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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Química cerebral especial em crianças com autismo pode mudar com o tempo

Estudo destaca a importância que a intervenção precoce pode ter sobre as crianças com autismo
Foto: Children´s Hospital
Estudo destaca a importância que a intervenção precoce
pode ter sobre as crianças com autismo
Os pesquisadores identificaram que intervenções precoces na N-acetil-aspartato, pode mudar o cenário da doença
 
Crianças com autismo apresentam química cerebral anormal, que pode mudar ao longo do tempo, mostra nova pesquisa.
 
Os pesquisadores observaram que uma química especial difere crianças com atrasos no desenvolvimento de crianças com desenvolvimento normal, e foram mais além, apresentando evidências que sugerem que intervenções precoces podem alterar os resultados em crianças com autismo.
 
Segundo o estudo, o transtorno do espectro do autismo é fundamentalmente diferente de outros transtornos do desenvolvimento. "As crianças com autismo apresentaram um curso de desenvolvimento muito diferente das crianças que tinham atrasos no desenvolvimento sem autismo. Nosso objetivo, agora, é entender melhor como estes processos ocorrem, para que possamos desenvolver intervenções mais focalizadas que possam ajudar a modificar estes cenários para benefício do pacientes," disse o autor do estudo, Stephen Dager.
 
A descoberta também enfatiza o impacto positivo que a intervenção precoce pode ter sobre as crianças com autismo, disse o especialista em autismo Ali Carine. "Precisamos identificar as crianças autistas e começar a intervenção quando o potencial para a mudança é maior. Clinicamente, sabemos que quanto mais cedo iniciarmos o trabalho, maiores serão as respostas."
 
Especialistas estimam que até 8 anos, uma em cada 88 crianças irão desenvolver alguma forma de autismo, de acordo com U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Os meninos são quatro vezes mais propensos do que as meninas a desenvolverem o transtorno do espectro do autismo.
 
No estudo, os pesquisadores usaram exames de ressonância magnética para medir os produtos químicos à base de tecidos cerebrais de crianças com 3 a 4 anos, 6 a 7 anos e 9 a 10 anos de idade. Eles mediram as crianças que tinham sido diagnosticadas com autismo, crianças diagnosticadas com atrasos de desenvolvimento e crianças com desenvolvimento normal.
 
Os resultados mostraram alterações particularmente interessantes na N-acetil-aspartato (NAA) , produto químico que desempenha um papel importante no desenvolvimento e na regulação das conexões sinápticas no cérebro. Níveis de NAA são mais baixos em pessoas com doenças como lesão cerebral traumática, Alzheimer ou acidente vascular cerebral.
 
Os pesquisadores descobriram que nas idades de 3 a 4 anos, as crianças dos grupos com autismo e atraso no desenvolvimento tiveram baixas concentrações de NAA na matéria cinzenta do cérebro. No entanto, nos grupos com idades de 9 a 10, as crianças com autismo tinham níveis de NAA próximos dos encontrados em crianças com desenvolvimento normal, enquanto o nível de NAA permaneceu baixo no grupo de desenvolvimento retardado.

 
Fonte isaude.net

Beber leite depois de comer alimentos açucarados pode reduzir o risco de cáries

Beber leite depois de comer alimentos açucarados pode reduzir o risco de cáries stock.xchng/Divulgação
Foto: stock.xchng / Divulgação
Bebida pode ajudar a diminuir os níveis de placa e evitar danos ao esmalte dos dentes
 
Tomar leite logo em seguida à ingestão de um cereal com açúcar no café da manhã, por exemplo, pode ajudar a diminuir as cáries nos dentes, indica um recente e pequeno estudo.
 
Beber leite depois de comer cereais com adição de açúcar pode reduzir os níveis de placa e evitar danos ao esmalte dos dentes, que leva a cáries, disseram pesquisadores da Universidade de Illinois, da Faculdade de Odontologia de Chicago.
 
Depois de comer amido, cereais açucarados, as bactérias da placa na superfície do dente produzem ácidos, de acordo com a pesquisadora Christine Wu, professora de odontopediatria e diretora de cariologia. Relatórios mostram que a ingestão de carboidratos quatro vezes ao dia, ou em quantidades superiores a 60 gramas por pessoa por dia, aumenta o risco de cáries.
 
