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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Alimentos que incham a barriga

A cebola é um dos alimentos produtores de gases
É possível aliviar o desconforto abdominal evitando alimentos que causam gases e má-digestão. Saiba quais são eles

O inchaço abdominal é uma queixa comum, especialmente entre as mulheres. O problema pode ter várias causas, sendo as mais frequentes a prisão de ventre e a digestão de determinados alimentos.

A nutricionista Ingrid Bigotto, da OligoFlora, explica que a prisão de ventre independe da faixa etária e do sexo e gera um excesso de produção de gases, causado pela fermentação de bactérias intestinais.
           
Alguns dos alimentos, como o feijão, cerveja, leite, milho, brócolis, repolho, couve-flor, cebola, alho, entre outros, são mais fermentativos e causam gases.
 
Ingrid explica que é preciso, portanto, melhorar o funcionamento do intestino para reduzir a quantidade de gases. A ingestão de alimentos integrais, frutas e folhas, além de 2 litros de água diários são medidas simples, mas eficazes no combate ao problema.

Conheça alguns alimentos que geram gases e provocam inchaço na barriga:
  • Alho
  • Brócolis
  • Cebola
  • Cerveja
  • Couve-flor
  • Farinhas integrais
  • Feijão
  • Leite desnatado
  • Milho
  • Repolho
Para quem sofre de má-digestão, a recomendação da nutricionista é evitar os alimentos gordurosos, não exagerar nas porções de carnes, embutidos, leites e derivados, além de dar preferência às frutas e hortaliças.
 
“O abacaxi é uma boa opção de sobremesa, pois na fruta há presença da enzima bromelina, que auxilia na digestão. Chás como angélica, espinheira-santa, anis e erva-doce também ajudam na digestão. Para o período menstrual, chás de mentrasto, poejo e agoniada também podem auxiliar”, recomenda Ingrid.
 
“Pessoas que trataram uma infecção intestinal com antibióticos podem levar um bom tempo para normalizar a flora intestinal e ficarem menos propensas à produção exagerada de gases”, diz Ingrid, ressaltando que, ao longo do tempo, tudo se normaliza.
 
“É preciso seguir uma alimentação adequada, recolonizar o intestino com as chamadas bactérias boas, e adequar fibras e água na alimentação”, orienta.
           
A nutricionista Carolina Arbache, especialista em Nutrição Esportiva e Estética com Ênfase em Wellness da Natue , explica que nunca é normal sentir desconforto abdominal e inchaço.
 
“Se isto ocorre com frequência, é um sinal que o organismo não está com a digestão e o intestino em dia, e a causa deve ser investigada”.
 
Vale lembrar que, se o inchaço não for resolvido com a alimentação, a ajuda médica é indispensável.
 
“Ele pode ser causado por outras situações, como retenção de líquidos, frequente na mulher em período menstrual, e até problemas mais sérios, como insuficiência hepática, doenças inflamatórias intestinais, câncer e outros”, explica Ingrid.
 
Fonte iG

Vegetais contra o envelhecimento

Alimentos triviais do dia-a-dia são a chave para a
eliminação das células velhas e doentes, o que ajuda a
prevenir um organismo envelhecido
Alimentos triviais ajudam a garantir a jovialidade do corpo por dentro e por fora
 
A medicina estética tem na ponta da língua as respostas para os incômodos provocados pelos sinais da idade. Se as rugas aparecem, botox. Caso o problema seja ressecamento da pele, cremes e mais cremes. Tinturas para cabelos grisalhos; pílulas para aumentar a vitalidade. Mas se as fórmulas para conter o envelhecimento externo dão aos cosméticos a possibilidade de interferir no curso natural da vida, a garantia da jovialidade interna pode ser encontrada na feira ou supermercado.

Alimentos triviais do dia-a-dia são a chave para a eliminação das células velhas e doentes, o que ajuda a prevenir um organismo envelhecido. Os chamados antioxidantes foram eleitos como remédios naturais contra os radicais livres, estruturas que danificam o corpo humano acelerando o processo de envelhecimento das células que compõem o organismo.
 
