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domingo, 11 de agosto de 2013

Como preparar uma marmita saudável

Reprodução
Cuidado na hora de preparar a marmita
Nem toda comida caseira pode ser consumida no ambiente de trabalho. Saiba quais são os alimentos adequados e a melhor forma de armazená-los
 
Durante a crise econômica ou na necessidade de emagrecer, a marmita é sempre uma boa opção. Além de economizar o vale-refeição, garante uma alimentação de qualidade e impede os excessos (in)voluntários dos restaurantes por quilo ou a lá carte.
                          
Antes de aposentar o ticket e garantir o almoço do dia seguinte com a sobra do jantar, é preciso seguir à risca as orientações dos nutricionistas. Nem toda comida pode ser transportada e sofrer oscilações de temperatura. Carnes e molhos pesados, feitos à base de creme de leite, por exemplo, devem permanecer na geladeira de casa, nunca do trabalho.
 
O micro-ondas comunitário, embora garanta uma refeição quentinha, é um potencial foco de contaminação. Uma escolha equivocada pode resultar em infecção ou intoxicação alimentar.
 
Patricia Bertolucci, nutricionista da PB Consultoria e Roseli Rossi, nutricionista da clínica Equilíbrio Nutricional, respondem às principais dúvidas do tema e ensinam a preparar uma marmita saudável.

Quais alimentos devem ser banidos de marmitas, ou seja, não são recomendados?
Os alimentos mais perecíveis. Os que requerem maiores cuidados com relação à temperatura de transporte e armazenamento são os menos recomendados: carne de porco, peixes, frituras, empanados, molhos cremosos ou gordurosos (com linguiça, paio, bacon), maionese (creme industrializado e salada), molho branco e feijoada.
 
“Caso utilize estas preparações em marmitas, tenha cuidado redobrado com relação à manutenção de temperatura de transporte, armazenamento e reaquecimento. O risco de contaminação é muito mais alto”, alerta Patricia Pertolucci.
 
Molhos à base de leite, creme de leite, maionese ou iogurte (molho branco, creme de milho, creme de espinafre) tendem a azedar mais facilmente com oscilações de temperatura.
 
As frituras também devem ser evitadas, explica Roseli Rossi. “Elas perdem a característica e o sabor ao serem requentadas, além de serem ricas em gorduras e substâncias prejudiciais a saúde. Por isso dê preferência a outros tipos de preparação como assados ou cozidos.”
 
Fechando a lista dos itens contraindicados está o tomate. A fruta não é uma boa opção, pois solta muita água e acaba umedecendo a comida toda.
 
Quais os alimentos mais indicados?
Carnes magras (frango, ovo, peixe). A carne bovina e de porco contêm bactérias muito resistentes, que permanecem vivas mesmo em altas temperaturas.
 
Tubérculos, hortaliças e legumes sem temperos. Grãos como o feijão, a ervilha a lentilha e o grão-de-bico também têm passe livre.
 
A proposta da marmita é favorecer uma alimentação saudável. Para isso, é importante escolher a combinação dos nutrientes equilibrando a quantidade de carboidratos (arroz integral, feijões, batata, massas), proteínas (carnes, peixes e frango – assados, cozidos ou refogados), legumes e verduras (brócolis, abobrinha, cenoura, chuchu, pepino, couve, escarola – refogados, crus ou cozidos no vapor), indica Patrícia.
 
Se a comida for aquecida no forno de micro-ondas, também é aconselhado que as carnes não sejam somente grelhadas, para não ficarem secas. Elas podem ser cozidas ou podem ser acompanhadas de algum molho leve, como chutney de manga, molho de maracujá ou molho de alcaparras.
 
Como escolher os alimentos na hora de prepará-la?
Escolha alimentos de boa qualidade, respeite a sazonalidade, higienize adequadamente e opte por uma técnica de preparo que seja grelhada, assada ou cozida. Sempre submeta à temperatura e ao tempo que mantenha o total cozimento do alimento para garantir menor risco de contaminação. Evite ingredientes condimentados, que sejam acrescidos de bacon, linguiça e outros embutidos e com molhos cremosos.
 
