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sábado, 27 de julho de 2013

Transtorno Bipolar pode ser mais grave em pacientes com compulsão alimentar

Mark Frye, da Mayo Clinic, envolvido no estudo
Foto: Elena Zhukova
Mark Frye, da Mayo Clinic, envolvido no estudo
Foram detectados vários problemas psiquiátricos adicionais como pensamentos suicidas, psicose e transtornos de ansiedade
 
O transtorno bipolar evolui de forma diferente em pacientes que comem compulsivamente . A compulsão alimentar e obesidade muitas vezes estão presentes em pacientes bipolares, mas o transtorno de humor parece tomar um caminho diferente nos pacientes que comem com compulsão do que nos pacientes bipolares obesos que não comem em excesso.
 
Os pacientes bipolares que comem demais são mais propensos a desenvolver outros problemas de saúde mental, tais como pensamentos suicidas, psicose, transtornos de ansiedade e abuso de substâncias, segundo o estudo da Mayo Clinic, the Lindner Center of HOPE and the University of Minnesota. Pessoas com transtorno bipolar que são obesos, mas não comem compulsivamente são mais propensas a terem problemas físicos graves, tais como artrite , diabetes , pressão alta e doenças cardíacas .
 
"Como uma doença mais complicada fica mais difícil de encontrar formas de individualizar o tratamento. Precisamos tentar estabilizar o humor destas pessoas, pois já sabemos que os pacientes bipolares tem mais probabilidade de desenvolverem compulsão alimentar. Nosso objetivo é buscar tratamentos resolutivos que não tenham como efeito adverso o ganho de peso, " afirma Mark Frye, da Mayo Clinic.
 
"Pacientes com transtorno bipolar e compulsão alimentar parecem representar uma parcela mais graves de pacientes bipolares. A Identificação deste subgrupo de pacientes irá ajudar a determinar as causas do transtorno bipolar e levar a tratamentos mais eficazes e personalizados", diz o co-autor do Susan McElroy, do Lindner Center of HOPE .
 
Fonte isaude.net

Hospital de Brasilia realiza cirurgia cardíaca inovadora

O implante percutâneo de Valva Aórtica (TAVI) é um procedimento não cirúrgico, indicado para pacientes com estreitamento da válvula aórtica
 
O cardiologista Edmur Carlos de Araújo, do Hospital do Coração do Brasil, realizou, pela primeira vez no Distrito Federal, um procedimento inovador conhecido TAVI (Implante Percutâneo de Válvula Aórtica).
 
A válvula aórtica, implantada em paciente de 87 anos, foi introduzida de forma comprimida dentro do cateter e montada numa estrutura de metal (nitinol), que ao ser liberada expande-se espontaneamente, permitindo a livre circulação do sangue.
 
A operação é feita por meio da introdução de um cateter na artéria da região da virilha do paciente, que conduz a válvula artificial até o coração. " Este é um procedimento não cirúrgico, indicado para pacientes diagnosticados com Estenose Aórtica severa, um estreitamento da válvula aórtica" , explica Edmur. O médico ressalta que este tratamento é recomendado, principalmente, para idosos com casos mais graves ou que não suportariam uma operação convencional.
 
Este novo método tem diversas vantagens em relação à cirurgia tradicional, realizada por meio de um corte no tórax do paciente para a substituição da válvula. " O procedimento percutâneo tem muitos benefícios. Ele reduz a mortalidade, possibilita uma recuperação mais rápida, tem menor sangramento e melhora a qualidade de vida do paciente" , enumera o cardiologista. O médico acrescenta que o paciente operado no último mês tinha mais de 50% de chances de falecer num período de um ano. Com o tratamento realizado, esta probabilidade diminuiu para menos de 30%.
 
Para realizar o procedimento, é necessária uma equipe composta por cardiologistas especializados em procedimentos terapêuticos por meio de cateter (cardiologista intervencionista), ecocardiografistas, intensivista, arritimologistas, cirurgiões vascular e cardíaco. " A equipe médica multidisciplinar, chamada de Heart Team , é indispensável para que a cirurgia seja feita com segurança. Além disso, é preciso ter um hospital com tecnologia adequada" , finaliza o cardiologista.
 
Fonte isaude.net

O que é o coma induzido?

Foto: reprodução da internet
Quem já não leu ou ouvir falar que fulano de tal está em coma induzido? Este termo é muito usado na imprensa e, às vezes, leva a conclusões equivocadas. O nome correto do coma induzido é sedação
 
O que é o coma?
Dá-se o nome de coma ao estado de redução da consciência com perda parcial ou completa da responsividade aos estímulos externos. Falando de modo mais simples, o coma é uma redução do nível de consciência, estando o paciente incapaz de interagir adequadamente com o meio externo.
 
