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terça-feira, 30 de julho de 2013

Motivo do fracasso no regime está nos neurônios

Emagrecimento: Sinal de fome é dado após neurônios comerem
 gordura de outros neurônios
Cientistas descobriram que células do cérebro quando em privação de alimento canibalizam umas às outras, liberando o sinal de fome
 
Cientistas descobriram o motivo que explica o fato de ser tão difícil emagrecer e ele está todo no cérebro. Em testes feitos em ratos, os pesquisadores perceberam que a privação de alimento induz um processo nos neurônios chamada de autofagia – as células do hipotálamo comem as reservas de gordura de outras células. O processo representa um sinal de alerta da fome. A sensação de fome é justamente a maior dificuldade durante uma dieta, o bloqueio deste sinal evitaria a necessidade do indivíduo ter de se controlar para não comer.
 
Como resolução dos problemas dos regimes malsucedidos, os pesquisadores da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, conseguiram bloquear a autofagia e por consequência o alerta de fome. Com isto, eles descobriram também uma nova maneira de modular o apetite e o peso corporal em abrir caminho para, no futuro, desenvolver um novo remédio para o emagrecimento.

Para bloquear o canibalismo entre os neurônios, os pesquisadores descobriram o gene responsável pelo processo de autofagia, o atg7 e o retiraram. “No entanto isto foi feito apenas de forma experimental. Por enquanto, só está disponível neste momento agentes farmacológicos experimentais que podem ser usados para inibir ou ativar o processo de autofagia nas células de roedores”, Rajat Singh, autor do estudo publicado no periódico científico Cell.

O pesquisador joga um banho de água fria nos ávidos pelo emagrecimento mais fácil. Ele afirma que ainda vai demorar alguns anos para que o novo remédio seja fabricado. Mas a expectativa é que estudos futuros consigam desenvolver novas drogas que possam ser usadas por humanos. “Nossas descobertas ainda precisam ser testadas em humanos, o que é a nossa meta de longo prazo”, disse.
 
Canibalismo de neurônio
A autofagia é um processo comum em diversas células do corpo de animais e humanos. O grupo de pesquisadores começou inclusive a pesquisa estudando a autofagia como forma de diminuir o estoque lipídico em órgãos como o fígado.“ E aí ficamos interessados em testar isto em neurônios do hipotálamo”, disse.
 
Sigh explica que a perda nos estoques de gordura ocorrem de maneira muito sutil. “Elas ocorrem apenas em momentos breves quando os ratos estão famintos. Quando o alimento é ingerido o estoque de gordura cresce rapidamente nos neurônios”, disse Sight, explicando que a perda de gordura não afetou os neurônios dos ratos. Nos testes, também não foi observado nenhum efeito neurológico negativo nos animais quando a autofagia foi bloqueada nos neurônios.

A descoberta de como controlar o sistema de alerta de fome tem outro lado além daquele de facilitar o regime, como reduzir as taxas de obesidade e de diabetes pelo sobrepeso. Sigh conta que também será possível ajudar idosos que têm redução de apetite. 
 
Fonte iG

Estudo comprova que exercício físico recicla células e previne diabetes

Exercício físico faz com que as células se "reciclem"
Mecanismo de autofagia só havia sido observado em situações de fome e estresse
 
Pesquisa realizada em camundongos mostrou que o exercício físico induz a um "sistema de reciclagem" das células, que faz com que elas se adaptem a mudanças nas demandas de energia e de nutrição. O processo chamado de autofagia acaba por proteger diversos órgãos, entre eles o coração.

“Ficamos muito animados com a descoberta de que 30 minutos de exercício induz fortemente a autofagia em diversos órgãos, entre eles músculo, coração, fígado, pâncreas e tecido adiposo. Antes deste trabalho, somente fome e estresse eram conhecidos como grandes indutores de autofagia”, disse  Congcong He, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas.

Os pesquisadores realizaram o estudo com dois tipos de camundongos. Um deles foi modificado pelos pesquisadores e não era capaz de realizar a autofagia, o segundo tipo não tinha sofrido modificações. O estudo mostrou que os camundongos que não realizavam autofagia eram incapazes de emagrecer após oito semanas de exercícios. Além disso, os camundongos modificados não conseguiram se exercitar durante tanto tempo quanto seus pares “normais”.
         
“Isso acontece possivelmente devido a defeitos nos caminhos de sinalização celular que regulam a tomada e o metabolismo da glucose quando se faz exercício. Essas descobertas ilustram o papel importante da autofagia na mediação de benefícios ao metabolismo que não eram ainda conhecidos”, afirmou He.

