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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Amamentação diminui o risco de abandono e maus tratos, diz especialista

Ato de amamentar estabelece um forte vínculo entre mãe e filho
Ato de amamentar estabelece um forte vínculo entre mãe e filho

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que terminou nesta quarta-feira (7), a pediatra Lélia Cardamone Gouvêa, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), alerta que o ato de amamentar estabelece um forte vínculo entre mãe e filho, diminuindo o risco de abandono e maus tratos.
 
— Pesquisas apontam que crianças amamentadas por quatro meses ou mais são menos negligenciadas, abandonadas e vítimas de maus tratos. Além de a mãe transmitir a sensação de segurança para o bebê, o leite materno tende a deixar a criança mais tranquila e fácil de sociabilizar durante a infância.
 
A médica acrescenta que o leite materno proporciona economia financeira, não só pelo fato de o alimento industrializado ser mais caro, como também pela prevenção de doenças.
 
— O leite da mãe é rico em nutrientes, vitaminas e agentes imunológicos que contribui para a prevenção de doenças. Isso representa economia com visitas médicas e remédios.
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e a manutenção da amamentação até os dois anos de idade. No entanto, muitas mães interrompem esta forma de alimentação antes do tempo.
 
Para a médica, isso acontece por falta de informação sobre os benefícios do leite materno, que não exclusivo apenas para o bebê, mas também para a mulher (veja tabela abaixo).
 
— O leite materno traz benefícios a curto, médio e longo prazos.
 
E quando a mulher não pode amamentar?
De acordo com o pediatra Moises Chencinski, da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo), alguns perfis de mulheres não podem ou conseguem amamentar.  Neste caso, antes de tomar qualquer atitude, é fundamental procurar ajuda médica.
 
— Algumas doenças infecciosas podem ser transmitidas para o bebê por meio do leite humano, por isso é importante consultar um especialista para que ele avalie o caso individualmente.
 
O médico explica que mulheres infectadas com o vírus HIV não devem amamentar, já que a doença pode ser transmitida pelo leite materno.
 
— Estas mulheres podem alimentar seus bebês com leite doado, disponível em bancos de leite. O alimento é processado e pasteurizado, ficando livre de doenças.
 
No caso da presença de hepatites, tuberculose ou mastite, a contraindicação é mais rara e vai depender do estágio da doença. Segundo o médico, o mesmo acontece com mulheres que têm histórico de câncer de mama.
 
— Histórico de câncer não significa contraindicação para amamentar, assim como a realização de mastectomia (remoção da mama) ou tratamento com radioterapia.
 
Chencinski lembra que, apesar da amamentação criar um vínculo forte da mãe com o bebê, esta relação precisa ser reforçada com carinho, afeto, acolhimento, atenção, amparo e amor.

Fonte R7

Homem vence diabetes em 11 dias com dieta radical

Reprodução/Daily Mail
Homem diz curar o diabetes em 11 dias
Dieta de Richard ficou restrita a sopas, shakes e verduras
 
Após passar por problemas pessoais e de trabalho, Richard Doughty, de 59 anos, recebeu a notícia de que tinha diabetes tipo 2. Para reverter o quadro, ele resolveu fazer uma dieta drástica e diz ter vencido a doença em apenas 11 dias. As informações são do site do jornal Daily Mail.
 
A confirmação do diabetes tipo 2 deixou Doughty surpreso, já que ele não fuma, não tem histórico da doença na família e segue uma alimentação equilibrada e saudável. Determinado a combater o diabetes, ele iniciou uma pesquisa para entender o problema.
 
Segundo os médicos, era possível controlar o diabetes por meio de uma dieta balanceada. Dessa forma, ele reduziu o consumo de carboidratos e inclui verduras e legumes no cardápio. Mesmo assim, ao longo de sete meses, a taxa de açúcar no sangue ainda era alta.
 
Não satisfeito, Doughty voltou às pesquisas e encontrou um estudo realizado na Universidade de Newcastle, na Austrália. O trabalho mostrou que uma dieta radical de baixa caloria podia reverter o diabetes em apenas oito semanas. Isso envolveria ingerir apenas 800 calorias por dia — 600 kcal provenientes de shakes que substituem a refeição e 200 kcal de verduras —, além de beber três litros de água.
 
Dieta drástica
A teoria por trás da dieta — ideia do professor de medicina e metabolismo Roy Taylor — baseia-se no fato de que o diabetes tipos 2 é frequentemente causado pela gordura que "bloqueia" o pâncreas e o fígado, órgãos responsáveis pela produção de insulina e controle do açúcar do sangue, respectivamente.
 
