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sábado, 6 de julho de 2013

Saiba como preparar a casa para evitar acidentes domésticos

Saiba como preparar a casa para evitar acidentes domésticos Mauro Vieira/Agência RBS
Foto: Mauro Vieira / Agência RBS
Gisleine com o dispositivo que lhe dá confiança para morar
 sozinha, porque permite acionar a família rapidamente
 em caso de emergência
Estabelecer um ambiente seguro, removendo ameaças e obstáculos á circulação, pode salvar a vida de crianças e idosos
 
Escadas, tapetes, pisos escorregadios, móveis mal distribuídos. São muitas as armadilhas que ameaçam a integridade física das pessoas dentro do lar. E as principais vítimas são justamente aqueles que estão as fases inicial e final da vida.

Na maioria das vezes, o acidente ocorre não apenas por desatenção dos idosos e das crianças pequenas, mas por falta de cuidado dos adultos responsáveis pela casa e que poderiam ajudar a facilitar o caminho.

Dados do Ministério da Saúde mostram que uma das principais causas de sofrimento e de morte entre os idosos e crianças até 14 anos são as lesões não intencionais, que poderiam ser evitadas.

Cuidado com...


... as crianças pequenasNa fase em que a criança inicia seus primeiros contatos e suas impressões do mundo, do nascimento até cerca de seis anos, é importante estabelecer um ambiente seguro, que permita o seu desenvolvimento integral.

Isso não quer dizer que se deve manter o filho em uma jaula. Pelo contrário: é preciso criá-lo com liberdade e fazê-lo entender que cair faz parte do jogo. Essa queda, porém, pode ser amaciada pelos pais e responsáveis.

É o que defende o vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Marcelo Porto. Para ele, dar limites não significa ser superprotetor:

— Não é raro a criança querer copiar um super-herói favorito da televisão que se atira da janela, pensando que pode repetir a façanha sem se machucar. Até os cinco ou seis anos, o nível de compreensão é baixo e o nível de pensamento mágico é alto. Por isso, é importante manter-se sempre vigilante.

Com o avançar da idade e a maior mobilidade da criança, a chance de acidentes só aumenta. A dica é preparar o cenário seguro antes que o pior aconteça. De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Institucional da ONG Criança Segura, Adriano de Oliveira, há zonas proibidas na casa, das quais deve-se afastar a criança.

É o caso da cozinha, das janelas, de escadas e da piscina. Outro alerta é que, independentemente de onde estiver a criança, ela deve estar sempre acompanhada de um adulto.

... e com as "grandes"


Tapete no chão, nem pensar. Quarto escuro, também não. Um ambiente amigável para idosos tem caminho livre.

Com as limitações naturais da visão e da audição nessa fase da vida, a orientação fica mais difícil. Por isso, todo tipo de alerta é válido: avisos, luminosos e muita, mas muita conversa, são as principais armas para fazer os mais velhos driblarem as armadilhas que podem provocar uma queda.

— É preciso evitar que a disposição dos móveis facilite os tropeços e os escorregões — diz Paula Capponi, fisioterapeuta do Asilo Padre Cacique, de Porto Alegre.

Responsável pela gestão do espaço para facilitar o deslocamento de quem mora no abrigo, Paula diz que boas alternativas são tapetes antiderrapantes nos banheiros, barras laterais nos boxes dos chuveiros e nos corredores e alerta com fitas amarelas nas escadas. As sessões de fisioterapia servem para simular situações como a forma correta de sentar, com o apoio dos pés, quadris e costas.

Responsáveis por 90% das fraturas em pessoas com mais de 65 anos de idade, as quedas estão entre as principais causas de lesões e de internação na terceira idade.

— Rever os medicamentos e o uso de dispositivos de assistência e de correção de alterações do pé (órteses) também ajuda a reduzir o risco de quedas — alerta o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Pingente da autonomia
Um pingente que funciona como uma espécie de babá eletrônica é uma alternativa para ajudar idosos que moram sozinho. O aparelho é conectado a uma central telefônica e fica pendurado no pescoço da pessoa.

