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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O que acontece com a sua coluna quando você envelhece?

Foto reprodução
A prevenção da osteoporose e de suas complicações subsequentes
 pode prevenir muitos dos problemas de coluna na terceira idade
Entenda quais são os principais problemas enfrentados na coluna durante a velhice e como funcionam os tratamentos
 
O processo de envelhecimento provoca alterações na coluna vertebral, o que pode levar a uma variedade de condições que podem requerer tratamento.
 
— Alguns destes problemas podem ser causados, ou, pelo menos, agravados pela presença de vértebras fracas. Outros são causados pelo processo natural de envelhecimento. Enquanto a dor em várias áreas da coluna vertebral pode ser um incômodo, problemas neurológicos, tais como fraqueza e dormência requerem avaliação e tratamento urgente e minucioso para evitar graves ou permanentes perdas de função — afirma o neurocirurgião Eduardo Iunes, especialista em coluna.
 
O médico destaca que a prevenção da osteoporose e de suas complicações subsequentes pode prevenir muitos dos problemas de coluna na terceira idade.
 
— A manutenção de um bom grau de condicionamento físico e de força muscular, bem como a prevenção e o tratamento da osteoporose é essencial na gestão das mudanças na coluna que ocorrem com o processo de envelhecimento — destaca Iunes.
 
Entenda a osteoporose e as fraturas por compressão
A osteoporose é uma diminuição da massa óssea, mais frequentemente observada nas mulheres no período pós-menopausa. Trata-se uma diminuição não só dos componentes minerais, tal como cálcio e fósforo, mas também no que se denomina o componente orgânico, como a proteína do osso.
 
— Cerca de 15 a 20 milhões de pessoas têm osteoporose e mais de um meio milhão sofrem fraturas de coluna vertebral devido à osteoporose a cada ano. Estas fraturas podem ocorrer com um mínimo de traumas ou nenhum. A osteoporose grave pode causar fraturas por compressão na coluna, assim como fraturas nos pulsos e quadris. Fraturas por compressão usualmente resultam em incapacitação prolongada— explica o médico.
 
A dor nas costas é o sintoma mais comum das fraturas por compressão, raios-x podem mostrar fraturas em cunha ou compressão das vértebras. Uma ressonância magnética ou uma tomografia computadorizada também podem ser necessárias para avaliar melhor estas fraturas.
 
— É muito importante confirmar o diagnóstico de osteoporose porque sintomas semelhantes ocorrem em outras condições, tais como infecções, outras doenças ósseas metabólicas e tumores ósseos benignos ou malignos. A extensão da osteoporose pode apenas ser estimada por meio de uma radiografia simples, mas deve ser confirmada por meio de testes específicos de densidade óssea — afirma o neurocirurgião.
 
Tratamento
A maior parte das fraturas da coluna vertebral devido à osteoporose é tratada com sucesso apenas com medicamento para controlar a dor, mas a osteoporose subjacente também deve ser tratada, uma vez que é a verdadeira causa do problema.
 
— O tratamento da osteoporose em si está evoluindo rapidamente. Combinações de cálcio, vitamina D e estrogênio são controversos. A calcitonina é usada em alguns casos para inibir o colapso de minerais no osso, o fluoreto também tem sido tentado, numa tentativa de aumentar a massa óssea.
 
Mais recentemente, drogas da família dos bisfosfonatos têm sido utilizadas para ajudar a manter e possivelmente aumentar a massa óssea — diz Iunes.
 
Além de medicamentos, outros dispositivos, tais como coletes podem ajudam a controlar a dor e a impedir que a deformidade se agrave. Apesar das órteses normalmente não corrigirem as fraturas ósseas, elas dão suporte à coluna vertebral e podem diminuir os espasmos musculares secundários.
 
— Em alguns casos de fraturas por compressão, uma cirurgia de coluna pode ser necessária para controlar a dor, melhorar a deformidade ou descomprimir as raízes dos nervos e da medula espinhal.
 
Novas técnicas para tratar as dores das fraturas por compressão incluem a vertebroplastia e a cifoplastia — ressalta o especialista em coluna.
 
