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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Invista nessa rotina antiestresse e relaxe

trabalho - Foto Getty Images
Durante o trabalho, é sempre bom tentar pensar de modo
 positivo, vendo o lado bom das coisas
Adotar alguns hábitos durante todo o dia pode ajudar a prevenir esse mal
 
Quem nunca ficou estressado? Essa sensação acaba nos afetando em algum momento da vida, fazendo com que fiquemos ansiosos, nervosos e desconcentrados. Algumas pessoas, porém, passam por situações de estresse todos os dias, às vezes mais de uma vez, e isso interfere diretamente na qualidade de vida de qualquer ser humano.

De acordo com o psicólogo Lucio Novais, clínico do Centro Psicológico de Controle do Estresse e diretor da Associação Brasileira de estresse, o estresse é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais, que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação a um evento ou situação de grande relevância negativa, ou mesmo positiva.

Mesmo que isso pareça um bicho de sete cabeças, é muito fácil fugir do estresse comum do dia a dia - basta a adoção de alguns simples hábitos. 
 
pense positivo - Foto Getty ImagesNa hora do estresse, pense positivo!
O pior que se pode fazer em um momento de estresse é tentar ignorá-lo. Fingir que nada está acontecendo e continuar suas atividades pode apenas agravar os sintomas, que podem evoluir para uma crise de estresse mais grave.

Por isso, o psicólogo Lucio Novais recomenda que, em qualquer situação de estresse, o ideal é pensar em algo que o acalme. "Visualize algo agradável, que o tranquilize", sugere.

Porém, no meio de uma situação estressante, é muito difícil pararmos para imaginar os pensamentos mais adequados e positivos, assim como cenas agradáveis para substituir os ansiógenos - agentes causadores da ansiedade e do estresse. "Esses pensamentos já devem ser planejados anteriormente, para que a pessoa possa utilizá-los no momento, sem ter que ficar procurando o que pensar", afirma o especialista.

No momento de estresse e ansiedade, Lucio recomenda que você diga para si mesmo coisas como "já senti isso antes e até hoje nada de grave me aconteceu", "se conseguir mudar meus pensamentos e relaxar, começarei a me sentir melhor" ou "eu posso controlar meu estresse". Se acalme, respire fundo e pense em algo agradável. 
 
Acorde livre do estresse - Foto Getty ImagesAcorde livre do estresse
Você é do tipo que acorda já pensando em todas as situações desgastantes que terá de enfrentar no decorrer do dia, ficando estressado logo pela manhã? Pois saiba que o melhor remédio para isso é, além de bons pensamentos, uma respiração correta. De acordo com o psicólogo Lucio Novais, esse é um dos primeiros passos para um relaxamento e controle do estresse excessivo.

Veja aqui o passo a passo de um exercício de respiração que pode ser feito logo ao acordar:

1. Inspire lentamente pelas narinas, contando até três.
2. Prenda a respiração, também contando até três.
3. Expire lentamente pela boca, contando até seis.
4. Ao inspirar faça com que o ar passe pelo diafragma e encha o abdômen.
5. Mantenha por três segundos inflado dessa maneira.
6. Ao eliminar o ar, faça com que o abdômen vá se encolhendo cada vez mais, até que fique totalmente esvaziado.

Repita essa forma de respirar por cinco ou seis vezes seguidas. Ela produzirá uma redução na ansiedade.
 
Trânsito mais tranquilo - Foto Getty ImagesTrânsito mais tranquilo
Não tem nada pior do que sair de casa e logo de cara já enfrentar aquele engarrafamento.
 
Para quem sofrem com o estresse no trânsito, existem muitas opções eficazes de relaxamento:

- Procure se acalmar e entender que momentos difíceis sempre vão ocorrer. Ficar irritado e ansioso não vai resolver seus problemas.

- Faça exercícios de respiração profunda e alongamentos leves, como girar o pescoço e movimentar os braços e pernas, sempre quando o carro estiver parado.

- Aproveite o tempo dentro do carro. Ouça áudio-livros, exercite um idioma que esteja aprendendo, ouça as suas músicas favoritas.

