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sábado, 10 de agosto de 2013

OMS reage a estudo que diz que novo coronavírus infectou humanos por camelos

Representantes da OMS e FAO afirmam que a afirmação é prematura e que o estudo só encontrou anticorpos nos animais
 
Agências da ONU reagiram a um estudo que sugere que o vírus da Síndrome Respiratória do Médio Oriente ou "outro muito semelhante" teria infectado aos humanos a partir de populações de camelos.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) consideraram prematuro concluir o tipo de animal que teria sido responsável pela transmissão.
 
De acordo com as agências, a pesquisa feita em camelos dromedários "fornece algumas informações adicionais", ao ter encontrado anticorpos do vírus. O trabalho foi realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda e publicado no boletim The Lancet.
 
O porta-voz da OMS em Genebras, Tarik Jasarevic, disse que não houve detecção do próprio vírus nos camelos.
 
Ele afirmou que a descoberta de anticorpos indicava ter havido uma infecção anterior com este ou um vírus semelhante. "Como disse, os animais foram infectados em certo momento, sendo necessário encontrar o próprio vírus para concluir que é o mesmo que o detectado nos humanos".
 
Em comunicado, a FAO aponta que as amostras foram recolhidas onde não houve registo de casos humanos, além de que os camelos testados foram isolados a partir de outros animais da mesma espécie por muitos anos.
 
A OMS afirmou, ainda, que os resultados indicam que o anticorpo do vírus encontrado ou de um coronavírus similar "ocorre em alguns camelos e, potencialmente, de outras espécies."
 
No entanto, isolar o vírus nas diferentes espécies e compará-las geneticamente seria "a única maneira de saber com certeza se o vírus que afeta os seres humanos é o mesmo que o encontrado nos camelos.

Próximo passo
A OMS defende que o próximo passo crítico para as investigações dos animais seria encontrar o próprio vírus num deles ou em populações de camelos, o que ainda não teria acontecido.
 
A entidade chama a atenção para o facto dos resultados não fornecerem quaisquer ideias, por si só, sobre a forma como os seres humanos se tornaram infectados.
 
A maioria dos casos humanos relatados havia adquirido a infecção através do contacto com outros seres humanos infectados. Mesmo nos casos esporádicos não houve relatos de contacto direto com camelos, completa nota da OMS.
 
Desde que foi identificado, no ano passado, foram registados 96 casos confirmados e 46 mortos devido ao novo coronavírus.
 
Fonte isaude.net

Estudo abre caminho para tratamento da Hipertensão Arterial Pulmon

Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença incurável e expectativa para quem recebe o diagnóstico é de 70% de morte
Foto: Mesothelioma Herald
Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença incurável e
 expectativa para quem recebe o diagnóstico é de 70% de morte
Pesquisa da Columbia, com participação de brasileiro, encontrou mutações que indicam alterações no funcionamento das celular
 
Resultados da pesquisa da Universidade de Columbia (Estados Unidos), abrem caminho para o tratamento da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP).
 
Os pesquisadores utilizaram uma droga experimental e conseguiram recuperar a função de uma proteína, que funciona como um canal para o íon potássio. Essa proteína participa no controle do funcionamento das células musculares da artéria pulmonar.
 
Em uma classe de pacientes com HAP, foram encontradas mutações que indicam alterações no funcionamento das células. "O achado abre a possibilidade de tratamento para a HAP e pode ser extrapolado para outras formas de hipertensão pulmonar, como naquelas causadas por doença no ventrículo esquerdo", destaca Campos.
 
A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença incurável. A expectativa para quem recebe o diagnóstico é de 70% de morte em até cinco anos. Não existem dados específicos sobre os casos no Brasil, mas em todo o mundo os especialistas da área apontam que a doença atinja uma em cada 70 mil pessoas.
 
O estudo teve a participação do brasileiro Danilo Roman Campos, pós-doutorando da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Ele afirma que um aspecto importante do estudo foi a identificação de diferentes mutações em distintos pacientes que pode explicar as alterações que ocorrem no funcionamento das células musculares da artéria pulmonar. "As diferentes mutações encontradas em distintos pacientes levaram a uma perda da função do canal iônico para potássio", aponta. "O canal iônico é uma proteína que fica na membrana plasmática da célula, permitindo o fluxo de íons de forma seletiva e está envolvido no controle das propriedades contráteis do músculo em questão".
 
O íon potássio possui carga positiva. "No contexto celular este íon tende a sair das células pelo canal iônico para o íon potássio", afirma o pós-doutorando. "Devido às mutações, o íon não pode mais passar pelo canal, ficando assim retido na célula. Assim, o acúmulo de carga positiva no interior da célula causa uma despolarização constante da musculatura da artéria pulmonar, podendo levar à hipertensão arterial pulmonar".
 
Apesar de promissor, o pesquisador lembra que o caminho de uma droga experimental até um medicamento é sempre longo. "O próximo e difícil passo é fazer a droga chegar até a célula com problema", ressalta. "Uma maneira plausível seria via inalação, mas isso leva tempo, da bancada até a prateleira da farmácia são dez, quinze anos de pesquisas".
 