Christine e sua equipe de pesquisadores recrutaram 20 adultos, que consumiram 20 gramas, ou cerca de um copo, de um cereal açucarado e depois ingeriram diferentes bebidas: leite integral, suco 100% de maçã ou água de torneira.
 
O PH da placa, ou acidez, foi medido com um microeletrodo colocado entre os dentes pré-molares antes de eles comerem, aos dois e aos cinco minutos depois de comerem, e depois de dois a 30 minutos após beberem um líquido. O pH caiu rapidamente nas placas após o consumo apenas de cereais, e se manteve ácida com pH 5,83 a 30 minutos. Um pH abaixo de 7 é ácido, um pH maior do que 7 é básico. A água pura tem um pH próximo de 7.
 
Os indivíduos que beberam leite depois de comer os cereais apresentaram a maior elevação do pH, 5,75-6,48 aos 30 minutos. Aqueles que beberam suco de maçã se mantiveram no pH 5,84 aos 30 minutos, enquanto a água elevou o pH para 6,02.
 
Sucos de frutas são considerados escolhas alimentares saudáveis, mas a adição de açúcar pode ser um risco para a saúde dental, de acordo com Christine.
 
Estudos anteriores mostraram que a ingestão de queijo após a refeição açucarada reduz a produção de ácido, disseram os pesquisadores, e que os consumidores podem modificar sua dieta, para evitar os efeitos de alimentos açucarados causadores das cáries nos dentes.
 
A pesquisa, anunciada dia 31 de julho, está publicada no Journal of the American Dental Association.

Fonte AFP/Zero Hora

Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia busca voluntários para estudo

Homens e mulheres podem participar de pesquisa sobre celulite
 
O Centro Brasileiro de Estudos em Dermatologia (CBED) está selecionando voluntários de ambos os sexos para integrar um estudo sobre avaliação dos componentes genéticos e hormonais de homens e mulheres com diferentes graus de celulite.
 
O objetivo do estudo é para fins investigacionais e não prevê tratamento.
 
Podem se candidatar voluntários com idade entre 20 e 40 anos, não fumantes e que apresentem peso estável nos últimos seis meses.
 
Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail cbed@cbed.org.br ou pelo telefone (51) 3026-2633, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
 
Fonte Zero Hora

Nascimento de bebê afeta desejo sexual de homens e mulheres, aponta estudo

Nascimento de bebê afeta desejo sexual de homens e mulheres, aponta estudo Stock.Xchng/Divulgação
Foto: Stock.Xchng / Divulgação
Estresse e noites mal dormidas estão entre as causas da diminuição do desejo
 
Um novo estudo descobriu que a chegada de um recém nascido em casa não afeta apenas o desejo sexual da mãe, mas também de seu parceiro.
 
Estudos anteriores sobre sexo após o parto, muitas vezes focados em biologia reprodutiva do sexo feminino, mostraram que as alterações hormonais durante a gravidez e a amamentação podem afetar o desejo sexual das mães. No entanto, um estudo recente esclarece que o mesmo também está acontecendo com os parceiros dessas mulheres que acabaram de ter bebê.
 
A especialista em pscicologia feminina, Sari van Anders, da Universidade de Michigan, e seus colegas desenvolveram um estudo para examinar a sexualidade pós-parto como um processo social e de relacionamento, com foco nos casais.
 
Um total de 114 parceiros — 95 homens, 18 mulheres, um não especificado — responderam um questionário online sobre a sua sexualidade durante os três meses após o nascimento de seu filho mais novo.
 
Os pesquisadores descobriram que os parceiros experimentaram mudanças similares em sexualidade, incluindo altos e baixos. O baixo desejo nos parceiros foi altamente influenciado por fatores relacionados a noites mal dormidas e estresse causados pelos cuidados que um bebê recém nascido exige.
 
— Nossos resultados ajudam a esclarecer como a experiência de sexualidade dos pais, nas inúmeras formas que são contextualizadas com os parceiros e os relacionamentos de parentalidade — disse Sari.
 
Os resultados, anunciados nesta quinta-feira, foram publicados em uma edição recente do The Journal of Sexual Medicine.
 
