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domingo, 21 de julho de 2013

Unesp desenvolve técnica para identificação rápida de pessoas mortas

A pesquisa desenvolveu um kit com um tubo para a análise de
 42 marcadores, com o qual é possível fazer o teste utilizando
 apenas 10 picogramas (trilionésimos de grama) de DNA
O estado de degradação dos corpos, muitas vezes, dificulta uma análise genética que assegure, de forma rápida e segura, a identidade da vítima
 
São Paulo - A identificação de pessoas mortas em acidentes aéreos, desastres naturais ou ataques terroristas são um constante desafio para profissionais da medicina forense em todo o mundo. O estado de degradação dos corpos, muitas vezes, dificulta uma análise genética que assegure, de forma rápida e segura, a identidade da vítima.

Pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, desenvolveu uma técnica de identificação por meio do DNA mitocondrial que apresenta alta especificidade, sobretudo para populações miscigenadas, pois utiliza 42 marcadores enquanto testes similares usam apenas 16.
 
"Como a nossa população é miscigenada, não era possível usar todas as regiões [do DNA] que um grupo da Alemanha já tinha [apontado]. Então foi necessário selecionar algumas regiões que tornassem mais fácil a identificação dos brasileiros", explica a pesquisadora Regina Maria Barretto Cicarelli, uma das responsáveis pelo estudo.

A pesquisa desenvolveu um kit com um tubo para a análise de 42 marcadores, com o qual é possível fazer o teste utilizando apenas 10 picogramas (trilionésimos de grama) de DNA. Podem ser utilizadas amostras degradadas ou com pequena quantidade de material genético, como fragmentos de cabelo sem raiz ou amostras parcialmente carbonizadas.

As técnicas convencionais utilizam dois ou três tubos e precisam de 100 vezes mais DNA para fazer a análise. "As metodologias são bastante similares, mas [há) ganho relativamente ao tempo [e ao] número [menor] de tubos a serem manipulados", explica a pesquisadora.

O desempenho do kit foi validado em 160 amostras de sangue da população brasileira. Agora, os pesquisadores aguardam o registro de patente que foi depositado pela Agência Unesp de Inovação (Auin). Com a fabricação do kit em larga escala, a partir do interesse de algum fabricante, a descoberta irá ajudar não só no reconhecimento de vítimas, mas também em investigações criminais e processos judiciais.
 
Fonte Correio Braziliense

Associação sugere que médicos falem sobre o fim da vida com o pacientes

No Brasil, as abordagens em torno da qualidade de morte ainda são incipientes
 
A tecnologia criada para adiar o fim da vida é constantemente aprimorada. Mas, com ela, costumam aumentar o comprometimento da saúde do paciente, a insatisfação com o atendimento médico e a ansiedade em pessoas próximas.
 
Um planejamento avançado dos cuidados médicos para esse momento é a proposta da Associação Médica Canadense em artigo publicado neste mês, no jornal científico da instituição. Eles acreditam que a estratégia pode aumentar a qualidade de vida de pessoas em estágios avançados de problemas incuráveis, melhorar a experiência ainda dolorosa para os familiares e diminuir o custo de cuidados já ineficazes.
 
No Brasil, a discussão sobre a qualidade de morte começa a surgir de forma tímida.

O planejamento avançado de cuidados proposto pelos canadenses seria um processo pelo qual os pacientes considerassem opções para decisões futuras de saúde e identificassem seus desejos.
 
Entre os exemplos citados pelo artigo, John You e equipe apresentam uma internação hospitalar grave. Inicialmente, o plano de cuidados deve permear os objetivos do tratamento e todo o cuidado que possa ser exigido em uma possível alta.
 
Em outro cenário, o plano pode resultar em uma declaração antecipada de vontade. Isto é, uma instrução verbal ou escrita que trace o tipo de cuidados que o doente queira ou não, caso, em algum momento, não seja mais capaz de se manifestar sobre o assunto.

