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domingo, 21 de julho de 2013

Redução da libido pode ser tratada com testosterona em mulheres

Transtorno do desejo sexual hipoativo causa perda de libido
Transtorno do desejo sexual hipoativo ocorre mais frequentemente próximo da menopausa
 
Os problemas sexuais são muito comuns nas mulheres e, nesses casos, a redução do desejo (libido) é frequentemente relatada. A causa mais comum da perda de libido é denominada transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH), que acomete, aproximadamente, 20% das mulheres. 
 
 Este transtorno caracteriza-se pela redução ou ausência do desejo sexual de forma persistente ou recorrente, que pode causar sofrimento acentuado e/ou sérios problemas de relacionamento afetivo. O diagnóstico é realizado pelo médico clínico, levando em consideração diversos fatores que podem afetar a resposta sexual. Pode ocorrer em mulheres que se encontram no período pré-menopausa ou pós-menopausa. Neste caso, inclui-se tanto a menopausa natural, quanto aquela subsequente à retirada cirúrgica dos ovários (ooforectomia bilateral).
 
O transtorno do desejo sexual hipoativo afeta de maneira significativa a qualidade de vida das mulheres. Deve-se considerar, entretanto, que boa parte daquelas que têm esse problema sofre, muitas vezes, em silêncio. As disfunções sexuais femininas frequentemente deixam de ser diagnosticadas pela inibição da paciente em relatar o problema, ou mesmo porque o médico se constrange no momento de investigar. Vale lembrar que esse diagnóstico é de especial importância, pois além de interferir de forma intensa na qualidade de vida, poder estar associado a problemas de saúde.
 
Pode ser causado por múltiplos fatores, entre os quais os psicossociais, culturais, conflitos de relacionamento, utilização de medicamentos (antidepressivos, hormônios femininos etc.), doenças agudas e crônicas e problemas hormonais (endócrinos).
 
O tratamento inclui desde a simples orientação até o auxílio com psicoterapia, medicamentos e reposição hormonal, de acordo com as necessidades de cada paciente. Sob o ponto de vista hormonal (endocrinológico), a testosterona, principal hormônio masculino, é fisiologicamente importante também para as mulheres. Vale ressaltar que os níveis de testosterona no sangue diminuem com o avanço da idade, sendo que no período do climatério ocorre uma redução mais acelerada, que pode contribuir para a diminuição da libido nestas mulheres. 
 
Vários estudos demonstraram que o tratamento com doses baixas de testosterona por via transdérmica diária (na forma de adesivos, cremes ou géis) é eficaz no tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres após a menopausa natural ou na que ocorre após a ooforectomia bilateral. As mulheres na pré-menopausa com redução da libido e baixos níveis de testosterona no sangue podem, também, ser beneficiadas. Além de ser capaz de melhorar o desejo sexual, o tratamento é seguro em curto prazo. Há estudos demonstrando ainda que o tratamento com testosterona pode trazer resultados favoráveis para ossos, músculos, função cognitiva e sistema cardiovascular nas mulheres. No entanto, a testosterona é contraindicada em mulheres com câncer de mama ou útero, bem como naquelas com doenças cardiovasculares e de fígado estabelecidas. 
 
Quando necessária, a testosterona deve ser utilizada na menor dose possível com o objetivo de aumentar seus níveis no sangue, sem, contudo, deixá-los acima do limite da normalidade. Os estudos mostram que isso pode ser obtido com um ?adesivo? de testosterona (300 mcg/dia) em mulheres na menopausa. Foi demonstrado, também, que um creme com testosterona (10 mg/dia) pode ser útil para as mulheres mais jovens. Esta estratégia reduz significativamente o risco de ações masculinizantes indesejáveis da testosterona, como, por exemplo, crescimento de pelos, aumento da oleosidade da pele, acne, alterações da voz, entre outros. Estas mudanças ocorrem com maior frequência quando são prescritos implantes e injeções de testosterona que podem aumentar demais os níveis desse hormônio.
 
Apesar dos resultados favoráveis desses estudos, deve-se enfatizar que as pesquisas para estabelecer a segurança de longo prazo dessa terapia, especialmente em relação às doenças cardiovasculares e ao câncer de mama, ainda estão sendo realizados. No presente momento, há vários estudos clínicos em andamento para avaliar de forma definitiva a segurança do tratamento por longos períodos. Seus resultados preliminares sugerem que a testosterona transdérmica é eficaz e segura para o tratamento do TDSH das mulheres que se encontram no período pós-menopausa.
 
