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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nova dieta da moda propõe 5 dias de comilança e 2 de fome

Macarronada: nova dieta da moda propõe comer o que quiser
 durante 5 dias da semana e praticamente jejuar durante os outros 2
Segundo idealizadores da "Dieta 5x2", jejum intermitente ajudaria o corpo a perder gordura
 
Esqueça os carboidratos e a desintoxicação. A nova dieta da moda na Grã-Bretanha, já chegando aos EUA, prevê que a pessoa coma tudo o que quiser, mas só cinco dias por semana.
 
A "Dieta do Jejum", também conhecida como "Dieta 5x2", foi criada pelos jornalistas Michael Mosley e Mimi Spencer. De acordo com essa fórmula, a pessoa pode comer à vontade durante cinco dias, mas deve ingerir no máximo 600 calorias nos outros dois.
 
"The Fast Diet", livro de autoria dos jornalistas, lidera as listas dos mais vendidos na Grã-Bretanha e nos EUA neste ano, e já teve dúzias de reimpressões.
           
Mosley, especializado em assuntos médicos, disse que a dieta se baseia no trabalho de cientistas britânicos e norte-americanos segundo os quais o jejum intermitente ajuda o corpo a perder mais gordura, a criar uma sensibilidade à insulina e a reduzir o colesterol, e que por isso a prática pode levar a uma redução do diabetes e de doenças cardíacas.
 
Ele experimentou o regime em agosto para um programa científico da BBC, chamado "Eat, Fast, Live Longer" ("Coma, jejue, viva mais"), após descobrir que tinha excesso de colesterol e de açúcar no sangue. Ele contou à Reuters que em três meses perdeu oito quilos, e que seus exames de sangue voltaram ao normal.
 
Mosley atribui o sucesso da dieta ao fato de ser psicologicamente atraente e levar a uma redução constante de peso, em uma média em torno de meio quilo por semana.
 
"O problema com as dietas comuns é que você sente que está constantemente precisando exercer a moderação, e isso significa que você está pensando em comida o tempo todo, o que se torna derrotista", disse Mosley.
 
"Nesse regime, você só está realmente de dieta dois dias por semana. Ele é também extremamente flexível e simples."
 
O Serviço Nacional de Saúde (HNS) da Grã-Bretanha inicialmente manifestou dúvidas quanto à dieta e seus efeitos de longo prazo, alertando que os efeitos colaterais poderiam incluir insônia, falta de ar, irritabilidade, ansiedade e sonolência diurna.
           
Mas, com o crescimento da popularidade do regime, especialmente na Internet, o NHS começou a rever a dieta e seus efeitos. No mês passado, o órgão anunciou em seu site que a Associação Dietética Britânica (BDA) reviu um estudo realizado em 2011 em Manchester, sugerindo que o jejum intermitente pode contribuir para a redução do risco de certos tipos de câncer associados à obesidade, como o câncer de mama.
 
"A crescente popularidade da dieta 5 x 2 deveria levar a uma maior pesquisa desse tipo", se limitou a dizer a BDA em nota.
 
Fonte iG

As consequências cardiovasculares do stress

Uma das  principais consequências do stress ao sistema
cardiológico apresenta-se na área vascular com a aterosclerose
O stress é uma reação complexa do organismo que envolve reações psicológicas, físicas e hormonais. Ele faz parte da  vida e precisamos dele para reagir em determinadas situações. Quando o stress ultrapassa o limite do controle e afeta a capacidade da pessoa de enfrentar dificuldades cotidianas, poderá ser prejudicial à  saúde e as doenças poderão surgir.

Não há dúvidas de que o stress afeta o sistema cardiovascular e que há uma sensibilidade especial deste sistema em relação às emoções vivenciadas pela pessoa durante a vida.

Uma das  principais consequências do stress ao sistema cardiológico apresenta-se na área vascular com a aterosclerose. A aterosclerose caracteriza-se pela  diminuição do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias. Esta diminuição no fluxo sanguíneo é causada pelo aumento da produção dos hormônios do stress noradrenalina e  cortisol, com consequente redução do nível de oxigenação do miocárdio, o que poderá levar a isquemia e/ou necrose do miocárdio que corresponde a quadros clínicos de angina de peito e enfarte do miocárdio.