Dê preferência aos alimentos mais frescos, para minimizar os riscos de contaminação. “Não recomendamos a utilização de produtos que foram preparados a mais de dois dias. O ideal é que as marmitas sejam montadas com alimentos feitos, no máximo, na noite anterior”, endossam as nutricionistas.

Na hora de montar a marmita, escolha um tipo de proteína (carne, frango, peixe ou ovo – omelete ou ovo mexido), um ou dois tipos de carboidrato (arroz integral e feijão, arroz com lentilha, batata ou mandioquinha, por exemplo) e um tipo de verdura cozida (cenoura, abobrinha, berinjela, chuchu).
 
Em um recipiente à parte, monte uma salada com folhas cruas e legumes crus. E ainda leve uma fruta de sobremesa ou para ser consumida uma hora depois do almoço.
 
Quanto tempo a marmita pode ficar sem refrigeração?
Durante o inverno é permitido manter fora de refrigeração por no máximo duas horas. No verão, apenas 60 minutos. Segundo recomendações da ANVISA, não se deve deixar os alimentos cozidos expostos a temperatura ambiente (até 21ºC) por mais de duas horas. Em temperaturas mais elevadas o tempo de exposição deve ser ainda menor.
 
Como minimizar os possíveis danos para quem não tem geladeira no ambiente de trabalho?
Manter em bolsa térmica com géis de gelo. Neste caso, é possível congelar (o prato principal à base de proteínas) e refrigerar o restante até o momento de montar a marmita na bolsa térmica. Manter em local fresco até o momento de levar ao micro-ondas e aquecê-la por mais tempo, em alta temperatura.

Para evitar grandes chances de multiplicação de bactérias recomenda-se a utilização de sacolas ou bolsas térmicas para conservação das marmitas. Elas podem ser congeladas e transportadas na bolsa térmica mantendo assim a temperatura inferior a 5ºC. Assim, é possível diminuir os riscos de desenvolvimento de microrganismos prejudiciais nos alimentos.
 
Se a marmita for congelada, melhor evitar também as seguintes preparações: maionese, vegetais crus, ovo cozido, batata cozida, preparações com creme de leite e tomate.
 
Alguma dica para que a salada não amoleça, fique opaca e sem sabor?
Pode-se colocar um pouco de água gelada nas folhas e escorrer antes de consumir. O ideal é levar o tempero à parte. O risco de contaminação cruzada entre os crus e cozidos é alto, além de ser prejudicial à aparência e qualidade da preparação.
 
Como compor a marmita em cada dia da semana, pensando em uma dieta balanceada?
O ideal é que sempre na composição tenha: vegetais (folhas, verduras e legumes), 1 carboidrato (arroz integral OU batata OU MILHO ou macarrão integral) + 1 proteína (frango OU carne OU peixe OU ovos) + 1 fruta. Recomenda-se o consumo de peixes 1 vez por semana e as carnes vermelhas 2 vezes na semana, frango 3 vezes e ovos 1 vez por semana.
 
O ideal é levar a salada com folhas e vegetais crus, alimentos que fornecem fibras e minerais necessários para o dia a dia. Como fonte de energia escolher de um ou dois carboidratos, de preferência aos de baixo índice glicêmico, como o arroz integral, arroz 7 cereais ou quinoa, além das leguminosas como o feijão, grão-de-bico e lentilha. Estes alimentos fornecem energia ao corpo de forma mais lenta, não elevando a glicemia.

Ao escolher as proteínas, prefira as magras (frango sem pele, carne bovina sem gordura aparente, peixes que são ricos em ômega 3 – acido graxo essencial) e evite as frituras.
 
Como opções de guarnição, dê preferência aos legumes e verduras refogados, cozidos ou assados, temperados com açafrão ou ervas como tomilho, salsinha e alecrim. O mais importante é que haja uma variação nos tipos de alimentos consumidos durante a semana para que o organismo consiga equilibrar e utilizar todos os nutrientes que precisa.
 
A marmita é uma boa opção para quem deseja perder peso? Nesses casos, quais as recomendações?
O ideal é fazer a marmita sem se privar de nenhum alimento e equilibrar as quantidades e a qualidade dos alimentos levados. Por exemplo, se levar arroz e feijão exclua o purê de batata, pois o arroz e feijão já oferecem a porção de carboidratos necessária para o almoço.
 