Fonte Correio Braziliense

Cronoterapia é utilizada na eficácia dos tratamentos contra o câncer

A cronoterapia também existe de maneira bastante tímida em países como Estados Unidos, Canadá, China, Japão, Itália, Bélgica e Portugal
 
Paris - A cronoterapia, que busca administrar os medicamentos respeitando os ritmos naturais do organismo, deve ser utilizada para lutar contra doenças como o câncer porque melhora a eficácia dos tratamentos, apontam recentes pesquisas científicas.

Os investigadores do Instituto Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) demonstraram que levar em consideração o famoso "relógio biológico", que afeta uma série de fatores, como a temperatura corporal, a pressão arterial e a tolerância à dor, permite aumentar a eficácia dos tratamentos e diminuir sua toxicidade.

Por isso, os médicos devem aplicar os tratamentos em um determinado momento do dia, e não em outro, dependendo dos ritmos biológicos que regem cada organismo, propõem estes estudos, que destacam a importância dos "relógios biológicos" e dos ritmos circadianos.

Os ritmos circadianos (do latim circa, que significa "ao redor de", e dies, que significa "dia") modificam a ação dos remédios no organismo durante as 24 horas. Os medicamentos, por sua vez, podem modificar o sistema circadiano que gera estes ritmos, explicam as pesquisas.

É por causa destes "relógios biológicos" que é melhor tomar uma aspirina à noite e que o organismo digere melhor a cortisona pela manhã, na fase do pico fisiológico de secreção do cortisol, que ocorre entre as seis e as oito horas da manhã, segundo os estudos

As investigações realizadas pelo Inserm destacam, sobretudo, a importância de levar em consideração estes ritmos para tratamentos contra o câncer, porque isso permite aumentar os benefícios dos medicamentos e sua tolerância, assim como diminuir sua toxicidade, explicou Francis Lévi, que dirige a unidade de Ritmos biológicos e Câncer desse instituto francês.

Além disso, as pesquisas demonstram que, "quando o sistema circadiano não funciona de maneira coordenada, o risco de desenvolver cânceres, doenças cardiovasculares ou infecciosas é maior", observou Lévi.

O sistema pode se desajustar por causa de um tumor no cérebro, mas, na maioria dos casos, isso ocorre em função de uma "defasagem crônica de horários", como o trabalho noturno, que a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como "provavelmente cancerígeno", em 2010.
 
Os estudos citam com mais frequência o câncer de mama, que representaria um risco quase duas vezes maior para quem tem horários atípicos, como um trabalho noturno. Mas o professor Lévi também destacou um aumento dos casos de câncer de próstata e de colo do útero.

Os problemas deste ritmo biológico também podem favorecer o diabetes e a obesidade, assim como o envelhecimento, segundo um estudo realizado em ratos pelo pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), no noroeste dos Estados Unidos.

O professor Leonard Guarante, autor de um estudo publicado em junho na revista científica Cell, destaca, baseando-se nestas pesquisas, "a importância de manter o ritmo circadiano para conservar a saúde".

Como o sistema circadiano também controla o ritmo da divisão celular, os pesquisadores têm se esforçado para desenvolver a cronoterapia, com o desejo de determinar qual é o melhor momento para administrar os remédios, para que eles sejam mais eficazes e menos perigosos.

"Temos descoberto, por exemplo, que o medicamento fluorouracil, que combate o câncer, é cinco vezes menos tóxico quando administrado cerca das quatro da manhã, e não às quatro da tarde", informou o doutor Lévi, que utiliza a cronoterapia para administrar quimioterapias em pacientes com câncer digestivo no hospital Paul-Brousse, na periferia de Paris.

A cronoterapia também existe de maneira bastante tímida em outros países, como Estados Unidos, Canadá, China, Japão, Itália, Bélgica e Portugal, voltada para pacientes que têm câncer, mas também os que se tratam de depressão ou de distúrbio de bipolaridade.
 
