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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Saiba quais os cuidados para praticar exercícios físicos depois da gravidez

Saiba quais os cuidados para praticar exercícios físicos depois da gravidez Salmo Duarte/Agencia RBS
Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS
Musculação, caminhadas leves a moderadas e alongamento de
 braços e pernas são as práticas mais recomendadas          
Com alimentação e atividades adequadas, é possível recuperar a forma
 
Muitas mães podem ter dificuldade em recuperar as medidas após a gravidez. Mas com uma alimentação saudável e os exercícios físicos corretos, é possível perder os quilos a mais que vieram com a gestação.
 
De acordo com o clínico geral e fisiologista do exercício João Pinheiro, se a mulher já fazia atividade física durante a gravidez, as chances de ela retomar aos exercícios mais rápido são maiores.
 
— Após o parto normal, que tem recuperação rápida, a mulher pode voltar às atividades físicas em 15 dias, mas é importante que ela converse com o seu médico antes. Já para quem fez cesariana, a recuperação tende ser mais lenta, o ideal é que espere até um mês depois da cirurgia para começar a fazer atividades físicas leves que não forcem muito a musculatura abdominal — explica.
 
Musculação, caminhadas leves a moderadas e alongamento de braços e pernas são as práticas mais recomendadas. Atividades aeróbicas e exercícios de alongamento que tonifiquem a musculatura abdominal são recomendáveis, para trabalhar a barriga e evitar que ela fique flácida.
 
Quanto tempo depois do parto a mãe pode voltar a malhar?
Com os devidos cuidados e exercícios físicos adequados, é possível adaptar a atividade física à nova rotina. Mas, antes de iniciar qualquer prática, é importante que a mãe consulte o seu médico.
 
— Após a liberação do médico, a mulher deve escolher uma atividade moderada para não atrapalhar a produção de leite. O ideal é praticar um exercício aeróbio leve, alongamento, fazer um fortalecimento para a região pélvica, tonificar os abdominais e realizar movimentos específicos para a reorganização postural — aconselha o especialista.
 
Veja as recomendações do médico para que você recupere a forma com segurança:
 
— Exercite-se pelo menos três vezes por semana
 
— Inicie devagar e avance gradualmente no programa, sempre com o acompanhamento de um profissional
 
— Não prenda a respiração durante os exercícios
 
— Retorne gradativamente a sua rotina de exercícios, um mês após o parto
 
— Use roupas adequadas, que não apertem a barriga e outras que reforcem os seios
 
— Em dias de sol quente, exercite-se em horários mais frescos
 
— Beba muita água
 
— Monitore o seu pulso, de acordo com a orientação do profissional
 
— Não deite sobre a sua barriga após os três primeiros meses
 
— Não faça exercícios de alto impacto
 
Fonte Zero Hora

Governo está seguro sobre viabilidade jurídica do Mais Médicos, diz secretário

Brasília - Um dia antes do encerramento do primeiro ciclo de inscrições no Programa Mais Médicos, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, reafirmou ontem (24) que a pasta está segura em relação à viabilidade jurídica da iniciativa. Ele disse que o governo ainda não foi notificado sobre a ação civil pública apresentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) contra a União, pedindo a suspensão do programa.
 
Terça-feira (23), em resposta à ação, a Justiça Federal estabeleceu um prazo de 72 horas para que a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifeste a respeito do programa. De acordo com a assessoria da Seção Judiciária do Distrito Federal, o prazo passará a contar a partir da intimação da União, o que, segundo a AGU, ainda não ocorreu. Na última quinta-feira (18), o Supremo Tribunal Federal também deu prazo de dez dias para o Executivo explique a edição da Medida Provisória 621/2013, que institui o Programa Mais Médicos.
 
"Não fomos ainda notificados dessa ação judicial. Evidentemente, na medida em que a Justiça pede informações, a AGU e o governo vão prestar todas as informações necessárias. Temos a segurança de todo o arcabouço jurídico normativo construído para dar sustentação ao Mais Médicos", disse ele, ao participar, nesta quarta-feira, do programa Brasil em Pauta, coordenado e produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.
 
O secretário enfatizou que o Mais Médicos é "fundamental" para organizar e qualificar os níveis de atenção à saúde. Ele destacou que, na medida em que reforça e amplia a assistência básica, levando médicos generalistas para mais perto da população, a iniciativa também vai ajudar a desafogar o atendimento em hospitais e em centros especializados, pois os profissionais contratados poderão diagnosticar precocemente problemas de saúde e atuar de forma mais eficaz na prevenção.
 