Este estudo mostra que a dieta drástica faz o corpo entrar em “modo de fome” e, ao ficar nesse estado, o organismo queima a reserva de gordura para produzir energia. Isso faz com que o fígado e o pâncreas sejam "desbloqueados" e, consequentemente, o controle da glicose normaliza.
 
Em 2011, a pesquisa constatou que 11 diabéticos reverteram o quadro com a dieta em apenas oito semanas. Outros estudos revelaram que pessoas com diabetes tipo 2 precisariam perder 1/6 do peso corporal para remover gordura suficiente do pâncreas, normalizando a produção de insulina.
 
Volta por cima
Roughty resolveu seguir a dieta do professor Taylor para vencer a doença. Segundo ele, sobreviver apenas com sopa, dois shakes e vegetais verdes — necessário para fornecer fibra e manter o funcionamento regular do intestino — não foi fácil.
 
Nos primeiros quatro dias, Roughty observou os níveis de glicose despencar (de 100 mg/dl para 82 mg/dl). Apesar de ver a dieta funcionar, muitas vezes, ela o deixava cansado e mal-humorado. 
 
Após dois meses, novos exames foram realizados e os resultados mostraram que a taxa de glicose estava 92 mg/dl, valor que não indica a presença da doença.

Fonte R7

Duas xícaras de chocolate quente por dia ajudam a manter cérebro saudável

O prazer de duas xícaras de chocolate quente por dia pode ajudar as pessoas de idade avançada a manter saudáveis seus cérebros e ativar sua memória, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Neurology.
 
O estudo dirigido pelo neurologista Faranez Sorond, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston (EUA), envolveu 60 pessoas com idade média de 73 anos e que não mostravam indícios de demência senil.
 
O experimento consistiu em tomar duas xícaras de chocolate quente por dia durante 30 dias, e os participantes foram submetidos a testes de memória e destreza mental, além de terem feito exames de ultrassom para medir o volume de sangue que fluía no cérebro durante as análises.
 
"Dado que as diferentes áreas do cérebro precisam de mais energia para completar suas tarefas, também necessitam de um fluxo maior de sangue", explicou Sorond.
 
"Esta relação, chamada acoplamento neurovascular, pode desempenhar um papel importante em doenças como o Alzheimer".
 
Dos 60 participantes, 18 mostravam um fluxo sanguíneo baixo no começo do estudo e apresentaram uma melhora de 8,3% ao final, além de evoluir também em seus tempos nos testes de memória.
 
Além disso, 24 participantes tiveram o cérebro analisado através de uma ressonância magnética, o que comprovou que as pessoas com fluxo sanguíneo baixo eram mais propensas a ter problemas de memória.
 
Fonte Efe/R7

Molécula TRPV4 é a mais nova arma contra efeito da radiação solar

Wolfgang Liedtke, responsável pelo estudo na Duke University School of Medicine.
Foto: Duke University
Wolfgang Liedtke, responsável pelo estudo na Duke
University School of Medicine
Testes realizados em ratos e em amostras de pele humana mostram que a supressão da TRPV4 pode inibir a ação dos raios UVB
 
A pele avermelhada e a dor ocasionada pela exposição excessiva ao sol é causada por uma molécula que aparece em grande quantidade na epiderme. Bloquear esta molécula, chamada TRPV4, pode proteger contra os efeitos dolorosos da queimadura.

A afirmação é de pesquisa realizada em modelos de camundongos e amostras de pele humana, que pode resultar em formas mais definitivas de combater queimaduras solares e, possivelmente, várias outras causas de dor.

"Nós descobrimos uma nova explicação para as dores causadas pela queimadura solar. Se entendermos melhor queimaduras solares, podemos entender melhor a dor," disse Wolfgang Liedtke, responsável pelo estudo na Duke University School of Medicine.

A grande maioria das queimaduras são causadas pela luz ultravioleta B ou radiação UVB. Em moderação, este componente da luz solar faz bem ao corpo, dando uma dose diária de vitamina D. Mas a alta exposição danifica o DNA das células da pele, aumentando a susceptibilidade ao câncer.

O estudo envolveu pesquisadores da Universidade Rockefeller, o Instituto Médico Howard Hughes, e da Universidade da Califórnia San Francisco. A equipe investigou se molécula TRPV4, abundante em células da pele, e que já se comprovou estar envolvida em outros processos de dor, pode ser responsável pelos danos causados nos tecidos pela super-exposição aos raios UVB.

