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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Restrição para doar medula divide médicos e pacientes

Em 2012, o Ministério da Saúde estabeleceu um limite de
 270 mil novos doadores de medula por ano
Há oito anos, a terapeuta Rosali Batista Ramalho Cortez, 53, cadastrou-se como doadora de medula óssea. A decisão foi tomada quando conheceu, no hospital onde era voluntária, uma menina de nove anos com leucemia que pediu ajuda para encontrar um doador compatível.
 
Anos depois, quando Rosali contatou o Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) para atualizar seus dados, descobriu que seu nome não constava na lista que reúne todos os doadores de medula do país.
 
"Quis ser doadora por causa dessa criança, que morreu sem conseguir o transplante. Eu poderia ser compatível com ela", conta.
 
O caso dela não foi o único. De acordo com a médica Lúcia Silla, presidente da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), a entidade já havia detectado esse problema.
 
"Era uma questão recorrente. Por isso, fomos ao Ministério da Saúde", diz.
 
Diante de histórias como a de Rosali, foram feitas mudanças no processo de doação. Em 2011, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) mudou o sistema de cadastro de novos doadores, que passou a exigir mais dados.
 
E, em 2012, o Ministério da Saúde estabeleceu um limite de 270 mil novos doadores de medula por ano.
 
"O objetivo é organizar melhor as campanhas e o planejamento futuro dos recursos aplicados nos transplantes", afirma o médico Luis Fernando Bouzas, diretor do Cemo-Inca (Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer).
 
Ele lembra que o Brasil tem o terceiro maior registro do mundo, com 3 milhões de doadores. "Mas isso não garante a diversidade genética nem a eficiência do cadastro, porque campanhas aleatórias e mal feitas não significam a fidelização de doadores."
 
Ele afirma que o sumiço de um cadastro é raro e que dados registrados sem o devido controle técnico dificultavam a localização do doador.
 
Segundo ele, esses dados mal cadastrados estavam gerando desperdício, já que os exames de compatibilidade (HLA) necessários para cada doador são pagos pelo SUS.
 
Carmen Vergueiro, hematologista da Santa Casa de São Paulo e presidente da Associação da Medula Óssea, diz que a limitação de doadores permitirá realocar verbas antes usadas no cadastro para melhorar a estrutura necessária aos transplantes.
 
"Com o aumento do número de doadores, há pacientes que encontram doadores compatíveis, mas não conseguem leitos. O gargalo estava ficando nos hospitais."
 
Angelo Maiolino, diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, concorda. "O nó é o atendimento global a esses pacientes. O Sistema Nacional de Transplantes tem de olhar para o todo, não só para o registro."
 
Entre familiares de pacientes que aguardam um doador compatível, porém, a limitação no cadastro de novos doadores foi mal recebida. A discussão veio à tona em junho, na 8ª Conferência de Onco-Hematologia Direitos da Pessoa com Câncer, organizada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.
 
Fonte Folhaonline

Humor: Importação de médicos no Brasil

Internacionalização de Médicos no Brasil

Para professor da Universidade Estadual do Ceará, qualidade da importação de médicos depende do Revalida
 
Marcelo Gurgel Carlos da Silva*
 
O Ministério da Saúde serviu de fonte para divulgar, na revista Isto É, Ano 37, Nº 2.257, p.28, de 20 de fevereiro de 2013, valores da participação de médicos estrangeiros de alguns países: Inglaterra (37%), EUA (35%) e Canadá (22%), como mote para denunciar a pequena internacionalização aqui vigorante, e um prenúncio para pretextar a importação de médicos do exterior.
 
Agora, decorridos pouco mais de três meses dessa notícia, ao ensejo de sua ardorosa campanha para trazer, a qualquer custo, médicos estrangeiros, ou formados no exterior, para preencher postos de trabalhos médicos em pontos remotos do Brasil, onde existiria a carência desses profissionais, o Ministério da Saúde desfralda a bandeira da baixa internacionalização de médicos no Brasil.
 
A pequena participação estrangeira no mercado de trabalho brasileiro é generalizada entre profissionais, acometendo as mais diferentes profissões, e não apenas à Medicina, ficando claro que os “gringos” ocupam funções diferenciadas ou mais qualificadas em certos nichos de mercado, como no campo da alta tecnologia e da pesquisa, e cargos diretivos de empresas, cujas matrizes situam-se no exterior. Adite-se que a presença estrangeira é claramente expressiva entre religiosos, católicos e outras denominações cristãs, que aqui aportam para atividade missionária.
 
