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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cabecear a bola com frequência no futebol causa lesões cerebrais a longo prazo

Jogadores de futebol que cabeceiam a bola muitas vezes têm anormalidades cerebrais semelhantes àquelas encontradas em pacientes com concussão
Foto: Durand Julien/Foto Stock
Jogadores de futebol que cabeceiam a bola muitas vezes
têm anormalidades cerebrais semelhantes àquelas
encontradas em pacientes com concussão
Jogadores que cabeceiam muito a bola têm danos cerebrais semelhantes aos encontrados em pacientes com traumatismo
 
Pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine of Yeshiva University demonstraram que cabecear muito a bola no futebol pode causar lesões cerebrais.
 
A pesquisa revela que jogadores de futebol que cabeceiam muito a bola têm anormalidades cerebrais semelhantes àquelas encontradas em pacientes com concussão (traumatismo crânio-encefálico leve).
 
O estudo, que utilizou técnicas avançadas de imagem e testes cognitivos que avaliaram memória, foi publicado na revista Radiology.
 
"Nós estudamos os jogadores de futebol porque o futebol é o esporte mais popular do mundo. O futebol é amplamente jogado por pessoas de todas as idades e há a preocupação de que cabecear a bola, componente chave do esporte, pode danificar o cérebro", afirma o autor da pesquisa Michael Lipton.
 
Em média, os jogadores de futebol cabeceiam a bola de seis a 12 vezes durante os jogos, onde as bolas podem viajar a velocidades de mais de 50 quilômetros por hora. Durante a prática de exercícios, os jogadores geralmente cabeceiam a bola 30 vezes ou mais. O impacto de uma única cabeçada não é provável de causar danos cerebrais traumáticos, tais como dilaceração das fibras nervosas. Mas os cientistas temem que os danos cumulativos de impactos repetidos podem ser clinicamente significativos. "O cabeceio repetitivo poderia desencadear uma cascata de reações que leva à degeneração das células cerebrais ao longo do tempo", observou Lipton.
 
Para estudar possíveis lesões cerebrais derivadas do cabeceio da bola, os pesquisadores usaram tensor de difusão (DTI), técnica de imagem baseada em ressonância magnética avançada, em 37 jogadores de futebol amadores adultos (idade média de 31 anos) que tinham praticado esporte desde a infância. Os participantes relataram jogar futebol por um período médio de 22 anos e tinham jogado uma média de 10 meses no ano anterior. Os pesquisadores classificaram os jogadores com base na frequência dos cabeceios e, em seguida, compararam as imagens cerebrais dos cabeceadores mais frequentes com a dos restantes jogadores. Todos os participantes foram submetidos a testes cognitivos.
 
O exame de DTI "visualiza" o movimento das moléculas de água dentro e ao longo dos axônios, fibras nervosas que constituem a matéria branca do cérebro. Esta técnica de imagem permite aos pesquisadores medir a uniformidade do movimento da água (chamada anisotropia fracionada, ou FA) em todo o cérebro. FA anormalmente baixa na substância branca indica lesão axonal e tem sido associada com comprometimento cognitivo em pacientes com lesão cerebral traumática.
 
Os resultados do exame mostraram que os cabeceadores frequentes têm anormalidades da substância branca semelhantes às vistas em pacientes com concussão. Os jogadores de futebol que cabeceavam a bola acima de um limite entre 885 a 1.550 vezes por ano tinham significativamente menor FA em três áreas da substância branca temporal occipital.
 
Segundo Lipton, os jogadores com mais de 1.800 cabeçadas por ano também foram mais propensos a demonstrar pior memória em comparação com os participantes com menos cabeceios anuais. "Nosso estudo fornece evidências preliminares convincentes de que mudanças no cérebro semelhantes à lesão cerebral traumática leve estão associadas com a frequência com que um jogador cabeceia a bola ao longo de muitos anos. Enquanto mais pesquisas são necessárias, nossos resultados sugerem que o controle da quantidade de cabeceios pode ajudar a prevenir a lesão cerebral", conclui Lipton.
 