- Fique atento à sua postura. Muitas vezes, a postura incorreta dentro do carro pode acarretar dores, que contribuem para o aparecimento ou agravamento do estresse. O assento deve permitir mudanças frequentes de postura, deve estar na altura correta e o encosto não pode estar muito inclinado. Também cuide para que os seus braços não fiquem muito encolhidos ou esticados. 
 
trabalho - Foto Getty ImagesDurante o trabalho
Situações de confronto no trabalho, tais como as críticas, são geralmente incômodas. "Ouvir do seu chefe, por exemplo, uma avaliação não muito positiva a respeito de sua produtividade na empresa gera, em algum nível, uma ativação emocional", diz o psicólogo Lucio Novais.

Por isso, durante o trabalho, é sempre bom tentar pensar de modo positivo, vendo o lado bom das coisas. De acordo com o psicólogo, se algo o incomoda, procure falar sobre o assunto de uma maneira calma e assertiva. Se alguém o magoar em seu trabalho, converse com a pessoa de modo calmo sobre os seus sentimentos.

"Não se preocupe com problemas sem importância e reflita sobre o fato de que, na verdade, poucas coisas importam tanto a ponto de merecerem toda a sua preocupação e sacrifício", alerta Lucio. Por isso, não assuma mais responsabilidades do que pode dar conta, aprenda a dizer "não" e entenda que todo problema tem fim, pois nada ruim dura para sempre.

As recomendações sobre postura também valem para o trabalho. Nesses casos, invista em ginástica laboral. 
 
almoço - Foto Getty ImagesHora do almoço
Fazer uma caminhada até o restaurante para almoçar, além de ser benéfico para a saúde, contribui para a diminuição do estresse. De acordo com o clínico geral Filippo Pedrinola, fazer uma caminhada de até dez minutos durante o dia faz com que você se sinta mais desperto e refrescado, reduz o estresse crônico e ainda possibilita interações com outras pessoas e situações, contribuindo para o bem-estar.

Além disso, quando você toma sol, ocorre a liberação de alguns hormônios, como cortisol, que contribui para o alívio do estresse e da ansiedade. Sem contar que ter a percepção correta de manhã, tarde e noite é fundamental para a regulação hormonal e o bem-estar físico e mental.  
 
comer - Foto Getty ImagesO que comer?
Existem alimentos que aliviam os sintomas do estresse e da ansiedade, pois possuem substâncias calmantes, como selênio, zinco, potássio e vitaminas do complexo B. Os principais alimentos ricos nesses nutrientes são nozes, peixes, verduras verde-escuras e banana.

"Também devemos evitar alimentos gordurosos, chocolate, café, sal e refrigerante. Além disso, na hora da refeição, deve-se comer calmamente, conversando com a família ou colegas de trabalho sobre situações agradáveis", explica o psicólogo Lucio Novais. 
 
família - Foto Getty ImagesFinal do dia
Para não sofrer os efeitos das situações estressantes do dia inteiro, acumuladas no fim do dia, o ideal é se ocupar: vá ao cinema, teatro ou shopping; visite ou receba os amigos em casa. "Essas situações contribuem para combater o estresse, que, inclusive, pode refletir na família", conta o psicólogo Lucio Novais.

Também é importante que a família não seja uma causadora de situações estressantes."A família oferece a segurança do amor e da aceitação, é nela que experimentamos novos comportamentos e arriscamos não ser simpáticos, inteligentes, amorosos ou bem-educados o tempo todo", diz Lucio.

Por isso, tenha a cautela de não exagerar na dose e procure ver a família como um refúgio, em vez de um lugar para descontar os problemas. "A qualidade de vida na família é uma questão que envolve lazer, saúde, socialização e afetividade", afirma Lucio. 
 
dormir - Foto Getty ImagesHora de dormir
O momento do sono é um dos mais importantes quando o assunto é controlar o estresse. Existe uma série de hábitos nessa hora que contribuem para um sono de má qualidade, desencadeando o estresse durante todo o dia.

Ao deitar na cama para dormir, é vital: evitar luzes acesas e barulhos que alternem entre altos e baixos, como o da televisão; manter a temperatura do quarto estável; escolher um travesseiro que tenha entre cinco e 10 centímetros de altura, de forma que a coluna fique reta ao deitar; ter um colchão confortável; evitar dormir com animais de estimação e não usar produtos ou materiais sintéticos em mobília e roupa de cama.  
 