“Planejar a alimentação com antecedência também ajuda a evitar os exageros que cometemos na hora da fome e com a oferta de alimentos pouco saudáveis nos restaurantes”, recomenda Patrícia.
 
Comer no trabalho aumenta a fome ao longo do dia? Como evitar que isso ocorra?
Não se recomenda comer no ambiente de trabalho, escritório, mesa de trabalho, em frente ao computador, pois não se presta atenção ao que se come. É fundamental que a refeição seja realizada no refeitório da empresa ou em algum ambiente que permita uma pausa no dia.
     
Como esquentar essa comida? Existe alguma forma mais adequada?
Para reaquecer a marmita, o correto é encher uma assadeira com água para que cubra até 2/3 do recipiente (há marmitas que já vêm com uma linha indicadora de até onde deve se encher de água). Deixe a água chegar a uns 70ºC a 75ºC e deixe cozinhar, dependendo do tipo de alimento leva um tempo. No micro-ondas é só colocar o tempo que varia conforme o alimento.             

Como armazenar e transportar frutas? Descascar antes ou somente na hora de ingerir o alimento?
As frutas devem ser descascadas somente na hora do consumo. Embrulhe com papel toalha, passe um filme plástico e, por fim, papel alumínio.
 
Fonte iG

Dois cardápios que protegem o coração

O azeite  é muito recomendado pelos cardiologistas
Nutricionista do hospital especializado indica as dietas que ajudam a melhorar a saúde do músculo cardíaco
 
Azeite, alho, linhaça, produtos integrais e aveia apresentam uma semelhança positiva, afirma a nutricionista Renata Alves, especialista do Instituto de Cardiologia do Hospital Dante Pazzanesse, de São Paulo: todos, se consumidos em quantidades ideais, ajudam a melhorar a saúde do coração.
 
Segundo ela explica, a dieta ideal para o cardíaco – e também para quem não quer entrar para a estatística dos que sofreram panes no principal músculo do organismo – deve ser composta principalmente dos chamados "alimentos cardioprotetores".
 
 
Eles são compostos por bioativos com ação sobre a diminuição da pressão arterial, do colesterol LD (conhecido como colesterol ruim), triglicérides e sobre o controle do peso. Também contribuem na melhora do HDL (colesterol bom) e a diminuição da agregação plaquetária, que é responsável por controlar a boa circulação sanguínea para evitar coágulos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).
 
- Salmão, atum e sardinha são os peixes mais indicados para proteger o coração
 
- Chá verde é outro amigo dos cardíacos
 
- Chocolate escuro: maior teor de cacau (amargo) traz benefícios ao coração
 
- O azeite também é muito recomendado pelos cardiologistas
 
- O alho, em especial para temperos, é outro escalado para a dieta dos cardiopatas
 
- Ele é calórico, mas o abacate em doses certas só ajuda o coração
 
- Aveia, mesmo misturada aos pratos quentes, é ótima protetora
 
- A soja também é queridinha dos cardiologistas
 
- O iogurte, principalmente o natural e sem açúcar, é muito recomendado
 
- O tomate é cheio de substâncias que protegem o coração
 
- A uva também é aliada, seja o suco ou o vinho, desde que em doses controladas
 
Para ajudar na tarefa de fazer da alimentação uma aliada da saúde cardíaca, a nutricionista elaborou dois cardápios recheados de comidas cardioprotetoras. É só conferir.
 
Opção 1  
 
Café da Manhã:
- Pão francês pode ser substituído por pão integral, bolacha de água e sal ou torrada com margarina com fitosteróis (para diminuição do colesterol ruim)
 
- Leite desnatado ou queijo branco, leite de soja, ou iogurte natural
 
- Pode-se substituir café por chá verde. Cereais, ou aveia
 
Lanche da manhã: fruta da época ou suco natural (uva, ou suco de uva)
 
Almoço e jantar:
- Arroz (preferencialmente integral) ou batata ou mandioca ou milho ou inhame ou cará. Feijão pode ser trocado por ervilha, soja, grão-de-bico, ou lentilha
 
- Carnes magras e grelhadas, cozidas e assadas, preferencialmente frango ou peixe
 
