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sábado, 27 de julho de 2013

Câncer de pele

Foto: ADAM
Estrutura da pele
Definição
O câncer de pele é um aumento incontrolável de células cutâneas anormais. Se não forem verificadas, essas células cancerosas poderão se espalhar da pele para outros tecidos e órgãos.

Existem diferentes tipos de câncer de pele. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum. O melanoma é menos comum, entretanto mais perigoso.
 
Causas, incidência e fatores de risco

A camada mais externa da pele, a epiderme, é composta por diferentes tipos de células.

Os cânceres de pele são classificados de acordo com o tipo de células epidérmicas presentes:
 
- O carcinoma basocelular se origina do crescimento anormal de células na camada mais profunda da epiderme e é o tipo mais comum de câncer de pele
 
- O carcinoma de células escamosas se refere a alterações nas células presentes na camada central da epiderme
 
- O melanoma ocorre nos melanócitos (células que produzem pigmento) e é menos comum do que o carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas, porém, é o tipo mais perigoso. É a principal causa de morte decorrente de doenças de pele
 
Foto: ADAM
Melanoma no pescoço
O melanoma no pescoço (identificado na figura ao lado) tem diversas cores, com uma área escura pigmentada no centro. Ele possui bordas irregulares e parece ter mais de 0,5 cm. O prognóstico em melanoma é mais bem definido por sua profundidade durante a ressecção.
 
O câncer de pele pode ser classificado como melanoma ou não melanoma. O carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas são os cânceres de pele não melanoma mais comuns. Outros tipos de cânceres não melanoma são sarcoma de Kaposi, carcinoma de célula de Merkel e linfoma cutâneo.
 
O câncer de pele é a forma mais comum de câncer nos Estados Unidos.
 
Os fatores de risco conhecidos do câncer de pele incluem os seguintes:
 
- Compleição: O câncer de pele é mais comum em pessoas de pele, cabelos e olhos claros
 
- Genética: Ter um histórico familiar de melanoma aumenta o risco de ocorrência desse câncer
 
- Idade: O câncer de pele não melanoma é mais comum após os 40 anos
 
- Exposição solar e queimadura do sol: A maior parte dos cânceres de pele ocorrem em áreas da pele que estão regularmente expostas à luz solar ou à outra radiação ultravioleta. Esta é considerada a principal causa de todos os cânceres de pele
 
O câncer de pele pode surgir em qualquer pessoa, não apenas nas pessoas que tenham esses fatores de risco. Pessoas jovens e saudáveis -- inclusive pessoas com pele, cabelos e olhos escuros -- podem sofrer de câncer de pele.
 
Sintomas
O câncer de pele pode ter muitas aparências diferentes. Eles podem ser pequenos, brilhantes, lisos, escamosos e ásperos, firmes e avermelhados, com crostas ou sangramentos, ou possuir outros aspectos. Portanto, qualquer suspeita deve ser examinada por um médico. Veja os artigos sobre os tipos de câncer de pele específicos para obter mais informações.
 
Seguem abaixo alguns aspectos a serem considerados:
 
- Assimetria: metade da área anormal da pele é diferente da outra metade
 
- Bordas: bordas irregulares
 
- Cor: varia de uma área para outra com tonalidade bronzeada, marrom ou preta (às vezes branca, vermelha e azul)
 
- Diâmetro: geralmente (mas nem sempre) maior que 6 mm de tamanho (o diâmetro de uma borracha de lápis)
 
- Qualquer formação na pele com sangramento ou que não cicatrize
 
Foto: ADAM
Melanoma maligno
Use um espelho ou peça para alguém olhar suas costas, ombros e outras áreas difíceis de examinar.
 
Tratamento
Cada tipo de câncer de pele exige uma abordagem de tratamento diferente. A remoção cirúrgica do câncer é muito comum.
 
Veja o tipo específico de câncer de pele para obter mais informações:
 
 
- Carcinoma basocelular
 
- Carcinoma de células escamosas
 
- Melanoma

O melanoma maligno é o tipo mais perigoso de câncer de pele. Os melanomas embaixo da unha (identificado na figura ao lado) aparecem como uma descoloração preta ou preto-azulada.
 
