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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Na véspera do fim das inscrições, apenas 45% das cidades aderiram ao programa Mais Médicos

Segundo a pasta, 34% dos municípios estão em regiões de "maior vulnerabilidade social"
 
A um dia do fim das inscrições ao programa Mais Médicos, 45% das cidades haviam aderido ao programa, de acordo com balanço do Ministério da Saúde divulgado na tarde desta quarta-feira (24). O pacote anunciado pelo governo federal tem como objetivo levar especialistas às regiões carentes, sobretudo nos municípios do interior e na periferia das grandes cidades.
 
Segundo a pasta, o número representa 2.552 municípios. Do total que aderiu à iniciativa, 887 (34%) estão em regiões de maior vulnerabilidade social e, por isso, consideradas prioritárias. E 34% das cidades (867) estão na região Nordeste. O Sudeste contou com 652 municípios participantes e o Sul, 620. Norte e Centro-Oeste registraram 207 e 206, respectivamente.
 
As inscrições seguem abertas nesta quinta-feira (25).
 
Ministro viaja para "salvar programa"
Desde a semana passada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com ajuda de seus secretários, tem viajado o País com objetivo de “estimular a adesão dos municípios” ao pacote do governo federal. Ele já foi a São Paulo (SP), Salvador (BA), Montes Claros (MG), Amazonas (MA), Belém (PA). Representantes da pasta e até a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres foram escalados e estiveram em Fortaleza (CE), Recife (PE) e Porto Alegre (RS).
 
Ações na Justiça
Nesta terça-feira (23), a AMB (Associação Médica Brasileira) entrou com uma ação na Justiça Federal pedindo a anulação do programa Mais Médicos. No pedido, a AMB questiona a falta de urgência e relevância do pacote do governo e a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil sem a validação de diplomas.
 
A Fenam (Federação Nacional dos Médicos), entidade que congrega os sindicatos da categoria, também ajuizou na nesta terça-feira uma ação civil pública na Justiça Federal contra o Programa Mais Médicos.
 
Na semana passada, o CFM (Conselho Federal de Medicina) ingressou com ação na Justiça Federal contra o programa Mais Médicos, anunciado pelo governo federal, em 9 de julho. O CFM questiona a vinda dos médicos estrangeiros sem validação de diplomas, a falta de comprovação do domínio da língua portuguesa pelos candidatos e criação do que chamou de "subcategorias de médicos, com limitação territorial".
 
Fonte R7

George H.W. Bush raspa o cabelo em solidariedade a criança com leucemia

Photo courtesy of Office of George Bush       
O ex-presidente George H. W. Bush (1989-1993) raspou o cabelo em solidariedade ao filho de um de seus guarda-costas, uma criança de dois anos portadora de leucemia, informou nesta quarta-feira seu porta-voz, Jim McGrath, em comunicado.
 
Bush, de 89 anos, tomou a decisão após saber que vários membros de sua equipe de segurança tinham raspado o cabelo na última semana, como demonstração de apoio a Patrick, filho de Jon, um de seus guarda-costas. Em uma fotografia divulgada por seu escritório, Bush aparece sorridente e sentado em sua cadeira de rodas com Patrick em seu colo e o cabelo completamente raspado.
 
O ex-mandatário disse que "tinha sido muito fácil para ele fazer isso", assegurou McGrath à emissora "CBS". Bush e sua esposa Bárbara perderam sua primeira filha Robin por causa da leucemia em 1953, quando a menina tinha só três anos, e dedicaram grandes esforços durante toda sua vida a iniciativas relacionadas com pesquisas sobre o câncer.
 
Os guarda-costas de Bush lançaram um site, www.patrickspals.org, para ajudar com as contas médicas do menino, ao qual o ex-mandatário e sua esposa já contribuíram com uma doação. Além disso, o grupo organizou uma corrida de moto beneficente através do estado do Maine para o próximo dia 10 de agosto, seguida de um leilão para arrecadar fundos para os tratamentos de Patrick, informou o escritório do ex-presidente.

Fonte Efe/R7

Vagas disponíveis para instrumentador cirúrgico e auditor médico

A Randstad, prestadora de serviços na área de recursos humanos, divulgou duas vagas para profissionais de saúde.
 
São elas:

- Instrumentador Cirúrgico, com horário flexível;

- Auditor Médico, para 30 horas semanais.
 
Ambas as vagas exigem que o candidato tenha fácil acesso à Santo André, na região metropolitana da capital paulista.
 
Outras informações, incluindo salário e benefícios, não foram informados.
 
Interessados podem enviar currículo para gisele.lopes@randstad.com.br.
 
Fonte SaudeWeb

Distribuição de remédios contra o câncer desafia seguradoras

Estudo mostrou que entregar o medicamento ao paciente e
deixar que ele mesmo administre o consumo conforme prescrição
 de seu médico, não produz o resultado desejado
Por Gustavo Guimarães*
 
Embora a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) há algum tempo já viesse estudando essa possibilidade e no Congresso esteja em tramite projeto de lei que caminha na mesma direção, deve ter sido uma “grande surpresa” para as empresas de planos de saúde a decisão da agência reguladora em obrigá-las a fornecer aos seus beneficiários em tratamento oncológico nada menos do que trinta e seis medicamentos orais para tratar diferentes tipos de câncer. Até então, vale lembrar, as operadoras estavam obrigadas somente a cobrir os medicamentos ambulatoriais.
 
