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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Cigarro mentolado é mais difícil de largar, diz estudo

Cigarro mentolado causa uma dependência maior
Produto representa cerca de 25% do total de vendas de cigarro nos EUA
 
Os reguladores americanos publicaram uma revisão científica de dados, mostrando que os cigarros mentolados são mais difíceis de largar do que os normais. Nesse sentido, solicitaram informação pública sobre uma possível proibição desse produto.
 
Os cigarros de sabor mentolado não estão vinculados a um maior risco de doença, mas representam um risco de saúde maior do que os observados nos cigarros não mentolados, afirmou a FDA (Food and Drug Administration), agência que administra os alimentos e os remédios nos EUA.
 
A FDA  afirmou que busca informação adicional que ajude a agência a tomar decisões mais bem informadas sobre os cigarros mentolados, com esse objetivo, abre um período de 60 dias para receber comentários públicos relacionados a possíveis opções regulatórias.
A revisão independente da FDA e a literatura científica disponível mostra que os novos fumantes preferem "substancialmente" os cigarros mentolados, declarou 
 
— Os fumantes desse tipo de cigarro têm mais probabilidade de fumar seu primeiro cigarro cinco minutos depois de acordarem, o que sugere que o sabor mentolado está vinculado a uma dependência maior. 
 
Além disso, para os fumantes de mentolados, em especial os afro-americanos, foi mais difícil parar de fumar do que para aqueles que fumam cigarros normais.
 
— Isso é consistente com as observações de que os fumantes de cigarro mentolado parecem depender mais da nicotina do que os que não fumam mentolados, o que pode ser um importante fator para conseguir deixar de fumar.
 
Os cigarros mentolados representam cerca de 25% do total de vendas nos EUA e são particularmente populares entre os jovens fumantes afro-americanos, como mostra a investigação.
 
— Os cigarros mentolados apresentam problemas de saúde pública.

Declarou a comissária da FDA, Margaret Hamburg.
 
— A FDA está comprometida com um enfoque baseado na ciência, que se ocupa das questões de saúde pública apresentadas pelos cigarros mentolados, e a opinião pública nos ajudará a tomar decisões mais (bem) informadas sobre como tratar desse importante assunto no futuro. 
 
A associação Campaign for Tobacco-Free Kids disse que a última revisão científica é "sólida":

— Ela deve pressionar a FDA a reagir o mais rápido possível para proibir os cigarros mentolados nos EUA.
 
As descobertas reproduzem as do Comitê de Assessoramento Científico de Produtos de Cigarro da FDA, que em março de 2011 concluiu que eliminar o cigarro mentolado do mercado beneficiaria a saúde pública.
 
O consumo de cigarro mata mais de 400 mil pessoas anualmente nos Estados Unidos e custa US$ 96 bilhões à saúde pública, de acordo com dados da Campaign for Tobacco-Free Kids. 
 
Fonte AFP/R7

Governo quer que faculdades de medicina façam investimentos no SUS

Instituições privadas que quiserem criar novos cursos de medicina terão de fazer investimentos financeiros no Sistema Único de Saúde (SUS). Além do projeto pedagógico, corpo docente e infraestrutura, esse será um dos critérios a ser analisado pelo Ministério da Educação nas propostas dos novos cursos, cuja criação será acompanhada desde a proposta até o reconhecimento do curso, com visitas anuais.
 
O edital informando as áreas onde serão liberados novas faculdades deve sair em setembro. No próximo mês o governo abre uma discussão pública sobre as novas exigências.

Desde o início do ano, o MEC mudou a forma de criação de novas vagas em medicina. Em vez de receber propostas das instituições e apenas analisar a qualidade, o ministério passará a abrir editais oferecendo regiões e municípios onde há espaço para criação de cursos, com base na quantidade de leitos do SUS, de médicos e de vagas existentes na área. Os interessados terão que apresentar uma proposta e a melhor será selecionada.

Entre os critérios já conhecidos de qualidade acadêmica, o MEC incluiu a proposta financeira. Por usarem o sistema SUS para qualificarem seus cursos - as faculdades de medicina precisam ter leitos e atendimento de urgência e emergência para o estágio dos seus alunos - as instituições terão que fazer investimentos no sistema. "É uma contrapartida. Se as instituições usam o sistema para qualificar seus cursos, devem contribuir", afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

A outra parte da proposta financeira é o valor da mensalidade. Em casos de projetos semelhantes, a instituição que fizer maior aporte financeiro e menor mensalidade será a vencedora.

A meta do governo é criar 11.447 vagas novas até 2016, 7.832 delas em cursos privados, o restante em faculdade federais. Das 3.615 vagas públicas, 1.615 já foram mapeadas pelo MEC e os municípios, selecionados. A intenção é abrir faculdades de medicina em 60 novas cidades. Hoje, elas se concentram em apenas 57 municípios.

O processo de criação também será alterado. Hoje, a proposta apresentada pelas instituições é analisada por uma comissão de especialistas e autorizado. A visita in loco só é feita, geralmente, depois de cinco anos, no processo de reconhecimento. Agora, haverá uma visita prévia aos locais selecionados pelo MEC para que se garanta que a estrutura do SUS realmente existe e funciona, e depois visitas anuais às instituições para garantir que o projeto aprovado está sendo implementado. O sistema, por enquanto, vale apenas para os novos cursos.
 