Fonte isaude.net

Estudo coloca em xeque a "teoria da avó". Homens seriam culpados pela menopausa

Parte do ilustração que mostra a evolução da mulheres com base em sua condição reprodutiva
        Ilustração: M. Belan/MacMaster University
Parte do ilustração que mostra a evolução da mulheres
 com base em sua condição reprodutiva
Preferência masculina por mulheres mais jovens seria responsável pela mutação genética que causou a perda da fertilidade feminina
 
Uma nova explicação para a origem da menopausa pode mudar a forma como a ciência entende a evolução da espécie humana. Pelo novo estudo, as preferências masculinas passam as ser responsáveis pelas mudanças que levaram à perda da fertilidade das mulheres mais velhas.

O líder da pesquisa, Rama Singh, da Universidade McMaster, em Ontário, é responsável por um longo estudo de como o comportamento de acasalamento pode ter afetado a fertilidade feminina. Para comprovar as teorias, sua equipe criou simulações de computador mostrando as evoluções da raça humana. Quando foram introduzidas as preferências de acasalamento masculina por mulheres mais jovens, um processo de seleção natural causou mutações específicas que levaram o sexo feminino a ter fertilidade diminuída no final da vida.

Uma das comprovações apresentadas no estudo é que quando se inverte a matriz de acasalamento inserindo a preferência feminina por homens mais jovens, o novo cenário mostra fêmeas mais jovens competindo com as mais velhas para o acesso aos machos.

Um dos grandes diferenciais da nova explicação é ser uma característica não-adaptativa, ao contrário da a "teoria da avó", colocada em xeque com este estudo. Uma das teorias mais aceitas para o fenômeno da menopausa, até agora, a "teria da avó" afirma que a origem da menopausa vem da necessidade das fêmeas ajudarem na perpetuação da espécie auxiliando na criação dos filhos de seus filhos. "Ajudar as filhas na criação do seus filhos, presumivelmente, representaria um custo duas vezes maior para a menopausa, mas os dados que foram coletados para testar esta hipótese são inconclusivos," afirmam os pesquisadores.

 
Fonte isaude.net 

Medicamento reverte doença cardíaca relacionada à idade em três meses

RapamicinaRapamicina diminuiu tamanho do coração e reduziu sinalização do estresse nos tecidos cardíacos de ratos idosos tratados
 
Camundongos idosos que sofrem de doença cardíaca relacionada com a idade apresentaram uma melhora significativa na função cardíaca após o tratamento com a droga rapamicina em apenas três meses, de acordo com pesquisadores do Buck Institute for Research on Aging, nos EUA.
 
A pesquisa mostra como a rapamicina afeta os tecidos dos mamíferos, aumentando a compreensão de um medicamento que tem sido usado para estender o tempo de vida de ratos, tanto quanto 14%.
 
 
A rapamicina é um fármaco imunossupressor, que pode ser usado para ajudar a prevenir a rejeição de órgãos após transplante. Também está incluído nos esquemas de tratamento para alguns tipos de câncer.
 
No estudo atual, a rapamicina foi adicionada às dietas de camundongos que tinham 24 meses de idade, o equivalente humano de 70 a 75 anos de idade. Semelhantes aos seres humanos, os ratos envelhecidos tinham corações ampliados, um espessamento geral da parede do coração e uma eficiência reduzida na capacidade do coração em bombear sangue.
 
Os ratos foram examinados com ecocardiografia antes e após o período de tratamento de três meses.
 
O autor da pesquisa Simon Melov afirma que a disfunção cardíaca relacionada com a idade ou foi retardada ou revertida nos ratos tratados. Quando se mediu a eficácia da forma como o coração bombeia o sangue, os ratos tratados apresentaram uma melhoria notável. Em contraste, os ratos não tratados viram um declínio geral na eficiência de bombeamento no final do mesmo período de três meses.
 
