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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Especialista esclarece as principais dúvidas sobre o HPV

Especialista esclarece as principais dúvidas sobre o HPV Daniel Conzi/Agencia RBS
Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS
Vacina contra o vírus estará disponível pelo SUS a partir de 2014
Vacina contra o vírus foi incorporada ao calendário do SUS nesta segunda-feira
 
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira, a oferta da vacina quadrivalente contra o papilomavírus (HPV) na rede pública de saúde. A vacina será oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 10 e 11 anos no início do ano letivo de 2014. Segundo dados do Ministério, são registrados, em média, 685,4 mil casos de HPV por ano no país. O câncer do colo do útero causa 4,8 mil mortes, em média, por ano. Em 2011, foram 5,1 mil óbitos.
 
O médico oncologista Ellias Magalhães e Abreu Lima, da Clinionco BH, esclarece as principais dúvidas sobre o víruas e a sua relação com o câncer de colo do útero. Confira:
 
O que é o HPV?
O HPV, papiloma vírus humano, é uma família de mais de 150 tipos vírus que infectam exclusivamente a pele e mucosas dos seres humanos. Aproximadamente metade das pessoas com vida sexual ativa se infectará por um ou mais subtipos de HPV durante a vida e, por isso, ele é considerado a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. Pesquisas recentes mostram que 40% das mulheres são portadoras do vírus no trato genital, ao passo que outros 16% o têm alojado na orofaringe (garganta). O vírus é responsável pelo desenvolvimento de diversas patologias como a verruga vulgar, a verruga plana, o condiloma acuminado (verrugas genitais) e o câncer de colo uterino, canal anal, vulva, vagina, pênis e orofaringe. A maioria dos subtipos de HPV não apresenta potencial para levar ao câncer. Os subtipos mais encontrados nas doenças malignas são 16 e 18.
 
Quais os tipos de exame podem detectar o HPV?O diagnóstico de infecção pelo HPV é feito através da pesquisa do DNA/RNA do vírus na amostra do tecido da mucosa genital, anal, oral ou outro local suspeito. Não é possível identificar a presença do vírus através de exames de sangue. Isso ocorre porque normalmente a infecção pelo HPV se restringe às camadas mais superficiais do epitélio (tecido de revestimento). As lesões do HPV no colo uterino podem ser descobertas por meio do exame preventivo de papanicolau, que deve ser realizado anualmente pelas mulheres.
 
A infecção pelo HPV nem sempre resulta em câncer. Nesses casos, o HPV pode causar outro tipo de doença?
Os HPVs são divididos em oncogênicos, aqueles que têm a capacidade de desenvolver câncer, e os não oncogênicos, não relacionados ao desenvolvimento de tumores. Alguns subtipos não oncogênicos têm predileção pela pele, neste caso levando ao aparecimento de verrugas comuns. Outros subtipos preferem a pele e mucosas da região ano genital, causando infecção em locais como o pênis, o escroto, a região perianal, o canal anal, a vulva, o introito vaginal e o colo uterino. Esses subtipos levam ao aparecimento das verrugas genitais.
 
O HPV não é responsável direto por infertilidade na mulher. Entretanto, HPVs oncogênicos podem levar ao aparecimento de câncer e o tratamento da doença, muitas vezes envolvendo cirurgia (retirada de útero e ovários), radioterapia e quimioterapia pode levar à esterilidade feminina.
 
O que a mulher pode fazer para evitar a contaminação?
A principal forma de transmissão do HPV é o contato sexual, seja ele genital, anal ou oral. Por tratar-se de uma infecção assintomática, é difícil determinar se a pessoa está ou não infectada pelo vírus, o que favorece a sua transmissão. Pesquisas mostram que o uso correto e consistente de preservativos pode diminuir as chances de contaminação. Contudo, trata-se de método não 100% eficaz, pois áreas não cobertas pela camisinha podem estar infectadas pelo vírus, transmitindo a infecção ao parceiro.
 
Além do sexo, há outras formas de transmissão do HPV?
A forma mais comum de contágio do HPV é o contato íntimo com a pele, no caso das verrugas da pele, e o sexo, no caso das cepas ano genitais. Beijar ou tocar a genitália do parceiro com a boca também pode transmitir a infecção. Estima-se que 16% da população possui o vírus alojado na garganta.
 
Quais os sintomas do HPV?
As lesões do HPV no colo uterino raramente determinam sintomas. Na maioria das vezes, são descobertas por meio do exame preventivo de papanicolau. Verrugas genitais podem causar prurido, sensação de queimação e eventualmente levar a sangramentos durante o ato sexual.
 
