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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Padilha diz que vai buscar acordos com outros países para vinda de médicos

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a afirmar ontem (7) que o governo brasileiro irá buscar acordos com governos e universidades de outros países para facilitar a vinda de médicos estrangeiros para se instalarem em regiões carentes do Brasil.
 
“Vamos buscar Espanha, Portugal, Argentina [...] os países que têm o maior número de inscrições [na primeira fase do Mais Médicos]. E Cuba, que já ofertou para o Ministério das Relações Exteriores. Vamos fazer as discussões agora, vamos começar a conversa", declarou o ministro Alexandre Padilha, ao participar pela  manhã da reunião do Conselho Nacional de Saúde.
 
Como poucos profissionais brasileiros confirmaram o interesse em participar do Programa Mais Médicos, a assinatura dos acordos, segundo o ministro, é umas das opções em estudo para levar profissionais para as unidades de saúde pública nas periferias das capitais e regiões metropolitanas ou em cidades do interior com alto índice de vulnerabilidade social.
 
No início de maio, os governos de Cuba e do Brasil anunciaram parceria para a vinda de 6 mil médicos cubanos, o que foi criticada pelas principais entidades médicas nacionais.
 
Na primeira fase de inscrições do programa, encerrada no último dia 25, 938 médicos brasileiros confirmaram a participação, o que equivale a 6% da demanda dos municípios, que, juntos, reivindicaram a contratação de 15.460 profissionais. Os 1.920 médicos com diploma estrangeiro que também se inscreveram para participar do programa têm até esta quinta-feira (8) para completar o cadastro. No dia 15 de agosto, o programa vai abrir uma nova etapa de inscrições para municípios e médicos.
 
“Conseguimos [cerca de] mil médicos que vão atender 4 milhões de brasileiros em periferias das grandes cidades. Isso mostra que precisamos reforçar a convocação nos próximos meses e pensar em outras estratégias”, disse o ministro, comentando outra iniciativa do governo para reforçar os quadros do Sistema Único de Saúde (SUS): a autorização para que médicos militares possam atuar, nas horas livres, em unidades públicas de saúde da região onde vivem. A autorização está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 122, que poderia ser votada ainda ontem, no Senado.
 
“A possibilidade de aprovação da liberação de médicos militares para atender à população [no SUS] é mais uma demonstração de que queremos trazer médicos brasileiros, em primeiro lugar, para a população que mais precisa”.
 
Atualmente, as inscrições de médicos estrangeiros no programa Mais Médicos só podem ser feitas individualmente, pelo próprio interessado, mas o ministro argumentou que a assinatura de acordos e convênios está prevista na Medida Provisória (MP) 621/13, que institui o programa.
 
“Desde o começo, isso [assinatura de acordos] faz parte da estratégia do Mais Médicos. A própria Medida Provisória já previa essa possibilidade”, lembrou o ministro.
 
No Artigo 17, a MP 621 estabelece que, para a execução das ações previstas, os ministérios da Educação e da Saúde poderão firmar acordos e outros instrumentos de cooperação com organismos internacionais, instituições de educação superior nacionais e estrangeiras, órgãos e entidades da administração pública direta e indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, consórcios públicos e entidades privadas, inclusive com transferência de recursos.
 
Fonte Agência Brasil

Padilha promete trabalhar como “formiguinha” pela aprovação da PEC sobre médicos militares no SUS

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ontem (7) que vai trabalhar como “formiguinha” para sensibilizar deputados e senadores para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 122.
 
Apresentada em 2011, pelo então senador e hoje ministro da Pesca Marcello Crivella, a proposta autoriza médicos militares a atuarem também em unidades de saúde conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa do governo é que a matéria seja votada no Senado ainda hoje, conforme acordo fechado terça-feira(6).
 