Fonte isaude.net

FDA aprova teste rápido para detectar antígeno do HIV-1 e anticorpos HIV 1 e 2

Teste pode ser usado por profissionais treinados em ambientes de divulgação para identificar os indivíduos infectados pelo HIV
Foto: Orgenics
Teste pode ser usado por profissionais treinados em ambientes
 de divulgação para identificar os indivíduos infectados pelo HIV
Fabricado pela israelense Orgenics, o Alere Determine HIV-1/2 Ag/Ab é indicado para testes em ambientes de divulgação
 
Os EUA Food and Drug Administration (FDA) aprovou, nesta quinta-feira (7), o primeiro teste rápido para a detecção simultânea do de antígeno p24 do HIV-1, bem como anticorpos HIV-1 e HIV-2 em soro, plasma e sangue venoso ou com amostras de sangue na ponta de dedo.

Aprovado para ser utilizado como um auxiliar no diagnóstico de HIV-1 e HIV-2, o Alere Determine HIV-1/2 Ag/Ab é também o primeiro teste aprovado pela FDA que distingue de forma independente os resultados do antégeno p24 do HIV-1 e anticorpos de HIV em um único ensaio.

De acordo com o FDA, o teste pode ser usado por profissionais treinados em ambientes de divulgação para identificar os indivíduos infectados pelo HIV, mas não se destina a ser utilizado para testagem de dadores de sangue.

"Este teste ajuda a diagnosticar a infecção pelo HIV em maior escala, permitindo que os indivíduos procurem atendimento médico mais cedo, além de diminuir a transmissão do vírus," disse Karen Midthun, do FDA.

Dois tipos do vírus da Aids foram identificados no mundo, o HIV-1 e HIV-2. O HIV-1 é responsável pela maioria das infecções globais. HIV-2 é encontrada principalmente na África Ocidental, no entanto, casos de infecção por HIV-2 têm sido relatados na América do Norte e Europa.

Os Centros de Controle de Doenças e Prevenção estimam que a cada ano cerca de 50 mil pessoas descobrem estarem infectadas com o HIV nos Estados Unidos. Dos mais de 1 milhão de pessoas que vivem com o vírus no país nos Estados Unidos, cerca de 20% não sabem da infecção.

A Alere Determine HIV-1/2 Ag / Ab teste é fabricado pela Orgenics, de Yavne, Israel.
 
Fonte isaude.net

Quando 1 é igual a zero

David Uip, médico infectologista, é diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Foto: Antonio Cruz/ABr
David Uip, médico infectologista, é diretor do Instituto
de Infectologia Emílio Ribas
David Uip, médico infectologista, é diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, e professor Titular da Disciplina de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC
 
Em 1973, aluno da Faculdade de Medicina da Faculdade de Medicina do ABC, primeiro como voluntário, a seguir como sub-coordenador da área de saúde do Projeto Rondon, no Campus Avançado de Arassuaí, no Vale do Jequitinhonha (MG), senti de perto a total falta de estrutura para a prestação de assistência médica de qualidade a um povo já sofrido. Tivemos que fazer um parto em plena estrada de terra, pois o serviço de saúde era muito distante, as condições da rodovia eram terríveis e não havia mais tempo.

Éramos um grupo de entusiastas, estudantes motivados, mas sempre sob supervisão acadêmica. Ninguém estava ali se não pela sua própria vontade.

Em 1976, já residente da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, continuei no Projeto Rondon, no Campus Avançado de Marabá, no interior do Pará, onde as dificuldades não eram menores. O atendimento às populações ribeirinhas ocorria após uma linda travessia de barco seguida por uma esburacada e longa estrada.

Há 11 anos, convidado pelo governo de Angola, liderando uma equipe de médicos, enfermeiros e biologistas, coordeno dois projetos, o de prevenção à transmissão vertical do HIV e o de biossegurança nos hospitais nacionais. Chegamos lá logo após o fim de uma guerra civil. Entre outras ações auxiliamos a qualificar os recursos humanos locais para prestar assistência aos doentes de seu povo, por meio de treinamentos e intercâmbios.

Esta experiência de décadas me permite dizer, categoricamente, que não se resolve a carência de médicos no interior do Brasil contratando profissionais estrangeiros sem revalidação do diploma ou um exame de pró eficiência em língua portuguesa.

Qualquer médico brasileiro precisa comprovar o domínio do inglês fluente se quiser estagiar nos EUA, por exemplo. Trata-se de requisito elementar. Na atenção primária em saúde, a conversa com o paciente é fundamental. Se não entender a história do paciente, como tratá-lo?

Nos rincões brasileiros, a carência de estrutura mínima dos serviços de saúde, sem contar a questão do acesso, ainda é, infelizmente, uma realidade em muitos locais. É preciso condições adequadas no local de trabalho e, fundamentalmente, a possibilidade de crescimento em termos de carreira e qualificação. Nenhum médico hoje ficará satisfeito simplesmente em razão do salário.