Fonte Minha Vida

Conheça sete cuidados do treino para quem tem alergia respiratória

Mulher espirrando - foto: Getty Images
O pólen é um dos principais causadores de alergias respiratórias,
principalmente em países de clima temperado
Use essas dicas para combater a falta de ar e as crises alérgicas
 
Para afastar crises de alergia respiratória, não basta seguir a prescrição de medicamentos.
 
Os exercícios físicos fortalecem a musculatura respiratória, ajudando na expansão pulmonar, e o sistema imunológico, afastando gripes e resfriados.
 
"Além de treinar, vale ficar de olho em alguns cuidados e evitar os gatilhos mais comuns para as crises alérgicas, como a poluição e o pólen, no caso de quem treina ao ar livre, e o ar condicionado - problema comum entre os alunos de academia", afirma a alergologista Yara Arruda Mello, do Hospital e Maternidade São Luiz.
 
Veja, a seguir, como usar os exercícios para respirar melhor:
 
Mulher correndo - foto: Getty ImagesTreine pela manhã
Logo cedo, a concentração de poluentes é menor. Isso porque o trânsito durante a madrugada é bem menos intenso e o ar está mais úmido, então as partículas tóxicas não permanecem em suspensão na atmosfera, como em dias secos. "É muito importante diminuir a exposição indesejável à poluição, principalmente para o paciente com alergias respiratórias, como asma e rinite", afirma o alergologista Marcelo Vivolo Aun, diretor da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia da regional de São Paulo (ASBAI-SP). Outra vantagem deste horário é a menor radiação ultravioleta do sol, em especial até as 10h da manhã.
 
Sala de academia - foto: Getty ImagesCuidado com o ar condicionado
O ar condicionado, em si, não é prejudicial a pessoas com alergia. O aparelho resseca e resfria o ar do ambiente, diminuindo a população de ácaros da poeira e fungos, que gostam de ambientes quentes e úmidos. O problema acontece quando os filtros deixam de ser limpos, acumulando as partículas que causam alergia. Mas se o ressecamento começar a incomodar suas narinas e a garganta, vale a pena deixar uma garrafinha de água por perto e se hidratar ao longo do dia.
 
Menina nadando - Foto Getty ImagesCloro
A natação é, em geral, muito benéfica para o paciente com alergia respiratória, mas o cloro pode causar irritação na mucosa do nariz e nos olhos - isso é raro e, normalmente só acontece quando as quantidades de uso superam a recomendação. "Nesses casos, a piscina tratada com ozônio, em vez de cloro, é uma boa opção", afirma o alergologista Marcelo Vivolo. Outro cuidado é lavar os olhos e o nariz com solução fisiológica após deixar a piscina.
 
Mulher espirrando - foto: Getty ImagesPólen
O pólen é um dos principais causadores de alergias respiratórias, principalmente em países de clima temperado. No Brasil, essa relação aparece mais na região sul, onde o clima é mais frio e a diferença entre as estações do ano, maior. "Também vale optar fazer exercício pela manhã, quando as partículas estão menos dispersas pelo ar", diz Yara Arruda. Para quem mora no sul ou em regiões mais frias, vale optar por exercícios em locais fechados.
 
Academia - foto: Getty ImagesEquipamentos da academia
Todo colchão (ou colchonete), carpete, tapete, cortina, tanto de casa como da academia, acaba se tornando um grande reservatório de ácaros e poeira. "O contato próximo, principalmente em exercícios nos quais o rosto está próximo ao colchonete, pode desencadear sintomas de rinite, conjuntivite alérgica ou asma nesses pacientes", afirma Marcelo Vivolo. Uma solução é higienizar os colchonetes com álcool e certificar-se da higiene da academia. 
 
Corrida - foto: Getty ImagesLugar certo
Em cidades grandes, a exposição à poluição é inevitável. "Mas não deixe de fazer atividade física por causa da poluição, os benefícios do treino superam os inconvenientes", afirma Marcelo Vivolo. Para contornar o problema, prefira locais mais arborizados, antes das 8h ou após as 20h e em horários mais úmidos, quando a poluição no ar é menor. Em dias muito secos, opte por exercícios em ambientes fechados.  
 