No processo do stress há também a liberação de colesterol, o que poderá levar ao "entupimento" das artérias coronarianas desencadeando o infarto do miocárdio.

O stress eleva a pressão arterial e os batimentos cardíacos. Numa pessoa com predisposição às doenças cardiológicas, a elevação da pressão arterial resultante do stress poderá desencadear acidente vascular  cerebral, angina de peito ou enfarte do miocárdio. (Fonte: Psicologia da Saúde, Richard O. Straub 2005).

O stress emocional poderá ainda precipitar a ocorrência de arritmias ventriculares e/ou morte súbita, à medida que  estimula vias serotoninérgicas no sistema nervoso central, as quais afetam fortemente o funcionamento cardiovascular (Jiang, 1996).  Estudos indicam  que de 25 a 50% das pessoas que apresentaram arritmias, como taquicardia e fibrilação ventriculares e até morte súbita, tinham vivenciado situações de stress momentos antes de apresentarem esses sintomas. (Engel 1971; Reich, DeSilva,1981; Myers e Dewan, 1975; Rissanem, Romo, 1978).

O stress, ainda, pode ser o risco herdado mais significativo nas pessoas que desenvolveram doenças cardíacas em idade precoce, segundo o primeiro estudo dessa categoria desenvolvido por especialistas do Hospital Henry Ford (USA). (Fonte: El Médico Interactivo, 2003).

Nenhum outro tema em psicologia da saúde tem gerado tantas pesquisas e estudos quanto à maneira como o stress contribui para o desenvolvimento de doenças. Em situações de stress sempre há a participação do sistema cardiovascular. É nele que sentimos uma das reações físicas do nosso organismo ao stress, sob a forma de “palpitações” ou “coração disparado”, além dos fatores psicológicos que podem predispor e precipitar distúrbios cardíacos.

Nós mesmos podemos ser os causadores do nosso  stress. O modo como interpretamos determinados acontecimentos  pode gerar ou até piorar o nosso stress. A   avaliação de uma situação como mais desastrosa do que ela realmente é poderá aumentar o nível  de stress e   afetar  o sistema cardiovascular.

Identificar  avaliações inadequadas  e  aprender a avaliar os acontecimentos  mais realisticamente faz com que a pessoa diminua o seu nível de stress, contribuindo para  desenvolver habilidades  para enfrentar os obstáculos da vida e poupar o sistema cardiovascular.

Alguns comportamentos que contribuem para o controle do stress:
 
Aderir a uma dieta saudável para repor as energias que o stress consome;
 
Relaxar para eliminar o excesso de adrenalina produzida pelo stress;
 
Praticar atividades físicas;
 
Conquistar equilíbrio emocional, e trocar o “fazer pelo sentir a vida”, são condutas   recomendáveis e necessárias para controlar o seu nível excessivo de stress,  conquistar  hábitos saudáveis e melhorar sua qualidade de vida.  
 
Fonte minhasaudeonline

Dois em cada 10 estudantes entre 13 e 16 anos já se embriagaram

Dois em cada 10 estudantes entre 13 e 16 anos já se embriagaram
A pesquisa revelou que 66% dos adolescentes entrevistados
 já haviam provado álcool
Pesquisa feita em 3 mil escolas públicas e privadas do País mostrou que 66,6% já consumiram álcool
 
Um comportamento que pode causar graves danos à saúde do cérebro e às relações sociais do jovem está rondando os estudantes brasileiros. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 21,8% dos adolescentes entre 13 e 16 anos já experimentaram a sensação do porre e as consequências do consumo excessivo de álcool.
           
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), um mapeamento sobre saúde e comportamento de adolescentes feito ao longo de 2012 com 109 mil estudantes entre 13 e 16 anos, do 9º ano do ensino fundamental de 3 mil escolas públicas e privadas do País. O intuito da pesquisa foi descobrir como os estudantes brasileiros se comportam em relação a diversos temas do dia a dia do adolescente.
 
Por meio de questionários eletrônicos respondidos anonimamente pelos alunos, a pesquisa revelou que 66% dos adolescentes entrevistados já haviam provado álcool. As festas (36,0%), seguidas pelos encontros com amigos (20,9%), foram as duas ocasiões mais citadas pelos adolescentes como a porta de entrada para o consumo de bebidas alcoólicas.
 
