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terça-feira, 9 de julho de 2013

40 dicas certeiras para emagrecer 2kg

Chame o amigo ou namorado e comece uma atividade em dupla
Especialistas garantem: adoção de pelo menos 10 dessas dicas pode emagrecer até dois quilos em um mês
 
1 - Monte um bom prato de salada antes de partir para a comida quente. Assim, você estará mais saciada quando for se servir dos alimentos mais calóricos
 
2 - Tem um amigo que precisa emagrecer? Forme dupla, assim um incentiva o outro nos dias de preguiça

3 - Tenha calma para comer. Não faça suas refeições de pé ou em frente à televisão. Sente-se em um local tranquilo e faça desse um momento de prazer
 
4 - Adeus, farinha! Corte alimentos que contenham esse ingrediente, porque ela transforma-se rapidamente em gordura no corpo. Ou, troque os alimentos com farinha branca pelos integrais!
 
5 - Pratique esportes. Para quem tem dificuldade em aderir ao treino da academia, esporte é uma ótima opção. Além de trazer mais motivação, você vai pensar duas vezes antes de desfalcar o time
 
6 – Durma bem e em quantidade suficiente para descansar. Diversos estudos já relacionaram a falta de descanso adequado ao excesso de peso
 
7 – Escove os dentes logo após a refeição. O hábito, além de garantir uma boca saudável, evita aquela vontade de comer um docinho
 
8 – Na hora de comer, que tal trocar o prato comum pelo de sobremesa? A falta de espaço vai obrigá-lo a comer menos
 
9 – Prefira alimentos frescos. Ao abandonar os industrializados, você reduz a quantidade de gordura e de sódio, retendo menos líquido. E ainda tem a vantagem de se alimentar de forma mais saudável 
 
10 – Troque o frito pelo assado, você reduz as calorias em um terço só com essa mudança no preparo no alimento
 
11 – Sai o refrigerante, entra a água. Substituir a bebida calórica e cheia de açúcar pela água economiza até 150 calorias
 
12 – Reduza o consumo de bebidas alcóolicas. Além de fazerem mal à saúde, elas não têm nutrientes
 
13 – Faça lanches entre as refeições. Comer de 3h em 3h acelera o metabolismo e evita que você coma demais
 
14 – Troque o elevador pela escada diariamente. A mudança pode significar um aumento de 15% no seu gasto calórico (dependendo de quantos andares você tem de subir)

15 – Faça como o André Guerato, jogador de tênis pelo Corinthians, que encontrou nas competições um incentivo para emagrecer. Inscreva-se em corridas, maratonas, torneios e o que mais e encontrar. Ninguém gosta de ficar em último lugar, portanto, é bem provável que você se empenhe mais
 
16 - À noite, no jantar, prefira alimentos light. Assim, você não dorme de barriga muito cheia e evita que os alimentos se acumulem e virem pneuzinhos
 
17 – Integral é a melhor opção. Troque a massa branca por essa variedade. As fibras ajudam no trânsito intestinal e dão sensação de saciedade por mais tempo

18 – Aposte nos alimentos naturais que ajudam a emagrecer como a linhaça, chia, quinoa e ração humana
 
19 – Apimente a refeição. A pimenta vermelha realmente ajuda a acelerar o metabolismo, basta acrescentar duas colheres de chá na sua comida
 
20 – Troque a dieta pela reeducação alimentar. Os especialistas garantem que quem faz dieta tem mais tendência a oscilações de peso, mas quem opta pela reeducação permanece magro
 
21 - Aprenda a dizer não. Os psicólogos já sabem: engolir sapo pesa na balança

22 – Mexa-se mais. Faça um parte do percurso a pé ou de bicicleta para o trabalho. Apenas 30 minutos de atividade por dia para sair do sedentarismo
 
23 – Não deixe de tomar café da manhã. Quem começa o dia com uma alimentação mais equilibrada tende a seguir os mesmos passos nas demais refeições
 
24 – Faça um blog e relate sua batalha contra os quilos a mais. A escrita, além de ajudar a desabafar, pode contribuir para que você perceba o quanto anda comendo
 
25 – Vai sair com os amigos? Faça opções lights no barzinho trocando o chope por um suco, e a batata-frita por peixe assado
 
26 – Evite feijão, repolho, couve-flor e pimentão. Esses alimentos formam gases e podem dar “aquela barriguinha
 
27 – Controle seus sentimentos. Quando se sentir ansiosa ou triste, tente não descontar no chocolate