Pesquisas anteriores descobriram que a natureza regula os níveis de testosterona conforme um homem se torna pai. Enquanto os homens com testosterona alto são mais propensos a encontrar uma companheira, os níveis hormonais caem quando eles se tornam pais que estão envolvidos com seus filhos. Esse estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Northwestern, nos EUA, foi publicado em 2011 no períodico Proceedings of National Academy of Sciences.

Fonte AFP/Zero Hora

Saúde pessoal: quando a doença de Lyme dura uma eternidade

Saúde pessoal: quando a doença de Lyme dura uma eternidade Ellen Weinstein/NYTNS
Foto: Ellen Weinstein / NYTNS
Doença pode ser contraída pela picada de um minúsculo
 carrapato de veado
Sintomas da síndrome, que deixa milhares de pessoas debilitadas, aumentam com o passar do tempo e intrigam especialistas
 
A forma crônica da doença de Lyme é um termo genérico altamente polêmico para uma série de sintomas duradouros que podem ou não advir de uma infecção anterior pela bactéria provocadora da enfermidade em sua versão aguda. Muitas vezes mal diagnosticada e tratada erroneamente, a doença de Lyme crônica deixa milhares de pessoas debilitadas física e mentalmente e sem recursos médicos comprovados.
 
Mary Rasenberger, 51 anos, advogada nova-iorquina, vivencia "uma série de enfermidades há dez anos". Por fim, ela ouviu o diagnóstico de doença de Lyme crônica, no verão passado do Hemisfério Norte, após ter ouvido que sofria de esclerose múltipla.
 
Os sintomas antigos envolviam "juntas doloridas, dores de cabeça e fadiga indescritível" que a deixavam indisposta e incapaz de se exercitar. Nos últimos anos, surgiram dois sintomas adicionais: neuropatia nos braços, pernas e no rosto, além de problemas de visão. Durante entrevista, ela contou "acordar se sentindo mal todo dia"; caso sua temperatura se elevasse, era como se fosse gripe.
 
Ainda assim, o exame para borreliose, como a enfermidade também é conhecida, deu negativo. Desesperada, ela finalmente consultou um "especialista" em Lyme, um dos vários médicos que tratam pacientes com sintomas como o dela com antibióticos durante longo tempo, apesar do fato de que tal procedimento não tenha demonstrado benefícios significativos ou duradouros em estudos clínicos controlados. Tais exames envolveram pacientes escolhidos ao acaso que ingeriam o antibiótico Rocephin (geralmente administrado por via intravenosa) ou um placebo, sendo que nem os pacientes nem os profissionais avaliando os sintomas soubessem quem recebeu o quê.
 
Mesmo assim, depois de vários meses tomando antibióticos, Rasenberger, a exemplo de diversos outros pacientes, contou se sentir "completamente saudável pela primeira vez em anos". Sempre que tenta parar a medicação, os sintomas debilitantes regressam.
 
Relatos como os dela estão longe de ser incomuns. Os especialistas agora sabem que algumas pessoas infectadas por borreliose terminam desenvolvendo sua forma crônica mesmo que a infecção inicial tenha sido diagnosticada prontamente e tratada a contento. De dez a 15 por cento das pessoas tratadas pela doença de Lyme documentada medicamente desenvolveram sintomas persistentes ou recorrentes de fadiga, dor musculoesquelética e queixas cognitivas.
 
A condição é conhecida como síndrome da doença de Lyme pós-tratamento (PTLDS, na sigla em inglês).
 
— Trata-se de um distúrbio real, embora ninguém realmente saiba o que esteja acontecendo — disse o Dr. John N. Aucott, infectologista de Lutherville, Maryland, durante entrevista.
 
— Muitos pacientes ouviram que não estão doentes de verdade, apenas cansados ou deprimidos. Porém, não se trata de fadiga normal e não é causada pela depressão - embora a depressão possa certamente provir pela qualidade de vida seriamente reduzida do paciente — ele acrescentou.
 
A terapia com antibióticos para a PTLDS é baseada em relatos contestados segundo os quais tais pacientes podem abrigar reservatórios escondidos da espiroqueta causadora da doença de Lyme, "Borrelia burgdorferi", muito tempo depois do tratamento inicial. Porém, pesquisadores que estudaram a terapia encontraram pouco ou nenhum benefício e, para muitos, o tratamento é cheio de perigos que poderiam ser piores do que a doença.
 
