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sábado, 20 de julho de 2013

Cuide da saúde dos olhos no inverno

Getty Images
Olho seco é comum no inverno. Hábitos simples podem
 contribuir para minimizar o desconforto
A estação favorece o aparecimento da conjuntivite e os raios ultravioletas (UVA) se mantêm constantes, podendo causar problemas na retina. Saiba mais
 
O inverno é um período que exige atenção redobrada para a saúde dos olhos. Neste período, a incidência dos raios ultravioletas se mantém constante e a falta de chuvas intensifica o clima seco, aumentando a poluição do ar e causando um desconforto visual.
 
Para a oftalmologista Marcia Beatriz Tartarella, diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da Latino América, a ausência do sol não deve estimular a pessoa a deixar os óculos protetores em casa.
 
“A radiação UVA é constante, independe da quantidade de nuvens no céu. Usar óculos de sol ou lentes fotossensíveis é importante, porque a maioria das lentes de óculos de grau não vem com filtro solar”, alerta a médica.
 
Os danos causados pelos raios UVA são cumulativos. “Eles podem causar problemas na retina, como uma alteração na mácula (área central da retina) e aparecimento da catarata”, explica a oftalmologista.
 
Outro problema bastante frequente no inverno é o chamado olho seco. “Se o ambiente está mais seco e chove menos, além de ser poluído, os olhos sofrem mais, ocasionando a síndrome dos olhos secos”, explica Márcia, ressaltando que ficar à frente de uma tela de computador por horas seguidas favorece o aparecimento da síndrome. “A presença de secreção, dor, vermelhidão e ardor apontam para esse problema”.
 
Piscar faz com que haja uma distribuição melhor das lágrimas, contribuindo para aliviar o desconforto. A persistência, porém, indica que a pessoa deve procurar um oftalmologista.
 
“Na maioria das vezes, receitamos colírios lubrificantes, ou pomadas hidratantes para serem usadas antes de dormir”, explica Márcia.
 
Outro perigo é o contágio da conjuntivite alérgica. “Os ambientes fechados propiciam a propagação do vírus”, alerta a médica.
 
Fonte iG

Veja os exames que toda grávida deve fazer e entenda os motivos

Grávidas devem fazer todos os exames pedidos pelos médicos
 para um parto saudável
Eles são essenciais para resguardar a saúde da mãe e do bebê e para garantir um parto saudável
 
A menstruação atrasou e o resultado do exame de dosagem Beta HCG é positivo: gravidez confirmada.
 
A partir daí, a gestante deve passar por consultas de pré-natal mensais com um ginecologista – de preferência, um com quem se sinta à vontade para esclarecer todas suas dúvidas – e fazer os exames solicitados pelo profissional.
 
Eles são importantes para resguardar a saúde da mãe e do bebê e para determinar todos os cuidados necessários ao longo dos meses seguintes para garantir um parto saudável.
 
Confira quais são os exames essenciais durante a gestação, quando devem ser realizados e por que são indispensáveis:
 
Hemograma
Pedido pelo médico no primeiro, segundo e terceiro trimestres, esse exame detecta anemia e outras doenças no sangue da gestante.
 
Exame qualitativo de urina
Os médicos pedem que a gestante realize esse exame no primeiro, segundo e terceiro trimestres. O procedimento é feito para se checar se há alguma patologia ou anormalidade nos rins e no aparelho urinário da mulher.
 
Urocultura
Realizado no primeiro, segundo e terceiro trimestres, o exame verifica a existência de infecção urinária, principal causa de partos prematuros.
 
Ultrassonografia
A ultrassonografia é feita no primeiro trimestre. Ela vai mostrar se a gestação é única ou múltipla e determinar a idade gestacional exata. Deve ser repetida no segundo e terceiro trimestres para verificar se o desenvolvimento fetal está dentro do esperado.
 
Glicemia em jejum
Indicado no primeiro e no terceiro trimestres para saber se a gestante é diabética.
 
Tipagem sanguínea/RH
Deve ser realizado no primeiro trimestre. Verifica a compatibilidade de sangue do casal. Caso a mãe tenha RH negativo e o pai apresente RH positivo, é feito o exame Coombs indireto para saber se houve, em alguma gestação passada, sensibilização do sistema imunológico materno contra o Rh positivo. Esse cenário é possível se, em uma gravidez anterior, a mulher tenha dado à luz um bebê de Rh positivo e não tenha recebido a imediata aplicação da substância que impede que seu organismo produza anticorpos contra o Rh positivo.
 