28 – Desnatado, por favor! Troque o leite integral pelo desnatado e economize nas calorias. A dica também é válida para iogurtes
 
29 – Brócolis ajuda a emagrecer. Como? Ele tem poucas calorias e é rico em antioxidante, que combate as gorduras
 
30 – Faça dieta pelo menos dois dias da semana. Se está difícil seguir o plano alimentar a semana inteira, escolha pelo menos dois dias para cortar as calorias. Nesses, consuma o mínimo de gordura, zero de fritura ou doces e corte o refrigerante

31 – Aveia. Esses flocos são poderosos aliados para quem quer emagrecer. Participantes de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) emagreceram 2,6% do peso em seis semanas incluindo aveia na alimentação
 
32 – Não deixe de comer esse ou aquele grupo alimentar. Carboidrato é tão importante como a proteína e gordura (mas aquela do bem!). O prato ideal mistura todos os grupos alimentares de maneira equilibrada
 
33 – Tem um cachorro em casa? Saia para passear com ele todo dia, pelo menos 15 minutos. Os dois vão entrar em forma
 
34 – Mantenha a saúde em dia. Controle os níveis de hormônios e evite que qualquer disfunção possa atrapalhar seu emagrecimento

35 – Não faça exercícios de barriga vazia! Sem combustível suficiente para o esforço, a intensidade da atividade e a queima de calorias sofrem redução
 
36 – Faça 30 minutos diários de atividade física, pode ser uma caminhada, por exemplo, que tal?
 
37 - Planeje um passeio no fim de semana. Pode ser a pé, de bicicleta ou patins. Além de espairecer, você estará se exercitando e perdendo gordurinhas
 
38 – Morrendo de vontade de comer um chocolate? A melhor hora para o doce é depois do almoço. Segundo os especialistas, ele se mistura com os outros ingredientes e seu efeito é menor
 
39 – Verduras escuras como rúcula e espinafre contém uma quantidade significativa de fibras e ajudam na saciedade
 
40 – Adeus, queijo amarelo! Risque da sua lista o tipo prato, gorgonzola, provolone e cheddar e aposte no queijo cottage e na ricota
 
Fonte iG

Sete fatores que você nem imaginava que melhoram o sexo

Contato físico estimula a excitação do casal
Hábitos diários e dicas preciosas ajudam a incrementar a experiência sexual
 
Você pode criar alguns hábitos para não cair na rotina ou dar uma impulsionada na vida a dois. Quando isso é necessário, “é importante o casal se comunicar e chegar a um consenso. A responsabilidade é dos dois”, recomenda a sexóloga Carla Cecarello, fundadora da Associação Brasileira de Sexualidade (ABS).
 
Para ajustar os ponteiros, conversar é o ponto de partida. “O diálogo é muito importante. A grande maioria dos casais não conversa sobre a sua intimidade”, diz Carla. Mas nem tudo se resolve na conversa. Outros fatores que você nem imaginava podem melhorar a vida sexual. Veja sete deles abaixo.
 
1. Faça pilates
A atividade é ótima para fortalecer a pélvis e desenvolver mais controle nessa região. O ioga também é aconselhável por trabalhar muito a flexibilidade , facilitando a variação de posições sexuais.
           
Além disso, praticar atividades físicas aumenta a oxigenação do cérebro da mesma maneira que um orgasmo. Logo, quanto mais atividades você praticar, por mais tempo conseguirá manter uma relação e ter um orgasmo mais pleno.
 
2. Corte o cabelo ou inove o visual
Mesmo comprar uma roupa nova tem influencia positiva no desempenho na cama. “Cuidar de si mesma, se olhar no espelho e se achar bonita é importante. A pessoa fica mais confiante e se solta mais na hora do sexo”, explica Carla.
 
3. Espere menos
Para Isabella Moura, terapeuta corporal especializada em sexualidade, a melhora da vida sexual começa quando deixamos de nos preocupar tanto com o sexo. Parece contraditório, mas não é. “Nas cidades grandes, é comum que o casal tenha falta de tempo de qualidade. Outro problema é a quantidade de expectativa que se coloca um no outro. Muitas vezes espera-se que seu parceiro o faça feliz, perceba suas necessidades”, comenta.
 
Portanto, para diminuir essa expectativa, é essencial ir com calma . Não precisa mudar tudo de uma só vez.
           