De fato, segundo a demografia médica do Brasil – 2013, publicada recentemente pelo Conselho Federal de Medicina, no Brasil, do total de 388.015 médicos com registro ativo no sistema CFM/CRM, 7.284 (1,87%) graduaram-se no exterior, sendo que 64,87% são brasileiros que saíram para estudar fora e retornaram; os outros são imigrantes que já chegaram com seus diplomas. Todos eles cumpriram as exigências legais, revalidaram seus diplomas e se inscreveram em algum CRM.
 
Os estrangeiros provêm de 53 países, mas cerca de 95% deles são da América Latina, e quase metade ficou radicada em três estados do Sudeste, onde justamente há maior presença de médicos, indicando que a vinda de adventícios, naturalmente, não tem concorrido para diminuir o desequilíbrio regional da distribuição de médicos no País.
 
Os três países citados, à guisa de exemplo, foram muito mal escolhidos na referência ministerial, porquanto, em comum, eles guardam a preservação da tradicional “drenagem de cérebros”, pautada pela busca de imigrantes de mente privilegiada, com sólida educação e profissionalmente capacitados, ou, quiçá, com indicativos de genialidade, para agregar know-how aos receptores.
 
Além disso, eles têm particularidades que os tornam mais receptivos à migração mais qualificada, a começar pelo largo uso da língua inglesa. Boa parte dos médicos atuantes na Inglaterra, ditos estrangeiros, é composta por cidadãos britânicos de outros países do Reino Unido, ou da Commonwealth of Nations, uma organização intergovernamental derivada sobretudo de nações dantes abrigadas no vasto cobertor do Império Britânico, talvez um resquício do colonialismo inglês.
 
A ação do Department for International Development – DFD concorre, sobremodo, para promover o intercâmbio científico (a Medicina, inclusive), carreando muitos indivíduos para a Inglaterra, que, apesar de anglófonos e cidadãos de sua Majestade, necessitam da aprovação em exames de conhecimentos para se converterem em um General Practitioner (GP), correspondente ao clínico geral no Brasil. Por outro, como a Inglaterra integra a União Europeia, há o livre trânsito de profissionais dos distintos países formadores desse bloco econômico, desde que se cumpram as formalidades para a obtenção da licença de exercício da medicina.
 
O Canadá é um país desenvolvido, de economia pujante, que ostenta indicadores de alto bem-estar à sua população. Tem uma política bem definida de atrair mão de obra qualificada, no intuito de suprir necessidades imperiosas da melhor ocupação do seu território, tão abundante de recursos naturais.
 
Profissionais de saúde são bem-vindos no Canadá, desde que bem formados e sejam testados em estágios hospitalares, após criteriosa avaliação de seleção, e quando, autorizados a trabalhar nesse país, o governo canadense executa rigoroso e gradativo controle, determinando onde exercer e o que pode o médico fazer, no âmbito do seu organizado Sistema de Saúde. Tem o Canadá, a seu favor, a ampla fala do idioma de Shakespeare, mesmo na província de Quebec.
 
Os Estados Unidos formam um país de larga tradição migratória, composta de gente que “ia fazer a América”, vendo-a como a sua terra da promissão. Hoje, é tão extensa essa presença de imigrantes e seus descendentes, que os WASP (white, anglo-saxon and protestant) em breve serão minoritários nos EUA. A medicina norte-americana, não a sua questionável Saúde Pública, configura-se deveras atrativa aos imigrantes, pois é dotada da mais apurada tecnologia, sendo vanguarda na incorporação de procedimentos diagnósticos e terapêuticos, que geram polpudos rendimentos aos seus doutores, em que pese os riscos advindos da responsabilidade civil que pairam em seus profissionais de saúde.
 
Médicos estrangeiros são bem acolhidos na terra do Tio Sam, condicionados às competências que possuam para sobrepujar as difíceis barreiras interpostas na legislação e nas normas que disciplinam a prática médica nos USA. De fato, para um médico do exterior trabalhar nos EUA, ele precisa ser aprovado, e bem classificado, comparativamente, em complexos e longos testes de conhecimentos, chamado de United States Medical Licensing Examination (Exame de Licenciamento Médico nos Estados Unidos). Mais conhecido como USMLE, é um exame de múltiplas etapas (steps), pelo qual o médico é obrigado a passar antes de ser autorizado a praticar Medicina nos EUA.
 