“A partir de hoje eu vou fazer um trabalho de formiguinha. Vou conversar com cada deputado da comissão [de Seguridade Social e Família], com os líderes [parlamentares]. Ainda hoje eu irei ao Senado defender a proposta de emenda constitucional que autoriza o médico de carreira militar ou que está no serviço militar obrigatório a trabalhar para o SUS, em horários alternativos ou nos finais de semana”, disse Padilha, ao chegar à reunião do Conselho Nacional de Saúde, logo após ter se reunido com o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
 
Padilha defendeu a proposta lembrando que muitas das cidades que sofrem com a falta de profissionais de saúde dispõem de hospitais ou equipamentos militares cujos profissionais não podem trabalhar no SUS, mesmo dispondo de tempo livre.
 
“Os hospitais militares já cumprem um papel muito importante. Com a aprovação da PEC 122, um médico militar poderá atender a população também em hospitais públicos da região. Com isso, teremos mais médicos tanto na atenção básica, quanto especialistas”, acrescentou o ministro. A previsão do governo é que a aprovação da proposta permita a prefeituras e governos estaduais contratarem 6 mil médicos da carreira militar ou que estão no serviço militar obrigatório.
 
“Esta é mais uma iniciativa nesse esforço de levarmos mais médicos para a população, sobretudo nos municípios em que não temos profissionais de saúde atendendo aos cidadãos”, disse o ministro, se referindo a outra iniciativa do governo, o Programa Mais Médicos, que vem sendo questionado pelas principais entidades médicas, como o Conselho Federal de Medicina.
 
“Também vou conversar com cada deputado e senador e explicar a importância da Medida Provisória [MP 621/13, que institui o Programa Mais Médicos] que permitiu a adesão de mais de 3,5 mil munícipios brasileiros que estão pedindo médicos. E também que temos mais de 15 mil vagas para serem ocupadas. Precisamos deste programa para levar médicos onde mais precisa”.
 
Perguntado se o governo fez alguma pesquisa para avaliar a percepção dos brasileiros sobre a contratação de médicos estrangeiros por meio do programa, o ministro respondeu que o governo irá adotar as mais variadas estratégias para levar os profissionais para o interior e periferias das grandes cidades.
 
“Nossa preocupação é resolver um grave problema. E nosso diagnóstico se pauta pela escassez de médicos. Nossa principal pesquisa são os 15 dias de inscrição. Nunca houve um programa em que 3,5 mil municípios tenham se inscrito em apenas 15 dias. Nos primeiros 15 dias nós conseguimos ocupar 6% das mais de 15 mil vagas com médicos brasileiros. Está evidente que só com a oferta nacional não vai ser possível atender à população desses municípios. Esta é a principal pesquisa, da realidade. O governo vai usar todas as estratégias para levar mais médicos para a população. Eu sou ministro da Saúde e estou preocupado em resolver um problema de saúde”, disse.
 
Fonte Agência Brasil

Exames: Colesterol total e frações

O que é
Exame de sangue que mede as taxas de colesterol e de suas frações – HDL (o “colesterol bom”), LDL (o “colesterol ruim”) e triglicerídeos – na corrente sanguínea. Produzida pelo fígado, essa substância está envolvida em diversos processos vitais do organismo e seu excesso no sangue está relacionado a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
Para que serve
A avaliação dos níveis do colesterol permite ao médico detectar o risco aumentado de doenças cardiovasculares e adotar medidas para reduzir as taxas dessa substância no sangue. Isso pode ser feito com mudanças nos hábitos (alimentação pobre em gorduras e atividade física) ou com medicações específicas, como as estatinas.
 
Como é feito
O sangue é coletado por uma agulha colocada diretamente em uma veia do braço.
 
Preparo
É necessário jejum (de 3 a 12 horas, dependendo da idade). É recomendável evitar excesso de comida gordurosa nas últimas 48 horas e o uso de álcool nas últimas 72 horas antes do exame. O uso de remédios deve ser informado.