Casal correndo na praia - foto: Getty ImagesFrio
Quem é alérgico sabe que os sintomas costumam aparecer ou se agravar em dias frios ou quando ocorrem mudanças bruscas de temperatura. A alergologista Yara explica que a temperatura atua no componente vasomotor do nariz, que responde com diminuição dos vasos (quando está frio) ou aumento deles se a temperatura sobe demais." Uma inflamação surge em resposta a essa alteração dos vasos e, se o nariz for previamente sensível, pode deflagrar a congestão e o gotejamento nasal." No frio, vale vestir mais casacos que o habitual nesses dias, mas o mais importante é fazer um bom aquecimento no início da atividade física e usar uma roupa adequada à temperatura, sem exageros para mais ou para menos.
 
Fonte Minha Vida

Oito cuidados para prevenir manchas nas axilas

Desodorante - foto: Getty Images
Primeiro passo: escolha um desodorante sem álcool na fórmula,
que irrita e traumatiza a pele e predispõe o aparecimento de manchas
Atrito na região e desodorantes com álcool são causas comuns do escurecimento
 
Elas ficam a maior parte do tempo bem escondidas pela roupa, ninguém vê se a depilação está vencida, se a pele está ressecada ou escurecida.
 
Mas basta um descuido e você acaba mostrando as axilas. "Por ser uma região do corpo que é chamada de área de dobra, a axila retém suor e micro-organismos, o que, além de deixá-la sensível, a torna um ambiente excelente para a proliferação de fungos e bactérias", explica a dermatologista Daniela Landim, pós-graduada em medicina estética.
 
"Pequenos traumas decorrentes da depilação e até mesmo do atrito da pele são os principais responsáveis pela pigmentação da área com o passar do tempo e a formação das manchas".
 
Quer saber quais são os vilões da cor escurecida destas dobrinhas?
 
Nós te contamos num passo a passo para prevenir as manchas:
 
Sabonete - foto: Getty ImagesBoa higiene em primeiro lugar
A dermatologista Daniela Landim conta que uma boa higiene das axilas é fundamental para que a axila continue com sua cor original. "Costumo recomendar sabonetes à base de triclosano, que remove o excesso de bactérias", conta. Esses micro-organismos deixam a pele mais sensível, propensa ao aparecimento de manchas."Se o suor for excessivo, o ideal é lavar as axilas ao menos três vezes por dia com este produto".
 
Desodorante - foto: Getty ImagesPré-requisitos do desodorante
Primeiro passo: escolha um desodorante sem álcool na fórmula, que irrita e traumatiza a pele e predispõe o aparecimento de manchas. O dermatologista Cláudio Mutti ensina o segundo passo: "evite desodorantes em spray, que em geral contêm alumínio, substância que vêm sendo associada a problemas de saúde, mas ainda sem comprovação científica".
 
Produtos - foto: Getty ImagesEscolha o melhor tipo de desodorante
A dermatologista Daniela Landim conta quais são os prós e contras de cada tipo de desodorante:

- Aerossol: este é o mais irritante para as peles sensíveis, ele contém micropartículas de talco e seu jato seco pode ocasionar obstrução das glândulas, causando inflamação.

- Cremoso: ele é indicado para peles muito sensíveis e para quem faz depilação com lâmina, as formulações costumam ser hipoalergênicas e hidratantes - a desvantagem é que se a mão estiver contaminada, pode levar micro-organismos ao pote e também às axilas.

- Roll-on: se a axila não estiver bem limpa, a contaminação inativa o produto, causando danos secundários à pele. Dentre as vantagens, forma uma película protetora na axila e tem duração prolongada.

- Spray: geralmente contém álcool em altas concentrações, por isso, é contraindicado para peles sensíveis. 
 
Mulher com hidratante - foto: Getty ImagesHidratação
A hidratação é fundamental para qualquer parte do corpo e ainda mais necessária às axilas, que tendem ao ressecamento mais facilmente. A recomendação da dermatologista Daniela Landim é que a pele da região seja hidratada duas vezes por dia, depois da higienização, com um creme corporal. "Também é possível usar desodorantes que contenham hidratantes em suas fórmulas, como os cremosos, por exemplo".
 
