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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Hospital Espanhol de Salvador tem emergência reaberta

O Hospital Espanhol, da rede particular de Salvador, anunciou esta semana que reabriu sua ala de emergência na última quinta-feira (20) após dois meses de suspensão do atendimento. Apenas pacientes da UTI e apartamentos seguiram sendo atendidos pelo corpo clínico da instituição.
 
Segundo declaração do Sindimed (Sindicato dos Médicos da Bahia) ao portal G1 Bahia, o hospital atendia diariamente entre 150 a 200 pessoas até abril, quando a emergência foi fechada pela segunda vez no ano. A medida ocorreu dois meses após uma reunião entre representantes do Sindicato dos Médicos e integrantes da diretoria do Hospital Espanhol. Os profissionais alegaram falta de condições para manter a unidade aberta.
 
Segundo o Sindmed, o acordo dos profissionais com o hospital previa a presença de dois médicos na emergência, além do compromisso de efetuar o pagamento salarial no quinto dia útil do mês, a apresentação da escala de plantão e a comprovação de que o FGTS e o INSS estariam sendo recolhidos.
 
As reivindicações dos médicos incluíam ainda a formação de uma equipe de plantão e o pagamento de salários dentro do prazo. O funcionamento do serviço de radiologia presencial em tempo integral e a falta de materiais e medicamentos também eram problemas.
 
Oficialmente, a direção da unidade informou que o serviço havia sido temporariamente suspenso pela necessidade de reestruturação de alguns setores, “atendendo a uma demanda do corpo clínico para o melhor atendimento à comunidade”.
 
* com informações do portal G1 Bahia
 
Fonte SaudeWeb

Comissão quer acelerar projetos com recursos para saúde

A comissão especial criada pelo Senado para debater o financiamento da saúde pública decidiu acelerar os trabalhos para que o Plenário vote na próxima semana a elevação dos recursos mínimos da União destinados à saúde.
 
O presidente do Senado, Renan Calheiros, incluiu projeto sobre o tema em lista de matérias que devem tramitar com urgência, como resposta às manifestações por mais qualidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A matéria que ganhou atenção é um projeto da Câmara dos Deputados (PLC 89/2007), do ex-deputado Roberto Gouveia, que vinha tramitando na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Desde a criação da comissão especial, a proposta passou a depender de avaliação prévia de seus integrantes.
 
Atualmente, a União é obrigada a destinar à saúde o que gastou no ano anterior acrescido da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Essa regra já vinha sendo aplicada antes da regulamentação da Emenda 29, aprovada no fim de 2011. O Congresso manteve o cálculo, enquanto setores sociais defendiam pelo menos 10% da receitas do orçamento federal para a área.
 
Substitutivo
O relator da comissão especial, senador Humberto Costa (PT/PE), adiantou que pretende sugerir um projeto substitutivo. Segundo ele, o PLC 89/2007 não representa avanço em relação ao cálculo vigente, que não atende às novas demandas dirigidas ao setor. “O que poderemos fazer é utilizar esse projeto como base para aprovar algo que possa representar um consenso maior”, disse.
 
A comissão estuda diferentes alternativas para assegurar recursos estáveis e suficientes para a saúde por parte da União – os estados aplicam 12% de suas receitas, enquanto os municípios investem 15%. Uma solução seria retomar a vinculação de 10% do Orçamento da União, seja sobre as receitas brutas ou líquidas (descontadas as transferências referentes aos fundos de participação).
 
Outra alternativa seria definir um gasto per capita, ou seja, um valor mínimo por cidadão, a partir do qual será projetado o montante dos recursos anuais no Orçamento. De acordo com o senador, nesse caso deverá haver um processo de transição.
 
“São alternativas que precisamos analisar com calma. É muito importante votar um novo financiamento para a saúde, mas é preciso tranquilidade para que não possamos depois inviabilizar o próprio atendimento”, disse o senador, que considera necessário discutir as alternativas com o governo.
 
Depois da aprovação da proposta na comissão especial, o texto seguirá então para a CAS, onde deve ser examinado como alternativa ao PLC 89/2007, antes da decisão em Plenário. Humberto espera que, de forma simultânea, o Congresso também defina novas fontes de receita para saúde, para o que vem sendo considerado o uso de parte das futuras receitas do pré-sal.
 