O estudo também concluiu que o exercício tem papel importante na prevenção de diabetes. “Com base no estudo é possível dizer que a diabetes tipo 2, ao menos em camundongos, pode ser bem prevenida mediante exercício diário, mesmo com uma dieta com muita gordura. Nosso estudo ajuda a desenvolver o conceito de que aumentando a atividade de autofagia em geral pode ser benéfico para combater resistência à insulina, obesidade e complicações metabólicas relacionadas a ela.”

Os pesquisadores querem agora desenvolver molécula que possa “substituir” o exercício. “Nosso sonho é achar um composto que induza a autofagia e possa ‘mimetizar o exercício’ para que possamos aplica-lo em pessoas que estejam fisicamente confinadas e não possam se exercitam sozinhas. Nosso laboratório está, neste momento, caracterizando um reagente sintético que é capaz de induzi-la in vitro e in vivo”, explicou He.

O trabalho, que foi publicada em 2012 no periódico científico Nature, também sugere que a ativação da autofagia pode estar conectada a outros benefícios para a saúde relacionada a exercícios diários como proteção do sistema cardiovascular, efeitos anticâncer e extensão do tempo de vida.

Fonte iG

Cientistas testam a 'pílula da ginástica'

Proteína, por enquanto apenas testada em ratos, aumenta
consumo de oxigênio e produção de energia
Por The New York Times
 
Composto testado em ratos promete os benefícios do exercício físico para o corpo, sem o esforço
 
Dois estudos recém-publicados investigam a possibilidade instigante de que um dia venhamos a desfrutar das vantagens da prática de exercícios com a ajuda de uma pílula, ao invés de suarmos a camisa. Porém, embora alguns pesquisadores acreditem na promessa de uma pílula de exercícios, não se sabe se isso seria prudente.
 
O mais encorajador dos novos estudos, publicado recentemente pelo periódico Nature Medicine, é a continuação de um estudo de grande proporção do ano passado. Nele, uma equipe do Instituto de Pesquisa Scripps, em Júpiter, Flórida, revelou que um composto criado por eles e injetado em ratos obesos aumentaram a ativação de uma proteína chamada REV-ERB, conhecida por controlar parcialmente o ritmo cardíaco e os relógios biológicos dos animais. Os animais que receberam o composto emagreceram mesmo com uma dieta rica em calorias e melhoraram os níveis de colesterol no sangue.
 
Inesperadamente, os animais também começaram a consumir mais oxigênio durante o dia e gastaram cinco por cento mais energia que os ratos que não receberam o tratamento, muito embora não estivessem se movendo mais que os outros animais. Na verdade, em boa parte dos casos os animais que receberam o medicamento estavam fisicamente mais preguiçosos e inativos do que antes de receberem a droga. Aparentemente, o composto fornecia um exercício sem a necessidade do esforço físico.
 
Intrigados, os cientistas do Scripps, em parceira com pesquisadores do Instituto Pasteur, da França, e outras instituições, tentaram descobrir o que composto poderia fazer aos músculos para obter esses resultados. Eles sabiam que a droga aumentava a potência da proteína REV-ERB, mas ninguém sabia o que a proteína faria aos músculos diretamente. Por isso, eles começaram a desenvolver uma linhagem de ratos incapazes de expressar um volume muito grande de REV-ERB nas células musculares.             
 
Esses animais demonstraram ser verdadeiros antiatletas. Uma das marcas registradas dos exercícios aeróbicos é que os músculos aumentam o número e o vigor das mitocôndrias, as estruturas celulares responsáveis por gerar energia e consumir oxigênio. Porém, nos músculos desses animais o número de mitocôndrias era baixíssimo.
                         
Por consequência, os animais tinham uma capacidade máxima de consumo de oxigênio 60 por cento mais baixa que o normal. Eles chegavam à exaustão na esteira muito antes das cobaias não afetadas.

Porém, quando os cientistas aplicaram o composto em células musculares isoladas dos ratos deficientes em outra parte do experimento, as células começaram a produzir muito mais REV-ERB. Em seguida, essas células passaram a produzir muito mais mitocôndrias e a fortalecer as existentes.             
 
Por fim, os cientistas injetaram o componente em ratos sedentários para estimular a produção de REV-ERB além dos níveis considerados normais. Quando soltaram os ratos sedentários em pequenas esteiras, eles correram "significativamente mais tanto no quesito tempo, quanto no quesito distância", se comparados a animais que não receberam o composto, afirmaram os autores, mesmo que não estivessem treinando anteriormente.
 
O medicamento "certamente parece agir como uma mímica do exercício", afirmou o coautor Thomas Burris, atual diretor do departamento de Ciência Farmacológica e Fisiológica da Faculdade de Medicina da Universidade de St. Louis. Ele acrescentou que não é difícil imaginar um medicamento que permita que as pessoas, especialmente com deficiências físicas ou incapacitadas de se exercitarem, de tirar proveito dos benefícios da resistência física, sem precisarem se cansar para isso.              
           