Independentemente da informação que consta na carteira de identidade, é possível manter o corpo jovem com uma dieta rica em alimentos benéficos. Segundo Cristiane Kovacs, nutricionista coordenadora do Ambulatório de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo, eles ajudam a evitar disfunções neurológicas e podem auxiliar até no combate ao câncer, se consumidos de forma moderada, para que não prejudiquem o corpo.
 
A nutricionista aponta os alimentos ideais: cenoura, batata-doce, abóbora, espinafre, brócolis e vegetais folhosos verde-escuros são exemplos que não podem faltar no cardápio. Ovos, abacate, brócolis e couve de bruxelas também são importantes, assim como laranja, limão, kiwi, mamão papaia e acerola. Na hora de cozinhar, outra sugestão é abandonar de vez a manteiga e a banha, gorduras de origem animal, e preferir os óleos vegetais (oliva, girassol, soja, etc.).
 
Falhas recorrentes
O envelhecimento da população é realidade, medido ano a ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se antes, as pessoas se programavam para viver até os 60 anos de idade, agora a média já deu um salto de mais de uma década. A expectativa de vida do brasileiro hoje é de 76 anos. Para estes 12 anos de vida a mais sejam desfrutados com qualidade, a cozinha não deve ser negligenciada.
 
Segundo o Ministério da Saúde, refrigerante e frituras ainda são desafios para a população de qualquer faixa etária (em média 35% consomem estes tipos de produtos mais de cinco vezes por semana). Além disso, pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas concluíram que na faixa etária entre 20 e 69 anos, 79,8% não comem frutas com regularidade. Para quem deseja começar a adotar um cardápio mais sadio, a nutricionista elaborou uma saborosa opção de dieta com ingredientes que são tudo de bom para a saúde, confira.
 
Sugestão de cardápio antioxidante
       
Café da manhã: leite desnatado, pão integral, creme vegetal rico em fitosterol, goiaba e granola.
 
Lanche da manhã: mamão e farelo de aveia.
 
Almoço/Jantar: alface, cenoura cozida, tomate, azeite de oliva, arroz, feijão, sardinha grelhada, legumes refogados e óleo de canola para cozinhar os alimentos. Manga como sobremesa e suco de caju para beber.
 
Fonte iG

Exame de sangue poderá prever taxa de envelhecimento, diz estudo

AP
No futuro, exame de sangue poderá prever envelhecimento
Pesquisadores do King's College descobriram marcadores químicos no sangue ligados ao processo de envelhecimento
 
Cientistas britânicos do King's College acreditam que um simples exame de sangue poderá prever o grau de envelhecimento de uma pessoa no futuro.
 
Os pesquisadores descobriram que as "impressões digitais" químicas no sangue, conhecidas como metabólitos, deixadas como resultado de mudanças moleculares ainda antes do nascimento ou durante a infância, podem fornecer pistas sobre o estado geral de saúde no longo prazo e também sobre a taxa de envelhecimento.
 
Ao estudar gêmeos, os cientistas encontraram um grupo de 22 metabólitos ligados ao envelhecimento. Um destes, considerado como uma nova descoberta, está ligado a traços como função pulmonar, densidade mineral dos ossos e também fortemente ligado ao peso no momento do nascimento, um fator conhecido que determina a saúde durante o envelhecimento.
 
Segundo os pesquisadores, os níveis deste novo metabólito, que podem ser determinados ainda na gravidez e afetados pela nutrição durante o desenvolvimento da criança, podem refletir um envelhecimento acelerado.            
           
De acordo com os cientistas, no futuro será possível identificar estes marcadores de envelhecimento com um simples exame de sangue, o que poderá fornecer mais informações sobre a expectativa de vida e abrir caminho para o desenvolvimento de tratamentos de doenças relacionadas a esta época da vida de uma pessoa.
 