Como é feito o tratamento do HPV?
Atualmente, não existem medicamentos capazes de eliminar a infecção pelo HPV. O tratamento dependerá do tipo de lesão e, no caso do câncer, da extensão da doença.
 
Para quem cada uma das vacinas anti-HPV (bivalente e quadrivalente) é indicada e quando a mulher pode tomá-la?
A vacina quadrivalente é ativa contra quatro subtipos de HPV: 6, 11, 16 e 18. Os dois primeiros são agentes etiológicos das verrugas genitais, enquanto os subtipos 16 e 18 são os principais causadores do câncer de colo uterino e canal anal. A vacina é aplicada em três doses ao longo de seis meses. Usualmente a segunda dose é dada dois meses após a primeira e a terceira dose quatro meses após a segunda. A faixa etária recomendada para a aplicação da vacina é de 9 a 26 anos. A bivalente confere proteção para dois subtipos de HPV oncogênicos: as cepas 16 e 18. Está aprovado seu uso em mulheres de 9 a 25 anos para a prevenção de câncer de colo uterino. Sua aplicação também se dá em três doses no decorrer de seis meses. Se possível, a vacina deve ser aplicada antes do início da vida sexual para conferir imunidade à mulher desde o primeiro contato com o sexo.
 
 
Fonte Zero Hora

Veja como garantir a qualidade do sono em locais com fusos horários diferentes

Veja como garantir a qualidade do sono em locais com fusos horários diferentes Michel Smick/Stock.xchng
Dormir durante o voo pode ajudar
Especialista dá dicas para adaptar seu organismo e prevenir os incômodos do jet-lag
 
Uma viagem de férias é um bom momento para descansar e aproveitar os momentos de lazer. No entanto, especialmente para quem visita países em outros continentes, o fuso horário pode atrapalhar a folga. Nesses casos, adequar o sono e a alimentação são as principais medidas a serem tomadas para que o corpo e as férias não sejam comprometidos.
 
Segundo a consultora do sono Renata Federighi, em uma viagem de longa distância para o exterior, além de passar horas em um espaço apertado dentro do avião, o corpo ainda sofre com a fadiga causada pela repentina mudança de fuso horário, o chamado jet lag.
 
— Esse desconforto sentido é causado porque nosso relógio biológico fica desorientado quando alteramos o horário de comer e o de dormir a que estamos acostumados e a sequência habitual do dia e da noite — explica.
 
A diferença nas horas pode produzir mal-estar, ansiedade, dor de cabeça, fadiga, insônia, sonolência, irritabilidade e desordens estomacais.
 
— Para algumas pessoas, a diferença de fuso horário de duas ou três horas já causa cansaço, enquanto outras precisam de uma mudança de mais de seis horas. Em geral, acima de três horas o jet lag já é sentido — acrescenta a consultora.
 
Acostumar-se ao novo horário leva tempo. A cada hora de diferença, o organismo precisa de cerca de um dia para se adaptar. Portanto, quem viaja a Londres pode levar quatro dias para se habituar às quatro horas de diferença de horário.
 
Confira algumas dicas para amenizar os efeitos do jet lag, segundo a especialista:
 
— Leve seu travesseiro na bagagem. Ele é fundamental para um bom sono, pois ajuda a alinhar a postura ao dormir e melhora a circulação sanguínea
 
— Se a viagem for de curta duração, de menos de cinco dias, o melhor é tentar manter os horários de dormir e comer os mais próximos possíveis do seu dia a dia, para não estranhar na volta
 
— No caso de viagens mais longas, o ideal é tentar se habituar ao horário do destino nos dias anteriores ao do embarque. Se você for para um lugar de horário adiantado, se possível, tente dormir mais cedo para se aproximar ao horário do local em que vai checar
 
— Durante o próprio voo é possível começar a adaptação, o que pode significar não aceitar a comida servida no avião. Se optar por comer, escolha alimentos leves e evite o álcool, café, refrigerantes a base de cola, chá preto ou chá mate, para que não haja distúrbios nos padrões de sono
 
— Procure dormir durante o voo. Use máscaras para os olhos e tampões para os ouvidos. E lembre-se sempre de colocar o cinto de segurança, para evitar ser acordado pela tripulação em caso de turbulência
 
— As pernas e os pés podem inchar durante o voo, pois fica-se muito tempo sentado. Para evitar que isto aconteça, levante e caminhe com certa regularidade ou, mesmo sentado, movimente a panturrilha e faça exercícios de rotação com os pés
 
— No local de destino, siga uma rotina de atividades e procure aproveitar a luz natural durante o dia. Isso irá acostumar o seu relógio biológico ao novo ambiente
 