Fonte Estadão Conteúdo

Pacientes com câncer devem ter cuidados especiais no inverno

Geraldo Bubniak/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Medicação provoca queda de imunidade e sensibilidade ao frio
Medicamentos usados em quimioterapia costumam acentuar sensibilidade ao frio
 
Com as baixas temperaturas do inverno, os pacientes que estão em tratamento contra o câncer devem ter atenção especial à saúde. Os medicamentos quimioterápicos acentuam a sensibilidade ao frio, provocando sensação de formigamento e choque, principalmente na região das mãos e dos pés.   
 
De acordo com o Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), a medicação também provoca queda de imunidade, aumentando o risco de infecções respiratórias como sinusite e resfriados.    
 
Para prevenção, é essencial lavar bem as mãos com água e sabão, diversas vezes ao dia, além de evitar ambientes fechados e climatizados.
 
Também é importante manter-se agasalhado e reforçar a proteção das extremidades com o uso de luvas, gorros, tocas de lã e meias grossas. 
 
O consumo de chás e outras bebidas quentes também ajuda a manter a temperatura do corpo.
 
Outras recomendações simples, mas importantes, são o consumo de alimentos frescos de e tomar muita água e outros líquidos.   
 
Os pacientes que estão internados não devem receber visitantes que estejam com os sintomas da gripe. 

Fonte R7

Sobram vagas em concurso para médicos em Sorocaba

O prazo para adesão se encerra nesta quinta-feira, 25
Um concurso aberto pela prefeitura de Sorocaba para suprir a falta de médicos no sistema municipal de saúde não conseguiu preencher o total de vagas oferecidas. Apenas 149 profissionais de medicina foram aprovados para os 189 postos criados no município, conforme o resultado divulgado nesta quarta-feira. A remuneração básica é de R$ 55 por hora.

O secretário municipal de Saúde, Armando Raggio, reconheceu que está difícil suprir a falta de médicos em algumas especialidades. A carência de profissionais levou o município a aderir ao programa federal Mais Médicos, que prevê, entre outras medidas, a contratação de profissionais estrangeiros. O prazo para adesão se encerra nesta quinta-feira, 25.

O processo de seleção começou com 246 inscritos, mas 56 médicos deixaram de fazer a prova e 41 candidatos foram reprovados. Na área de pediatria, que tinha 25 vagas, apenas dez se inscreveram e seis foram habilitados. Das 33 vagas criadas para o plantão pediátrico, só duas foram preenchidas. Também foram habilitados 13 profissionais para as 29 vagas em ginecologia. Os aprovados devem ser convocados no início de agosto.

Em caráter emergencial, a prefeitura está contratando sem concurso dez médicos para reforçar os plantões nas unidades pré-hospitalares, onde a falta de profissionais causou revolta e até depredações nas últimas semanas. Para aumentar o interesse, os horários e locais de atendimento serão mais flexíveis.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região, Antonio Sérgio Ismael, atribuiu a falta de interesse à baixa remuneração e às condições de trabalho nas unidades de saúde. Este ano, ocorreram casos de ameaças e até agressões contra profissionais. Segundo Ismael, na rede privada o médico recebe de R$ 80 a R$ 100 por hora.
 
Fonte Estadão Conteúdo

Vendas de genéricos somam R$ 6,3 bi no 1º semestre

As vendas de medicamentos genéricos no Brasil somaram R$ 6,3 bilhões no primeiro semestre deste ano, conforme divulgou nesta quarta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base nos dados do IMS Health. O número representa crescimento de 23,5% ante o mesmo período de 2012. Em volume de unidades, as vendas tiveram alta de 16%, chegando a 373,2 milhões de itens.

A PróGenéricos destaca ainda a grande participação das regiões Sul e Sudeste, que juntas respondem por 80% das vendas. De acordo com levantamento divulgado nesta quarta e que considera as vendas até dezembro de 2012, o Sudeste responde por aproximadamente 67% do mercado de genéricos e o Sul por mais 13%.

A entidade destaca que o setor continua em expansão, embora o ritmo de crescimento este ano esteja mais fraco. Historicamente, essa indústria vinha crescendo entre 20% e 25% em volume de unidades e os fabricantes esperavam desempenho melhor este ano. No primeiro semestre de 2012, o faturamento com venda de genéricos havia crescido 33,1% na comparação com o ano anterior e, em volume, a alta havia sido de 21,7%.

Para o segundo semestre deste ano, há expectativa de aceleração. A PróGenéricos espera que o setor encerre 2013 com 20% de crescimento em unidades vendidas.

A performance dos genéricos ainda é mais acelerada que a do mercado de medicamentos como um todo. Em dólares, a indústria brasileira movimentou US$ 13,4 bilhões em vendas e apresentou crescimento de 6,3% no primeiro semestre de 2013. Sem os genéricos, o crescimento teria sido de 4,3%.

O setor espera que os genéricos atinjam 30% de market share no mercado de medicamentos ainda no primeiro semestre de 2014. Para 2020, a PróGenéricos prevê que
 
Fonte Estadão Conteúdo