Responsabilidade sanitária
Para o senador, o momento também exige definição sobre lei que permita ampliar o controle social e a fiscalização dos gastos na saúde, além de regras que possam induzir melhorias na gestão. Ele vem cobrando urgência para projeto de sua autoria, o PLS 174/2011, que sugere a chamada Lei de Responsabilidade Sanitária (LRS), até o momento fora da pauta de matérias urgentes sugerida por Renan. “É uma matéria indispensável, inclusive para darmos legitimidade à nossa reivindicação por mais recursos para a saúde”, disse Costa.
 
O projeto já passou pelo exame da CCJ e agora está na CAS, tendo sido entregue na semana passada ao relator, senador Wellington Dias (PT-PI). Segundo Humberto, já foi acertada com o presidente da comissão, Waldemir Moka (PMDB-MS), a realização de uma audiência pública final antes da votação. Como o exame será terminativo, a matéria poderá seguir diretamente à Câmara, sem passar pelo Plenário.
 
Serviço obrigatório
Na pauta já definida, no entanto, consta outra proposição de Humberto Costa destinada a qualificar os serviços de saúde. Para corrigir a carência de profissionais de saúde na periferia das grandes capitais e regiões distantes do País, ele sugeriu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 36/2011. Pelo texto, será criado serviço civil obrigatório para egressos dos cursos de graduação das profissões de saúde regulamentadas, públicos ou com financiamento público.
 
“Nós temos uma grande população desassistida e essa medida, bem como a vinda de profissionais do exterior, devem atender a esse quadro emergencial”, defendeu.
 
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também defende, por meio de projeto de lei, o PLS 75/2011, serviço semelhante apenas para os egressos dos cursos de medicina mantidos por instituições públicas ou financiados com recursos públicos. Ao comentar críticas da área médica a seu projeto e ao do colega, Humberto afirma não ter intenção de restringir o serviço civil aos profissionais de saúde, admitindo alteração para ampliar o alcance.
 
“Podemos estender a todos aqueles que, tendo sido financiados pelo setor público no processo de educação superior, posam dar uma contrapartida ao Estado, sejam médicos, professores ou qualquer outro profissional”, defendeu.
 
Fonte Agência Senado
 
Por SaudeWeb

Profissionais de saúde protestam contra Ato Médico

Em mais uma manhã de manifestações na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), um grupo de estudantes e profissionais de diversas áreas da saúde protestaram na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (27).
 
Eles são contrários ao Projeto de Lei (PL) 286/02, que trata do chamado Ato Médico, aprovado na semana passada pelo Senado.
 
Usando faixas, cartazes, apitos e instrumentos de percussão, como um tambor, eles pediram que a presidenta Dilma Rousseff vete o projeto. “O Ato Médico fere o princípio da igualdade no Sistema Único de Saúde (SUS), na medida em que estabelece uma hierarquização dos profissionais, colocando os médicos acima dos demais”, disse a estudante do último ano de enfermagem, na Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal, Roberta Bittencourt. Ela participou do protesto acompanhada de cerca de dez colegas da mesma instituição.
 
Para a psicóloga Vanuza Sales, caso aprovado, o projeto diminuirá a autonomia de profissionais de várias áreas. “Esse fatiamento do mercado é inaceitável. O médico não pode ser o único profissional a dizer sobre a saúde de uma pessoa. Em relação a problemas psicológicos, é o psicólogo que deve avaliar e tratar; nas questões de nutrição, tem que ser um nutricionista. Com esse projeto, o olhar da saúde ficará comprometido e limitado”, disse.
 
Na avaliação da representante do Conselho Brasileiro de Optometria, o texto aprovado no Senado é um retrocesso porque compromete a ideia da atenção multidisciplinar à saúde. “Os optometristas, que são como fisioterapeutas da visão, são considerados pela Organização Mundial da Saúde a primeira barreira à cegueira evitável. Ou seja, esse profissional é o agente primário na área e o Ato Médico vai em direção oposta, limitando ao médico o diagnóstico de doenças”, disse. “O problema é que muitas vezes a questão está associada a um problema motor, por um erro fisiológico que pode e deve ser reabilitado sem a necessidade de uma intervenção cirúrgica, por exemplo.”
 