Há vários graus de coma. Uma pessoa em coma  pode estar inconsciente, mas ainda ser capaz de apresentar alguma resposta a estímulos dolorosos ou a chamados vigorosos.
 
Para avaliar a profundidade do coma, usamos uma escala chamada “escala de coma de Glasgow”, onde são levados em conta a resposta verbal, motora e abertura dos olhos aos chamados e a dor. São feitos testes simples com o paciente para observar como o mesmo reage a certos estímulos, como dor ou sons. Esta escala avalia o grau de consciência do indivíduo. A classificação varia de 3 a 15 pontos.
 
A pontuação mínima (3 pontos) é dada quando o doente não responde a nenhum estimulo (coma profundo), e a máxima (15 pontos), em pessoas normais que não estão com seu estado de consciência afetado.
 
O coma normalmente acontece em casos de agressão ao sistema nervoso central, nomeadamente do tronco cerebral, área que controla o estado de consciência. Alguns comas são reversíveis, outros não.
Exemplos de situações que podem levar ao coma:

 - Traumatismo craniano.

- Infecção do sistema nervoso central, como no caso de meningite

- Tumores do cérebro.

 - AVC

- Distúrbios metabólicos, como hipoglicemia, hiperglicemia, hipotireoidismo grave, insuficiência renal avançada, etc.

- Intoxicação, como coma alcoólico.
 
Perder a consciência é perigoso?
O estado de coma é perigoso porque o indivíduo inconsciente perde a capacidade de proteger suas vias aéreas, podendo facilmente aspirar secreções ou se asfixiar com a própria língua. O paciente normalmente perde o reflexo da tosse e a capacidade de engolir saliva. A aspiração de qualquer material que está na boca (saliva, água, vômitos…) é chamada de bronco aspiração e costuma causar pneumonias graves, além do risco de parada respiratória por obstrução da via aérea. Por isso, todo paciente com pontuação de Glasgow menor que 8 deve ser intubado para conseguir respirar sem risco de bronco aspiração.
 
O que é o coma induzido?
O chamado coma induzido é nada mais do que uma sedação farmacológica controlada, isto é, um estado de inconsciência provocado pela equipe médica através de drogas sedativas.
 
As pessoas tendem a imaginar que o coma induzido é uma forma de desligar o cérebro para que este descanse e possa se recuperar de uma agressão. Na verdade o cérebro nunca para. Ele é quem controla funções vitais, como a frequência cardíaca, respiratória, temperatura corporal… A consciência é apenas uma das funções do sistema nervoso central. Se realmente desligássemos o cérebro, o paciente morreria. O que fazemos é dar medicamentos que causam sedação.
 
Para que serve o coma induzido?
 
A sedação do paciente pode estar indicada em várias situações. Em geral, a sedação tem como objetivos:
 
• Manter a segurança e o bem-estar do paciente.

• Minimizar a dor física e desconforto.

• Controlar a ansiedade, minimizar o trauma psicológico e induzir amnésia.

• Acalmar o paciente e tornar a realização de procedimentos segura.
 
A causa mais comum para o uso da sedação é a necessidade de ventilação mecânica. O uso dos chamados respiradores artificiais está indicado nos casos em que o paciente não é capaz de manter boas oxigenações sem auxílio. Isto é muito comum em casos de infecção pulmonar, como em pneumonias graves. Se o pulmão está gravemente doente, ele tem dificuldade em oxigenar o sangue e o paciente pode entrar em insuficiência respiratória.
 
Pacientes com traumatismos cranianos podem deixar serem capazes de respirar espontaneamente, sendo esta outra indicação para o uso da ventilação mecânica.
 
Agora, imagine um tubo na sua garganta estimulando movimentos respiratórios através de fluxos cíclicos de ar vindos de uma máquina. Imagine você querer expirar e a maquina inspirar; você querendo respirar devagar e maquina respirar rápido; você querer tossir e a máquina não deixar. Para ocorrer uma ventilação mecânica eficaz, o paciente não pode “brigar” com o ventilador, por isso, o mesmo costuma estar sedado.
 
Além da ventilação mecânica, existem dezenas de outras indicações para sedar um paciente. Por exemplo, pacientes que apresentam intensa dor também podem ser sedados, isto é comum em poli traumatizados e grandes queimados. Nestes casos, a sedação é feita junto com analgesia.
 