— Durma em um quarto escuro, tranquilo e bem arejado. A luz prejudica os ciclos biológicos e a produção hormonal. Quando dormimos na claridade as produções de cortisol e melatonina são interrompidas, dando uma sensação de cansaço pela manhã
 
— Procure dormir a mesma quantidade de horas que dorme normalmente, para que seu relógio biológico não fique ainda mais afetado

Fonte Zero Hora

Seis atividades físicas que podem reduzir as dores na coluna

Para quem tem pouco tempo ou quer economizar,
a caminhada é uma atividade que pode ser feita
em qualquer lugar, sem custo
Sedentarismo é uma das mais frequentes causas para desconfortos no corpo e na coluna
 
O sedentarismo é uma das mais frequentes causas para dores no corpo e na coluna. Mas transformar os exercícios físicos em hábito pode ser difícil para aquelas pessoas que enxergam a atividade como obrigação e não conseguem tê-la como agradável e prazerosa.
 
A quiropraxista Bia Pimentel aponta e explica os benefícios de seis opções que podem se tornar o seu um hobby para quem quer iniciar as atividades físicas e beneficiam a saúde da coluna
 
Musculação: em casos em que a estabilidade articular está afetada, a musculação é o exercício recomendado, pois o fortalecimento muscular ajuda a restabelecer e resguardar a coluna. Segundo a quiropraxista, a cartilagem que intercala os ossos da coluna vertebral evita que o contato entre um osso e outro cause dor. Mas a má postura, idade, sobrepeso e outros fatores causam a sua degeneração. A atividade física que resulta em fortalecimento estimula a reconstrução, além de ajudar a realinhar a postura e a perda de peso.
 
Dança: além de reduzir o risco de osteoporose, a dança fortalece a musculatura e aumenta a flexibilidade e a consciência corporal. Ao prestarmos mais atenção aos movimentos do corpo, começamos a reconhecer os próprios limites, as articulações e, principalmente, a postura, buscando alinhá-la.
 
Natação: atividades feitas na piscina são as mais recomendadas para quem não pode sofrer altos impactos nas articulações. A natação é uma modalidade isenta de impacto, já que os movimentos são feitos na horizontal e a maior parte da força é empregada nos braços. Além do fortalecimento muscular e dos benefícios para a postura, ela alonga e alivia a pressão sobre a coluna, aumentando a amplitude do corpo.
 
Hidroginástica: é recomendada para combater a má postura, dores lombares e cervicais, insônia e sedentarismo. Gestantes e atletas também são beneficiados pela atividade, pois ela previne as dores que essas condições geralmente trazem e aumenta a circulação sanguínea das pernas. Em contrapartida, não é um exercício livre de choques. Nas aulas, os alunos pulam, correm e fazem outros movimentos em contato com o chão. Os impulsos são menores, mas existem, por isso pessoas com problemas que exigem isenção total de impactos devem escolher a primeira opção.
 
Caminhada: para quem tem pouco tempo ou quer economizar, a caminhada é uma atividade que pode ser feita em qualquer lugar, sem custo. Dar algumas voltas nos quarteirões próximos de casa ou andar no parque pode combater dores na coluna, nos joelhos e nas pernas e aumentar a força e a resistência, contanto que seja feita de forma correta, observando se a postura está alinhada.
 
Pilates: o trabalho do pilates é focado em força, desenvolvimento e coordenação do corpo. Os movimentos eliminam as tensões e desequilíbrios da coluna cervical e os exercícios abdominais dão estabilidade e flexibilidade para a coluna. Entretanto, para quem apresenta dores na coluna, é importante uma avaliação antes de iniciar a atividade. Um profissional da quiropraxia pode avaliar se o paciente possui limitações antes de recomendar o exercício.

Fonte Zero Hora

São Paulo registra este ano 215 mortes provocadas pela gripe A (H1N1)

São Paulo - A Secretaria Estadual da Saúde registrou, desde o dia 1º de janeiro, 215 mortes em decorrência da gripe A (H1N1) em São Paulo. De acordo com dados gerais do Ministério da Saúde computados até o dia 25 de junho, no país, ocorreram 339 mortes provocadas por esse tipo de gripe. O ministério não divulgou o balanço com os dados de cada estado.
 
O caso mais recente no estado de São Paulo foi confirmado segunda-feira (1º) pela Secretaria Municipal de Saúde de Jundiaí, município que fica a cerca de 60 quilômetros da capital paulista. A cidade registrou a sexta morte em decorrência da gripe. Trata-se de um homem de 56 anos, diabético e hipertenso, que, por ser portador de doença crônica, deveria ter sido vacinado.
 