- Ovo cozido ou omelete. Incluir legumes crus e cozidos como: tomate, cenoura, beterraba, nabo, rabanete, abobrinha, abóbora, chuchu, berinjela, quiabo, vagem, pepino, jiló. A sugestão é que sejam temperados com um pouco de azeite e alho
 
- Verduras cruas e cozidas como: alface, acelga, agrião, escarola, mostarda, espinafre, couve, rúcula ou almeirão
 
Importante: Uma colher de farinha de linhaça na refeição do almoço ajuda a diminuir a absorção de gorduras e carboidratos
 
Lanche da tarde: fruta ou suco natural
 
Lanche da noite: chá e torradas. Substituir o pão francês por pão integral
 
Opção 2
 
Café da manhã:
iogurte com morangos e cereais sem açúcar, ou vitamina de leite de soja com aveia em flocos e banana, ou leite desnatado com pão integral e margarina light.
 
Almoço ou jantar:
Salada verde com abacaxi e azeite para temperar. Arroz (preferencialmente integral), ou batata cozida, ou purê de mandioca ou purê de mandioquinha. Feijão ou vinagrete de grão (lentilha, soja, feijão branco ou ervilha). Filé de peixe assado empanado com linhaça e gergelim, ou filé de frango grelhado. Tomate recheado com queijo branco ou legumes cozidos (cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha). Suco de laranja com couve. Queijo branco com geleia de goiaba sem açúcar ou fruta da época
 
Lanche da tarde: abacate ou fruta com farinha de linhaça, ou suco de limão com água de coco
 
Ceia: chá verde com suco de maracujá
 
Sugestão de lanches saudáveis: Pastel assado de berinjela, sanduíche de pão integral com atum enlatado em água e sal, cebola e alface. Sopa de abóbora com gengibre

Fonte iG

10 dicas para afastar a gordura trans em sua dieta

Modere no consumo de fast food, bem como de alimentos congelados
Nutricionistas listam medidas simples, como evitar frituras e escolher bem os congelados. Elas protegem o coração
 
As gorduras trans (GT) - um tipo específico de gordura formado pelo processo de hidrogenação natural ou industrial - estão presentes em alimentos, como carne e leite, além de alguns produtos industrializados.

Não é possível excluí-las totalmente da alimentação – embora em alimentos industrializados elas possam ser substituídas - porém nem sempre com um resultado satisfatório em relação à textura e ao sabor.
 
O consumo excessivo contribui para o aumento do colesterol total e do LDL (o colesterol ruim) e ainda promove a redução dos níveis de HDL (o colesterol bom), trazendo riscos para o coração e a saúde de forma geral.           
           
Devido aos prejuízos que pode causar, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a redução de trans nos alimentos. Pelas orientações, não se deve consumir mais do que 2 gramas por dia.            
                          
“Elas foram substituídas por outros tipos de gorduras, mas nem sempre elas são mais saudáveis. A substituição pode ser feita, por exemplo, por uma gordura que tenha um nível alto de saturação e que pode ser tão prejudicial ao organismo quanto a GT, quando consumida em excesso”, alerta Maria Fernanda Elias, nutricionista, mestre em Saúde Pública e doutoranda em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP).

Alimentos com menos de 0,2 gramas de GT por porção podem ser rotulados como “livre de gordura trans”. “Eles ainda contém traços de GT, mas é uma quantidade que a Anvisa classifica como ‘não significativa’”, diz Maria Fernanda.
                          
Para tornar mais fácil manter uma dieta saudável para o coração em casa, há anos, a Food and Drug Administration nos EUA exige que alimentos e bebidas listem as gorduras trans no rótulo de informação nutricional.
 
"É importante ler as informações nutricionais, bem como a lista de ingredientes. Fique atento a nomes como gordura hidrogenada, gordura parcialmente hidrogenada, gordura saturada e banha, consumindo com moderação estes tipos de alimentos”, diz a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora do Grupo Equilibrium, de São Paulo.
                          
Aqui estão 10 sugestões para afastar os riscos da gordura trans de sua dieta:
 
1. Evite alimentos fritos
Frango, pastéis, salgadinhos e outras frituras carregam gordura trans e colesterol. Em vez de fritar, uma opção é usar a frigideira para “saltear” o alimento - método que pode ser considerado uma fritura com pouca gordura. Não se esqueça de usar óleos líquidos, como azeite ou óleo de canola e em quantidade adequada para manter as calorias sob controle.
 