TSH e T4L
Exame feito no primeiro trimestre. Visa verificar a presença de hipotireoidismo subclínico na mãe.
Toxoplasmose, rubéola, VDRL (sífilis), hepatite B, hepatite C e anti-HIV (Aids)
           
São exames que precisam ser feitos no primeiro e no terceiro trimestres. Eles determinam se a gestante já teve contato com as doenças para que, em caso positivo, sejam tomados os cuidados necessários para que o bebê não seja infectado.
 
Exame de translucência nucal
O exame de translucência nucal é feito no primeiro trimestre da gestação. Por meio da medição de uma pequena prega na nuca do feto, procura rastrear o risco para síndromes genéticas, como Down.
 
Fontes: Breno José Acauan Filho (membro do conselho diretor da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RS e chefe do serviço de obstetrícia do Hospital São Lucas da PUC-RS), Eduardo Zlotnik (ginecologista e obstetra, vice-presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein – SP) e Marcos Wengrover Rosa (coordenador médico do serviço de obstetrícia do Hospital Moinhos de Vento – RS).

Por Delas

EUA: Treino de residentes faz ensaio sobre questões de vida ou morte

NYT
Paciente artificial é usado em preparação de médicos residentes
Antes de atuar em hospitais, estudantes de medicina praticam técnicas em pacientes artificiais
 
NYT
 
No primeiro dia do treino, a médica Diane Wayne perguntou à classe de novos residentes do Northwestern Memorial Hospital se alguém estava nervoso. Alguns não levantaram as mãos. “Aqueles que não ergueram as mãos não estão sendo honestos”, disse ela. Então todos levantaram os braços.
           
Não são apenas os novos residentes, agora responsáveis por cuidados de saúde na vida real, que naturalmente sentem alguma ansiedade nesta época do ano. Os pacientes também devem ficar um pouco ariscos. Apesar de contestado por alguns, o chamado “efeito de julho”, quando os novatos chegam ao hospital, faz crescer o número de erros médicos.
 
O treinamento dos “recrutas”, conduzido por Diane, vice-presidente da escolar de Medicina na Northwestern University, consiste em uma sessão de três dias em junho para preparar os residentes para as tarefas que terão a seguir.
 
Na opinião de Diane, é prudente que os novatos pratiquem as técnicas em pacientes artificiais antes de irem trabalhar em quem sangra de verdade. Um estudo publicado em 2011 no Annals of Internal Medicine registrou “aumento da mortalidade e queda da eficiência” quando uma nova equipe de residentes chega aos hospitais.
 
Os 81 residentes do Northwestern são formados em algumas das mais renomadas escolas de medicina dos Estados Unidos. Mas eles se encontram em uma situação pouco familiar. Durante as primeiras horas do treinamento, um deles se perdeu no prédio do hospital.
 
Os dirigentes do Northwestern dizem que seu programa é um dos mais rigorosos do país, exigindo que os residentes sejam aprovados em testes escritos, de procedimentos técnicos e em habilidades de comunicação antes de poderem seguir adiante.
 
Em um caso de vida ou morte, um paciente robótico está na cama da unidade de terapia intensiva sem se mover, com tubos na garganta. O médico Michael Donnan, de 26 anos, foi encarregado de lidar com a crise. “Está difícil”, murmurou ele, parecendo apreensivo ao ponderar sua opções.
 
Aparentemente hesitante, ele apertou uma série de botões enquanto seus colegas acompanhavam seus movimentos, alguns tomando notas. Em alguns momentos, os bipes pararam de soar.
 
“Você o matou”, disse Matthew Nitzberg, chefe dos residentes, que estava assistindo a tudo. Ele explicou que, se fossem feitos certos procedimentos, o paciente teria sido salvo.
 
Mas por mais que os procedimentos médicos sejam complicados, Diane diz que os estudantes tipicamente têm grandes dificuldades com as habilidades de comunicação. No treinamento, em uma sessão chamada “Conversas difíceis”, os residentes precisam falar com um paciente terminal, interpretado por um ator.
 
NYT
Atora interpreta paciente terminal em aula sobre como conversar e dar prognósticos a doentes
 
Suneel Kamath, formado na Columbia University, chegou próximo ao leito do paciente-ator, que lhe disse estar “ansioso para voltar ao trabalho”. O residente precisou explicar que um problema tornou impossível que se continuasse com a quimioterapia e impedia qualquer cirurgia em seu câncer. O paciente teria poucas semanas de vida.
 