4. Intensifique o contato físico
Isabella explica que uma massagem diária, sem conotação sexual, melhora muito a relação entre o casal. “Compre um creme ou óleo bem cheiroso. Todos os dias, antes de dormir, massageie seu parceiro por quinze minutos. Esse contato físico carinhoso libera hormônios como a endorfina, além de trazer intimidade para o relacionamento”, diz a terapeuta.
 
5. Liste do que você gosta e do que não gosta na hora do sexo
No que diz respeito à sexualidade, achar que existe uma regra é ilusão. Por isso, é importante saber o que agrada e desagrada na cama.
 
Peça para o seu parceiro fazer o mesmo e depois troquem as listas. “É uma espécie de manual de instruções mesmo. Muita gente acha que o ‘óbvio é óbvio’, mas isso não é verdade. Compartilhar essas informações traz mais maturidade e intimidade para a relação, além de retirar a ansiedade de tentar adivinhar o que o outro gosta na cama”, comenta Isabella.
           
6. Comidinhas podem tirar a relação da rotina
“Alimentos afrodisíacos não existem. O que encanta é o visual, a maneira como é arranjado. Flores comestíveis, frutas que remetem ao sexo são boas para encantar”, explica a sexóloga Carla Cecarello.
           
Isabella concorda. Para ela, “afrodisíaco” é a maneira como se inserem os alimentos na brincadeira. “Pode passar o alimento pelo corpo do parceiro, fazer com que cheire, estimular os sentidos, dar de comer na boca, ou até morder um pedaço e colocar na boca de seu companheiro. Saborear é muito importante”. Uma dica é abusar de frutas sem cheiro muito forte e que não deixem pedacinhos nos dentes.
 
7. Olho no olho, respiração conjunta
Antes do sexo ou durante a penetração, sentir a genital de seu parceiro com mais calma é um prazeroso caminho para o orgasmo. A dica é parar os movimentos e respirar juntos, sem desviar os olhos um do outro. Nessa posição, focalize toda a atenção na região genital e experimentem mexê-la bem devagar.
 
Para os homens, contraiam a base do pênis; para as mulheres, tentem apertar a musculatura da vagina. “Durante o sexo agitado, a percepção dessa área diminui, fazendo com que seja uma experiência incompleta. Sentir essa parte do corpo aumenta a possibilidade de um orgasmo pleno, além de aumentar a cumplicidade entre os dois”, finaliza Isabella.

Fonte Delas

Aluno de Medicina terá de passar 2 anos trabalhando no SUS para receber diploma

Presidenta Dilma Rousseff durante a cerimônia de Lançamento
do Pacto Nacional pela Saúde - Mais Hospitais e Unidades
 de Saúde, Mais Médicos e Mais Formação. 
Presidência da República
Regra vale para alunos que ingressarem em faculdades públicas ou particulares a partir de 2015
 
O curso de Medicina passará de 6 para 8 anos a partir de 2015. Os alunos que ingressarem nos cursos de medicina a partir de 2015 terão que atuar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. A medida é válida para faculdades públicas e privadas e faz parte do programa Mais Médicos, anunciado pela presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (8).
 
Concluído o curso de seis anos, os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública. A exigência do segundo ciclo será universal: tanto para estudantes de instituições da rede pública quanto privada de ensino.
 
No período em que trabalharem nos serviços públicos de saúde, estudantes receberão uma bolsa, financiada pelo Ministério da Saúde. Os valores ainda não foram definidos. O governo calcula, no entanto, que ela ficará entre o que é concedido para as residências médicas (R$ 2,9 mil mensais) e o que é pago para profissionais inscritos no Provab (R$ 8 mil).

No primeiro ano, estudantes vão atuar na rede de atenção básica. No segundo ano, o trabalho será feito nos serviços de urgência e emergência. Os alunos continuarão vinculados à instituição de ensino onde foi feita a graduação e, assim como ocorre com a residência, serão avaliados. A carga horária ainda não foi definida.

Pela proposta, o segundo ciclo poderá ser aproveitado para abater um ano de curso de residência em especialidades básicas, como medicina de família, ginecologia, obstetrícia, pediatria e cirurgia geral. Há também a possibilidade de o período ser incluído na contagem para cursos de mestrado. A forma como isso será feito também está nas mãos do Conselho Nacional de Educação.

O formato de oito anos poderá ser revisto num curto prazo. Há a possibilidade de o primeiro ciclo, atualmente de seis anos, ser reduzido para cinco. O assunto, no entanto, ainda terá de ser debatido pelo Conselho Nacional de Educação. A intenção é se aproximar do modelo inglês, onde a duração do primeiro ciclo varia entre 4 a 6 anos, treinamento supervisionado dura outros dois anos e a especialidade médica, 3 a 8 anos.