2. Modere no fast food
As redes fast food têm fama de cardápios ricos em colesterol, mas muitas cadeias de restaurantes já oferecem opções saudáveis para o coração. Dica: procure alimentos frescos e evite frituras e molhos com muito queijo e condimentos. Opte por saladas, peixe ou frango grelhado, batata cozida. Além disso, pule as sobremesas fritas, biscoitos e tortas recheadas. “Evite os molhos muito calóricos, mas não precisa ter fobia de molhos. Um a base de azeite ou do tipo rose dão gosto às saladas, sem comprometer a saúde”, diz Cynthia.

3. Reduza o consumo de preparos de sobremesa
Misturas para bolos e doces podem ser convenientes, mas muitas têm quantidades de gorduras trans. Experimente fazer um bolo da forma tradicional, incorporando gorduras saudáveis e polvilhe açúcar de confeiteiro por cima em vez de glacê. “Use leite desnatado, óleos vegetais ao invés de manteiga. Outra dica é o iogurte natural desnatado ao invés de chantilly. Nas tortas doces, troque a ‘massa podre’ (que requer grandes quantidades de gordura) por massa feita com biscoitos ou cereais integrais”, sugere a nutricionista Maria Fernanda.
                          
4. Atenção ao consumo de macarrão instantâneo e sopa em copo
São coringas em uma dieta de quem não tem muito tempo. Mas a grande quantidade de gorduras trans deve fazer você diminuí-los de seu dia a dia. A alternativa pode ser essa: faça uma panela grande de sopa no fim de semana, divida-a em porções individuais, congele e tenha várias refeições deliciosas e nutritivas.
 
5. Escolha cuidadosamente os congelados
Você não tem que evitar o corredor de comida congelada do supermercado. Só precisa fazer escolhas nutritivas. Por isso, leia os rótulos e escolha os alimentos mais próximos à sua forma natural e evite os que tenham gordura saturada, trans e colesterol. Faça um estoque de vegetais e frutas congeladas sem molhos para adicionar a cozidos, sopas, ensopados e smoothies. E procure fontes de proteína magra: escolha peixes que não sejam à milanesa.
            
6. Evite os doces recheados
Quando se trata de recheios pastosos – com ingredientes de origem animal (como leite, ovos) –, a melhor maneira de reduzir as gorduras é evitar esses alimentos. Boas opções são doces com grãos integrais, muffins de farelo de trigo ou frutas e iogurtes.
 
Não precisa tirar a margarina do cardápio, basta consumi-la
 com moderação
7. Reduza a quantidade de margarina
Durante anos, as pessoas acreditaram que a margarina era melhor do que a manteiga, que é rica em colesterol. Descobriram, então, gordura trans nas margarinas. Mas hoje o problema foi corrigido e você pode mantê-la em sua dieta – ou usar um creme vegetal. Fique atento apenas a quantidade a ser consumida.

“Ainda existe muita controvérsia a respeito dessas substituições. A margarina não contém colesterol, mas contém gorduras saturadas que também promovem o aumento do colesterol. Ou seja, o melhor é optar por aquele alimento que mais agrada em termos sensoriais e usá-lo em pouca quantidade para passar no pão (o mínimo possível). Costumamos recomendar ‘uma ponta de faca”, diz Maria Fernanda.
 
8. Não abuse de alimentos pré-prontos
Eles parecem tão fáceis de preparar... Mas aqueles pacotes de pães de queijo, pizza, massa, biscoitinhos, tortinhas congeladas podem estar carregados de gorduras trans. Vá para as prateleiras de alimentos de grãos integrais. Ou, como no caso dos bolos, faça seu próprio alimento. “Quando preparamos os alimentos em casa, sempre é possível usar menor quantidade de gordura, optar pelos óleos vegetais e preferir ingredientes mais saudáveis, como farinhas integrais, leite desnatado, queijo branco, frutas e pouco açúcar”, reforça Maria Fernanda.
                          
