve sempre respeitar a prescrição médica para a aplicação das vacinas faltantes quando for o caso.
 
“Existem vacinas atualmente indicadas de rotina para as crianças que não estavam disponíveis no passado, como a imunização contra a varicela (catapora), igual para crianças e adultos, apenas com diferença no número de doses a serem aplicadas. No adulto, essa doença é mais grave e muito desagradável, exemplo que demonstra a necessidade de rever todo o esquema vacinal de um adulto.”
 
Além das vacinas exigidas para viagens a certos locais e das recomendadas a gestantes e trabalhadores de áreas específicas (como profissionais da saúde e manipuladores de alimentos, entre outros), indivíduos portadores de algumas doenças crônicas devem receber vacinas especiais, disponibilizadas nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIEs) – pacientes submetidos a transplante de medula óssea, em geral, precisam refazer todo o calendário vacinal.
           
Entre as vacinas licenciadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), algumas ainda não estão incluídas no Programa Nacional de Imunizações e encontram-se disponíveis apenas na rede privada – é o caso da vacina contra varicela (catapora), hepatite A, HPV e coqueluche para adultos, por exemplo.
 
“Adultos e idosos, além das vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano e influenza, deveriam também receber as vacinas contra hepatite B, hepatite A, HPV, doença pneumocócica e coqueluche”, recomenda Kfouri.
 
Fonte iG