"Cientistas sabem há muito tempo que o peso de uma pessoa no momento do nascimento é um fator importante para a saúde na meia-idade e velhice e que pessoas que nascem com peso baixo são mais propensas a doenças relacionadas à idade. Até agora os mecanismos moleculares que ligam o baixo peso ao nascer com saúde e doença na velhice ainda eram evasivos, mas esta descoberta revelou um dos caminhos moleculares envolvidos", afirmou Tim Spector, chefe do Departamento de Pesquisa com Gêmeos do King's College de Londres.
 
O estudo foi publicado na revista especializada International Journal of Epidemiology.
 
Perfil
Os pesquisadores fizeram um perfil dos metabólitos analisando amostras de sangue doadas por mais de 6 mil gêmeos.
 
Eles identificaram 22 metabólitos diretamente ligados ao envelhecimento cronológico. A concentração dos metabólitos era maior entre pessoas mais velhas do que entre os mais jovens.
 
Um metabólito em particular, chamado de C-glyTrp, está associado com a função pulmonar, densidade mineral nos ossos, índice de colesterol e pressão sanguínea. O papel deste metabólito no envelhecimento é uma descoberta completamente nova.
 
Ao comparar os pesos no nascimento de gêmeos idênticos que participaram da pesquisa, os pesquisadores descobriram que este metabólito também estava associado a um peso mais baixo em recém-nascidos.
 
"Este metabólito único, que está relacionado ao envelhecimento e a doenças ligadas ao envelhecimento, era diferente em gêmeos idênticos que tinham pesos diferentes ao nascer. Isto nos mostra que o peso ao nascer afeta um mecanismo molecular que altera este metabólito", afirmou Ana Valdes, a pesquisadora que liderou o estudo.
 
"Isto vai nos ajudar a entender como uma nutrição mais baixa ainda no útero altera os caminhos moleculares que vão resultar em um envelhecimento mais rápido e maior risco de doenças ligadas ao envelhecimento 50 anos depois", acrescentou.
 
A cientista afirma que a compreensão destes caminhos moleculares envolvidos nos processos de envelhecimento pode abrir caminho para a criação, no futuro, de exames simples para detectar e terapias para tratar doenças ligadas ao envelhecimento.
 
"Como estes 22 metabólitos ligados ao envelhecimento são detectáveis no sangue, agora podemos ver a verdadeira idade a partir de uma amostra de sangue e, no futuro, isto poderá ser melhorado e poderemos identificar o futuro do envelhecimento biológico das pessoas", disse.

Fonte iG

Você é uma pessoa diurna ou noturna?

Saber em que horário seu corpo funciona bem melhora o
seu desempenho profissional
Reconhecer seu ritmo ajuda a melhorar o desempenho e preservar a saúde
 
O despertador toca às 9h e a fisioterapeuta Daniela Villa, 32 anos, passa os próximos vinte minutos brigando com o botão de soneca. “Só mais cinco minutinhos” é o lema antes de levantar da cama, reclamando, olhos semi abertos. Ao contrário dela, o marido levantou às 7h, antes do despertador tocar, escovou os dentes, tomou banho, se trocou, preparou o café da manhã, ligou o som e já está a caminho do trabalho. Ele marca todas as reuniões pela manhã, enquanto ela deixa tudo para depois do almoço ou fim do dia. Às 18h, ela ainda está envolvida no trabalho e pensa em sair com os amigos e ele conta os minutos para chegar em casa e se jogar no sofá.

A diferença no ritmo do casal pode ser explicada pelo funcionamento do relógio biológico de cada um que é influenciado por fatores como meio-ambiente, claridade, estilo de vida, personalidade e genética. “O sistema é sincronizado principalmente pelo claro/escuro ambiental gerado pelo movimento da terra em torno de sí mesma e em torno do sol, mas alguns pesquisadores também defendem a idéia de que a alimentação, a luz artificial e o contexto social também fornecem pistas temporais para o relógio”, afirma Mario Pedrazolli, cronobiologista da Universidade de São Paulo (USP).
 
A idade também tem um papel importante. Segundo Pedrazolli, ao longo do desenvolvimento humano estas tendências se modificam: crianças tendem a ser matutinas, adolescentes vespertinos, adultos jovens menos vespertinos que adolescentes e idosos matutinos extremos.
 
