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sábado, 6 de julho de 2013

Alagoas tem aumento de 77% nos casos de diarreia este ano

A Sesau também está recomendando que a população reforce
 os cuidados com higiene pessoal e dos alimentos, além de
fazer o tratamento caseiro da água
Brasília - De janeiro a julho deste ano, 66.849 pessoas tiveram diarreia no estado de Alagoas, um aumento de 77% no número de casos em relação ao mesmo período de 2012, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) do governo alagoano. A recomendação da secretaria é que a população sem acesso à água tratada deve usar hipoclorito de sódio (água sanitária) para tornar a água potável.
 
Em audiência pública que ocorreu ontem (4) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, informou que, em menos de dois meses, 37 pessoas morreram de diarreia em Alagoas. Dos 102 municípios do estado, 25 estão passando por uma epidemia e 46 estão em situação de alerta.
 
De acordo com informação do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, uma das causas do grande número de pessoas com diarreia é a distribuição de água sem tratamento por carros-pipa no interior do estado. Segundo nota técnica do órgão, “os carros-pipa estão captando água bruta e não estão realizando nenhum tipo de tratamento, antes de disponibilizá-la para a população, o que causa alto risco à saúde”.
 
Depois de analisar a qualidade da água encontrada nas chamadas fontes alternativas utilizadas pela população no interior de Alagoas, o que inclui locais de armazenamento de água trazida por carros-pipa, a Sesau confirmou que as amostras apresentavam "alterações".
 
A Sesau também está recomendando que a população reforce os cuidados com higiene pessoal e dos alimentos, além de fazer o tratamento caseiro da água. No mês passado, o Ministério da Saúde enviou 375 mil garrafas de água sanitária ao estado para que sejam distribuída entre os municípios. De acordo com orientação do Portal da Saúde, do governo federal, a água está pronta para o consumo 15 minutos após receber duas gotas do produto.
 
Fonte Agência Brasil

Isolamento de jovens vira problema social no Japão

BBC
Quarto de um 'hikikomori': alguns passam anos sem sair
 de seus quartos. Casos podem chegar a 1 milhão
Acredita-se que até 1 milhão de jovens estejam enfurnados em suas casas, muitos deles por décadas. Especialistas tentam entender o fenômeno
 
Acredita-se que até 1 milhão de jovens no Japão estejam enfurnados em suas casas – em muitos casos por décadas. Mas por quê?
 
Para o jovem Hide, os problemas começaram quando ele decidiu largar a escola.
 
"Comecei a me culpar e a meus pais por não ir ao colégio. A pressão começou a crescer", afirma.
 
"Daí, aos poucos, comecei a ficar com medo de sair e com medo de encontrar pessoas. E então eu não conseguia mais sair de casa."
 
Gradualmente, Hide foi abrindo mão de toda e qualquer comunicação com os amigos e, ao final, até com os pais. Para evitar encontrá-los, ele dormia durante o dia e ficava acordado durante à noite, assistindo TV.
 
"Eu tinha todo tipo de emoção negativa dentro de mim", afirma.
 
O desejo de ir para fora, a raiva contra a sociedade e contra meus pais, tristeza por ter essa condição, o medo sobre o que poderia acontecer no futuro e ciúmes em relação a pessoas que estavam levando vidas normais.
 
"Hide se tornou um 'arredio' ou hikikomori, o termo usado no Japão para descrever os jovens que acabam se isolando.
 
Tamaki Saito era um recém-formado psicólogo quando, no início dos anos 90, se surpreendeu ao notar o elevado número de pais que vinham buscar sua ajuda com crianças que haviam deixado a escola e se escondido por meses – às vezes por anos.
 
Estes jovens, de um modo geral, eram de famílias de classe média, quase sempre do sexo masculino e a idade média em que costumavam dar as costas à sociedade costumava ser de 15 anos. O psicólogo afirma que os jovens que sofrem dessa condição se sentem paralisados pelos seus temores sociais.
 
"Eles são atormentados mentalmente. Eles querem ver o mundo, fazer amigos e namorados, mas não conseguem."
 
Os sintomas variam entre os pacientes. Para alguns, rompantes violentos se alternam com comportamentos infantis. Outros podem ser obsessivos, paranoicos ou deprimidos.
           