Indivíduos internados com quadro de agitação, que possam cair da cama ou que coloquem em risco seu tratamento, como aqueles que arrancam soros, sondas e cateteres, ou que não colaboram com procedimentos médicos de risco, como biópsias, endoscopias e pequenas cirurgias, também costumam receber sedativos. Neste caso a sedação é mais leve, o suficiente apenas para acalmá-los.
 
Durante as cirurgias com anestesia geral, os doentes são sedados e ficam em ventiladores mecânicos. Na anestesia a sedação vem acompanhada de analgesia e relaxamento muscular. O paciente, além de estar inconsciente, não pode sentir dor nem se mover durante o ato cirúrgico. A sedação da anestesia é feita com drogas de ação muito curta, pois o objetivo é que o paciente consiga acordar quando a cirurgia acaba. Por vezes, ao final do ato cirúrgico, o paciente pode não conseguir manter um boa oxigenação por conta própria, precisando permanecer sedado e no ventilador por mais algum tempo. Esta situação é mais comum em paciente graves, idosos ou com doença pulmonar ou cardíaca prévia. Pessoas jovens e saudáveis saem facilmente da ventilação mecânica.
 
Portanto, o coma induzido é uma manobra que nós médicos utilizamos para podermos implementar o tratamento necessário para manter um paciente grave vivo. Como já foi explicado, não chamamos de coma induzido, mas sim de sedação. Chamamos de coma apenas os casos de redução do nível de consciência não provocados intencionalmente pela equipe médica.
 
Intensidade da sedação
Existem várias indicações para se sedar o paciente, e para cada uma delas o nível de sedação indicado é diferente. Assim como a escala Glasgow de coma é usada para aferir o nível de consciência dos paciente em coma, na sedação também há critérios clínicos para controlarmos o grau de sedação do paciente.
 
Uma das escalas mais usadas é a “escala de Ramsey de sedação”. Apenas como ilustração, a escala é feita assim:
 
Ramsey 1: paciente consciente; agitado e/ou inquieto.

 Ramsey 2: paciente consciente; cooperativo, orientado e tranquilo.

 Ramsey 3: paciente consciente, mas responde apenas a comandos.

 Ramsey 4: paciente superficialmente inconsciente, porém com resposta rápida a estímulo auditivo alto ou a toques na glabela (região da testa entre as sobrancelhas).

 Ramsey 5: paciente inconsciente; resposta lenta a estímulo auditivo alto ou a toques na glabela.

 Ramsey 6: paciente inconsciente, sem resposta ao toque da glabela ou estímulo auditivo alto.
 
Por que o paciente em coma é sedado?
Mesmo pessoas em coma podem precisar de sedação. Dou o exemplo de um poli traumatizado. Esta pessoa pode ter um traumatismo craniano e estar em um grau de coma que não seja suficiente para estar consciente, porém, não é tão profundo que consiga ficar conectado a um ventilador mecânico sem brigar com a máquina. Nestes casos, é necessário sedar o paciente e aprofundar seu coma para que ele possa ser tratado. Depois de alguns dias, dependendo da melhora clínica, retira-se a sedação para se poder avaliar o verdadeiro grau da lesão neurológica.
 
Pacientes em coma induzido demoram quanto tempo para acordar?
Depende. Alguns pacientes acordam após algumas horas, outros demoram vários dias.
 
Alguns fatores contribuem o paciente demorar a acordar, entre eles podemos citar:
 
- Uso prolongado de drogas sedativas.

 - Uso de doses elevadas de drogas sedativas.

 - Uso de drogas sedativas de vida longa.

- Pacientes com doença grave ou múltiplas doenças.

 - Pacientes idosos.

- Pacientes com lesão do sistema nervoso central.

- Pacientes com insuficiência renal ou hepática
 
É também importante salientar que alguns pacientes podem nunca acordar se houver grave lesão cerebral, como por exemplo, pessoas com grave traumatismo craniano, AVC hemorrágico ou parada cardíaca prolongada.
 
Nos casos em que há suspeita de lesão cerebral, as sequelas neurológicas só podem ser definidas após vários dias de suspensão dos sedativos. Enquanto houver drogas na circulação, é difícil definir se o paciente apresenta ou não sequelas neurológicas.
 
Paciente em coma ou sedados conseguem ouvir os familiares?
Esta é uma das dúvidas mais comuns dos familiares. Como já foi explicado, existem graus distintos de coma e sedação. Um dos modos de se avaliar a profundidade do estado de inconsciência é através da resposta aos sons. Portanto, há casos em que o paciente pode escutar, sim, as vozes dos familiares.
 