Segundo Melov, este estudo fornece a primeira evidência de que a disfunção cardíaca relacionada com a idade pode ser melhorada, mesmo no fim da vida, através do tratamento medicamentoso apropriado.
 
Os camundongos tratados viram uma redução no tamanho do coração, redução da sinalização do estresse em tecidos do coração e uma redução na inflamação.
 
Fonte isaude.net

Equipe britânica descobre mecanismo que leva o câncer a se espalhar

Projeção mostra a migração coordenada das células da crista neural (azul) e placódios (magenta)
Foto: Theveneau and Mayor/University College London
Projeção mostra a migração coordenada das células
da crista neural (azul) e placódios (magenta)
Estudo sugere que células doentes e saudáveis seguem umas às outras ao redor do corpo, causando metástase
 
Cientistas da University College London, no Reino Unido, acreditam ter descoberto por que o câncer se espalha pelo organismo. O achado pode ser vital no desenvolvimento de uma cura para a doença.
 
Em um avanço que poderia salvar milhões de vidas, a equipe identificou um mecanismo conhecido como efeito "perseguição e fuga", onde as células doentes e saudáveis seguem umas às outras ao redor do corpo.
 
A descoberta pode levar a uma terapia revolucionária capaz de bloquear essa ação e manter os tumores em um só lugar.
 
 
A equipe usou dois tipos de células embrionárias para simular as funções de células cancerosas e saudáveis. A chave para os resultados foi determinar por que as células cancerosas se ligam a células saudáveis em primeiro lugar.
 
Os cientistas imitaram o que acontece usando tipos comparáveis de células e observando seu comportamento.
 
Os pesquisadores, que conduziram o estudo usando sapo e embriões de zebrafish, estão confiantes de que o processo no qual as células cancerosas se anexam às saudáveis, a fim de migrar por todo o corpo funciona de forma similar.
 
"Nós usamos a analogia do burro e da cenoura para explicar esse comportamento: o burro segue a cenoura, mas a cenoura se afasta quando é abordada pelo burro. Da mesma forma, as células cancerosas seguem as células saudáveis, que fogem quando tocadas pelas células cancerosas.
 
Os resultados sugerem uma maneira alternativa em que os tratamentos de câncer podem funcionar no futuro, se as terapias puderem ser direcionadas para o processo de interação entre células malignas e saudáveis para impedir que as células cancerosas se espalhem e causem tumores secundários", afirma o principal autor da pesquisa Roberto Mayor.
 
Fonte isaude.net

Participantes de pesquisas científicas poderão receber pagamento

Estão previstas, em casos de efeitos colaterais, indenizações
 e assistência à saúde durante e após a pesquisa
Brasília – As pesquisas científicas que envolvem seres humanos poderão determinar o pagamento de recompensa financeira aos voluntários submetidos a testes.
 
O pagamento, até então proibido no Brasil, foi aprovado por resolução do Conselho Nacional de Saúde. 
 
O envolvimento de dinheiro será permitido quando forem testados medicamentos em um pequeno grupo de pessoas saudáveis, e em estudos de bioequivalência, que facilitam o registro de novos genéricos.
 
A resolução do conselho define direitos dos voluntários das pesquisas científicas como a privacidade de seus dados, o ressarcimento de gastos com transporte e alimentação e a possibilidade de abandonar a pesquisa no momento que desejar. Estão previstas, em casos de efeitos colaterais, indenizações e assistência à saúde durante e após a pesquisa.
 
Outra mudança é um prazo de 60 dias para a análise ética dos projetos e de 20 dias para a reanálise, caso o pesquisador tenha que fazer modificações no projeto original. Ficou estabelecido também que terão prioridade as pesquisas clínicas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Fonte Agência Brasil