Quando Saito deu início à sua pesquisa, o isolamento social ainda era pouco conhecido, e era tratado por médicos como sendo um sintoma de outros problemas comportamentais que exigem tratamento.
 
Desde que ele chamou atenção para essa condição, acredita-se que o número de pessoas diagnosticadas como tendo hikikomori aumentou.
 
Uma estimativa modesta do número de pessoas que sofre desse mal atualmente é de 200 mil, mas um estudo realizado pelo governo japonês apresentou uma cifra muito mais elevada, de 700 mil. Como os que sofrem dessa condição ficam oficialmente isolados, o próprio psicólogo Saito estima que o número deve ser bem maior.
 
A idade média do hikikomori parece ter subido nos últimos anos, saltando de 21 anos para 32, na última década.
 
Por que eles se tornam arredios?
O motivo pelo qual um garoto se torna arredio pode ser relativamente trivial – notas baixas ou um coração partido, por exemplo –, mas o comportamento arredio em si pode se tornar um trauma. E forças sociais poderosas podem conspirar para mantê-lo dentro do quarto.
 
Uma dessas forças é sekentei, a reputação de uma pessoa na comunidade e a pressão que ele ou ela sofrem para impressionar os outros. Quanto mais tempo o hikikomori permanecer longe da sociedade, mais consciência ele terá de seu fracasso social.
 
Ele perde qualquer autoestima e confiança que tinha e a perspectiva de sair de casa se torna cada vez mais aterrorizante. Um segundo fator social é amae – dependência – que caracteriza as relações familiares japoneses.
 
As mulheres jovens tradicionalmente vivem com os pais até o casamento – já os homens podem nunca sair da casa da família. Apesar de cerca de metade dos hikikomori serem violentos com seus pais, para a maioria das famílias colocá-los para fora de casa não é uma opção. Mas, em troca de décadas de apoio aos filhos, os pais esperam respeito, e que os filhos cumpram seu papel na sociedade de conseguir um emprego.
 
Matsu se tornou hikkomori depois de se desentender com os pais sobre sua carreira e seu curso universitário.
 
"Eu estava mentalmente bem, mas meus parentes me empurravam para um caminho que eu não queria", diz ele.
 
"Meu pai é um artista e conduz seu próprio negócio – ele queria que eu fizesse o mesmo."
 
Mas Matsu queria se tornar programador em uma grande empresa japonesa, e seu pai vivia criticando a ideia. Como vários hikikomori, Matsu era o filho mais velho e sentiu o pesada carga da expectativa dos pais. Ele ficava furioso ao ver que seu irmão, mais novo, podia seguir o seu próprio caminho.
 
"Fiquei violento e tive que viver separado de minha família", conta ele.
 
Uma forma de interpretar o caso de Matsu é vê-lo como no centro de uma mudança cultural no Japão. Para Yuriko Suzuki, psicóloga do Instituto Nacional para Saúde Mental em Tóquio, "tradicionalmente, a psicologia japonesa era tida como orientada para grupos – os japoneses não querem se destacar em um grupo".
 
"Mas eu acho que, especialmente os jovens, querem uma atenção e um cuidado mais personalizado e individual."
 
Mesmo os hikikomori que querem desesperadamente seguir os planos dos pais acabam tendo razões para muita frustração. Andy Furlong, acadêmico da Universidade de Glasgow especializado na transição da educação para o trabalho, liga o crescimento do fenômeno hikikomori com o estouro da "bolha econômica" da década de 1980 e o início da recessão da década de 1990 no Japão.
 
Foi neste período que a corrente que ligava boas notas na escola, boas universidades e empregos para toda vida foi rompida. Uma geração japonesa inteira foi confrontada com a insegurança relacionada a trabalho casuais e de curto prazo.
 
"As oportunidades mudaram completamente", disse Furlong.
 
"Eu não acho que as famílias saibam como lidar com isso."
 
Uma reação comum é os pais tratarem os filhos arredios com raiva, e fazê-los sentir culpa por trazer vergonha à família. O risco, nesse caso é – como acontece com Hide – o fim completo da comunicação com os pais.
 