Os steps 1 e 2 são aplicados em dezenas de países, e o 3, apenas realizado nos EUA. O step 1 é a primeira etapa do processo e tem como objetivo avaliar se estudantes de medicina ou médicos tem a capacidade de compreender e aplicar conceitos importantes das ciências básicas para a prática médica. Ele avalia os conhecimentos em matérias básicas da Medicina (Anatomia, Fisiologia, Patologia, Epidemiologia etc.); o 2, tem o objetivo de avaliar se o estudante de medicina ou médico possui conhecimentos, habilidades e compreensão da ciência clínica essencial para a prestação de assistência ao paciente, sob supervisão. Ele avalia o domínio em disciplinas do saber médico no ciclo clínico (Clínica Médica, Cirurgia Geral, Toco-Ginecologia, Pediatria etc.). O step 3 destina-se a avaliar se o médico consegue aplicar o conhecimento e a compreensão da ciência biomédica e clínica essencial para a prática da medicina desacompanhado. Tal etapa ocorre em dois dias de exame, e cada dia de testes deve ser concluído dentro de oito horas, e, diferentemente das etapas 1 e 2, ao step 3 somente podem se sujeitar os já graduados ou bacharelados em Medicina.
 
Quando muito bem sucedidos nesses steps, os estrangeiros, em igualdade de condições aos médicos norte-americanos, aplicam às vagas ofertadas para fellow ou medical residency em hospitais credenciados para formação de especialistas médicos. Ao lado de elevados escores nos steps, é exigido do médico estrangeiro, que queira estagiar nos EUA, um excelente resultado no TOEFL, ratificando a proficiência no inglês. No geral, esses treinamentos consomem cinco longos e extenuantes anos da vida médica. Depois disso, para os que desejam exercer a Medicina nos EUA, serão cobradas as aprovações nos boards das especialidades e o cumprimento de atividades de educação continuada.
 
É do conhecimento, no meio médico, de que médicos brasileiros que conseguem estagiar nos EUA ficam entre os mais estudiosos das turmas, distinguidos entre os mais brilhantes; os que logram se radicar naquele país, possuem, ademais, outros atributos, como a determinação e a competitividade, conformando-lhes uma indiscutível competência.
 
O que o governo brasileiro vem advogando, em prol da nossa internacionalização da Medicina, é a mera importação de médicos estrangeiros, subutilizados ou desempregados em seus países de origem, sem passar por quaisquer crivos avaliativos de conhecimento, como quem busca o rebotalho, o que sobra, até porque está ao desabrigo profissional, devido à insuficiência técnica ou à desatualização técnica.
 
Em uma ousada comparação com os irmãos americanos do norte, no tocante aos respectivos períodos coloniais, até parece que vamos confrontar os ingleses emigrantes do Mayflower com os aventureiros e degredados portugueses, aportados nesta terra dos papagaios, ou cotejar os pioneiros da América com os bandeirantes brasileiros.
 
Creio que nossa gente é digna de algo melhor. Se teremos que importar médicos, o que é pouco justificável, que se faça com a boa qualidade, aferida a partir do Revalida, e complementada por outros predicados da formação e da experiência médicas, e sem se descuidar da fluência daquela língua, cognominada de a “Última flor do Lácio, inculta e bela”.
 
* professor titular de Saúde Pública da Universidade Estadual do Ceará (Uece)
 
Fonte SaudeWeb

Fabricantes deverão comunicar cancelamento de remédios

A Anvisa anunciou esta semana que irá colocar em consulta pública uma norma para regulamentar as obrigações dos fabricantes de medicamentos em casos de descontinuidade, redução ou suspensão temporária de fabricação ou importação de produtos.
 
A proposta prevê a obrigatoriedade de comunicar pacientes, serviços de saúde e profissionais da área sobre datas e razões da descontinuidade, bem como a previsão de retomada da fabricação ou importação.
 
A norma prevê um prazo mínimo de 180 dias entre a comunicação da empresa e a retirada do produto do mercado. Nos casos de suspensão temporária de fabricação ou importação de medicamentos indispensáveis, decorrentes de motivos técnicos que impactem a qualidade, segurança e eficácia e que possam afetar sua disponibilidade à população, a comunicação à Agência deverá ocorrer no prazo de 24 horas da suspensão.
 
As informações prestadas pelo titular do registro sobre as razões da medida também serão divulgadas no endereço eletrônico da Agência. Nos casos em que for verificado risco de desabastecimento de mercado, serão aplicadas as normas de priorização de registro para medicamentos substitutos.
 
Contribuições serão recebidas durante 30 dias após a publicação da Consulta no Diário Oficial da União.
 
Fonte SaudeWeb

A mãe de todos na assistência hospitalar

“E se fosse sua mãe”, artigo publicado no Jornal o Globo em 17/11/2011, discute vários aspectos relacionados às políticas de saúde em geral e à assistência aos pacientes em particular, destacando esse antigo axioma para pontuar o cotidiano de quem precisa ser assistido em seus problemas de saúde.
 