Para atuar no segundo ciclo, os alunos receberão um registro provisório. A instituição de ensino deverá estar ligada a uma rede de serviços públicos de saúde, onde seus alunos vão desempenhar as atividades. Caberá à instituição definir o local de trabalho do estudante.

A ideia é que o aluno seja supervisionado por professores. A forma como isso será feito também será definida pelo Conselho Nacional de Educação. Também não está acertado como será feito o reembolso das instituições de ensino pelo trabalho de supervisão.

O aluno receberá o diploma somente depois de completar os oito anos de formação. Só aí receberá a inscrição permanente. De acordo com o Ministério da Saúde, o modelo proposto prevê que o profissional com registro provisório, mesmo sem diploma, responderá caso cometa uma infração ética ou erro no atendimento do paciente.

A criação do segundo ciclo não vai dispensar o internato, realizado atualmente no quinto e sexto ano. Nesta etapa, o estudante não tem autonomia. Durante o treinamento da segunda etapa, o estudante aos poucos ganha mais autonomia.

A expansão da duração do curso de medicina, de acordo com o governo, não tem como objetivo principal a ampliação da oferta de médicos. A meta, de acordo com ministérios da Saúde e da Educação, é ampliar a formação do profissional e driblar um problema que o governo julga enfrentar atualmente, que é a especialização precoce. Na avaliação do governo, a partir do 4º ano, estudantes concentram suas atenção nas áreas com que têm mais afinidade, deixando de lado pontos considerados essenciais para o atendimento do paciente.

Embora detalhes ainda não estejam definidos, o governo já decidiu que durante o ciclo de dois anos, o estudante terá permissão para atuar apenas nos locais indicados pela instituição de ensino a que ele está ligado. Não será permitida a realização de plantões ou atuação em outros serviços.

Os estudantes irão trabalhar na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência da rede pública. Eles vão receber uma remuneração do governo federal e terão uma autorização temporária para exercer a medicina, além de continuarem vinculados às universidades. Os profissionais que atuarem na orientação desses médicos também receberão um complemento salarial. Os últimos dois anos do curso, de atuação no SUS, poderão contar para residência médica ou como pós-graduação, caso o médico escolha se especializar em uma área de atenção básica.

Mercadante
Com a mudança nos currículos, a estimativa é a entrada de 20,5 mil médicos na atenção básica. "Esse aumento será sentido a partir de 2022, quantos os médicos estarão formados", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
 
O aumento deve ser sentido este ano, quando abertas 1.452 vagas. Em 2014, serão 5.435, anunciou Mercadante. De acordo com o ministro, haverá uma descentralização dos cursos que serão instalados em mais municípios. A residência médica terá de acompanhar o ritmo de vagas abertas na graduação.
 
"Não basta abrir curso de medicina para fixar um médico em uma região que temos interesse para ter. É preciso residência médica, que é um fator decisivo para a fixação, além de políticas na área de saúde. Estados que têm oferta de residência médica, tem uma concentração grande de médicos, como Rio de Janeiro e São Paulo", disse o ministro.
 
Segundo ele, haverá uma melhor distribuição dos cursos pelo país. Atualmente, 57 municípios oferecem cursos de medicina, com o programa de residência. Mais 60 passarão a ofertar, totalizando 117 municípios no país. Isso acarretará, para as federais, a contratação de 3.154 professores e 1.882 técnicos-administrativos.
 
Nas particulares, segundo Mercadante, não haverá mais a "política de balcão", onde os institutos apresentam as propostas para a abertura de cursos. Agora, a oferta de cursos de medicina será definida por meio de editais públicos, de acordo com a necessidade do país. "Vamos verificar as áreas que têm condições e necessidade de ofertar vaga e lá ofertaremos".
 
**Com informações da Agência Brasil e da Agência Estado
 
Por iG            

Recrutamento de médicos estrangeiros é criado por medida provisória

ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
Presidente Dilma Roussef assina medida provisória que cria
Programa Mais Médicos
Presidente Dilma Rousseff lançou o Programa Mais Médico, para a contratação de médicos, nesta segunda (8)
 
O governo lançou nesta segunda-feira (8) o Programa Mais Médicos, que prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. O programa será criado por medida provisória assinada também nesta segunda pela presidente Dilma Rousseff e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde.
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a afirmar que os médicos estão mal distribuídos no território brasileiro. Durante cerimônia de lançamento do programa Mais Médicos, que ocorre na tarde desta segunda-feira no Palácio do Planalto, Padilha disse que para o Brasil se equiparar à Inglaterra na quantidade de médicos por habitantes, o País precisaria de mais 170 mil médicos.