Alguns pais são levados a praticar medidas extremas. Em Nagoya, uma empresa chegou a oferecer a pais, por um tempo, o serviço de entrar à força no quarto do filho, dar-lhe uma bronca e levá-lo à força para um dormitório, tudo que para que este enxergasse o seu erro.
 
Kazuhiko Saito, diretor do departamento de psiquiatria do Hospital Kohnodai em Chiba, diz que as intervenções bruscas - mesmo por profissionais de saúde – podem ser desastrosas.
 
"Em muitos casos, o paciente torna-se violento com os profissionais, ou com os pais ou mesmo com os psicólogos", diz Saito.
 
Kazuhiko Saito defende que profissionais de saúde visitem o hikikomori, mas diz que eles devem ser plenamente informados sobre o paciente, e que o paciente deve saber de antemão que eles estão chegando.
 
De qualquer maneira, a atitude de alguns pais de não abordar o problema tem se mostrado ineficiente. Tamaki Saito compara o estado hikikomori ao alcoolismo, na medida em que é praticamente impossível melhorar sem ajuda.
 
Sua abordagem é começar "reorganizando" a relação entre o paciente e seus pais, armar mães e pais desesperados com estratégias para reiniciar a comunicação com seus filhos. Quando o paciente está bem o suficiente para ir para a clínica em pessoa, ele pode ser tratado com medicamentos e terapia.
 
A terapia de grupo é um conceito relativamente novo para a psicologia japonesa, mas os grupos de autoajuda têm se tornado uma forma essencial para trazer o hikikomori de volta à sociedade.
 
Para Hide e Matsu, a jornada para a recuperação foi ajudada por visitas a um clube para jovens em Tóquio conhecido como Ibasho – um lugar seguro para que visitantes possam se reintroduzir à sociedade.
 
Ambos fizeram progresso no relacionamento com seus pais. Matsu esteve em uma entrevista para um emprego de programador e Hide tem um emprego de meio período. Ele acha que o resgate da comunicação com os pais permitiu que toda a família seguisse em frente.

Fonte iG

5 coisas que você não deve fazer se quer eliminar gordura corporal

Jeff Kathrein
Michael Matthews, autor do livro Malhar, Secar e Definir
 destaca que contar calorias é essencial para perder peso
Conheça atitudes e pensamentos que não fazem diferença na perda de peso ou agem ao contrário do esperado
 
Perder gordura não é uma tarefa simples. Algumas atitudes e pensamentos, no entanto, dificultam ainda mais o processo.
 
O personal trainer americano Michael Matthews, autor do livro Malhar, Secar e Definir (Ed. Princípio) aponta cinco fatores comuns no imaginário popular que não resolvem e podem até prejudicar a perda de gordura.
 
Conheça atitudes e pensamentos que você deve evitar se deseja eliminar gordura corporal:
 
1 – Não contar calorias
Contar calorias é essencial para conseguir perder peso. O esquecimento dessa diretriz tão importante resulta em quilos a mais, afirma Michael Matthews.
 
“Essa atitude é quase tão lógica quanto dizer que quer atravessar o país de carro, mas não quer ser obrigado a prestar atenção no tanque de combustível”, diz o personal trainer.
 
Para perder gordura, é necessário queimar mais calorias do que consumimos. É preciso controlar o que comer, para não extrapolar os limites diários.
 
“Se oferecer ao corpo mais energia do que precisa, o organismo não terá incentivo para queimar gordura”, explica.
 
Para Matthews, o maior problema desse hábito é a falta de planejamento. Sem contar calorias, as pessoas perdem de vista a quantidade consumida por dia.
 
2 – Fazer mais exercícios aeróbicos para perder mais peso
Aeróbicos ajudam, mas não compensam a comilança. Se a pessoa ingerir 600 calorias a mais do que realmente precisa, uma corrida básica, que queima 300 calorias, não vai fazer a pessoa emagrecer. As 300 calorias restantes serão armazenadas sob a forma de gordura.
 
Para sobreviver e manter as funções vitais, o corpo queima um determinado número de calorias naturalmente, a chamada de taxa de metabolismo basal (TMB).
 
“O gasto calórico total num dia é a TMB mais a energia despendida em qualquer atividade física”, explica Matthews.
 
