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sábado, 20 de julho de 2013

Degeneração Macular: Saiba quais alimentos podem contribuir para saúde da visão

Saiba quais alimentos podem contribuir para saúde da visão  Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
Pipoca possui antioxidantes concentrados e substâncias
protetoras da saúde da mácula
Dieta saudável contribui para a prevenção de doenças oculares, especialmente entre os idosos
 
Existem alguns alimentos que, além de saborosos, podem contribuir com a melhora da visão e prevenir doenças oculares graves que atingem, principalmente, os idosos.
 
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI), principal causa de perda da visão e cegueira irreversível em adultos maiores de 65 anos em todo o mundo, é uma das doenças que podem ser prevenidas com o consumo de alimentos saudáveis. A forma úmida da DMRI é a mais grave e se caracteriza por um crescimento anormal de vasos sanguíneos, que produzem extravasamento de sangue e fluído na mácula, a parte da retina responsável pelo foco da visão. A mácula possibilita enxergar com maior clareza e definição.
 
Segundo o oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo, Walter Takahashi, ter hábitos de alimentação saudáveis é benéfico para todo o corpo, e com os olhos não é diferente.
 
— Existem pigmentos como a luteína e a zeaxantina, que reduzem os riscos de piora de algumas doenças. Eles estão presentes naturalmente na mácula e podem ser encontrados em diversos alimentos— ressalta o especialista.
 
Conheça alguns desses alimentos que beneficiam os olhos e afastam as chances desse tipo de doença se desenvolver:
 
Ovos
O ovo é um dos alimentos mais polêmicos quando o assunto é saúde. Existem pesquisas que apontam que o consumo de dois a quatro ovos diariamente reduz o risco de DMRI. Apesar do benefício, é importante se controlar para não comprometer os níveis de colesterol.
 
Pipoca
Um dos únicos lanches que não é vilão da saúde, desde que preparado com pouco óleo na panela. A pipoca possui antioxidantes concentrados e substâncias protetoras da saúde da mácula. Essas substâncias estão presentes na casca do grão, aquela que muitas vezes gruda no dente. São indicados 20 gramas por dia, o que equivale a uma xícara de chá de milho.
 
Brócolis, couve e pimentão
Segundo estudos do National Eye Institute, esses alimentos, ricos em vitaminas C e E, diminuem em aproximadamente 17% o risco de DMRI e também ajudam na prevenção da catarata. De acordo com o oftalmologista, existem fatores desencadeantes da DMRI e um deles é a oxidação dos tecidos da retina, que nada mais é do que o envelhecimento dos tecidos. Dessa forma, os antioxidantes tem um papel importante na prevenção da doença, seja reduzindo os riscos de piora ou estabilizando a lesão. São as vitaminas como vitamina C, vitamina E, betacaroteno, e o zinco.
 
Peixes
Por conter um índice elevado de ômega 3 e vitaminas A, B e D, peixes como sardinha, salmão e atum são também os heróis da alimentação quando o assunto é saúde ocular. Além de oxigenar a retina, também combatem os radicais livres.
 
Óleo de linhaça e azeite de oliva
O azeite, também rico em antioxidantes, protege o globo ocular e retarda o envelhecimento. Já o óleo combate o olho seco e é, também, fonte de vitamina E e ômega 3. Não só bom para a visão, o óleo de linhaça também ajuda no sistema imunológico, o que pode evitar outras doenças não necessariamente ligadas aos olhos.
 
Fonte Zero Hora

Governo conduz de forma "autoritária e precipitada" debate do Mais Médicos, diz Unicamp

São Paulo – A Congregação da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), órgão máximo deliberativo, criticou ontem (19) a maneira como o governo federal está conduzindo as discussões sobre o Programa Mais Médicos. O órgão é formado por representantes do corpo docente, médicos-residentes, funcionários e alunos de graduação e pós-graduação.
 
Por meio de uma carta aberta, a congregação disse que o governo está encaminhando as discussões sobre o programa de “forma autoritária e precipitada”, sem participação das universidades públicas, associações médicas e entidades representativas da área de saúde.
 
"A FCM critica a maneira como o governo está encaminhando essa discussão, de forma autoritária e precipitada, sem ouvir as universidades públicas, Conselho Nacional de Saúde, Associação Brasileira de Ensino Médicas (Abem) e entidades representativas da área da saúde", diz carta.
 