Segundo os pesquisadores, o TRPV4 é um canal de íons, uma passagem na membrana da célula que permite que os íons sejam carregados positivamente, como os de cálcio e sódio.

Modelos animais
Os investigadores construíram um modelo de rato omitindo a TRPV4 nas células da epiderme. Eles expuseram as patas traseiras (que mais se assemelham a pele humana) destes ratos geneticamente modificados e outros ratos normais aos raios UVB. Ao serem expostos, os animais normais apresentara bolhas nas patas, enquanto os ratos mutantes mostraram pouca sensibilidade e lesões nos tecidos.

Em seguida, eles usaram células da pele dos ratos modificados para dissecar as atividades de TRPV4. Usando um dispositivo projetado para pesquisa, eles mostraram que UVB causou fluxo de cálcio para dentro das células da pele quando o canal iônico criado pelo TRPV4 estava presente.

Posteriormente à análise molecular descobriu-se que a exposição ao UVB ativa a TRPV4, aumentando ação de outra molécula chamada endotelina que, por sua vez, num círculo vicioso, incentiva TRPV4 a enviar mais cálcio às células. A endotelina é conhecida por causar dor e coceira, sintomas comuns às queimaduras solares.

Com o mesmo sucesso, os pesquisadores usaram amostras de pele humana para demonstrar com o aumento da ativação de TRPV4 e endotelina na epiderme humana após a exposição UVB.

Para tentar bloquear este "caminho da dor" os cientistas usaram um composto farmacêutico chamado GSK205, que inibe seletivamente TRPV4, dissolvido em uma solução de álcool e glicerol e aplicado nas patas traseiras de ratos normais. Os resultados mostraram que o animais tratados com o composto passaram a apresentar maior resistência aos raios UVB.

"Nossos resultados mostram a TRPV4 como um novo alvo para a prevenção e tratamento de queimaduras solares e danos causados pelo sol, incluindo câncer de pele ou foto-envelhecimento. Entendemos que mais estudos devem ser realizados antes que inibidores de TRPV4 possam se tornar parte do arsenal de defesa contra o sol, talvez em novo tipos de cremes para a pele, ou para tratamento de danos crônicos," afirmam os pesquisadores.
 
Fonte isaude.net

OMS lança guia para problemas mentais causados por traumas

Dados da OMS mostram que mais de 16% das pessoas tiveram experiências com guerras
Foto: UN Photo/Tobin Jones
Dados da OMS mostram que mais de 16% das pessoas
tiveram experiências com guerras
O guia é parte do Programa de Ação Global de Saúde Mental, que incluir cuidados com transtornos por estresse pós-traumático
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, nesta terça-feira (6), um novo guia com protocolos clínicos para o tratamento de doenças mentais causadas por traumas ou perdas.
 
O Programa de Ação Global de Saúde Mental da OMS foi criado em 2008 e, agora, a organização decidiu incluir os cuidados com o transtorno de estresse pós-traumático.
 
Dados da OMS mostram que os eventos traumáticos e as perdas são comuns nas vidas das pessoas. Um estudo da agência feito em 21 países revelou que 21,8% sofreram algum tipo de violência. Mais de 16% tiveram experiências com guerras e 12% sofreram com a perda de uma pessoa querida.
 
Para tratar estas pessoas, o novo protocolo produzido em conjunto com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) diz que o atendimento inicial pode ser feito nos hospitais.
 
Segundo o documento, os trabalhadores de saúde podem oferecer apoio psicosocial básico ao doente, assim como controle de estresse. Eles vão ajudar as pessoas a identificar e fortalecer os métodos para enfrentar as doenças mentais.
 
O novo protocolo faz um alerta contra certos métodos populares de tratamento, como por exemplo, o uso de remédios que tenham como princípio básico a benzodiapezina, muito comum no controle da ansiedade. Medicamento não deve ser utilizado para casos de transtorno de estresse pós-traumático ou insônia nos primeiros meses após o a ocorrência do evento que causou o trauma.
 
Recuperação
Para Mark Van Ommeren, médico do Departamento de Saúde Mental da OMS, o novo guia vai orientar os funcionários de saúde no mundo inteiro no tratamento de adultos e crianças que sofrem de condições especificamente relacionadas ao estresse.

 
Fonte isaude.net