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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Médicos turcos denunciam uso "selvagem" de gás lacrimogêneo em manifestações

A instituição médica estima que 11% das pessoas entrevistadas
foram expostas ao gás durante mais de 20 horas e,
entre uma e oito horas, 53%
A Associação de Médicos Turcos denunciou neste domingo que a polícia turca fez um uso "selvagem" de gás lacrimogêneo para reprimir os protestos antigovernamentais que abalam o país há quase três semanas.
 
"Desde o dia 31 de maio, a polícia tenta reprimir as manifestações pacíficas e legítimas com um uso selvagem de gás lacrimogêneo contra massas de civis desprotegidos", indicou em comunicado a associação, que, por sua vez, representa 80% dos médicos da Turquia. "Pedimos ao governo que ponha fim imediatamente a esta violência bárbara e fazemos um pedido urgente à comunidade internacional para que atue contra a repressão brutal das exigências democráticas", completou o texto.
 
A instituição médica também denuncia que na noite de sábado, quando a polícia despejou com extrema contundência os manifestantes concentrados na Praça Taksin de Istambul e do parque Gezi (objeto dos protestos antigovernamentais), a assistência médica aos feridos foi dificultada e, até mesmo, suspensa pelos policiais.
 
Durante a última semana, a associação indicou que conduziu uma pesquisa na internet para avaliar o efeito do gás lacrimogêneo nos manifestantes. Nesta, mais de 11 mil pessoas alegaram ter sofrido com os efeitos do gás, 65% deles com idade entre 20 e 29 anos.
 
A instituição médica estima que 11% das pessoas entrevistadas foram expostas ao gás durante mais de 20 horas e, entre uma e oito horas, 53%. "Ficar exposto ao gás mais de um dia aumenta o risco de problemas cardiovasculares", ressaltou a associação. Até ontem, 7% dos entrevistados, 788 pessoas, alegaram ter sofrido ferimentos pelo impacto de bomba de fumaça, frequentemente na cabeça, nos olhos, no tórax e no abdômen, em áreas que podem causar riscos fatais, assinalou a associação.
 
Os médicos também criticaram que apenas 5% dos feridos são encaminhados aos hospitais, já que, como os mesmos são fichados como manifestantes, muitos preferem evitar os centros médicos com medo de uma possível prisão.
 
O comunicado lembra que o Ministério da Saúde abriu uma investigação contra o Colégio de Médicos de Istambul por organizar o trabalho de médicos voluntários para atender os feridos nos confrontos contra policiais. "Há uma caça de bruxas contra os médicos", concluiu o texto, ao assinalar que pelo menos um médico e um estudante de medicina foram detidos em Istambul.
 
O próprio governador de Istambul, Hüseyin Avni Mutlu, admitiu hoje que a polícia deteve vários médicos durante os confrontos, embora tenha justificado a medida citando que os mesmos estavam "ajudando os manifestantes".
 
Fonte Efe/R7

Baixo peso ao nascer pode ser fator de risco para perda da visão no futuro

A maioria das doenças oculares relacionadas à idade cai na
categoria de doenças complexas, o que significa que muitos
fatores podem agravar a severidade do risco, e o peso
ao nascer pode ser um desses fatores
Ratos com problemas de crescimento no útero foram mais propensos a desenvolver deficiência visual relacionada à idade
 
Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram que o baixo peso ao nascer pode ser um fator de risco para perda de visão relacionada com a idade.
 
Ratos com problemas de crescimento no útero e que nasceram com menos peso que o normal foram mais propensos a desenvolver deficiência visual em comparação com ratos homólogos de peso normal.
 
"A consequência de nossos resultados é que estamos fornecendo evidências para a necessidade de os médicos registrarem os pesos de seus pacientes no nascimento quando se avalia a saúde", afirma o líder da pesquisa Yves Sauvé.
 
A maioria das doenças oculares relacionadas à idade cai na categoria de doenças complexas, o que significa que muitos fatores podem agravar a severidade do risco, e o peso ao nascer pode ser um desses fatores. "Nossa descoberta aponta para a necessidade de buscar mais estudos sobre a relação potencial entre baixo peso ao nascer e o risco de desenvolver perda de visão relacionada com a idade", ressalta Sauvé.
 
Os resultados mostraram que não só os ratos com baixo peso ao nascer tiveram piora na visão geral à medida que envelheciam, eles também apresentaram pior visão noturna.
 