“Detesto dar más notícias”, disse o residente. O ator, olhos congelados de medo, ouviu o prognóstico e então falou: “Estou morrendo e desperdicei minha vida”. O médico tentou animar o paciente, dizendo que ele “trabalhou duro a vida toda” e tinha feito seu melhor. O residente então disse que seria bom falar de “tópicos pouco divertidos”, sobre como ele gostaria de ter os cuidados médicos no fim da vida.
 
Ao final, o ator, que fora treinado por especialistas em cuidados paliativos sobre esse tipo de discussão, criticou a forma com que o residente se expressou. Disse que “pouco divertidos” não era um termo apropriado e aconselhou o médico a se focar nos sentimentos do paciente em vez de dizer como ele viveu sua vida.
 
O residente reconheceu que ter a conversa com um paciente terminal, mesmo que apenas um ator, era bem diferente do que aprendeu nos livros. Para os diretores do treinamento, essa lição vai ser muito útil no futuro, quando o médico tiver de falar com uma pessoa que não esteja atuando.
 
Fonte iG

Exames: TSH, T4 e T3

O que é
Exame que analisa o TSH (do inglês, Thyroid-Stimulating Hormone), hormônio produzido por uma glândula situada na base do cérebro, a hipófise. Ela regula a produção dos hormônios da tireoide (T3, atriodotironina; e T4, a tiroxina).
 
Para que serve
O exame serve para avaliar a função da tireoide e seu mecanismo regulador.
 
Como é feito
O sangue é coletado por uma agulha colocada diretamente em uma veia do braço.
 
Preparo
Não há necessidade de preparo prévio para o exame, mas uso de qualquer medicação deve ser informado.
 
Valores de referência
TSH = 0,4 a 4 mU/ml
T3 = 80 a 200 ng/dL
T4 = 4,5 a 12,5 mcg/dl
 
Fonte iG

Conheça os sinais de que o corpo está precisando de hormônios

Conheça as sete pausas que o corpo dá na vida
Por meio do que chama "as sete pausas da vida", cardiologista aponta como lidar com períodos como menopausa e andropausa
 
O passar dos anos pode ser saudável, mas o corpo dá sinais de que enfrenta períodos de pausas neste processo.

O organismo fica à espera dos hormônios perdidos no meio do caminho, das vitaminas                nutrientes negligenciados na jornada e ainda necessita daquelas mudanças na alimentação prometidas por tempos, mas esquecidas de serem colocadas em prática.
       
O médico cardiologista Marcos Natividade estudou profundamente o envelhecimento e focou sua pesquisa nas sete pausas que podem ocorrer ao longo da vida, trazendo tristeza, cansaço, insônia, quilos extras e falta de apetite sexual. As pausas são: menopausa (só feminina), andropausa (só masculina), melatopausa , eletropausa , adrenopausa , tireopausa e somatopausa.
           
Em seu livro Saúde, Estética & Prevenção Hoje (Ed. LMP), Natividade explica os fenômenos bioquímicos que explicam estes sete processos. Em entrevista  , o especialista orienta a melhor forma de identificar precocemente os sinais e amenizar o desconforto imposto ao bem-estar.
 
O ser humano caminha para ser centenário. Mas ainda precisa descobrir que não envelhece e, então, caem as dosagens de hormônio. O conceito é inverso”, explica ele. “Primeiro os hormônios diminuem e, só por isso, envelhecemos.”


Menopausa: preparo físico e mental ajudam a enfrentar esta
fase por vezes difícil na vida da mulher
Menopausa
“É a interrupção da produção dos hormônios sexuais femininos, o estradiol e a progesterona. Ocorre ao redor dos 50 anos e traz sintomas importantes como ondas de calor e dores, explica Marcos Natividade.
 
Segundo o especialista, o estresse é o principal vilão da menopausa. Por isso, é importante que a mulher saiba o que lhe faz bem, quais atividades são prazerosas e o que diminui a ansiedade, para que essas ações sejam intensificadas no período da menopausa.
 
“Outro pilar é a alimentação, em especial a aveia e a linhaça. Alimentos crus, e peixes de água salgada também fortalecem o organismo e ajudam a diminuir os sintomas desta fase”, resume Natividade. Ter sempre acompanhamento médico também é importante para que o especialista possa direcionar a reposição hormonal, caso necessário.
       