Mozart Sales reiterou que o governo federal está aberto ao diálogo com as entidades de classe que têm reagido contrariamente ao programa. Elas criticam, principalmente, o fato de o Mais Médicos prever a contratação de estrangeiros, caso as vagas não sejam totalmente preenchidas por profissionais brasileiros, sem a revalidação do diploma.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, 1.874 municípios aderiram ao programa até segunda-feira (22) para receber os profissionais. Os números atualizados sobre os médicos inscritos, no entanto, só serão divulgados após o encerramento do primeiro ciclo de cadastramento, que termina amanhã.
 
Depois de receber denúncias de sabotagem ao Mais Médicos, o Ministério da Saúde passou a exigir que os candidatos apresentem, no ato da inscrição, uma declaração de que vão deixar a vaga de residência médica ou do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) para atuar no novo programa.
 
O Mais Médicos foi lançado pelo governo federal este mês visa a levar profissionais para atuar por três anos na periferia das grandes cidades e nos municípios do interior. O Ministério da Saúde pagará aos profissionais bolsa de R$ 10 mil.

Veja a tabela com o número de municípios inscritos no programa:

Programa Mais Médicos*
Estado
Municípios Inscritos
Total de Municípios no Estado
Acre 13 22
Amapá 6 16
Amazonas 14 62
Mato Grosso do Sul 26 78
Goiás 83 246
Mato Grosso 37 141
Pará 58 143
Alagoas 35 102
Rondônia
30 52
Bahia
184 417
Ceará
82 184
Roraima
2 15
Maranhão
64 217
Paraíba
43 223
Tocantins
32 139
Pernambuco 72 185
Piauí
105 223
Rio Grande do Norte
41 167
Espírito Santo
17 78
Minas Gerais
303 853
São Paulo
139 645
Paraná
154 399
Rio Grande do Sul
207 496
Santa Catarina 80 293
Rio de Janeiro
27 92
Sergipe
20 75
O Distrito Federal também registrou inscrição no Mais Médicos
*As inscrições foram registradas até a última segunda-feira (22). Os dados são do último balanço do Ministério da Saúde.

Fonte Agência Brasil

Com curso de medicina da UFFS, MEC acelera expansão da oferta de vagas

Brasília – Após anunciar a expansão de vagas e criação de cursos de graduação em medicina em instituições federais de educação superior, o Ministério da Educação (MEC) autorizou a abertura de curso de medicina com 40 vagas na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).
 
O curso de bacharelado em medicina será ministrado no campus de Passo Fundo (RS). A autorização está na Portaria 323 publicada na edição de ontem (24) do Diário Oficial da União.
 
O curso será avaliado periodicamente pela Comissão Especial de Avaliação de Escolas Médicas (Ceaem) a ser instituída pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior.
 
A política para expandir vagas e criar cursos de medicina definida ontem (24) pelo MEC está relacionada ao Programa Mais Médicos que tem, entre os objetivos, o de aumentar o número de vagas nos cursos de medicina e levar médicos para o interior do país e para a periferia das capitais. A expectativa do governo federal é criar mais 11.447 vagas de graduação em medicina até 2017, sendo 3.615 em instituições federais.
 
De acordo com as regras anunciadas pelo MEC, o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) deverá ser o elemento central do projeto pedagógico dos cursos. A partir de agora, as universidades públicas e privadas só poderão ofertar vagas caso atendam a requisitos como ter número de leitos disponíveis por aluno maior ou igual a cinco, existência de estrutura de urgência e emergência e pelo menos três programas de residência médica em especialidades fundamentais. Até agora, foram mapeados 60 municípios com as condições necessárias para ofertar vagas de graduação em medicina.
 
Fonte Agência Brasil

Vício em sexo pode não ser doença

A existência de vício em sexo é controversa e o transtorno
não foi incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais (DSM)
Novo estudo americano sugere que pessoas classificadas como "viciadas" em sexo podem simplesmente ter muita energia sexual
 
A expressão "vício em sexo" costuma ganhar atenção imediata quando usada para explicar alguma excentricidade romântica, especialmente quando a afirmação parte de uma celebridade. No entanto, uma nova pesquisa americana coloca em dúvida se as pessoas podem realmente ser "viciadas" em sexo.
 
O novo estudo da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, sugere que esse "vício" pode ser uma energia sexual exacerbada.
 