Em caso de acidente, como uma queda da qual não consegue se reerguer, ela aperta em um botão e os telefones cadastrados (geralmente de filhos, vizinhos ou porteiro) são acionados.

— Nem sempre a pessoa está com o celular ao seu alcance. Ou, muitas vezes, não escuta o telefone tocar. Neste caso, o aparelho envia um sinal e o familiar é avisado imediatamente — explica Gilson Esteves, gerente da Iris Senior, empresa fabricante do aparelho.

O dispositivo é à prova d’água, tem uma bateria que dura até três anos e modelos de pulso. Entre suas funcionalidades, estão sensores de movimento e temperatura, para caso de incêndio.

Apesar de fazer pilates, estudar inglês, piano e ter uma vida social ativa, a aposentada Gisleine Rosendo, 62 anos, se preocupa com a possibilidade de um mal súbito enquanto estiver sozinha. Por isso, contratou o sistema para aprimorar sua comunicação com as filhas, e desta forma, sentir-se com mais autonomia. – Caso algo aconteça comigo, prefiro que minha família seja avisada rapidamente – afirma. Muito utilizado em nos Estados Unidos e Europa, o sistema é distribuído gratuitamente pelo governo em países como a Inglaterra e Espanha, onde é batizado de "sirepe", acrônimo que significa sistema de resposta de emergência pessoal.

EM NÚMEROS

Causas de acidentes em crianças de 0 a 14 anos

Trânsito — 40%

Afogamento — 25%

Sufocação — 15%

Queimaduras — 6%

Quedas — 4%

Intoxicações — 2%

Armas de fogo — 1%

Outros — 7%

Fonte: ONG Criança Segura – 2010

Estatísticas sobre queda de idosos no Brasil

19 milhões é a população de idosos no Brasil

12% das mortes
de idosos ocorrem em consequência de quedas com fratura

70% das mortes acidentais
de pessoas acima de 75 anos é por causa da queda

54% das quedas são consequência de um ambiente inapropriado

66% das quedas dos idosos ocorrem dentro da própria casa e 22% na rua

R$ 51 milhões por ano é o valor mínimo gasto pelo SUS com tratamento de fraturas decorrentes de queda

R$ 24,77 milhões por ano é o valor mínimo gasto com medicamentos para tratamento da osteoporose

30% dos idosos que sofrem fratura de fêmur morrem menos de um ano após o acidente

Fonte: Ministério da Saúde
 
Por Zero Hora

Higiene pessoal dos idosos

Orientações técnicas para instituições que abrigam idosos
 
Higiene pessoal e cuidados especiais:
 
- É preciso saber falar com o idoso.
 
- É muito importante que se fale ao idoso de maneira clara e em tom mais alto, porém sem gritar, e que se diminuam sons secundários como música, por exemplo.
 
- Deve-se falar de frente para que ele possa ler os lábios.
 
- As informações precisam ser fornecidas lentamente, passo a passo, com palavreado fácil, em letras grandes e impressas, tendo em vista as possíveis dificuldades de visão e memória.
 
- Pode haver necessidade de ajuste nas técnicas e nos meios para que a higiene se efetue, pois, muitas vezes, os idosos apresentam dificuldade motora.
 
- A lavagem das mãos dos idosos é medida importante para evitar transmissão de doenças, deve ser feita de maneira criteriosa, e muitas vezes com o auxílio de um cuidador, sempre antes de se alimentar, após usar o sanitário.
 
- O banho, além de refrescar o corpo, tem o objetivo de incentivar a criação de hábitos higiênicos, promovendo a saúde. Sua freqüência está relacionada à temperatura da estação do ano.
 
- Todos os cuidados de higiene, como banho, higiene dos cabelos, unhas, barba, boca, dentes e próteses, devem ser na medida do possível, realizados pelo próprio idoso, a fim de preservar sua habilidade.
 
