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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Testes não invasivos podem ser mais eficazes no combate ao câncer de cólon

Estudo realizado entre pacientes sem planos de saúde mostrou resultados superiores do FIT em relação à colonoscopia
 
Campanhas de conscientização poderiam aumentar substancialmente os registros do câncer colo retal entre os pacientes que não têm planos de saúde, afirma estudo publicado em 05 de agosto edição online do JAMA Internal Medicine. A pesquisa também sugere que uma abordagem de triagem não-invasiva, como um Teste Immunochemical Fecal (FIT) pode ser mais eficaz para salvar vidas do câncer do cólon entre as populações carentes do que uma colonoscopia, procedimento mais caro e invasivo.
 
O estudo liderado por Samir Gupta, da Universidade da California San Diego, analisou pacientes sem planos de saúde com idades de 54 a 64 anos. Este pacientes foram convidados a realizar a FIT sem custo, ou incentivados se submeter a uma colonoscopia, através de um convite enviado por correio para agendar o exame, também gratuitamente. Além disso, ambos os grupos receberam incentivos para promover a conclusão do teste.
 
O estudo mostrou que a adesão ao FIT triplicou, e a participação nos exames de colonoscopia dobrou num universo de quase 6 mil pacientes, quando comparado às estratégias de atenção usuais para exames colorretais. De acordo com Gupta, a diferença era muito maior do que o esperado, e as descobertas podem ter implicações para criação de novas políticas de saúde.
 
Ele observou que as descobertas levantam a possibilidade de que os esforços de larga escala de saúde pública para aumentar a triagem podem ser mais bem sucedidos se testes não-invasivos, como a FIT, forem mais divulgados que a colonoscopia.
 
Médicos não deveria necessariamente supor que o uso de colonoscopia seja a melhor e única forma de reduzir as taxas de câncer de cólon, disse Gupta. Devemos nos perguntar se este tipo de rastreio é mais aceitável para as populações carentes.
 
Agora, os cientistas estão analisando formas de manter a grande participação conseguida no grupo FIT, já que o teste deve ser repetido a cada ano, e como as altas taxas de adesão vão impactar na eficácia de triagem geral e nos custos.

 
Fonte isaude.net

Estudios de tatuagem de SP colocam clientes em risco, afirma Emílio Ribas

Adoção de procedimentos adequados podem evitar doenças como o HIV e as hepatites B e C
Foto: Adriana Kastrup
Adoção de procedimentos adequados podem evitar doenças
como o HIV e as hepatites B e C
Pesquisa mapeou 71 estúdios da capital e detectou falhas nos cuidados básicos de higiene e biossegurança
 
Um estudo realizado pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas (referência nacional em doenças infectocontagiosas) mostrou que a maioria dos estúdios de tatuagem e body piercing da capital paulista coloca em risco a saúde de seus clientes, dos próprios profissionais tatuadores e da população como um todo, ao não adotarem cuidados básicos de higiene e biossegurança.

O levantamento mapeou 71 estúdios, e serve como advertência às pessoas que procuram os serviços e os profissionais tatuadores e perfuradores corporais que fazem parte do principal grupo de risco de contaminação por hepatites virais.

Dentre os profissionais pesquisados, apenas 35% estavam protegidos contra a hepatite B, isto é, tomaram as três doses da vacina necessárias para garantir a imunização contra o vírus.

A enfermeira Clementina Isihi, autora do estudo, afirma que 87% dos profissionais tinham conhecimento do risco de contrair hepatite trabalhando. "Eles sabiam do risco, mas mesmo assim não se preocupam com a saúde deles e nem a dos seus clientes. A vacina é o ponto de partida para a prevenção, mas o principal ímpeto está na falta de cuidado dentro dos estúdios" esclarece.

Um dos problemas detectados foi o uso indevido da autoclave para esterilização dos materiais. Dos 78% que referiram o uso do aparelho, 64% prepararam de forma incorreta o material antes de alocá-lo no equipamento. "Notei que eles não lavavam o material antes de colocar na autoclave, e isso é um erro grave. O ideal é que o material utilizado fique no mínimo uma hora no equipamento a uma temperatura mínima de 170°C, mas muitos nem tinham o controle de temperatura no aparelho ou não respeitavam o tempo mínimo", afirma a enfermeira.