9. Atenção à pipoca de micro-ondas
Pipoca pode fazer parte de uma dieta saudável para o coração, mas não quando é carregada de sal, colesterol alto, manteiga. “O excesso de sal na alimentação está diretamente associado a risco de hipertensão”, lembra Maria Fernanda. Prefira a pipoca “neutra” e adicione você mesmo o sal (pouco) ou outros temperos. Para pipoca doce, acrescente uma pequena quantidade de mel e canela.

10. Prefira café sem chantilly
É gostoso um creminho por sobre o café. Mas as gorduras estão ali boiando e podem contribuir para níveis elevados de colesterol. Se quiser dar uma suavizada no café, tente um pouquinho de leite desnatado ou apenas aquela espuminha de leite.

Fonte iG

Novas coberturas podem tornar planos de saúde mais caros no País

Novas coberturas podem tornar planos de saúde mais caros no País
 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai analisar todas as contribuições recebidas durante a Consulta Pública 53, encerrada na terça-feira (6), com o objetivo de incluir, pelos planos de saúde, cerca de 80 coberturas.
           
Elas incluem procedimentos médicos e odontológicos, medicamentos, terapias e exames, além da atualização de mais de 30 procedimentos já cobertos.
 
A proposta destaca a inclusão de 36 medicamentos para tratamento oral domiciliar de câncer, a introdução de uma nova técnica de radioterapia e cerca de 30 cirurgias por vídeo.
 
Após reunião do grupo técnico da agência, previsto para o final de setembro deste ano, o novo rol deverá ser concluído para publicação no dia 1º de janeiro de 2014.
 
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as principais seguradoras especializadas em saúde e as operadoras de medicina e odontologia de grupo no país, considera que a atualização do rol de procedimentos e eventos em saúde da ANS é necessária para acompanhar a evolução da medicina.
 
O diretor executivo da FenaSaúde, o ex-ministro da Previdência Social José Cechin, lembrou que na área dos medicamentos neoplásicos (contra o câncer), o avanço tem sido muito rápido. “A nova edição do rol é para atualizar o que se passa na área tecnológica. Certamente, atende às aspirações dos consumidores e a ideia é que a nova medicação venha melhor a do passado”.
 
Os 36 medicamentos abrangem 52 tipos diferentes de problemas oriundos de câncer, informou. “É um avanço bastante importante”.
 
A inclusão desses novos medicamentos terá, certamente, efeito sobre os custos das operadoras de planos de saúde, disse Cechin. Ele acrescentou que é difícil, porém, estimar, em princípio, esse impacto, uma vez que não se pode precisar quantas pessoas passarão a usar as novas medicações que serão cobertas.
 
Somente um ano após a entrada em vigor do rol é que se terá noção, inclusive, do número de pacientes que terão recorrido a esse tipo de tratamento e as consequências que os novos medicamentos terão sobre a doença.
 
“Teremos que prestar atenção, e a própria ANS faz isso, ir acompanhando durante o próximo ano. Ao final, ela vai dizer que o impacto foi tanto e vai levar isso em conta no momento de autorizar reajustes dos planos individuais”. Nos planos coletivos, a negociação é feita diretamente entre as operadoras e as empresas que contratam os planos.
 
Cechin destacou que o impacto das novas coberturas vai variar de empresa para empresa. O impacto pode ser significativo para as operadoras que ainda não incluíam esses medicamentos. “O impacto difere de operadora para operadora, a depender do que ela já praticava e da incidência desse tipo de doença na sua população de beneficiários”.
 
Ele acredita que o número de internações para o tratamento de diversos tipos de câncer, que no ano passado somou 96,7 mil pessoas, dentro do universo de 1,9 milhão, poderá cair após a vigência do novo rol de procedimentos. “Em princípio, espera-se que venha a reduzir a internação que é feita para ministrar a medicação (contra o câncer). A expectativa é essa”. A constatação se isso é verdadeiro será feita ao longo do próximo ano, disse Cechin.
 
As 96,7 mil internações para tratamento de cânceres, feitas em 2012, representam 5,1% do total de internações por planos das empresas associadas à FenaSaúde, no período.
 