A equipe afirma que trabalho adicional precisa ser feito para ver se esta mesma ligação existe nos seres humanos, e se isso acontecer, os médicos terão maior interesse em monitorar a visão de adultos que nasceram com baixo peso.
 
Fonte isaude.net

Pílula para osteoporose impede crescimento de células do câncer de mama

Os resultados indicam que a droga bazedoxifene não só impede
 o estrogênio de alimentar o crescimento de células de câncer de
mama, mas também leva o receptor de estrogênio a se destruir
Bazedoxifene impede estrogênio de alimentar os tumores, mesmo em células resistentes às terapias atuais
 
Um medicamento aprovado na Europa para tratar a osteoporose é capaz de impedir o crescimento das células do câncer de mama, mesmo em cânceres que se tornaram resistentes às atuais terapias específicas, de acordo com estudo de pesquisadores do Duke Cancer Institute, nos EUA.
 
Os resultados indicam que a droga bazedoxifene não só impede o estrogênio de alimentar o crescimento de células de câncer de mama, mas também leva o receptor de estrogênio a se destruir.
 
"Descobrimos que o bazedoxifene se liga ao receptor de estrogênio e interfere com a sua atividade, mas o surpreendente é que nós demonstramos que ele também degrada o receptor e se livra dele", afirma o autor sênior Donald McDonnell.
 
Em estudos de cultura de células e animais a droga inibiu o crescimento tanto em células de câncer de mama dependente de estrogênio quanto em células que tinham desenvolvido resistência ao tamoxifeno ou inibidores da aromatase, dois dos tipos mais utilizados de drogas para prevenir e tratar o câncer de mama.

Droga bazedoxifene leva o receptor de estrogênio a se destruir
Foto: Divulgação/Univ. of Health
Droga bazedoxifene leva o receptor de estrogênio
a se destruir
 
Atualmente, se as células de câncer de mama desenvolvem resistência a estas terapias, os pacientes são normalmente tratados com agentes de quimioterapia tóxicos que têm efeitos secundários significativos.
 
Bazedoxifeno é uma pílula que, tal como o tamoxifeno, pertence a uma classe de fármacos conhecidos como moduladores específicos do receptor de estrogênio (SERMs). Estas drogas são distinguidas pela sua capacidade de se comportar como estrogênio em alguns tecidos, de forma significativa, enquanto bloqueio a ação do estrogênio em outros tecidos. No entanto, ao contrário do tamoxifeno, bazedoxifene tem algumas das propriedades de um grupo mais recente de medicamentos, conhecidos como degradadores seletivos de receptores de estrogênio, ou SERDs, o que pode ter como alvo o receptor de estrogênio para destruição.
 
"Como a droga remove o receptor de estrogênio como um alvo de degradação, é menos provável que a célula cancerosa possa desenvolver um mecanismo de resistência, porque você está removendo o alvo", explica a principal autora da pesquisa Suzanne Wardell.
 
Muitos investigadores tinham assumido que as células de câncer de mama uma vez que desenvolveram resistência ao tamoxifeno, seriam resistentes a todas as drogas que visam o receptor de estrogênio. "Nós descobrimos que o receptor de estrogênio ainda é um bom alvo, mesmo depois que a resistência ao tamoxifeno se desenvolve", afirma McDonnell.
 
Como bazedoxifene já passou por estudos de segurança e eficácia como tratamento para a osteoporose, a equipe acredita que a droga pode ser uma opção viável a curto prazo para os pacientes com câncer de mama avançado, cujos tumores tornaram-se resistentes a outras opções de tratamento.
 
Fonte isaude.net

Substância encontrada em plantas medicinais africanas para progressão do câncer

Substâncias ativas presentes na pimenta selvagem são capazes de matar células tumorais que são resistentes a várias drogas
Foto: Duke University
 Substâncias ativas presentes na pimenta selvagem são capazes
 de matar células tumorais que são resistentes a várias drogas
Testes com benzofenonas derivadas de plantas do Camarões indica que substância é eficaz contra cânceres multirresistentes
 
Plantas medicinais africanas contêm substâncias químicas que podem ser capazes de parar a propagação das células cancerosas. Esta é a conclusão de pesquisadores da Johannes Gutenberg University Mainz, na Alemanha.
 