Quando necessário, o auxilio deve ser feito de forma que preserve a dignidade e individualidade do mesmo, sem exposição durante o banho e sempre que possível, respeitar o hábito do idoso, como uso de batons, esmaltes, penteados entre outros.
 
- As roupas devem ser trocadas diariamente e ser da escolha do idoso. Nunca deve ser de uso coletivo, pois fazem parte da identidade de cada um.
 
- Os objetos de higiene-pessoal devem ser de uso individual e exclusivo.
 
- A necessidade de sono do idoso pode estar alterada, caso se mantenha uma rotina diária inadequada. O individuo encorajado a se retirar para o leito logo ao anoitecer pode ter sua necessidade de sono satisfeita durante a madrugada, simulando uma situação de insônia.
 
A inatividade pode induzir a cochilos durante o dia, produzindo a mesma situação descrita anteriormente.

O ideal é que se tenha uma rotina de atividades diurnas que permitam no máximo um cochilo (sesta) em torno de uma hora à tarde e se programe um período de sono noturno de 8 à 9 hs. no período da noite.
 

Saiba indentificar a causa do mau cheiro no corpo

Saiba indentificar a causa do mau cheiro no corpo Stock Photos/Divulgação
Os vilões do odor ruim são os alimentos que contém
 enxofre, como alho e a cebola
Alimentação e estresse podem ser alguns dos fatores que provocam os odores
 
A alteração no cheiro do corpo pode ser provocada por uma série de fatores que incluem desde a alimentação até o estresse. E a partir do momento em que odor gera desconforto e constrangimento é importante ficar atento às causas.
 
Para compreender o suor e seus cheiros, é necessário saber que o corpo humano tem dois tipos de glândulas sudoríparas, as écrinas e as apócrinas. As primeiras estão espalhadas na pele de todo o corpo e sua função é atuar na regulação da temperatura corporal. Se a temperatura do corpo for elevada, aumenta a produção de suor.
 
O suor produzido pelas écrinas é constituído, basicamente, por água e alguns sais minerais e por isso não exalam nenhum cheio. Já as apócrinas estão presentes em algumas regiões específicas do corpo: axilas, área genital, couro cabeludo e ao redor dos mamilos.
 
— As apócrinas podem ser as responsáveis por eliminar odores desagradáveis, já que o suor é composto de água, restos celulares e do metabolismo, sendo eliminado por meio do folículo piloso — explica a dermatologista Miriam Sabino.
 
Assim como as glândulas écrinas, as apócrinas produzem um suor inicialmente sem odor. Porém, devido à ação de bactérias presentes na pele, elas desenvolvem um odor forte e desagradável, que recebe o nome de bromidrose.
 
— Além dos fatores genéticos, que determinam as características das glândulas apócrinas, há também outras condições que podem contribuir para o mau cheiro corporal como obesidade, má higiene pessoal, excesso de suor, ingestão excessiva de álcool ou alguns alimentos como cebola, alho e pimenta — afirma a especialista.
 
Quando a alimentação interfere no nosso cheiro
Os vilões do odor ruim são os alimentos que contém enxofre, como alho e a cebola. O consumo excessivo desses alimentos e dietas restritas em carboidratos são fatores desencadeantes do odor característico.
 
— A ingestão excessiva de proteínas aumenta a produção de amônia, que se manifesta em um suor com cheiro — diz a dermatologista.
 
As pessoas que não conseguem metabolizar os alimentos devem evitar consumir uma grande quantidade de ovos, peixes, fígado, cebola, legumes e alho. Dessa forma é possível evitar o mau cheiro. Outro fato que pode ser responsável por essa alteração é o estresse e a ansiedade.
 
— Qualquer sensação de medo ou ansiedade aumenta a produção das glândulas sudoríparas, liberam uma série de hormônios no sangue, que serão exalados junto com o suor, o que pode ser ou não perceptíveis — acrescenta Miriam.
 