Porém, ainda estamos longe disso e muitas perguntas precisam ser respondidas. Ainda não se sabe, por exemplo, se é possível aumentar os níveis de REV-ERB em pessoas saudáveis, nem se atletas poderiam usar a droga para se doparem. Burris afirmou que outros cientistas que publicaram dados sobre as possíveis pílulas de exercícios o alertaram para "esperar alguns telefonemas estranhos" de atletas e equipes de apoio.
 
A maior preocupação é saber se uma pílula seria capaz de replicar os efeitos fisiológicos complexos dos exercícios físicos, nem se haveriam consequências inesperadas caso recriássemos os efeitos.
 
Essa questão serviu de pano de fundo para outro estudo, publicado este mês pelo periódico PLoS Biology. Nele, cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, tentaram replicar estudos anteriores que demonstram que grandes doses de resveratrol, a substância química encontrada em abundância nas cascas de uva, aumenta a produção de novas mitocôndrias em células musculares isoladas, imitando o efeito de exercícios aeróbicos. Depois desses primeiros estudos, o resveratrol também passou a ser visto como uma alternativa farmacológica à prática de exercícios.          
                          
Entretanto, o novo estudo acaba com essa esperança. Quando os cientistas alimentaram ratos e camundongos com níveis toleráveis de resveratrol na ração, os animais não produziram mais mitocôndrias nas células musculares. Somente doses extremamente altas de resveratrol levaram à produção de mais mitocôndrias.
 
Infelizmente, doses exageradas dessa substância têm um efeito tóxico, afirmou o Dr. John O. Holloszy, coautor do estudo e professor de medicina da Universidade de Washington. Ela "envenena dois dos passos" envolvidos na função mitocondrial saudável, afirmou Holloszy.
 
Ainda assim, o sonho de saúde sem esforço continua a encantar.
 
"Eu sei que há muita gente que iria preferir tomar uma pílula, ao invés de correr alguns quilômetros", afirmou Burris.
 
Entretanto, ele acrescenta que o principal objetivo de sua pesquisa e de outras similares é o de ajudar quem não pode se exercitar, não quem se nega a fazê-lo, e que até mesmo os beneficiários seriam enganados.
 
"O exercício traz tantos benefícios" e "nenhuma droga" é capaz de recriar todos, concluiu.
 
Isso significa que uma boa pedalada ou algumas horas na piscina jamais serão reduzidas a uma pílula.
 
Fonte iG

Mais Médicos prioriza contratação de profissionais graduados no Brasil

Ministério da Saúde
Os médicos brasileiros serão valorizados
Os candidatos estrangeiros só assumirão as vagas que não forem ocupadas pelos brasileiros, desde que possuam diploma de instituição reconhecida, habilitação para o exercício da Medicina e familiaridade com a língua portuguesa
 
Médicos brasileiros terão prioridade de contratação no Programa Mais Médicos para o Brasil , lançado nesta semana pelo Governo Federal. A iniciativa faz parte de um amplo pacto de melhorias do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, que além de levar mais médicos para regiões carentes de profissionais, prevê investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde.
 
Com novos profissionais e mais recursos para os postos de saúde, cidadãos como Mario Alberton, morador de Curitiba (PR), ganharão mais qualidade de vida. “Ninguém quer ir para o Mato Grosso, Amazonas, Acre. O salário lá é de R$ 18 mil, R$ 25 mil, mas eles não querem ir. Se o médico é um profissional que ama o que faz, ele vai trabalhar com prazer nesses locais”, acredita. Seu Mario é usuário da Unidade Básica de Saúde de Lotiguaçú, que fica a 15 quilômetros do centro de Curitiba. Há três meses, apenas um médico residente atende no local.
 
É para garantir atendimento ao seu Mario e a outros brasileiros que o Ministério da Saúde lançou o Mais Médicos. Os profissionais do programa receberão uma bolsa mensal de R$ 10 mil, paga pelo Governo Federal, além de ajuda de custo para deslocamento e moradia. Os candidatos estrangeiros só assumirão as vagas que não forem ocupadas pelos brasileiros, desde que possuam diploma de instituição reconhecida, habilitação para o exercício da Medicina e familiaridade com a língua portuguesa.
 
Quem atender a todos os itens passará por curso em uma universidade pública durante três semanas e receberá registro provisório para atuar apenas na Unidade Básica de Saúde indicada pelo Ministério. Os graduados em outros países não precisarão passar por revalidação de diploma, considerando que com isso eles poderiam atuar em todo o Brasil, competindo com os profissionais brasileiros.
 
O programa terá duração de três anos e, durante esse período, os médicos passarão por especialização em Saúde da Família, com supervisão de instituições de ensino superior, gestores de saúde e um tutor.
 