Entre outros tipos de neoplasias, destacam-se 15,5 mil internações devido a câncer de colo de útero, 11,7 mil a câncer de cólon e reto, 6,4 mil a câncer de mama e 2,4 mil a câncer de próstata.
 
O aumento das internações geradas por câncer alcançou 34,2%, em comparação a 2011. Os dados serão divulgados ainda este mês no 4º Boletim de Indicadores Assistenciais da FenaSaúde.]
 
Fonte Agência Brasil

Ministério informa que 715 médicos estrangeiros foram selecionados para o SUS

Rafael Belzunces/Futura Press
Médicos protestam em SP contra programa
O maior número de concorrentes é de espanhóis, seguidos por portugueses e, depois, por argentinos
 
Levantamento divulgado neste sábado (10) pelo Ministério da Saúde aponta que 715 médicos formados no exterior foram selecionados para trabalhar no SUS (Sistema Único de Saúde) dentro do programa Mais Médicos. Desse total, 204 foram selecionados para a Região Sul do País, depois de um cruzamento de dados de regiões de interesse apontadas pelos candidatos.
 
A assessoria do Ministério explicou que a maior parte das cidades apontadas está localizada em áreas de fronteira e atribuiu o maior interesse pela região ao fato de muitos dos interessados serem argentinos. O maior número de concorrentes é de espanhóis, seguidos por portugueses e, depois, por médicos do país vizinho.
 
A Região Sudeste foi a segunda que teve mais municípios selecionados pelos interessados, um total de 162. No Nordeste, 153 médicos receberam o aval da Saúde. Já as Regiões Norte (137) e Centro-oeste (59) foram as que despertaram menor interesse dos profissionais. Juntas (196), elas tiveram menos citações do que o Sul.
 
O Ministério informou que o Mais Médicos registrou adesão de 3.511 municípios e que a seleção de profissionais começou com candidatos brasileiros, um total de 938. Agora, o governo completa a lista com os 715 estrangeiros, que foram divididos em dois grupos. O primeiro, formado por 521 clínicos, é o de "estrangeiros de fato". O segundo, que conta com 194 pessoas, foi criado com brasileiros que se formaram no exterior e que recebem esse tratamento diferenciado porque não têm diploma validado no Brasil.
 
No ato da inscrição ao programa, os interessados deviam, além de entregar a documentação, escolher seis cidades de interesse entre as que aderiram ao programa. Cada uma das cidades tinha de apresentar um perfil, como ser de grande ou pequeno porte ou estar numa região metropolitana, por exemplo.
 
O Ministério, em seguida, realizou um cruzamento de dados com os municípios de interesse e a necessidade de médicos com o objetivo de preencher o maior número de vagas possível. A lista divulgada pelo governo hoje, portanto, continha o nome do médico e o lugar para onde ele foi selecionado entre os municípios pré-indicados por ele mesmo. Os profissionais terão até segunda-feira para confirmar o interesse na vaga.
 
Defesa de Dilma
Hoje, Dilma saiu em defesa do programa Mais Médicos e fez um balanço da situação da saúde no país. Lembrou que o Brasil tem uma cobertura de 1,8 médico por mil habitantes, bem menor que a da Argentina, de 3,2, e a do Uruguai, de 3,7 médicos por mil habitantes. “Nós temos um problema de acesso ao médico, daí porque o governo federal decidiu fazer o Programa Mais Médicos, em consonância com o pleito dos prefeitos", justificou a presidenta.
 
Ela reconheceu a falta de médicos em várias especialidades como, por exemplo, a pediatria, e a má distribuição de leitos no Sistema Único de Saúde. Segundo Dilma, 700 municípios não têm nenhum médico e 1,9 mil tem menos de um profissional por 3 mil habitantes.
 
Para atrair profissionais, a presidenta explicou que o governo federal vai oferecer R$ 10 mil de salário aos médicos que se cadastrarem para trabalhar nos municípios que têm vagas. Nas localidades de difícil acesso, o valor chega a R$ 20 mil e na região amazônica, a R$ 30 mil.
 
As inscrições para o Programa Mais Médicos, segundo Dilma, serão reabertas em caráter permanente e vão privilegiar o trabalho em periferias de grandes cidades, locais de difícil acesso, interior do país e regiões Norte e Nordeste.
 
Fonte Último Segundo