Valores de referência

Colesterol total (CT): inferior a 200 mg/dL
LDL: inferior a 100 mg/dL
HDL: superior a 60 mg/dL
Triglicerídeos: inferior a 150 mg/dl
 
Fonte iG

20% das crianças e adolescentes brasileiros têm colesterol alto

Arquivo pessoal
Gabriel Gifoli, hoje com 20 anos, descobriu estar
 com colesterol alto com apenas 11 anos de idade
Processo de acumulação de gorduras nas artérias começa na primeira infância. Médico afirma que hábitos saudáveis são fundamentais para evitar infarto e problemas vasculares
 
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) emite um alerta: 20% das crianças e adolescentes brasileiros têm colesterol alto. O nível elevado de gordura no sangue nesta faixa etária pode antecipar em até dez anos eventos cardiovasculares como o infarto. 
 
O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia Carlos Alberto Machado explica que antes se achava que colesterol alto era uma doença somente de pessoas idosas, mas esta noção já foi derrubada.
 
“Hoje nós sabemos que os problemas cardiovasculares causados pelo colesterol começam a ser construídos na primeira infância. O processo aterosclerótico (de depósito de gorduras nas artérias) começa bem cedo. Existe uma interação entre os fatores genéticos e ambientais – a pessoa herda o risco de desenvolver altas taxas de colesterol”, explica Machado. “Mas isso também depende do estilo de vida, se a pessoa come de forma inadequada”, ressalta.
 
Colesterol é essencial: na dose certa
O colesterol é fundamental para o funcionamento do corpo. Em excesso, porém, pode causar muito estrago. O processo chamado aterosclerose acontece quando placas de gordura vão, pouco a pouco, sendo depositadas nas artérias do corpo todo – ele não atinge apenas no coração.
            
Quando a quantidade de gorduras obstrui uma artéria, o problema maior acontece: se a artéria for do coração, a pessoa sofre um infarto. Se acontecer no cérebro, é o famigerado AVC (acidente vascular cerebral) que se manifesta.           
           
Todas essas complicações podem ser adiadas ou até mesmo erradicadas se a criança ou o adolescente tiver uma alimentação saudável e fizer exercícios físicos.
           
“Tive colesterol alto com apenas 11 anos”
Gabriel Gifoli, de 20 anos, descobriu que seu colesterol estava bem acima do limite aceitável quando tinha apenas 11 anos, numa consulta de rotina. A médica percebeu que ele estava acima do peso ideal e pediu os exames, que constataram colesterol alto.
 
“Como eu só tinha 11 anos, não dei muita importância no momento. Mas quando a médica e minha mãe me explicaram melhor o que poderia causar, como entupimento de artérias, problemas de coração, e outras coisas, fiquei mais apreensivo e concordei com elas de que era necessário fazer mudanças, principalmente na minha alimentação”, conta Gifoli.
           
A causa da alteração era por conta da alimentação ruim. “Comia fast food em excesso, frituras ao menos duas vezes por semana – o pastel com caldo de cana era sagrado – coisas gordurosas, como sorvete e chocolate. A recomendação da médica foi simples: cortar as frituras e fast food e começar a se alimentar melhor, com verduras, legumes, alimentos assados ao invés dos fritos e evitar refrigerantes. Infelizmente era tudo o que uma criança geralmente mais gosta”, explica Gifoli.
           
Na época, Gifoli já praticava natação, ao menos duas vezes por semana. “Eu era um pouco relapso com esportes, mas nadava. Sem dúvidas a atividade física ajudou. Eu acho, porém, que se eu praticasse mais esporte ou fizesse caminhadas, talvez o colesterol tivesse abaixado mais rapidamente”, conta.
 
Ele seguiu as recomendações médicas e, quando voltou ao consultório depois de quase um ano, seus exames estavam normais. “Mas a médica continuou recomendando que eu mantivesse uma alimentação saudável e continuasse com exercícios físicos”.
 
Hoje, aos 20 anos, ele se cuida. “Ficou na minha cabeça que, se eu voltasse a comer mal como quando era criança, voltaria a ter problemas de saúde”, conta.
           