Dessa forma, quando o TDSH está presente, após a exclusão de outras causas de redução da libido, tais como doenças psiquiátricas, problemas de relacionamento e doenças sistêmicas, o tratamento com doses baixas de testosterona por via transdérmica pode ser usado com segurança, pelo menos em curto prazo, para melhorar o desejo sexual e reduzir o sofrimento das mulheres na menopausa.
 
Por fim, deve haver uma conscientização por parte das pacientes e dos profissionais da saúde da importância de abordar esse problema sem constrangimentos, para que se possa diagnosticá-lo, tratá-lo e, assim, restabelecer o bem estar pessoal e o bom relacionamento afetivo.
 
Fonte Minha Vida

Vacina contra HPV pode proteger mulheres contra o câncer de garganta

Técnica manusei vacina em unidade de Saúde. Novos resultados podem tornar vacinação de meninos uma importante medida de saúde pública
Fotos: ASCOM/SESAU/AL
Técnica manuseia vacina em unidade de Saúde. Novos resultados
 podem tornar vacinação de meninos uma importante
 medida de saúde pública
O novo estudo reduziu em até 90% as infecções orais por HPV, indicando ainda a necessidade de vacinação de meninos
 
Um novo estudo da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), em parceria com pesquisadores da Costa Rica e Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI), mostrou, pela primeira vez, que a vacina contra o Papilomavírus vírus humano (HPV) dos tipos 16 e 18, usada para prevenir o câncer do colo do útero, também proporciona uma " forte proteção" contra infecções orais associadas aos cânceres da orofaringe e amígdalas.

O estudo, realizado na Costa Rica foi inicialmente concebido para avaliar a eficácia da vacina contra o câncer cervical. Mais tarde, incluíram a avaliação da eficácia em outros locais anatômicos, incluindo a cavidade oral, onde a pesquisa registrou uma redução das infecções orais com HPV 16 e 18 em mais de 90%.

Entre os anos de 2004 e 2005, um total de 7.4 mil mulheres saudáveis com idades entre 18 e 25 anos receberam a vacina HPV16/18 ou vacina contra hepatite A como controle. Os resultados mostraram que a vacina HPV16/18 reduziu em 93% a prevalência das infecções orais HPV16/18 4 anos após a vacinação.

O número estimado de novos casos de câncer de orofaringe (incluindo as amígdalas e a base da língua) é de cerca de 85 mil por ano, em ambos os sexos em todo o mundo, e os homens são quatro vezes mais propensos que mulheres a serem afetados. No entanto, a incidência de câncer de orofaringe aumentou significativamente nos últimos anos nos EUA e na Europa, particularmente entre os jovens.

O HPV é mais conhecido por causar câncer de colo do útero, que é o terceiro câncer mais comum em mulheres no mundo, com cerca de 530 mil novos casos e 275 mil mortes em 2008. Os tipo 16 e 18 estão também associados a uma variedade de cânceres como câncer de vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe.

Sexo oral
A maioria dos cânceres de orofaringe têm sido tradicionalmente ligada ao tabaco e consumo excessivo de álcool, mas 30% dos cânceres de orofaringe em todo o mundo são relacionados à infecção pelo HPV, ligada à práticas sexuais, como sexo oral.

Um estudo recente nos EUA mostrou que, nos últimos 20 anos, a taxa de detecção de HPV em amostras de tumores de orofaringe aumentou de 16% para 70%, levando os autores que estudam s postular que nas próximas décadas, nos EUA, pode haver mais casos de câncer de orofaringe do que de câncer cervical relacionados ao HPV.

Os resultados do nosso estudo demonstrou a eficácia da vacina na proteção da infecção oral por HPV em mulheres. Se resultados similares são observadas em homens, a vacinação dos meninos pode se tornar uma importante medida de saúde pública em áreas onde os cânceres de orofaringe relacionados ao HPV são relativamente comuns em homens, Rolando Herrero, pesquisador da IARC.
 