Esfoliante - foto: Getty ImagesEsfolie
Axilas também merecem cuidados, por isso, quando for esfoliar o corpo, aproveite e esfolie estas dobrinhas. "As esfoliações podem ser realizadas, no máximo, duas vezes por semana, com produtos esfoliantes corporais e de maneira bem suave, já que a pele da região é sensível", explica o dermatologista Cláudio Mutti. "A esfoliação renova a camada celular do local e previne a formação de pelos encravados e manchas".
 
Roupas adequadas - foto: Getty ImagesA roupa pode agredir a região
"O atrito constante do tecido artificial de uma roupa justa também pode traumatizar as axilas, mas para isso, essa roupa deve ser de uso rotineiro, usá-la uma única vez não causa problema", explica o dermatologista Cláudio Mutti. Use roupas mais leves, menos coladas e cujas costuras não fiquem em constante fricção com as axilas. 
 
Depilação - foto: Getty ImagesA depilação
Não importa qual seja o método de depilação que você costuma fazer, a pele geralmente fica irritada com a retirada dos pelos. O dermatologista Claudio Mutti explica que a lâmina e as loções depilatórias são os métodos que mais comprometem a pele das axilas. O método recomendado pelo especialista para quem tem axilas escuras é a depilação a laser. "Ela reduz uma grande quantidade de pelos em cerca de cinco sessões, reduzindo a necessidade de uso de outros métodos depilatórios".
 
Mulher com obesidade - foto: Getty ImagesEvite o excesso de peso
Por mais incrível que pareça, o sobrepeso é um dos principais causadores do escurecimento das axilas. "O excesso de peso favorece o atrito e o traumatismo constante não apenas nas axilas, como em todas as regiões de dobras, o que faz com que a pele fique mais escura com o passar do tempo", explica Cláudio Mutti. O excesso e a retenção de suor complicam ainda mais a situação. Se você está acima do peso, vale investir nos cuidados ditos anteriormente e voltar ao peso ideal.
 
Fonte Minha Vida

Reconheça as diferenças entre os sintomas da rinite e da sinusite

A rigor, rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e
pode ter várias causas. Já a sinusite é uma inflamação da
mucosa que reveste os seios da face
Muitas vezes confundidas, essas doenças precisam de cuidados específicos
 
Não há otorrinolaringologista que não escute pelo menos uma vez por dia essa frase: "Eu tenho rinite e também sinusite". As duas "ites" vêm sempre juntas na cabeça do paciente (sem trocadilhos), como dois problemas em um só. Já que a diferença entre as duas é nebulosa para a maior parte do público, as pessoas preferem declarar que sofrem de ambas, por via das dúvidas.

A rigor, rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e pode ter várias causas. Um resfriado, por exemplo, não deixa de ser uma rinite, do tipo infecciosa. Mas normalmente quando as pessoas falam em rinite estão se referindo a queixas mais duradouras (ou pelo menos recorrentes) causadas, por exemplo, pela rinite alérgica. Os sintomas mais frequentes da rinite são a coriza (secreção clara que escorre do nariz), os espirros, a coceira no nariz e o nariz entupido. 
 
Já a sinusite é uma inflamação da mucosa que reveste os seios da face (também chamados de cavidades paranasais). Os seios da face são espécies de câmaras de ar que ficam ao redor do nariz, forradas internamente por uma mucosa muito parecida com a do próprio nariz. Essa mucosa que reveste internamente os seios da face produz muco, exatamente como a mucosa do nariz. Esse muco drena para dentro do nariz por pequenos orifícios que comunicam os seios da face com as fossas nasais.

Se por acaso esses orifícios ficam obstruídos (seja por secreção, pelo inchaço da própria mucosa ou por outra causa), o seio da face pode tornar-se uma cavidade sem comunicação com o nariz, totalmente selada, também sem aeração. Assim como acontece com as paredes de um quarto quando o deixamos totalmente trancado (sem ventilação) por muito tempo, a mucosa que reveste os seios da face vai ficando doente, inflamada. O muco que ela produz também não tem para onde ir e acaba acumulando no seio da face e facilitando a proliferação de bactérias. Está formada a sinusite.