Entre as medidas previstas no programa está a criação do segundo ciclo do curso de medicina. Pela Medida Provisória 621/2013, a partir de 2015 os alunos de medicina deverão trabalhar por dois anos na atenção básica e na urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS), chamado de segundo ciclo. Com isso, o curso passará de seis anos para oito anos de duração. Outra ação prevista é a contratação de profissionais estrangeiros para trabalhar na rede pública nas periferias das grandes cidades e no interior do país.
 
A congregação da Unicamp se manifestou contrária à mudança do curso médico e propõe que, em vez de aumentar o tempo, seja feita uma reforma curricular para oferecer aos alunos uma “visão humanista e social”. Porém, defendeu a criação de um ano inicial de residência para todas as áreas e especialidades médicas na rede básica de saúde, desde que supervisionadas por professores e tutores no local e à distância, e também aprovou a proposta de expansão de 10 mil vagas para a residência médica, priorizando-se as especialidades que são mais necessárias ao SUS.
 
Sobre a contratação de 10 mil médicos para trabalhar em locais pobres, a Unicamp mostrou-se favorável, mas ressaltou ser “radicalmente contra” à contratação de forma ilegal, “com precarização do trabalho médico e em saúde”. A congregação também defendeu o aperfeiçoamento do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida).
 
“Caso seja tomado esse conjunto de medidas, a necessidade de médicos estrangeiros será pequena e estes deverão submeter-se ao processo de revalidação de títulos”, diz a carta a congregação.
 
A diretoria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo também se manifestou hoje contra o programa e pediu que a MP 621 seja retirada da pauta do Congresso Nacional, além de cobrar a manutenção do Revalida como única maneira de admissão de médicos estrangeiros.
 
Entidades médicas anunciaram que estão deixando câmaras e comissões técnicas do governo nas áreas de saúde e de educação, entre elas a do Conselho Nacional de Saúde. Segundo as organizações, o governo não tem negociado com a categoria. O Ministério da Saúde informou, mais cedo, que está aberto ao diálogo e ao debate.
 
No último dia 16, os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha, se reuniram com reitores e coordenadores dos cursos de medicina das universidades federais. Durante a reunião, foi criada uma comissão formada por 11 coordenadores de cursos.
 
Fonte Agência Brasil

Em reação ao Mais Médicos, entidades médicas abandonam comissões do governo

Brasília  – Entidades médicas anunciaram ontem(19) que estão deixando câmaras e comissões técnicas do governo nas áreas de saúde e da educação, entre elas a do Conselho Nacional de Saúde. A saída é uma reação das organizações ao Programa Mais Médicos, que prevê a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar nas periferias e no interior do país e estágio obrigatório de dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para alunos de medicina a partir de 2015, além dos vetos da presidenta Dilma Rousseff ao projeto de lei que regulamenta a medicina, conhecido como Ato Médico.
 
“Estamos nos sentindo desprezados pelo governo. Ele está nos usando para dizer que negociou com a categoria, mas faz o que já tinha decidido anteriormente”, alega Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). “É uma declaração de guerra ao governo”, acrescentou.
 
Segundo Ferreira, ficou acertado, em reunião com Conselho Federal de Medicina (CFM) a Associação Médica Brasileira (AMB), que representantes de 56 sociedades médicas, como de cardiologia e de pediatria, também vão sair dos grupos técnicos coordenados pelo governo.
 
Para o CFM, o governo editou de forma unilateral e autoritária medidas paliativas que afetam a qualidade dos serviços públicos de saúde e o exercício da medicina no país, rompendo assim o diálogo com as entidades médicas. A medida teve ainda a adesão da Associação Nacional dos Médicos Residentes.
 
O Ministério da Saúde informou que sempre esteve aberto ao diálogo, desde o início da discussão da proposta que cria o Mais Médicos e que continua aberta ao debate.
 
A presidenta do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Maria do Socorro de Souza, lamentou a saída das entidades e classificou a atitude como corporativista. "É um equívoco essa decisão política, o CNS é a esfera pública legitimada para esse debate e eles [médicos] saem na hora em que mais precisamos encontrar os caminhos para a saúde. Eles não estão mostrando disposição ao diálogo" disse à Agência Brasil.
 
A Fenam, que congrega os sindicatos estaduais de médicos, antecipou que vai entrar com ações judiciais para derrubar a medida provisória (MP) que cria o Mais Médicos. Para Ferreira, o governo está oferecendo o pagamento em bolsa para fugir dos direitos trabalhistas dos profissionais. “É uma fraude jurídica, fingir que está contratando médicos para estudar, com o intuito de fugir da legislação trabalhista. Ele diz que vai passar uma bolsa porque o médico tá ali para estudar, mas o que eles querem é o trabalho do médico, que os profissionais atuem em regiões onde não têm”, informou à Agência Brasil.
 