Campanha de combate ao colesterol infantil
A SBC está promovendo uma campanha de prevenção que busca atingir todas as Unidades Básicas de Saúde do Brasil, assim como escolas públicas.
 
“Se não fizermos as ações para a prevenção agora, teremos uma população de idosos doentes e com qualidade de vida péssima – e não vai ter sistema de saúde, seja ele público ou privado, que pague essa conta”, alerta o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado.
           
“É muito mais fácil ensinar uma criança a se alimentar bem do que mudar um adulto. Em casa em que todo mundo é obeso, a criança provavelmente também será. Os pais e professores são modelos para essas crianças”, explica o especialista.

Fonte iG

Em 4 anos, lei antifumo rendeu mais de 2,3 mil autuações no Estado de São Paulo

AE
Agentes da secretaria de Saúde do governo de SP orientam
donos de bares e restaurantes sobre Lei antifumo
Em quase 1 milhão de inspeções, foram aplicadas 1,6 multa por dia. Baixada Santista lidera no descumprimento da lei
 
O Estado de São Paulo aplica 1,6 multa por dia a estabelecimentos que descumprem a lei antifumo - que completa quatro anos nesta quarta-feira (07). De 2009 até agora, foram 2.345 autuações, em quase 1 milhão de inspeções, segundo levantamento feito pela Secretaria da Saúde, a pedido do Estado. O objetivo da lei, que determina ambientes livres de tabaco, é combater o tabagismo passivo.
 
Para Cristina Megid, diretora da Vigilância Sanitária, o índice de descumprimento da lei é inferior a 1%. Por isso, ela considera a legislação consolidada. "O sucesso é evidente."
 
De acordo com o levantamento, a Baixada Santista é a região que lidera o descumprimento da lei: foram 313 multas aplicadas depois de 53.513 comércios vistoriados (0,58%). "A gente imagina que seja porque se trata de uma região que recebe muitos turistas", diz Cristina.
 
Na região do Alto Tietê, vice-líder em desrespeito à legislação paulista, foram 110 multas ou 0,49% das 22.614 inspeções. A cidade de Mogi das Cruzes teve dois estabelecimentos interditados por 48 horas por reincidências.
 
Em terceiro lugar ficou a capital paulista, com 0,41% de descumprimento da legislação. Foram 716 autuações entre 173.352 locais vistoriados. Na zona norte, uma cervejaria recebeu a sanção máxima prevista e foi fechada, no ano passado, por 30 dias depois que fiscais flagraram por quatro vezes o local permitindo a presença de pessoas fumando.
 
As regiões do Estado com os menores índices de desrespeito à lei foram Osasco (0,03%), São João da Boa Vista (0,05%) e Presidente Prudente (0,07%).
 
Locais
Bares, lanchonetes e restaurantes responderam por 60% das multas aplicadas nesses quatro anos. Os mercados, supermercados e hipermercados representaram 5% do total, enquanto clubes e baladas responderam por 4%, mesmo índice das padarias. Hotéis, bufês e condomínios representaram, cada um, 1% das autuações.
 
“O sucesso da lei se traduz nos baixos índices de descumprimento em todas as regiões do Estado e na mudança de hábito da população. Hoje as pessoas até se espantam se alguém acende um cigarro dentro de uma balada ou bar. São Paulo deu o exemplo de que é possível manter ambientes livres de tabaco”, afirma Maria Cristina.
 
Segundo ela, a participação da população também tem sido de extrema importância para o sucesso da lei: cerca de 20% das multas aplicadas estão relacionadas às denúncias feitas pelo site ou pelo telefone 0800-771-3541.
 
A multa por descumprimento da Lei Antifumo é a partir de R$ 968,50 na primeira infração, dobrando em caso de reincidência. Na terceira vez, o estabelecimento é interditado por 48 horas e, na quarta, o fechamento é por 30 dias.

Fonte Último Segundo