A vertebroplastia é um procedimento minimamente invasivo projetado para aliviar as dores das fraturas por compressão. Além de aliviar a dor, os corpos vertebrais que estão enfraquecidos, mas ainda não estão fraturados, podem ser fortalecidos, prevenindo problemas futuros.
 
Fonte Zero Hora

Entenda as doenças mais comuns no inverno


Entenda as doenças mais comuns no inverno Adriana Franciosi/Agencia RBS
Foto: Adriana Franciosi / Agencia RBS
Com a chegada do inverno, criam-se ambientes propícios
 para propagação de gripes e resfriados
Especialista dá dicas de como evitar doenças como gripe, resfriado e sinusite e de como prevenir que a asma e a rinite piorem durante a estação mais fria do ano
 
Dias frios, clima úmido e mudanças bruscas de temperatura ajudam a elevar a incidência de doenças durante o inverno. A procura por ambientes fechados para fugir do vento gelado é unânime e a concentração de pessoas em locais com pouca ventilação favorece a proliferação de problemas respiratórios.
 
De acordo com Maria Alenita de Oliveira, pneumologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, mudanças de hábito também são os grandes vilões da estação.
 
— Buscar abrigo em ambientes mais quentes, menores e fechados, na tentativa de se esconder do frio favorece a propagação de vírus e bactérias, já que a ventilização é escassa. Geralmente, a transmissão de doenças virais como gripes e resfriados acontece pelo ar ou pelo contato físico. A diminuição de ingestão de líquidos e atividades físicas, que são fundamentais para o bom funcionamento do organismo, também influenciam o adoecimento — explica a médica.
 
Maria ainda ressalta que cardíacos, hipertensos, idosos, diabéticos e crianças devem redobrar os cuidados com a saúde com a queda acentuada da temperatura. Segundo a pneumologista, hábitos como manter o ambiente ventilado, conservar as roupas de cama limpas, beber bastante líquido, evitar lugares fechados e pouco arejados, não sair com os cabelos molhados após banho quente, agasalhar-se adequadamente, lavar frequentemente as mãos e manter as vacinas em dia são muito eficazes na prevenção de doenças nesta época do ano.
 
Entenda as características e principais sintomas dos grandes vilões do inverno:
 
Asma
É caracterizada pela inflamação, inchaço e estreitamento dos brônquios, o que dificulta a passagem do ar. Considerada uma doença inflamatória, existem vários fatores desencadeantes como substâncias ou produtos que irritam as vias aéreas como pó, produtos de limpeza, perfumes, etc. Infecções virais, atividade física intensa e até fatores emocionais também podem desencadear uma crise. Os sintomas mais frequentes durante uma acesso de asma são a tosse, o chiado na expiração, a falta de ar e a sensação de aperto ou opressão no peito, podendo variar de intensidade conforme cada caso.
 
Rinite alérgica
Normalmente é causada após o contato com poeira, mofo, cheiros fortes, produtos químicos, cigarro, mudanças de temperatura e umidade. O quadro de rinite tem evolução crônica, com períodos de melhora e piora. Os sintomas vão desde coriza, espirros, coceira no nariz até obstrução nasal.
 
Bronquite
Pode ser aguda ou crônica. É facilmente confundida com a asma e se caracteriza por uma inflamação dos brônquios e bronquíolos, que provoca um inchaço na mucosa e dificulta a passagem do ar. Em decorrência disso, produz-se o chiado à inspiração e expiração características da doença. No caso da bronquite aguda, ela se relaciona mais a quadros infecciosos como gripe e é autolimitada, enquanto a crônica tem como causa principal o tabagismo. A tosse e a produção de secreção são marcantes.
 
Sinusite
Inflamação de vias respiratórias superiores, conhecidas como seios paranasais, geralmente associada a um processo infeccioso por vírus, bactéria ou fungo. Também pode estar associada à alergia ou inalação de poluentes. É estritamente ligada a outras infecções das vias superiores como rinite, asma, bronquite, amigdalite e faringite.
 
Gripe
Infecção respiratória causada pelo vírus influenza tipos A e B e altamente contagiosa. Os sintomas mais frequentes são cansaço extremo, febre por dois ou três dias, dores no corpo, de cabeça e na garganta, além de coriza.
 