Ele defendeu que o programa lançado nesta segunda permite que as vagas de profissionais de saúde sigam as necessidades da população.
           
Para preencher as vagas, o governo vai lançar três editais: um para atração de médicos, outro para os municípios que desejam receber os profissionais e um terceiro para selecionar as instituições supervisoras.
 
A quantidade de vagas só será conhecida depois que os municípios apresentarem suas demandas, mas o governo estima que o número chegue a 10 mil.
 
O programa vai ofertar bolsa federal de R$ 10 mil (por jornada de 40 horas semanais) a médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde, sob supervisão de instituições públicas de ensino. As vagas serão ocupadas prioritariamente por médicos brasileiros, e os estrangeiros terão de comprovar conhecimento em língua portuguesa e passar por um curso de especialização em atenção básica. 
 
Os médicos estrangeiros ficarão isentos de participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) e terão apenas registro temporário, para trabalhar no Brasil por período máximo de três anos e nos municípios para os quais forem designados. Os profissionais serão supervisionados por médicos brasileiros.
 
Os municípios terão que oferecer moradia e alimentação aos médicos, brasileiros ou estrangeiros, além de investir na construção, reforma e ampliação de unidades básicas.             
 
"Todos os profissionais vindos de outros países cursarão especialização em atenção básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino", informou o governo.
 
A contratação de médicos integra o pacote de medidas para a saúde, lançado por Dilma no fim de junho em resposta às manifestações que pediam melhoria nos serviços públicos do país. O pacto pela saúde também prevê investimentos de R$15,8 bilhõe para construção e melhoria de hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas.
 
Fonte iG

Falta de médicos não é exclusividade de países pobres ou em desenvolvimento

Angel Franco/The New York Times
Paciente é atendido no corredor do Montefiore Medical Center, em
Nova York: reforma vai sobrecarregar o sistema de saúde nos EUA
Saiba como Estados Unidos, Espanha, Canadá e República Dominicana lidam com a demanda por médicos
 
Se a oferta e a demanda por médicos fosse medida apenas pela proporção estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como ideal, ou seja, 1 médico para cada grupo de mil habitantes, o Brasil não estaria discutindo a importação de médicos estrangeiros.
 
A falta de especialistas e generalistas para fazer frente a uma demanda cada vez maior por serviços de saúde é considerada pela entidade como um problema mundial, do qual padecem até mesmo nações desenvolvidas.
 
De acordo com a mais recente estimativa (2011) da Associação Americana de Faculdades de Medicina, os Estados Unidos enfrentam hoje a falta de nada menos que 20 mil médicos – o país tem hoje cerca de 800 mil profissionais registrados na Associação Médica Americana.
 
A falta de generalistas e especialistas, estimam as duas entidades, deve quintuplicar ao longo da próxima década, por conta do envelhecimento da população e da aposentadoria de muitos destes profissionais – quase metade do total de médicos que atuam nos EUA hoje tem mais de 50 anos.
 
Para agravar mais ainda a situação, em 2014, cerca de 16 milhões de americanos devem ingressar no sistema de saúde do país por meio do Medicaid, o programa aprovado na grande reforma de saúde proposta pelo presidente Obama no ano passado.
 
Desde a aprovação da reforma, entidades médicas vêm manifestando publicamente a preocupação de que o contingente atual de médicos não dará conta da demanda imposta pelo ingresso desta massa de potenciais pacientes nos hospitais e clínicas do país.
 
Para fazer frente a esse problemão, algumas iniciativas vêm sendo postas em prática desde o ano passado. Mais escolas de medicina foram abertas, muitas entidades de ensino já existentes aumentaram o número vagas de graduação e algumas instituições estão focando esforços em aumentar o número de estudantes interessados em atuar como generalistas ou médicos de família.
 
O governo anunciou também que a reforma de saúde deve aumentar o número de vagas de residência médica – hoje são 110 mil posições de residente para todo o país. A vinda de profissionais formados no Exterior, especialmente para trabalhar com saúde da família e atenção primária também pode ajudar a fazer frente a essa demanda – em 2010, 13% das vagas de residência nos EUA foram preenchidas por médicos que fizeram medicina em outros países. Neste quesito, no entanto, os americanos são irredutíveis: para praticar medicina de família por lá, é preciso completar a residência médica nos Estados Unidos.
 