Entre os riscos estão o desenvolvimento de uma infecção resistente a antibióticos, diarreia intratável, lesões renais ou no fígado e, como ocorreu com uma mulher de 30 anos tratada com antibiótico injetado por cateter, morte por infecção generalizada (septicemia).
 
Pessoas com PTLDS não são hipocondríacos procurando atenção nem preguiçosos querendo fugir do trabalho ou das obrigações, disse Aucott, embora muitos possam ser ajudados pela psicoterapia que os ajuda a lidar melhor com os sintomas.
 
— São pessoas altamente funcionais – gente encostada não pega doença de Lyme. Elas não são loucas e os médicos que as atendem não são maus. Trata-se de pessoas desesperadas tentando melhorar e de médicos que desejam auxiliá-las — ele afirmou.
 
Contudo, até que se descubram as causas da PTLDS, será difícil para os pesquisadores descobrirem terapias eficazes. Entre as possíveis causas da síndrome estão a fadiga pós-infecção prolongada e uma reação autoimune ao organismo infectado, de acordo com um livro recente da Dra. Adriana Marques, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA.
 
Já o motivo pelo qual algumas pessoas com PTLDS parecem se beneficiar com a terapia intensiva com antibióticos, pelo menos temporariamente, Aucott sugeriu algumas teorias. Os antibióticos podem ter efeito anti-inflamatório que alivia a dor e o inchaço. Outra possibilidade é de os pacientes terem uma infecção de baixo nível persistente que seja suprimida de forma temporária pelos antibióticos, mas não morta por eles. Ou pode ser que os pacientes com PTLDS experimentem um efeito placebo, melhorando porque acreditam que o tratamento vai ajudar e porque alguém finalmente está levando seus sintomas a sério.
 
Um complicador do cenário é o fato de que algumas pessoas com os sintomas da PTLDS aparentemente nunca tiveram a doença de Lyme, afirmou Marques durante entrevista. Existem outros organismos infecciosos – o vírus Epstein-Barr, por exemplo – que podem produzir sintomas similares e serem os verdadeiros culpados.
 
Entretanto, os peritos também não podem excluir a espiroqueta da borreliose.
 
Muitas pessoas, se não a maioria, infectadas por ele nunca souberam ter sido mordidas pelo minúsculo carrapato de veado que transmite a bactéria dos animais às pessoas. Talvez elas nunca desenvolvam nem percebam a erupção vermelha que pode surgir. Mesmo quando a erupção ocorre, somente uma em cinco se apresenta como o característico olho de boi ligado à doença de Lyme. Em sua maioria, elas são bastante vermelhas, redondas ou ovais.
 
Tais pessoas podem nunca ser tratadas contra a infecção nos estágios iniciais e terminar semanas, meses e até mesmo anos mais tarde com os sintomas que assolaram Rasenberger. Os sintomas podem se instalar gradualmente, como foi o caso do meu cachorro, que apresentava efeitos mínimos de carregar um carrapato da borreliose até nove meses atrás, quando se prostrou, incapaz de comer ou beber sozinho.
 
Aucott e Marques afirmaram que mais pesquisa é desesperadamente necessária para as pessoas receberem o auxílio necessário.
 
— É uma doença enorme que vai se tornar ainda maior, entretanto, recebe somente uma minúscula fração do orçamento dos Institutos Nacionais de Saúde — disse Aucott.
 
Dadas as incertezas quanto à enfermidade no formato crônico, a prevenção é mais importante do que nunca. Evite andar pelo mato e capim alto. Quando for caminhar em florestas, acampar, fazer jardinagem ou aparar a grama, use roupas compridas de cor clara e enfie as pernas das calças em meias apertadas. Borrife a pele exposta com repelente de inseto com 20 por cento de DEET e as roupas com permetrina. Tire as roupas antes de entrar em casa; elas devem ser lavadas e secadas em separado.
 
Tome banho assim que entrar em casa usando bucha ou pano e examine o corpo cuidadosamente, principalmente nas dobras da pele, em busca de carrapatos presos. Eles devem ser removidos cuidadosamente com uma pinça sem esmagá-los puxando-os de forma suave e constante perto da boca. A seguir, aplique um antisséptico no local.

Fonte The New York Times/Zero Hora