Ela enfatizou que, enquanto os manifestantes protestam do lado de fora do Palácio do Planalto, uma comissão formada por representantes de 14 categorias profissionais e um dos estudantes aguardava para ser recebida, no interior do prédio, por representantes do governo para discutir o tema. Na segunda-feira (24), integrantes do movimento se reuniram sob os pilotis da Biblioteca Nacional e aprovaram a formação do grupo. Eles decidiram, na ocasião, encaminhar à presidenta Dilma um pedido oficial de veto ao PL.
 
A principal queixa é relacionada ao Inciso 1 do Artigo 4°, segundo o qual entre as atividades privativas do médico está a “formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica”. Os organizadores estimam que 100 pessoas participaram do protesto, enquanto a estimativa da Polícia Militar é cerca de 50 manifestantes.
 
Fonte SaudeWeb

Uma pessoa morre por hora em função do diabetes no estado de São Paulo

Os fatores de risco para o aparecimento da doença são a idade,
histórico familiar, estresse, alimentação inadequada e sedentarismo
São Paulo – A cada hora uma pessoa morre no estado de São Paulo devido a complicações causadas pelo diabetes. Segundo levantamento feito pela Secretaria de Saúde, foram 9.562 óbitos pela doença registrados em 2012, 5% a menos do que no ano anterior. As internações chegaram a 21.981 nos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
 
O diabetes é uma doença silenciosa que aumenta os níveis de açúcar no sangue e é causada pela falha de produção, pelo pâncreas, da quantidade suficiente de insulina. Os principais sintomas são cansaço, perda de líquido, aumento da fome e da sede, além de má circulação do sangue.
 
Os fatores de risco para o aparecimento da doença são a idade, histórico familiar, estresse, alimentação inadequada e sedentarismo. A prevenção é essencial e, caso seja confirmada a doença, o controle do açúcar evita as complicações. Entre elas estão a perda da visão a até mesmo alterações vasculares, que podem levar à amputação, principalmente dos membros inferiores. Além disso, pessoas diabéticas são mais propensas a sofrerem ataques cardíacos e derrames.
 
O SUS fornece gratuitamente as insulinas para o controle do diabetes por meio das unidades básicas de Saúde municipais. Além do medicamento, é fundamental que o controle do diabetes alie atividade física, alimentação balanceada e acompanhamento médico regular.
 
Fonte Agência Brasil

Derrames podem ser prevenidos com remédios combinados, sugere estudo

Os AVCs ocorrem quando o fornecimento de sangue para o
cérebro é interrompido por um coágulo ou um vaso rompido
Pacientes que usaram aspirina e um anticoagulante tiveram menos AVCs
 
Um teste clínico realizado na China demonstrou que a aspirina, combinada com ao clopidogrel, medicamento usado para evitar coágulos, funciona melhor na prevenção contra acidente vascular cerebral (AVC). Os dados foram publicados no periódico "New England Journal of Medicine".
 
A pesquisa, publicada nesta quarta-feira, mostrou que a terapia combinada reduziu em um terço o risco de derrame em um teste aleatório com 5.170 pacientes que sofreram pequenos AVCs e foram tratados durante um período de três meses. Se confirmado por um teste simular, realizado agora nos Estados Unidos, a combinação usando clopidogrel (Plavix) e aspirina pode mudar o padrão de cuidado, afirmam especialistas.
 
— Os resultados foram surpreendentes — disse Claiborne Johnston, professor de Neurologia da Universidade da Califórnia, em São Francisco, coautor sênior do estudo.
 
Entre os pacientes que ingerem as duas medicações, 8,2% sofreram outro AVC nos três meses seguintes, contra 11,7% dos pacientes que tomaram só aspirina.
 
O teste de fase III, realizado na China, denomina-se CHANCE (Clopidogrel em Pacientes de Alto Risco com Eventos Vasculares Cerebrais Agudos Não incapacitantes). O programa de pesquisas é quase idêntico a um teste financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde nos Estados Unidos.
 
O clopidogrel é comercializado nos Estados Unidos como Plavix pelo laboratório Bristol Myers Squibb e versões genéricas estão disponíveis.
 
Os AVCs ocorrem quando o fornecimento de sangue para o cérebro é interrompido por um coágulo ou um vaso rompido. Segundo a Federação Mundial do Coração, cerca de 15 milhões de pessoas sofrem um AVCs em todo o mundo, que deixam quase seis milhões de mortos e cinco milhões de incapacitados permanentes.
 
Fonte AFP