Pneumonia
Quase metade dos casos de pneumonia é causado por bactérias, mas a doença também pode ser provocada por vírus e outros agentes. Os pulmões sofrem um processo inflamatório e o espaço ocupado pelo ar é preenchido por líquido e pus. Assim, o oxigênio encontra dificuldade em atingir o sangue e, dependendo da gravidade, a pneumonia pode ocasionar a falta de ar. Os sintomas são febre alta, tosse com fortes dores no peito, catarro e dificuldades para respirar.
 
Fonte Zero Hora

Estudos questionam segurança de novas drogas para diabetes

 A metformina, é distribuída gratuitamente no país
Sucesso de vendas e com alto custo, os remédios contra o diabetes tipo 2 com base no hormônio GLP-1, os "primos do Victoza", são o xodó da indústria farmacêutica. Por seu potencial emagrecedor e por causar baixa incidência de hipoglicemia, esses medicamentos também ganharam a preferência de endocrinologistas.
 
Agora, com o uso continuado dos primeiros medicamentos dessa classe por uma quantidade grande de pacientes, começaram a surgir trabalhos científicos indicando risco aumentado para pancreatite e alguns cânceres.
 
O GLP-1 é um hormônio produzido normalmente pelo organismo que favorece a liberação da insulina e contribui para a sensação de saciedade. Esses novos remédios, grosso modo, usam hormônios similares ao GLP-1 para turbinar esses efeitos.
 
De acordo com autores de artigos que questionam a segurança dos medicamentos, seus efeitos potencialmente perigosos foram omitidos dos testes clínicos apresentados pelas farmacêuticas.
 
"As partes individuais de evidências não publicadas podem parecer inconclusivas, mas, quando consideradas com outras evidências emergentes ou já antigas, um quadro preocupante surge" disse Deborah Cohen, diretora de investigação do "British Medical Journal", que publicou um extenso material sobre o assunto neste mês.
 
O assunto foi debatido na reunião científica da ADA (Associação Americana do Diabetes), que terminou nesta semana em Chicago (EUA).
 
Editoria de Arte/Folhapress

Defesa
As farmacêuticas negam que tenha havido omissões e endocrinologistas saíram em defesa dos produtos, considerando que os dados ainda não são conclusivos.
 
"O paciente com diabetes tem maior propensão a desenvolver pancreatite e alguns cânceres. Os resultados não conseguiram provar uma relação de causalidade entre as drogas e esses problemas", disse o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, diretor do CPClin (Centro de Pesquisas Clínicas), de São Paulo.
 
Marcos Tambascia, endocrinologista e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), concorda com o colega e destaca que as novas drogas têm recebido atenção por obter perda de peso.
 
Esse efeito fez com que muita gente que não tem diabetes usasse o remédio como emagrecedor, o chamado uso "off label" (fora da bula).
 
"É muito arriscado. Não há testes que confirmem a segurança ou possíveis efeitos colaterais. Não é nem possível calcular a dose adequada", disse Eliaschewitz.
 
O diabetes tipo 2, diretamente relacionado à obesidade, é uma epidemia mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 347 milhões de pessoas têm o problema.
 
Devido ao alto custo --cerca de R$ 400 por mês, enquanto que a terapia-padrão, a metformina, é distribuída gratuitamente no país-- e à quantidade cada vez maior de potenciais usuários, essas drogas vêm recebendo investimentos da indústria.
 
O Victoza (liraglutida), o primeiro a ficar "famoso", e o Byetta (exosenatida) já são vendidos no Brasil. A Sanofi espera trazer sua versão, o Lyxumia (lixisenatida), já aprovado na Europa e na Austrália, no início do ano que vem.
 
A albiglutida, da GSK, e a dulaglutida, da Eli Lilly, mostraram bons resultados em estudos com versões para serem injetadas só uma vez por semana. Os demais são de dose diária, exceto o Byetta, usado duas vezes ao dia.
 
Fonte Folhaonline

Governo vai anunciar vacinação contra HPV na rede pública

Foto Reprodução
A vacinação contra o HPV não descarta a necessidade da
realização periódica do exame ginecológico
O Ministério da Saúde vai anunciar, nesta segunda-feira, a inclusão da vacina contra o HPV (papilomavírus humano) no calendário público.
 
