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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Estudo descarta vínculo entre cansaço e horas de sono

Dormir mais não significa que a pessoa fique menos cansada
Duração normal de sono é de seis horas e 55 minutos durante a semana, diz pesquisa
 
Dormir mais não significa que a pessoa fique menos cansada, assegurou esta quinta-feira (1) o pesquisador em neurologia da universidade de Estocolmo, especializado em estresse, Torbjörn Aakerstedtque, que coordena um estudo sobre a relação entre o sono e o cansaço.
 
— A duração do sono não é uma boa referência para analisar se o sono é suficiente ou não. Isto está condicionado pelos genes e depende da idade e da saúde da pessoa.
 
Sua equipe chegou a esta conclusão ao final de três estudos. Um deles examinou os hábitos de sono de cerca de 6.000 pessoas.
 
— Se você se sente bem e dinâmico durante o dia, é porque provavelmente dormiu o suficiente.
 
Segundo o estudo, que será publicado antes do fim do ano a duração normal de sono é de seis horas e 55 minutos durante a semana e uma hora a mais no dia seguinte quando não há nenhum compromisso.
 
De acordo com os cientistas, os jovens precisam de oito horas de sono em média, enquanto no caso dos maiores de sessenta anos este período cai para seis horas.
 
— No entanto não há uma média global. As pessoas de 20 anos podem inclusive dormir mais e se sentir mais cansadas durante o dia [porque seu cérebro continua em desenvolvimento].
 
Embora dormir mais que o necessário não produza mais energia, dormir menos pode trazer consequências para a saúde, como um enfraquecimento do sistema imunológico, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, engordar e sofrer acidentes de trânsito ou no trabalho.
 
Fonte AFP/R7

Mortes por gripe sobem para 88 em Minas e Tamiflu é aposta para conter vírus

André Sousa/Agência Brasília
Vacinação também pode evitar a doença
Estado já registrou quase o dobro dos óbitos do ano passado, quando 47 pessoas morreram
 
Com o avanço da gripe em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde anunciou nesta quinta-feira (1º) que novos procedimentos serão tomados no tratamento da doença. Até agora, 88 pessoas morreram em decorrência dos vírus em 2013. Durante todo o ano passado foram 47 óbitos.
 
O secretário de Saúde Antônio Jorge de Souza Marques informou que o oseltamivir, anti-viral conhecido como Tamiflu, estará disponível “em todas as portas de entrada hospitalar” e para “qualquer paciente que tenha a receita com a medicação prescrita”.
 
— Vamos também reforçar a orientação da prescrição do medicamento para todo paciente que apresente os sintomas da síndrome gripal. Com isso pretendemos diminuir o número de óbitos entre nossa população, já que é comprovado a eficácia do anti-viral nas primeiras 48h do início dos sintomas.
 
Minas Gerais tem 391 casos confirmados de doenças causadas pelos vírus da gripe. O grande vilão da temporada é o H1N1, conhecido como gripe suína, responsável por 73 mortes.
 
Belo Horizonte é a cidade com mais mortes, dez ao todo. Uberaba, no Triângulo, aparece com seis mortes. Pouso Alegre, no sul do Estado, teve cinco vítimas. Contagem, na região metropolitana de BH, também registrou cinco óbitos.
 
Fonte R7

No Dia Mundial contra as Hepatites Virais, testes gratuitos são realizados na região central de SP

Ação tem como objetivo alertar a população para o diagnóstico precoce da doença
 
No Dia Mundial contra as Hepatites Virais, a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo promove testes gratuitos para o diagnóstico das hepatites B e C, das 9h às 16h, na Consolação, região central da cidade. Profissionais de saúde estão de plantão no Instituto Clemente Ferreira para realizar os exames. Além da detecção da hepatite, também serão oferecidos testes para o diagnóstico de sífilis e HIV.
 
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 3% da população mundial estão infectados com o vírus da hepatite C e 170 milhões de pessoas são portadoras da forma crônica da doença.
 
De acordo com a coordenadora do CRT-DST/Aids Maria Clara Gianna, é de grande importância a realização do exame para as pessoas saberem se estão ou não infectadas.
 
— O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento e controle.
 
Transmissão das hepatites B e C
As hepatites B e C podem ser transmitidas por meio de relações sexuais sem camisinha, durante a gestação (mãe infectada), parto, amamentação, material para uso de drogas (seringas, agulhas e cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear, depilar, alicate de unha) e transfusão de sangue.
 
Serviço
Instituto Clemente Ferreira
 
Horário: das 9h às 16h
 
Endereço: Rua da Consolação, 717
 
Fonte R7

Spray nasal contra picada de cobra pode salvar milhares de vidas

Cobra Krait, da espécie Bungarus caeruleus. Picada de cobra é uma das principais causas de morte no mundo ocidental em desenvolvimento
Foto: Naved Alam/Reptárium
Cobra Krait, da espécie Bungarus caeruleus. Picada de cobra
é uma das principais causas de morte no mundo ocidental
 em desenvolvimento
O spray antiparalisante foi testado com sucesso ajudando a recuperar vítima de picada de cobra Krait na Índia
 
Um antiveneno genérico, que não depende do tipo de cobra para ser aplicado, e que possa ser usado em forma de spray nasal. Esta é a novidade que vem sendo estudada com sucesso na California Academy os Science, nos Estados Unidos.
 