A decisão da ANS logicamente impacta, de forma distinta, todos os públicos vinculados ao tratamento do câncer. Para uns de forma muito positiva; para outros, nem tanto. São várias as razões que motivam essas diferenças de percepções, mas o nosso espaço e tempo, curto e escasso, não permitem abordá-las sob todos os ângulos que gostaríamos. Porém, aproveitando experiências levadas a cabo nos Estados Unidos, onde já acontece a distribuição desses medicamentos, considero importante a reflexão de alguns pontos.
 
Estudo publicado no Oncology Business Review, edição de março de 2008 (a defasagem de tempo não invalida a lição) e assinado por Jessica Wapner, mostrou que entregar o medicamento ao paciente e deixar que ele mesmo administre o consumo conforme prescrição de seu médico, não produz o resultado desejado. Foram constatados problemas sérios de aderência ao tratamento, assim como ausência de estrutura nos consultórios médicos para monitorar, na casa dos pacientes, o uso correto dos agentes orais. De acordo com o estudo, muitos oncologistas deixaram de prescrever os agentes orais por causa do risco de não aderência ao tratamento por parte dos pacientes.
 
A hesitação dos oncologistas em prescrever os agentes orais, mostra o estudo do OBR, afeta de maneira contundente a indústria farmacêutica, que gasta milhões desenvolvendo as formulações, e as empresas de planos de saúde, que terão seus custos ampliados pela não aderência ao tratamento por parte de seus beneficiários. Neste sentido, sem dúvidas o cenário é cinza, e parece que nos deixa numa encruzilhada. Sorte que o estudo foi realizado há 5 anos (2008) e as lições que deixou (conforme frisei acima) apontam para soluções eficazes nos dias de hoje.
 
A determinação da ANS deve entrar em vigor a partir de janeiro de 2014. Até lá as operadoras de saúde tem de estar devidamente estruturadas de forma a atender com qualidade e eficácia a nova determinação. A ANS não definiu a forma de distribuição dos medicamentos, função que ficará a cargo das próprias operadoras. Até onde se sabe, estão em estudo duas possibilidades: a primeira é a entrega direta ao usuário, por meio de farmácias conveniadas; a segunda, por reembolso do recurso dispendido na compra do medicamento.
 
O trabalho desenvolvido pela OBR mostra de forma cabal que as duas opções de distribuição dos medicamentos que estão sendo avaliadas pelas operadoras de saúde apresentarão os mesmos problemas detectados pelo estudo em 2008, nos Estados Unidos, ou seja, a falta de aderência ao tratamento pelo paciente.
 
A solução encontrada no mercado americano, e que também já é oferecida no mercado brasileiro, foi destinar o controle sobre a distribuição dos agentes oncológicos orais para empresas especializadas no benefício farmácia e que também oferecem o serviço de supervisão do tratamento, função não encontrada nas farmácias de varejo. Adicionalmente, de acordo com o estudo da OBR, o gerenciamento da terapia medicamentosa e de programas de acompanhamento instituídos pelas empresas especializadas nesta área requerem protocolos específicos de tratamento, que aumentam sua eficácia e garantem a segurança do paciente.
 
A experiência nos EUA, além de servir como alerta, aponta caminhos interessantes que merecem ser avaliados pelas operadoras de saúde que operam no Brasil. A escolha certa pode lhes propiciar redução considerável de custos e tratamento oncológico mais seguro e potencialmente mais custo-efetivo para os seus beneficiários, vindo a colher de fato os frutos que a iniciativa pode oferecer aos pacientes com esta necessidade.
 
* Gustavo Guimarães é médico infectologista, especialista em estudos clínico-epidemiológicos e diretor técnico da Funcional.
 
Fonte SaudeWeb

Brasileiros se preocupam com violação de dados no setor de saúde

Brasileiros se preocupam com violação de dados no setor de saúde
Pesquisa da Unisys mostram que 93% consideram questão da segurança na área, a frente de bancos (84%) e órgãos governamentais (81%)
 
Uma pesquisa realizada pela Unisys revelou que a maior preocupação dos brasileiros quanto à quebra de sigilo de dados pessoais repousa sobre as organizações de saúde, superando bancos e órgãos governamentais. O estudo anual Unisys Security Index ouviu mais de 11 mil pessoas de 12 países sobre as atitudes dos consumidores em diversos aspectos relacionados à segurança.
 
Quando perguntados sobre ameaças relacionadas à violação de dados causada pela perda acidental, roubo ou a ação de hackers a empresas e entidades que hospedam dados pessoais, 93% dos brasileiros afirmaram se preocupar com essa questão nas empresas da área de saúde. O resultado coloca o País com o mais elevado nível de preocupação nesse quesito entre as 12 nações do estudo, superando México (86%) e Espanha (81%).
 
De acordo com a pesquisa, a maioria dos brasileiros ouvidos também possui elevado grau de preocupação com quebra de sigilo de dados em bancos (84%) e órgãos governamentais (81%). Em seguida aparecem os provedores de telecomunicações e serviços de internet (78%) e, por último, hotéis e companhias aéreas (59%).
 
Italo Cocentino, diretor de projetos estratégicos da unidade de tecnologia, consultoria e soluções de integração (TCIS) da Unisys na América Latina, diz que o resultado contraria a média mundial, que em geral considera o setor de saúde um dos mais seguros na guarda de dados pessoais. Segundo ele, casos recentes envolvendo fraudes em pontos eletrônicos por médicos podem ter contribuído para o resultado.
 
O diretor diz que contribui o aumento na utilização de sistemas de registro de dados de saúde no formato eletrônico por parte de hospitais, clínicas e laboratórios de diagnóstico, e que é importante que essas organizações invistam em soluções de segurança que protejam os registros dos pacientes.
 
Fonte SaudeWeb