Outro resultado preocupante foi que 70% dos profissionais lavaram as mãos antes e depois dos procedimentos sem técnicas adequadas para controle de infecção e 26% não lavaram as mãos. Segundo o infectologista e orientador do estudo, Roberto Focaccia, os riscos de transmissão de doenças em estúdios de tatuagem vão além das hepatites virais. "A lavagem de mão inadequada ou a ausência dela é algo gravíssimo, que aumenta a probabilidade de transmissão de vírus, bactérias e fungos", explica.

O descarte do material utilizado nos estúdios é outro fator preocupante apontado pela pesquisa. Dos estabelecimentos pesquisados, 83% não solicitam à prefeitura coleta para resíduos sólidos de saúde. Quando isso acontece, todo o material vai parar no lixo comum, colocando em risco a saúde de lixeiros e catadores de materiais recicláveis.

"Apenas 42% dos pesquisados tinham o curso de biossegurança, isso significa que a maioria deles não tem noção básica de cuidados com materiais perfurantes, e colocam em risco não só a saúde deles, como a de toda comunidade", explica Focaccia.

Segundo o especialista, as transmissões mais comuns em estúdios de tatuagem são de hepatite do tipo B e do tipo C. A contaminação da hepatite ocorre através do contato de uma agulha contaminada com a pele e pela reutilização de tinta.

Com informações da SP Notícias
 
Fonte isaude

Obesidade entre crianças pobres está em queda nos Estados Unidos

Um relatório dos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) mostrou que a obesidade entre crianças de famílias pobres está em queda em 19 Estados americanos, se forem comparados os números de 2008 e 2011. Naquele país, uma em sete crianças pobres em idade pré-escolar é obesa.
 
As causas para a queda, que foi modesta, de cerca de 1%, ainda são desconhecidas, mas um aumento nas taxas de amamentação, uma redução da ingestão de calorias vindas de refrigerantes e uma melhor educação nutricional estão entre as possíveis explicações.
 
Fonte Folhaonline

Nova gripe aviária tem episódio de transmissão entre humanos

Uma mulher que cuidava do pai doente foi a primeira vítima a contrair diretamente de outra pessoa o vírus de gripe aviária H7N9, altamente letal. Segundo autoridades de saúde da China que relataram o caso, a notícia é preocupante, mas o parasita ainda não conseguiria sustentar uma pandemia em humanos.
 
O pai, de 60 anos, e a filha, de 32, entraram na lista dos 43 mortos infectados com o vírus. Outros 91 pacientes contraíram o patógeno, mas sobreviveram ao contágio.
 
O caso isolado de transmissão de uma pessoa para outra foi descoberto após uma investigação liderada pelo virologista Xian Qi, do centro epidemiológico de Nanquim.
 
Para descartar a possibilidade de a mulher ter contraído o H7N9 de alguma ave, os pesquisadores entrevistaram pessoas próximas à família e vasculharam todo o bairro onde as vítimas moravam.
 
Apenas o pai tivera contato confirmado com aves, pois ia regularmente a um mercado de animais vivos para comprar codornas que cozinhava para a família. Um vizinho criava dois cisnes perto da casa das vítimas, mas os animais não estavam infectados, mostrou um teste.

Editoria de arte/Folhapress

Além de toda a investigação em campo, os cientistas sequenciaram a informação genética do vírus. A variedade que infectou o pai era tão similar à que infectou a filha que levou os pesquisadores a concluírem que, de fato, houve transmissão entre pessoas.
 
O episódio de transmissão foi descrito pelos pesquisadores em estudo na revista "British Medical Journal".
 
Segundo os cientistas, apesar de a transmissão entre humanos ser a explicação mais provável para o caso, não há indício de que o vírus tenha criado capacidade de se disseminar de modo consistente de pessoa para pessoa.
 