A grande questão é saber se o paciente entende o que lhe dizem. Em casos de sedação ou coma superficial é bem provável que o paciente seja capaz de compreender algumas coisas e reconhecer a voz da família.
 
O problema é que muitas das drogas usadas na sedação tem efeito amnésico. Esta amnésia para fatos recentes é importante, pois permanecer vários dias no hospital é muito estressante. O paciente sofre muito, seja pela imobilidade, pelas múltiplas picadas de agulha, pelos tubos inseridos em seu corpo, pela falta de noção do tempo, etc. A amnésia torna a situação muito mais suportável e faz com que o paciente não tenha traumas psicológicos após a alta hospitalar. Portanto, não adianta perguntar ao paciente se ele ouvia algo enquanto estava sedado; mesmo que tenha ouvido, é bem provável que ele não vá se lembrar.
 
Nos casos de coma ou sedação profunda, é pouco provável que o paciente mantenha algum contato com o meio externo. O cérebro naquele momento não é capaz de processar estímulos externos. Movimentos involuntários podem ocorrer devido a sons, mas isso não significa que o paciente tenha noção do que está ocorrendo.

Fonte mdsaude.com

Alergia à Penicilina

Penicilina G Benzatina
A penicilina é o mais antigo dos antibióticos, tendo sido descoberta em 1928 pelo médico Alexander Fleming

Quase 100 anos depois do seu desenvolvimento, a penicilina e seus derivados continuam sendo amplamente utilizados na prática médica como uma das principais armas contra infecções bacterianas.
 
A alergia às penicilinas é uma situação tão comum que 1 em cada 10 pacientes refere ser alérgico a esta classe de antibióticos.
 
O que são as penicilinas
A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser usado em larga escala no mundo. Hoje em dia, quando falamos em penicilina já não nos referimos mais àquele antibiótico descoberto no início do século XX, mas sim ao grande grupo de antibióticos desenvolvidos a partir daquela primeira droga.
 
Portanto, quando falamos que um paciente é alérgico à penicilina, queremos dizer que o paciente é, na verdade, alérgico a todos os antibióticos da família da penicilina, que são:
  • Amoxicilina
  • Ampicilina
  • Azlocilina
  • Carbenicilina
  • Cloxacilina
  • Dicloxacilina
  • Mezlocilina
  • Nafcilina
  • Oxacilina
  • Penicilina G
  • Penicilina V
  • Penicilina Benzatina (Benzetacil)
  • Piperacilina
  • Ticarcilina
Apesar de serem da mesma família, as diferentes penicilinas possuem atividades contra bactérias e infecções distintas. Por exemplo, a amoxicilina é frequentemente usada para infecções respiratórias simples, enquanto a piperacilina costuma ser indicada para diversos tipos de infecção hospitalar.
 
As penicilinas mais próximas do antibiótico originalmente descoberto por Alexander Fleming são as Penicilina G, Penicilina V e Penicilina Benzatina (Benzetacil). Devido ao grande grau de resistência bacteriana, estes antibióticos são muito pouco usados atualmente, ficando restritos ao tratamento da sífilis e de algumas infecções de garganta.
 
Reações adversas às penicilinas
Dizemos que o paciente tem alergia à penicilina somente quando o mesmo desenvolve uma reação alérgica, ou seja, uma reação do sistema imunológico, após receber algum antibiótico da família da penicilina.
 
Este conceito parece óbvio, mas não é. A penicilina, como qualquer outra droga, pode causar efeitos colaterais que nada têm a ver com reações imunológicas, não sendo, portanto, reações alérgicas. Na verdade, as reações não alérgicas, como queimação no estômago, mal estar, náuseas, diarreia, tontura, dor de barriga, etc., são muito mais frequentes que as reações alérgicas propriamente ditas. O problema é que muitos pacientes interpretam estas reações como um sinal de alergia e passam a se rotular como “alérgicos à penicilina”.
 
Muitas dessas pessoas chegam aos seus médicos e já avisam logo que são alérgicas. Nem sempre o profissional de saúde perde o tempo necessário avaliando se a reação que o paciente teve à penicilina realmente se encaixa em um quadro de alergia. Deste modo, a informação errada, criada por uma pessoa leiga, acaba sendo equivocadamente ratificada pelo médico, tornando-se uma verdade descrita nos prontuários e atestados médicos.
 
O fato é que estatisticamente 1 em cada 10 pacientes se considera alérgico às penicilinas. Todavia, quando vamos estudar adequadamente seus sistemas imunológicos, descobrimos que até 90% destas pessoas NÃO são realmente alérgicas às penicilinas, não havendo nenhuma contraindicação ao uso desta classe de antibióticos.
 