Além das axilas, algumas pessoas também apresentam um odor muito forte nos pés:
 
— Quando a sudorese é abundante nos pés podem surgir sinais de maceração e descamação da pele — alerta a dermatologista.
 
O que fazer para evitar o mau cheiro
Alguns hábitos ajudam a controlar o odor como lavar os locais afetados, ensaboando bem e dando preferência a sabonetes antissépticos; secar bem a pele após o banho, especialmente entre os dedos dos pés; trocar as roupas e meias diariamente; e manter uma alimentação balanceada.
 
— O odor pode ser controlado por meio de substâncias que dificultam o crescimento das bactérias como talcos, sprays ou compostos por antibióticos — recomenda a dermatologista.
 
Em caso de excesso de suor, a hiperidrose, pode se associar substâncias antitranspirantes, mas a indicação do produto mais adequado, deve-se procurar o médico dermatologista.
 
Previna-se:
— Não se descuide da higiene pessoal
 
— Dê preferência aos sabonetes antissépticos e aos desodorantes antiperspirantes
 
— Troque de roupas todos os dias
 
— Evite as roupas de tecido sintético, especialmente as meias
 
— Prefira os calçados abertos e fabricados com matérias-primas naturais aos fechados e produzidos com material sintético
 
— Fuja da automedicação. Consulte um dermatologista para orientar o tratamento, se o odor da transpiração está se tornando inconveniente
 
Fonte Zero Hora

Síndrome de Ondine

A Síndrome de Ondine (Hipoventilação alveolar primária) é uma doença na qual a principal causa é uma mutação ou várias do gene PHOX2B, de herança autossômica dominante.
 
Nessa doença os mecanismos da respiração involuntária não funcionam adequadamente.
 
Ao dormir, os receptores químicos que recebem sinais (baixa de oxigênio ou aumento de dióxido de carbono no sangue) não chegam a transmitir os sinais nervosos necessários para que se dê a respiração.
 
O nome é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia germânica.
 
Em 2006 havia apenas 200 casos conhecidos em todo o mundo, mas na realidade estima-se que o número de casos seja muito maior (cerca de 1 bebê a cada 200.000 nascimentos), por ser causa de morte de morte súbita, a maioria dos bebês morrem sem que muitas vezes saiba da causa.
 
Na maioria das vezes a síndrome é de leve a moderada, ou seja, a pessoa poderá viver normalmente, mas na maioria dos casos vai precisar de suporte ventilação mecânica para dormir.
 
Nas formas mais graves a pessoa precisa de ventilação mecânica 24 horas por dia, nesses casos é indicado uma cirurgia para colocação de um marca-passo no nervo frênico, a cirurgia e o aparelho (MARK IV) tem um alto custo e mesmo nos países de primeiro mundo são poucos os hospitais que a realizam.
 
Fonte Wikipédia

Maioria dos homens só procura o médico por influência da mulher ou de filhos, revela pesquisa

São Paulo – Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado.
 
Entre as justificativas apresentadas pelos homens entrevistados estão a falta de tempo, o preconceito e a sensação de invulnerabilidade às doenças. Os pacientes relataram que só cederam aos apelos dos parentes quando a dor ou o incômodo passou a atrapalhar muito a rotina.
 
Segundo o médico urologista e coordenador do centro, Joaquim Claro, em muitos casos, a demora em buscar ajuda foi tão grande que o paciente precisou passar por uma intervenção cirúrgica. “O homem precisa manter cuidados mínimos realizando check ups de forma periódica, pelo menos uma vez ao ano. Isso porque, com o envelhecimento, os problemas começam a ser, se não mais frequentes, pelo menos mais preocupantes”, disse.
 
O médico destacou que exames de rotina e consultas precisam ser mais frequentes principalmente a partir dos 40 anos. Após essa idade, as patologias mais comuns são câncer de próstata, problemas nos rins e na bexiga que podem levar ao câncer, alterações hormonais, cálculos renais e crescimento benigno da próstata.

Fonte Agência Brasil