O médico Matt Lewin, desenvolveu, ao lado de uma equipe de anestesistas, uma experiência com um voluntário humano saudável paralisado por uma toxina que imita o veneno de cobras. Pouco mais de 20 minutos após a administrado de um "spray antiparalytic" (spray antiparalisante), resistente ao calor nasal, o paciente estava recuperado.
 
Os pesquisadores usaram anticolinesterases, parte de um grupo de medicamentos estáveis ao calor e baratos que têm sido utilizados durante décadas para reverter paralisia quimicamente induzida em salas de operação e, de forma intravenosa, para tratar mordedura de cobra, quando os antivenenos não estão disponíveis ou não são eficazes. Eles também têm sido usados com sucesso em modelos animais experimentais.
 
A pesquisa teve continuidade com a participação de Stephen Samuel, um médico indiano e cientista do Trinity College Dublin, que estava interessado em colaborar na Índia, onde se estima que um milhão de pessoas são picadas por cobras todos os anos, resultando em milhares de mortes. Juntos, eles pesquisaram vários protocolos de tratamento em um hospital rural em Krishnagiri.
 
No final de junho, Samuel e seus colegas do Hospital Multispeciality TCR, em Krishnagiri, trataram uma vítima de picada de cobra com o spray nasal. Mesmo depois de ter passado pelo tratamento com soro antiofídico, o paciente sofria de paralisia facial persistente após a picada da uma cobra Krait (umas das cinco espécies mais venenosas do mundo). Após o tratamento com o pulverizador nasal, a paralisia facial foi invertida em 30 minutos. Duas semanas depois de ser tratada, o paciente relatou ter retornado às suas atividades diárias.
 
A Picada de cobra é uma das principais causas de morte no mundo ocidental em desenvolvimento, especialmente entre os jovens saudáveis. É uma das doenças tropicais mais negligenciadas, com número de mortes comparável à da Aids em alguns países em desenvolvimento. Estima-se que 75% das vítimas de picada de cobra, morram antes de chegar a um hospital.
 
Fonte isaude.net

Pulmões maiores podem ser mais seguros na realização de transplantes

Estudo descobriu que o tamanho do pulmão doado em relação ao receptor afeta o sucesso do transplante
Estudo descobriu que o tamanho do pulmão doado em relação
 ao receptor afeta o sucesso do transplante
Estudo da Universidade de Iowa liga tamanho do pulmão ao sucesso da cirurgia, principalmente em caso de transplante duplo
 
Quando se trata de transplantes de pulmão, o maior pode ser melhor. Essa é a principal conclusão de um estudo da Universidade de Iowa, que constatou que pacientes transplantados com pulmões maiores apresentaram melhor taxa de sobrevida após o transplante, especialmente entre os que receberam transplante duplo.
 
Michael Eberlein, responsável pelo estudo, usuram uma nova fórmula, chamada de razão da capacidade pulmonar total prevista (pTLC), para descobrir qual o tamanho pulmões combina melhor com o paciente a ser transplantado.
 
"Uma questão não resolvida no campo do transplante de pulmão é a como o tamanho do órgão doado em relação ao receptor afeta o sucesso do transplante. Acreditava-se que o transplante de pulmões de grandes dimensões pudesse representar um problema, mas não havia dados disponíveis para fundamentar essa ideia,"
 
A relação pTLC é calculada através da altura e sexo. Pessoas mais altas têm pulmões maiores e os pulmões de homens são maiores que de mulheres. A relação pTLC é determinada pela divisão do pTLC do doador pelo do receptor. Uma proporção de 1.0 é uma combinação de tamanho ideal, ao passo que, por exemplo, uma proporção de 1,3 indica que o dador tem um pulmão significativamente maior que o do paciente.
 
Eberlein e seus colegas usaram dados da United Network for Organ Sharing (UNOS), um registro de transplante de pulmão para todos os pacientes adultos (com 18 anos ou mais) que se submeteram a transplante pela primeira vez entre maio de 2005 e abril de 2010. Dos 6.997 pacientes incluídos no estudo, 4.520 foram submetidos a transplante de pulmão bilateral e 2.477 foram submetidos a transplante de pulmão único.
 
Para os pacientes submetidos a um transplante duplo de pulmão, a equipe descobriu que cada 0,1 ponto de aumento da pTLC estava relacionado a uma diminuição de 7% no risco de morte um ano após o procedimento. Esta diminuição foi ainda associada com uma melhor sobrevida após ajuste adicional para esclarecer qualquer viés de sobre dimensionamento. Para aqueles que receberam um pulmão, cada aumento de 0,1 em relação pTLC foi associado com uma redução de 6% no risco de morte, um ano depois, no entanto, essa associação não seguiu o mesmo ajuste adicional para esclarecer o viés de sobre dimensionamento.
 
Fonte isaude.net