Além do diagnóstico equivocado de alergia, há um outro dado importante que contribui para esta falsa estatística: a alergia à penicilina pode desaparecer com o tempo. Cerca de 80% dos pacientes que tiveram um quadro de alergia a um antibiótico da família da penicilina podem deixar de ser alérgicos se ficarem 10 ou mais anos sem ter contato com este antibiótico. Portanto, se você teve um quadro de alergia a uma penicilina na infância e nunca mais foi exposto a essa classe de antibióticos, é bem possível que não seja mais alérgico, podendo voltar a usar a penicilina sem nenhum perigo.
 
Sintomas da alergia à penicilina
Já sabemos, então, que nem toda reação adversa provocada pelo uso de penicilina pode ser considerada uma reação alérgica.
 
As alergias, também chamadas de reação de hipersensibilidade, são reações de origem imunológica, que ocorrem por uma resposta inapropriada e exagerada do sistema imune a algumas estruturas presentes nos medicamentos.
 
Entre os sinais e sintomas típicos da alergia à penicilina podemos citar:
 
- Urticária – caracterizada por placas avermelhadas com relevo na pele, que coçam muito
 
- Rush cutâneo – caracterizado por manchas vermelhas pelo corpo, sem relevo e sem comichão.
 
- Prurido – caracterizado por uma coceira intensa, sem necessariamente haver lesões visíveis na pele.
 
- Angioedema – inchaço de mucosas, como lábios, olhos, boca e língua.
 
Em casos graves é possível haver choque anafilático, caracterizado por queda na pressão arterial, dificuldade de respirar causada por intenso espasmo das vias aéreas (broncoespasmo) e edema da laringe. Esse quadro é uma emergência médica e pode levar o paciente ao óbito se não for tratado rapidamente.
 
Tipos de alergia às penicilinas
Quando um paciente desenvolve um quadro sugestivo de alergia à penicilina é importante tentar determinar o intervalo de tempo entre o uso da droga e o aparecimento dos sintomas de alergia.
 
Chamamos de reações de hipersensibilidade imediata aquelas reações alérgicas que surgem na primeira hora após o contato com a penicilina. Já as reações de hipersensibilidade tardia ocorrem várias horas ou até dias depois da exposição à droga. Geralmente, o paciente já fez uso do antibiótico por vários dias antes de ter qualquer reação.
 
Essa distinção é importante, pois as reações imediatas são causadas por um anticorpo chamado IgE, sendo as mais perigosas devido ao risco de causarem reações anafiláticas. Pacientes com história de reações de hipersensibilidade imediata não devem ser reexpostos a tratamentos com penicilinas. As reações tardias são geralmente benignas e não costumam causar reações alérgicas mais graves.
 
Diagnóstico da alergia à penicilina
Na maioria dos casos, os médicos aceitam como verdadeira a informação de alergia trazida pelo paciente. Devido ao medo de processos legais, a maioria dos médicos opta por não prescrever antibióticos da família da penicilina se o paciente se rotular como alérgico, mesmo que os sintomas descritos não sejam propriamente de alergia.
 
Em alguns casos porém, a confirmação da alergia torna-se útil. Exemplos:

- Nos casos de sífilis, a penicilina ainda é o antibiótico mais efetivo e seu uso deve ser indicado sempre que possível.
 
- Pacientes com infecção de garganta ou sinusite de repetição acabam precisando de antibióticos mais fortes se não puderem tomar penicilinas.
 
-  Um paciente com história de alergia ocorrida há muitos anos já pode não ser mais alérgicos, não sendo necessário evitar as penicilinas em infecções mais simples.
 
O teste mais usado para diagnóstico da alergia à penicilina é o teste cutâneo. Este teste consiste na aplicação de uma quantidade mínima de penicilina no tecido subcutâneo. Se o paciente for alérgico, uma pequena reação alérgica irá aparecer no local da aplicação após cerca de 15 a 20 minutos.
 
Os testes cutâneos devem ser administrados somente por médicos imunoalergistas, de preferência em ambiente hospitalar. Esse teste é contraindicado em pacientes que já tiveram reação alérgica grave à penicilina, como necrólise epidérmica tóxica ou síndrome de Stevens-Johnson.
 
Se o teste for negativo, ou seja, se não houver reação alguma à injeção, o paciente não apresenta alergia à penicilina, podendo voltar a fazer uso deste antibiótico com segurança. Apenas 1% dos pacientes com teste negativo apresentam sinais de alergia grave ao voltarem a tomar penicilina. Em geral, para se ter certeza, pedimos que o paciente tome um comprimido de penicilina e espere no hospital por cerca de 2 horas para descartamos qualquer reação alérgica mais séria.
 