Esse tipo de malignidade se espalha (em metástase) rapidamente.

Evolução (prognóstico)
O resultado depende de diversos fatores, inclusive o tipo de câncer e o estágio em que estava no momento em que foi diagnosticado. O carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas raramente se espalham para outras partes do corpo. O melanoma, por outro lado, tem mais probabilidade de disseminação. Veja os artigos sobre os tipos específicos de câncer de pele para obter mais informações.
 
Ligando para seu médico
Qualquer pinta, lesão ou formação suspeita na pele deve ser examinada por um médico imediatamente. Leve muito a sério quaisquer mudanças em uma pinta ou qualquer formação inesperada na pele.
 
Foto: ADAM
Proteção solar
Prevenção
 
Reduzir a exposição solar é a melhor maneira de evitar danos na pele, incluindo muitos tipos de câncer de pele:
 
- Proteja sua pele do sol sempre que puder -- use chapéus, camisas de manga longa, saias longas ou calças
 
- Tente evitar exposição entre as 10 e as 16 horas, quando o sol é mais forte
 
- Use protetor solar com FPS mínimo de 30. Aplique o protetor pelo menos 30 minutos antes de se expor ao sol, reaplicando-o constantemente
 
- Aplique o protetor solar mesmo nos meses de inverno

Roupas que bloqueiam ou filtram os raios prejudiciais do sol (UVA e UVB), combinadas com chapéus de abas amplas, óculos de sol e protetor solar, são úteis na prevenção de danos aos olhos e à pele. Qualquer um deles por si só, mesmo o protetor solar, pode não ser suficiente para evitar danos solares.
 
Referências
- American Cancer Society. Cancer Facts and Figures 2006. Atlanta, GA: American Cancer Society; 2006.
 
- Basal cell and squamous cell cancers: NCCN Medical Practice Guidelines and Oncology:V.1.2009. Accessed July 15, 2009.
 
- Hexsel CL, Bangert SD, Hebert AA, et al. Current sunscreen issues: 2007 Food and Drug Administration sunscreen labeling recommendations and combination sunscreen/insect repellant products. J Am Acad Dermatol. 2008;59:316-323.
 
- Lautenschlager S, Wulf HC, Pittelkow MR. Photoprotection. The Lancet [Early online publication], May 3, 2007.
 
- Ridky TW. Nonmelanoma skin cancer. J Am Acad Dermatol. 2007;57:484-501.
 
- Wood GS, Gunkel J, Stewart D, et al. Nonmelanoma skin cancers: basal and squamous cell carcinomas. In: Abeloff MD, Armitage JO, Nierderhuber JE, Kastan MB, McKenna WG, eds. Abeloff's Clinical Oncology. 4th ed. Philadelphia, Pa: Churchill Livingstone;2008:chap 74.
 
Atualizado em 12/8/2009, por: Jonathan Kantor, MD, North Florida Dermatology Associates, Jacksonville, FL. Review provided by VeriMed Healthcare Network. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

Fonte iG

Alerta aos 13 mitos do câncer

Um dos mitos do câncer é que beber leite ajuda alerta o tumor,
diz o Instituto do Câncer de São Paulo
Um dos maiores especialistas em oncologia, Paulo Hoff, afirma que crenças populares interferem no diagnóstico precoce da doença
 
O câncer é uma doença em ascensão na população mundial e, no Brasil, já figura como a segunda causa de morte, atrás apenas das doenças cardiovasculares, conforme mostrou um recente estudo do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
As neoplasias– como também são chamados os cânceres – podem afetar várias partes do organismo e as causas para o desenvolvimento são múltiplas. A herança familiar, os hábitos de vida e até a vivência de transformações de humor já apareceram como motivos para o surgimento dos tumores malignos.
 
Neste cenário de múltiplas razões para o desenvolvimento do câncer, surgem os mitos sobre a doença. Um dos especialistas mais conhecidos na área de oncologia, Paulo Hoff – ele é diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – afirma que estas crenças populares atrapalham o diagnóstico precoce da doença e as chances de cura.
 