A pesquisa revelou também que 16,6% dos adolescentes compraram álcool no mercado, loja ou bar, e 9,1% consumiram na própria casa. O levantamento mostrou ainda que 21,8% dos adolescentes já se embriagaram ao menos uma vez na vida, sendo os alunos de escola pública os que mais relataram consumir álcool (26,7%) – entre os estudantes de escolas privadas o consumo ficou em 23%.
 
Outro dado levantado foi o uso de drogas ilícitas, como a maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume e ecstasy: 7,3% dos entrevistados já consumiram algum desses entorpecentes.
 
A Pesquisa Nacional de Saúde do Estudante abordou também a preocupação dos adolescentes com a autoimagem – a adolescência é um período de transição em que os sentimentos de inadequação tendem a gerar conflitos internos. Os dados revelaram que 61,9% declararam estar em peso normal, mas 22% se achavam magros ou muito magros e 16,2% se consideram gordos ou muito gordos.
           
Ainda no quesito imagem corporal, um dado preocupante: 6% dos adolescentes entrevistados afirmaram já terem recorrido ao vômito ou ao uso de laxantes para perder peso e 6,2% já haviam tomado medicamentos, fórmulas ou produtos diversos para ganhar massa muscular ou engordar.
 
Fonte iG

Beber bastante água é bom para a pele: mito ou realidade?

Beber água faz bem à saúde, mas os estudos não comprovam
 que o hábito faça bem à beleza da pele
Beber bastante água é uma recomendação comum para quem quer manter a pele sempre bonita, mas não há estudos que sustentem a afirmação
 
É comum ouvirmos dizer que, para mantermos nossa pele fresca e saudável, é essencial beber bastante água. As quantidades recomendadas variam. Nos Estados Unidos, por exemplo, a orientação é que se beba oito copos de água por dia.
 
Mas qualquer que seja o volume indicado, o princípio por trás do conselho continua o mesmo: beber água mantém sua pele hidratada. Em outras palavras, a água funcionaria como uma espécie de hidratante que age de dentro para fora.
 
Você talvez se surpreenda, mas a verdade é que existem pouquíssimas evidências para confirmar essa teoria.
 
Uma forma óbvia de verificarmos o efeito da ingestão de água sobre a pele seria, por exemplo, separarmos um grupo de voluntários em duas metades. Uma receberia instruções para beber água o dia inteiro, a outra seria orientada a beber quantidades normais. Um mês depois, a condição da pele dos participantes poderia ser avaliada para estabelecermos se beber mais água resultou, ou não, em peles mais suaves e saudáveis.
 
Na prática, estudos como esse são raros, em parte porque, como a água não pode ser patenteada, é difícil encontrar-se alguém disposto a financiar esse tipo de pesquisa - ela não produziria nenhum remédio ou cosmético capaz de cobrir os custos do financiador.
 
Uma pesquisa feita pelo dermatologista Ronni Wolf, do Kaplan Medical Centre, em Israel, encontrou apenas um estudo sobre os efeitos, a longo prazo, da ingestão de água sobre a pele. Os resultados do trabalho, no entanto, foram contraditórios.
 
O estudo tentava avaliar os efeitos, sobre a pele, da ingestão de água mineral em comparação à água de torneira. Após quatro semanas, o grupo que bebeu quantidades adicionais de água mineral apresentou diminuição na densidade da pele. O grupo que bebeu água de torneira apresentou um aumento na densidade da pele. Mas independentemente do tipo de água ingerido, o estudo não encontrou qualquer diferença na quantidade de rugas ou na suavidade da pele dos participantes.
 
Isso não quer dizer que a desidratação não exerça qualquer efeito sobre a pele. Podemos avaliar, em parte, as consequências da falta de água sobre a pele ao medirmos sua elasticidade. Para tanto, basta beliscarmos uma porção da pele e observarmos quanto tempo o tecido demora para voltar à posição inicial. Se você estiver desidratado, haverá uma perda de elasticidade da sua pele e ela demorará mais tempo para recuperar a forma normal após um teste como esse.
 