Reação cruzada às penicilinas
Quando o paciente descobre ser alérgico a uma penicilina, ele deve ser encarado como alérgico a todas as outras também. O paciente não é somente alérgico a amoxacilina ou a benzetacil, ele é alérgico às penicilinas em geral.
 
As cefalosporinas são uma classe de antibióticos que apresentam algumas semelhanças estruturais com as penicilinas. As penicilinas e as cefalosporinas são didaticamente agrupadas em uma grande grupo de antibióticos chamado de antibióticos betalactâmicos.
 
Inicialmente, todo paciente alérgico às penicilinas deve também ser encarado como alérgico às cefalosporinas. Na verdade, apenas cerca de 10% apresentam alergia para essas duas classes, mas sem a realização dos testes cutâneos é impossível saber  quem é alérgico somente às penicilinas e quem tem alergia às duas classes de antibióticos.
 
Tratamento dos pacientes alérgicos à penicilina
Os pacientes com alergia às penicilinas não devem mais ser tratados com essa classe de antibiótico. Apesar desta restrição significar a impossibilidade de usar antibióticos muito comuns, como amoxicilina, oxacilina e piperacilina, na maioria das infecções é possível arranjar em esquema antibiótico alternativo eficaz.
 
Porém, se o médico achar que o tratamento com um derivado da penicilina é essencial para a cura de uma determinada infecção, o mesmo pode lançar mão de um procedimento chamado dessensibilização à penicilina.
 
Esse procedimento consiste na administração, dentro de um ambiente hospitalar, de penicilina em doses crescentes a cada 15 minutos de forma a “acostumar” o organismo à droga, impedindo temporariamente que haja alguma reação alérgica. A primeira administração é feita habitualmente com 0,01% da dose normal. Após sucessivos intervalos de 15 minutos, administra-se o dobro da dose anterior até que se chegue a dose plena desejada para tratar uma infecção.
 
Por exemplo, se dose normal for de 500 mg em cada comprimido, a dessensibilização é iniciada com uma dose de 0,05mg. Após 15 minutos administra-se 0,10mg; após mais 15 minutos, 0,20mg, e assim por diante, até chegar a 500mg. O processo todo demora algo em torno de 4 horas. O paciente, então, pode tomar os comprimidos em dose habitual durante o tempo determinado pelo médico (por exemplo: 500mg a cada 8 horas por 10 dias)
 
É importante destacar que esse procedimento tem efeito temporário. Se o paciente ficar 24 a 48 horas sem tomar o antibiótico, a dessensibilização perde efeito e o paciente volta a não poder tomar antibióticos à base de penicilina.
 