Fonte Correio Braziliense

Meningite

Foto: ADAM
Meninges da coluna
Definição
A meningite é o inchaço e a irritação (inflamação) das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Essa inflamação causa alterações no líquido cefalorraquidiano (LCR) que envolve o cérebro e a medula espinhal.
 
Outros tipos de meningite:
 
- Meningite asséptica
- Meningite - gram-negativos
- Meningite - H. influenzae
- Meningitis - meningocócica
- Meningite - pneumocócica
- Meningite - estafilocócica
- Meningite - tuberculócica
 
Causas, incidência e fatores de risco
As causas mais comuns da meningite são infecções virais que geralmente melhoram sem tratamento. Entretanto, as meningites bacterianas são extremamente graves e podem levar à morte ou a danos cerebrais, caso não seja tratada.
 
A meningite também é causada por:
 
- Irritação química
 
- Alergias a medicamentos
 
- Fungos
 
- Tumores
 
Os tipos incluem:
 
- Aseptic meningitis
 
- Cryptococcal meningitis
 
- Gram negative meningitis
 
- H. influenza meningitis
 
- Meningitis due to cancer (carcinomatous meningitis)
 
- Meningococcal meningitis
 
- Pneumococcal meningitis
 
- Staphylococcal meningitis
 
- Syphilitic aseptic meningitis
 
- Tuberculous meningitis

A meningite bacteriana aguda é uma verdadeira emergência médica e requer tratamento imediato em um hospital.
 
A meningite viral é mais branda e ocorre mais frequentemente que a meningite bacteriana. Ela geralmente se manifesta no fim do verão ou no começo do outono e normalmente afeta crianças e adultos com menos de 30 anos. A maioria das infecções ocorre em crianças com menos de cinco anos. A maioria dos casos de meningite viral é causada por enteroviroses, que são vírus também causadores de sintomas intestinais.
 
Muitos outros tipos de vírus podem causar meningite. Por exemplo, a meningite viral pode ser causada pelo vírus da herpes, o mesmo vírus que pode causar herpes labial e genital (embora as pessoas com herpes labial ou genital não corram um risco maior de desenvolver meningite por herpes).
 
Recentemente, o vírus do Nilo Ocidental, disseminado por picadas de mosquitos, se tornou uma causa de meningite viral em grande parte dos Estados Unidos.
 
Sintomas
 
- Febre e calafrios
 
- Alterações do estado mental
 
- Náusea e vômito  
 
- Sensibilidade à luz (fotofobia)
 
- Dor de cabeça muito forte
 
- Pescoço rígido (meningismo)

Outros sintomas que podem ocorrer com essa doença:
 
- Agitação
 
- Fontanelas protuberantes
 
- Perda de consciência
 
- Opistótonos
 
- Alimentação deficiente ou irritabilidade em crianças
 
- Respiração acelerada

A meningite é uma causa importante de febre em crianças recém-nascidas.
 
Exames e testes
 
- Hemograma
 
- Raio X do tórax
 
- Tomografia computadorizada da cabeça
 
- Coloração de Gram e cultura de LCR (líquido cefalorraquidiano)
 
- Punção lombar com medida da glicose e contagem de células no LCR
 
Foto: ADAM
Punção lombar
Tratamento
Os médicos receitam antibióticos para a meningite bacteriana. O tipo poderá variar de acordo com a bactéria que está causando a infecção. Os antibióticos não são eficazes na meningite viral.
 
Outros medicamentos e líquidos intravenosos são usados para tratar sintomas como inchaço do cérebro, choque e convulsões. É possível que algumas pessoas devam permanecer no hospital, dependendo da gravidade da doença e do tratamento necessário.
 
Evolução (prognóstico)
O diagnóstico e o tratamento precoces da meningite bacteriana são essenciais para prevenir o dano neurológico permanente. Em geral, a meningite viral não é grave, e os sintomas devem desaparecer em até 2 semanas sem complicações duradouras.
 