"É a primeira vez que cientistas estudam especificamente respostas do cérebro de pessoas que se identificam como tendo transtorno hipersexual, que é o chamado ‘vício em sexo’", afirma a autora do estudo Nicole Prause, pesquisadora do departamento de psiquiatria da UCLA, em um comunicado de imprensa da universidade.
 
Controvérsia              
Vício em sexo geralmente é diagnosticado em pessoas que têm desejos sexuais que parecem fora de controle, que se envolvem com frequência em comportamentos sexuais, que sofreram consequências, tais como divórcio ou ruína econômica, como resultado de seus hábitos sexuais e que não conseguem interromper esses comportamentos.           
                          
No entanto, a existência de vício em sexo é controversa e o transtorno não foi incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), considerado a "bíblia" dos psicólogos e psiquiatras, que foi recentemente atualizado.
 
No novo estudo, a equipe de Prause analisou respostas do cérebro de 39 homens e 13 mulheres, com idades entre 18 e 39 anos, cujas pontuações em questionários sobre comportamentos e hábitos sexuais foram semelhantes às de pessoas que procuraram tratamento para hipersexualidade.
 
"Apresentamos um conjunto de fotografias para os voluntários. Essas imagens foram cuidadosamente escolhidas para evocar sentimentos agradáveis ​​ou desagradáveis", explicou Prause. "As fotos incluíam imagens de corpos desmembrados, pessoas preparando refeições, gente esquiando e, claro, sexo. Algumas das imagens sexuais eram românticas, enquanto outras mostravam a relação explícita entre um homem e uma mulher."
 
O pensamento por trás do experimento foi que, se uma pessoa fosse realmente viciada em sexo, as imagens de conteúdo sexual produziriam um aumento na atividade cerebral - da mesma forma que imagens de cocaína já foram mostradas para viciados em drogas para alterar suas atividades cerebrais.
 
No entanto, "a resposta do cérebro às imagens sexuais não foi prevista por qualquer das três medidas do questionário de hipersexualidade," de acordo com Prause. "A resposta do cérebro era apenas relacionada com desejo sexual. Em outras palavras, hipersexualidade parece não explicar as respostas do cérebro a imagens sexuais mais do que apenas ter uma libido em alta.”
 
"Potencialmente, esta é uma descoberta importante", disse Prause. "Se o nosso estudo puder ser repetido, estes resultados representariam um grande desafio para as teorias existentes de ‘vício’ em sexo." O estudo foi publicado este mês na revista “Socioaffective Neuroscience and Psychology”.        
    
Fonte Delas

Estudo associa ômega 3 ao câncer de próstata

Getty Images
Tipos de ômega 3 presentes em carne de peixe foram associados
 a maior risco de câncer de próstata
Tipos de óleo presentes em carne de peixe estão relacionados com a ocorrência da doença em um estudo com mais de 800 pacientes
 
Os ácidos graxos ômega 3 apresentam diversos benefícios comprovados à saúde. Entretanto, eles também podem trazer riscos, incluindo o aumento do risco de câncer de próstata.
 
Em um estudo prospectivo de 9 anos, cientistas do Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, de Seattle, retiraram amostras de sangue de 834 homens com diagnóstico de câncer de próstata e 1.393 sem qualquer câncer. Publicado online no periódico The Journal of the National Cancer Institute, o estudo considerou mais de uma dezena de fatores de risco de câncer.
 
Para os homens cujos níveis de ômega 3 os posicionavam no quartil superior, o risco de câncer de próstata de baixo grau aumentava 44 por cento e o risco de câncer de próstata de alto grau, 71 por cento, em comparação com os homens que estavam no quartil inferior. Eles descobriram associações entre a doença e três tipos de ômega 3: ácido ecosapentanoico (EPA), ácido docosahexanoico (DHA) e o ácido docosapentanoico (DPA), encontrados em peixes e suplementos de óleo de peixe, mas não encontraram relação com o ácido alfa linolênico, proveniente da semente de linhaça.           
                          
Essas descobertas foram obtidas por meio de associações e não implicam em causalidade. Entretanto, de acordo com Theodore M. Brasky, principal autor do estudo que atualmente atua na Universidade do Estado de Ohio, os ácidos graxos ômegas 3 podem afetar a expressão do gene e, em doses altas, favorecer da oxidação ou suprimir a imunidade, fatores que podem levar ao aparecimento de um câncer.
 
Todavia, ele acrescentou que um possível "aumento do risco de câncer de próstata não elimina os efeitos benéficos para as outras doenças".             
Fonte iG