Logo, se o total de calorias ingeridas for maior do que a taxa de metabolismo basal mais as calorias perdidas com aeróbica, a pessoa vai engordar.
 
“Você pode continuar fazendo isso durante anos e nunca emagrecer. Aliás, é provável que você aumente de peso aos poucos”, diz o personal trainer.
 
3 – Seguir a dieta da moda
Existem mil tipos de dieta, e a cada mês surgem outras novas. Segundo Matthews, algumas são boas e muitas outras são ruins.
 
“Essa diversidade está deixando as pessoas confusas sobre o jeito certo de perder peso”, explica ele.
O resultado disso é que elas trocam de dieta com bastante frequência, deixando de alcançar os resultados que tanto desejam.
 
“Além disso, aceitam coisas bastante idiotas simplesmente porque não entendem a fisiologia do metabolismo e da perda de gordura. Regras são regras e não há nome estiloso nem suplemento que sirva para se livrar dela”, explica.
 
4 – Trabalhar com pesos leves e muitas repetições
Fazer inúmeras repetições com peso leve não resolve nada na questão de ter uma aparência magra e tonificada. Segundo Matthew, um corpo enxuto depende de ter pouca gordura corporal.
 
“Aumentar a massa muscular é uma questão de sobrecarregar os músculos e deixar que eles se recuperem. Pesos leves não sobrecarregam os músculos, não importa quantas repetições você fizer. Lembre-se: fadiga não promove o aumento da musculatura. Sem sobrecarga não há crescimento de músculos”, diz Matthews.
 
5 – Reduzir gordura localizada com exercícios específicos
Não é possível reduzir a gordura de uma parte específica do corpo com exercícios físicos específicos. Com exercícios físicos ou dieta, é o corpo quem vai decidir onde vai eliminar gordura primeiro, ou seja, quais áreas vão ficar mais magras primeiro – e também as partes que vão resistir mais em manter gordurinhas.
 
“Cada corpo tem a própria programação genética e não há nada que se possa fazer para mudar isso. Todos temos nossas ‘zonas gordas’, que nos aborrecem o tempo inteiro e, no entanto, não há o que fazer com a genética”, explica Matthews.
 
O personal trainer explica que é possível ficar magro do jeito que deseja, basta ter paciência e deixar o corpo eliminar as gorduras do jeito que foi programado geneticamente.

Fonte iG

Tenha uma horta de ervas para garantir chás fresquinhos em casa

A hortelã é indicada para problemas digestivos, alivia enjoos
 e pode ser usada para combater inflamações
Hortelã, melissa e erva-cidreira estão entre as espécies fáceis de cultivar em vasos e que possibilitam aquecer-se com deliciosas infusões durante o inverno

Nesse friozinho, nada melhor do que um bom chá ou infusão de ervas colhidas diretamente da horta para esquentar. “É simples cultivá-las em casa, basta encontrar um local adequado”, afirma a paisagista Anna Saraceni. Esse lugar pode ser um pequeno jardim, a varanda ou a janela da cozinha. “O importante é que as espécies recebam luz solar por cerca de quatro horas por dia".

Depois de eleger o cantinho perfeito, a dica é organizar uma verdadeira reunião familiar. “Antes de começar o plantio é fundamental decidir quem vai cuidar da horta e quais ervas serão as escolhidas”, diz Rodrigo Rufino, da Sabor de Fazenda.
 
Conheça mais sobre os benefícios de cada erva e eleja sua infusão favorita:
 
- A camomila é indicada para combater cólicas em recém-nascidos e problemas inflamatórios.
 
- Também conhecida como Melissa, a erva-cidreira é um digestivo eficaz e se desenvolve melhor na sombra.
 
- O capim santo, espécie de erva-doce, precisa ser cultivado em local ensolarado ou a meia-sombra. O solo deve ser bem drenado e fértil.
 
- A erva-doce é boa para cólicas. Por ser expectorante é indicada para pessoas com tosse e bronquite. Melhora problemas digestivos.
 
- A Carqueja tonifica o aparelho digestivo. É indicada contra má digestão, gastrite e úlcera Dica de cultivo: gosta de muito sol.
 
- A mil folhas ajuda a combater dores de cabeça e febre. O chá pode ser usado para lavar feridas.
 