Preocupa do mesmo modo a proposta do MEC em relação à extensão dos cursos de medicina, com residência compulsória no SUS. Não foi estabelecido de que forma esses alunos serão monitorados à distância ou qual faculdade tem corpo docente suficiente e capacitado para ensinar nas salas de aula e monitorar alunos à distância, simultaneamente.

Se não forem elevados os recursos destinados para a área da saúde, não se faz política pública neste país. Os futuros médicos brasileiros querem lutar por um país melhor, almejam a humanização na saúde, mas antes é preciso dar-lhes subsídio e, acima de tudo, um plano de carreira.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no tratamento de doenças infecciosas e parasitárias para a América Latina, forma residentes para o país inteiro. Vejo jovens dispostos, que ainda mantêm o romantismo pela profissão e são bem qualificados, mas que não encontram condições mínimas de trabalho em muitos lugares.

O Brasil já avançou bastante nas últimas décadas em saúde pública. A população hoje está vivendo mais e com maior qualidade. Ainda temos muito para avançar na área de ensino, pesquisa e qualificação em medicina. Queremos médicos brasileiros e, até mesmo estrangeiros, com condições adequadas para proporcionar saúde.
 
Fonte isaude.net

Estresse das grandes cidades pode ser fator de risco para o coração

Estresse das grandes cidades pode ser fator de risco para o coração  Stock Images/Stock ImagesEstado de tensão e alerta pode liberar de hormônios que comprometem saúde cardíaca
 
Além de enfrentar uma intensa rotina de trabalho, quem vive nas grandes cidades precisa lidar diariamente com fatores bastante desgastantes como o trânsito e a violência. Embora muitos tenham se acostumado ao ritmo dos grandes centros urbanos, enfrentar a rotina dentro deles gera muito mais do que um desgaste físico e emocional.
 
— O estresse vivido por quem mora na cidade causa o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, além de provocar a liberação de hormônios que também podem prejudicar o coração — afirma a cardiologista do Hospital do Coração (HCor), Magaly Arrais.
 
Magali explica que, em função do estado de tensão e alerta contínuo do corpo, o cérebro sofre alterações que levam a uma liberação de altos níveis de hormônios que geram instabilidade no organismo e podem provocar espasmos na artéria coronária que irriga o coração, além de lesionar células cardíacas, conhecidas como miócitos, por causa do aumento dos radicais livres.
 
— O excesso de hormônios como o cortisol e a adrenalina, por exemplo, aumenta os batimentos cardíacos e eleva a pressão arterial. Por isso, pessoas predispostas ou com problemas cardíacos podem sofrer infartos e até vir a óbito, caso sejam expostos a altos níveis de tensão e ansiedade — explica a médica.
 
Os sintomas do estresse
Para enfrentar a rotina urbana de maneira saudável, é preciso se cuidar. Por isso, a psicóloga Priscila Regina Torres Bueno explica como identificar sinais de tensão que possam indicar níveis mais altos de estresse.
 
— Estresse é uma condição de desequilíbrio do funcionamento físico e mental e pode ocorrer quando o organismo precisa lidar com situações que exigem um grande esforço físico e emocional para serem superadas. Fatores como competição profissional, violência, insegurança, mudanças na rotina familiar, profissional ou perdas financeiras podem desencadear o problema — afirma Priscila.
 
De acordo com a psicóloga, os sintomas que indicam níveis mais altos de estresse podem aparecer em estágios, muitas vezes não percebidos pelas pessoas. Primeiramente há a fase de alerta que pode causar tensão ou dores musculares, irritabilidade, sensibilidade emocional, ansiedade e inquietação. O estágio seguinte é o da resistência ao fator que gera o estresse, no qual podem surgir cansaço e perda de memória.
 
— Quando o organismo não consegue se adaptar ao fato que causa o estresse, o indivíduo entra na fase da exaustão. Nesse estágio pode haver dificuldade de concentração, perda de memória, falta de interesse sexual, impotência, infecções ginecológicas, distúrbios menstruais, erupções dermatológicas, quedas de cabelo, perda ou ganho de peso, desânimo, questionamentos pessoais e profissionais, além de sintomas de ansiedade, pânico e depressão — revela a psicóloga.
 
Como aliviar a tensão
Para combater todos esses problemas, a melhor opção ainda é relaxar. Para isso, Priscila também tem algumas dicas. Segundo ela, quando o organismo fica em alerta ou sob tensão, ele precisa entrar em equilíbrio para se recuperar. Por isso, é fundamental desfrutar de momentos que tragam prazer e relaxamento, como a prática de exercícios físicos e o cultivo de relacionamentos saudáveis que possam funcionar como suporte emocional. Além disso, é muito importante reconhecer os próprios sentimentos, os sintomas de estresse e procurar o apoio de pessoas próximas ou de especialistas que auxiliem a enfrentar o problema, propondo modelos de comportamento mais adequados diante de cada dificuldade do dia-a-dia.
 
— Vale lembrar que a ingestão de bebida alcoólica, cigarro e o excesso de comida não auxiliam a pessoa. O ideal é buscar o equilíbrio emocional de maneira saudável — finaliza a psicóloga.

Fonte Zero Hora