Os médicos entrevistaram 43 pessoas que entraram em contato com as duas vítimas citadas no estudo. Nenhuma delas foi contaminada --nem mesmo o genro do primeiro paciente, que também cuidara do homem adoecido.
 
A mulher que contraiu o vírus, além disso, disse ter entrado em contato direto com secreções orais do homem infectado. "Ela teve exposição prolongada, direta e desprotegida a seu pai", escreveram Qi e seus colegas no estudo.
 
Para especialistas, o fato de o caso de transmissão ter sido isolado não é motivo para relaxar a vigilância sobre o H7N9. "Eventos ocasionais de transmissão são a regra, e não a exceção, para vírus de gripe que esporadicamente cruzam a barreira de espécies e chegam a humanos", escrevem James Rudge e Richard Coker, sanitaristas britânicos que trabalham no Sudeste Asiático e assinam o editorial do "British Medical Journal".
 
Os dois alertam que os 134 casos da doença registrados até agora são a "ponta do iceberg", pois infecções menos graves nem chegam ao conhecimento dos médicos.
 
Letalidade
"O lado bom disso é que a taxa de fatalidade real do vírus provavelmente é bem menor do que aquela observada entre casos confirmados", dizem Rudge e Coker. O lado ruim, afirmam, é que "a oportunidade para que o H7N9 se adapte a humanos, ou se recombine por meio de infecções de gripes mistas, pode ser muito maior do que aquela para outros vírus de gripe aviária, como o H5N1".
 
Parte da preocupação dos cientistas saiu de um experimento feito com furões, mostrando que, entre esses mamíferos, o H7N9 já consegue se disseminar.
 
Esse trabalho, liderado por Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Tóquio, também mostrou que o vírus sobrevive em macacos, mas não passa de um para o outro.
 
Kawaoka sugere que o H7N9 passou a infectar humanos após um número relativamente pequeno de mutações, mas nenhum experimento de biologia molecular foi feito até agora para confirmar a suspeita.
 
Fonte Folhaonline

Ter hora certa para dormir pode ajudar no desenvolvimento do cérebro das crianças

Ter hora certa para dormir pode ajudar no desenvolvimento do cérebro das crianças Divulgação/stock.xchng
Foto: Divulgação / stock.xchng
Rotina irregular afeta a capacidade de lembrar e aprender novas informações
 
Um novo estudo descobriu que horas de dormir irregulares e a falta de uma rotina noturna podem atrapalhar o desenvolvimento saudável do cérebro em crianças mais novas.
 
Cientistas da University College de Londres sugerem que a falta de rotina pode prejudicar o desenvolvimento ao interromper o relógio biológico, o que afeta a capacidade do cérebro de lembrar e aprender novas informações. Os resultados mostraram que o efeito foi mais marcante nas crianças com três anos de idade, fase em que os meninos e meninas obtiveram as menores pontuações em matemática, leitura e testes de habilidades espaciais, se comparados às crianças da mesma idade que aderiram a horários rígidos para dormir.
 
— Se uma criança está tendo horas de dormir irregulares em uma idade jovem, elas não estão sintetizando toda a informação em torno delas nessa idade e têm mais dificuldade de fazer isso quando são mais velhas. Isso os estabelece em um caminho mais difícil — disse a pesquisadora Amanda Sacker.
 
Amanda e sua equipe analisaram dados de 11.178 crianças de sete anos de idade a partir do Millennium Cohort Study do Reino Unido, um registro de longo prazo sobre as crianças britânicas que estão agora se aproximando da adolescência.
 
As meninas que nunca tiveram horas de dormir regulares nas idades de três, cinco e sete anos tinham significativamente menor desempenho em leitura, matemática e pontuações especiais. Para os meninos, esse foi o caso para os que não têm horas certas de dormir, em qualquer uma dessas idades.
 
O estudo foi publicado online no Journal of Epidemiology and Community Health.
 
Um estudo à parte, de 2011, conduzido pela University of South Australia revela que as crianças que vão para a cama mais cedo são menos propensas a ser obesas do que aquelas que ficam acordadas até tarde.

Fonte AFP/Zero Hora