“Com o maior acesso à internet pela população, o que poderia ser um facilitador da busca por informações pertinentes, nota-se, também, propaga diversos mitos e inverdades sobre o câncer”, afirma o oncologista e diretor geral do Icesp, Paulo Hoff.
 
“É preciso estar atento para seguir orientações de médicos ou instituições confiáveis”, observa.
 
Abaixo, veja 13 mitos selecionados por Hoff sobre o câncer e também 8 verdades sobre a doença.
 
Mitos
- Uso de desodorantes pode causar câncer de mama
 
- Somente quem tem histórico familiar está sujeito a desenvolver a doença
 
- Ingestão de leite prejudica o tratamento do câncer
 
- O consumo de adoçantes provoca o surgimento da doença
 
- Falta de higiene nas regiões íntimas não está relacionado ao câncer
 
- Câncer é uma doença contagiosa
 
- Pessoas negras não têm câncer de pele
 
- Segurar a urina dá câncer de bexiga
 
- Fazer sexo sem preservativos não aumenta risco de desenvolvimento da doença
 
- Implantes de silicone podem provocar câncer de mama
 
- Alimentos preparados no micro-ondas podem provocar câncer
 
- Um câncer pode ser causado por uma pancada
 
- Todo nódulo ou tumor se transformará em câncer
 
Verdades
- Falta de vitamina D pode aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer de mama
 
- HPV está relacionado ao desenvolvimento de tumores no ânus, e nos órgãos da região da cabeça e do pescoço
 
- Consumo de álcool e tabaco elevam as chances de desenvolvimento da doença
 
- Ter filhos mais tarde (após os 30 anos) aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer de mama
 
- Quanto maior a idade, maiores as chances de desenvolvimento de um câncer. Mas isto não significa que jovens não estejam sujeitos à doença
 
- Homens também podem ter câncer de mama
 
- Câncer tem cura. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as chances de curá-lo
 
Fonte iG

Estudo indica associação entre altura da mulher e risco de câncer

Os hormônios do crescimento podem também influenciar
 o risco de câncer
Pesquisadores descobriram que o risco de desenvolver câncer depois da menopausa aumenta em 13% a cada de dez centímetros a mais na mulher
 
As chances de uma mulher desenvolver câncer depois da menopausa é proporcional à sua altura, revelou uma nova pesquisa.
 
Estudando quase 145 mil mulheres com 50 a 79 anos de idade, pesquisadores concluíram que a altura tem uma associação mais forte com o câncer do que fatores de risco já comprovados, como a obesidade.
 
A associação foi comprovada em todos os tipos de câncer, do de tireoide aos melanomas, segundo artigo divulgado na nova edição da revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention, publicada pela Associação Americana do Câncer.
 
Mas não é a altura em si que é um fator de risco. Os autores do novo estudo dizem que a altura "deve ser considerada como um marcador para uma ou mais exposições que influenciam o risco de câncer, em vez de um fator de risco em si mesmo".
 
"Há uma intrigante indicação de que coisas ocorridas no começo da vida parecem alimentar um processo que pode elevar o risco de vários cânceres", disse Geoffrey Kabat, coordenador do estudo e epidemiologista da Faculdade de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, em Nova York.

Essas coisas podem incluir a dieta e hormônios que contribuem para o crescimento normal, embora os pesquisadores ainda não tenham certeza disso.
 
O câncer envolve a divisão descontrolada de células anormais, em processos que têm a ver com o crescimento. Por isso, conclui-se que hormônios e outros fatores de crescimento que podem influenciar a altura também possam influenciar o risco de câncer, disse Kabat à Reuters.
 
As mulheres no estudo eram participantes da Iniciativa de Saúde da Mulher, um programa de pesquisa de 15 anos estabelecido em 1991 pelo Instituto Nacional de Saúde e outros órgãos para resolver as causas mais comuns de morte, incapacidade e má qualidade de vida na pós-menopausa.
 
No total, os pesquisadores acompanharam 144.701 mulheres por uma média de 12 anos, período em que 20.928 delas desenvolveram novos casos de câncer.
 