Complicações
 
- Dano cerebral
 
- Perda de audição ou surdez
 
- Hidrocefalia
 
- Perda da visão
 
Ligando para o médico
Se considerar que você ou seu filho tem sintomas da meningite, busque ajuda médica de emergência imediatamente. O tratamento precoce é a chave para um bom prognóstico.
 
Prevenção
- A vacina contra o Haemophilus (vacina HiB) em crianças ajuda a prevenir um tipo de meningite
 
- A vacina pneumocócica conjugada agora é uma vacina de rotina na infância e é muito eficaz na prevenção da meningite pneumocócica
 
- Os membros da família e outras pessoas em contato próximo com pessoas como meningite pneumocócica devem receber antibióticos preventivos para que não sejam infectados
 
A vacina meningocócica é recomendável para:
 
- Adolescentes de 11 a 12 e os que estão entrando no ensino médio (cerca de 15 anos) que ainda não receberam a vacina
 
- Todos os calouros de universidades que não foram vacinados e moram em dormitórios
 
- Crianças com menos de dois anos ou mais velhas que não tenham o baço ou que tenham outros problemas relacionados ao sistema imunológico
 
- Aqueles que viajam para países onde doenças causadas pelo meningococo são muito comuns (pergunte a seu médico)

Algumas comunidades realizam campanhas de vacinação depois de um surto de meningite meningocócica.

Referências
Swartz MN. Meningitis: bacterial, viral, and other. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007: chap 437.

Fonte iG

Surto de meningite entre gays preocupa departamento de saúde de NY

Os bares gays de NY viraram alvo das campanhas de
vacinação contra meningite
Alguns bares e clubes da cidade aderiram ativamente à campanha de prevenção da doença, oferecendo a vacina aos seus frequentadores
 
Quem estiver de viagem marcada para Nova York deve tomar a precaução de se vacinar contra meningite bacteriana aguda. Os casos da doença entre gays, alguns deles fatais, seguem sendo registrados desde agosto de 2010.
 
Conforme confirmaram médicos do Departamento de Saúde e Higiene Mental de Nova York e da Faculdade de Medicina Weill Cornell, há um surto mortal de meningite bacteriana afetando homens que têm relações sexuais com outros homens. Em alguns bares e clubes noturnos de Nova York, a vacina está sendo oferecida para os frequentadores.
           
Os casos da doença registrados em NY desde 2010 já somam 22, entre os quais sete fatais. A porcentagem de morte entre os gays é maior do que a registrada nos casos que atingem a população em geral. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, a meningite mata de 10 a 14% dos afetados. Entre os 12 homens que tiveram meningite e também eram HIV positivos, cinco morreram.
 
Los Angeles, na costa oeste americana, também registrou quatro casos de meningite na comunidade gay desde dezembro passado.
 
As consequências da doença podem ser severas. A bactéria invade o revestimento do cérebro e da medula espinhal, e pode causar incapacidade motora, surdez e danos cerebrais, ou levar à morte. Se entrar na corrente sanguínea, a bactéria pode causar septicemia.
 
Felizmente, existe vacina para a doença. "Seria interessante que as pessoas que estiverem indo para Nova York com planos de participar de eventos da comunidade gay conversassem com seus médicos sobre a indicação de uma vacina contra meningite", disse o Dr. Jay Varma, do departamento de saúde de NY, para a NBCNews.
 
Desde outubro do ano passado, a cidade de Nova York faz campanha de vacinação para atingir a mídia gay, os bares e a comunidade gay em geral. É evidente que os casos fatais envolvendo HIV positivos, que têm o sistema imune comprometido, são mais simples de explicar. Mas e quanto aos casos de mortalidade atingindo os gays que não têm HIV? Ainda não há uma boa resposta para essa pergunta.

Fonte iG