A pesquisa sugere que as substâncias ativas presentes em plantas como cardo gigante e pimenta selvagem são capazes de matar células tumorais que são resistentes a várias drogas. "Elas, portanto, representam um excelente ponto de partida para o desenvolvimento de novos tratamentos terapêuticos para cânceres que não respondem a regimes de quimioterapia convencionais", afirma o professor Thomas Efferth.
 
Nos últimos quatro anos, Efferth e seus colegas têm estudado as substâncias ativas em plantas africanas, como o cardo gigante, a pimenta selvagem e a pimenta etíope.
 
A resistência multidroga é um dos problemas mais temidos na terapia do câncer, porque, nesses casos, a maioria dos medicamentos falha e a chance de sobrevivência do paciente é reduzida. O problema não pode geralmente ser resolvido simplesmente aumentando a dose, pois isso também resulta na exacerbação de efeitos colaterais indesejáveis. "Estamos agora à procura de substâncias que tanto podem quebrar a resistência do tumor e não produzir efeitos colaterais", ressalta Efferth.
 
Muitas plantas contêm substâncias tóxicas que elas usam para se proteger contra predadores e doenças microbianas. Ao longo de milhões de anos, as plantas terrestres conseguiram certas moléculas necessárias para ajudá-las a compensar a sua principal desvantagem diante de seus inimigos, isto é, sua imobilidade e a falta de um sistema imunológico. O desafio para os farmacologistas agora é determinar quais substâncias da planta são medicinais e quais são simplesmente venenosas e perigosas.
 
A equipe examinou mais de 100 especiarias e plantas dos Camarões para avaliar seus efeitos citotóxicos em células cancerosas.
 
Os pesquisadores se concentraram em três mecanismos de resistência diferentes. Resistência mediada por transportador que impede que as drogas entrem em vigor, porque uma substância chamada P-glicoproteína promove o seu efluxo de células cancerosas. No caso da resistência mediada por um gene supressor do tumor, uma mutação na proteína p53 significa que as células cancerígenas não morrem mas são resistentes e tornam-se cada vez mais agressivas. Por último, na resistência mediada pelo oncogene, o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) envia os sinais para o interior das células que fazem com que os tumores cresçam mais rapidamente.
 
Os investigadores têm modelos celulares de todos os três mecanismos de resistência que lhes permitiram testar adequadamente a eficácia das substâncias obtidas a partir de plantas.
 
A equipe de pesquisa relatou que quatro benzofenonas naturais podem prevenir a proliferação de linhagens de células tumorais testadas, incluindo cepas resistentes a múltiplas drogas. "As benzofenonas investigadas são substâncias potencialmente citotóxicas que precisam ser mais amplamente investigadas com o objetivo de desenvolver novos medicamentos contra o câncer que sejam eficazes contra tipos resistentes da doença", afirmam os pesquisadores.
 
Fonte isaude.net

Em SP, 126 idosos são internados todos os meses vítimas de violência

Levantamento inédito da Secretaria de Estado da Saúde mostra, ainda, que a maior causa das internações é o uso de força corporal
 
Levantamento inédito da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que nove pessoas com 60 anos ou mais são internadas por semana em hospitais públicos em razão de agressões físicas. O estudo mostra, ainda, que a maior causa das internações de idosos é o uso de força corporal, que pode causar diversos danos físicos e mentais aos agredidos. Em 2012, no Estado, 126 idosos foram internados em hospitais públicos vítimas de agressões físicas.

" Existem muitos tipos de violência contra idosos, e, na maioria dos casos, os agressores são causadas por pessoas próximas, como filhos, netos, cuidadores ou familiares" , explica Andréia Magalhães, coordenadora do Serviço Social do Centro de Referência do Idoso (CRI) da Zona Norte, unidade da Secretaria.

Andréia explica que, para cada tipo de agressão, há os sintomas específicos, mais fáceis de serem identificados. No caso das agressões físicas, por exemplo, o aparecimento de hematomas é um dos primeiros sinais de agressão a serem notados. Para este tipo de violência, também é comum mudanças de comportamento, como isolamento e depressão.

É importante que qualquer ato de violência contra os idosos seja denunciado. As ocorrências podem ser registradas na Delegacia do Idoso mais próxima ou em qualquer delegacia de polícia.

O CRI Norte deverá criar neste ano um Núcleo de Atendimento de Violência contra o Idoso. No local, os pacientes que sofrem ou sofreram com algum tipo de violência receberão atendimento médico e psicológico de profissionais capacitados para lidarem com as situações.
 
Fonte isaude.net