A combinação de todas essas variantes possibilita aos pesquisadores classificar a população em três diferentes cronotipos: matutinos, aqueles que, basicamente, preferem acordar e dormir cedo; vespertinos, preferem ir para cama e acordar tarde; e os indiferentes/intermediários, que não têm problemas para se adaptar a qualquer um dos períodos (dia/noite). A avaliação é realizada por meio de um questionário criado em 1976 pelos pesquisadores suecos J. A. Horne e O. Otsberg. Dentro de cada classe podem existir indivíduos extremos ou moderados.

O questionário tem perguntas como “considerando apenas o seu bem-estar pessoal e com liberdade total para planejar seu dia, qual horário você se levantaria?” ou “Até que ponto você precisa do despertador para acordar?” Pesquisadores do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos, da USP, têm aplicado o formulário a fim de qualificar a população brasileira. Mais de 16 mil pessoas já responderam e, até agora, os números são semelhantes ao da população mundial: 9% são vespertinos, 6% matutinas e a grande maioria são intermediários entre os dois extremos.
 
Mas é possível notar uma pequena diferença entre as regiões Nordeste e Sul do País, por exemplo. Os nordestinos são mais matutinos e os gaúchos mais vespertinos. “O que comprova que o funcionamento do relógio biológico está muito relacionado a incidência solar e, nesse caso, à proximidade com o Equador”, relata John Fontenelle, fisiologista responsável pelo laboratório de neurobiologia e ritmicidade biológica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). No Nordeste o sol brilha mais e não existe variação da duração do dia (12 horas para o dia e 12 para a noite). Já no Sul, longe do Equador, o sol brilha menos e a duração do dia varia: 9 horas no período do verão e 14 horas no inverno.
 
Matutinos são privilegiados na sociedade
Em termos médicos, os matutinos também são conhecidos como cotovias genéticas porque têm uma versão mais longa do gene PR3, diretamente relacionado aos cronotipos, assim como as aves. Para John Fontenelle, na sociedade moderna o matutino é um privilegiado. “Basta prestar atenção no horário de trabalho, de funcionamento de banco... e até nos ditados populares nós dizemos: ‘Deus ajuda quem cedo madruga.’” Os maiores prejuízos de quem gosta de acordar cedo estão relacionados à vida social. Em geral, teatros, cinemas, reunião com os amigos e diversas opções culturais estão concentradas em horários mais noturnos.
 
Vespertinos sofrem com insuficiência de sono
Também são conhecidos como corujas genéticas e têm uma versão truncada do gene PR3. Como não há como fugir do horário do trabalho, que começa logo cedo, os vespertinos sofrem para acordar e também para serem produtivos em horários em que o corpo deles ainda não está preparado. O resultado é falta de atenção e consumo de cafeína exagerado.
 
Mulheres com esse cronotipo estão mais propensas a terem pesadelos, o que também prejudica a qualidade do descanso. Em geral, elas costumam compensar o sono perdido aos finais de semana ou, quando podem, tiram cochilos durante o dia. “Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se pudesse tirar uma soneca depois do almoço”, diz Daniela. Já foi comprovado por pesquisadores norte-americanos que a “sesta” melhora as habilidades mentais e o desempenho no trabalho.
 
Intermediários: o ponto de equilíbrio
Existe uma prevalência de pessoas com esse tipo de relógio biológico na população mundial e na brasileira. São, em geral, o ponto ideal, conseguem regular seu horário biológico com as atividades cotidianas e com suas horas de sono. Só precisam ficar atentos em suas horas de sono, para não dormir de menos ou de mais.
 
Quer saber se você é matutino ou vespertino? Faça o teste abaixo:

Exercício do palitinho
Você vai precisar de:
- uma caixa de palitos de fósforo
- um relógio ou um cronômetro

Exercício:
Abra a caixa de fósforos e, com a mão que tiver mais habilidade, vire-a, esparramando todos os fósforos em uma superfície. Cronometre o tempo que você levará para colocar todos os palitos de volta à caixa (eles devem estar com a cabeça para o mesmo lado) usando apenas o polegar e o indicador. Assim que colocar o último palito, pare de contar o tempo, anote seu resultado junto com o horário em que o exercício foi realizado. Repita a brincadeira a cada três ou quatro horas durante cinco dias. Com os resultados será possível perceber qual horário você tem um melhor rendimento.