"O certo é não termos nenhum óbito, já que se trata de uma doença imunoprevenível. Mas essas mortes aconteceram em pessoas que estavam suscetíveis e não tomaram a vacina. [Esse número] está dentro do esperado", avaliou a gerente de Vigilância Epidemiológica de Jundiaí, Solange Nogueira Marchezini.
 
O Brasil teve 1.754 casos da doença, segundo balanço do ministério até 25 junho. O estado de São Paulo, por sua vez, teve 1.367 casos confirmados, de acordo com levantamento do órgão estadual até ontem (2). A maioria (60%) das ocorrências está concentrada na Grande São Paulo. Em Jundiaí, foram 32 casos, dos quais seis resultaram em morte, 17 estão em recuperação domiciliar, oito receberam alta e apenas um permanece internado. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o paciente hospitalizado apresenta quadro estável.
 
"A estratégia que nós adotamos [no município] foi entrar o mais rápido possível com oseltamivir [conhecido pelo nome comercial Tamiflu]. Intensificamos essa orientação com profissionais de saúde, da rede pública e privada, e conseguimos bloquear os agravos dessa doença na cidade", explicou Solange.
 
A gerente informou que cobertura vacinal de pessoas com doenças crônicas foi a menor no município, tendo alcançado 80%. "São pessoas que estão mais frágeis, estão cansadas de intervenções e acabam deixando para depois", apontou. Por outro lado, todos os profissionais de saúde e as mulheres que tiveram filhos recentemente tomaram a vacina. O percentual também foi alto (96%) entre as crianças com idade entre 6 meses e 2 anos. Entre idosos, a cobertura alcançou 85,1% e entre gestantes, 81%.
 
Solange Marchezini destacou que o órgão acompanha o histórico de cada caso grave da doença para implementar medidas adequadas de controle. "Se tivéssemos mortes de pessoas fora do grupo de risco, por exemplo, teríamos que avaliar a ampliação da vacina para outros segmentos. A população pode ficar tranquila." Para ela, os dados de Jundiaí demonstram que, apesar das mortes, a política contra a gripe está no caminho certo, pois os pacientes que morreram tinha indicação para a vacina.
 
A Secretaria Estadual de Saúde faz o mesmo alerta em relação aos grupos de risco, tendo em vista que 70% das mortes decorrentes de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) são de pessoas que tinham outras doenças associadas. A notificação no estado é feita somente dos casos de SRAG, que incluem as ocorrências graves de gripe A (H1N1).
 
Como prevenção ao vírus Influenza A (H1N1), sobretudo para as pessoas que não têm indicação de vacina, Solange Marchezini explica que devem ser adotadas medidas universais, como atividades ao ar livre; alimentação saudável; lavar as mãos; e proteger a boca e o nariz ao espirrar, de preferência com um lenço descartável. "O inverno é o período mais delicado. Este ano, com a antecipação do frio, começamos a ter casos mais graves já em maio. Antes, isso era intensificado em julho", alertou.
 
Fonte Agência Brasil

Municípios da Baixada Fluminense se unem para melhorar a saúde na região

Foto Reprodução
Rio de Janeiro - Os prefeitos dos municípios da Baixada Fluminense se reuniram, na tarde de ontem (2), com o reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Vieiralves, na sede da prefeitura de Duque de Caxias, com o objetivo de firmar uma parceria para elaborar um planejamento de saúde para a região. O documento será encaminhado dentro de 25 dias à presidenta Dilma Rousseff.
 
Para melhorar a qualidade básica de saúde, os prefeitos dos 13 municípios da região vão contar com a assessoria de técnicos da universidade. Eles farão um levantamento para identificar os principais problemas e propor soluções. Segundo o reitor Ricardo Vieiralves, o trabalho das equipes será exclusivamente técnico. “Nosso diagnóstico será técnico, caberá aos prefeitos adotar as decisões políticas”, disse.
 
De acordo com o prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, e presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense (Cisbaf), todos os municípios da região enfrentam carência na área da saúde. “Os municípios não têm como manter hospitais de média e alta complexidade, mas podem intensificar a questão da atenção básica de saúde. Queremos ampliar o número de pontos de atendimento. O que estamos buscando não são investimentos e, sim, recursos para aumentar a rede de atenção básica”, disse.
 
Na quinta-feira (4), ocorrerá a primeira reunião dos secretários de Saúde dos municípios da Baixada Fluminense com a equipe da universidade. Na ocasião, será apresentada uma radiografia da situação atual da saúde na região.
 
Fonte Agência Brasil