Porém, se é verdade que beber menos água do que o necessário é ruim para a pele, isso não quer dizer que beber quantidades excessivas seja bom. Isso equivaleria a dizermos que, porque a falta de alimento leva à desnutrição, então comer demais deve ser bom. Ou, como disse Wolf, seria o equivalente a dizermos que, como um carro precisa de gasolina, então quanto mais gasolina, melhor.
 
Conselho Misterioso
Outra crença comum é a de que se você beber quantidades adicionais de água, seu corpo irá armazená-la. Isso, na verdade, depende de quão rápido você ingere o líquido. Se você beber vários copos de água em um período de 15 minutos, simplesmente, vai urinar mais. Se beber a mesma quantidade em um período de duas horas, aí sim, reterá mais líquidos.
 
Um estudo sobre o tema concluiu que beber 500 ml de água aumenta a circulação do sangue pelos capilares da pele. Mas a pele dos participantes somente foi avaliada nos primeiros 30 minutos após a ingestão, e não se sabe se isso melhora ou não o tônus da pele.
           
Segundo um outro argumento, um terço da nossa pele é constituído de água, portanto, ingerir líquidos mantém o viço da pele. Isso pode ser verdade, mas a aparência jovem da pele depende muito mais de fatores como herança genética, exposição ao sol e danos causados pelo cigarro.
 
Nutriente
Então, de onde viria a recomendação de oito copos de água por dia para uma pele saudável? A água é, sem dúvida, o nutriente mais importante do organismo. Sem ela, nós morreríamos em poucos dias. E manter o corpo hidratado traz outros benefícios para a saúde.
 
Um estudo feito em 2010 constatou que ingerir líquidos em abundância reduz a formação de pedras nos rins em pacientes que já sofreram do problema. A regra dos oito copos por dia é muito debatida. Alguns questionam a quantidade necessária para limpar os rins de toxinas. Outros discutem se a água ajudaria ou não a diminuir o apetite. Isso depende de quão alta é a temperatura ambiente e quanta energia você está gastando.
 
Outro mito é o de que outros líquidos não contam. Não precisa ser água. Até os alimentos contêm mais líquidos do que você imagina. Por exemplo, entre 40 e 49% de uma pizza são constituídos de água. A quantidade de água que retiramos dos alimentos depende muito de onde vivemos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a média é 22%. Mas na Grécia, onde a dieta é mais rica em frutas e verduras, essa média será bem maior.
 
Concluindo, não há evidências de que beber mais água seja bom para a pele. E tampouco existe uma regra definitiva sobre a quantidade ideal de água que devemos beber, já que isso depende do clima e do tipo de atividade que você está fazendo. Mas todos nós temos um ótimo guia interno, capaz de ajudar bastante: a sede.

Fonte Delas

Ato Médico cria instabilidade jurídica, dizem profissionais de saúde

Ouvidos pelo iG, representantes de enfermeiros, fonoaudiólogos e psicólogos criticam o projeto de lei aprovado pelo Senado que regulamenta a atividade médica
 
A aprovação do Ato Médico pelo Senado Federal na noite desta terça-feira (18) gerou indignação entre as demais categorias da área da saúde. A principal reclamação é que caso o projeto seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff, a atuação dos profissionais de saúde será cerceada. Por outro lado, os que defendem o projeto afirmam que a regulamentação da profissão do médico, que tem sua última lei de regulamentação sancionada há mais de 50 anos, pretende impedir que outras profissões invadam o exercício da medicina.          
 
Amaury Ângelo Gonzaga, conselheiro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), afirma que o Ato Médico vai contra o que é estabelecido pelo Sistema Único de Saúde, que prega uma relação de multidisciplinaridade nos tratamentos. “O ato coloca o médico como a cabeça que distribui as atividades dos profissionais”, disse ao iG .              
 
De acordo com o projeto, caberia exclusivamente ao médico a prescrição e o diagnóstico de tratamentos. “Pela lei do exercício da profissão de enfermeiro, podemos prescrever a continuidade do tratamento de doenças como tuberculose, hanseníase entre outros”, disse Gonzaga.              
 
Ele também critica o texto pouco preciso do projeto de lei. “São os enfermeiros que fazem a coleta dos exames. Se cabe ao médico procedimentos invasivos como é que isso vai ficar?”
 