 -A cavalinha é diurética, ajuda a baixar a pressão arterial, tonifica rins e bexiga. Indicada para evitar osteoporose.
 
- A hortelã é indicada para problemas digestivos, alivia enjoos e pode ser usada para combater inflamações. A espécie deve ser cultivada em solo úmido.
 
O próximo passo é comprar o material necessário: mudas, vasos ou jardineiras. “As ervas prontas para replantio são boas opções. Algumas das espécies mais usadas são a carqueja, a hortelã, o capim-limão, a erva-cidreira e o manjericão, entre outras”, diz Laurent Serrigny, da Horta em Casa. 
 
Segundo ele, o segredo do sucesso é cultivá-las em solo fértil, preparado com adubos orgânicos. Há também receitas simples que garantem a saúde das plantas . “Misture um pouco de leite na água de rega, pois é fonte de cálcio. Pó de café (depois de coado) pode ser colocado na terra, medida que evita o aparecimento de pragas”, indica Anna.

Cuidados básicos              
Outra medida para se livrar das pragas é plantar capuchinha ou qualquer exemplar com flores amarelas ao redor das ervas. “Elas atraem os insetos que afugentam as pestes”, afirma a paisagista. Garantir uma boa drenagem também é indispensável, pois espécies encharcadas não sobrevivem. “No caso de vasos, é importante dispor argila expandida e manta de bidim (que funciona como filtro) embaixo do substrato”, ressalta. 

A rega deve ser feita duas vezes por semana para garantir um bom resultado. “É essencial reservar algumas horinhas de atenção para a horta. Além de lindas, as ervas são muito úteis pelo aroma, sabor e propriedades medicinais”, diz Rufino.
            
Precauções importantes
Na hora de plantar as mudas é preciso manter uma certa distância uma da outra. “Num espaço de 30 cm, por exemplo, é recomendado acomodar apenas três”, afirma Rufino. Porém, uma delas – a hortelã – deve ser separada do restante, pois sua raiz atrapalha o desenvolvimento das outras plantas.
 
Outra característica que pode prejudicar a horta é o excesso de ventos. “Portanto, se ela estiver na varanda é fundamental criar uma barreira com vidro, cerca de bambu, estufa ou planta de grande porte para proteger”, recomenda Marcelo Noronha, engenheiro agrônomo e proprietário da empresa Minha Horta.
 
Os vasos também devem ser escolhidos com atenção. “Modelos pequenos (20 cm x 15 cm) são indicados para tomilho e manjericão. Os maiores (acima de 30 cm de altura) podem abrigar alecrim e sálvia”, diz Rufino.
 
Fonte iG

Ponto chave para expansão de médicos, residência ainda não é para todos

Programas de residência não atendem à demanda de médicos. Para entidades, etapa corrige falhas da graduação e deve ser definida pela necessidade do País
 
A carência de médicos nas periferias das grandes cidades e nos municípios do interior exigirá investimentos não só na atração de estrangeiros e na distribuição dos profissionais atuais. Governo e especialistas concordam que a etapa de especialização posterior à graduação, a residência médica, é chave para solucionar as dificuldades de atendimento do País.
 
O governo federal vê nessa etapa a possibilidade garantir interiorização dos médicos recém-formados e também a carência de especialistas no Brasil. Por isso, anunciou a criação de 12 mil novas vagas para residências até 2017. Do total, 4 mil serão abertas até 2015. Algumas especialidades serão prioritárias. O efeito do programa, porém, só aparecerá em alguns anos.
 
Os especialistas no assunto e as entidades concordam que a residência é mais capaz de fixar um médico em determinada região do que um curso de graduação, por exemplo, e defendem que o governo defina em quais especialidades médicas as vagas devem ser criadas. Mas alertam que o modo de operação dos programas deve ser revisto.
 
“A obrigação da assistência no sistema de saúde não deve ser do residente e sim da instituição hospitalar. A residência se descaracterizou. Não são raros os programas que negligenciam o processo de ensino, colocando médicos no atendimento sozinhos, tomando condutas sem preceptores”, critica Mauro Ribeiro, membro da Comissão Nacional de Residência Médica.
 