A sinusite pode ser dividida em aguda e crônica. A aguda é aquela que se manifesta em crises, causando forte dor facial, abundante secreção purulenta no nariz, tosse e febre. Já na sinusite crônica os sintomas são mais discretos, mas mais frequentes. Ela pode se manifestar como uma tosse persistente ou uma secreção que drena do nariz para a garganta. Mas o que mais se associa à sinusite crônica é a dor de cabeça, em especial aquela entre os olhos. Aliás, quando a maior parte das pessoas afirma ter sinusite está se referindo justamente a esse sintoma: a dor de cabeça na testa ou entre os olhos. 
 
Aqui vale um aviso: nem sempre a cefaleia frontal (a tal dor de cabeça na testa) é sinusite. Aliás, se ela não vem acompanhada de demais sintomas nasais, provavelmente não está relacionada à doença. Nesses casos duvidosos, a tomografia de seios da face (e não a radiografia simples) é um exame de imagem muito importante para tirar a dúvida.

Mas é claro que a confusão entre rinite e sinusite não é apenas falta de informação. Existe realmente uma área de interseção entre elas. Ambas, por exemplo, causam obstrução e secreção nasal. A rinite, muitas vezes, desencadeia uma sinusite. Portanto a associação em muitos casos é real. 
 
Por último, é preciso esclarecer algo: a rinite realmente não tem "cura" na maior parte dos casos, mas sim controle, embora possa amainar com o tempo. Já a sinusite, ao contrário, tem cura na maior parte dos casos. Mesmo a crônica, embora não raro seja necessário algum tipo de intervenção cirúrgica para isso.

Portanto, consulte seu otorrinolaringologista e seja feliz respirando pelo nariz! 
 
Fonte Minha Vida

Exames: Glicemia de jejum

Exame de sangue.jpgExame auxilia no diagnóstico e acompanhamento do diabetes
 
O que é glicemia de jejum
A glicemia de jejum é um exame que mede o nível de açúcar no seu sangue naquele momento. O exame de glicemia de jejum serve para fazer o diagnóstico de hipoglicemia ou hiperglicemia. Esse exame serve também para monitorização do tratamento do diabetes. 
 
Quando o exame é pedido:
As principais doenças envolvidas na dosagem de glicose para diagnóstico e acompanhamento são o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2 , nas quais a concentração de glicose se encontra elevada. Raramente o médico pedirá o exame para fazer o diagnóstico de uma hipoglicemia, mas pode acontecer. O exame de glicemia de jejum também pode ser indicado pelo seu médico mesmo que você não tenha sintomas definidos, como parte do check-up de uma consulta - principalmente porque o diabetes pode permanecer assintomático por muito tempo.
 
Alguns sintomas ou condições que podem levar seu médico a pedir o exame de glicemia de jejum para uma investigação mais profunda são: 
  • Urinar várias vezes ao dia
  • Sede intensa
  • Perda de peso apesar da ingestão de alimentos
  • Glicemia fora do jejum maior que 200mg/dl
  • Desidratação
  • Tonturas
  • Mal estar (em crianças pode se manifestar como uma dor abdominal)
  • Fome intensa
  • Náusea
  • Desmaios ou comas
  • Troca da dosagem ou do medicamento para tratamento do diabetes
  • Parente direto com diabetes.
 
Pré-requisitos para fazer o exame:
Não existem contraindicações para a glicemia de jejum, mas são necessários alguns cuidados no dia do exame:
  • Jejum mínimo de 8 horas, sendo permitida apenas a ingestão de água
  • Crianças até três anos podem fazer jejum de três horas
  • Crianças de três a nove anos podem fazer jejum de quatro a cinco horas apenas
  • Se o paciente estiver em tratamento para o diabetes, o jejum não é recomendado e o exame deve ser feito antes da próxima dose de insulina
  • Evitar a ingestão de qualquer medicamento durante o período de jejum, pois eles podem interferir no resultado. Para saber se você pode ou não interromper a medicação, converse com seu médico. Caso você não possa, ele levará isso em conta quando for analisar os resultados do exame
  • A alimentação deve ser mantida rotineiramente até a hora do início do jejum.
No dia anterior ao exame, evite:                                         
  • Exercícios físicos vigorosos
  • Ingestão de cafeína em grande quantidade
  • Ingestão de álcool.
Como é feita a glicemia de jejum:
Após o período de jejum orientado conforme a idade é colhido em laboratório um tubo de sangue por punção venosa. Esse tubo será dosado em uma máquina automatizada para verificar a glicemia. Geralmente é um resultado rápido, que pode ser liberado entre 30 minutos ou até 24 horas, conforme as orientações do laboratório. 
 