15 causas para menstruação atrasada

Toda mulher sexualmente ativa que apresenta atraso menstrual
deve obrigatoriamente pensar em gravidez
Menstruação atrasada é o sinal mais precoce de uma gravidez, porém dezenas de outras causas podem fazer com que sua menstruação não desça no dia esperado
Em geral, poucos dias de atraso menstrual podem ocorrer até em mulheres com ciclo menstrual regular, sem que isso tenha qualquer relevância clínica.
Nas mulheres não grávidas, mesmo quando a menstruação resolve não vir em um determinado mês, a chance disso ser algo importante é pequena. Entretanto, quando a menstruação não desce por 3 meses seguidos, consideramos que a mulher apresenta amenorreia. Nestes casos, uma vez excluída a possibilidade de gravidez, algumas doenças podem estar por trás da cessação da menstruação.
Neste artigo vamos abordar as 15 causas comuns para atraso menstrual. Portanto, se a sua menstruação atrasou, veja em qual situação você se encaixa.
Principais causas de atraso menstrual
1# – Gravidez
Toda mulher sexualmente ativa que apresenta atraso menstrual deve obrigatoriamente pensar em gravidez. A gravidez deve ser a primeira hipótese a ser descartada, mesmo nas mulheres que referem usar métodos contraceptivos, como camisinha ou pílula anticoncepcional.
A cessação da menstruação costuma ser o primeiro sintoma de uma gravidez. Porém, cerca de 1/3 das grávidas apresenta pequenos sangramentos de escape no primeiro trimestre de gestação, fazendo com que as mulheres achem que a sua menstruação está vindo normalmente. Portanto, se a sua menstruação atrasou alguns dias, e logo depois você apresentou um sangramento vaginal diferente daquele que está habituada a ter durante o período menstrual, uma gravidez ainda pode ser a causa.
A cessação da menstruação costuma vir antes de qualquer outro sintoma de gravidez. Não espere estar enjoada, com seios aumentados, com desejos alimentares, dor abdominal ou aumento de volume urinário antes de estar sem menstruar. A atraso menstrual, habitualmente, surge tão cedo quanto 3 ou 4 semanas de gravidez, enquanto os outros sintomas costumam surgir somente depois da 4ª ou 5ª semana.
Não há maneira mais segura de se confirmar ou descartar uma gestação em curso do que fazer um teste de gravidez. Os testes atuais já são capazes de identificar uma gravidez com apenas um dia de atraso menstrual. Porém, os exames são mais confiáveis se realizados após 1 semana de atraso. A dosagem do BhCG sanguíneo é o teste mais confiável, mas o teste de gravidez de farmácia é mais fácil de ser feito e apresenta também elevada taxa de acerto.
2# –  Estresse e ansiedade
O ciclo menstrual é facilmente influenciado por fatores externos ao sistema reprodutor. Fatores emocionais são suficientes para atrasar sua menstruação por alguns dias. O estresse ou ansiedade excessiva podem afetar negativamente a sua produção hormonal, que é regulada pelo hipotálamo, uma parte do cérebro. O estresse pode, inclusive, fazer com que você não ovule em um determinado ciclo, causando ausência de menstruação neste mês.
Quando falamos em estresse, estão incluídos situações comuns a muitas pessoas, como trabalho excessivo, problemas profissionais, financeiras ou familiares, ter uma prova importante a curto prazo, precisar defender uma tese, ter um filho doente em casa, etc. Alterações bruscas no horário de trabalho, como necessidade constante de trabalhar de madrugada, podem atrapalhar o ciclo do sono e interferir no ciclo ovulatório normal.
Se você não deseja engravidar no momento, e algo de errado ocorreu em uma das suas relações sexuais, tal como um preservativo que se rompeu ou ter esquecido de tomar a pílula corretamente, o estresse gerado pelo risco de engravidar também pode ser grande o suficiente para atrasar a descida da menstruação. O processo pode acabar se tornando uma bola de neve, pois a ansiedade leva ao atraso menstrual, que por sua vez provoca ainda mais ansiedade. O ideal nestes casos, se a menstruação já estiver 2 ou 3 dias atrasada, é fazer logo o teste de gravidez para quebrar com esse ciclo.
3# – Interrupção da pílula anticoncepcional
Mulheres que tomam o anticoncepcional oral de forma correta menstruam de forma bem regular. Porém, se depois de alguns anos de uso da pílula você resolve suspendê-la, é possível que seu ciclo natural demore algum tempo para se normalizar. Há mulheres que entram em amenorreia e ficam meses sem ovular após a interrupção do anticoncepcional. Eventualmente, a menstruação irá retornar, não havendo risco de infertilidade. Basta ter paciência que o ciclo ovulatório irá se reorganizar naturalmente dentro de 3 a 6 meses. Todavia, é bom ressaltar que toda mulher com mais de 3 meses de ausência de menstruação deve procurar orientação do seu ginecologista.
A amenorreia pós-anticoncepcional pode ocorrer em todas as formas de administração, seja implante, injeção ou comprimidos.
4# – Infecções ou doenças
Estar doente pode ser uma causa de atraso menstrual. Não é preciso ser uma doença grave, como infarto, tuberculose ou hepatite. Viroses comuns, como gripe, ou infecções simples, como cistite ou amigdalites podem ser suficientes para desarranjar o seu ciclo menstrual, atrasando sua menstruação por alguns dias.
Alguns medicamentos também podem influenciar no ciclo hormonal, desregulando sua menstruação. Entre os mais comuns podemos citar:

- Antipsicóticos

 - Corticoides 

 - Antidepressivos

 - Quimioterapia

 - Imunossupressores

 - Anti-hipertensivos
Obs: o uso de antibióticos, em geral, não provoca atraso menstrual. O que, habitualmente, interfere no ciclo menstrual é a infecção para qual o antibiótico foi prescrito.
5# – Erros de cálculo
Mulheres com ciclo menstrual irregular podem ter certa dificuldade para calcular o dia que a menstruação deveria vir. Você pode achar que sua menstruação está atrasada, quando, na verdade, ela apenas virá 2 ou 3 dias depois este mês. Mesmo mulheres com ciclo regular podem, eventualmente, ter uma menstruação que venha com poucos dias de atraso, sem motivo algum. O seu útero não tem um calendário fixo, ele não é obrigado a agir como um relógio todo santo mês.
6# – Mudanças recentes no peso corporal
Ganhar muito peso ou perdê-lo em pouco espaço de tempo também é uma causa de desregulação do ciclo menstrual. As células de gordura do nosso corpo contribuem na produção de estrogênio, hormônio feminino que é responsável pela maturação dos óvulos. Alterações bruscas na composição de gordura do corpo alteram agudamente os níveis de estrogênio, podendo interferir na ovulação e, consequentemente, na data da menstruação.
7# – Obesidade
Esta causa é uma variação da situação acima. Mulheres com excesso de peso possuem uma massa de tecido gorduroso grande e acabam por produzir estrogênio além do necessário. O estrogênio é necessário para a ovulação, mas se estiver em excesso acaba inibindo a liberação do óvulo, fazendo com que a mulher tenha períodos anovulatórios. Sem ovular, a mulher não menstrua.
8# – Magreza excessiva ou distúrbios alimentares
Outra variação do nº5. A falta de tecido gorduroso também é prejudicial ao ciclo ovulatório, pois reduz a capacidade do corpo feminino de produzir estrogênio. Mulheres que sofrem de anorexia ou fazem dietas extremas, tipicamente, não ovulam todo mês, apresentando não só atraso menstrual, como também risco de amenorreia.
9# – Excesso de atividade física
Mulheres atletas que fazem exercício físico em nível profissional também costumam ter alterações menstruais. Não estamos falando daquela mulher fisicamente ativa que vai a academia com frequência, mas sim de triatletas, maratonistas, nadadoras de competição, ginastas e outros esportistas profissionais.
O gasto calórico elevado, o estresse dos treinos intensos e a baixa taxa de gordura corporal parecem ser os responsáveis pelas alterações do ciclo menstrual.
10# – Problemas na tireoide
Uma tireoide que funciona mal (hipotireoidismo) ou que funciona em excesso (hipertireoidismo) também pode causar alterações no ciclo menstrual. Em geral, problemas da tireoide não controlados podem levar à amenorreia. Mas, em quadros mais brandos ou naquelas mulheres que já fazem uso de remédios para tireoide, pequenas alterações nos níveis sanguíneos dos hormônios tireoidianos podem desregular o ciclo e provocar atrasos menstruais.
11# – Amamentação
Se você acabou de ter um filho e está amamentando, não espere pela sua menstruação no próximo mês. A amamentação, na verdade, não provoca atraso menstrual, mas sim uma amenorreia transitória por inibição da ovulação, causada pelos hormônios responsáveis pela produção de leite materno. Em geral, a menstruação retorna assim que o processo de desmame se inicia.
12# – Ovários policísticos
Mulheres com SOP (síndrome dos ovários policísticos) apresentam frequentemente menstruação irregular, por produzirem androgênios (hormônios masculinos) em excesso. Atrasos menstruais e ausência completa de menstruação em um determinado mês são muito comuns nestas mulheres. Mulheres com SOP frequentemente apresentam excesso de peso, o que, como já vimos, também colabora para os atrasos menstruais.
13# – Menopausa
A menopausa geralmente chega entre os 45 a 55 anos, porém, algumas mulheres podem ter menopausa antes dos 45 anos. Ainda existem aquelas que têm menopausa precoce, antes do 40 anos. Um dos sintomas da falência iminente dos ovários é a desregulação do ciclo menstrual e a ausência de ovulação em determinados meses. Se você tem mais de 35 anos e sua menstruação começa a atrasar e a falhar com frequência, procure o seu ginecologista.
14# – Início recente do ciclo menstrual
Se a sua menarca (primeira menstruação) ocorreu há poucos tempo, é normal que o seu ciclo seja irregular nos primeiros anos. Alterações menstruais podem ocorrer até nos dois primeiros anos de menstruação e ocorrem porque o sistema reprodutor feminino ainda está em fase de amadurecimento. Portanto, atraso menstrual nesta fase é extremamente comum.
15# – Amenorreia
Existem diversas causas para amenorreia, incluindo problemas uterinos, ovarianos e até das glândulas cerebrais que controlam a produção de hormônios sexuais, como a hipófise e o hipotálamo. Amenorreia é diferente de atraso menstrual. Se você não menstrua há três ou mais meses, isso já não pode ser considerado atraso menstrual. Algumas causas de amenorreia foram citadas neste texto, mas existem várias outras. Portanto, se você não estiver grávida e a sua menstruação parou de vir de vez, procure o seu ginecologista, pois é possível que haja alguma doença por trás bloqueando sua capacidade de ovular.

Fonte www.mdsaude.com