Mesmo após o ajuste de fatores como índice de massa corporal --uma relação do peso com a altura-- o risco das mulheres de desenvolver qualquer tipo de câncer cresceu 13 por cento para cada aumento de 10 centímetros de altura, disseram os pesquisadores.
 
A cada 10 centímetros a mais, afirmaram pesquisadores, o risco de desenvolver câncer de rim, reto, tireoide ou sangue aumentou em 23 a 29 por cento, e o risco de melanoma e câncer de mama, ovário, endométrio ou cólon aumentou em 13 a 17 cento.
 
Fonte Reuters/iG

Programa Mais Médicos reforçará atenção básica com novos profissionais

Para o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), José Fortunati, a falta de médicos é uma realidade no Brasil e o programa é o pontapé inicial para resolver o problema
 
O programa Mais Médicos para o Brasil , lançado nesta semana pelo Governo Federal, pretende trazer ao interior do Brasil e às periferias das grandes cidades mais profissionais para suprir a carência existente nas unidades básicas de saúde.
 
Profissionais graduados no Brasil ou com diplomas revalidados no país terão prioridade nas vagas abertas. Os estrangeiros só assumirão as oportunidades que sobrarem. Os novos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) receberão bolsa mensal de R$ 10 mil, paga diretamente pelo Ministério da Saúde, e atuarão por três anos. Durante o período, passarão por curso de especialização em Saúde da Família, com supervisão de instituições de ensino superior.
 

            
 
Para o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), José Fortunati, a falta de médicos é uma realidade no Brasil e o programa é o pontapé inicial para resolver o problema. Hoje, o país possui apenas 1,8 médico para cada mil habitantes, ficando atrás de vizinhos latino-americanos como a Argentina. Ele ressalta a dificuldade de angariar profissionais para áreas mais carentes. “Os médicos têm receio de trabalhar nas periferias e também não querem atuar em locais distantes das grandes cidades. Por isso, é necessário que possamos buscar ou médicos brasileiros ou estrangeiros que atendam a população mais carente”, afirma.
 
Os estrangeiros só serão autorizados a atuar em solo brasileiro caso preencham os requisitos do Ministério da Saúde - como exigência de diploma de universidade com reconhecido padrão de qualidade, habilitação para medicina em seu país de origem e conhecimentos em língua portuguesa. Aqueles que forem considerados aptos passarão por três semanas de curso em universidade pública.
 
Os aprovados ganharão um registro provisório para atuar apenas na unidade básica de saúde indicada pelo programa. O ministério excluiu a possibilidade dos estrangeiros realizarem a revalidação do diploma, o que daria a autorização de atuar em qualquer parte do país.
 
Simultamente à contratação de mais profissionais, o Governo Federal está investindo em infraestrutura para que eles possam, de fato, melhorar o atendimento aos habitantes dos municípios brasileiros. Serão investidos R$ 15 bilhões na ampliação, reforma e construção de unidades básicas de saúde, hospitais e unidades de pronto atendimento até 2014. Desse montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 15.977 unidades básicas. Os outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs, além de R$ 2 bilhões em 14 hospitais universitários.
 
Além disso, em parceria com o Ministério da Educação, serão abertas ainda 11.447 vagas nos cursos de medicina e 12 mil vagas para formação de especialistas até 2017. A partir de 1º janeiro de 2015, os alunos que ingressarem na graduação vão atuar por um período de dois anos em unidades básicas e na urgência e emergência do SUS, para aproximar a formação do médico à população.
 
Visite o site:  maismedicos.saude.gov.br             
 
Fonte iG

Estudo diz que é mais difícil dormir em noite de Lua cheia

Getty Images
Lua cheia: estudo mostra que ciclo lunar realmente interfere no sono
Levantamento com voluntários mostrou pior qualidade de sono e menor produção de melatonina durante a fase do ciclo lunar
 
Muitos mitos já descreveram os poderes de uma lua cheia, de lobisomens à loucura súbita a convulsões inexplicáveis, mas uma nova pesquisa sugere um impacto bem mais rotineiro: um sono profundo pode ser mais difícil de acontecer quando a Lua está branca e redonda no céu.            
                          
O estudo sugere que o corpo humano é regulado não apenas pelo movimento diário do Sol, que determina o ritmo circadiano, mas também para as fases da Lua.
 