Graduação e residência
A iniciativa de levar médicos para regiões carentes é apenas uma das vertentes do Mais Médicos . Em parceria com o Ministério da Educação, serão aberta também 11.447 vagas nos cursos de Medicina no país e 12 mil vagas para formação de especialistas até 2017. Desse total, 2.415 novas vagas de graduação já foram criadas e serão implantadas até o fim de 2014 com foco nas áreas que mais precisam de profissionais e que possuem a estrutura adequada para a formação médica. Além disso, a partir de 1º janeiro de 2015, os alunos que ingressarem na graduação vão atuar por um período de dois anos em unidades básicas e na urgência e emergência do SUS.
 
De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Carlos Edilson de Almeida Maneschy, o Mais Médicos deve mudar a realidade da saúde brasileira. “Nós precisamos nos aprofundar no que o programa tem de mais abrangente. Não se trata apenas de trazer médicos do exterior. Tratamos de formação qualificada de médicos, aumento da oferta do ensino de qualidade e de vagas para residência, o que mostra a necessidade de apoiarmos essa ideia”, finaliza.

Visite o site:  maismedicos.saude.gov.br              
 
Fonte iG

Brasil quase dobra Índice de Desenvolvimento Humano Municipal em 20 anos

IDHM passou de 0,493, em 1991, - considerado muito baixo - para 0,727, o que representa alto desenvolvimento
 
Em 1991, 85,5% das cidades brasileiras tinham IDHM considerado muito baixo. Em 2010, o percentual passou para 0,6% dos municípios. De acordo com o levantamento, em 2010, o índice de municípios com IDHM considerado alto e médio chegou a 74%, enquanto em 1991, não havia nenhuma cidade brasileira com IDHM considerado alto e 0,8% apresentavam índice médio. Pela escala do estudo, é considerado muito baixo o IDHM entre 0 e 0,49, baixo entre 0,5 e 0,59; médio de 0,6 e 0,69, alto 0,7 e 0,79 e muito alto entre 0,8 e 1,0.
 
O IDHM é o resultado da análise de mais de 180 indicadores socioeconômicos dos censos do IBGE de 1991, 2000 e 2010. O estudo é dividido em três dimensões do desenvolvimento humano: a oportunidade de viver uma vida longa e saudável [longevidade], ter acesso a conhecimento [educação] e ter um padrão de vida que garanta as necessidades básicas [renda]. O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.
 
De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro, o Brasil conseguiu reduzir as desigualdades, principalmente, pelo crescimento acentuado dos municípios menos desenvolvidos das regiões Norte e Nordeste.
 
“A fotografia do Brasil era muito desigual. Houve uma redução, no entanto, o Brasil tem uma desigualdade amazônica, gigantesca, que está caindo. O Brasil era um dos países mais desiguais do mundo, continua sendo, mas houve uma melhora. Podemos antecipar um futuro melhor”, frisou o presidente do Ipea e ministro interino da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri.
 
Principal responsável pelo crescimento do índice absoluto brasileiro, o IDHM Longevidade acumulou alta de 23,2%, entre 1991 e 2010. O índice ficou em 0,816, em 2010. Com o crescimento, a expectativa de vida do brasileiro aumentou em 9,2 anos, passando de 64,7 anos, em 1991, para 73,9 ano, 2010.
 
“A melhoria da expectativa de vida é muito significativa. Um brasileiro que nasce hoje tem expectativa de vida nove anos maior o que era há 20 anos, principalmente por uma queda na mortalidade infantil”, explicou o representante PNUD no Brasil Jorge Chediek.
 
Os municípios catarinenses de Blumenau, Brusque, Balneário Camboriú e Rio do Sul registraram o maio IDHM Longevidade, com 0,894, e expectativa de vida de 78,6 anos. As cidades de Cacimbas (PB) e Roteiro (AL) tiveram o menor índice (0,672) e expectativa de 65,3 anos.
 
O levantamento aponta ainda que a renda per capita mensal do brasileiro cresceu R$ 346 nas últimas duas décadas, tendo como base agosto de 2010. Entre 1991 e 2010, o IDHM Renda evoluiu 14,2%, contudo, 90% dos 5.565 municípios brasileiros aparecem na categoria de baixo e médio desenvolvimento neste índice.
 
Apesar do crescimento, a desigualdade fica clara quando comparados os extremos do indicador. O município de São Caetano do Sul (SP), primeiro colocado no IDHM Renda, registrou renda per capita mensal de R$ 2.043, o último colocado, Marajá do Sena (MA), obteve R$ 96,25. Uma diferença de 20 vezes.
 
O IDHM Educação, apesar registrar a menor contribuição para o IDHM absoluto do país, passou de 0,278, em 1991, para 0,637, em 2010. O crescimento foi impulsionado, segundo o atlas, pelo aumento de 156% no fluxo escolar da população jovem no período.
 
Fonte iG