Nos hospitais, os pacientes internados fazem parte de um cenário interessante. Ao mesmo tempo em que a cada dia mais e mais organizações alcançam o selo de Acreditação, ou se destacam por serviços assistenciais prestados, são inúmeros os exemplos em que a abordagem direta do paciente e a condução médica propriamente dita carece de atenção, dedicação, presteza e competência em favor destes mesmos pacientes. É realmente difícil compreender como é que, apesar de tanta discussão acerca de melhoria de processos, da própria concepção processual no cotidiano dos hospitais, e de seus incontáveis filhotes (diretrizes, normas, protocolos, indicadores e rotinas, dentre outros), na linha de frente do trabalho as coisas não estejam acontecendo conforme se espera que aconteça: qualidade assistencial, resolutividade e eficácia na aplicação dos recursos disponíveis dentro da melhor evidência clínica, dentro de um ambiente de integração multidisciplinar, respeito mútuo e principalmente respeito ao paciente internado.
 
Não faltam tentativas de explicação para isso. A mais corrente é que faltam abordagens humanísticas nos currículos das universidades, que insistem em eternizar o desprezo às ciências sociais, aos princípios da bioética e às noções básicas de outros conhecimentos tão importantes quanto o conhecimento técnico (principalmente quando falamos de um profissional que lida diretamente com o ser humano em todas as suas dimensões), tais como a antropologia, a psicologia e a filosofia. Eu tenho outra teoria, menos acadêmica e mais pragmática. E que é mais preocupante.
 
Hoje, com a necessidade de maiores investimentos em saúde e o avanço na quantidade de hospitais pelo país, tendo como um dos maiores motores as necessidades legais e políticas cobradas aos governantes, o produto “médico” ficou extremamente valorizado. Que o digam os gestores municipais dos mais de dois mil municípios do país. Destes, 497 não dispõem de um único profissional prestando qualquer tipo de assistência, excluindo aqueles que pagam valores elevadíssimos para profissionais trabalharem na forma que desejarem, levando a uma atenção descontinuada, itinerante, frequentemente mercantilista e sem compromisso (veja mais em http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,com-apagao-de-medicos-rincoes-do-pais-esperam-por-profissionais-importados,1033226,0.htm).
 
Nada mais estimulante para os que se dizem sábios e têm muitas soluções na ponta da língua, geralmente inexequíveis ou pouco ortodoxas, tal como se vê no debate acerca da importação de médicos. Nos hospitais de grandes centros a realidade não é muito diferente, e só quem já esteve à frente de um serviço de saúde sabe o quanto é angustiante conviver com lacunas em setores essenciais, tais como emergências, UTI’s e diaristas, sem contar os demais. O dilema é: redimensiono minha estratégia de ação para aquele setor em função de não encontrar o profissional que preciso (deixando muitas vezes de atender a uma necessidade), ou aloco qualquer um que se disponha a ocupar esse espaço, para não deixar de mantê-lo em funcionamento? Ambas as decisões podem levar a consequências tão ruins que podem colocar em risco a própria carreira do gestor.
 
As diferenças entre o profissional com maior experiência e percepção de vida para aqueles que tendem a reproduzir o comportamento cada vez mais comum de fazer o necessário, o restrito, aquilo para o qual foi treinado (e muitas vezes nem isso), costumam se traduzir num clima de maior cordialidade e bom humor, de cortesia e respeito, de cuidado e atenção para aspectos nem sempre tão técnicos, mas que fazem grande diferença no trato com pacientes internados e com a equipe multidisciplinar. Equipe que trabalha nessa atmosfera contagia e influencia positivamente a eficiência das ações e o impacto na melhora da saúde do paciente. Este, por sua vez, dá voz à sua percepção e irradia sua experiência positiva para as pessoas de seu relacionamento, perpetuando um ciclo virtuoso de disseminação de informações que culmina com mais e mais pessoas interessadas em procurar aquele hospital, ou aquele setor, ou aquela equipe, e por fim, aquele médico tão bem falado.
 
O paciente é objeto maior e único da atenção médica. É para isso que o médico é treinado. Tem que dar uma resposta à altura das expectativas daqueles que investiram na sua formação, daqueles que pagam pelos seus serviços, daqueles que buscam a sua ajuda profissional e de toda a sociedade. Não há como fugir disso. Esqueçamos os demais aspectos periféricos e concentremo-nos nessa ideia central.
 
Eis aí grande nó. Enquanto todos os personagens envolvidos no negócio saúde, sejam agentes públicos ou privados, não valorizarem o trabalho assistencial como um todo, e o trabalho médico em particular, não deveremos ver nenhum avanço em relação ao que aí está. Mas enquanto isso, na hora de cuidar de alguém que lhe é destinado para receber seus serviços profissionais, ou que o procura de forma espontânea, não custa se fazer uma perguntinha simples e direta: e se fosse a minha mãe?
 
Fonte SaudeWeb