Publicado na edição online do periódico Current Biology, a ideia por trás da descoberta foi concebida em um bar, enquanto os pesquisadores estavam tomando uma cerveja.
 
"Muitas pessoas se queixam de sono ruim durante uma Lua cheia", disse Silvia Frey, neurobióloga da Universidade de Basel.
 
"Então, estávamos sentados no bar em uma noite de Lua cheia, discutindo esses relatos, e pensamos que talvez possamos revisar nossos dados e alinhá-lo com a data da Lua cheia", disse Silvia. "Foi apenas pura curiosidade."            
                          
Silvia e seus coautores então se sentaram para rever dados de sono que eles tinham coletado para um estudo anterior.
 
Esse estudo incluiu 33 pessoas saudáveis ​​que passaram, cada um, três dias e meio no ambiente cuidadosamente controlado de um laboratório de sono. Eles não podiam ver relógios ou luz exterior. A temperatura e a umidade foram mantidas constantes. Os cientistas registraram seus níveis hormonais, atividade cerebral, quanto tempo demoravam para adormecer e tempo total de
sono.
 
Para as duas primeiras noites de estudo, os participantes adormecer naturalmente e dormir como fariam normalmente.              
                          
Os cientistas pegaram todos os dados coletados nessas duas noites de sono normal, um total de 64 noites, e os comparou com as fases da Lua.
 
Nos quatro dias antes e depois de uma Lua cheia, os participantes do estudo tiveram reduções significativas na qualidade do sono. Eles dormiram em média 20 minutos a menos por noite. A quantidade de tempo gasto em sono profundo diminuiu cerca de um terço, e eles produziram menos melatonina, o hormônio que faz as pessoas se sentir sonolentas à noite.
 
Os pesquisadores admitem que o estudo tem algumas limitações importantes. Como ele foi baseado em dados preexistentes, eles não são capazes de saber como o sono pode mudar para um único indivíduo que tenha sido acompanhado por um mês inteiro. Mas eles dizem que essa mesma característica também pode ser positiva, porque sem esse recorte inicial, os dados não sofreram nenhum tipo de influência.
 
"Nós não esperávamos encontrar essas diferenças enormes, devo admitir", disse Silvia. "A queda da melatonina foi realmente inesperada. Ela aponta realmente para uma questão fisiológica, como um relógio lunar", disse ela.
 
Os biólogos têm mostrado que alguns tipos de animais, especialmente os marinhos, como caranguejos, têm relógios biológicos sincronizados com a Lua.
 
E um estudo recente descobriu que os pacientes submetidos a cirurgias cardíacas passaram menos tempo no hospital e tiveram taxas de mortalidade mais baixas, quando foram operados na época da Lua cheia.
 
Os cientistas admitem que não sabem ao certo porque a biologia humana pode estar em sintonia com a Lua. Silvia disse que isso provavelmente seja uma herança da evolução, uma característica surgida em um momento em que não era seguro para os seres humanos dormir profundamente sob a luz de uma Lua brilhante, que os tornava vulneráveis ​​a predadores noturnos.
 
Um especialista que não esteve envolvido na pesquisa disse as observações eram intrigantes.
 
"Uma quantidade significativa de pesquisa tem sido feita sobre os ritmos circadianos em humanos, olhando para os ciclos de luz e escuridão dentro de um dia de 24 horas e como eles influenciam a produção de melatonina e do relógio do corpo em geral", disse Shelby Harris, diretora do programa de Medicina Comporta mental do Sono do Centro Médico Montefiore, em Nova York. "Este estudo é altamente incomum, porque ele olha para os ciclos circalunares em seres humanos", ela disse.
 
"Este é o primeiro estudo a estabelecer esta periodicidade também em adultos saudáveis", disse Shelby. "Mais pesquisas são necessárias para estabelecer uma base sólida para esta descoberta, mas é bem possível que outros resultados semelhantes poderiam influenciar o tratamento de distúrbios do sono no futuro", acrescentou.             
 
Fonte iG