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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Hospital Municipal de Foz do Iguaçu suspende atendimentos

Foto: Reprodução
Pacientes serão encaminhados para outras unidades. Estado de emergência foi decretado após mudança de administração
 
O Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, no Paraná, informou nesta quarta-feira (3) que vai deixar de atender pacientes e casos de urgência por pelo menos 15 dias. A Secretaria de Saúde do município decretou estado de emergência no hospital, administrado pela Fundação Municipal de Saúde, o que levou à suspensão dos serviços.
 
Os pacientes serão encaminhados pelo Samu e pelos bombeiros serão diretamente para o Hospital Costa Cavalcanti e o Hospital Cataratas. Segundo o assessor jurídico do Foz do Iguaçu, Túlio Bandeira, o prazo de 15 dias será necessário para contratar médicos e formas equipes.
 
Segundo Bandeira, os pacientes já internados continuarão recebendo atendimento dos médicos que não continuarão no hospital.
 
A unidade de saúde passou a ser administrada pela Fundação Municipal de Saúde em junho. A alteração levou 132 médicos que prestavam serviços à Pró-Saúde, responsável pela gestão anterior, a deixarem de atender no Hospital Municipal desde terça-feira (2). Os profissionais alegaram salários dois meses atrasados e falta contrato assinado com a nova administração.
 
Atualmente, as negociações contratuais e salariais estão sendo feitas individualmente entre os 132 profissionais e a nova administração.
 
Fonte SaudeWeb

Curso a distância da SBPC discute transporte de amostras

Inscrições vão até esta sexta-feira e são gratuitas para associados. Transmissão ocorre na quarta-feira (10)
 
Terminam nesta sexta-feira (5) as inscrições para o curso a distância “Transporte de amostras: legislação, melhores práticas e desafios”, que será transmitido online na próxima quarta-feira (10), às 13h. As inscrições são gratuitas para associados da SBPC/ML e custam R$ 30 para não associados.
 
O palestrante é o médico patologista clínico Ismar Barbosa, pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (RJ) e Assessor Médico da SBPC/ML. O curso é direcionado a médicos patologistas clínicos, farmacêuticos-bioquímicos, biólogos, biomédicos, técnicos e estudantes.
 
Segundo os organizadores, laboratórios podem montar auditório e reunir os colaboradores para assistir, ao custo de apenas uma inscrição. As inscrições devem ser feitas até sexta-feira exclusivamente pela página de Ensino a Distância (EAD) da SBPC/ML, no endereço ead.sbpc.org.br.
 
Até um dia antes da data do curso, os inscritos receberão a senha de acesso à página da transmissão e um arquivo com os slides que serão projetados. Será possível participar enviando perguntas, que serão respondidas pela palestrante no fim da apresentação. Os participantes receberão certificados.
 
Mais informações podem ser obtidas com Daniela Queiroz pelos telefones (21) 3077-1409 e 3077-1400, ou pelo e-mail ead2@sbpc.org.br.
 
Fonte SaudeWeb

Em três anos, saúde foi área técnica que gerou mais empregos

Quase 100 mil postos de trabalho foram criados para técnicos de nível médio entre 2009 e 2012, segundo o Ipea
 
Aproximadamente 402,5 mil postos de trabalho para técnicos de nível médio foram criados no Brasil entre 2009 e 2012, e os técnicos capacitados em ciências da saúde ocuparam a maioria das vagas, ou quase 100 mil. Os dados, oriundos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), integram um estudo divulgado na quarta-feira (3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 
Em segundo lugar vieram os técnicos em eletroeletrônica e fotônica e em terceiro os técnicos em operações comerciais. Integram a estatística de vagas em saúde técnicos e auxiliares de enfermagem, técnicos em próteses ou imobilizações ortopédicas, técnicos em odontologia, técnicos em óptica e em optometria, e tecnólogos e técnicos em terapias complementares e estéticas.
 
O salário médio desses técnicos aumentou de R$ 1.280, média de janeiro de 2009, para cerca de R$ 1.410 em dezembro de 2012 (ganho real de aproximadamente 10%). As ocupações com maiores ganhos salariais foram técnicos em operação de câmara fotográfica, cinema e televisão (+51,1%), técnicos de inspeção, fiscalização e coordenação administrativa (+41,6%) e técnicos em laboratório (+29,3%).
 
Fonte SaudeWeb

Haddad lança edital para reduzir fila por cirurgia não emergencial

A lista inclui todo tipo de cirurgia, desde reparadora até
ginecológica, ocular e do aparelho digestório
A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) publicou  um edital para contratação de cirurgias não emergenciais na rede privada de saúde de São Paulo.
 
A proposta, avaliada em R$ 12 milhões, visa a credenciar hospitais particulares, geridos por convênios ou por organizações sociais que tenham disponibilidade para atender à demanda reprimida no sistema municipal. Dados de dezembro de 2012 mostram que há pelo menos 60 mil pacientes na fila de espera.
 
A lista inclui todo tipo de cirurgia, desde reparadora até ginecológica, ocular e do aparelho digestório. Segundo estimativa da Secretaria Municipal da Saúde, a demora por um desses procedimentos passa de três anos, em média. Com o chamamento público, a meta da pasta é atender cerca de 40 mil pessoas no prazo de um ano - o dobro do ano passado.
 