Fonte isaude.net

Especialistas alertam para danos emocionais que vício em tabaco pode trazer

Pesquisa mostra que emoções negativas como preocupação, stress, depressão e raiva são mais comuns entre fumantes que entre não-fumantes (Banco de Imagens / sxc.hu)
Pesquisa mostra que emoções negativas como preocupação,
stress, depressão e raiva são mais comuns entre fumantes
 que entre não-fumantes
Pesquisa norte-americana identificou que fumantes têm saúde emocional pior que não fumantes. Entrevistados tabagistas afirmaram sentir estresse, depressão e preocupação com mais frequência do que aqueles sem o vício
 
Como você se sentiu durante boa parte do dia de ontem? Irritado? Estressado? Feliz? Satisfeito com a vida? Respeitado? Triste? Foram esses alguns dos questionamentos que uma empresa de consultoria norte-americana fez a cerca de 83 mil entrevistados como parte de um índice da saúde emocional. O projeto separou fumantes de não fumantes e revelou que os amantes do cigarro relatam mais queixas sobre o cotidiano e a vida que pessoas sem o mesmo hábito.

Os dados do Gallup Healthways Well-Being Index são de 2012. De acordo com eles, cerca de 50% dos fumantes disse ter sofrido com estresse no dia anterior, contra 37% dos não-fumantes. A diferença continua entre as outras emoções negativas. Questionados sobre momentos de preocupação, 40% dos fumantes confirmaram ter experimentado o sentimento recentemente, assim como 28% dos não-fumantes. Outros 26% dos entrevistados que fumam também afirmaram sofrer de depressão, sendo que somente 15% do outro grupo relatou o mesmo.

A associação não é uma surpresa para especialistas. Além de ser, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o maior responsável por mortes evitáveis no mundo, o hábito de fumar também é um dos principais causadores de dependência química e, como consequência, um grande inimigo da saúde emocional.

Especialistas dizem que cigarro causa dependência comportamental, química e psicológica  (Banco de Imagens / sxc.hu)
Especialistas dizem que cigarro causa dependência
comportamental, química e psicológica
“Se a nicotina é capaz ou não de causar diretamente depressão e sentimentos como esses eu não sei, mas ela está relacionada a várias questões que diminuem a qualidade de vida. E falta de qualidade de vida causa depressão”, afirma o psiquiatra do Ambulatório de Dependência Química do Hospital das Clínicas, Gustavo Coutinho.

O médico ressalta que é importante entender que a questão é complexa. Segundo ele, a dependência é uma forma do indivíduo lidar com situações corriqueiras da vida. “A maioria das pessoas que a gente atende passa por situações estressantes, estão passando por depressão ou ansiedade e associam esses sentimentos ao cigarro, porque ele está perto na hora difícil. Então, quando a gente vai tratar o tabagismo, sempre temos que tratar eles de alguma forma a estimulá-los a melhorar sua qualidade de vida”, relata.
 
O psicólogo e coordenador do Programa de Controle do Tabagismo de Sabará, região metropolitana de BH, Wagner Prazeres dos Santos, acredita que o cigarro é um mantenedor do status de depressão e stress de seus usuários. "Como ele associou tudo ao alívio que o cigarro dá, quando aparece o estresse, ele fuma. Passa a ser a maneira dele enfrentar o problema. Ele se alivia no cigarro e é depende psicologicamente do que o cigarro traz para ele. É como um afeto que a pessoa passa a ter", diz.

No entanto, ainda não é claro se o ato de fumar causa problemas, como a depressão ou o estresse, ou se pessoas com esse tipo de problemas emocionais têm uma tendência maior de buscar o cigarro. "Na minha experiência prática vejo que quase 100% das pessoas que têm essa dependência são ansiogênicas, deprimidas ou têm depressão mascarada. Se isso deve-se exclusivamente ao tabagismo é difícil dizer", pontua Santos.

Falso alívio
O cigarro também traz consigo uma falsa impressão de alívio, o que faz seus usuários acharem que fumar ajuda a diminuir o estresse - quando, na verdade, o efeito pode ser o contrário. Um estudo britânico, publicado em 2010 pela revista Addiction, acompanhou 469 fumantes que foram hospitalizadas por problemas cardíacos e constatou que aqueles que decidiram parar de fumar tiveram quedas no nível de estresse.

Um grupo de 41% dos entrevistados conseguiu manter a abstinência durante um ano após as internações. Essas pessoas apresentaram uma redução de 20% nos níveis de estresse em relação aos registrados anteriormente, enquanto que para os participantes que voltaram a fumar os índices de tensão mudaram pouco. O estudo ainda afirma que, para algumas pessoas, fumar acaba contribuindo para o estresse crônico.
 