Ribeiro, que também é conselheiro do Conselho Federal de Medicina, critica a falta de remuneração dos preceptores e de boas condições de trabalho. A responsabilidade de formar os residentes é toda deles e, nem sempre, esses orientadores recebem apoio institucional. O conselheiro apoia a proposta de criação de mais vagas nos programas de residência.
 
O principal papel da especialização, segundo ele, é preparar médicos melhores. Infelizmente, não só nas especialidades escolhidas pelos jovens médicos recém-formados, mas de maneira geral. “A residência se tornou muito mais importante em decorrência da má formação na graduação. Por isso, defendo a abertura de vagas para todos”, afirma.
 
Esta é a promessa do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. De acordo com ele, as vagas que serão criadas nos próximos anos serão suficientes para isso. Hoje, cerca de 15 mil estudantes concluem a graduação em Medicina todos os anos. Este ano, 11.468 vagas de residência foram oferecidas. Até setembro, as instituições poderão se candidatar para participar do programa.
 
Financiamento federal
Os especialistas ouvidos pelo iG defendem que o governo federal invista de forma maciça no financiamento das bolsas de residência. Os valores oferecidos em geral por instituições estaduais e municipais não são atraentes para os médicos. Além disso, a definição de prioridades – garantindo atrativos – dá mais chances de resolver as carências do País.
 
“A residência médica não forma os profissionais que a população precisa. É preciso criar um pré-requisito que force o candidato a permanecer pelo menos dois anos no Programa Saúde da Família, sob supervisão da faculdade, antes de entrar na residência. De jeito que está, induzimos à especialização precoce”, critica Adib Jatene, ex-ministro da Saúde e consultor.
 
As bolsas que serão financiadas pelo Ministério da Saúde poderão ser oferecidas por instituições públicas e, pela primeira vez, as filantrópicas. Para estimular a criação de mais vagas, a cada duas vagas criadas por esses hospitais na residência, o governo pagará uma bolsa já existente. Serão investidos cerca de R$ 100 milhões ao ano em incentivos para a área.
 
Algumas áreas serão prioritárias, de acordo com o déficit de especialistas. Pediatria, anestesiologia e psiquiatria são algumas delas. Estudo feito pela Estação de Pesquisas de Sinais de Mercado da Universidade Federal de Minas Gerais com gestores hospitalares mostra que a carência maior é de pediatras em 32,1% das unidades, seguida de anestesiologia (30,5%).
 
Poderão participar do programa de incentivo à residência os municípios ou regiões com mais de 50 mil habitantes, cujas instituições hospitalares ofereçam, pelo menos, 100 leitos (com um mínimo de 5 leitos por residente).
 
Provab
A outra grande aposta do governo federal para resolver os problemas de interiorização dos médicos brasileiros é o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab). É outro projeto que funciona com o pagamento de bolsas – no valor de R$ 8 mil mensais – pelo Ministério da Saúde em unidades de saúde no interior e nas periferias.
 
Prefeitos de 2.867 municípios pediram profissionais no programa. Ao todo, a demanda foi de 13.862 médicos e 3.601 candidatos aceitaram as vagas. Desse total, 28% estão em municípios rurais e de pobreza intermediária e elevada, 22% na periferia de municípios médios do interior e 39% nas periferias das grandes cidades e regiões metropolitanas.
 
O primeiro balanço do programa mostra que 46,5% dos candidatos que se desligaram do projeto desistiram porque foram convocados em programas de residência e 29,8% porque descumpriram regras do edital, como a carga horária de trabalho semanal. O Ministério da Saúde vai selecionar também enfermeiros e dentistas para o programa.
 
Para o vice-presidente do CFM, Carlos Vital, o Provab não vai fixar médicos no interior. “Eles vão cumprir o prazo, que é de um ou dois anos, e vão embora”, comenta. Para ele, as condições de estrutura de vida do município são fundamentais no processo. “Com segurança e condições de trabalho, o médico assume as vagas em regiões mais longínquas”, aposta.
 
Vital se preocupa com o fato de que, com a abertura de mais escolas de Medicina, como avisado pelo governo federal, a formação seja ainda mais prejudicada e a concorrência pela residência aumente em excesso. “Quem vai ensinar tanta gente? Faltam professores de áreas básicas”, questiona.
 
Fonte iG