A entidade disse que na próxima quarta-feira vai entrar com uma ação civil pública na Justiça Federal questionando a dispensa da revalidação dos diplomas de médicos estrangeiros, que serão contratados pelo Mais Médicos. A federação informou ainda que vai ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a ausência de um regime de trabalho. “Isso não é estudo, é trabalho”, disse Ferreira. Se os médicos começarem a atuar pelo programa, a orientação da Fenam é que os sindicatos locais entrem com ação na Justiça trabalhista exigindo os direitos.
 
O Ministério da Saúde ressalta que a bolsa no valor de R$ 10 mil, prevista no Mais Médicos, consiste em uma “bolsa-formação”, uma forma de remuneração para a especialização na atenção básica que será feita ao longo dos três anos de atuação no programa. Além disso, a pasta argumenta que os médicos vão ter que contribuir com a Previdência Social, para terem direito a licenças e outros benefícios.
 
Fonte Agência Brasil

Faculdade de Medicina da USP se posiciona contra Mais Médicos

Entre as medidas previstas no Programa Mais Médicos está a
criação do segundo ciclo do curso de medicina
São Paulo – A diretoria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) pediu, em posicionamento aprovado nesta quinta-feira (18), que a Medida Provisória (MP) 621 que cria o Programa Mais Médicos seja retirada da pauta do Congresso Nacional. O comunicado pede ainda a manutenção do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) como única maneira de admissão de médicos estrangeiros.
 
Entre as medidas previstas no Programa Mais Médicos está a criação do segundo ciclo do curso de medicina. Os alunos que entrarem no curso a partir de 2015 terão que atuar por dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o diploma. Outra ação prevista é a contratação de profissionais estrangeiros para trabalhar na rede pública nas periferias das cidades e no interior do país.
 
Para os diretores da faculdade, as medidas apresentadas pelo governo federal não ajudam a solucionar os problemas da saúde pública “Se a questão é a falta de médicos, o adiamento de sua formação irá piorar o quadro atual. Se a questão é distribuição dos médicos por todas as regiões do Brasil, a MP não oferece respostas para a migração desses estudantes com a necessária supervisão desses alunos”, destaca a nota da faculdade.
 
O diretor em exercício da FMUSP,  José Otávio Costa, apresentou como solução alternativa para a carência de médicos em algumas regiões do país uma parceria do Ministério da Saúde com as instituições de ensino. “Se o ministério se dispuser a fazer convênio, as faculdades de medicina mais estruturadas poderiam tomar conta de algumas regiões do país ou do seu estado. Mas tem que haver um financiamento”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil.
 
Outro ponto que ajudaria a levar os profissionais às áreas mais carentes, segundo Costa, é a criação de um plano de carreira para os médicos que atendem no SUS. “Acelerar no Congresso Nacional a questão da carreira do médico. Uma carreira em que o profissional que vai atender na atenção primária ou medicina da família tenha uma segurança quando realizar um concurso público, de um posto de trabalho de um maneira digna, com um salário adequado”, pontuou.
 
No último dia 12, a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) anunciou que não vai aderir ao Mais Médicos.
 
Fonte Agência Brasil

Saúde libera R$ 100 milhões para reestruturação de hospitais universitários

Brasília – Este ano serão investidos R$ 560 milhões em recursos federais no Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Rehuf). A liberação da primeira parcela de R$ 100 milhões está prevista na Portaria 1464/2013, publicada na edição de ontem (19) do Diário Oficial da União. Os recursos serão liberados pelo Ministério da Saúde para 45 hospitais de 21 estados.
 
Do total de R$ 560 milhões a serem investidos por meio do Rehuf até o final do ano, R$ 460 milhões serão destinados ao custeio de atividades assistenciais e de ensino e R$ 100 milhões para obras, reformas e a compra de equipamentos para melhorar a infraestrutura das instituições.
 
O programa é uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação e busca melhorar a gestão administrativa, financeira e hospitalar nas áreas de assistência e ensino. Os hospitais universitários são vinculados às instituições de ensino superior do Ministério da Educação, responsável pelo pagamento dos profissionais concursados. A Saúde repassa, além do financiamento do Rehuf, recursos para o custeio dos serviços prestados à população nas unidades, entre outros incentivos.
 
Fonte Agência Brasil