Andropausa
“É o interrupção, lenta e gradual, dos hormônios masculinos, especialmente a testosterona”, explica Mário Natividade. “Mas engana-se quem pensa que o primeiro sinal é a impotência ou a diminuição do apetite sexual. Se as mulheres ficam mais tristes com a diminuição do hormônio, os homens ficam rabugentos. E este processo já começa aos 35 anos. Se ele ainda tiver uma barriga mais saliente e estiver com a pressão alta, é quase certo que o corpo já está em andropausa.”
                       
A receita para eles é muito parecida com as orientações para mulheres na menopausa. Driblar o estresse, fazendo coisas que dão prazer e descanso, é a principal estratégia. Alimentação também é protetora, com alimentos crus e castanha do Pará.
 
Noites de sono tranquilas são fundamentais para a saúde
Melatopausa
É a diminuição da secreção melatonina, responsável pelo bom sono. Pode afetar homens e mulheres, em qualquer idade, mas é mais comum após os 40 anos. “As pessoas esquecem que a qualidade do sono começa em uma boa digestão alimentar. A melatonina é secretada no intestino, então primeiro há uma falha no processo digestivo e depois um impacto na hora de dormir”, explica Marco Natividade.
 
A diminuição da melatonina – a estimativa é que a cada década de vida haja uma diminuição entre 10% e 15% da produção – pode ser amenizada pelo consumo de aminoácidos (peixes, carnes, ovos, soja). Além da sensação de cansaço, outro sintoma desta pausa são os gases, a prisão de ventre e a sensação de estar estufado.
 
Eletropausa
É a diminuição da pregnenolona, hormônio responsável pela memória. “Muitas pessoas estão com a memória ruim e não sabem, porque hoje temos muitas formas de armazenar informações, como agendas de celulares, computadores etc.”, explica o médico.
 
“Mas um macete para saber se a pessoa está com o cérebro comprometido é a capacidade que ela tem de lembrar seus sonhos. Se raramente ela lembra de ter sonhado já é um indício. Se quando lembra, o sonho está em preto e branco também é sinal de que precisa aumentar a pregnenolona.”
 
Segundo Natividade, a raiz da oferta do hormônio da memória é ômega 3, que pode ser encontrado nos óleos de peixe. “O ômega 6 também é importante, mas para cada mililitro de óleo de girassol, soja trigo consumido, é preciso consumir um mililitro de óleo de peixe.”
 
Novo problemas de saúde podem estar escondidos na
fadiga e no cansaço que não passa
Adrenopausa
É a sensação de que falta energia no corpo, provocada pela queda dos hormônios cortisol e DHEA.
 
“São dois hormônios produzidos por uma glândula pequena, que fica sobre o rim, como se fosse um chapéu”, explica Marcos Natividade. As situações estressantes são as que mais desequilibram a produção destas duas substâncias e, por isso, podem afetar homens e mulheres em igual proporção e em qualquer fase da vida. Porém, quanto mais tempo sem cuidar do cortisol e da DHEA, mais diversificados ficam os efeitos colaterais. O primeiro sinal é a fadiga constante. Depois aparecem o inchaço e também os quilos extras.
            
“Afeta o organismo inteiro e uma das soluções é aumentar a melatonina (relacionada à melatopausa). Por isso, a solução principal via alimentação é aumentar o consumo de peixes e de aminoácidos em geral."
 
Tireopausa
Queda na produção de hormônios da tireoide. Cuidar deste órgão do corpo evita não apenas a obesidade, mas o ressecamento da pele e dos cabelos, além do aumento do colesterol, três processos muito frequentes no envelhecimento. Fazer exames que medem a dosagem dos hormônios da tireoide, ao menos, uma vez por ano garante uma intervenção precoce.
        
Por meio da alimentação, o que garante o bom funcionamento da tireoide é evitar os jejuns prolongados, diminuir a ingestão de carboidratos e de bebidas alcoólicas, equacionar as dosagens de nutrientes – pesquisa recente mostrou que 90% dos brasileiros consomem quantidades inadequadas de cálcio, sódio, fibras e açúcares – além de investir na soja.
 
Somatopausa
Diminuição do hormônio responsável pelo crescimento. Segundo o médico cardiologista Marcos Natividade ainda há certa polêmica sobre a reposição deste hormônio, já que é natural que ele diminua depois que a pessoa chega à fase adulta. Mas, de acordo com o que escreve em seu livro, a produção influencia no combate a insônia e depressão e diminui a gordura corporal. Como pode acarretar reações adversas graves, é preciso fazer uma investigação minuciosa dos pacientes para avaliar se os benefícios superam os riscos.
 
Fonte iG