Hoje, apenas três hospitais estão credenciados para atender pacientes da rede pública: Santo Amaro, Bandeirantes e Monumento. A secretaria espera ampliar o número com a oferta de todos os procedimentos em espera e com o pagamento de um adicional de 50% sobre a tabela praticada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo com o extra, os candidatos ao convênio terão de aceitar receber cerca de 40% menos do valor pago pela mesma cirurgia na rede particular.
 
Fonte Estadão

Paciente de plano de saúde já enfrenta problemas comuns na rede pública

Imagem: Reprodução
Queda da qualidade. Número de clientes com convênio cresce no País, mas oferta de serviço não acompanha a demanda. Em SP, usuários relatam espera de meses para agendar uma consulta ou marcar exame e longas filas em prontos-socorros
 
Três meses para agendar uma consulta. Duas horas de espera no pronto-socorro. Dois meses para marcar um exame. Falta de leitos para internação. Esse é o retrato do atendimento aos pacientes de planos de saúde no Brasil - uma realidade que cada dia mais se aproxima do serviço da rede pública, também em crise. Pagar mensalidades caras, muitas vezes superiores a R$ 1 mil, não assegura mais rapidez nem qualidade no atendimento.
 
Atualmente, 47,9 milhões de brasileiros têm planos de saúde - um milhão a mais do que em 2011. O problema é que a oferta de consultórios, leitos, laboratórios e hospitais vem sofrendo uma redução. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontam queda de 10,2% no número de clínicas ou ambulatórios no Estado de São Paulo e redução de 10% no de prontos-socorros gerais de um ano para o outro.
 
Não à toa, reclamações contra planos de saúde estão entre as dez principais queixas dos consumidores no Procon-SP. "Houve um crescimento muito rápido da demanda, porque mais pessoas têm acesso aos planos de saúde. Mas o mercado não é capaz de absorver todo mundo", avalia o médico Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.
 
A mesma opinião tem o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP Oswaldo Yoshimi Tanaka. "Observamos um aumento nos planos, criado pelo crescimento dos empregos formais e pela ascensão da classe D à C. Da mesma maneira que as pessoas têm desejo de consumir carro e celular, elas querem planos de saúde, que, por sua vez, aumentaram a clientela, mas não a oferta."
 
Demanda e custo
Um dos principais entraves nesse cenário é a baixa remuneração dos médicos. Situação exemplificada pelo clínico Geraldo (nome fictício), de Sapopemba, na zona leste. Ele conta que o gasto mensal de seu consultório é de R$ 6 mil, e os planos pagam cerca de R$ 45 por consulta - ele precisaria fazer mais de 130 consultas por mês para arcar com os custos. Por uma consulta particular, ele recebe R$ 300.
 
A baixa remuneração leva médicos a reduzir horários em suas agendas para pacientes de planos - ou até deixar de atendê-los. Como consequência, esses clientes acabam buscando o pronto-socorro, sobrecarregando o sistema com idas desnecessárias aos hospitais.
 
"Em geral, o paciente que está no pronto-socorro está no meio de uma crise de um problema crônico, como diabete e hipertensão. Ele vai tratar a crise e não o problema real. E vai voltar lá, porque não consegue agendar a consulta. É um círculo vicioso", afirma Vecina.
 
É o caso da arquiteta Silmara (nome fictício), de 37 anos. No início do mês, ela foi com o marido no pronto-socorro do Hospital Oswaldo Cruz. Marcelo sentia uma forte dor de cabeça havia 5 dias e tentara agendar uma consulta com um neurologista do plano, mas só havia data no fim do mês. "A dor não passava com nenhum remédio. Com medo de que fosse um aneurisma, fomos ao pronto-socorro."
 
Anteontem, a reportagem visitou cinco prontos-socorros: São Luiz do Itaim-Bibi, São Camilo, Nove de Julho, Santa Catarina e Samaritano. O tempo médio de espera para o primeiro atendimento era de 40 minutos. Mas de acordo com o tipo de medicação necessária, a demora passava de três horas.
 
Os hospitais disseram que o tempo de espera varia segundo o horário, o dia da semana e a época do ano. No inverno, é comum que a demora seja maior por causa do aumento de casos de problemas respiratórios. Segundo eles, a ordem de atendimento prioriza casos urgentes e não quem chegou primeiro.
 
Vaquinha
Além da demora no agendamento de consultas, a falta de leitos de internação também tem se tornado uma pedra no sapato dos usuários de planos. Em maio, a microempresária Raquel da Silva Moreira, de 44 anos, teve de pedir R$ 130 mil emprestados ao irmão para internar o filho Gabriel, de três meses, na UTI pediátrica em um hospital de ponta da capital.
 
O bebê estava com problemas respiratórios e podia morrer. Raquel procurou um pronto-socorro, mas não havia leito disponível. Acionou o convênio e ligou para três hospitais, todos sem vagas. "Havia vaga só no Einstein, mas era preciso depositar R$ 130 mil antecipadamente. Não tinha o dinheiro e envolvi a família." Ela fez uma vaquinha. O bebê foi transferido e ficou três dias internado. O custo total: R$ 21 mil, sem contar os R$ 2 mil da ambulância. A diferença do valor da internação foi devolvida pelo hospital.
 
O Hospital Albert Einstein informou que o tratamento emergencial ocorreu em outro hospital. "O que foi feito foi uma transferência eletiva." Nesse caso, segundo o hospital, o pagamento parcial antecipado é legal. Raquel vai à Justiça pedir o ressarcimento, já que o plano se recusou a reembolsá-la.
Fonte Estadão