“Isso vai ser um retrocesso. O ato médico é a tentativa de validar a hegemonia de uma profissão sobre as outras”, disse a presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia, Bianca Queiroga.
 
As categorias também afirmam que o projeto de lei também pode sobrecarregar os médicos e fazer com que serviços corriqueiros hoje sejam feitos com mais morosidade. “O médico também precisa do trabalho dos profissionais de saúde, caso contrário, eles não vão dar conta de tudo”, disse Bianca.
 
Bianca afirma que caso a lei seja sancionada pela presidente Dilma Rousseff, um paciente que queira tratar de gagueira, por exemplo, precisaria procurar primeiramente um médico que prescreveria o tratamento indicado. “Fazemos terapias e ninguém melhor que o próprio profissional de fonoaudiologia para prescrever estas terapias”, disse.
 
Sobre a percepção de que a lei impediria que outras profissões invadissem a atuação médica, Bianca é taxativa: “Fazemos terapias, a nossa legislação já não permite que o fonoaudiólogo faça operações, por exemplo”, disse.
 
“A gente defende a importância da regulamentação da medicina, mas ela não pode cercear as outras profissões da área da saúde”.
 
Para outra conselheira do Cofen, Irene Ferreira, a falta de clareza do texto deixa margens para interpretações o que prejudicaria o paciente e o sistema de saúde como um todo. “Ele não diz o enfermeiro perdeu o direito de fazer tal coisa, mas deixa questões para a interpretação”, disse.
 
Irene afirma que por não apontar qual procedimento cabe a cada categoria e se chocar com as leis que estabelecem as outras profissões da área de saúde, o ato médico será mesmo decidido em ações nos tribunais. “Essa lei só vai ser entendida quando for posta em prática. Por enquanto é uma grande incógnita. O artigo 4, que aponta as atividades privativas dos médicos é um emaranhado de confusão”, disse.
 
Relação com os psicólogos
O artigo 4 também causou questionamentos entre os psicólogos. Para o O presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Humberto Verona, o maior problema da lei está ali. “O artigo diz que o diagnóstico nosológico (identificação da doença ou distúrbio) e prescrição terapêutica são exclusivos dos médicos. Isso restringe a atuação das outras profissões, então nós não poderemos mais diagnosticar transtornos ou qualquer tipo de alteração da saúde mental em nenhum paciente, pois estaríamos praticando um ato médico, que seria um exercício ilegal”, explicou ao iG .
 
Verona se preocupa com o futuro acesso dos pacientes aos médicos. “Queremos saber agora como é que o SUS e os planos de saúde vão dar conta de ter médicos suficientes para fazer esses diagnósticos”.
 
O conselheiro do CFP, Celso Tondin, diz que os psicólogos nunca defenderam que a psicoterapia seja exclusiva deles. “Não se trata de perder pacientes, mas sim da questão da reserva de mercado para os médicos”, explica. “Isso cria uma instabilidade jurídica. O Congresso Nacional teve a chance de pacificar o campo e apostou na guerra. Estamos há 10 anos nas ruas, milhares de pessoas se manifestaram contra o ato médico, colhemos 1 milhão de assinaturas, mas o Senado não ouviu. Eles não escutaram as outras
 
Acupuntura
Outro ponto muito debatido é o tratamento por meio da acupuntura, que é visto como uma invasão dos médicos naquilo que as outras categorias vinham exercendo. “A acupuntura não era da alçada exclusiva dos médicos até o Ato Médico”, disse Gonzaga. Irene afirma que como uma terapia milenar, com treinamento e estudo devidos ela pertença a qualquer profissão.

Educação Física
Entre os profissionais ouvidos pelo iG a única categoria que parece satisfeita com o ato médico é a dos profissionais de educação física. “Não haverá uma interferência da medicina sobre a educação física, mas uma parceria”, disse Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física. Para ele, o grande benefício do Ato Médico é exatamente o que as outras categorias afirmam com maior problema: as consequências no sistema multidisciplinar defendido pelo SUS. “Acreditamos que com o ato médico haverá uma integração entre as duas profissões”, disse Jorge Steinhilber.
 
Fonte iG