Especialistas frustrados
Um minucioso levantamento feito em 2010 pelo Conselho Geral de Colégios Oficiais de Médicos da Espanha apontou que o país conta com 205 mil os profissionais registrados como médicos. Desse total, 174 mil estão exercendo a profissão, mas apenas um terço faz isso dentro do Sistema Nacional de Saúde. Desde 2001 o governo espanhol passou a estimular a criação de mais vagas nas faculdades de Medicina (de 4.371 em 2001 para 7.000 em 2011), o que ampliou em 12,2% o total de médicos do país. Entretanto, as medidas não foram suficientes para resolver um problema que o conselho classificou como um velho problema no país: a má distribuição de profissionais pelo território espanhol.             
 
Embora as faculdades de medicina espanholas despejem no mercado cerca de 3,6 mil novos médicos a cada ano, o número é insuficiente para preencher as 7 mil vagas de residência médica espalhadas pelo país. Essa discrepância ocorre porque apenas os melhores colocados na prova nacional de seleção para residência médica, conhecida como MIR, conseguem escolher a área em que irão se especializar e a cidade onde cursarão a residência. Em teoria, o modelo atual da prova foi desenvolvido justamente para gerir melhor a oferta e a demanda de especialistas nas diversas regiões do país. Na prática, a grande maioria que não alcança os escores mais altos precisa se contentar literalmente com o que sobrou: uma especialização diferente daquela desejada, em uma cidade distante do local de domicílio. O resultado disso? Um grande contingente de médicos frustrados e falta de especialistas em determinadas regiões do país.
 
Segundo apontou o relatório, o aumento da demanda por serviços de saúde surgida com o envelhecimento da população, com a crise econômica e também com a aposentadoria de uma parte significativa de médicos atuantes foi levemente atenuado com o ingresso de especialistas e generalistas de outros países da União Europeia, mas não foi resolvido. O ministério da saúde espanhol estima que em 2050 o déficit de médicos na Espanha chegará a 25 mil.
 
Médicos mal distribuídos
Para estimular a ida de médicos aos rincões onde poucos se aventuram a viver, muitas províncias do Canadá estabeleceram programas de incentivo que incluem melhores salários, bônus para quem optar por praticar medicina de família, subsídios para remoção e estabelecimento dos especialistas com suas famílias em regiões remotas, redução da carga de trabalho e descentralização da figura do médico no atendimento – algumas tarefas antes atribuídas eles passaram a ser exercidas também por outros profissionais de saúde, mediante treinamento e com supervisão médica. Outra medida adotada pelo governo canadense foi aumentar a concessão de licenças para estrangeiros atuarem no país – após a aprovação em exames de acreditação.
 
Em 2011, 51% dos médicos canadenses atuavam como médicos de família, um aumento de 14% desde 2007, apontou o Instituto Nacional de Saúde do Canadá. A análise do levantamento feito pelo governo mostrou também que mais generalistas estão atuando nas zonas rurais do país, o segundo maior do mundo em área total depois da Rússia. Ainda assim, faltam médicos para atender a população que vive nas regiões mais remotas e inóspitas do país, o que levou ao fechamento de muitos serviços públicos de saúde nestes locais.
 
Investimento em atenção primária
A pequena República Dominicana começou a enfrentar a falta de médicos com planejamento, ainda no final da década de 1960. A primeira medida foi aumentar o número de vagas nos cursos de medicina, especialmente nas universidades públicas.
 
“Até então era difícil seguir a carreira. Havia poucas vagas e as oportunidades para estudar medicina eram muito raras”, conta Dolores Mejia de La Cruz, diretora do departamento de Medicina Interna do Hospital General de la Plaza de la Salud, de Santo Domingo.
 
Após a ampliação na graduação, o governo dominicano passou a obrigar os estudantes a trabalhar por um ano em áreas menos favorecidas, como uma exigência para obter a licença para praticar a medicina no país. Com isso, ampliou-se o número de clínicas de atenção primária em zonas rurais.
 
Além disso, o governo dominicano investiu em atenção primária, estabelecendo medicina familiar como uma especialidade e oferecendo mais oportunidades de trabalho e salários mais altos nesta área.
 
Hoje, conta a médica, o médico da família é valorizado e visto com respeito. Atualmente, a proporção de médicos no país é de cerca de 9 mil profissionais para uma população de 10 milhões.
Fonte iG