Esse vírus está ligado a diversos tipos de câncer: de útero principalmente, mas ainda o anal e de garganta, entre outros-- e ao aparecimento de verrugas genitais.
 
O contato íntimo já permite a transmissão do vírus, não sendo necessária para tanto uma relação sexual.
 
Duas vacinas disputam o anúncio: a quadrivalente (da americana MSD) e a bivalente (da inglesa GSK). As duas oferecem proteção contra os dois tipos de vírus mais frequentemente relacionados ao câncer do colo do útero. A da MSD também oferece proteção contra verrugas genitais.
 
A ideia é que a empresa escolhida faça transferência de tecnologia para um laboratório público nacional : Instituto Butantan ou Fiocruz.
 
O modelo a ser adotado não foi detalhado pelo ministério. A proposta que vinha sendo estudada no último ano era oferecer a vacina para meninas com idades próximas à faixa dos dez anos, para garantir que estejam imunizadas antes do início de qualquer atividade sexual.
 
A estratégia de vacinação que vinha sendo defendida era aproximar as escolas dos postos de saúde, garantindo que o esclarecimento sobre a nova vacina a professores, alunos e familiares, e a oferta no posto de saúde.
 
O governo quer garantir que seja passado o seguinte recado: a vacinação contra o HPV não descarta a necessidade da realização periódica do exame ginecológico.
 
Enquanto o governo federal discutia a inclusão da vacina, alguns governos locais passaram a oferecê-la por contra própria, caso do Distrito Federal.
 
Nesta semana, a pedido da GSK, a Anvisa ampliou a indicação etária da vacina contra o HPV para meninas acima de nove anos -o limite até então era de dez a 25 anos.
 
Fonte Folhaonline

EUA indicam teste de hepatite C para nascidos entre 1945 e 1965

Uma força-tarefa ligada ao departamento de saúde dos EUA decidiu recomendar que todas as pessoas nascidas entre 1945 e 1965 (chamados "baby boomers") realizem o teste de hepatite C.
 
Tanto lá como no Brasil, 80% dos infectados têm entre 48 e 68 anos. A maioria foi infectada em transfusões sanguíneas, antes da existência da sorologia que detecta o vírus no sangue doado.
 
Nos EUA, a decisão da força-tarefa terá caráter de lei e deve obrigar planos de saúde a incluírem a testagem sem custos adicionais ao usuário.
 
Segundo Humberto Silva, presidente do Fundo Mundial para Hepatite da ONU (Organização das Nações Unidas), se a mesma recomendação fosse adotada no Brasil, 60 milhões de pessoas deveriam ser testadas.
 
"Essa geração tem até cinco vezes mais chances de estar infectada", diz Silva, que dirige a associação brasileira dos portadores de hepatite.
 
No Brasil, além das transfusões, ele diz que houve muita contaminação por uso de seringas de vidro.
 
"Teve época que foi moda, principalmente entre atletas, o uso de um energético injetável. As pessoas trocavam a agulha, mas compartilhavam a mesma seringa. Teve um time de futebol inteiro que se infectou."
 
Para Silva, todas as pessoas que receberam transfusões de sangue antes de 1993 e que nasceram entre 1945 e 1965 deveriam fazer o exame para confirmar se são portadores de hepatites B ou C.
 
"Até agora, não há nenhum plano objetivo para a detecção. As campanhas são muito tímidas", afirma.
 
Estima-se que 95% dos portadoras do vírus não saibam que estão com a doença. Silva, por exemplo, viveu 38 anos com o vírus da hepatite C, sem qualquer suspeita. "Quando descobri, já estava com cirrose hepática, quase morrendo."
 
Segundo a assessoria do Ministério da Saúde, várias campanhas têm sido feitas incentivando não só a testagem das hepatites como também a vacinação, no caso da hepatite B. Não há informação se, com a decisão dos EUA, haverá campanha específica aos mais velhos.
 
A última campanha começou em agosto do ano passado e segue até o próximo mês.
Os dois públicos prioritários são pessoas de até 29 anos (vacinação contra a hepatite B), e acima de 45 anos, para o teste rápido de diagnóstico das hepatites B e C.
 
O ministério diz ainda que foram disponibilizados 2,3 milhões de unidades do teste rápido para os Estados.
 
Fonte Folhaonline