Recomendações pós-exame:
Após o exame o paciente deve se alimentar normalmente, de forma natural, sem exageros. Não é recomendada a prática de exercícios intensos após jejum prolongado.
 
Possíveis complicações e riscos:
Os riscos envolvidos no exame de glicemia de jejum são aqueles inerentes a todos os exames de sangue, como hematomas ou lesões decorrentes de uma veia mal puncionada ou uma coleta difícil. O paciente também pode sofrer com tonturas decorrentes do tempo de jejum.
 
Possíveis efeitos colaterais:
Este exame não apresenta efeitos colaterais. Você pode sofrer tonturas ou outras sintomas relacionados ao longo período em jejum - sinal normalmente relacionado à hipoglicemia -, mas é uma condição rara em pessoas saudáveis.
 
Periodicidade do exame:
A glicemia de jejum deve ser repetida periodicamente para controle do tratamento do paciente com diabetes. Portadores de diabetes tipo 1 fazem o exame de glicemia de jejum com maior frequência, pois precisam saber os níveis de glicose para ajustar a dose de insulina a ser aplicada - nesse caso o exame é feito em jejum ou então antes da próxima aplicação, usando um aparelho chamado glicosímetro. Portadores de diabetes tipo 2 em uso de medicação oral e eventualmente insulina fazem o exame com uma frequência menor, geralmente durante a consulta médica. Pessoas que não possuem diabetes fazem o exame de glicemia de jejum anualmente, juntamente com o check-up médico.
 
O que significa o resultado do exame?
Os resultados do exame irão indicar se você está ou não com hiperglicemia ou hipoglicemia. Caso os resultados sejam anormais (acima ou abaixo do que seria ideal) porém próximos do limite, o exame é feito novamente em uma outra data marcada pelo médico. Dessa forma, tem-se a segurança de que os números estão mesmo acima ou abaixo do normal.
 
Resultados normais:
Os valores de referência ficam entre 65 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).
 
O que significam resultados anormais:
  • Resultados entre 99 mg/dL e 140 mg/dL são considerados anormais próximos ao limite e devem ser repetidos em uma outra ocasião
  • Valores acima de 140 mg/dL já são bastante suspeitos de diabetes, mas também devendo ser repetido em uma outra ocasião
  • Valores acima de 200 mg/dL são considerados já diagnósticos para diabetes. No entanto, outros sintomas do paciente devem ser avaliados e outros exames podem ajudar, como a hemoglobina glicosilada e a curva glicêmica
  • Valores abaixo de 65 mg/dL indicam hipoglicemia e também devem ser repetidos em outra ocasião.
Gestantes podem fazer?
Grávidas não só podem como devem fazer o exame de glicemia de jejum, sendo um procedimento de rotina pré-natal e durante a gestação, podendo ser realizada em qualquer semana. Entretanto, as gestantes têm valores diferenciados para a glicemia de jejum: o limite superior para a suspeita do diagnóstico de diabetes é 85 mg/dL. Se o resultado for alterado, realiza-se um teste com administração de curva glicêmica durante 60 e 120 minutos após a ingestão de 75g de glicose entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. Se confirmado o diagnóstico de diabetes gestacional, os controles serão feitos com bastante frequência, tanto no hospital quanto em casa, usando em domicílio o glicosímetro.
 
A mulher com diabetes gestacional ou que já tinha diabetes antes da gravidez deverá manter níveis de glicemia no jejum em torno de 95 mg/dl e os feitos uma hora após as refeições em torno de 140 mg/dl. Se necessário, iniciará tratamento com insulina.
 
Fontes consultadas:
- Endocrinologista Cleide Sabino, do Laboratório Pasteur

- Patologista clínico Hélio Magarinos Torres Filho, presidente regional da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica - Rio de Janeiro, e diretor médico do Laboratório Richet

- Endocrinologista Milena Teles, do Fleury Medicina e Saúde. 
 
Fonte Minha Vida