"O cigarro passa a ser para a pessoa um grande auxílio nos seus problemas diários. O fumante acha que o cigarro o acalma mas, na verdade, ele acelera o metabolismo. Ele é um excitante, que causa reações neuroquímicas no cérebro e dá a sensação de alívio e bem estar porque produz dopamina, um neurotransmissor ligado ao prazer", explica Santos.

O psicólogo ainda explica que por essa sensação de prazer ser tão frequente, o fumante passa a associar o hábito a uma espécie de 'lugar seguro'. "Ele causa uma dependência comportamental que é extremamente nociva", destaca.

O psiquiatra do HC Gustavo Coutinho ainda acrescenta: “A gente tem o costume de dizer que o tabagismo é mais que uma dependência química. Ele também uma dependência psicológica e um hábito aprendido pela repetição”.

Essa complexidade que envolve a dependência criada pela nicotina faz com que o tratamento envolva também o acompanhamento psicológico. Em Belo Horizonte, o Hospital das Clínicas ajuda pessoas abandonarem o vício por meio de trabalhos em grupo, medicamentos e acompanhamento terapêutico. “A gente não pode simplesmente querer tirar o que causa a dependência sem que a pessoa aprenda a lidar com seus problemas de forma saudável”, explica o psiquiatra.

Evitar as coisas que a pessoa associa ao cigarro é uma atitude que ajuda quem quer parar. Se a hora de fumar é associada ao álcool, por exemplo, a sugestão para o começo do período de abstinência é evitar beber também.
 
Fonte Correio Braziliense

Doenças venéreas resistem cada vez mais aos antibióticos, diz especialista

Cerca de 1.500 especialistas participam do Congresso Internacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e da AIDS
 
VIENA - Algumas doenças venéreas resistem cada vez mais aos antibióticos utilizados, de acordo com especialistas internacionais reunidos em Viena no Congresso Internacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da AIDS.

"Um dos problemas atuais no que diz respeito às doenças sexualmente transmissíveis é a resistência aos antibióticos, que é a primeira coisa que os médicos prescrevem, ou seja, as cefalosporinas", explicou à AFP a austríaca Angelika Stary, presidente do congresso.

"Temos observado, como em décadas passadas com outros antibióticos, um aumento da resistência às cefalosporinas, particularmente na Ásia, e isso está se desenvolvendo rapidamente em outros continentes", acrescentou.

Os 1.500 participantes da conferência discutiram esta questão, entre outras.

"A história nos mostra que depois de um certo tempo de tratamento com antibióticos, a resistência acaba acontecendo. Tal é o caso com a penicilina, por exemplo," acrescentou.

"Esperamos que em um futuro próximo teremos novos antibióticos com uma taxa de cura de 100%. Há novos antibióticos no horizonte", explicou.
 
Fonte Correio Braziliense

Mesmo sem novos casos há 5 meses, gripe aviária da China ainda é ameaça

Mesmo sem novos casos de infecção registrados há cinco meses, pesquisadores alertam que o H7N9 está ativo. Testes em laboratório detectam que a cepa do vírus mantém, inclusive, o potencial de ser transmitida entre mamíferos
 
No início do ano, um surto do vírus H7N9 obrigou as autoridades chinesas a fechar todos os tradicionais mercados de aves do país, na tentativa de evitar a reprise da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). A medida deu certo.
 
De fevereiro a 14 junho, não houve aumento no número de infecções — 132 casos confirmados, com 39 mortes. O micro-organismo, contudo, não está adormecido. Pelo contrário, segundo uma pesquisa financiada pelo próprio governo da China.
 
Experiências em laboratório mostraram que uma cepa do agente patógeno é transmissível entre ferrets por meio de partículas respiratórias. Como esses animais são mamíferos, em tese, isso mostra que o mesmo pode acontecer entre humanos, bastando um espirro ou uma tosse para que o H7N9 passe de uma pessoa para outra.

No estudo, cientistas da Academia Chinesa de Ciências Agrárias e do Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin isolaram vírus retirados de quase 11 mil amostras.
 
Os micro-organismo foram inoculados em ratos e ferrets para o estudo da composição genética deles, da ação dos patógenos nos hospedeiros e da forma de transmissão. O H7N9 pertence à família dos vírus H7, que têm uma característica perigosa.
 
Em aves, eles são muito hábeis em mutar de uma forma com baixa patogenia para uma altamente virulenta, o que ameaça a avicultura e, como demonstrou a pesquisa chinesa, pode representar um grave risco aos seres humanos.
 
Fonte Correio Braziliense