Fonte iG

Estudo sugere que dormir tarde pode afetar aprendizado das crianças

PA
Além do horário de sono, fatores familiares também
 poderiam influenciar aprendizado
Estudo com mais de 11 mil crianças de até sete anos mostrou que aquelas sem rotina ou hábitos noturnos tinham resultados mais fracos em testes
 
Pesquisadores britânicos concluíram em uma pesquisa que dormir muito tarde e a falta de rotina na hora de dormir pode prejudicar a capacidade de aprendizado das crianças.
 
O estudo, divulgado na publicação científica Epidemiology e Community Health, relacionou o padrão de sono à capacidade intelectual com base em um levantamento feito com mais de 11 mil crianças hoje com sete anos.
 
As crianças que não tinham hora para dormir, ou que iam dormir depois das 21h, apresentaram resultados mais fracos em testes.

Segundo os autores do estudo, isso acontece porque poucas horas de sono podem afetar os ritmos naturais do corpo, dessa forma prejudicando a forma como o cérebro assimila novas informações.            
           
Cumulativo
Foram reunidos dados das crianças pesquisadas nas idades de três, cinco e sete anos. O estudo tinha como objetivo avaliar o nível de aprendizado das crianças, e entender se existe realmente uma relação entre aprendizado e os hábitos de sono.
 
O estudo mostrou que a falta de regularidade na hora de dormir era mais comum nas crianças com três anos, onde uma em cinco crianças ia dormir em horários variados.
 
Quando completaram sete anos, mais da metade das crianças passaram a ter um horário regular para dormir, entre 19h30 e 20h30.
 
Em geral, as crianças que nunca tiveram hora para dormir apresentaram maior tendência a ter resultados mais fracos que seus colegas nos testes de leitura, matemática e também percepção espacial.            
           
O impacto foi mais evidente na primeira infância (de zero a três anos) de meninas do que de meninos, e aparentou ser cumulativo.
 
Fatores familiares
Os pesquisadores, liderados pela professora Amanda Sacker, do University College de Londres, dizem que a falta de regularidade na hora de dormir possa ser um reflexo de configurações familiares caóticas, e que talvez seja isso, e não o sono interrompido, que tenha um impacto sobre o desempenho cognitivo das crianças.
 
"Tentamos levar essas coisas em consideração", disse Sacker.
 
O estudo mostrou que as crianças que dormiam tarde, e não tinham hora para dormir, vinham com mais frequência de classes socias mais desfavorecidas, não escutavam histórias antes de dormir, e, em geral, assistiam mais televisão - muitas vezes em seu próprio quarto.
 
Mas, mesmo levando em conta esses fatores, a relação entre o fraco desempenho intelectual e a falta de regularidade na hora de dormir ainda foi considerada significativa, de acordo com os cientistas.
 
"A mensagem que devemos levar para casa é que a rotina é realmente importante para as crianças," disse Sacker. "O melhor é estabelecer uma boa rotina para a hora de dormir desde cedo, mas nunca é tarde demais para começar."
 
Por outro lado, Sacker diz que não existe prova que colocar a criança para dormir antes das 19h30 faz com que sua capacidade de raciocínio possa melhorar.
 
O médico Robert Scott-Jupp, do Royal College of Paediatrics and Child Health de Londres , disse que "à primeira vista, esta pesquisa parece sugerir que dormir pouco torna as crianças menos inteligentes, no entanto, é claramente mais complicado do que isso."
 
"Embora seja provável que os fatores sociais e biológicos do desenvolvimento do cérebro estejam inter-relacionados de forma complexa, na minha opinião, para que crianças em idade escolar tenham o seu melhor desempenho, todos elas devem, independentemente da sua origem, ter uma boa noite de sono," analisou.

Fonte iG